Textos na Categoria 'Torá'

Um Desejo Independente De Qualquer Coisa

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: E você, evidentemente, descobre que a entrega da Torá teve que ser adiada até que eles saíssem do Egito e se tornassem uma nação própria, de modo que todas as suas necessidades fossem previstas por eles mesmos, sem depender de outros. Isso os qualificou a receber o Arvut acima e, assim, eles receberam a Torá.

O livre-arbítrio é necessário para ser independente de qualquer coisa e eu devo senti-lo como meu. Ele é um desejo que me obriga a estar conectado com os outros, mas não para conquistas e outras coisas, tais como resultados, como acontece com um comando, equipes esportivas e assim por diante. Eu quero estar conectado com os outros para descobrir a força superior. Eu necessito de um desejo preciso e claro para descobrir a doação mútua e o amor mútuo dos amigos, de modo que o Criador seja revelado entre nós e, dessa forma, sintamos que estamos dando a Ele satisfação.

Tudo isso é “retratado” e realizado entre nós, especificamente se realmente temos isso como uma deficiência. Isto não vem de alguém de fora. Ninguém me obriga a nada. Eu não tenho nenhum benefício pessoal. É só para o bem comum.

O que nós queremos é que através do amor ao próximo, alcancemos o amor do Criador. Esse desejo nos levará à “recepção da Torá”. Em outras palavras, nós temos a oportunidade de perceber isso, não tudo de uma vez, mas gradualmente, é claro. Eu descubro esta necessidade de forma clara. Eu recebo o poder de desenvolvê-la. Assim, através do eleo link com o grupo, o Criador é descoberto em seu centro. Assim é como nós avançamos.

Pergunta: Como um desejo pode ser independente de algo?

Resposta: A ideia é que eu escolho o caminho sozinho. Não é apenas que a recepção da Torá é adiada até a “saída do Egito”. Eu sempre fui dominado por um ego que não tem conhecimento do mundo espiritual. Não se trata de escravidão a um senhorio; não se trata de trabalhar de manhã até de noite para sustentar a minha família. Nisso, eu não sou livre. Em vez disso, eu devo ser livre em meu desejo de escolher o caminho certo. O Faraó ainda me prende, ainda é revelado durante o exílio no deserto, mas eu já tenho o poder de ser direcionado ao Criador, à doação, e meu desejo é livre.

Como pode ser isso? Eu já me corrigi? Como é possível a libertação do ego? No entanto, apesar de tudo isso, o meu desejo de ser direcionado ao Criador na forma correta é verdadeiramente independente.

Pergunta: Do que depende a força deste desejo? Há pessoas em quem ele queima, e há aqueles em quem ele ferve em fogo lento.

Resposta: Claro, o despertar vem de cima, e a questão é: a pessoa realizará isso com a escolha certa? A escolha certa é realmente o ambiente certo, um grupo de amigos. Enquanto eu não entro num grupo, o Criador escolhe para mim, como nós escolhemos para uma criança o que ela precisa comer e o que ela vai fazer. No entanto, enquanto a criança amadurece, nós deixamos um pequeno espaço para ela, permitimo-lhe escolher jogos, oferecemos a ela escolher uma omelete ou mingau. Nós entendemos que a individualidade é despertada nela conforme o seu grau de maturidade.

Além disso, no caminho espiritual, de acordo com o grau de maturidade, uma escolha mais consciente é formada. É dada à pessoa esta escolha muito simples: através da adição de algum mal, um sentimento ruim. Como está escrito, “Eu criei a inclinação ao mal”. O Criador diz: “Se você quiser, eu vou transformá-lo em bom. Basta pedir por isso”. Assim, segue-se que, para mim, a questão é: Eu deveria pedir a Ele ou não?

Em geral, o poder superior controla tudo. Todas as forças do mal, todos os distúrbios, todos os fatores externos, tudo está nas mãos Dele. Todos os estados bons, todas as forças da Luz, também vêm Dele. Eu estou no meio. Para mim, o mais importante é entender que estou conectado com o poder superior, e ele me controla, me abraça e me envolve por todos os lados. Portanto, como eu serei de querer a conexão com Ele em todos os estados com os quais Ele me confunde?

