Textos na Categoria 'Educação'

Assim Será

Dr. Michael LaitmanPergunta: Haverá um momento em que os salários estarão ligados não apenas aos resultados, mas às necessidades do trabalhador como com Marx, “A cada um segundo suas necessidades”?

Resposta: Assim será. No entanto, isso vai acontecer quando a pessoa estiver satisfeita apenas com suas necessidades materiais, sem luxos, quando ela não receber mais satisfação do pensamento de que é dona de fábricas e empresas. Esse desejo vai desaparecer de dentro dela.

Nós precisamos chegar a este tipo de estado. Assim, nós temos que esperar por ele ou educar a nação. Com a ajuda da educação integral, nós aceleramos o movimento e rapidamente passamos por essas etapas, embora não as excluamos como a Rússia, que tentou fazê-lo ao passar da servidão para o socialismo, ignorando o capitalismo. É por isso que agora a Rússia está experimentando uma reversão.

O próximo estado da humanidade é o de proporcionar o nível normal do desenvolvimento material e todo o resto é apenas o desenvolvimento espiritual.

Um máximo de 10% da humanidade vai trabalhar para fornecer tudo o que for necessário: roupas, alimentos, construção de casas, etc. O resto pode ser chamado, em linguagem moderna, de desempregados. Eles estarão estreitamente associados à lei integral da natureza e junto com isso vão constantemente sentir grandes e novas satisfações internas, associadas a um vasto vazio. Eles vão gradualmente passar para a conexão integral entre eles, vão sentir a Noosfera (esfera do pensamento humano), irão desenvolver dentro deles hábitos completamente novos, novas emoções e sentimentos íntimos. Eles não terão a necessidade de telefones, celulares, modens e conexões de computador. Eles estarão conectados internamente.

Não é a telepatia que imaginamos como algo sobrenatural. Trata-se de um sentido extra que irá se desenvolver em nós sob a influência da cooperação mútua integral entre nós.

Isto é assim porque nós constituímos um sistema único integral. Só que não sentimos isso. Na natureza tudo está necessariamente conectado a tudo, mas essas leis são obrigatórias nos níveis inanimado, vegetal e animal. No nosso nível elas precisam para ser reconhecidas. Então nós vamos sentir o universo inteiro de um extremo ao outro; vamos sentir internamente como ele respira e vive.

De KabTV “Segredos Profissionais” 06/02/13

Uma Companhia, Visando O Futuro

Pergunta: Pode, um gerente, revelar dentro de uma empresa uma conexão integral dentro dela?

Resposta: Claro! A educação integral pressupõe a interação e desenvolvimento das pessoas em pequenos grupos. Você consegue imaginar que tipo de conexão ocorrerá no local de trabalho, que energia vai liberar, em que perspectiva vai mostrar, e todos vão entender se o que eles fazem é certo ou errado? Vai ser uma empresa voltada para o futuro, e não importa o que ela produza, seus produtos vão começar a atrair as pessoas como tortas frescas do forno.

Pergunta: Mas, por enquanto, será o proprietário que pagará os funcionários, como é costume na sociedade moderna?

Resposta: Ele vai ter que pagar o que os funcionários necessitam. E eles não vão exigir mais. Relações uns com os outros e interação coletiva irão dar-lhes tal senso de realização interior, tal recompensa, que eles não vão ter os desejos acima das necessidades físicas normais.

De KabTV “Segredos Profissionais” 06/02/13

A Abordagem Integral Não Remove A Responsabilidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que uma pessoa numa sociedade integral assume a responsabilidade por quaisquer ofensas?

Resposta: Claro, como esta sociedade ainda não está completamente corrigida, há egoístas nela, não anjos.

Uma pessoa é julgada por suas ações, e se as obras são ruins, ela deve ativar um novo sistema para se corrigir.

Ao reconhecer a abordagem integral, há uma responsabilidade ainda maior para com os outros, e através da implantação e observação, a pessoa sente que ganha moralmente e talvez até mesmo materialmente. Mas é um dever!

Eu gostaria de dizer apenas uma coisa: a pessoa precisa constantemente encontrar a combinação correta entre a introdução de novas leis e a educação, elevando a consciência. Nós precisamos analisar constantemente em que medida as pessoas se tornam mais conscientes de sua dependência mútua, do respeito mútuo à integridade, e como utilizar os sistemas de forma eficaz para que eles deem mais seriedade a esta. A pessoa precisa usar sistemas educativos mais sérios, mas sem pressão.

