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O Fogo Do Inferno

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Truma (Doação)”, Item 443: O juízo dos castigos do Inferno é julgar ali aos malvados. Por que eles são julgados com o castigo do Inferno? O Inferno é um fogo que arde dia e noite, como os malvados, que se aquecem no fogo da inclinação ao mal para violar as palavras da Torá. A cada vez que eles se aqueceem na inclinação ao mal, o fogo do Inferno arde neles.

O Inferno significa os estágios da revelação do egoísmo como o mal, quando a pessoa se sente como um receptor, e o fogo da vergonha a queima. Este fogo nos exorta a nos corrigir.

Além disso, neste estado do Inferno, a pessoa tem tudo, exceto a qualidade de doação, e é por isso que ela sofre. Eu tenho toda a abundância, a satisfação do meu egoísmo, mas não os desejo. Eu quero estar em doação, porque isto me aproximado Criador. Eu não quero ser um receptor! Isto é o que o Inferno significa.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/07/11, O Zohar

Não É Um Jogo, Mas Sinais Ao Longo Do Caminho

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que eu vejo o Criador como dividido em tantas forças diferentes? Se for assim, eu poderia relacioná-Lo aos meus diferentes desejos e qualidades, e percebê-Lo?

Resposta: Isso está correto. Quando o meu ego, o desejo de receber prazer, imagina-se acima do Criador, ele começa a imaginar ídolos em vez Dele. Basicamente, ele imagina outras forças, e não exatamente o Criador.

Eu vejo a marca do meu desejo egoísta não corrigido como “outros deuses”. Quando eu não estou no estado de doação com relação a certo desejo, quando deixo de agir de maneira corrigida, a forma na qual o meu desejo descreve o Criador para mim é chamada de “ídolos”.

Esta é a diferença entre as dez Sefirot impuras (Klipot) e as dez Sefirot de santidade (doação). Quando eu, olhando através delas a partir da minha Malchut corrompida, imagino Keter como corrompida, isso é chamado de “outros deuses”, ídolos. E a maneira como eu vejo Keter, quando olho para ela através da Malchut corrigida, é chamada de Criador.

O Criador corresponde ao grau espiritual em que eu sou capaz de conectar-me com Ele e revelá-Lo. Mas é essa mesma força superior, embora em relação ao meu grau. É por isso que os “ídolos” são formas corrompidas onde eu imagino a força única superior de acordo com a forma como o meu ego a descreve dentro de minhas faltas.

Por esta razão, se a pessoa se relaciona corretamente com as formas destes “ídolos”, eles vão se transformar em sinais de trânsito para ela. Ela vai entender que nada é criado em vão, e será capaz de avançar especificamente devido a estas formas. Como está escrito, o Faraó nos aproxima do Criador.

Eu me aproximo da verdade especificamente ao passar de um falso ídolo para outro! Independentemente de quão desagradável e oposto ao verdadeiro estado seja isso, nós podemos trabalhar especificamente com essa oposição. Isto porque nós ainda não temo uma conexão com a doação, a “santidade”.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 07/07/11, Shamati # 15

O Mundo Em Que “Não Há Outro Além Dele”

Dr. Michael LaitmanO ser humano é criado em uma condição que lhe parece como se houvesse outras pessoas e um mundo enorme a sua volta. Mas tudo isso é o seu desejo interior, o qual ele ainda não foi capaz de unir para ver que só existe ele, em pé diante do Criador.

A pessoa deve atribuir todas as distorções, perturbações, pensamentos e desejos estranhos, e incidentes aparentemente “aleatórios” que acontecem consigo, não às suas numerosas e imaginárias fontes e razões, que ainda são mostradas a ela por causa da imperfeição de seu trabalho, mas apenas ao Criador.

É isso que consiste o trabalho interno. Afinal, tudo que a pessoa não atribui ao Criador, mas a outras forças, tais como outras pessoas, todos os tipos de razões, o destino, e até para si mesma, tudo isso é chamado de “ídolos” (deuses estrangeiros). Assim, verifica-se que ela se considera dependente de algo que não seja o Criador, como se houvesse alguma outra força que possa ser uma fonte de influência sobre ela, tanto boa quanto má.

Nós devemos perceber o princípio do “não há outro além Dele” acima de todos os obstáculos que intencionalmente nos tiram do caminho, de forma que aprendamos a nos sintonizar com a força, a fonte única. Este trabalho consiste de vários tipos e estágios aparentemente diferentes:

  • Esclarecer a singularidade da Fonte, se existem outras fontes ou ela é a única;
  • Esclarecer a natureza da Fonte, se é boa ou má;
  • Esclarecer a nossa relação com a Fonte: é “para si mesmo” ou “para a doação”.

A pessoa realiza os trabalhos relacionados à Fonte com o seu vaso (desejo) espiritual pessoal, através da união com todos os outros, e assim ela se sente como a única criatura. Ela também une todas as forças agindo sobre ela, todas as várias fontes em uma Fonte. Em outras palavras, existem vários tipos neste trabalho, dependendo de como esses dois, o ser humano e o Criador, conectam-se.