O problema encontra-se no limite da minha percepção, no limiar da minha consciência. Se eu sinto uma dor fraca, eu posso concordar que ela vem do Criador e me estimula a me voltar a Ele. Diz-se que o Criador é “invejoso”. Parece que Ele está com ciúmes se eu voltar minha atenção para outra pessoa. No momento em que eu O esqueço, Ele imediatamente me lembra Dele mesmo, dando-me a oportunidade de escolher.

Portanto, aqui, é necessário entender onde encontrar o limite de separação: que tipo de dor ou de prazer eu devo sentir por estar separado do Criador? Com isso, o ser humano em mim é medido. Quanto eu vou colocar a restrição e a tela em mim para que nada nos separe?

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/13, “A Garantia Mútua”

Amor Como A Lei Da Natureza

Dr. Michael Laitman“Ama ao próximo como a si mesmo”, o rabino Akiva disse que este é um grande princípio da Torá.

Nós devemos entender que um “grande princípio da Torá” é a lei fundamental da natureza que abrange todo o universo. Com uma preparação correta, nós vemos que tudo existe apenas graças a esta lei do ama ao próximo como a si mesmo.

A relação entre qualquer coisa só é possível por meio de um poder especial, o qual permite e até exige que partes diferentes, ou mesmo opostas (sejam elas partículas, campos, elementos de células vivas ou pessoa) se unam. Esta força externa (o plano da criação) as influencia e obriga a se comunicar, e como resultado, as partes não se afastam uma das outra, mas aos poucos se aproximam, construindo em conjunto sistemas mais complexos da natureza inanimada, vegetal, animal e humana, e depois a natureza espiritual.

Tudo isso junto é a regra da Torá, “Amará ao próximo como a si mesmo”. “Torá” é a essência, o sistema, existente entre o Criador e a criatura. E a sua lei é o ama ao próximo como a si mesmo.

O “outro” é aquele que é diametralmente oposto a mim, assim como somos opostos ao Criador. No entanto, a lei do amor atua no sistema obrigando-nos a estabelecer uma conexão, porque não podemos existir sem o outro em todos os níveis.

Esta lei de integração por etapas é realizada sem a participação da criatura, por meio de processos evolutivos na natureza inanimada, vegetal e animal, bem como os níveis semelhantes da natureza humana. Aqui, a lei universal determina tudo, e a criatura está sob a “pressão” do desenvolvimento.

No entanto, no mais alto nível da natureza humana, a criatura começa a adotar e a tomar para si a realização desta lei. Ela descobre que o princípio do amor pelo outro, ou mesmo o oposto, é a lei da vida. Afinal, não haveria nada sem a conexão entre a criatura e o Criador. Ciente da importância da interconexão, definida como “amor ao próximo”, a criatura começa a percebê-la por sua própria vontade, embora no início descubra que todas as outras partes não são como ela, são estranhas e opostas a ela.

Em geral, todo o nosso trabalho é perceber esta lei. Mas, primeiro, é necessário estudá-la, para ver como ela age na criação. Afinal de contas, começando com o Big Bang, todo o nosso desenvolvimento, embora nos pareça como o processo de desintegração e desacordo, é na verdade uma gradual ligação de todas as partes da criação, até que a matéria seja obrigada a realizar a lei fundamental da natureza por sua própria vontade.

Assim, a criatura se identifica com o Criador, e ambos chegarão ao princípio básico: “Ama ao próximo como a si mesmo”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/05/13, Escritos do Baal HaSulam

Executando Ordens Que São Independentes Do Tempo

Dr. Michael LaitmanUm tempo atrás, nós começamos a trabalhar em Grupos de Dez e até agora têm surgido muitas perguntas a respeito de porque tal trabalho em grupo foi escolhido. Está bastante claro que as dez Sefirot são a base da realidade espiritual e do mundo corpóreo. No entanto, eu ainda quero explicar mais detalhadamente, de modo que vamos entender melhor o nosso estado atual.

A Torá é a ordem eterna. É impossível mudá-la de acordo com o tempo e espaço. As leis espirituais são fixas e absolutas, e a nossa atitude para com a Luz que Reforma deve ser de acordo com o sistema geral. Este sistema não muda, já que nós avançamos em nosso ego aqui neste mundo à medida que nos tornamos mais humildes, grosseiros e egoístas.

