Textos na Categoria 'Torá'

Eles Ajudam Quem Está Pronto Para Ser Um Fiador

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua) “Item 17: A entrega da Torá teve que ser adiada até que eles saíssem do Egito e se tornassem uma nação, de modo que todas as suas necessidades fossem satisfeitas por eles mesmos, sem depender dos outros. Isso os qualificou a receber o Arvut, e assim eles receberam a Torá.

A condição para a entrega da Torá, o método de correção, é a prontidão para garantia mútua.

Em geral, a Torá é a Luz que Reforma, que ajuda a pessoa na medida em que ela está pronta para ser um fiador. Em outras palavras, a Torá funciona para a pessoa se ela está pronta para se unir com outro, até o ponto de amar ao próximo.

Se a pessoa não está preparada para isso, a Torá não funciona para ela, a Luz não é derramada. Afinal, a Luz só vem como uma reação ao esforço da pessoa para fazer algo para o outro.

Este princípio se assemelha a um sistema eléctrico com resistência (R). Dependendo da quantidade de resistência entre eu e o outro, a Luz que Reforma, a Luz Circundante (Ohr Makif – OM), virá.

Não há nenhuma outra possibilidade. O ódio pode arder entre nós. Nosso relacionamento pode ser negativo (-), neutro (0) ou positivo (+), não faz diferença. A principal coisa é que esses relacionamentos sejam tais que o trabalho será feito, que os amigos vão se esforçar.

Para fazer isso, nós precisamos estudar, de forma a aprender o que temos que alcançar. Nós também precisamos do grupo que estabeleça a ordem das atividades.

Assim, a Luz que Corrige, também chamada de Torá, nos influencia. E ela age sobre nós no fundo do esclarecimento interno discernido através da inclinação ao mal, que é quem fornece a resistência.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/13, “A Garantia Mútua”

Uma Nação Que Se Comunica Numa Gama Diferente De Frequências

A Nation That Communicates On A Different Range Of FrequenciesBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”, Item 17: Quando os filhos de Israel saíssem do Egito, se tornassem uma nação, e todas as suas necessidades fossem satisfeitas por eles mesmos, sem depender dos outros. Isso os qualificou a receber o Arvut, e assim eles receberam a Torá.

Ao nos unir e construir um mecanismo de interconexão geral de muitas pessoas, nós criamos um sistema completo e perfeito. Nós não precisamos de ninguém nesta conexão mútua: tudo acontece internamente, entre nós.

Portanto, essas condições específicas foram criadas naqueles tempos, e o ambiente externo não influenciou os filhos de Israel. Assim, eles se tornaram uma nação que existe num estado de interconexão e atribui a si mesmo à força superior.

Nesse caso, as nações do mundo não podem ferir a nação de Israel de forma alguma. É porque ela está num nível diferente, vive numa gama diferente de frequências, e simplesmente não se cruza ou toca as outras.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

O Lugar Para O Novo Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que uma pessoa sente quando está recebendo a Torá?

Resposta: Ela sente que a sua atitude para com os outros está mudando. Ela começa a entender que, exatamente em relação com os outros, ali no meio, entre eles, está o lugar para o novo mundo, novos estados, novos desenvolvimentos acima num nível superior.

Ao estabelecer uma conexão mútua, nós formamos entre nós o terceiro fator: o superior. Esta é a alma, é o Criador que revelamos. Esta é a parte superior do mundo, que não reside em lugar algum, mas precisamente entre nós na forma da linha média.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/13, “A Garantia Mútua”

Confiar Nos Méritos Dos Nossos Predecessores

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: Portanto, o Criador não encontrou uma nação ou uma língua qualificada a receber a Torá, com exceção dos filhos de Abraão, Isaac e Jacó, cujo mérito ancestral refletia sobre eles, como nossos sábios disseram, “Os Patriarcas observaram toda a Torá, mesmo antes dela ter sido dada”.

Os “Patriarcas” são o primeiro nível, o mais puro, onde o desejo de receber ainda é muito pequeno. Portanto, eles não precisam superar a inclinação ao mal, porque o verdadeiro mal não tinha sido totalmente revelado.

