Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Um Sábio Eleva-se Como Um Recém-Nascido

Dr. Michael LaitmanSe a pessoa não aspira se satisfazer egoisticamente, se ela não espera que a Luz venha e a satisfaça sem qualquer preparação, mas entende que a Luz é a sensação dentro do desejo, tal pessoa quer mudar a si mesma e é chamada de sábio.

Ela entende que lhe foi permitido somente experimentar uma impressão inicial, pequena, e ela irá somente experimentar todos os outros fenômenos sob a condição de desenvolver seu desejo de acordo com as quatro fases da Luz Direta. Lá, na última fase de desenvolvimento do desejo, ela sentirá que doa, e de acordo com isso, ela irá experimentar a vida na doação chamada de Luz superior.

Assim, um sábio é alguém que vê um “recém-nascido”, um novo estado que está nascendo. Com suas ações e a ajuda da Luz a influenciando, ele alcança mudanças tão profundas em seu desejo que passa da recepção, do desejo de receber prazer, para o desejo de doar e a sensação de amor, que é a vida.

Seu desejo muda, e ela começa a sentir a si mesma se aproximando da ação de doar que inicialmente lhe causava repulsa. A princípio, ela se força a agir. Porém, ao se esforçar e atrair para si mesma a influência da Luz, ela chega ao ponto onde realmente começa a desejar doar.

Esse é o milagre da Luz. Ela age em resposta aos nossos esforços, mesmo sem nosso desejo inicial, e o transforma. Dessa forma, o desejo passa através de estágios qualitativos de desenvolvimento e se torna um novo desejo.

A pessoa que é sábia o suficiente para ver o “recém-nascido”, o novo desejo sendo concebido nela, a necessidade de doar, se esforça e entende que está trabalhando contra a Luz constante, o “Bom que faz o Bem”. Ela usa a Luz que Corrige. Dessa forma, ela passa de um estado para outro, estado após estado, e chega à Luz da vida.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 18/07/11, Shamati #122

Aprender A Perceber A Bondade

Dr. Michael LaitmanNós estamos acostumados a ver fenômenos claros e familiares em nosso mundo, que não mudam. Por outro lado, alguns fenômenos dependem da maneira com que os usamos. Por exemplo: existe a eletricidade que podemos usar para produzir ações diferentes e opostas tais com obter frio ou calor. O fogo que pode esquentar ou incendiar é outro exemplo. Basicamente, tudo depende do jeito que os usamos. Em outras palavras, tudo depende do usuário, do desejo (Kli) no qual essa força se veste.

É o mesmo com respeito à Luz superior. Ela contém tudo, incluindo o próprio desejo, todos os fenômenos que podem acontecer nele, e todas as impressões que ele pode perceber da Luz.

Um erro comum dos principiantes é pensar que a Luz é algo específico e constante que é sempre bom. Mas, não é sempre assim. Existe também a noção do Pulsa de Nura (chicotadas de fogo), uma maldição. De modo geral, todas as coisas, melhores e piores, vêm da Luz. É como a eletricidade: tudo depende do modo como é usada.

Por essa razão, a definição do Criador como “Bom que faz o Bem” se refere à Luz, um fenômeno que pode ser aceito e revelado somente nos desejos de doar. É impossível receber e sentir essa bondade num desejo egoísta. Ela simplesmente não existe lá.

Uma vez que o desejo de doar não é limitado por nada, e a natureza da Luz verdadeira em sua raiz do “Bom que faz o Bem” é ilimitada, o fenômeno chamado Luz e vida só pode ser experimentado no desejo que estiver totalmente dirigido à doação. Todas as demais formas opostas não são chamadas de vida e Luz.

Nós gostaríamos de alcançar a sensação do Bom que faz o Bem, mas nós não entendemos que isso nada mais é do que a sensação de doação e amor. É como um viciado em drogas que pensa que estados bons só existem sob a influência das drogas, e não entende que existe um modo de receber prazer proveniente de outras coisas.