Assim, o nosso estado se torna mais sensível e nos aproxima do “reconhecimento do mal”, por enquanto no sentido corporal. No entanto, os princípios descritos na Torá não mudam e nunca mudarão. Assim, qualquer pessoa que sente que está apontando diretamente para o Criador (Yashar El), o que significa qualquer um que pertença a Israel, vai ter que passar por todo o processo que a Torá nos fala, incluindo o tempo do dilúvio, da Babilônia, o exílio no Egito, a recepção da Torá diante do Monte Sinai, e a peregrinação no deserto do Sinai, até que ela atinja um desejo chamado de Yashar El, a “Terra de Israel”.

Nós estamos nos aproximando disso. A Torá é independente do tempo em conceitos de mais cedo ou mais tarde. Tudo o que é descrito nela é cumprido em todos os níveis, uma vez que, em cada nível, em cada estrutura espiritual, cada Partzuf pequeno ou grande sempre é feito de todas as dez Sefirot, um HaVaYaH completo. A única diferença é o nível, como em cada gota de sêmen na realidade e em cada criança e adulto, já que o individual e o geral são iguais.

Portanto, nós sempre passamos por todos os estados do início até o fim em cada situação, e a única diferença é a intensidade dos estados que são revelados em nós e o que sentimos neles e entendemos. Toda a realidade e cada estado são feitos de dez Sefirot. Portanto, se nós realmente pudéssemos revelar certo estado, entraríamos no nível de toda a realidade.

Nós avançamos de acordo com os níveis, um HaVaYaH após o outro, mas, ao mesmo tempo, constantemente descobrimos sutilezas adicionais em cada HaVaYah e esclarecemos outra parte dele. Uma nova formação completa aparece em cada nível de HaVaYah, pois cada vez há novos esclarecimentos que dependem do nível de Aviut (grossura), que decorre a partir da raiz espiritual.

Assim, nós passamos por diversos estados durante a nossa evolução. Certamente, você não pode esperar por eles, de modo que as mudanças que realiza possam parecer artificiais. De repente, eu lhe digo que devemos nos dividir em Grupos de Dez em nosso trabalho espiritual, como se esse pensamento viesse a mim por acaso. No entanto, eu não apenas lhe dou ordens aleatórias. É claro que nós estamos avançando numa ordem precisa, e se você não identificá-la, acredite que eu a vejo. Portanto, o nosso progresso deve ser em Grupos de Dez.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/05/13, Palestra sobre Dezenas

Seguir O Sábio Conselho De Jetro

Dr. Michael LaitmanA preparação para o trabalho espiritual geral consiste em várias etapas que são descritas como fábulas. O trabalho espiritual em Grupos de Dez é descrito na Torá na seção sobre Jetro. Jetro era o sumo sacerdote em Midiã, e também sogro de Moisés, pai de sua esposa Zípora (Séfora). Moisés viveu na casa de Jetro quando fugiu da presença do Faraó e, realmente, é de acordo com as suas instruções que a estrutura da nação de Israel foi formada.

É de se preguntar porque um sacerdote de Midiã, um dos sábios das nações do mundo, trouxe esse conhecimento para a nação de Israel e sabia como formar cada um dos seus campos para que eles pudessem entender melhor as leis e se comportar corretamente de acordo com a sentença do Senhor. O que esses conceitos sutis, que têm a ver com as correções internas da nação, têm a ver com um sacerdote de Midiã que lhes diz como organizar a nação?

Jetro aconselha Moisés depois que ele já recebeu a Toá! Isto pode parecer muito estranho, mas o método de organizar a nação provém da sabedoria das nações do mundo, como está escrito: “Se uma pessoa lhe diz que há sabedoria entre as nações do mundo, acredite nela”. Além disso, Jetro não é um estranho. Na verdade, ele conecta o desejo de receber à Torá, ao desejo de doar.

Nós avançamos de acordo com os passos que a Torá dita, e ela determina como devemos nos dividir em Grupos de Dez, e depois em grupos de cem, mil, e assim, avançar em nosso trabalho espiritual. É uma divisão natural de acordo com a nação que deve existir num grupo. Uma multidão simples saiu da Babilônia, e Abraão, Isaque e Jacó começaram a organizá-la numa nação.

Eles não vagaram de um lugar para outro em suas viagens. O grupo saiu do ego geral, da Babilônia. Eles se separaram dos babilônios e se estabeleceram num lugar cercado pela Babilônia por todos os lados. Neste local, eles passaram por todas as etapas chamadas de Abraão, Isaque e Jacó. Em seguida, eles atingiram o estágio em que começaram a sentir que o ego os separava – o exílio, a distância – apesar do seu forte desejo de se conectar, como eles aprenderam com seus antepassados. Depois que este grupo recebeu o método de conexão dos seus antepassados, eles já conheciam os estágios de avanço para a revelação do Criador. Eles entenderam que tudo é revelado somente na conexão entre eles, “Ama teu amigo como a ti mesmo”, do qual se chega ao amor do Criador.