Naquela época, o trabalho resumia-se à separação, à rejeição do mal, mas não à descoberta e esclarecimento do mal. Isso era fácil: de um lado, havia Abraão, e, do outro lado, havia Ismael; de um lado, havia Jacá, e do outro lado, Esaú. Todos esses estados eram simples, “transparentes”: eles eram pequenas Luzes, Aviut do nível zero. Portanto, os Patriarcas agiram de acordo com toda a Torá, ou seja, perceberam o princípio do “e amarás o teu amigo como a ti mesmo”, e a partir deste descobriram “Amarás o Senhor, teu Deus”. O trabalho foi fácil, pois foi feito com os mais altos “estratos” de desejo, com uma densidade refinada, onde todos os problemas sérios ainda não tinham sido descobertos.

Em seguida, esta rede corrigida ajudou a corrigir o Aviut (espessura) de primeiro grau, “camadas” mais profundas. Disso se diz que o mérito dos Patriarcas estava com eles, mesmo por seus descendentes. Assim, o processo é o seguinte: nós sempre nos mantemos e contamos com correções que nossos antecessores espirituais realizaram.

Além disso, como Baal HaSulam escreve na “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, os sábios talmúdicos fizeram novas e adicionais correções. Com isso eles inseriram a Luz que Reforma no método por nós. Em seguida, nós avançamos especificamente através da Luz, enquanto que anteriormente penitências eram mais ou menos suficientes, como está escrito: “Comer pão com sal, beber pouca água, dormir no chão, levar uma vida sofrível e trabalhar na Torá”. Ou seja, apesar de tudo isso, nós precisávamos de um método, a Torá, mas esta era juntamente com tormentos físicos, uma vez que eles estão ligados ao Aviut dos níveis zero e um, e, parcialmente, do nível dois.

Finalmente, da época do exílio em diante, os filhos de Israel, que se tornaram GE, começaram a se misturar com as nações do mundo, ou seja, o AHP, e isso exigiu a Luz que Reforma, a fim de realizar correções. Os sábios talmúdicos nos forneceram esta possibilidade, eliminando a necessidade de penitências e dando-nos a Luz que Reforma, juntamente com o mérito das correções que fizeram na rede comum. Sua ajuda é suficiente e agora nós podemos nos corrigir.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/05/13, “A Garantia Mútua”

Construa Um Barco Dentro De Si Mesmo Para Os Amigos

Build A Boat Within Yourself For The FriendsBaal HaSulam, de “O Arvut (Garantia Mútua) “: Se uma minoria deles cometesse a traição e retornasse à imundície do amor-próprio, sem consideração por seus amigos, a mesma quantidade de necessidades que é posta nas mãos desses poucos sobrecarregariam Israel com a necessidade de provê-los.

Isso porque esses poucos não teriam piedade por essas pessoas; portanto, o cumprimento do mandamento (Mitzva) de amar ao próximo é que impede a todos de Israel.

Isso está falando de uma incontestável  garantia mútua, da responsabilidade do grupo que vincula tão forte e firmemente todos num todo, que a vida e a morte de todos dependem disso. Se um deles violasse o Arvut, todos seriam condenados à morte. Isso já é algo maior do que a interdependência usual.

Portanto, todos num grupo devem entender que esta é uma condição que não pode ser alterada. A questão aqui não é o rosto dos amigos, não a sua natureza ou os seus hábitos. Para mim, nada disso importa. A principal coisa é a seguinte: eu estou criando com eles um sistema de garantia mútua como esta ou não?

Junto com isso, nenhum de nós sabe o que está acontecendo com os outros. É como se cada um fosse responsável por sua válvula vedando um buraco no barco compartilhado. No entanto, ninguém vê isso. Ninguém sequer sente o que está fazendo. Quando eu tiro a minha válvula, eu não noto que o nosso barco está afundando.

Nós trabalhamos em condições de ocultação completa, e precisamos demonstrar responsabilidade, ansiar por adesão e unidade; nós precisamos lembrar que dependemos do superior. Somente Ele irá nos unir e proteger.

Esforços no caminho vão nos ajudar a compreender o que mais estamos perdendo.

Assim, esses rebeldes fizeram com que aqueles que observam a Torá permanecessem na imundície do seu amor próprio, para que não pudessem observar o mandamento “Amai ao próximo como a ti mesmo”, e completar seu amor pelos outros sem a ajuda deles.

Eu preciso chegar a um estado onde eu exijo a Torá, o método, para estar unido aos amigos. Este é o meu objetivo, e eu estou preocupado apenas com isso. A unidade com os amigos é o valor supremo em meus olhos, e para não prejudicá-los, para não traí-los, eu preciso da ajuda do Criador, da Torá.

