Textos na Categoria 'Torá'

“Honra Teu Pai E Tua Mãe”

Dr. Michael LaitmanTorá, Êxodo 20:12: “Honra a teu pai e a tua mãe, para que teus dias se prolonguem sobre a terra que o SENHOR teu Deus te dá”.

Pergunta: O mandamento “honra teu pai e tua mãe” é aceito literalmente pela humanidade. Como podemos explicar isso?

Resposta: A questão é que o “pai” e a “mãe” que são mencionadas nos Dez Mandamentos não têm nada a ver com o nossos pais corporais, mas sim pertencem a dois sistemas especiais.

“Pai” é o atributo de Hochma a partir do qual decorre a Luz de Hochma, a Luz da vida. “Mãe” é o atributo de Bina, do qual resultam todas as preocupações. Estas luzes são opostas uma à outra e mutuamente complementares. A Luz do “Pai” é branca e dá à pessoa cérebro, coragem e poder. A Luz da “Mãe” lhe dá suavidade, conexões e uma atitude correta para com os outros. Revelado nesta Luz está o amor e a capacidade de sentir os outros, etc.

“Honra” significa olhar como o “Pai” e a “Mãe” integram essas forças corretamente. A força do “Pai” e a ternura de “Mãe” entram um no outro e você deve fazer exatamente a mesma coisa dentro de você, integrando esses atributos.

“… Para que teus dias se prolonguem sobre a terra”, significa que tal integração tem de ser feita com “a terra”, ou seja, com seu ego, com o seu desejo. Você não conseguirá existir facilmente com ele.

No geral, é tudo muito simples. Nós devemos entender que tudo se refere à nossa natureza e nos fala sobre como devemos corrigi-la. O que mais podemos falar? Sobre a vida neste mundo? Ela termina de qualquer forma. Aqui nós vamos falar sobre como devemos subir ao próximo nível e começar a viver numa dimensão totalmente diferente enquanto ainda estamos neste mundo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 15/02/13

Você Não Deve Fazer Um Ídolo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Um Mandamento”: Por habituar-se a servir as pessoas, a pessoa benefícia outros e não a si mesma. Assim, ela se torna gradualmente apta a manter as Mitzvot do Criador com a condição necessária: beneficiar o Criador e não a si mesma.

Eu não percebo, não consigo entender, não alcanço este princípio. Eu entendo que eu deveria “trabalhar pelos seres criados”, para me conectar a humanidade. Afinal, nós estamos todos aqui juntos e é só devido à quebra que a ruptura a ruptura entre eu e os outros foi criada, e eu me sinto isolado deles. Isso significa que eu tenho que superar para corrigir a quebra e me conectar a eles.

Mas o que isso tem a ver com Criador? Talvez Ele esteja em algum lugar lá fora, e eu possa alcançá-Lo através da humanidade. Ou talvez eu descubra que Ele está na união com os outros no grupo entre nós, e que Ele inclusive preenche todo o espaço.

Ainda assim, é difícil se concentra no grupo para o bem do Criador. O que isso significa? É uma exigência muito vaga. Eu entendo que tenho que corrigir minhas relações mútuas com outras pessoas, mas como eu posso, além disso, estabelecer uma relação com os outros? Nosso problema é que nós não retratamos a imagem correta, e a confusão continua em nossa imaginação por muito tempo.

O Criador é o absoluto, o infinito, o todo, o atributo de doação. A conexão entre eu e o grupo é o vaso destinado a receber o atributo de doação. Nós queremos alcançar o amor e a conexão entre nós. Nós queremos que o mundo se torne redondo, global e integral, mas para o bem do Criador, o que significa que o atributo de doação vai nos conectar, de modo que ele vai habitar entre nós e nos dominar.

Portanto, nós não precisamos atribuir qualquer personalidade ou a imagem ao Criador, uma vez que isso é chamado de “idolatria”, e nos conduz para fora do caminho numa direção totalmente diferente. A palavra “Criador” é feita das palavras hebraicas “BoRe“, (venha e veja); se você entra num grupo e chega à conexão, então, graças os amigos, você descobre o atributo de doação que é chamado de Criador.

Portanto, diz-se que “Israel, a Torá e o Criador são um”, o que significa que eu, juntamente com os amigos (ou com a humanidade) alcanço o Criador. Em outras palavras, eu e os amigos somos chamados de Malchut ou Shechina, e descobrimos Zeir Anpin que é revelado em Malchut, de acordo com a conexão que foi alcançada nela.

Aqui é onde se origina o significado da fórmula “trabalhar pelos seres criados para o bem do Criador”. Nós não devemos imaginar que o Criador é alguém ou algo; o Criador não é uma personalidade ou um fenômeno, mas um atributo que é revelado em nós. Se eu descrevo outra coisa, isso significa que me envolvo em idolatria e que faço um ídolo ou uma imagem. Se nos mantivermos constantemente nesse princípio, não haverá nenhum problema.