No entanto, quando eles realmente começaram a trabalhar na conexão entre eles, seguindo os conselhos dos três níveis superiores de Abraão, Isaque e Jacó, eles começaram a sentir o quão difícil é realizar isso. Eles entenderam como este trabalho é desgastante e quão impotente os deixa. Eles passam por 400 anos de exílio e perdem totalmente a esperança.

Nós tentamos nos preencher através de diferentes ações externas apenas para encontrar novos poderes. No entanto, todas essas inovações são sempre externas, mesmo que aprendamos outra coisa nova e organizemos uma nova Convenção. Está tudo muito bem e certo, mas não leva ao avanço significativo. Nós ainda estamos construindo “Píton e Ramsés”, o que significa que nos esforçamos para descobrir que não há esperança!

Então, um tipo mais intensivo, eficiente e focado de trabalho começa nos Grupos de Dez, e nós vemos que, se quisermos ser incorporados no trabalho espiritual, temos primeiro que nos dividir em Grupos de Dez.

Há uma fase em que nós temos que nos dividir. O trabalho nos Grupos de Dez já avança de acordo com as normas que decorrem do conselho dos Cabalistas e especialmente do Rabash, que formulou todos os princípios do trabalho em grupo com base no método do Baal HaSulam. Nós temos tudo o que precisamos para este trabalho, mas temos que aprender a estrutura especial do Grupo de Dez, como construí-la e como cumprir o método de conexão que é o método para a revelação do Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/05/13, Palestra sobre Dezenas

Porém, Todo Negócio Pequeno, Eles Mesmos Devem Julgar

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo”, capítulo 18, versículos 13-14: E aconteceu que, no outro dia, Moisés sentou-se para julgar o povo, e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até à tarde. Quando o sogro de Moisés viu o que ele fazia ao povo, disse: Que é isto que tu fazes ao povo? Por que te sentas só, enquanto todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até à tarde?

Isso significa que é impossível esclarecer qualquer coisa e avançar desta forma, com tantas pessoas que não estão organizadas de acordo com a estrutura espiritual.

Versículos 15-16: “Moisés disse a seu sogro: É porque este povo vem a mim para buscar a Deus. Quando algum deles tem algum negócio, ele vem a mim, para que eu julgue entre um homem e o seu próximo, e lhes declare os estatutos de Deus e Seus ensinamentos”.

Moisés é o ponto no coração que determina o caminho de uma pessoa, investiga e estuda como julgar, e verifica onde ela está de acordo com o seu desejo de receber. Assim, Moisés julga o povo com seu ponto no coração em relação ao seu desejo de receber.

Versículos 17-18: O sogro de Moisés lhe disse: “Não é bom o que fazes. Tu certamente vai desgastar a ti e a essas pessoas que estão contigo, porque este negócio é muito difícil para ti; tu não o podes fazer sozinho”.

É impossível esclarecer coisas no trabalho espiritual desta maneira e julgar as pessoas de acordo com as leis do Senhor.

Versículos 19-20: “Agora me escute. Eu te aconselharei, e que o Senhor esteja contigo. Sê tu pelo povo diante de Deus, e leva tu as causas a Deus. E declara-lhes os estatutos e os ensinamentos, e faze-lhes saber o caminho em que devem andar, e a obra que devem fazer”.

Isso significa que Jetro ensina a Moisés como ele deve organizar tudo.

Versículos 21-27: “E tu dentre todo o povo procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que odeiem a avareza; e põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquenta, e maiorais de dez. Para que julguem este povo em todo o tempo; e seja que todo o negócio grave eles tragam a ti, mas todo o negócio pequeno eles o julguem; assim a ti mesmo te aliviarás da carga, e eles a levarão contigo. Se fizeres isso, e Deus te mandar, poderás então sobreviver; assim também todo este povo em paz irá ao seu lugar”. E Moisés deu ouvidos à voz de seu sogro, e fez tudo quanto ele tinha dito. E escolheu Moisés homens capazes, de todo o Israel, e os nomeou como chefes do povo; chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinquenta e chefes de dez. E eles julgaram o povo em todo o tempo; o negócio árduo eles trouxeram a Moisés, e todo o negócio pequeno julgaram eles. Então despediu Moisés o seu sogro, o qual se foi à sua terra.