Eu me dedico completamente ao grupo e temo apenas uma coisa: prejudicar os amigos. Então, eu peço ao Criador: “Ajude-me a evitar causar danos. Isso é tudo que eu preciso e nada mais”.

Enquanto isso, eu não estou pensando em como satisfazê-Lo. Esse nível ainda está longe de mim. Preocupar-se com isso agora seria como não se preocupar. O que está esperando por mim agora não é o amor pelo Criador, mas o amor pelas pessoas, o amor pelos amigos.

No entanto, eu não estou pronto para amar assim. Eu só odeio, tenho ciúmes deles, rejeito-os, ou pelo menos, não me preocupo com eles. Eu os esqueço o tempo todo. Então, eu peço à força do Alto para me dedicar aos meus amigos, ser responsável por eles, e fazer tudo o que depende só de mim, para que eu possa ser incorporado plenamente num grupo.

Então, nada restará de mim, exceto essa intensa preocupação que preenche todos os meus pensamentos e sentimentos.

Isso é tudo que eu peço do Alto quando sei que não consigo manter esse tipo de devoção por mim mesmo. Isso é tudo o que eu espero quando conto com a ajuda que virá e não me deixará, de modo que vou ser capaz de proteger os meus amigos.

Este é o primeiro nível que nós precisamos atingir, e se eu realmente quero isso, eu mereço receber a Torá. Você vê num caso como este que eu realmente preciso da Luz que Reforma que unirá os meus vasos, meus desejos quebrados, que irá corrigir a minha alma, transformando-a num barco para todos. Nela, eu vou manter e proteger meus amigos, certificando-me que nada de ruim aconteça com eles.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/05/13, “A Garantia Mútua”

Cortando Decisivamente Todos Os Laços

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo”, “Jetro”, 19:16-19: E aconteceu que, ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões e relâmpagos sobre o monte, e uma espessa nuvem, e um sonido de Shofar mui forte, de maneira que estremeceu todo o povo que estava no arraial.

E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte.

E todo o Monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo; e a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o Monte tremia grandemente.

E o sonido do Shofar ia crescendo cada vez mais; Moisés falava, e Deus lhe respondia em voz alta.

Tudo o que é descrito na Torá acontece dentro de nós. O trecho acima descreve a primeira aparição da propriedade de doação que a pessoa sente dentro de suas propriedades. Elas ainda são egoístas e contrárias à doação, mas, ao mesmo tempo, já aspiram à equivalência, à união com essa propriedade, e começam a sentir que é algo valioso e superior. Dentro desta propriedade, nós continuamos reavaliando nossos valores. No entanto, este processo é acompanhado pelo medo de perder e devastar o nosso egoísmo interno: “Com o que eu devo ficar? Onde está minha família? Onde estão os meus entes queridos? Como eu posso abandoná-los?”.

Afinal de contas, nós estamos apegados a este mundo pelos fios de várias conexões. Algo está mais perto de mim, algo está mais distante; este eu amo, o outro eu odeio… Tudo é compartimentado. Toda a nossa existência se refere a esses tópicos. É assim como as nossas vidas são estabelecidas.

Apenas algumas pessoas são capazes de cortar decisivamente estas ligações e ver o que acontece em seguida. Para nós, isso é pior do que a morte, uma vez que perdemos completamente o autocontrole. Nosso egoísmo não consegue tolerar isso. Esta sensação pode ser comparada ao processo do nascimento, quando a criança sai do ventre de sua mãe e passa a existir no mundo que a separa completamente de sua mãe. Você consegue imaginar alguém que nos dá vida sendo cortado? É como ser privado de oxigênio.

E agora? Não há mais antecipações egoístas, sem sonhos do futuro… Não há nada a que você esteja acostumado!

Pergunta: Portanto, isso significa que o treinamento que passamos não nos prepara para esta fase?

Resposta: O período de preparação serve para fazer você entender que ainda não está pronto. Os animais que vivem ao nosso lado não compreendem estas questões. Esta condição só pode ser sentida pela propriedade chamada “homem” em nós, que não tem nada a ver com a propriedade do “animal” em nós. O período de preparação é essencial para nos elevar ao nível em que começamos a sentir essas nuances. Caso contrário, por que essa revelação acontece, em relação a quem?

A consciência de nossa oposição e despreparo já é uma realização. Nós começamos a perceber que a propriedade de doação é contrária a nós, que não estamos lá ainda, ou que simplesmente não a entendemos (negação da negação). Assim, nós avançamos.