Da 1a parte Lição Diária de Cabalá 07/07/11, Shamati # 15

O Universo Inteiro Está Sobre Um Único Eixo

Dr. Michael LaitmanPergunta: A espiritualidade baseia-se na doação. Sob qual base nós construiremos o nosso trabalho enquanto estamos no “período de preparação” para a entrada no mundo espiritual?

Resposta: Há uma instrução: “Escuta, ó Israel”. Isto é, a pessoa deve dirigir-se ao “O Criador é a única força acima de nós, o Criador é Um” (“o Senhor é nosso Deus, o Senhor é Um”, as palavras da oração).

Suponha que eu diga a mim mesmo: “Escute, o Criador é a força superior acima de você, Ele é um”. Isto determina a minha direção, que me levará à Fonte, à revelação, à adesão e união. Esta é a base sobre a qual o nosso trabalho é construído, o eixo ao longo do qual tenho que me mover. Agora, eu preciso anexar a este eixo todos os meios à minha disposição para realizar este princípio.

Eu e o Criador estamos nos extremos opostos de uma linha. Eu fico mais perto Dele com os meios disponíveis a mim: conectando “Israel, a Torá e o Criador” em um todo.

A Torá é tudo o que você pode imaginar; tudo o que existe, exceto o desejo inicial da criatura, como é dito: “Eu criei a inclinação ao,mal, e criei a Torá como tempero”. Eu tenho que conectar tudo isso em uma direção.

Eu careço da proximidade com o Criador; o meu objetivo é a adesão com Ele. Eu não sei exatamente o que isso significa em termos de desejos, pensamentos, decisões, bem como a conclusão de todo esse caminho. Mas eu, o objetivo, e os meios para alcançá-lo existem, e eu tenho que organizar e usar tudo isto corretamente. Quanto ao destino, o resultado é um! Tudo está incluído neste conceito de Único.

Ao longo do caminho, nós obtemos  diferentes formas de idéia, pensamento, tomada de decisão, e ação — absolutamente tudo é transformado dentro da pessoa. A Luz faz uma revolução nela e cria um novo ser humano.

Agora, nós não podemos imaginar o que é isso. Mas, em cada estado, em cada etapa, você deve se esforçar para fazer o que é capaz de fazer e deve fazer agora, neste nível. Depois será revelado que tudo isso atua em uma só direção. Isto inclui a sua busca e, especialmente, a sua luta com os obstáculos, quando você tenta arduamente discerni-los e ver que seu egoísmo trabalha aqui, desviando você do seu caminho, do pensamento de que “Não há outro além Dele”.

A todo instante você deve verificar com uma atenção especial: se eu estou em paz e concordo com a força superior em tudo que faço? Será que o universo inteiro dividiu-se agora em duas ou até três partes em meus pensamentos e sentimentos, como se houvesse o Criador, o resto da criação juntamente com vários motivos, e eu mesmo?

Alguém me irrita, coloca todos os tipos de obstáculos, causa problemas — isto significa que eu não conecto este mundo inteiro com o Criador, e reconheço  ídolos, “outros deuses”. De fato, como poderia haver outros motivos para o meus estados se há uma só força agindo no universo?

Eu preciso verificar como eu reajo a todos esses motivos, a cada indivíduo, inimigo ou amigo, e a cada problema: eu os percebo como existindo separadamente ou posso combinar todos eles e ver atrás deles o Criador, que executa toda esta farsa, de modo que, conectando  tudo isso e atribuindo a Ele, eu alcanço o princípio de “não há outro além Dele”?

Este é um trabalho sério, e se a pessoa é sensível e analisa cuidadosamente seus estados, ela avança de forma correta e rápida.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 07/07/11, Shamati #15

Como Podemos Agradar ao Criador?

Pergunta: Como podemos agradar ao Criador? Como é que vamos descobrir o que o agrada?

Resposta: O Criador recebe prazer quando gostamos de nós mesmos. É por isso que precisamos atender o desenvolvimento de nossos desejos. Não é o suficiente para permanecer no grau de “doação por causa da doação” (Bina), e especialmente sobre os níveis miseráveis ​​deste mundo, o nível inanimado da espiritualidade (Domem de Kedusha). Não se pode estar satisfeito com isso.

Estar no grau inanimado da espiritualidade significa ainda não ter uma própria iniciativa, para não se desenvolver. Mas a finalidade da criação é para receber tudo o que o Criador quer dar. Está escrito: “A vaca quer alimentar o bezerro mais do que o bezerro quer mamar”, por isso, se ele é bom e quer dar-me bem, devo desenvolver somente os meus desejos infinitamente.