É claro que estamos muito longe do que é descrito aqui e há uma grande quantidade de trabalho pela frente, mas já nos dividimos em Grupos de Dez, a fim de esclarecer quais os estados em que nos encontramos e em que medida avançamos. É porque o avanço de Israel se baseia numa forte conexão, até chegarmos à revelação do Criador, que se chama entrar na Terra de Israel, o desejo que tem como objetivo “Yashar El“. Portanto, nós nos dividimos em grupos de dez e tentamos fazer o trabalho. Depois, haverá fases adicionais.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/05/13, Palestra sobre Dezenas

Pegue A Luz Com Uma Vara

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu entendo que nós temos que amar o amigo, mas como eu sinto isso em meu coração?

Resposta: Se você não pensa na Luz que Corrige ao se esforçar, se você não espera recebê-la como resultado de todos os seus planos e ações, mas sim espera se corrigir por meio dessas ações, este é um erro fatal.

Isso significa que você não adiciona a meta, o Criador e Sua ajuda, a Luz que pode mudar você, às suas ações. Acontece que, apesar dos seus esforços, você ainda está avançando pelo “caminho do sofrimento”!

O “caminho da Torá” é chamado de Luz que Reforma que foi criada para nos corrigir. Nós devemos nos concentrar em atrair a Luz com cada ação que fazemos, para que ela venha em resposta aos nossos esforços. Se não jogarmos a vara para pegar e atrair a Luz, se não tivermos tal atitude em relação às nossas ações, então essas ações nos levarão ao longo do “caminho do sofrimento” e não ao longo do “caminho da Torá”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/05/13, Escritos do Rabash “Sobre a Importância dos Amigos”

Os Nomes Que Damos

Rabash, Carta 41: Assim, a Torá é nomes de prazeres, e cada prazer tem um nome diferente.

Pergunta: Há também os sofrimentos e problemas, além de prazeres, quais nomes devemos dar-lhes?

Resposta: nomeamos as coisas de acordo com os vasos, com os desejos. É assim porque nós entendemos e percebemos tudo no vaso, incluindo a Luz. Ela não existe por si só, além de nós, mas sim como a eletricidade sobre a qual falamos apenas no que diz respeito aos seus efeitos. Similarmente, podemos discernir os fenômenos que se originam a partir da Luz, o efeito de suas ações dentro de nós.

Prazeres são luz extra, uma sensação de Luz, e tudo é revelado no kli. Este é o lugar donde os nomes derivam. Cada um indica o início e o fim de uma ação, bem como o que aconteceu no processo real.

O nome expressa uma ação que foi executada pela força por trás dele. Nós, os seres criados, não temos outra maneira de descrever qualquer coisa. É porque não temos nenhum contato com a própria Luz. Estamos limitados na questão do desejo e a forma que ele assume quando muda de seu estado inicial até que se assemelha ao Criador.

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A partir da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 14/5/13, Escritos do Rabash

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Nomes Com Um Conteúdo Interno

Do Que Depende O Futuro De Israel?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você está bem ciente e tem uma boa compreensão da situação na sociedade israelense. Por um lado ela representa uma sociedade da Torá, e por outro lado é uma civilização de alta tecnologia, embora também exista num ambiente hostil. Como você vê o processo de desenvolvimento dessa sociedade? Nós seremos capazes de resolver algo nesta pequena área do mundo?

Resposta: Eu tenho certeza que o futuro de Israel e seu destino não têm conexão com tecnologias, ciência, indústria, negócios bancários, exército, armas ou com o relacionamento entre nós e nossos vizinhos.

Eu tenho certeza que tudo depende somente da capacidade da sociedade israelense de reestruturar-se de acordo com as novas exigências pela humanidade. Tudo depende do grau de sua unidade, igualdade, harmonia, e quantas pessoas serão capazes de se conectar em um sistema integral. Então, elas vão começar a viver em harmonia com a natureza circundante. De forma prática, toda bondade que pode se manifestar na sociedade e na humanidade depende disso.

