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O Segredo Do Sucesso

Dr. Michael LaitmanNossa principal missão é a união entre nós. Nós precisamos entender que esse é o nosso destino. Isto é o que nos trouxe a uma ciência que investiga a natureza do mundo, a gestão do mundo: a ciência Cabalística.

Como vocês sabem, o primeiro livro sobre o assunto foi escrito 5772 anos atrás por Adão. Hoje, depende de nós a disseminação desse conhecimento o mais rápido possível para toda a Europa e, certamente, para todo o mundo. Nós devemos mostrar que todos passam por este processo. Nós começamos um pouco mais cedo; nós o estudamos e entendemos o que está ocorrendo. E sem aprender e compreender, apesar de tudo, o mundo inteiro está compartilhando isso.

Já tivemos a oportunidade de sermos convencidos sobre isso: nós estamos falando sobre isso hoje, e em mais alguns anos o mundo começará a abordar nossas idéias e compreensão. As pessoas, aqui e ali, de repente estão começando a falar as mesmas coisas. Embora, na verdade, ninguém costumava falar sobre conexão, a exigência de uma mudança humana e conexão entre as pessoas, hoje em dia muitos falam sobre isso. Na Internet, já existe uma enorme quantidade de material e escritos; convenções e conferências têm sido realizadas sobre este assunto. Esta mensagem está gradualmente penetrando a humanidade, e nós somos como o “cérebro” de onde se origina essa influência, espalhando sinais e ondas. Isso parece se espalhar sob a superfície, agindo sobre todos.

No entanto, temos que nos esforçar para fazer isso de uma forma muito mais rápida, eficaz e consistente. Esta é a nossa missão. Portanto, nós que estamos aqui, e todos os nossos amigos em todo o mundo, incluindo aqueles que não estão presentes aqui e ainda se encontram na atual Convenção, juntamente conosco, devem entender que foi especificamente para isso que fomos trazidos à sabedoria da Cabalá.

No momento em que cheguei ao meu professor, o Rabash, encontrei-me cercado de velhos. Rabash era quarenta anos mais velho do que eu, e todo o resto tinha em torno de sua idade. Não havia ninguém com menos do que 65 anos, e eu tinha 30 anos. Eu perguntei a ele.

– “O que eu preciso para avançar, exatamente?”.

– Rabash respondeu: “Você precisa de um grupo”.

Eu comecei a dar palestras e ensinar, trouxe novas pessoas, e um grupo foi formado.

– “E o que mais?”.

– “Continue”.

Eu continuei. Escrevi livros, organizei palestras; eu estava sempre preocupado em expandir a gama de pessoas. Assim, quando Rabash viu que eu estava ocupado com isso, ele transmitiu o método de desenvolvimento espiritual para mim. Eu vi isso muito claramente. Baal HaSulam escreve também sobre o que uma pessoa precisa fazer. Ficou muito claro para mim que o segredo de todo o meu sucesso na sabedoria da Cabalá se encontra única e exclusivamente na disseminação.

É impossível chegar à descoberta do mundo superior sozinho, uma vez que ele é descoberto por meio da cooperação direta entre as pessoas. Mesmo que eu seja um egoísta, individualista na minha maneira, um cientista fechado em seu próprio quarto (eu sou assim até hoje, a minha forma não mudou), a despeito de tudo isso, eu tenho que trabalhar com pessoas. Pois, caso contrário, se eu realmente não tivesse me envolvido em disseminação, em expansão, em trazer as pessoas, eu não teria alcançado nada, eu não teria descoberto nada.

Vocês conhecem de todas as fontes Cabalísticas que nada é descoberto numa única pessoa, mas sim, somente através da sua conexão com os outros. Antes, este um pequeno grupo. Hoje, visto que o mundo é completamente diferente, uma relação totalmente diferente em relação a ele é exigida de nós: nós temos que estar preocupados com isso; precisamos disseminar. Para nós a realização de nossa conexão através do método da Cabalá é o trabalho interno. E nós precisamos disseminar essa método na sua forma externa: o método da educação integral.

