Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Manter O Dedo No Pulso Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Protestos sociais estão se espalhando por todo o mundo. Como devemos agir nestas condições?

Resposta: Nós temos que dar aos manifestantes materiais que expliquem o que está realmente acontecendo no mundo e porque isso está despertando. Estes materiais devem remeter os leitores aos nossos sites, onde eles encontrarão informações mais detalhadas sobre os problemas atuais e suas soluções.

Nós não incitamos revoluções. Pelo contrário, nós queremos que tudo aconteça de forma pacífica, através do trabalho interno, da mudança interna da pessoa. É bom que os manifestantes estejam gritando nas ruas, mas eles devem perceber que tudo depende da correção interna.

Nossos amigos devem participar das manifestações, dar panfletos, e estar entre os manifestantes, a fim de senti-los, a fim de compreender quem eles são e o que querem, a fim de absorver seus desejos. Eles precisam se aproximar deles; isso vai ajudar a preparar melhor os materiais com a nossa mensagem. Eles não precisam gritar com eles ou se juntar aos tumultos. Eles só devem procurar o caminho certo para abordar as pessoas e explicar-lhes que a correção só é alcançada através da conexão entre nós, somente através da garantia mútua.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/10/11, Um Mandamento”

Aniversário Espiritual

Dr. Michael LaitmanSe nós quisermos perceber a finalidade da criação e sentir o prazer preparado para nós pelo Criador, nós temos que nos sentir como criaturas opostas a Ele. Por outro lado, devemos nos tornar como o Criador, porque a perfeição só é possível neste estado.

Acontece que nós temos que incluir esses dois pontos, estados e qualidades opostas, dentro de nós. Quando eles despertam em nós, nós celebramos o nosso nascimento espiritual. Depois de nascer espiritualmente, nós já incluímos as duas qualidades dentro de nós: o desejo de receber e o desejo de doar, um contra o outro, e nós existimos entre eles, sentindo ambos.

Isso acontece como resultado de um desenvolvimento gradual, passo a passo, onde passamos por todas as formas anteriores: inanimada, vegetal, animal, de macaco e de homem deste mundo. Depois disso, novas sensações e experiências despertam na pessoa: ela se sente mal e quer saber a razão pela qual ela vive, o significado de sua vida.

O desenvolvimento do verdadeiro homem começa com isso. Mas isso ainda não é o nascimento espiritual. Pode demorar algumas décadas ou alguns ciclos de vida até que a pessoa realmente comece a usar os verdadeiros critérios para a investigação de sua natureza no que diz respeito à natureza do Criador.

E se o seu tempo realmente chegou, e a pessoa consegue analisar essas qualidades, ela é levada a um grupo e ao estudo. A pessoa descobre que ela é formada do desejo de receber, acima do qual existe o desejo de doar, o Criador. Ela descobre que existe a meta e que está no processo de alcançá-la; que a principal coisa é o ambiente, o qual precisa ser construído para corrigir e melhorar a si mesma.

A pessoa descobre que todas as correções serão percebidas quando ela criar os meios para alcançar o Criador e se tornar como Ele. Por isso, ela percebe seu livre arbítrio e mostra que o propósito da sua vida é tornar-se semelhante ao Criador.

Por essa razão, ela cria os meios que a afetam com os atributos de doação. Então, a qualidade de doação que ela recebe da sociedade, do seu ambiente, começa a contrariar a sua inclinação egoísta natural.

A pessoa sempre fica dividida entre essas duas qualidades e, assim, adquire o livre arbítrio. Ela pode escolher com quem quer estar: com seu desejo egoísta, sua própria natureza, ou com a qualidade de doação, a natureza do Criador. Talvez ela até possa usar a natureza do Criador para atrair seu desejo de receber prazer em sua direção e usá-lo em prol da doação. Assim, a linha da esquerda é incluída na direita.

Da 1ª parte 1 da Lição Diária de Cabalá 07/10/11, Shamati # 167

Entre Dois Mundos

Dr. Michael LaitmanA crise não está fora da pessoa ou nos sistemas que criamos externamente, mas sim dentro de nós. Ela está, antes de tudo, na compreensão da nossa verdadeira condição. Isso “vem” especialmente do sistema que se origina do mundo do Infinito, que estamos começando a estudar. Tudo é pré-determinado. Nós estamos simplesmente descobrindo nossas reservas internas, nossas Reshimot internas (genes informativos).

Assim, nós avançaremos até descobrir que estamos num sistema totalmente novo. No desenho, nós podemos ver um sistema, um segundo sistema debaixo dele, e um terceiro sistema em cima dele.