De KabTV “Segredos Profissionais” 07/02/13

Uma Necessidade Universal

Dr. Michael LaitmanPergunta: Hoje os donos de empresas já devem ter adivinhado que o mais valioso capital humano é o conhecimento coletivo e as habilidades, e eles querem usá-lo. Eles entendem isso, pois a própria mente entende isso, que estruturas hierárquicas rígidas devem dar lugar àquelas flexíveis e autorreguladoras.

Mas na Rússia, por exemplo, as pessoas estão acostumadas a uma hierarquia muito rígida: o “tzar-pai,” o chefe de família, o proprietário do negócio. Vale a pena mudar para uma nova estrutura? As pessoas vão querer a autorregulação?

Resposta: Se as pessoas querem ou não, não depende delas. A natureza muda gradualmente as necessidades humanas, e é por isso que elas ainda terão que chegar lá.

Agora é a hora de estabelecer esses valores. As pessoas veem que não sabem como organizar a vida; há devastação, luta pela sobrevivência, contas enormes, fricção, poder e pressão. Tudo o que pode ser substituído por relações normais é controlado pelas estruturas de poder do crime ou do estado.

Eu não culpo ninguém; é apenas um período de transição. Mas, em princípio, o caminho para o futuro reside na escolha: ou aguardamos a natureza impiedosamente colocar pressão sobre nós, obrigando-nos a mudar, ou vamos nos adaptar conscientemente ao sistema integral da natureza.

Aliás, a este respeito, a Rússia não está longe dos EUA. Os americanos são grandes individualistas. Eles não levam as outras pessoas em conta e abertamente podem fazer tudo o que quiserem. Se for rentável fazer, então eu vou fazê-lo; vou até usar os outros como trampolim apenas para ganhar. E o lado que perde tudo entende que é a lei do negócio cruel, que também tem raízes na Rússia.

Assim, neste contexto, ambos os países são semelhantes entre si. É por isso que eles terão que se submeter a um sério reajustamento de valores e entrar num novo sistema. Será muito difícil, especialmente para os EUA.

É um pouco mais fácil para a Europa porque ela tem uma cultura diferente, há uma conexão entre as pessoas e isso as suaviza.

Os russos também têm uma conexão interna, “Somos um povo, somos uma comunidade”, e é por isso que sua transição poderia ser mais fácil. Mas eles ainda precisarão da educação integral.

Eu devo dizer que o povo russo é muito aberto a isso. Eles são inclinados à educação. A TV, a mídia, tudo isso está pronto para ser dirigido desde cima. Se o governo aceitar a ideia de avançar para uma equivalência com a natureza como uma necessidade universal e começar a implantar isso, então os russos terão sucesso rápida e facilmente; isso é declarado no topo e aceito na parte inferior.

De Kab TV “Segredos Profissionais” 05/02/13

O Espaço Compartilhado No Qual A Família Nasce

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quais são as fases que temos que percorrer até chegar a estabelecer as relações na família e alcançar a completa união?

Resposta: Primeiro eu preciso da ajuda da minha esposa, que é chamada “ajuda contrária”. Então, eu posso examinar a mim mesmo, unir e explorar um ao outro tanto quanto possível. Eu tenho que descobrir que vejo o outro como uma figura distorcida que o ego representa para mim. Esta é a psicologia que temos que aprender; assim é como temos que educar todos para que possam ser adultos maduros que entendem seus próprios sentimentos e atributos especiais. Então, a pessoa será capaz de usar todos os seus atributos especiais corretamente nas conexões com o seu parceiro.

Primeiro você constrói um relacionamento com sua esposa, desenha a imagem dela e a sua imagem e decide até que ponto pode entrar nela e em que medida ela pode entrar na sua imagem, e onde vocês se encontram. Você inicia a partir do conhecimento básico de que vocês são dois egoístas se enfrentando, separados por uma distância infinita. Agora, cada um tem que deixar seu ponto de partida e começar a ficar mais perto do seu parceiro.