De KabTV “Crise Global”, 19/03/13

Combustível Egoísta Por Um Propósito Altruísta

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: Porque a Torá não foi dada a eles antes que todos de Israel respondessem se tomariam para si a Mitzva (mandamento) de amar aos outros na medida completa, expressa nas palavras: “Amai ao amigo como a ti mesmo” (como explicado nos Itens 2 e 3). Isso significa que todos em Israel tomariam para si a responsabilidade de cuidar e trabalhar por cada um dos membros da nação, e de satisfazer todas as suas necessidades, nada menos do que na medida impressa nele para cuidar de suas próprias necessidades.

Esta condição parece clara. No entanto, toda a realidade está oculta aqui, tudo o que a vida pode nos dar. E uma vez que existe apenas uma condição diante de nós que deve ser mantida, “E amarás ao amigo como a ti mesmo”, tudo o que acontece na minha vida pessoal, com relação a mim mesmo, a minha família, ao ambiente próximo e distante, a humanidade, ao mundo, tudo o que aconteceu comigo até este momento, deve ser direcionado apenas a uma única meta. E a cada momento eu preciso verificar: será que eu tenho vivido para alcançar o amor ao próximo?

Se eu começo a me avaliar, é compreensível que a cada momento surjam muitos questionamentos: “Por quê? Para quê? Como uma coisa está ligada a outra? O que eu ganho com isso?”, etc. Rejeição e resistência vão crescer, mas se eu realmente quero esclarecer o que deve ser esclarecido e corrigido, então tudo vai ser considerado de acordo com um único critério, de acordo com a frase: “E amarás ao teu amigo como a ti mesmo”.

Está escrito que esta é uma grande regra na Torá. Em outras palavras, este é o princípio que inclui toda a realidade, todas as minhas encarnações, e, em geral, tudo o que existiu. Portanto, a pessoa que está pronta para aceitar este princípio como base, como uma vara de medição para sua vida, está pronta para aceitar a Torá, o método de correção. Você vê, toda a Torá é projetada apenas para perceber este princípio.

Por outro lado, a pessoa que não se orienta nessa direção, não precisa da Torá. Ela pode lê-la, estar interessada nela como um historiador, ou usá-la de alguma outra forma. Ao longo da história, todo mundo já vagou por ela como lhe convinha. Dito isto, a verdadeira Torá é revelada a mim, me move, e abre o caminho diante de mim com a condição de que eu aspire ao “E amarás ao teu amigo como a ti mesmo”.

Desta forma, eu começo à distância, da maior resistência, de uma absoluta falta de entendimento, do lugar mais distante, até que, gradualmente, começo a entender que isso é importante, que isso está ligado a toda a realidade, ao mundo, a todas as outras pessoas e ao meu ego. Eu começo a me interessar por este princípio, pelo menos de uma forma egoísta, com a esperança de ganhar algo com isso. Então, eu já tenho algo no que me agarrar; esta expressão se torna importante aos meus olhos, porque eu vejo isso como um meio para receber prazer, o conhecimento de si mesmo, uma oportunidade de começar algo novo. E mesmo se essa conexão não estiver organizada como eu gostaria, e passa pelo lado inverso, isto ainda é uma conexão, e é muito importante.

Um estado como este é chamado de “Lo Lishma“, e é um nível elevado onde já estou mantendo o princípio do “E amarás ao teu amigo como a ti mesmo”, e através dele, o amor pelo Criador, que pode ser encontrado no outro, na comunidade, como está escrito: “Eu vivo no meio do meu povo”. Portanto, tudo é para mim, exceto a intenção.

Em primeiro lugar, do meu “saudável” e materialista desejo egoísta, eu entendo este princípio fortemente; então, é possível falar sobre a intenção. Primeiro de tudo, é necessário construir uma relação saudável, como está escrito: “Educar os jovens de acordo com a sua maneira”. E quanto mais cruel o seu desejo de realizar-se, melhor, porque então você pode abrir o caminho diante dele e explicar a ele do que depende o progresso.

Em geral, todos os passos que levam tanto à pureza quanto à impureza estão sujeitos à mesma dependência e encontram-se no mesmo caminho. Apenas a relação é diferente. Sobre isso está escrito: “O Criador fez isso oposto aquilo” (Eclesiastes, 7). Nós usamos os mesmos Kelim tanto para ações egoístas quanto altruístas, e apenas em intenção essas ações são opostas.

Diante de mim está o sistema das minhas relações com o grupo. Eu me entrego a ele e através dele ao Criador, que está dentro dele. Eu quero me aderir a Ele e, assim, me encher com toda a Luz do Infinito. Esta é a abordagem desejada, útil e imperativa.