De KabTV “Mistérios do Livro Eterno”, 18/02/13

Lavar “Nossas Vestimentas” Na Luz de Hassadim

Dr. Michael LaitmanEntão todo o povo respondeu a uma voz, e disse: ‘Tudo o que o Senhor tem falado, nós faremos’. E relatou Moisés ao Senhor as palavras do povo.

E disse o Senhor a Moisés: Eis que eu virei a ti numa nuvem espessa, para que o povo ouça, falando eu contigo, e para que também te creiam eternamente. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor.

Disse também o Senhor a Moisés: Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanhã, e lavem eles as suas vestimentas,

E estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no terceiro dia o Senhor descerá diante dos olhos de todo o povo sobre o monte Sinai. (A Torá, “Êxodo”, “Jetro”, 19:08-11)

Nós começamos a entrar em contato com o atributo de doação, a ser atraídos a ele, e a absorvê-lo a partir do seu ponto mais alto, que é chamado de “Moisés” (da palavra “Moshech” ou “mover”, “puxar”), que puxa a si mesmo a partir do ego. Desta forma, este recebe energia superior, um atributo superior, e, portanto, começa a sentir de que forma agora é possível continuar a trabalhar pela doação ao Criador.

A pessoa começa a adquirir o mesmo atributo absoluto, como o Criador, diante de Quem ela está agora. Ela sente o Criador, mas ainda não pertence a Ele. Eles estão unidos, mas de uma forma externa.

A pessoa entende que agora precisa de todos os seus atributos egoístas, de modo que, tanto quanto for capaz, ela vai trazê-los para si, para puxar fortemente dentro do ponto no coração que está em contato com o Criador, para entrar gradualmente dentro dele a partir do seu ego, para se conectar, adicionar toda a nação, os atributos que ela deixou por um tempo, no ponto em que é chamado de “Moisés”.

Por esta razão, eles precisam passar por um determinado período de preparação final: três dias de separação do seu ego e a correção dos seus atributos externos, chamados de “vestimentas”.

Em cada um de nós existem cinco níveis: a raiz (Shoresh), a alma (Neshamah), o corpo (Guf), a vestimenta (Levush) e o palácio (Eichal). A parte interna (a raiz, a alma e o corpo) nós já corrigimos. Sem isso, não teríamos partido do Egito, o ponto no coração não teria se separado do ego. Agora, nós precisamos corrigir a roupa, as chamadas “vestimentas” da alma, e depois também o palácio, o resto dos atributos do mundo.

Os três primeiros discernimentos são: a raiz, a alma e o corpo. Ou seja, se nós expressamos isso de uma maneira pitoresca, então no início, nós corrigimos tudo o que existe no meu corpo, na carne, a minha parte interior. E a roupa é o que está em mim. Isso é o que eu troco, o que eu posso tirar e vestir. O palácio é o resto do mundo.

“E eles lavaram as suas vestimentas” significa lavar os atributos não corrigidos com a Luz de Hassidim e corrigi-los.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 04/02/13

Tocando A Ascensão Espiritual

Dr. Michael LaitmanTorá, “Êxodo”, 19:12-13: E marcarás limites ao povo em redor, dizendo: Guardai-vos, não subais ao monte, nem toqueis o seu termo; todo aquele que tocar o monte, certamente morrerá.

Nenhuma mão tocará nele; porque certamente será apedrejado ou asseteado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá; soando o cifre do carneiro longamente, então subirão ao monte.

Pergunta: Por que existem todas essas condições para se aproximar do Monte Sinai?

Resposta: Um “Monte” significa 125 graus de ascensão ao Criador, e inclui todo o ego de uma pessoa. Cinco mundos X cinco Partzufim X cinco Sefirot (5X5X5) = 125 graus. Estas são as etapas de acordo com o que a pessoa deve mudar internamente enquanto sobe os níveis até o topo, fundindo-se com o Criador.

Entretanto, a nação está na base do monte. Ela ainda não recebeu a Torá, as instruções para a correção do ego, e assim não pode “tocar” a ascensão espiritual sem estar pronta para isso.

Quando uma pessoa trabalha com seu ego e deseja começar a subida espiritual com ele, em sua forma atual, ela só irá se confundir e se destruir. É como uma criança que grita “eu quero” e entra num lugar que não deve, e nós temos que protegê-la de se machucar. É a mesma coisa aqui, quando uma pessoa que não sabe as instruções, não consegue se aproximar da ascensão espiritual, a menos que as conheça.