Afinal, nós queremos estabelecer um sistema que inclui todos os vasos e Luzes, isso é Malchut de Ein Sof (Infinito) no qual estamos unidos, conectados na medida em a Luz é revelada no vaso. Nós fomos criados lá na primeira fase, na segunda fase nós corrigimos nossa atitude (e nada mais! só nossa atitude), e na fase três nós podemos perceber e compreender o mundo em que estamos.

Não há nenhuma imagem externa a nós para a qual temos que trabalhar e que temos que alcançar; nós podemos apenas imaginar as intenções e os cálculos desta forma esquemática: primeiro (1) nós criamos um vaso, e, em seguida, (2) na medida em que podemos nos conectar de acordo com a lei da equivalência de forma, nós descobrimos o Criador neste vaso, de acordo com o princípio do “venha e veja”. Mas o lugar continua a ser o mesmo lugar, o mesmo desejo, a mesma Malchut, que permanece inalterada.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 25/02/13

Dois Níveis Da Torá

Dr. Michael LaitmanA Torá nos é dada em dois níveis. Um deles é o nível do homem comum, que determina a estrutura de sua comunidade e família. Afinal, ele tem que acreditar em alguma coisa, manter-se na estrutura, talvez até mesmo para aspirar a alguma coisa, se ele desenvolve algum tipo de desejo mais elevados. Mas, em princípio, a Tora foi dada para elevar as pessoas até o nível do Criador, onde não existe matéria, organismos, ou imagens.

Por um lado, esta força incorpórea controla tudo, incluindo a nossa matéria; ela leva a algum tipo de imagem, a algum propósito. Por outro lado, ela própria não é sentida. Como nós podemos tratá-la? Não há como. É por isso que há milhares de anos as pessoas oram, choram e se atormentam, não importa o que elas fazem, e não há reação.

E com razão ela está ausente. Nós não chegamos ao Criador. Para entrar em conexão com Ele, nós precisamos estar no mesmo nível com Ele, ou pelo menos tentar estar no mesmo nível.

É por isso que a sabedoria da Cabalá foi revelada, e explica como é possível solicitar essa força, que não é sentida, para nos elevar ao nível de senti-la, ao nível do diálogo, e ao nível da integração com ela.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 25/02/13

Transmitindo Espiritualidade De Uma Pessoa Para Outra

O professor fica na frente, ele vê mais longe e orienta os alunos. Mas, se um aluno tem suas próprias ideias a respeito de seu desenvolvimento e da correção do mundo, ele já é seu próprio professor. Ele pode continuar a ser um estudante e acreditar que o professor está errado sobre a direção do desenvolvimento. Ele não pode receber a realização espiritual do seu professor, mas só pode receber o conhecimento teórico, a sabedoria. Assim, ele não estuda Torá, que é o meio, as instruções de como alcançar o atributo de doação; estudar significa estar em contato com o superior através da realização de ações diferentes. Não tem nada a ver com a mente, como ele diz, “não é o sábio que aprende.” Um aluno recebe a força de doação do seu professor por sua conexão com ele.

A força da doação é transmitida por um canal interno, uma vez que não é filosofia nem a ciência teórica. Assim, todos podem receber essa força, tanto o mais estúpido e o mais sábio. Sua transmissão depende apenas das ações necessárias que cada pessoa realiza com o meio ambiente, submetendo-se, elevando o seu professor, e conectando-se com o grupo, para que todo o grupo se conecte ao professor que representa o nível superior, recebendo, assim, a correção dele. Isto é o que acontece em cada nível.

Se um aluno sobe, seu professor também sobe com ele, e se um aluno desce, então seu professor, certamente, desce com ele. Isto não é o estado real do professor, mas como ele é retratado para o aluno, tudo é em relação a quem alcança.

Quando uma pessoa só vem para estudar, ele não entende tudo isso em primeiro lugar. Ele tem que esperar até que ele começa a ouvir. Pode levar um par de anos, mas quando ele finalmente começa a ouvir, o grupo deve ajudá-lo pois caso contrário pode demorar décadas. Os amigos devem explicar-lhe que é impossível alcançar a espiritualidade, a menos que ela seja transmitida de uma pessoa para outra e somente se existe uma ligação entre eles e contato físico, o que significa que eles podem ver, ouvir, sentir, entender, e de alguma forma impressionar um ao outro, executar determinadas ações, estar em contato, e estar em interação mútua. Esta é a forma como foi organizado durante anos, e não pode mudar, já que é uma réplica das raízes espirituais.

