Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Ninguém, Exceto Nós

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Arvut (Garantia Mútua)” (versão resumida): Rabi Elazar disse que o mundo inteiro está incluído na garantia mútua, mas, primeiro, apenas Israel (aqueles que têm uma aspiração por ela)  começa a correção do mundo… (enquanto os outros, devido a um grande ego) não concordam em sair do amor próprio.

Os primeiros que estão dispostos a ser corrigidos são aqueles que, além do egoísmo e dos problemas habituais deste mundo, também têm um chamado especial, uma centelha que acena para a frente. Eles tomam a direção que vai diretamente ao Criador (Yashar-El) e, portanto, são chamados de “Israel”.

Os 99% da humanidade desenvolvem-se apenas sob a pressão do sofrimento por trás. Esse círculo é chamado de “nações do mundo”. E há também um círculo interno, que além do sofrimento, também tem uma aspiração para avançar. Estas pessoas são chamadas de “Israel”. Naturalmente, aqueles que têm tanto a pressão por trás e que também são puxados pela frente chegam mais cedo à realização da garantia mútua. No entanto, o mundo inteiro terá que entrar na estrutura da garantia mútua.

As “nações do mundo” também têm partes que se conectarão com “Israel”, ao descobrir subitamente uma vocação espiritual ou o ponto no coração. Mas outros não entrarão dentro. Então, de uma forma ou de outra, o grupo central deve se corrigir, tornando-se um lar para aqueles que estão ligados a ele e que o apoiam de fora.

A conclusão é simples: é nosso dever realizar a correção. Tudo nos foi confiado: corrigir a nós mesmos e o mundo. Não há nada a acrescentar.

Da  4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/11/11, “Arvut (Garantia Mútua)”

Um Anseio Por Amor Em vez Do Sofrimento E Ódio

Dr. Michael LaitmanPara perceber o sistema espiritual que estamos entrando agora (e o mundo inteiro terá que entrar no final), nós temos que revelar certo desejo “maluco” na conexão entre nós: de repente, nós devemos querer dar um ao outro, como se tivéssemos ficado loucos: “Eu me sinto bem quando eu trabalho e outro recebe”. Em nosso mundo, isto seria um sinal de loucura, de incapacidade de pensar, sentir, perceber e agir corretamente.

É por isso que a Luz superior deve nos influenciare nos trazer este estado. Este estado é diferente, muito estranho e está completamente separado de nós. Não está em nosso poder atingi-lo, e nós não sentimos qualquer necessidade razoável por ele que desperte esse desejo em nós.

Inicialmente, nós recebemos uma pequena centelha, uma pequena aspiração por este estado de doação e nada mais do que isso. Nós devemos alcançar tudo o resto, começando a convencer um ao outro da grandeza da doação. Do ponto de vista externo, este trabalho é realmente irreal, irracional e impossível de se concordar.

Então, imagine como devemos ficar decepcionados em nosso egoísmo, quão desesperados devemos estar para querer nos libertar dele, sair dele. Ele nos causa tanto sofrimento que é melhor fugir dele, até mesmo para um estado como este. Imagine o sofrimento que a humanidade deve atravessar a fim de desejar doar, elevar-se acima de tudo, e parar de pensar em si!

Em outras palavras, primeiro nós devemos sentir que nossa vida é eterna. Você não pode se livrar dela e acabar com esse “negócio prejudicial”, todo esse enorme desespero. Você tem que sentir que seu estado é eterno, que você realmente não tem para onde correr. Isso é chamado de “experimentar a eternidade”.

Se for assim, você se encontra num estado onde sente que a vida é muitas vezes pior que a morte. Então, para contrabalançar todos estes estados terríveis e o sofrimento dentro do ego, você concordará em experimentar a bondade, a liberdade de sair do mal que ele provoca.

Se pesarmos o sofrimento que temos que experimentar em nossos desejos por causa do ego que nos dá a sensação desta vida, nós entenderemos que este é realmente um sofrimento horrível que não existe em nosso mundo. Nós sofremos porque a Luz se aproxima cada vez mais e se apresenta como unificada, enquanto nós nos vemos como distanciados uns dos outros e espalhados pelo mundo.