Afinal, as instruções dizem como ela deve gradualmente se corrigir, de acordo com quais etapas e de que forma, e é a única maneira da pessoa subir. E mais, ela terá que enfrentar problemas em todos os níveis: ela será empurrada para baixo do monte, vai cair e subir novamente, tentando subir de um nível para outro, como uma criança que ainda não é forte o suficiente para levantar uma perna.

A pessoa é jogada de volta, ela cai, rola alguns níveis para baixo e, em seguida, tem que subir novamente, mas como ela sobe para os níveis anteriores, ela já os entende melhor. Ela pensa: “Uau! Agora eu entendi”! Ela tenta subir um pouco mais alto, e cai dois níveis para baixo. Depois, quando ela sobe do nível mais baixo para o nível médio e, em seguida, para o superior, ela começa a entender o nível médio, melhor, pois já descobre nele não a Luz de Nefesh, mas a Luz de Ruach.

Ela começa a entender melhor esse nível, e depois cai três níveis para baixo. Caso contrário, como ela pode entender isso? Para entender todas as razões ela tem que descer. É a partir deste estado, quando ela é criada como “existência a partir da ausência”, antes mesmo da criação do nosso mundo, e antes do seu atual entendimento de como ela é e o que ela é, é justamente a partir deste ponto que ela tem que entender seu eu atual e como continuar.

Portanto, do ponto atual de nossa vida, nós nos lembramos dos anos que se passaram e os compreendemos melhor do que quando estávamos apenas vivendo-os. Por isso dizemos: “Foi assim ou eu estava sonhando?”

Ou seja, nossa vida era como um sonho. Agora, se nós atingimos os níveis superiores e olhamos para trás a partir do nosso nível atual, nós começamos a entender que tudo isso era predeterminado precisamente para que agora, na minha forma atual, eu seja capaz de ver todo o meu passado e concorde com aquele que preparou tudo isso para mim: o Criador.

Pergunta: Será que isso significa que eu justifico todo o meu sofrimento, não importa o que eu tenha passado?

Resposta: A questão é que agora eu não vejo mais todo o sofrimento. Eu vejo as mudanças necessárias que eu tinha que percorrer para estar em contato com o Criador hoje. Eis porque há sempre mais descidas do que as anteriores.

O Livro do Zohar nos fala sobre o Rabi Shimon que passou por todos os níveis da realização espiritual, e quando ele estava a um nível antes do fim da correção, ele desceu até o fundo e só então sentiu que estava enfrentando o último nível (125º nível).

Pergunta: Isso significa que ele tinha a centelha do último nível nele?

Resposta: Caso contrário ele não estaria na parte inferior, uma vez que só é possível medir a si mesmo em relação ao topo. Assim, a pessoa não pode progredir espiritualmente se não recebe o método de correção e não passou pelos três dias de afastamento em relação ao seu ego.

Os três níveis são necessários para separar totalmente o seu eu do seu atributo, e para passar para o próximo. É porque os dois níveis que estão próximos um do outro têm algo em comum, e a pessoa tem que estar não entre dois níveis, mas entre os três níveis, o que significa que ela tem que passar do nível inferior para o superior e, em seguida, para uma ainda maior. Então, através do nível médio, ela se desconecta do nível mais baixo.

Depois, é possível corrigir a si mesmo para “lavar sua vestimenta”, o que significa corrigir um determinado nível do ego, a quarta parte.

Então você pode chegar perto do Monte Sinai num determinado círculo. Você tem que ver este círculo e compreender a si mesmo, seus atributos egoístas em comparação com os altruístas. Quanto mais a pessoa se corrige, mais alto ela pode subir o monte, que simboliza o ego, e subir acima dele. Afinal de contas, todo o ego do Faraó, tudo o que o Egito representa, o ego universal, se transformou no Monte. Sinai.

Você só podia escapar do Egito, mas aqui você tem que subir acima do seu ego e começar a trabalhar com ele. A diferença entre estes dois estados é que, no meio, você recebe esse método de correção, a Torá. Afinal, sem o método de correção, você não pode sequer começar a se corrigir. Agora você tem a chance de subir o monte.

Pergunta: O que significa “nenhuma mão tocará nele; porque certamente será apedrejado ou asseteado”, e “soando o cifre do carneiro longamente, então subirão ao monte”?