Quanto mais perto eu fico do outro lado, mais longe fico do meu ponto básico natural, e mais difícil é para eu avançar. Também é cada vez mais difícil para minha esposa, à medida que ela permanece no seu “eu”. Nós temos que agradecer um ao outro por esses esforços, e então seremos capazes de avançar para mais perto um do outro. Tudo isso acontece graças às nossas concessões mútuas, até chegarmos a uma conexão interna.

Este é o ponto de contato pelo qual estamos prontos a abrir mão da nossa própria base e nos conectar. Conectar significa que eu recebo de minha esposa o que é essencial para ela de acordo com seu caráter, e isso se torna essencial para mim. Assim, o contato é criado entre nós, uma conexão, a incorporação mútua. Existem saliências e reentrâncias em cada um de nós que nós conectamos.

O que é importante para a minha esposa também deve ser importante para mim, e ela faz o mesmo no que diz respeito a mim, de modo que é criado um espaço compartilhado entre nós. Trabalhar neste espaço, graças aos nossos esforços em manter a conexão em diferentes estados, nos ajuda a nos conectar. Este espaço compartilhado é chamado de casal.

Existem enormes espaços além deste espaço compartilhado que pertence apenas a mim ou a ela. São como dois círculos que se cruzam numa área comum entre eles onde cada um recebe os desejos do outro como se fossem mais importantes para ele do que seus próprios desejos.

Eu vejo que não há nenhuma escolha e que estas são necessidades da minha esposa. O que devo fazer com as áreas que ainda estão separadas entre si? Temos que trabalhar com elas, esclarecendo-as, e com esforços comuns nós fazemos tudo isso no nosso desejo para criar um todo de nós dois.

Se soubermos como nos unir numa única família, também teremos êxito em círculos mais externos, e em círculos ainda mais externos, até que o mundo inteiro se torne uma pessoa. Então não haverá uma crise global e integral. Há abundância de tudo no mundo, mas nós nos desenvolvemos na direção errada. Em vez de desenvolver tudo para o bem do homem, agimos para prejudicá-lo. É como um casal trancado num apartamento, incapaz de conviver, e assim eles estão prontos para queimar tudo como resultado do seu ódio mútuo; é a mesma situação e o mesmo problema.

De uma “Conversa Sobre A Nova Vida” 25/07/12

“Sistema Monetário Mundial Voltado Ao Colapso”

Dr. Michael LaitmanOpinião (James Rickards, diretor sênior da Capital Tangent Partners): O sistema monetário mundial está andando em direção à catástrofe, diz James Rickards, diretor sênior da Capital Tangent Partners.

“O mundo já entrou numa guerra cambial que começou em 2010, na esteira do enorme programa de flexibilização do Federal Reserve, diz ele à rede digital do Wall Street Journal…

“‘Todos os principais bancos centrais estão facilitando’, diz ele. ‘No final, tanto dinheiro será impresso que isso vai levar à inflação. O fim do jogo é o colapso do sistema monetário internacional – por vezes, mais cedo do que tarde’.

“Tanto nos Estados Unidos como no Japão, os bancos centrais estão tentando ‘importar inflação’ para colocar suas economias em movimento, em vez de tentar impulsionar as exportações por meio de uma moeda mais fraca, diz Rickards. ‘Eles estão morrendo de medo da deflação. Eles cortaram as taxas, e o último recurso é baratear suas moedas’.

“Quando o sistema monetário internacional entrarem em colapso, grandes poderes financeiros se reunirão para planejar as consequências, diz ele. Quando isso acontece, cada nação deve ter ouro suficiente em relação ao seu produto interno bruto. …

“A economia global pode se safar neste ano, mas problemas maiores começam em 2014, ele mantém”.

Meu comentário: Se houver força política suficiente, eles vão restringir a oferta de dinheiro ao nível das suas reservas de ouro, e o mundo vai superar isso! A principal coisa é cuidar do pão de cada dia e da educação integral para todos. Se no passado a preocupação era a educação da população, desta vez, é a formação, não só porque é uma compreensão das novas condições da comunidade global integral como uma familiar necessária, mas também, a mudança pessoal de cada um para que possa se tornar um membro da comunidade.