Portanto, a nossa missão é ajudar a Europa a ser integral, conectada de forma mútua, unificada. E a nossa elevação depende do quanto investimos nessa disseminação, nesta educação.

Da Convenção Europeia na Alemanha 22/03/13, Lição 1

A Saída Dos Estados Neutros

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando algo de ruim acontece comigo, digamos que o meu carro quebra, eu digo que isso vem do Criador. Quando algo de bom acontece, por exemplo, que cheguei a uma Convenção, eu também digo que vem do Criador. No entanto, entre esses estados ruim e bom, há uma vida comum, neutra, que não consigo conectar ao Criador. Como eu posso ver que o Criador está em tudo, sempre, e em toda parte?

Resposta: Quando nós estamos experimentando sentimentos intensos, não importa se são bons ou ruins, é claro que podemos começar a conectar mais facilmente os nossos estados bons ou ruins ao Criador.

Obviamente, nós sempre estamos ansiando por aquilo que é bom. No entanto, em geral, nós devemos buscar o estado em que estamos mais perto do Criador, não importando como nos sentimos, bem ou mal. Como regra, o Criador nos desperta quando estamos em estados ruins, e depois, nós pedimos a Ele.

É muito difícil para nós estar em estados neutros! Eu sou inclinado a me deitar num sofá. Eu fico olhando para o teto e não quero pensar ou fazer nada. Eu sou vencido pelo desespero e vazio, e pode haver muitos minutos, horas e dias.

Apenas o grupo pode nos ajudar e nos dar uma boa sacudida. Em princípio, este é o trabalho na disseminação e responsabilidades no grupo.

Basta pensar. Se um homem não se casasse, não tivesse filhos, e nem fosse responsável ​por sua família, seus filhos e sua casa, ele simplesmente se deitaria num sofá. Esta é a natureza de um homem, a sua condição normal. Portanto, primeiro há a necessidade de uma mulher que o faça se mexer, dizendo: “Vai trabalhar! Eu tenho filhos para alimentar e despesas para pagar”, e o homem sente responsabilidade. Em segundo lugar, a vida em si, força-o.

Aprendam com a vida! O que devemos fazer para que ela nos force a trabalhar em grupo e participar ativamente nele, porque, com base em tudo isso, nós desenvolveríamos um desejo por outras atividades. Nós precisamos ser organizados.

O que você faria se todo o grupo estivesse numa descida? Vamos supor que você tenha um pequeno grupo de cinco a dez pessoas, e todo mundo esteja no mesmo estado. Quem pode elevá-los se não houver outro grupo ao redor, se não houver conexão com eles, nem mesmo uma? Mesmo que os membros do grupo tenham algumas responsabilidades de disseminação, eles sempre encontram uma desculpa, dizendo que “eu estou doente” ou “vamos fazer isso mais tarde”. Isto é, nós devemos estar conectados.

Como está escrito, “o prisioneiro não pode se libertar da prisão”. Só outros podem. Assim, você só pode sair de estados neutros com a ajuda de outros.

Levem isso em conta e estabeleçam conexões entre si. Organizem uma boa equipe Europeia para fazer um levantamento constante sobre o que está acontecendo em cada grupo, como ele está agindo, como está trabalhando, qual o planejamento do grupo, e assim por diante.

Criem um site para o grupo Europeu unificado. Com base nisso, vocês verão o quão rápido se desenvolvem. Este é o único problema! Um grupo, até mesmo o melhor, não pode fazer nada e avançar.

Se hoje o Criador já nos deu este quadro global, nós devemos estar conectados a todos. É por isso que eu peço a todos os grupos mundiais que tornem a nossa unidade uma unidade mundial. Assim, nós vamos dar um grande salto para frente. Esta é a única coisa que nos falta para revelar o Criador.

Nossos estados neutros devem nos ensinar que devemos parar com isso. Nós precisamos que todas as partes do Kli (vaso) mundial estejam prontas para ajudá-los sempre e tirá-los desses estados.