Por essa razão, o nosso objetivo é preparar o desejo, o vaso, para perceber a qualidade de doação. Como está escrito: “A Sabedoria é dada aos sábios”. Isso significa que ela é dada àqueles que entendem que eles não existem na qualidade de doação, e que essa é a única natureza que eles precisam alcançar para receber a Luz de Hochma (Sabedoria), a Luz da vida.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 18/07/11, Shamati #122

O Resultado Da Lição

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em seu artigo “A Arvut (Garantia Mútua)”, o Baal HaSulam escreve que nós temos que agir sem nenhum pagamento, sem qualquer compensação, e sem qualquer mescla de amor-próprio. Como podemos nos purificar das expectativas de recompensa, de bons resultados?

Resposta: Você tem as ferramentas: o método Cabalístico chamado Torá e o grupo. Se você quer se unir ao grupo inteiro e construir o mundo futuro nele como um exemplo apropriado para todos, faça isso.

Como você pode se unir? Você pode se unir através da Torá. A Luz nela corrige. Todos devem sentir o quanto estão desconectados ou conectados com os outros. Cada um precisa tentar checar o tempo todo se ele dá um impulso para se conectar.

Finalmente, nossa aspiração é necessária durante o estudo. Onde está a oração durante a lição? Onde está a oração que o motiva a se unir?

Existe uma rede comum, mas seus fios foram cortados, e nós temos que reconectá-los. Nós chegamos à lição para estudar os laços partidos entre nós, e para entender como entrelaçá-los de volta. Esses são os resultados que nós devemos esperar da lição. Nós os estamos esperando?

Da 5a parte da Lição Diária de Cabalá 18/07/11, “A Arvut (Garantia Mútua)”

A Medicina Para A Vida Eterna

Dr. Michael LaitmanDiz-se que o geral e o particular são iguais, e é por isso que cada grupo e indivíduo deve se perguntar: se eles têm o maior objetivo na vida, que é subir do nível de um animal para o nível de um ser humano (Adão), “semelhante” ao Criador, isto é, adquirir a qualidade de doação em que eles sentirão a vida em doação, uma vida mais elevada?

No início, a pessoa aspira a ele porque não quer morrer. Ela imagina uma vida espiritual como uma material, apenas um pouco melhor e, mais importante, sem morte. Isso é o máximo que podemos imaginar de uma vida espiritual.

Em outras palavras, eu estudo e penso que estou recebendo algum medicamento que me trará uma vida eterna, preenchida e perfeita, sem nenhum dos problemas que sinto agora. É por isso que a pessoa continua. Na verdade, esta é a única maneira que podemos agora imaginar uma vida que é maior do que o nosso mundo.

Mas mesmo que a pessoa comece a avançar assim, ela decide que deve usar os meios à sua disposição. Ou seja, ela se dirige ao professor que explica como implementar as suas recomendações no grupo e com a ajuda dos livros.

O professor só mostra o que fazer, e a pessoa deve realizá-lo, porque ela não tem mais nada para se apoiar. Toda a realização ocorre por meio do grupo e do estudo. Assim, a pessoa aos poucos descobre a aspiração à qualidade de doação, que se torna seu objetivo, expresso como união, conexão e garantia mútua, tal como um homem com um coração.

Isso significa alcançar a fé, como está escrito: “O justo vive pela fé”, isto é, a revelação da qualidade de doação no coração humano, em todos os seus desejos.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalpa 18 /07/11, Shamati # 122

A Luz Do Outro Lado Da Imagem

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando é que a Luz nos une? Como podemos avançar juntos enquanto existimos no mal?

Resposta: Nós trabalhamos para superar isso. Nós compreendemos o nosso estado e o examinamos, e devemos nos apoiar mutuamente na garantia mútua. Então, a Luz se estabelecerá entre nós.

Isso também nos ajuda agora. Se a Luz não nos trouxesse satisfação no nível mais ínfimo, não sentiríamos os desejos que estão sendo revelados em nós.

Afinal, nós, todas as pessoas e toda a realidade, existimos em um sistema perfeito. Agora, um pouco de Luz está aparecendo em algumas pessoas, e elas estão começando a sentir onde estão, porque, e para que finalidade. Elas estão começando a receber a Luz na forma de uma conexão com o ambiente, na forma de um mentor. Elas estão começando a sentir a Luz em seus vasos como se fossem livros de estudo no grupo. Tudo isso está acontecendo “como se” porque a materialidade não existe.