Um Cego Guiando Outro Cego

Dr. Michael LaitmanOpinião (Slavoj Zizek, filósofo esloveno e crítico cultural, professor na Escola Europeia de Pós-Graduação):“A ideia é que, numa situação econômica complexa como a atual, a maioria das pessoas não está qualificada a decidir – elas não têm consciência das conseqüências catastróficas que resultariam se suas exigências fossem atendidas.

“Essa linha de argumento não é nova. Numa entrevista na TV uns dois anos atrás, o sociólogo Ralf Dahrendorf vinculou a crescente desconfiança na democracia ao fato de que, após cada mudança revolucionária, o caminho para a nova prosperidade vem através de um “vale de lágrimas”. Após o colapso do socialismo, a pessoa não pode passar diretamente para a abundância de uma economia de mercado bem-sucedida: a segurança e o bem estar socialista, limitados, mas reais, devem ser desmontados, e esses primeiros passos são necessariamente dolorosos. O mesmo vale para a Europa Ocidental, onde a passagem do Estado do bem estar social pós-segunda guerra mundial para a nova economia global envolve renúncias dolorosas, menos segurança, menos garantia de assistência social. Para Dahrendorf, o problema é encapsulado pelo simples fato de que esta passagem dolorosa pelo “vale de lágrimas” dura mais tempo do que o período médio entre eleições. Portanto, a tentação de adiar as difíceis mudanças é grande, em função dos ganhos eleitorais de curto prazo.

“Para ele, o paradigma aqui é a decepção dos grandes estratos de nações pós-comunistas com os resultados econômicos da nova ordem democrática: nos dias gloriosos de 1989, eles equipararam a democracia com a abundância das sociedades consumistas ocidentais. Vinte anos mais tarde, com a abundância que ainda falta, eles agora culpam a própria democracia. …

“O que é novo hoje é que, com a crise financeira que começou em 2008, esta mesma desconfiança da democracia – antes restrita ao terceiro mundo ou países pós-comunistas em desenvolvimento – está ganhando terreno no Ocidente: o que há uma ou duas décadas atrás era conselho paternalista para os outros, agora diz respeito a nós mesmos.

“O mínimo que a pessoa pode dizer é que esta crise oferece prova de que não é o povo, mas os próprios especialistas que não sabem o que estão fazendo. Na Europa Ocidental, estamos efetivamente assistindo a uma crescente incapacidade da elite dominante – eles sabem cada vez menos como governar. Veja como a Europa está lidando com a crise grega: exercendo pressão sobre a Grécia para pagar dívidas, mas ao mesmo tempo, arruinando a economia por meio de medidas de austeridade impostas e, assim, garantindo que a dívida grega não será reembolsada. …

“É aí que reside a verdadeira mensagem dos “irracionais” protestos populares por toda a Europa: os manifestantes sabem muito bem o que não sabem; eles não têm a pretensão de ter respostas rápidas e fáceis, mas o que o instinto deles lhes diz não deixa de ser verdade – que aqueles no poder também não sabem. Na Europa atual, os cegos estão guiando outros cegos.

Meu comentário: O processo de crescimento deve irromper nos países líderes para forçar os gestores a reconhecer sua incapacidade de entender e controlar o que está acontecendo. Ao mesmo tempo, mais pessoas irão reconhecer a necessidade de mudar a sua atitude em relação a si e ao mundo, sentindo a necessidade de mudar não o mundo, o seu sistema de gestão, mas mudar o ser humano em primeiro lugar, por meio da implantação generalizada de um curso de curta duração (2-3 meses) em educação integral, para aumentar a conscientização da população em geral para o nível onde a natureza nos força a crescer. Depois disso, é possível introduzir reformas graduais em todos os níveis e sistemas da sociedade.

A Crise Força A Mudança De Hábitos

Dr. Michael LaitmanNas notícias (da Delovaya Gazeta): “Durante a crise financeira, os consumidores não estão apenas comprando menos bens, mas também voltando para trocar – a troca de bens, o que permite aos clientes poupar dinheiro. Além disso, as redes sociais influenciam o comportamento dos consumidores europeus. Considerando as despesas dos europeus, eles recorrem cada vez mais a formas alternativas para obter os bens desejados, trocando as coisas. …

“Compartilhar acomodações, comprar no atacado e adquirir principalmente bens de segunda mão estão cada vez mais ajudando os clientes a lucrar. …

“Ao mesmo tempo, há uma crescente consciência da responsabilidade social. 55% estão tentando reduzir o consumo de água e energia por causa das condições ambientais, a demanda por produtos orgânicos está crescendo.