Da Convenção Europeia na Alemanha 23/03/13, Lição 3

Venha, Veja, Revele…

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa a expressão “revelação do Criador”?

Resposta: O Criador (Bore) significa: “Venha e veja” (Bo-re), que significa revelação.

Como podemos nos aproximar Dele? Apenas através da convergência. Digamos que nós temos 10 pessoas diferentes. Se nós construirmos gradualmente um homem como resultado de todas elas (como um homem com um coração), chegaremos a um ponto em que nos tornamos um todo. Então, nós revelamos o Criador; “Re” representa a “revelação”.

Em outras palavras, o Criador revela-Se num Kli (vaso) geral, em Sua nova propriedade. Nós somos os únicos que “criamos” o Criador. Nós somos os únicos que “construímos” Ele como resultado de dez, vinte, mil pontos diferentes. Realmente não importa quantos pontos estão envolvidos num único todo.

Digamos que exista uma estrutura formada por 40 pessoas; esta estrutura é chamada “como um”. É o Criador. Em outras palavras, ao unir uma multiplicidade em “um”, isso nos dá a sensação do Criador. Nós sentimos o Criador somente desta forma. É por isso que Ele é chamado de “Bo-Re“.

Nós só podemos sentir isso dentro de nossas propriedades. Atualmente, nós percebemos o mundo dentro de nossas qualidades egoístas. No entanto, se conseguíssemos mudar nossas qualidades isoladas, quebradas e destruídas, e as transformássemos em integrais e unidas,  seríamos capazes de sentir o “Integral”, a unidade chamada  “Criador”.

Pergunta: Nós revelamos o Criador aos 99%?

Resposta: Nós revelamos o Criador para agradar a todos que estão fora de nós. O Criador só pode ser descoberto na propriedade de doação. É por isso que nós trabalhamos para melhorar as conexões entre nós e aumentar a importância de nossa unidade, tornando-a maior do que o nosso egoísmo.

Quando nos elevamos acima e saímos fora de nós mesmos, nós nos unimos num só corpo espiritual comum chamado “Partzuf“.

Este é o lugar exato onde revelamos a unidade chamada “Criador”.

Da Convenção Europeia 22/03/13, Lição 2

O Euro Está Condenado

Dr. Michael LaitmanOpinião (Lars Seier Christensen, co-presidente executivo do Saxo Bank): “Há uma grande quantidade de capital político investido no Euro. É muito mais um projeto político do que um projeto económico. Mas, no final, eu acredito que os desafios são tão grandes que deve dar em algo. Infelizmente, no final, a realidade tem uma forma de reforçar-se sobre as políticas, e eu acho que é exatamente o que vai acontecer aqui”.

“‘…O recente rali do euro é ilusório e a moeda comum está fadada a falhar porque o continente não a tem apoiado com uma união fiscal’”.

“‘A coisa toda está condenada’, disse Christensen numa entrevista no escritório do banco Dubai. ‘Agora nós estamos numa dessas soluções falsas onde as pessoas pensam que o problema está contido ou sendo abordado, o que não é verdade'”. (Fonte: Bloomberg).

Meu comentário: Eu não me sinto como me regozijando com relação a esta questão, mas sinto apenas dor quando há apenas 20 anos, numa viagem à costa atlântica francesa, eu vi grandes caminhões de campanha por toda a parte com placas e literatura sobre a importância e rentabilidade da União Europeia. E eu dizia aos meus companheiros o quão impossível era isso, porque a economia é a CONEXÃO entre nós, e se ocorrer entre egoístas, então não levaria a nada de bom. Isto é, o ser humano tem que ser corrigida em primeiro lugar. Hoje, nós chegamos a esse resultado.

Viva A Liberdade!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como regra geral, o povo de Israel foi odiado e expulso de vários países. No entanto, é o contrário no Egito, o povo de Israel parecia ser atraído a ele.

Resposta: Nós éramos levados de um país a outro enquanto não tínhamos o desejo de sair do egoísmo. Afinal de contas, nós só nos libertamos quando queremos sair dele, a fim de nos unir. É por isso que durante todo o período de exílio, nós apenas coletamos, acrescentamos e acumulamos miséria e desgraças.