Se eu começo a me confundir com considerações supérfluas, eu só reduzo o meu desejo mesmo antes que ele cresça, para que eu possa ter algo a corrigir. A pessoa corrige apenas o que é descoberto por ela, e ela não deve ter vergonha ou ficar tímida por causa de suas aspirações espirituais egoístas. Isto é normal. A principal coisa é ter certeza, que, especificamente no sistema chamado de “grupo”, eu vou revelar o Criador.

Em geral, este sistema inclui toda a realidade, e mesmo que ele agora me pareça estar dividido, mais tarde eu vou ver que tudo está incluído dentro dele. Então, é importante ver o estado real, mesmo que nesta fase seja para o meu próprio benefício.

Este é o começo da auto-anulação; isso me coloca diante de questionamentos eternos: “Como eu posso ser incorporado no sistema? Como é que eu desfruto-o?”. Então, a Luz que Reforma age sobre mim. O sistema é construído de tal forma que o lado posterior da parte superior encontra-se no lado da frente da parte inferior, e, por conseguinte, mesmo se eu penso em subir egoisticamente, a parte superior aperfeiçoa meu defeito e me dá um remédio para o meu ego. Afinal, esse ego é direcionado para “E amarás ao teu amigo como a ti mesmo”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/04/13, “A Garantia Mútua”

Uma Pedra Contra A Outra

Dr. Michael LaitmanRabash, Carta 40: E você deve perguntar: “O que a pessoa pode fazer se sente que tem um coração de pedra em relação ao seu amigo…”.

O conselho é muito simples: a natureza do fogo é que quando se esfrega uma pedra contra a outra, acende-se um fogo… E só quando ambos têm a intenção de dar um presente, e não por caridade, por meio do esgotamento dos corações, mesmo dos mais fortes, cada um vai extrair calor dos muros do seu coração, e o calor vai incendiar as centelhas de amor até uma vestimenta de amor se forme. Então, os dois vão ser cobertos por uma manta, ou seja, um único amor os cercará e envolverá, pois é sabido que a Dvekut (adesão) une dois em um.

Quando a pessoa começa a trabalhar num grupo, ela não sente repulsa pelos outros. Mas assim que ela sente a necessidade de se conectar com os amigos, já que este é o meio para atingir a meta, o vaso para a revelação do Criador, e através desta conexão ela alcança a doação e adesão, só depois é que estes outros são chamados de “amigos” e não antes. É neste momento que os problemas começam. Essas pessoas não parecem mais estranhas: todas assumem uma determinada cor, uma forma, e tornam-se versáteis e cheias de emoções diferentes.

Os amigos evocam nela emoções muito complexas e não é fácil se conectar com eles. Ela não quer se conectar com eles. Ela não quer abraçá-los e sentar-se à mesma mesa com eles para uma refeição ou para dançar juntos. Diferentes pensamentos ruins a vencem no que diz respeito às suas relações com os outros e ela começa a sentir que é muito difícil se conectar com eles.

Quanto mais ela compreende a necessidade de se conectar, mais distante e irreal isso lhe parece. Novas interrupções são cada vez mais evocadas. É sobre este tipo de trabalho que a Torá nos fala, primeiro na história de Abraão e Isaac, e depois sobre Jacó, os filhos de Jacó e José. Por fim, este trabalho torna-se o exílio no Egito, quando a pessoa sente essa distância terrível dos outros, que é impossível ignorá-la, e é impossível se conectar.

Quanto mais a pessoa tenta superar o seu ego e se conectar com os outros, menos ela consegue. Ela experimenta “sete anos de saciedade” e “sete anos de fome”, no que diz respeito à conexão, uma vez que toda a guerra contra a inclinação ao mal refere-se apenas à conexão. Depois, há as pragas do Egito, as pragas do Faraó, que forçam a pessoa a finalmente entender que somente a Luz superior pode ajudá-la.

Ela decide que não pode viver mais sem o amor absoluto, que vai quebrar o seu coração e os cacos do seu coração irão penetrar o coração dos seus amigos. Esta é a única coisa que ela quer e nada mais que isso. Assim, ela começa a trabalhar no amor que não se transforma imediatamente no amor verdadeiro, mas começa a partir de algumas conexões preliminares, mas esta é, pelo menos, certa conexão.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 16/05/13