Na realidade, tudo isso é a revelação da Luz. Não existem pessoas, grupo, mentor ou livros. Estas são as formas onde você revela a Luz que é apresentada a você como o meio de progresso espiritual.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/11,Arvut (Garantia Mútua)”

O Colapso Do Egoismo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”: Se parte da nação não quer manter a Arvut, mas antes escolhe rejubilar-se no amor próprio, eles fazem com que o resto da nação permaneça imersa na sua sujeira e baixeza sem que alguma vez encontrem uma forma de sair da sua sujeira.

Pergunta: Como posso corrigir o meu desejo pela sujeira e baixeza?

Resposta: Eu actuo em relação aos amigos, e os amigos actuam em relação a mim. Isto significa que eles me corrigem? Sim, corrigem-me. E eu corrijo-os a eles? Sim, corrijo. Como posso corrigir-me a mim mesmo? Eu corrijo-me através da correcção deles.

É isto o que significa a garantia mútua. Ninguém faz isto sem os outros, e ele depende dos outros em todas as suas acções no sentido positivo e negativo, na alegria e tristeza. Ele depende das boas e más acções deles, e eles dependem de suas boas e más acções.

Hoje, isto está a tornar-se uma realidade que se manifestará no nosso mundo de uma forma muito desagradável. Se algo mau ocorre num país, os outros países sentirão logo isto. Por outro lado, se algo bom ocorre em outro lugar, os outros mudarão igualmente para melhor.

Este é um verdadeiro colapso para o meu egoísmo. Eu quero que os outros se sintam mal e que eu me sinta bem, ser um vencedor em comparação a eles. Quero o que é pior para eles em vez de para mim, e isto magoa o meu coração. Mas agora, vemos como a integridade da natureza nos compele a pensar diferente. Ensina-nos que ninguém pode se beneficiar sozinho. Se é bom para alguns, será também bom para outros. Não há tal situação em que é bom para alguns e mau para outros.

Gradualmente, aproximamo-nos desta imagem do mundo. Vejam o que está a acontecer nos países desenvolvidos. Se existe uma derrocada num deles, o resto não sabe o que fazer, e eles caiem logo após. Atingimos uma ordem económica tal, isto é, tal egoísmo, que todos dependem de todos os outros. Esta é a garantia mútua, e assim é como ela se manifesta.

Não penso que dependa, digamos, da França. O que é que eu tenho a ver com a França? Contudo, agora devo cuidar que nenhuma falência ocorra lá. Se a França for à bancarrota, então indubitavelmente, irá afectar o meu bolso dois dias depois. Além disso, irá afectá-lo negativamente. Se eu colhi benefícios disso, deixarei que vão à bancarrota. Mas não funciona dessa forma: eu magoo-me também.

Além disso, anteriormente, os problemas dos outros trouxeram benefícios. Antes do mundo se conectar num sistema integral, todos agiam no seu próprio interesse, não considerando os outros. Cada país preocupava-se apenas com o seu próprio ganho. Cada vez, fazíamos análises vigorosas e egoístas para ganhar à custa dos outros. Mesmo se isto requeresse começar uma guerra contra eles e destruir o outro lado até ao chão, era melhor para mim.

Hoje, gostaríamos de seguir ao longo das mesmas linhas, mas não podemos. Em breve, descobriremos que uma guerra não pode ser começada. Dependemos uns dos outros em tal medida que eu não consigo fornecer algo a mim mesmo sozinho. Faltar-me-á qualquer coisa que eu destruir aos outros.

É a isso que chegámos. Desejando o bem para nós próprios, para nossa nação, o nosso país com as suas estruturas e instituições, eu devo tomar conta de toda a gente. Apenas então será bom para mim.

Este mecanismo age na doação entre Partzufim, entre pessoas, e entre a pessoa e o Criador. Tenho de tomar o desejo do meu amigo com o objectivo de satisfazê-lo e colocar o meu desejo ao seu serviço. Apenas sob a condição de que eu satisfaça e tome conta dele, fluirá toda a abundância através de mim e revelar-se-á em mim 620 vezes maior.

O mundo não percebe ainda em que sistema estamos a entrar. Para tal acontecer, precisamos dizer isto às pessoas assim que possível. Caso contrário, o desespero delas irá levá-las à guerra. Elas simplesmente não terão escolha.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/7/11, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Como Nasce A Vida Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que tipo de cálculo é este de receber para doar?