Hoje nós chegamos a um estado tal que apenas devemos entender a nós mesmos, ou seja, unir-nos. Esta é a ação necessária para a subida acima do egoísmo. Então, chegaremos à liberdade, à terra de Israel. Hoje, não podemos imaginar o estado em que você não depende de ninguém, não teme ninguém, nada lhe oprime, e você sente a liberdade no sentido pleno da palavra.

De KabTV “Cabalistas Escrevem: A Noite do Seder da Páscoa” 04/03/13

Vamos Mudar Nossa Vida

Dr. Michael LaitmanComentário: Há uma semelhança entre Moisés e o estado atual da nação de Israel. Moisés não se sente seguro com relação à nação de Israel ou ao Faraó, embora ele esteja em contato com o Criador. O estado atual da nação israelense também é bastante inseguro.

Resposta: Não importa. Se há uma direção específica, se nós entendemos que não temos escolha, então, apesar das condições que nos forçam a fugir do Egito e a saltar para o Mar Vermelho, nós fazemos o que tem que fazer.

Pergunta: Mas você diz que a moderna nação israelense não sente que está no Egito. Talvez certa força deva aparecer ou alguém que possa explicar as coisas e iniciar este processo?

Resposta: Isso é exatamente o que estamos tentando fazer. O nosso grupo, nossa organização, quer mostrar a toda a nação de Israel que há uma maneira de ser salvo. Vamos mudar a nossa vida! Afinal, as coisas são cada vez piores; o mundo está se tornando cada vez mais hostil, e a sociedade israelense está desintegrada e dividida. Nossa segurança está num risco cada vez mais crescente.

Mas os golpes que nós sentimos não vêm sobre a “nação de Israel”, mas sobre o “Egito”, sobre o nosso ego, já que não queremos sair dele. Israel em nós, o desejo de doar que quer sair do exílio e ascender, não sente os golpes. Quando nós estamos no ego, ele sente a dor, mas no momento em que o abandonamos, nos desconectamos das “pragas”.

Pergunta: O que nós devemos fazer para parar de cair no ego?

Resposta: A única coisa que devemos fazer é nos unir. Nós temos o método de conexão para toda a nação de Israel, e é o meio para sermos livres de todos os nossos problemas.

De KabTV “Cabalistas Escrevem: A Noite do Seder da Páscoa Seder” 04/03/13

No Caminho Certo Graças Ao Faraó

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existe um êxodo do Egito pela força?

Resposta: É claro, tudo acontece de forma enérgica. Sem as “pragas” do Criador e sem a pressão de Faraó nós não sairíamos do Egito. Como se diz, foi o Faraó quem realmente aproximou os filhos de Israel do Criador, quando Ele forneceu as condições insuportáveis ​​para eles. Será que Ele pensava que eles não fugiriam Dele, mas que eles o amariam realmente?

Se o faraó agiu do lado do Criador, como a força do Criador, se o Criador não forçasse o ego a ser a fonte de todos os nossos problemas, nós não tentaríamos nos libertar dele. O Criador cria as dificuldades para nós, para que nós, ao desejarmos sair do nosso ego, nos tornemos como Ele. Por isso, diz-se que o Faraó aproximou os filhos de Israel do nosso Pai Celestial. O Criador sempre age em ocultação.

Quando o povo de Israel foge do Egito, o Faraó os segue e os cerca, enviando-os para o mar. A perseguição ajuda o povo de Israel a avançar na direção certa. Mesmo quando você escapa do ego, você não está totalmente livre dele, a menos que você salte para o Mar Vermelho. Então, todo o exército do Faraó que foi atrás de você se afoga nele.

Saltar no Mar Vermelho é a fase final do processo de saída do exílio. O nome Mar Vermelho, Yam Suf (Suf=Sof: “fim” em hebraico), na verdade indica que você chegou ao fim do Egito. Depois o Faraó retorna, mas numa outra forma; não é mais o Faraó, mas Amaleque e outros inimigos.