Nós somos o sistema do meio, em nossas sensações comuns. O sistema inferior são as novas forças egoístas que surgem em nós. Mas, no momento, nós não sentimos claramente que elas são nossas. Elas surgem em nós do nada, como se nós fossemos controlados por elas. Existem muitas teorias sobre este assunto, incluindo algumas cósmicas.

Há um outro sistema que parece oposto a nós: o sistema altruísta, o sistema de doação, de conexão, o sistema integral. Nosso sistema egoísta é oposto ao novo sistema.

Todos estes sistemas são revelados em nós, em mim. Por que eu desenhei a mim mesmo “dentro de mim”? Porque eu sinto que as forças egoístas dentro de mim não são minhas. Elas começam a surgir em mim como estranhas, como vindo de baixo. Por outro lado, eu já sinto que me “envolvi” com algum outro sistema, que não é o que eu criei.

Até hoje, apenas a parte do meio do sistema existia para mim, a parte que está colorida em amarelo, “eu”. Eu existo. Este sou eu. Este é o nosso mundo, onde nos orientávamos facilmente. Tudo estava bem.

Agora, eu vejo que há certos pensamentos que não são exatamente meus, e também certos sentimentos, bem como desejos. Por quê? Porque eu não sinto que eles me trazem a auto-realização, que é exatamente o que eu preciso. É por isso que as pessoas fogem para as drogas, divórcio ou diferentes tipos de horror. Elas não acham que isso é elas. A sensação do meu “eu” individual desaparece. Nós começamos a sentir que certas forças (não as nossas) estão nos preenchendo e empurrando.

Nós sentimos que o nosso egoísmo é externo a nós. É a força que chega de fora. Não sou eu. Eu sou algo diferente.

Há algo mais em mim, algo natural, e eu estou simplesmente sendo preenchido com forças egoístas. Elas me irritam. Assim, eu começo a sentir que minhas forças egoístas não são minhas, e eu as chamo de “inclinação ao mal” – os maus desejos, os desejos maliciosos, os desejos que não são meus, que foram infundidos em mim.

A pessoa torna-se separada da sua natureza. O “eu” começa a se identificar com a adição acima de sua natureza anterior. Ela já tem a sensação de que “eu” não são meus desejos, “eu” não são meus pensamentos. Eu posso me separar deles, eu posso me elevar acima deles e eu posso mudá-los.

É por isso que eu desenhei o sistema como duas partes. Isso é muito importante, porque desta forma eu já começo a me ver como algo complexo. Existe o “eu”, e existe os meus desejos e atributos egoístas que simplesmente existem em mim, mas eu posso de alguma forma anular e alterá-los. Eu não estou ligado a eles de forma alguma.

Como resultado da descoberta de “quem e o que sou eu”, eu começo a sentir que, ao mesmo tempo, estou em outro mundo. Ou seja, tudo ao meu redor parece o mesmo, mas algo está diferente, algo mudou.

Eu pareço me encontrar num ambiente onde há outros pensamentos, outros sentimentos, alguma conspiração contra mim. Eu ainda não entendi o que é, mas estou num espaço onde há muitas forças diferentes, pensamentos diferentes, e diferentes tipos de ligações que fluem em torno de mim. Eu sinto que eles existem, mas eles não me tocam. Em vez disso, eles só me envolvem, e eu não posso fazer nada com eles.

Este é o nosso sentimento do mundo: ele é muito claro e leva a resultados claros.

Da Série Lição Virtual aos Domingo 25/09/11

Realização Sensorial

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que cerca de 10% das pessoas que vêm estudar Cabalá são atraídas pelo Estudo das Dez Sefirot. Será que nós precisamos conscientemente elevar a importância da leitura das fontes originais, se a pessoa estiver atraída por ela desde o início? Ou a disseminação está acima de tudo no nosso tempo?

Resposta: Em outras palavras, 10% das pessoas que chegam à Cabala querem estudá-la como uma ciência, para escalar a montanha do conhecimento e compreendê-la com a mente. O restante das pessoas não. No entanto, são estas que avançam, ao contrário dos 10% que simplesmente estudam e pronto.

O estudo deve ser sensorial, obtido da vida. Quando você entra neste sistema, você existe nele, se adapta a ele, sente tudo e começa a entendê-lo a partir da sua sensação. Você começa a trabalhar com ele estando nele. Ao se conectar com outras almas, você começa a entender o que significa esta conexão com o próximo, porque ela é obrigatória, e assim por diante. Em outras palavras, tudo isso é, realmente, um conhecimento direto, natural e sensorial. Eu desejo que todos nós nos aproximemos  dele.