Resposta: Ele não é fácil. Em primeiro lugar, você precisa se ligar ao superior e restringir-se. A recepção em prol da doação é um grande estado.

Quando eu me conecto com outra pessoa, a primeira coisa que eu preciso fazer é anular os meus desejos, de modo a evitar que eles fiquem no caminho da união com ela. Eu me transformo em doação pura, Bina (Hafetz Hesed, deliciar-se na misericórdia), o que significa que estou pronto para sentir todos os desejos dela, e possuo uma força de proteção que me permite evitar usá-los para a satisfação dos meus próprios desejos, uma vez que eu já os havia restringido. É como se você me permitisse entrar em você e permanecer lá. É assim que eu penetro nos desejos de outra pessoa.

Eu recebo esta permissão sob a condição de ser capaz de restringir-me. Agora, eu começo a sentir você completamente, todos os seus pensamentos e desejos, como se eu fosse você. Eu os aceito como eles são, e eu faço um cálculo da minha capacidade de satisfazer os seus desejos, levando em consideração a minha força e habilidades.

No entanto, este cálculo é incorreto, porque eu faço meus cálculos em relação às minhas habilidades, mas agora eu devo estar fazendo um cálculo em relação aos seus desejos. Eu pego seus pensamentos e desejos, entendo o que você quer, e realizo as ações que você queria realizar em seus desejos nos meus próprios. Eu trabalho com os meus desejos a fim de satisfazer os seus.

Essa ação pela qual nós criamos nossos desejos comuns é chamad de “cabeça (Rosh) do Partzuf“. A cabeça do Partzuf é um estado onde eu existo dentro de você, dentro de seus desejos, com todo meu coração e mente, e faço um cálculo lá. Onde está a tela? A tela está sempre de pé entre eu e você, como se fosse um guarda.

“O corpo interior do Partzuf” (Toch) é a parte em que nós nos unimos com os nossos desejos e pensamentos comuns, e “o fim do Partzuf” (Sof) é onde nós somos incapazes de nos unir, e eu restrinjo os meus desejos. Seus desejos restritos estão lá, junto com meus desejos restritos. Eu restringi seus desejos porque era incapaz de satisfazê-los.

Em outras palavras, um Partzuf espiritual é o grau de adesão dos dois, um com o outro, juntamente com todos os cálculos do que é e do que não é possível. Por esta razão, quando não há adesão de um com outro, não há existência espiritual, não há Partzuf.

Da 3ª parte Lição Diária de Cabalá 17/07/11, Talmud Eser Sefiro

 

Seus Esforços Não Desaparecem No Ar

Dr. Michael LaitmanEstá escrito: “Não há nenhum outro além Dele”, isto é, a Luz superior está sempre em repouso absoluto e sempre nos influencia com a bondade. Mas, por outro lado, está escrito: “O monstro vai engolir e cuspir para fora”, e de fato, nós vemos que não importa quantos esforços façamos, tudo desaparece. Meses se passam à medida que nós trabalhamos, esforçando-nos na intenção com o melhor de nossa capacidade, mas tudo acaba sendo inútil.

No entanto, é impossível que qualquer ação exista na natureza sem trazer algum resultado, seja bom ou ruim. Obviamente, o resultado está sempre lá e não desaparece. Os resultados só parecem desaparecer para nós porque as ações e os pensamentos do passado são esquecidos, e em cada momento eu sou como uma nova pessoa.

Mas onde tudo isso é salvo? Em nosso desejo, bem profundamente! Se nós fizermos alguma ação com o nosso desejo, intenção ou esforço, com toda a realidade que é descrita para nós por este desejo, independentemente dela ser correta ou não, então isso não desaparece.

Tudo o que qualquer pessoa ou elemento da criação faz, qualquer parte dela – seja inanimada, vegetal, animal ou humana, de acordo com seu nível – tudo é engolido dentro de Malchut, o desejo que existe na criação.

Mas, se a pessoa aspira alcançar a doação, suas ações se tornam especiais. Mesmo que por enquanto ela aja em seu próprio benefício  (Lo Lishma), ela se esquece que tem que dar prazer ao Criador e não sabe quando alcançará isso.