De KabTV “Cabalistas Escrevem: A Noite do Seder da Páscoa” 04/03/13

Um Mundo Tecido Com Ondas De Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: O mundo nos é retratado agora através de nossos sentidos. Mas à medida que avançamos espiritualmente, ele gradualmente se dissolve. Como isso acontece?

Resposta: É muito simples. Até hoje muitos artigos científicos foram escritos sobre o assunto.

Nós sentimos tudo dentro de nós. A Luz superior constrói esses sentimentos em nós. As ondas físicas ou espirituais (não faz diferença como elas são chamadas, uma vez que todas têm a mesma natureza) executam determinadas ações sobre nós, e nós as sentimos. Segue-se que tudo o que sentimos depende dos nossos Kelim (vasos), nossos sentidos.

Se nossos sentidos estão no nível mais inferior, neles nós sentimos diferentes faixas, objetos e eventos, que chamamos de nosso mundo. Mas se os sentidos forem expandidos, em vez destes volumes nós começamos a sentir faixas adicionais que englobam as atuais. Em última análise, tudo se dissolve, tudo desaparece nas ondas.

Baal HaSulam apresenta um exemplo muito simples. Se esfriarmos a água, ela se transforma em gelo, o que equivale a dizer que a partir de um estado líquido ela passa para um estado sólido. Se aquecermos a água, ela evapora, se transforma em vapor, numa névoa. Mas esta é a mesma entidade que estava antes no estado líquido ou sólido e que agora se transforma em estado gasoso. Ou seja, tudo muda em relação a nós.

Se tivéssemos outros sentidos, poderíamos, por exemplo, sentir o ar como se fosse concreto, como um obstáculo intransponível. Segue-se que são os nossos sentidos que retratam o mundo como ele é para nós.

Leia o que os cientistas têm escrito sobre a percepção da realidade. Depois de Einstein veio Everett e outros grandes físicos que escreveram que tudo é percebido em relação ao observador, e isso foi provado experimentalmente.

Portanto, se nossos sentidos mudam, até mesmo a matéria torna-se diferente. É apenas uma onda de luz. Enquanto que nós precisamos estar envolvidos com a aspiração ao Criador, a esta força, já que a sua descoberta é que realiza todas as mudanças em nós.

Da Convenção Europeia na Alemanha 23/03/13, Lição 3

Um Escudo Para Um Verdadeiro Herói

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa pedir a conexão com o Criador numa situação difícil, em vez de tentar superar a situação difícil por conta própria?

Resposta: A sabedoria só vem com a experiência. Nós precisamos sentir a escuridão muitas vezes, e depois luz, e novamente a escuridão e a luz. Ou seja, é preciso passar por muitas sensações desagradáveis ​​e agradáveis, onde eu me sinto mal ou bem através de todos os tipos de razões espirituais e materiais, e não posso fazer nada sobre isso.

Milhares dessas experiências devem mudar em mim até eu começar a perceber que a minha percepção depende da minha avaliação, da importância que eu atribuo às propriedades espirituais de conexão, amor, e da minha relação com os outros. Eu já começo a adivinhar o que está escondido na escuridão e a senti-lo. Eu não me sinto simplesmente bem ou mal, mas bem e mal devido à minha relação com o grupo, porque não o considero importante ou não trato bem os amigos.

Há muitos degraus neste caminho, muitos pequenos estágios, ainda não espirituais, mas barreiras psicológicas que devem ser superadas. Depois vem o entendimento de que ao despertar da escuridão, eu começo a pensar na tela, no momento em que posso estar acima desses sentimentos.

Nós temos que avançar através dos bons e maus sentimentos, dia e noite, até o fim da correção. Embora todo mundo passe por isso em seu próprio caminho, no final, eu começo a sentir a necessidade de me elevar acima desses sentimentos. Eu não quero mais depender deles e ser seu escravo, mas quero ser protegido contra eles com um escudo.