É a distância entre as duas coisas: a falta de correspondência, desigualdade e desequilíbrio entre nós e a Luz que brilha sobre nós como um todo, enquanto somos opostos a ela, quebrados e imperfeitos. É essa lacuna, este abismo entre nós e a Luz, que desperta todos os desastres e sofrimentos em nós.

Os Cabalistas escrevem muito sobre os tempos terríveis que podemos esperar no futuro, como as “mulheres misericordiosas ferveram e comeram seus próprios filhos”, e assim por diante. É necessário entender que somente a Cabalá pode transformar esse tormento de sofrer por ódio num desejo de amor. Assim, nós seremos capazes de começar a adicionar razão às nossas sensações – para parar de avançar apenas sob a influência do sofrimento, que gradualmente nos tornaria mais inteligentes, já que o sofrimento amacia o corpo, o desejo, assim como “golpes amaciam a carne”.

Por outro lado, nós podemos preceder os golpes com um medicamento, ou seja, começar a despertar por nossa própria conta a Luz que Corrige. Assim, ela brilhará sobre nós e corrigirá nossa mente e sentimentos, e nós começaremos a entender mais e evitaremos os golpes. Por isso, vamos tentar pensar nisso quando lemos O Zohar.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/11/11, O Zohar

Somente Um Tolo Consome A Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanA Luz que Corrige reage até mesmo ao menor esforço e aspiração do indivíduo. No entanto, ela não reage a quem sofre e corrói a si mesmo como se diz: “Um tolo se senta com as mãos cruzadas e come a si mesmo”. Neste caso, a Luz Circundante não brilha. Você tem que aspirar a subir ao próximo nível, pelo menos de certa forma, à medida que a Luz age de acordo com esse desejo. Desta forma, você “liga” esta Luz.

No entanto, se você não tem o desejo de subir, não há nada com que a Luz possa vestir. Ela brilha, mas não há base debaixo dela para trabalhar. Você sempre tem que apresentar a ela o desejo que você quer corrigir: revelá-lo um pouco. Então, você terá algo com que capturar a Luz, que sempre existe.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 10/11/11, Escritos do Rabash

Vamos Acrescentar Nossos Centavos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que nós precisamos adquirir algumas Masachim (telas) especiais e superar a nós mesmos, a fim de atingir o estado espiritual de grandeza (Gadlut)?

Resposta: Suponha que eu vivo na sociedade humana e descubro que todos precisam de determinado alimento. Por sorte, eu sou o único que pode produzi-lo e fornecê-lo a todos.

Eu sinto a necessidade geral de todos. Os desejos de bilhões de pessoas são agora sentidos em mim, juntamente com sua satisfação! Ou seja, eu sinto que todos desfrutarão o que vou dar a eles. Esse imenso desejo e satisfação me permitem sentir o “recém-nascido”, ou seja, o próximo estágio no desenvolvimento deste estado.

Como eu posso resistir à tentação e não desfrutar este imenso prazer sozinho? Afinal de contas, eu peguei esse desejo e o criei sozinho. Agora, nós não entendemos o que significa uma conexão com os outros, quando, conectando-me com eles, eu pego seu desejo e o transformo em meu. É como uma mãe que dá a seu filho uma colher cheia de comida e desfruta quando ele engole. Ela realmente sente este prazer fisicamente. Ela recebe porque ele recebe.

Portanto, há um grande perigo de eu começar a desfrutar egoisticamente. Afinal, eu recebi grandes desejos e vou receber grandes prazeres. Eu tenho que criar uma tela (Masach) sobre o desejo dos outros, que eu liguei a mim e transformei em meu AHP.

Agora, eu trabalho, a fim de satisfazer (preencher) esses desejos. Eu faço uma união com a Luz superior (Zivug de Aka’a) dentro de mim, como se fosse o meu desejo e também o meu prazer. Quando eu receber toda a satisfação em meus vasos com a intenção de doar, eu estou pronto para transmitir a satisfação aos inferiores. Isso significa que primeiro eu realizo a correção para eles, e depois eu os satisfaço (preencho).

Diz-se que o “filho mais velho recebe duas vezes”. Isso significa que o superior trabalha com os desejos do inferior, que ele percebe como seus e os valoriza muito mais que os seus próprios.

