Em Um Único Movimento Para Frente

938.02Pergunta: O que o próximo congresso nos proporcionará em termos de tempo de aceleração, especialmente se for realizado em uma única oração? Qual a importância da participação de cada amigo?

Resposta: O principal é estar conectado com os amigos, esforçar-se para entender uns aos outros e realizar as mesmas ações em apoio mútuo.

Dessa forma, chegaremos gradualmente a um estado em que nosso presente e futuro estarão vinculados apenas a um único movimento para a frente. Ou seja, veremos nosso estado no grupo como um todo, como se estivéssemos dentro de uma espécie de instrumento que pode nos acelerar e nos mover de grau em grau.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala de 14/09/25, “O Estudo das Dez Sefirot

Sintam-se Um Ao Outro Com Seus Corações

942Pergunta: Realizamos muitas ações na dezena, mas elas realmente aceleram o nosso tempo espiritual? Ou, até que cheguemos à oração, o nosso motor do tempo espiritual ainda não está em movimento e acelerado?

Resposta: O mais importante é a oração de vocês: o quanto cada um de vocês investe nela, de dentro para fora, e no final nasce um desejo comum com uma intenção comum. É exatamente isso que trará o resultado.

Tentem sentir um ao outro com o coração. E isso basta.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá de 14/09/25, “O Estudo das Dez Sefirot

Tornem-se Um

938.04Pergunta: Você diz que a dezena deve se tornar como um. O que é esse estado?

Resposta: Significa que nós, cada um de nós, nos reunimos em uma única unidade, em uma única qualidade: a qualidade de doação mútua. E não há outros relacionamentos, nem com o Criador, nem entre nós.

Todas as outras qualidades de uma pessoa estão conectadas à qualidade de doação. Eu me anulo, me conecto com os outros, me sinto inferior ou superior aos outros para influenciá-los com a grandeza do objetivo. Tento uni-los, imaginar o Criador no lugar de cada um deles. Com isso, chegamos à qualidade que é chamada de “um”.

Pergunta: Atingimos esse estado apenas por um curto período de tempo ou devemos mantê-lo constantemente?

Resposta: Esse estado ocorre por um único momento, mas assim que o alcançamos, revelamos o Criador.

No momento seguinte caímos, e tudo desaparece, a sensação do Criador desaparece, perturbações sérias surgem em nós, até o ódio, e o trabalho acima delas começa novamente, o que leva à qualidade de “um, único”. E novamente revelamos o Criador.

E assim, passo a passo, avançamos em direção ao objetivo, cada vez alcançando novos mundos.

Portanto, por enquanto, devemos pensar apenas na nossa dezena. Se ela estiver cercada por dezenas adequadas no meu grupo e em outros grupos, sentiremos uma grande adição de força vinda das outras dezenas. Portanto, estou interessado em que haja o maior número possível delas, e que sejam tão fortes quanto possível. Mas, em princípio, meu trabalho espiritual está concentrado na minha própria dezena.

Com o tempo, uma espécie de boa competição poderá ser incentivada aqui, o que nos impulsionará para a frente. Só que ainda é muito cedo para falar sobre isso. Precisamos tratar o assunto com muito cuidado. Mas isso virá.

Da 4ª Lição do Congresso em Moscou, 03/05/16

Amor — A Fonte Da Vida

277Pergunta: O que o amor dá a uma pessoa?

Resposta: O amor dá à pessoa um brilho interior que a anima. Vida.

Mas o problema é que o amor é um relacionamento muito mais profundo que devemos revelar entre nós.

Não se trata daqueles sentimentos que surgem de acordo com as inclinações interiores de uma pessoa, que lhe são incutidos pela natureza ou adquiridos pela educação. Precisamos primeiro revelar os valores adequados — entender o que realmente se chama amor, até que ponto existimos dentro da natureza do ódio e da rejeição mútuos e, se for assim, o que deve ser feito para alcançar o amor, visto que a fonte da vida é o amor.

Pergunta: Devemos revelar o que é o amor?

Resposta: Precisamos revelar o segredo da vida. Este segredo está ligado ao amor. Pois sem ele, não há continuidade.

Se não houvesse atração entre mais e menos no nível inanimado, nenhuma união e separação entre moléculas no nível vegetativo, se não houvesse tais cálculos entre corpos vivos, quando um odeia ou ama outro dependendo do nível de desenvolvimento, se não houvesse sentimento de amor de uma mãe por seu filho no nível animado e humano, então, sem isso, a natureza não se desenvolveria, nem mesmo a célula mais simples existiria.

Tudo existe de acordo com o amor e o ódio, de acordo com a força de atração e repulsão. Essas duas forças devem estar em equilíbrio.