Todas as ações de uma pessoa (no grupo, em sua atitude para com o estudo) são completamente egoístas por ora, e elas são engolidas pela “força impura” (Klipa), ou seja, seus desejos egoístas nos quais ela agiu naquele momento. Seus desejos e pensamentos foram destinados ao seu próprio benefício, e a ação acabou egoísta. No entanto, tudo é preservado e nada desaparece. Afinal, a pessoa mesmo assim se esforça no estado que lhe foi dado, e tem que crescer gradualmente.

E quando ela alcança um estágio em que a soma dos esforços feitos (suas tentativas e o grupo que ela organizou para si) produz um resultado, todos os seus acúmulos, que são preservados nos desejos impuros sem a sua consciência, de repente aparecem e saem na forma de desejos corrigidos. Então, ela os recebe e continua avançando com eles.

Isso acontece o tempo todo, e é um princípio muito importante. Nós devemos compreender que cada ação é benéfica, mesmo que seja egoísta. E todas as nossas ações, o que fazemos ao longo de muitos meses, finalmente se reúnem a fim, subitamente serem revelados.

E quando às vezes a pessoa consegue atingir uma aspiração ligeiramente maior em direção à doação, mesmo aquela que ainda seja em “Lo Lishma“, mas já está mais perto de “Lishma“, então ela começa a ter uma melhor compreensão e sensação do passado. Ela percebe o que passou e o que aconteceu com ela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/07/11, Shamati

Quem Sente: Você Ou Eu?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso justificar um amigo que caiu e perdeu a sua correta intenção?

Resposta: Então, a pergunta seria assim: Como eu posso justificar a mim mesmo por pensar que o meu amigo aparentemente perdeu a intenção? A pessoa deve referir-se a isso de duas maneiras: externamente, eu deveria ajudá-lo com ações práticas; internamente, eu poderia justificá-lo e acho que se eu fosse ele, eu teria caído muito mais fundo.

E ainda mais internamente, eu digo que eu o vejo caído apenas porque o Criador fez-me vê-lo desta forma. E tudo isso é feito para que eu me eleve acima deste pensamento e considere que ele está totalmente corrigido, e eu não estou corrigido se o vejo tão caído. Como se diz: “Cada pessoa julga de acordo com suas próprias falhas”.

A chave é compreender que estamos como em uma estrutura cristalina, no campo de força do Criador, que gerencia todos os nossos estados. Portanto, é preciso considerar um amigo como representante do Criador, que lhe mostra algumas das atitudes Dele em relação a você. Você deve ver desta forma todo o grupo e até mesmo o mundo e a si mesmo.

Você recebeu um local onde você deve sempre colocar as coisas em ordem e levá-lo ao estado final corrigido. Você deve corrigir a sua visão para ver o mundo no final da correção (Gmar Tikun). Com isso, você chegará ao fim da sua correção.

Na verdade, nada muda na espiritualidade; mesmo agora, você está em um estado totalmente perfeito. Por que você vê exatamente o oposto, este mundo quebrado e todos não corrigidos?

No entanto, se você disseminar o método da correção no mundo e desejar o máximo possível atingir o estado corrigido juntamente com todos os outros, você estará se corrigindo e transferindo essas partes que parecem externas para o seu interior.

Quando você for orar, você julgará a si mesmo e desejará mudar. Como resultado, você chegará a um estado onde tudo estará conectado, e a Luz superior será revelada nestas partes conectadas. Então, a externalidade e a internalidade se tornarão iguais.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/11, Escritos do Rabash

Foco Na Garantia Mútua

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que nós não percebemos a garantia mútua entre nós e influenciamos o mundo inteiro? O que nós queremos dos outros?

Resposta: Você está certo. Nós temos que experimentar isso primeiro. Por exemplo, está escrito no artigo “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”: Na medida em que os filhos de Israel se unem ao manter a Torá, dessa forma eles passam o seu poder para o resto das nações.

Portanto, nós temos dedicado muitos anos, toda a nossa vida, na organização de grupos e simpatizantes em todo o mundo. Devemos continuar o que começamos. Por um lado, isso nos leva à garantia mútua, mas por outro, a disseminação não deve ser apenas interna, mas também externa. Uma não anula a outra.

Obviamente, o nosso foco principal é o trabalho interno.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/07/11, “Arvut (Garantia Mútua)”