Pergunta: Se o Criador é o objetivo ao longo da jornada e a unificação e o amor de amigos são os meios de revelar o Criador, esta é uma ação egoísta. Haverá um momento em que os meios serão mais importantes do que o objetivo?
Resposta: Então o que há de especial na ação da unificação se ela não visa alcançar o resultado de fundir partes opostas acima do seu egoísmo individual?
Comentário: Mas alcançar a adesão parece um tanto egoísta: eu quero, eu desejo, adesão.
Minha Resposta: Esta é uma ação acima do ego, que não desaparece. Você permanece dividido em partes, e uma diferenciação ainda maior do egoísmo se manifesta em você.
A cada momento, você sente a divisão interna e a oposição crescendo entre vocês, não como entre pessoas primitivas, mas como entre pessoas desenvolvidas, nas quais há divergências sobre gostos na culinária, na arte, na vida e assim por diante.
Ao mesmo tempo, você começa a sentir exatamente como seu complemento mútuo emerge acima de tudo isso ao atingir o Criador, já que Ele está compreendido na diferença entre você e sua unidade correta. Não temos outra ferramenta para senti-Lo, para modelá-Lo, em nós mesmos.
Devemos necessariamente consistir em propriedades opostas que podem se combinar. Assim, a partir de sua combinação, entenderemos o que o Criador é; Ele pertence a outro estado acima deste mundo, que é algo que não podemos compreender. Mas quando modelamos esse estado em nós mesmos e o organizamos, começamos a entendê-lo, mas ainda do oposto.
Na verdade, não sentimos o Criador, mas algo que criamos em nós mesmos. Portanto, o Criador é chamado Boreh – “Bo – Reh” – “venha e veja”. Venha, isto é, crie-O em si mesmo, e então você O sentirá, O conhecerá.
Nós criamos isso como preto e branco: dois opostos que se unem em um único todo e se complementam.
Da Lição Diária de Cabalá 24/02/20, “Preparação para a Convenção”
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