Portanto, não é por acaso que está escrito na sabedoria da Cabalá: “O amor cobrirá todos os crimes”. Essas duas forças fundamentais, localizadas no centro da criação, devem estar em equilíbrio entre si, e então entre elas haverá um desenvolvimento adequado e gradual até um grau tal que tanto o amor quanto o ódio se desenvolvam em proporções infinitas. E assim alcançaremos o mundo do infinito, o mundo da verdade, que é o objetivo do nosso desenvolvimento.

Portanto, ainda temos que revelar como chegar ao esclarecimento do que o amor realmente é — pois ele é a fonte da vida.

De KabTV, “Nova Vida 692 – O que é o Amor?”, 16/02/16

Cinema Independente, Dostoiévski, Diamantes…

511.01Pergunta: Existem diferentes categorias de cinema. O cinema independente ou de arte (arthouse) é experimental. Existem filmes mais sérios, existe Hollywood, e todos se posicionam como importantes. Eu costumava ser fascinado por cinema independente. Mas agora nem consigo assistir a esses filmes porque, essencialmente, são experiências superficiais, como você disse sobre Dostoiévski, de que um homem matou uma velha e escreveu sobre isso. Na verdade, não há benefício algum nisso. O que isso realmente proporciona a uma pessoa?

Resposta: O problema é que não há um parâmetro claro pelo qual uma pessoa possa se comparar.

Por exemplo, Dostoiévski tem afirmações maravilhosas sobre o amor, por um lado, e, por outro, o ódio. Ele não sabe como se posicionar. Ou seja, as pessoas não têm um ponto de referência absoluto, um padrão. E isso torna tudo muito difícil.

E essa arte da qual você está falando, vários filmes experimentais e tudo mais, é tudo conversa fiada sem fim porque não há uma base clara na natureza humana, nada com que possamos nos medir.

Como resultado, tudo isso está fadado ao abandono por parte da pessoa que começa a se elevar acima do nível da existência animal. São pessoas inteligentes e investigativas, mas confusas. Tudo está bem, exceto por uma coisa: não há nada com que se comparar, nenhum ponto absoluto.

Portanto, elas não podem criar nenhuma imagem que permaneça para a eternidade, apesar do que foi escrito. Afinal, se for uma representação do mundo interior de uma pessoa sem a medida correta em relação ao Criador, não significa nada. Portanto, tudo permanece o mesmo — ele matou uma velha e nada mais.

É por isso que a arte está morrendo, é por isso que as pessoas começam a negligenciar todas as grandes obras que a humanidade criou ao longo dos milênios. Restam apenas alguns intelectuais ingênuos que valorizam isso.

Tudo se extinguirá, exceto talvez a música, porque numa peça musical cada pessoa pode de alguma forma se expressar. Mas a literatura, a pintura ou qualquer outra coisa…

A pintura ainda tem algum tipo de futuro, porque existe uma falsa convenção sobre seu valor, já que não há outro lugar para investir capital. Rembrandt, digamos, vale um milhão de dólares, Rubens — quinhentos mil, outro — tal e tal, e assim por diante. Suas pinturas permanecerão como moeda. É assim que a pintura será avaliada, e nada mais.

E por que os diamantes são valorizados? O fato é que existem muitas jazidas de diamantes no mundo cuja mineração é proibida, caso contrário, seu preço despencaria e as pessoas ficariam sem nada. Mas, digamos, eu tenho uma pedrinha no meu cofre, que vale, digamos, 30 ou 100 milhões. Mas se você de repente colocar alguns quilos de diamantes no mercado, o preço da minha pedra cairá automaticamente dez vezes. Eu não vou deixar você fazer isso! Portanto, o valor de todas essas coisas é relativo.

Mas a música clássica permanecerá porque transmite todos os sentimentos humanos, e nela se pode expressar absolutamente tudo. Sua harmonia corresponde à estrutura da alma. A pintura permanecerá porque é como uma garantia. E a literatura não permanecerá de forma alguma.

Pergunta: Então, para que serve a literatura? Os clássicos, Tolstói, Pushkin?

Resposta: Quem vai ler isso?! Tenho certeza de que nem mesmo agora é lido. A geração mais jovem lê esses livros?! Não.

Talvez existam versões resumidas dos clássicos, onde todo Tolstói é apresentado em cinquenta páginas. Bem, quem hoje se sentaria e leria Guerra e Paz? Quem tem tempo para isso? Poderia substituir a internet atual, com todas as suas possibilidades, para um jovem? É um mundo completamente diferente! E os jovens não podem ser culpados por isso.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada”, Cinema Independente, Hollywood, Dostoiévski, Diamantes e Cogumelos, 09/08/10

Qual É A Raiz Da Alma?

942Pergunta: Qual é a raiz da alma e como podemos alcançá-la?