Há uma aspereza extra (Aviut) nestes desejos, porque quando ele preenche mais tarde os inferiores, ele recebe um prazer que é “620” vezes maior do que o seu prazer, assim como uma mãe em relação ao seu filho. Imagine como ela desfruta a comida e como ela desfruta do fato de que ela o alimentou. E para tudo isso nós precisamos de uma tela…

É por isso que a profundidade do desejo revelado no AHP é tão grande. Para atingir essa profundidade, é preciso isolar o “coração de pedra (Lev ha Even)” e depois realizar muitas outras correções, camada por camada, que é como “muitos centavos que resultam numa grande conta”.

Da  4ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/11/11, TES

O Que É Bom E O Que É Mau?

Dr. Michael LaitmanO poder da Luz que Corrige permite que a pessoa desfrute a doação. Assim, ela finalmente entende o que significa retornar à fonte da Luz, à bondade.

Tudo o que a pessoa desfrutava em seu desejo egoísta agora lhe traz dor, e tudo o que ela sofreu em seu egoísmo agora lhe traz prazer. Tudo é invertido, como se diz: “Eu vi um mundo invertido”.

Tudo virou de cabeça para baixo porque existem somente duas influências: recepção ou doação. Existem somente essas duas sensações: uma ou outra, onde quando uma aumenta a outra diminui, e vice-versa.

Então, nós temos que entender que o nosso progresso só é possível graças à Luz superior que nos deixará sentir que doar é bom e receber para si mesmo é mau. Só então seremos capazes de avançar e não antes.

Assim como agora eu trabalho para satisfazer o meu desejo de receber, eu trabalharei para satisfazer o meu desejo de doar. Mas quando nós agimos em doação, nós trabalhamos no vaso geral, em Malchut do Infinito, na alma coletiva.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 13/11/11, Escritos do Rabash

Perguntas Sobre Ego, Disseminação, Depressão E Filhos Adolescentes

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu entendi que existem leis e forças em nosso mundo. Que lei ou força me impede de alcançar a doação e por quê? Como eu posso mudar isso em mim?

Resposta: O seu egoísmo impede você, de propósito. Ele só pode ser domesticado por uma força externa, que age apenas quando você estuda, se comunica com pessoas semelhantes, e ensina os outros, porque a força de correção está oculta na conexão entre nós.

Pergunta: Se os 99% da humanidade não podem mudar nada, o que exatamente nós estamos tentando mudar neles com nossos esforços de disseminação?

Resposta: Nós (o 1%) devemos nos corrigir através da união no grupo, e através da força da nossa união (Arvut) unir todos os 99% que estão fora do grupo. Consulte “A Introdução ao Livro do Zohar”, itens 70-71.

Pergunta: Pode alguém que estuda e dissemina a Cabalá, e está em nosso ambiente, ficar deprimido? Em caso afirmativo, qual é a razão?

Pessoas que têm uma suscetibilidade genética e hereditária à depressão ou mania podem estudar Cabalá?

Resposta: No nosso tempo, a depressão é o fenômeno mais comum, e a cura para ela é um maior envolvimento nas atividades do grupo.

Pergunta: Eu tenho três adolescentes em casa, e eles se recusam a ouvir a sabedoria da Cabalá. Como e quando eu posso falar com eles sobre este tema?

Resposta: Não fale com eles sobre Cabalá até que eles cresçam e queiram ouvir sobre ela.

Ativar O Grupo

Dr. Michael LaitmanNo grupo, há uma circulação constante de desejo. A chave para mim é ser mais ativo na análise e correção. Na verdade, a minha correta atitude para com os outros volta para mim mais ajustada e reforçada. Assim, eu introduzo alterações na forma como o grupo me influencia. Meu impulso fraco atrai fortes reações, conforme eu valorizo ​​os amigos.

Aqui, tudo depende do quanto de importância eu atribuo a eles. Pode ser que o grupo seja muito grande, mas eu não os valorizo de forma alguma, ou pode ser que o grupo seja  pequeno, mas eu os considero como o melhor ambiente do mundo. Esta é a minha escolha. Ao construir a atitude correta para com eles, eu posso mudar o meu destino. Até agora tudo aconteceu de acordo com o plano da natureza: eu cresci, e eles me encheram de entusiasmo. Mas agora eu recebi a oportunidade de criar uma atitude idêntica para com eles sozinho.