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Quando Todos São Responsáveis ​​Por Todos Os Outros

Diz-se: “. Criei a má inclinação, e criei a Torá como tempero já que a Luz nela reforma”. Assim, em primeiro lugar, temos que revelar a inclinação para o mal, e então, na medida em que nós sentimos, nós vamos querer encontrar um “tempero”, um “remédio” que por sua vez, que vai o transformar na boa inclinação.

Como podemos revelar a inclinação para o mal? Para isso, uma pessoa deve encontrar o ambiente certo. Se ela quer ser incluída neste ambiente, de modo que todos as pessoas tornem-se como um homem com um coração, se ela quer garantia mútua e unidade integrante com todos, sem qualquer distinção, quando todos são responsáveis ​​por todos os outros, semelhantes às células de um corpo vivo, se ela não julgar os outros, mas se preocupar com eles para que possam despertá-la, se a coisa principal para ela é o seu trabalho pessoal interno; se ela tentar estar entre os amigos e abaixar a cabeça diante de deles apenas para receber deles a realização da importância do objetivo e cancelar-se novamente para que a importância de seus amigos a cobre com ainda maior reconhecimento da meta e do meio ambiente, se ela está constantemente neste círculo e trabalha nele, então ela recebe dos seus amigos a sua consciência coletiva, integrante da importância do objetivo. [Leia mais →]

Todo o Caminho é a Busca

Pergunta: Você poderia descrever todos os estados que temos que percorrer a partir de nossa condição presente ao pedido de doação verdadeiro?

Resposta: Estes não são nenhum tipo de passos claros e seqüenciais que podemos compreender. Estes estados estão mudando: indo e vindo.

Mas é claro que no início, quando uma pessoa vem, parece-lhe que ela pode conseguir tudo sozinha, isolada, e que ela não é dependente de nada, nem do professor nem do grupo. Ela acha que os livros são o suficiente para avançar.

Então, ela tem uma revelação, e a única questão é quanto tempo isso levaria. Às vezes, o egoísmo tampa seus olhos e ouvidos, tanto que ela não vê e ouve nada, e portanto, pode demorar anos. Às vezes, isso acontece mais cedo. [Leia mais →]

Eu Dou Ao Receber Tudo

Pergunta: Se eu sou o desejo de desfrutar e permaneço nisso para sempre, como posso dar?

Resposta: Eu dou recebendo tudo do Mestre! Ao fazer isso eu trago contentamento a Ele. A fim de trazêr a ele prazer sem fim, o mesmo que Ele me dá, eu não posso continuar a ser um receptor, mesquinho egoísta, eu preciso receber “por causa da doação.”

O desejo de receber é limitado já que é impossível receber mais do que este mundo corpóreo. Mesmo agora, nós estamos no Mundo do Infinito, cercados pelo amor do Criador. No entanto, nós só somos capazes de senti-lo ao menor nível no qual sentimos este mundo; é o máximo que é possível.

Se a todas as gerações da humanidade ao longo do tempo fossem dadas todos os prazeres deste mundo, seria chamada de ” vela fina” (NerDakik), uma pequena faísca de Luz. Mais Luz não pode ser revelada dentro dos desejos de recepção. Todo o restante da Luz só pode ser revelada nos desejos de doação. [Leia mais →]

Como Argila Nas Mãos do Mestre

Não imagine o Criador estando em algum lugar distante, em mundos distantes, existindo separadamente de você. Tudo só existe dentro do nosso desejo. Tudo se torna revelado dentro de nós.

Nos parece que toda a realidade, junto a nós, existe em algum lugar externo e é dividida em camadas da natureza – inanimada, vegetativa, animada, e falante, que estão tanto mais perto ou distante de nós. Mas tudo isso existe dentro do nosso desejo.

Parece, que, para uma pessoa, é como se isso não fosse dela, como se fosse estranho, e essa confusão é dada a ela intencionalmente, como consequência da quebra. Mas quando ela começa a trabalhar na conquista da doação, aos poucos, na medida de sua disponibilidade de doar e sacrificar o seu egoísmo, ela começa a sentir essas partes do universo que parecia ser estranhas e externas a ela: a natureza inanimada, plantas, animais e pessoas.

Evidentemente, tudo pertence a ela, e só parece ser estranho para ela devido a sua percepção arruínada. [Leia mais →]

A Nova Definição De Santidade E De Impureza

Nós não precisamos de nada além do temor, que é a atitude correta para com o Criador. O trabalho começa quando a pessoa se torna capaz de distinguir entre “santidade” (doação), e “impureza” (Klipa, o egoísmo).

Estar em santidade significa que constantemente nos preocupamos com o Criador, nos apoiando e nos permitindo manter a atitude correta para com Sua revelação, com a expressão do Seu amor conosco. Esta preocupação deve estar constantemente dominando a pessoa, porque se ela for frear e deixar essa preocupação por um determinado segundo, durante um determinado estado por este caminho, ela imediatamente cai no egoísmo, Klipa. [Leia mais →]