Resposta: A raiz da alma é chamada de fonte da alma, ou seja, o Criador, que se revela na conexão entre vocês. Não no egoísmo de vocês , mas no fato de que entre dois egoístas uma qualidade mútua de doação pode ser revelada.

Ela é revelada entre vocês, os egoístas, apesar do ego pessoal em cada um de vocês, e é precisamente neste lugar que o Criador é revelado.

Portanto, quanto maiores os egoístas são e quanto mais trabalham em si mesmos, mais o Criador pode ser revelado entre eles. Mas sempre entre eles!

Da 4ª Lição de Cabalá do Congresso na Moldávia, 07/09/19

Força Do Hábito

423.02Comentário: Se uma pessoa entendesse o mundo vil, repugnante e limitado em que vive, ela olharia para muitas coisas de uma maneira completamente diferente.

Minha Resposta: Mas sabemos como as pessoas se acostumam a viver em campos de concentração, campos de trabalho, colônias penais, em todos os lugares.

Eu tinha um amigo que deixou a colônia penal e se hospedou na vila ao lado. Fiquei surpreso! E ele disse: “É bom aqui. O que mais eu preciso?” Isso em comparação com Leningrado, que tinha um bom suprimento de comida, cultura, tudo!

Um hábito! Uma pessoa não precisa de mais nada. Além disso, existem relações simples nas colônias penais, tudo é claro e direto: quem você é e quem eu sou. Toda a estrutura é muito mais simples.

Comentário: Sim, uma pessoa mergulha no mundo familiar em que vive de qualquer maneira.

Minha Resposta: Isso é terrível! Percebemos constantemente o que nos cerca dessa maneira, percebemos apenas o que nos agrada, o que precisamos, o que se adequa à nossa criação e ao nosso estado interior. É tudo o que vemos!

Mas estamos em um mundo infinito! Uma quantidade incrível de profundidade, fenômenos, forças e ações giram entre nós e ao nosso redor! Não percebemos nada disso porque não queremos. Só percebemos aquilo para o qual fomos pré-programados, aquilo a que estamos acostumados. O resto é inconscientemente eliminado. É assim que somos criados. O hábito é uma coisa terrível que afeta a nossa consciência!

Pergunta: Você descreve os estados que se experimentam após a transição para outra faceta da realidade de uma forma bastante colorida. No entanto, será que desenvolver o desejo por isso é suficiente, além de estudar e tudo o mais? Se uma pessoa realmente quiser, será capaz de se transferir para uma dimensão superior?

Resposta: Não, um desejo não é suficiente porque nosso desejo é egoísta; devemos transformá-lo em outro que seja altruísta.

Não se pode sentir o mundo superior em seu desejo egoísta. “Mas eu quero!” Não, você não quer; você quer outra coisa que imagina como o mundo superior. Você não pode querer isso agora, porque tudo se resume a dar, amar os outros e sair de si mesmo. Você não tem tais desejos! Portanto, não minta sobre querer isso.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Nossa Vida Inteira é um Jogo?!”, 29/09/10

O Conceito De Tempo

910Pergunta: Entendemos como usar o tempo no sentido material. Mas como esse conceito é usado na espiritualidade? Por que o Baal HaSulam nos dá o conceito de tempo?

Resposta: Baal HaSulam nos dá esse conceito para que possamos nos ver evoluindo ao longo do tempo e, assim, mudar de acordo com ele.

O tempo é uma noção inteiramente inventada e artificial. Não há nada nele que realmente exista na natureza. Ele é dado a uma pessoa apenas para que ela possa perceber a possibilidade de mudar de vida.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá de 14/09/25, “O Estudo das Dez Sefirot

Três Categorias Do Criador

282.02Pergunta: O que são essas três categorias do Criador: Um, Único e Unificado?

Resposta: As categorias Um, Único e Unificado enfatizam que existe apenas uma força no mundo: a força do Criador, a força da doação e do amor. Somente Ele, Um, Único e Unificado, governa absolutamente tudo. Mesmo aquelas forças e qualidades que Ele cria deliberadamente para se contrastar com elas também estão sob Seu controle.

Pergunta: Por que uma mesma força age sobre pessoas diferentes de maneiras diferentes?

Resposta: A força é uma, mas as pessoas são diferentes. Dependendo da semelhança com essa força ou, inversamente, da oposição a ela, ou nos aproximamos ou nos afastamos dela.

Pergunta: Quando você diz “as pessoas são diferentes”, você se refere apenas ao nível egoísta de uma pessoa?

Resposta: Sim, elas diferem apenas em sua concordância com o Criador. O resto não importa.

Da Lição de Cabalá em Russo, 21/01/18

Afinal, O Que É O Amor?