“Essas mudanças no comportamento das pessoas são influenciadas pela Internet. Hoje, ela desempenha um papel significativo no desenvolvimento da consciência social e comportamento. Um quarto dos entrevistados também acredita que a opinião das pessoas é moldada pelas redes sociais (Facebook, Twitter), onde elas buscam opiniões antes de comprar”.

Meu comentário: Sob pressão, o egoísmo será obrigado a ceder e procurar novas oportunidades para a realização. Isto gradualmente treina as pessoas, ao pressioná-las. É muito mais fácil e rápido se ajustar às novas condições pelo método da educação integral.

Sopa Para Todos

Dr. Michael LaitmanComentário: A humanidade já experimentou graves crises econômicas, mas sempre encontrou uma solução. Ela ainda conseguiu superar a Grande Depressão da década de 1930. Mas hoje nós afirmamos que temos que corrigir o homem. Isso não soa racional…

Resposta: Eu vejo de forma diferente: a causa de todos os problemas que enfrentamos hoje em dia é o homem. Antigamente, havia diferentes causas externas das crises, mas na idade moderna, tornou-se claro que a fonte de todos os problemas é o homem que não encontra o caminho certo e não entende onde está. O ser humano é o pior ser, não consegue conviver com os outros, e é o único que explode esta bolha, e está além de seus poderes corrigir o sistema.

Pode parecer que as falhas da sociedade humana eram evidentes, e que só precisamos corrigi-las, mas não sabemos como. Novos problemas continuam aparecendo e quando não conseguimos resolvê-los, sentimos que somos fracos à medida que os enfrentamos. Isso significa que o principal problema está em nós.

Não conseguimos, por exemplo, unir a Europa para que ela se torne uma verdadeira aliança de países que não vão se enganar ou humilhar o outro, mas que poderia funcionar como uma unidade. Mas nada acontece; cada país puxa o cobertor em sua própria direção, em vez de dá-lo ao outro. Como resultado, ninguém o recebe e todo mundo está em apuros.

O que está realmente faltando à Europa? Ela tem agricultura, indústria, serviços, relações entre diferentes países, sistemas de transporte, trens, aviões; está tudo lá. Para uma boa vida, a única coisa que falta é a conexão correta entre as pessoas e nada mais. Todos carecem disso: os magnatas, os pobres, os políticos da direita e da esquerda.

Portanto, existe outro meio para a correção além de educar as pessoas? Com a educação adequada, a Europa poderia organizar um paraíso. Mas, em vez disso, apesar da riqueza material na Escandinávia, a taxa de suicídio é maior do que nos países do sul, cheios de alto desemprego e inquietação. Na Grécia, a situação tornou-se um desastre humanitário: as pessoas literalmente não podem alimentar seus filhos. Bebês são abandonados nas ruas para que o estado cuide deles, e os pobres estão tão desesperados que transgridem a lei para serem colocados na cadeia.

O que podemos fazer? Corrigir o homem!

Afinal, os recursos naturais são suficientes para todos; alguém tem sal, por exemplo, e outro tem carne, e outro tem fogo, e alguém tem vegetais, mas não podemos chegar a um acordo para que possamos cozinhar sopa para todos. Todos se agarram ao que têm e, no final, ficam sem nada; afinal, você não pode ser saciado com sal ou carne crua.

Essa situação só vai piorar, uma vez que este é o plano da natureza, até que entendamos que sem a conexão correta vamos simplesmente morrer.

Quanto às crises anteriores, não são comparáveis à crise atual. A crise atual depende da correção do homem e é a mais difícil em relação à sua solução.

Na década de 1930, a evolução capitalista ainda estava em expansão com planos ambiciosos e esperanças, e o colapso repentino não fez as pessoas se sentir terrível. Hoje os seres humanos estão decepcionados com seus próprios desejos e estão preparados para o pior com antecedência. Nós não sentimos “novos patamares de consumo” diante de nós, apenas o aprofundamento melancolia.