Este é um ano especial, um momento especial. Nós entramos na fase da verdadeira Cabalá prática, quando alcançamos todo este sistema dentro da humanidade, o qual está começando a se revelar agora, como uma rede de engrenagens. E nós temos que participar dela, descobri-la, e ajudar a todos os outros.

Da Série Lição Virtual aos Domingos 02/10/11

Pensamentos Rápidos Sobre O Shamati, “A Romã”

Dr. Michael LaitmanA palavra romã (Rimon, em hebraico) vem da palavra elevação (Romemut). Quanto mais o atributo de doação é elevado aos meus olhos, mais eu posso avançar acima de todos os meus cálculos pessoais.

De onde eu posso tirar essa grandeza pelo atributo de doação? Somente se eu me colocar sob a influência do ambiente. Assim, a força externa de todos os amigos chegará até mim, e eles farão uma “lavagem cerebral” em mim, penetrarão meu coração, e o mais importante, me darão a sensação de que o atributo da doação é mais importante.

Nós estamos num oceano de Luz, mas não sentimos isso, porque nós a menosprezamos. Como podemos receber a sensação de sua grandeza que nos permitirá senti-la?

Em qualquer vocação, o ponto mais importante é ser sensível aos mínimos detalhes que os não-especialistas não sentem ou entender. Se eu sou um alfaiate e olho uma camisa, posso dizer tudo sobre ela: que material foi usado e exatamente como ela foi costurada. Mas se eu não sou um alfaiate, para mim é apenas um pano.

No momento, nós estamos num oceano de Luz, mas não temos capacidade de “entendê-lo”, descobri-lo ou vê-lo, porque nós não vemos a sua importância. Por quê? Porque esta Luz é o atributo de doação, e eu não sinto nenhuma importância nisso; é a coisa mais distante de mim. Eu não quero isso, e não vou querer isso.

Somente se uma força externa vier e fizer uma “lavagem cerebral” em minha mente e coração, me obrigando a pensar que é exatamente isso o que me falta, e constantemente me influenciar, é que eu direi no final: “Eu quero isso!”. Então, eu descubro esse atributo. Isso se chama que eu construí o vaso para o atributo de doação chamado de “importância”. Então, eu revelo esse atributo, e isso é chamado de “Luz”.

Disso nós vemos o quanto é importante dar as definições corretas, os significados corretos às palavras. Na espiritualidade este é o segredo do sucesso.

Da 6ª Lição na Convenção de Toronto 18/09/11

Um Sistema Com Um Grau De Liberdade

Dr. Michael LaitmanA Luz criou o ponto do desejo, a única criatura, “a partir da ausência”. Em torno desse ponto, foi necessário construir um sistema no qual este ponto pudesse chegar ao nível da Luz que o gerou: chegar até este nível em plena compreensão e sensação consciente.

Tudo isso teve que ser fornecido ao ponto, exceto uma coisa: a liberdade de escolha no seu desenvolvimento. No entanto, todos os outros meios, qualidades e condições tiveram que ser concedido.

Segue-se que deve haver uma ponte entre a Luz e o ponto de escuridão (ponto negro). A ponte deve se tornar um sistema através do qual a Luz faz um caminho para se rebaixar até o nível do ponto negro que surgiu do nada.

O ponto negro em si é oposto à Luz. Ele precisa absorver todas as formas que existem na ponte entre ele e a Luz. Quando ele incluir todas as formas existentes em si na forma das preparações internas chamadas “genes informativos” (Reshimot), ele se encontrará na extremidade oposta do sistema dos mundos. Então, sob a influência de seus próprios despertares que surgem desde dentro, ele será capaz de começar a subir os graus desses mundos e conhecerá a Luz, por si só.

Todos os meios chegam a ele de Cima: os genes informativos, a luz, forças, desejos e estados. Todos eles, exceto um: a criatura sempre mantém a liberdade de escolha e decide por si só se deve usá-los em prol da subida ou não. Esta é a chave!

Assim como ocorre com o exemplo do Anfitrião e do convidado: o convidado não tem culpa que ele está com fome e tem um bom apetite. Ele não tem culpa que ele é pobre! Nem é sua culpa que há um Anfitrião generoso e poderoso que sabe exatamente o apetite, desejos e gosto do seu hóspede, e que lhe prepararou uma satisfação adequada, em termos de qualidade e quantidade.