Resposta: Uma pedra significa o ego, “o coração de pedra”. O chifre do carneiro é a descida da Luz Superior da realização, da revelação. Eu a recebo ao ouvir (o atributo de Bina). Quando eu começo a ouvir o som do chifre do carneiro, ele me corrige, e eu começo a ver, o que significa que a visão, a compreensão, é revelada em mim. A visão é um nível mais elevado.

De Kab Tv, “Segredos Do Livro Eterno” 18/02/13

O Egito Já Cumpriu O Seu Papel – É Hora De Sair Dele

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: …somente quando eles saíram do Egito e se tornaram uma nação completa. Só então houve a possibilidade de que cada um garantisse as necessidades de todos, sem qualquer cuidado e preocupação. …enquanto o indivíduo estiver preocupado consigo mesmo, ele é incapaz de sequer começar a cumprir o mandamento: “Ama a teu próximo como a ti mesmo”.

Assim, nós começamos a entender o significado do “exílio do Egito”. Afinal de contas, o cumprimento das condições da garantia mútua começa no recebimento da Torá, de acordo com a quantidade da Luz que Corrige que nós atraímos. Até então, os filhos de Israel não eram capazes de aceitar essas condições, mas estavam no estabelecimento do sistema da garantia mútua.

Em geral, depois de termos saído da Babilônia e iniciado este caminho, nós estamos constantemente estabelecendo a relação da garantia mútua entre nós. No início, o nosso desejo egoísta ainda é fraco e nós realmente sentimos que somos uma família. Mas depois, diferentes conflitos começam, o ódio se acumula entre nós, e nós nos encontramos no Egito, isto é, em diferentes cálculos egoístas. Aqui, o “Faraó” se revela a nós e aos poucos descobrimos que não há nenhuma garantia mútua entre nós.

No final, nós chegamos ao polo exatamente oposto à doação (o nível de Bina). Em vez da garantia mútua (a força de doação), nós adquirimos a força de recepção. Esta é a última fase antes do êxodo do Egito. Nós descobrimos todo o mal entre nós no grupo – e não há nada mais a fazer no Egito.

Agora, nós precisamos da Torá, o método de correção. No final, após a abertura do Mar Vermelho, nós a recebemos diante da montanha do nosso ódio, o Monte Sinai (“Sinah” significa “ódio”, em hebraico).

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/04/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

Hollywood Não Pode Sequer Sonhar Com Isso

Dr. Michael LaitmanTorá, Êxodo, “BeShalach“, 17:14-16: Disse o Senhor a Moisés, inscreva isto [como] um memorial no livro e recita-o nas orelhas de Josué, que eu certamente vou obliterar a lembrança de Amaleque de debaixo dos céus. Então, Moisés construiu um altar, e nomeou-o O Senhor é o meu milagre. E ele disse, pois há uma mão sobre o trono do Eterno, (que deve haver) uma guerra do Senhor contra Amaleque de geração em geração.

Em geral, um ser humano não pode conquistar a qualidade de Amaleque. Mas ele tem que criar uma situação, quando ele se coloca entre o Criador e Amaleque, e realmente quer que o Criador elimine a propriedade de Amaleque dentro dele.

Uma pessoa precisa de Amaleque. Caso contrário, ela não terá uma conexão com o Criador. Em outras palavras, o egoísmo (Faraó e assim por diante) deliberadamente nos empurra para o Criador. Sem esta pressão, nós não sentiríamos a necessidade Dele.

No final, as correções são feitas graças a Amaleque. Mas como ele se manifesta de várias formas, eles recebem nomes diferentes.

Comentário: Curiosamente, quando nós lemos a Torá, nós entendemos que todos os cenários dos filmes são extremamente triviais e insignificantes em comparação a ela. Eles não chegam nem perto da altura inacreditável da Torá.

Resposta: Não há nenhuma dúvida disso, já que a Torá descreve o mundo interior. Ela retrata imagens completamente diferentes de conexões internas entre tudo que existe. Nós reconhecemos o sistema que nos une, vemos as propriedades e energias do Universo, e nos tornamos conscientes de tudo o que existe e acontece entre nós. Sem dúvida, é uma grande ação! A pessoa sobe para o nível onde seu corpo já não existe e existe só ela dentro destas grandes forças.

De KabTv “Os Mistérios do Livro Eterno” 11/02/13