228Pergunta: Existem muitas canções sobre o amor e muitos romances maravilhosos escritos ao longo da história da humanidade. Por outro lado, o amor levou a inúmeras tragédias e guerras. Muito já foi dito sobre o amor. Talvez seja o sentimento mais sublime de uma pessoa. O que é o amor?

Resposta: Amor é uma atitude especial de uma pessoa em relação a alguém ou algo. Eu amo o mar, a música, cheiros agradáveis, etc. Isso também se chama “amor”.

Por que eu amo? Porque me dá prazer. Gosto do mar, da música, dos cheiros, do céu. Amo o que me dá prazer. Por outro lado, odeio o que me causa sofrimento ou problemas. É assim que surge o amor ou o ódio em relação às pessoas e aos animais.

É “amor egoísta” quando amo algo que me dá prazer e odeio o que me causa sofrimento. Somos como animais; amamos o que nos faz bem e nos afastamos do que nos faz mal. Isso se chama amor. Ou seja, não é amor por algum objeto, mas sim amor por aquilo que ele desperta em mim.

Por exemplo, encontro um amigo e ele me diz que se divorciou. “O que aconteceu?!” “O amor se foi.” Isso significa que o amor existe até o momento em que podemos receber prazer um do outro. Até hoje, os médicos dizem que o amor entre parceiros desaparece em 2 a 3 anos.

Este não é o amor de que fala a sabedoria da Cabalá. A sabedoria da Cabalá fala do amor como algo que está acima do ego de uma pessoa, que gosta de usar alguém ou alguma coisa. O amor é algo que construímos em dois níveis.

Existe um nível de relacionamento entre nós que pode envolver discussões e até ódio, ou seja, desacordo entre nós. Ao mesmo tempo, acima desses desacordos, construímos uma conexão especial chamada “amor”.

Trabalhamos muito nela, nos esforçamos e investimos tempo para construí-la. Isso se chama “o amor cobre todas as transgressões”. Significa que construímos o amor precisamente acima das transgressões, acima das divergências que existem entre nós.

Somente dessa forma duas pessoas podem se conectar, de modo que sua conexão mútua seja boa, forte, saudável e verdadeiramente humana. Essa conexão se dá entre pessoas que entendem que são egoístas e que amanhã podem ter uma nova discussão, mas que continuarão trabalhando para tornar sua conexão bela e gentil, e isso se chama “amor”.

Este não é um amor construído com base na atração sexual, no hábito ou em algo que é bom para mim hoje, mas amanhã pode ser o oposto.

Pelo contrário, é amor entre pessoas: um homem e uma mulher, crianças, dentro de uma nação ou dentro de um grupo de pessoas. Mas, com tudo isso, não nos tratamos com base no prazer mútuo, enquanto eu recebo prazer do outro e, portanto, amo. Afinal, este seria o nível animal.

No nível humano, criamos conexões de amor entre nós, acima de tudo o que recebemos um do outro — prazeres ou o oposto — a ponto de eu odiar o outro por seus hábitos dos quais não gosto. Ainda assim, tenho que amá-lo, por exemplo, pelo fato de pertencermos à mesma nação.

Então, trabalharemos em como também podemos nos tornar mais próximos uns dos outros nos hábitos no nível deste mundo — físico, nacional e assim por diante.

Em outras palavras, o amor é o valor mais alto no relacionamento entre pessoas que vão se conectar, já que são obrigadas a se conectar e escolheram essa conexão. E trabalham constantemente nisso.

Por isso, diz-se que “o amor cobrirá todas as transgressões”. Há “transgressões” entre nós, vários desentendimentos, e acima deles estamos constantemente construindo o amor. Além disso, quanto mais desentendimentos, mais forte deve ser o amor acima deles.

É assim que devemos educar as pessoas. Então, seremos capazes de chegar ao estado em que seremos capazes de abrir um guarda-chuva de amor sobre o mundo inteiro, sobre toda a humanidade. É exatamente isso que o amor é. Caso contrário, é apenas um amor fisiológico, onde você ama algo que é bom para o seu corpo; isso é amor pelos animais, enquanto o amor humano é construído acima de tudo o que me faz infeliz com o outro. Há alguma razão, um valor superior, que me obriga a estar em conexão com o outro.

Nós dois entendemos que, no nível regular, temos todos os tipos de desentendimentos em relação ao país, à vida e a tudo mais, mas, em qualquer caso, chegamos à decisão de que temos que estar conectados, apesar de sermos diferentes e nossa estrutura ser diferente.

Construímos esta conexão, o nosso amor, lentamente, passo a passo, com base no nosso objetivo superior que juntos temos que alcançar na conexão entre nós e acima dos nossos corpos físicos.

Do Programa da Rádio 103FM, 14/02/16