Isso acontece para que possamos perceber que a essência da crise moderna é diferente das crises anteriores, que ela está se desenvolvendo num nível totalmente diferente, em outro campo. Ela se desenvolve no homem, e por isso não tem a ver com bancos e outros sintomas externos da doença. Se nós combatermos os sintomas, não vamos ser capazes de lidar com a crise. O único caminho é corrigir as relações entre as pessoas.

Nós vamos morrer de fome se não nos unirmos e “cozinharmos a sopa” juntos. Este estado é profundamente diferente do que foi no passado. Antigamente, as pessoas queriam mais e ficaram sem nada, o que provocou desespero, sofrimentos insuportáveis, e muitas vezes o suicídio.

Hoje, uma pessoa não tem tais ambições e já sabe que em breve não haverá nada para comer. É como se lhe fosse mostrado com antecedência como ela gradualmente vai entrar no seu túmulo. Isso está sendo mostrado para que todos entendam gradualmente para onde estamos indo. A natureza nos ensina passo a passo e revela o estado atual a nós, explicando o que devemos fazer.

Este processo não vai acabar de uma só vez; ele irá durar por mais um ano ou dois, até que as pessoas sintam que não há fim à vista para os seus problemas, até que se encontrem num ritmo muito lento sem afundar em condições graves.

Nós não estamos completamente cientes dos resultados da crise. Nós não prestamos atenção nas plantas que estão sendo derrubadas, na diminuição dos negócios e no colapso em diversas áreas. Aos poucos, porém, o mundo vai cair num sono profundo e escuro diante dos nossos olhos. Até que as pessoas reconheçam que o problema está nelas, não está em seu poder “agitar” o mundo, apesar da sua grande abundância.

“Portanto, por que não temos nada com isso? Aqui esta a carne, a água, o fogo, e os legumes – por isso vamos preparar uma deliciosa sopa…”. Vai levar tempo até que finalmente concordemos com isso. Nós ainda não tivemos uma crise como essa.

Da 4ª Parte da Lição Diária de Cabalá 14/02/13, “Um Discurso para a Conclusão do Zohar”

Uma Mensagem Às Massas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nosso principal instrumento são as mudanças internas que nós atravessamos e o nosso desejo de revelar o Criador aos outros. Como podemos transmitir isto do nosso grupo Cabalístico para a educação integral que transmitimos às massas?

Resposta: De forma alguma podemos fazer isso, uma vez que as massas não têm um desejo interno pelo Criador, não precisam disto. Por exemplo, na Convenção de Arava nós vimos antílopes. Se você tivesse um desejo de falar sobre eles eu ficaria feliz em discutir a beleza e graça deles com você. No entanto, você não tem esse desejo, então eu não trabalho nele.

Se você não tem nenhum desejo que venha de dentro, dos seus genes, hormônios e Reshimot, se você não tem sequer a menor aspiração pelo mundo superior, espiritual, eu não devo falar com você sobre isso, porque nunca vou obter qualquer resposta de você.

Pergunta: Mas nós não vamos aos desejos dos 99% para revelar o Criador a eles em vez de apenas melhorar sua vida material?

Resposta: Isso é errado! Uma pessoa é um conjunto de desejos. Se ela não tem o nível espiritual do desejo, ou seja, se esse tipo de desejo ainda permanece enraizado profundamente e não foi revelado, eu não deveria tentar despertá-lo. Eu não vou falar com essa pessoa sobre o Criador. Tudo que eu quero é fazer com que ela se conecte com os outros.

Estando dentro desta união material egoísta, por fim, ela sentirá que esta funciona bem: “É bom que estejamos juntos”. Então, ela vai começar a sentir que estar “juntos” geralmente é ótimo, independentemente do ganho material que obtém com isso. Vai se tornar claro para ela que esta “união” tem certo sabor que subitamente começa a satisfazê-la.

Vocês devem constantemente enviar uma mensagem às massas sobre conexão e unidade; elas vão receber isso através de vocês. Sem vocês, elas serão incapazes de fazer algo. Vocês devem trabalhar como transmissores da Luz do Criador por meio do grupo às massas. Vocês são valiosos para elas, uma vez que têm o grupo e, dentro dele, podem receber energia e canalizá-la ao AHP, ou seja, para essa massa.

Da “Palestra sobre Educação Integral”, 20/01/13