Nada fere a dignidade do hóspede aqui, se ele souber como se comportar com respeito próprio e não se apressar em comer. Se ele souber como se conduzir bem, seus defeitos se transformam em méritos, suas fraquezas em coragem, e suas preocupações e queixas numa bênção de santidade.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/10/11, “Pticha

O Efeito Da Maioria

Dr. Michael LaitmanExistem duas abordagens quando se trata de trabalhar com o ambiente: educação e formação.  Quando nós educamos as pessoas, dizemos a elas sobre o mundo “redondo” e interconectado, que deve existir em equilíbrio com a natureza, e a rede que conecta nossa sociedade, da qual todos nós devemos participar. Nós explicamos o que é um mundo global e integrado, e o que a crise, que se revela entre nós e a rede comum, acarreta. Nós ensinamos essa sabedoria às pessoas, a cada pessoa conforme suas capacidades, da forma que lhes convier. Nós falamos sobre a natureza, suas leis, e isso é chamado de educação.

O segundo componente da iluminação global é a formação. No âmbito da formação, nós convidamos pessoas a serem ativas em grupos, em diferentes sistemas sociais. Nós explicamos a maneira correta de estabelecer conexões, envolver psicólogos, e realizar eventos do grupo. Estudar faz parte disso também, mas a parte prática é a mais importante. As pessoas devem perceber, adotar e responder internamente às diferentes formas de doação e união demonstradas na televisão, rádio, jornais, e assim por diante.

Então, a Luz que corrige chega até nós devido a todos os esforços da sociedade e, gradualmente, nos transforma. A dupla influência da educação e da formação ativa o poder das massas, que é um efeito especial da “maioria”, como está escrito: “Na multidão do povo está a glória do rei” (Provérbios). Esta não é apenas uma multidão; é a maioria, onde uma dimensão mais elevada se revela.

Sem seus amigos, sozinho com seu ponto no coração, você não é nada. Desta forma, você não vai chegar a lugar allgum. Mas quando você fizer um esforço em conjunto no seu caminho espiritual, você será bem sucedido devido ao efeito das massas, independentemente de quão miseráveis possam ser seus esforços . Se a humanidade aderisse a este trabalho, aconteceriam mudanças imediatamente, no dia seguinte.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/10/11, “Paz no Mundo”

Pensamentos Rápidos Sobre O Shamati, “A Essência Do Trabalho Da Pessoa”

Dr. Michael LaitmanA essência do trabalho da pessoa é alcançar o reconhecimento da importância da Luz, a qualidade de doação, que é oposta a nós, ao nosso desejo, e todos os prazeres que podemos pensar hoje. Eu tenho que mudar meu sistema de valores: alcançar um estado onde eu valorizarei como diamantes tudo o que é completamente sem importância para mim hoje, totalmente oposto a todos os meus pontos de vista, e que me parece como lixo, e tratarei como lixo tudo o que meu ego valoriza como diamantes.

Eu tenho que mudar completamente o significado deles. Afinal, hoje eu avalio tudo em meu desejo de receber, de acordo com o que é importante para ele. Mas eu o transformo em desejo de doar, ao que tem valor para ele. Este é o trabalho principal do homem: perceber a importância da doação.

Da 6ª Lição na Convenção de Toronto 18/09/11

Em Vez de Olhar Para os Outros, Olhe Para Você

Pergunta: Parece que o sofrimento é inevitável e que não seremos capazes de vencer sem ele …

Resposta: No entanto, você pode substituir com o sofrimento do amor. Se aqueles em torno de você começam a “lavagem cerebral”, você começará a apreciar a doação: “Porque eu não doo” Você vai andar por aí com essa pergunta de manhã até à noite: “Por que me falta? Onde posso encontrá-la? Talvez aqui? Talvez lá? “Você vai procurar por ela em todos os lugares como se estivesse hipnotizado”.

Então não haverá necessidade de golpes, pois os golpes internos irão substituí-los. Mas eles vão vir na forma de um anseio de doação, para o propósito da criação, e você será conectado a ele diretamente. Tudo depende das pessoas à sua volta. Elas têm que constantemente “transmitir” a você como a doação é importante, e então você vai lutar por isso.

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A Demonstração Da Nossa Própria Ignorância

Baal HaSulam, “A Nação”: A recompensa para o trabalho intelectual é superior ao trabalho físico. E o trabalho dos rápidos paga mais do que o trabalho dos mais lentos. E uma única pessoa deve receber menos do que aquela que tem uma família. No entanto, o tempo para o trabalho deve ser igual para todos, também a distribuição dos frutos do trabalho deve ser igual. Então, como podemos ligar todas essas diferenças?”

Como podemos estabelecer uma distribuição justa, se todos nós somos tão diferentes? A produtividade das pessoas é diferente. Você não pode fazer as mesmas exigências delas e medir o seu esforço de acordo com um critério unificado. Segue-se que não temos qualquer base, fundação, para a construção de uma sociedade justa.

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