Deixe que várias impressões internas surjam em mim, mas elas não devem afetar a minha atitude em relação aos amigos, ao caminho espiritual, à importância da meta e do Criador. Eu quero ser independente nisso do meu desejo egoísta e seus sofrimentos. Esta exigência está nascendo em mim: eu quero estar acima do sofrimento do egoísmo, semelhante ao comportamento de um verdadeiro homem neste mundo que bravamente sustenta a sua posição, e nada pode abalá-lo, nenhuma influência externa.

A partir deste momento, eu tenho uma conexão direta com o Criador porque começo a exigir Dele. Até agora, eu só pedi sentimentos bons, estados agradáveis, suaves satisfações, isto é, eu exigi pelo meu egoísmo. Agora, eu exijo elevar-me acima do meu desejo egoísta, e esta é a solicitação correta ao Criador. Eu quero me relacionar com o Professor igualmente bem, na mesma direção, enquanto me mantenho acima das emoções, acima dos sofrimentos do meu ego. Isso é chamado de “tela anti-egoísta” (Masach).

É claro que estas telas têm um número de níveis e funções, mas o trabalho com a Luz começa a partir desta primeira tela. Eu quero restringir o meu desejo de desfrutar. Naturalmente, eu sinto tudo o que acontece nela e a preocupação em mim mesmo. Mas todas essas emoções, cozinhando no meu estômago, não afetam a minha visão, meu coração e mente. Há uma divisão (Parsa) entre eles, que eu sinto como um diafragma dentro do meu corpo. Sob esta divisão, no “estômago”, algo é cozido e acontece, mas eu quero me identificar com o que está acima deste diafragma: com os pulmões, o coração e o cérebro.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 28/03/13

Harmonia De Fatos E Números

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença nas intenções quando nós estudamos O Livro do Zohar ou O Estudo das Dez Sefirot?

Resposta: Em princípio, não há nenhuma diferença. Os dois livros foram escritos a partir do nível de GAR do mundo de Atzilut. Estas duas linguagens simplesmente se completam e nos ajudam nesse sentido.

Se  lermos livros que foram escritos apenas no idioma do Midrash, então não está claro para nós quanto ao que atribuir a eles. Uma pessoa poderia captar detalhes isolados e procuraria um sentido para eles, outra tentaria traçar paralelos, e assim por diante.

Portanto, a fim de estabelecer, de estabilizar-nos com a abordagem certa e não transformar O Livro de Zohar no que tem sido feito com a Torá, onde todo mundo acha o que gosta: psicologia, sociologia, história, direito, e assim por diante, o Baal HaSulam inseriu uma espécie de “física” ou “mecânica” de atividades espirituais mútuas em nossa aprendizagem. Graças a isso, nós sabemos realmente o que ele estava falando. Seus livros descrevem de forma metódica um sistema espiritual de conceitos, e mesmo que eu não esteja lá emocionalmente, eu já posso imaginar exatamente a essência: as 10 Sefirot, a relação entre elas, suas ações em relação à Luz superior encontrada acima delas, como elas se identificam com ela e são preenchidas por ela.

Assim, desde o início, eu posso me manter na direção certa, sem fugir; depois disso, eu posso começar a esclarecer por que o autor escreve assim, transmitindo emoções como estas, usando palavras como essas do nosso mundo. Baal HaSulam comunica o sistema superior a mim, onde tudo é determinado de acordo com a natureza das coisas encontradas na parte inferior do sistema, onde eu vejo a natureza inanimada, vegetal e animal, e os seres humanos em toda a sua diversidade e riqueza e todas as conexões recíprocas entre eles. Meus sentimentos são derivados do mundo em que me encontro, mas, simultaneamente, Baal HaSulam descreve o mundo superior para mim: “Veja como ele é construído”. Assim, sem escolher fazê-lo, eu começo a receber algum tipo de estímulo, começo a conectar detalhes aparentemente separados, e assim avanço.

Há muitas coisas escondidas lá que nós não sabemos. Quando começamos a ficar um pouco mais sensíveis, mesmo que inconscientemente, com um sentimento um pouco maior, nós recebemos uma iluminação que nos desenvolve…

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/03/13O Zohar