Isto se tornou possível graças à quebra dos vasos, como resultado de que hoje eu vejo os meus desejos como estranhos, isolados, que não dependem de mim. Basicamente, eu tenho a oportunidade de corrigi-los como que de lado, externamente. E eu sou composto apenas do ponto que o Criador acendeu dentro de mim.

Toda a realidade, todas as almas estão diante de mim. Eu sou uma centelha que precisa construir a atitude correta para com elas e me relacionar com elas como o Criador se relaciona com os seres criados. Isto ocorre porque estas almas são meu vaso espiritual. Eu recebi a oportunidade de começar a me relacionar com elas conscientemente, propositalmente, e elas me fortalecem em resposta. Assim, pouco a pouco eu descubro que tenho uma conexão com o Criador. Acontece que o meu vaso é Malchut preenchida com a Luz superior.

E aqui está a minha única escolha. O grupo, por sua vez, vai me dar tudo que é necessário para mim. Mas se eu não coopero com ele de forma seletiva, e quero especificamente isso, o mundo me leva pelo caminho do sofrimento, que é chamado de “em seu tempo”.

Assim, se você quiser estar no caminho rápido e direto em direção à meta, ative o grupo. Apenas a partir dele, a partir do ambiente correto, você vai receber a Luz, a força do desenvolvimento acelerado.

Hoje, você percebe Malchut do Infinito como “este mundo”. Esta realidade influencia, muda você conforme você se relaciona com ela. Tudo depende especificamente da sua atitude, na medida em que você cria e atrai sobre si a influência dos amigos. Vire-os para o ângulo correto de sua percepção, e eles vão irradiar a Luz sobre você. Afinal, você lida com Malchut do Infinito, dada a você para o trabalho.

Da 4ª parte da  Lição Diária de Cabalá 09/11/11, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

Mil Estudarão, E Nós Sairemos Para A Luz Como Um

Dr. Michael LaitmanOs sábios disseram: “Mil pessoas vêm estudar, mas apenas uma sai para a Luz”. O estudo das mil pessoas cria a oportunidade da pessoa sair para a Luz, porque tudo cresce na forma de uma pirâmide. Não há outra maneira.

Todo o nível inanimado origina o nível vegetal, e todo o nível vegetal origina o animal. Assim, é impossível levar uma pessoa para a Luz, sem que mil comecem a estudar e entrem no nível inferior.

É a presença das mil pessoas que constrói o vaso, para que o trabalho delas resulte numa força que alcance a Luz. Em outras palavras, elas alcançam sua unidade geral.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/11/11, Escritos do Rabash

O Pequeno “Eu” E O Grande “Eu”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o estado de pequenez (Katnut) não desaparece e, em contraste com o estado de grandeza (Gadlut), permanece para sempre?

Resposta: O estado de pequenez não desaparece porque é o fundamento da medida, independente e sem relação com o estado de grandeza. Ele existe em si mesmo.

Se olharmos para o nosso mundo, o “estado de pequenez” é como uma pessoa que está sozinha neste mundo. Ela não precisa de nada além das necessidades básicas. Mas, desde que ela esteja rodeada de outras pessoas que implantem nela desejos diferentes, além das necessidades do estado de pequenez, ela começa a querer tudo! Estes não são seus desejos e, portanto, podem desaparecer.

Então, a sociedade pressiona novamente a pessoa, ela adota suas novas idéias e mais uma vez entra no estado de grandeza. O “estado de grandeza” refere-se a um excedente.

Na espiritualidade, o estado de grandeza (Gadlut) é realmente um excedente no nível atual. É impossível estar neste estado se eu não encontrar alguém a quem eu possa doar, segundo o meu poder e capacidade e o desejo da outra pessoa.

Portanto, o estado de grandeza desaparece. Se o inferior não deseja mais receber de mim, eu não posso doar a ele, e se outro inferior desenvolve o desejo de receber de mim, eu começo a doar-lhe. Estas são coisas que não dependem de mim.

