Duas Cosmovisões: Oriental E Ocidental

408Pergunta: Se eu percebo o mundo não dentro de mim, mas fora de mim, devo tentar influenciá-lo fisicamente porque há um grande número de ações disponíveis?

Resposta: Não. Devo apenas ajudar o mundo, ou seja, corrigir meu reflexo fora de mim. Ao fazer isso, estou me corrigindo.

O problema é que, quando existe fora de mim, fica mais claro para mim o que precisa ser corrigido. Mas, no final das contas, devo apenas me corrigir. Essa é a diferença entre as filosofias orientais e ocidentais.

Existem duas visões de mundo: eu corrijo o mundo, subordinado a mim, ou eu me corrijo e, ao fazer isso, o mundo ao meu redor é corrigido em minha percepção. Essas duas orientações são completamente opostas.

A filosofia oriental (chinesa, indiana, etc.) está mais próxima da verdade e nos alinha com a ideia de que precisamos mudar a nós mesmos. É por isso que na antiga medicina chinesa os médicos eram pagos para manter seus pacientes saudáveis, não quando estavam doentes. E se uma pessoa cometesse um crime, deveria ser executada ou enforcada na frente de todos.

O Ocidente fica horrorizado com isso. E o Oriente diz: “Por quê? Estamos, portanto, corrigindo o mundo para que outros não façam isso. E você encoraja o oposto”. Há uma discórdia profunda entre as duas abordagens. E se aplica não apenas à medicina ou atitude para com uma pessoa, mas à visão de mundo em geral, a tudo.

Portanto, veja como a América, a Europa e a Rússia se comportam: “Precisamos nos afirmar de tal forma que os outros sejam advertidos. Nós vamos provar isso! Nós ganharemos!” e assim por diante. Essa perspectiva decorre de uma visão de mundo incorreta. Como resultado, todos esses países acabam perdendo.

Essa abordagem incorreta está profundamente enraizada nas pessoas. Aaté que mudem sua visão de mundo, até que entendam que precisam mudar a si mesmas e não ao mundo, sofrerão tremendamente.

De KabTV,Eu Recebi uma Chamada. Existem Apenas Canalhas ao Meu Redor”, 14/05/11