Em nosso mundo, a grandeza ou a idade adulta significa que a pessoa cresce e se torna parte da sociedade, começa a trabalhar, dá e recebe da sociedade. Um adulto é alguém que começou sua vida independente e está incorporado no trabalho em geral. Portanto, seus desejos não são seus desejos e suas ações não são destinadas a si mesmo. Isso é chamado de estado de grandeza, a idade adulta.

Nós podemos ver isso claramente nos exemplos deste mundo. Afinal, nós estamos num mundo onde doamos um ao outro. Somente nos parece que cada um trabalha apenas para si mesmo. É uma falsa percepção, dada a nós pelo Alto e que nos confunde.

Na espiritualidade, o Partzuf superior se funde com a Luz apenas a pedido do inferior. Portanto, nós devemos entender a diferença entre o estado de pequenez e o estado de grandeza: o estado de pequenez (Katnut) é “eu” sozinho. O estado de grandeza (Gadlut) não é eu, de forma alguma. Os desejos não são meus, mas os desejos dos mais inferiores. Os poderes que me permitem satisfazer esses desejos não são meus, mas vêm do Alto, e a satisfação também não é minha, mas é transmitida para baixo. Eu estou no meio, entre o superior e o inferior, no terço médio de Tiferet.

Há uma grande diferença entre o estado de grandeza e o estado de pequenez. O pequeno “eu” é eu, e o grande “eu” são os outros, isto é, “Nós”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/11/11, TES

Isso Deve Acontecer Aqui E Agora

Dr. Michael LaitmanNo momento em que nós entramos no salão da Convenção, deveremos imediatamente nos conectar ao grande desejo coletivo, estar prontos para conexão e esperar que ela aconteça aqui e agora! Devemos pensar que ela necessariamente vai acontecer aqui e agora (como é dito sobre a espera diária da chegada do Messias). Isso suscita a ação e realmente acontece.

Não basta apenas ir à convenção: nós temos que nos preparar para ela. É uma boa idéia estudar o material de convenções, embora supreender vocês com novas idéias não faça parte dos meus planos. Por outro lado, quanto mais familiarizados vocês estiverem com o material e quanto mais eu falar de coisas aparentemente conhecidas, em resposta ao nosso desejo dirigido ao que vocês leram, ouviram e estudaram, eu serei capaz de trazer explicações realmente novas.

Na convenção, eu gostaria de ver pessoas que entendam, sintam o material e saibam com antecedência o que vou dizer. Os tópicos das aulas e as fontes nas quais elas se baseiam podem ser encontrados no material de preparação para a convenção. Nós temos que estudar porque não deve haver nenhuma surpresa. Todo o nosso avanço deve ocorrer internamente, através da conexão e revelação de novos estados.

Isso é chamado de progresso. As palavras do material podem ser as mesmas, mas a impressão que elas deixam, a profundidade que elas revelam serão novas. Nós as sentiremos de uma maneira nova e num novo nível.

Por isso, nós devemos estudar o material e canções de cor, de modo que eles sejam familiares a todos nós. Isto é muito importante. Se tendo provado algo nós o provamos novamente, ele parece agradável e novo. Mas quando nós provamos algo pela primeira vez, nós quase não sentimos o gosto.

O mesmo é dito sobre o pecado: a primeira transgressão não é considerada um pecado, porque a pessoa não sabia que aconteceria e simplesmente experimentou-a. Mas depois que ela “experimentou” e quer continuar, como Adão, que disse sobre o fruto da Árvore do Conhecimento: “Eu comi e devo comer mais”, então isso já é um problema.

Assim, nós devemos “exprimentar” o material da convenção com antecedência para que na convenção “continuemos a comer” e descobrir o verdadeiro sabor. Não basta ler meia página e achar que estamos prontos. Nós temos que construir os vasos, as nossas ferramentas de percepção, e organizá-los exatamente como se amassássemos e aquecêssemos a massa. É assim que devemos nos aquecer. A preparação geral determina se sentiremos algo ou não.

Quanto mais preparados estivermos, mais rápido seremos capazes de atingir, tanto no coração e mente. Se ambos estiverem funcionando corretamente, vamos atingir a revelação.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/11/11, “O Amor ao Criador e o Amor aos Seres Criados”