A maravilha do último nível deste mundo é o lugar onde por minhas ações corporais posso trazer-Lhe contentamento ao subjugar-me, conectar-me a Ele, aderir a Ele por algum tipo de assistência material, e assim receber a revelação espiritual d’Ele. Como isso é possível? No entanto, eu posso fazer esforços no nível que eu possa fazê-lo já que não posso fazer mais nada. Entretanto eu não entendo o que é doação, não tenho a intenção de “a fim de doar”, mas posso atuar no nível corporal e é o suficiente para o momento.

Da 1 ª parte da Lição Diária de Cabala 6/05/13, Escritos do Baal HaSulam “Um discurso pela conclusão de O Zohar

É Hora De Enfrentar A Verdade

Dr. Michael LaitmanNós recebemos um desejo de receber quebrado de modo que sejamos capazes de atingir o atributo de doação. Além disso, todos receberam uma centelha de desejo pelo Criador. Trata-se das pessoas em quem essa centelha foi acesa, enquanto outras não têm escolha e são totalmente gerenciadas por sua natureza. Somente as pessoas que têm a centelha, além do desejo de receber quebrado, anseiam atingir a meta espiritual sem ter escolha.

Se durante a lição elas ouvem que apenas através da nossa conexão podemos receber os poderes para satisfazer essa centelha, elas avançam pelo caminho da Luz, pelo caminho do “eu vou apressá-lo”. Mas se elas não conseguem ouvir, se não conseguem ser incorporadas no ambiente que pode acordá-las e torná-las mais sensíveis, elas vão avançar pelo caminho do sofrimento, pelo caminho do “em seu tempo”. Então, anos mais tarde, elas vão sentir que este caminho não leva a qualquer resultado, já que os pequenos poderes de todos não lhes permite sair do nível corporal.

Pode levar um longo tempo para se chegar a esse reconhecimento, mesmo 20 a 30 anos. Só mais tarde a pessoa é forçada a fazer um exame de consciência e enfrentar a verdade, e aceitar a condição de se conectar com os outros, a fim de receber o seu despertar, sem ter outra escolha. Então, o seu ponto no coração tem poder suficiente para satisfazer a si mesmo.

Só então ela começa a ouvir e trabalhar em si mesma, mas isso também não acontece de uma só vez, mas de forma gradual. Ainda assim, ela avança e tem um senso de direção. Ela entende que tem que aceitar e se render às condições que os Cabalistas falam e que são os fundamentos da Torá: a conexão entre as pessoas e o amor ao próximo, e não tentar escapar disso.

As pessoas tentam escapar e se esconder dessas condições em diferentes religiões e credos. Toda religião afirma que as pessoas devem manter os rituais, as ações externas pessoais ou públicas, tais como feriados e costumes que a caracterizam. É tudo feito para esconder a verdade e não lidar com a correção do ego da pessoa que a leva para “a fim de doar”.

Mas o caminho do sofrimento acabará por levar a humanidade a um beco sem saída e vai obrigar as pessoas a ver que não há escolha e que elas têm que ouvir o que a Torá diz. Então as pessoas vão perguntar como fazer isso. Portanto, nós temos que preparar o método ativo de correção para elas e tentar encurtar seu caminho de sofrimento.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 27/05/13

Um Empréstimo Em Termos Espirituais

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Paz”: Estas são as palavras do rabino Akiva: “O livro está aberto e a mão escreve”. Qualquer estado em que a geração se encontre é como um livro, e todos os malfeitores são como mãos que escrevem pois cada mal é gravado e escrito no livro até que eles acumulem a uma quantia que o público não o mais pode suportar. Nessa altura, eles arruínam esse estado mau e reorganizam-se num estado mais desejável. Então, toda ação é calculada e escrita no livro, isto é. no estado.

E ele diz, “Todos os que desejam pedir emprestado podem vir e pedir emprestado”. Isto significa que ele acredita que este mundo não é como uma loja aberta sem um dono, mas que há um dono presente, um lojista que permanece na sua loja e exige de cada cliente o preço certo pela mercadoria que ele está a levar da loja, isto é labuta na Sua obra enquanto ele é nutrido por essa loja, de uma maneira que é certa a o trazer ao propósito da criação, como Ele deseja.

Sua meta é atingir a doação. No entanto, a pessoa requer poderes para perceber isso, e ela não tem esses poderes. Ela os toma a título de empréstimo, mesmo que pretenda tudo para a doação. O mesmo ocorre se ela quiser reembolsar, isto é, não usar qualquer coisa para si. Ela usa o mundo inteiro para doação.

De acordo com os padrões do nosso mundo, é impossível declarar que uma pessoa como esta esteja tomando algo como empréstimo. Você percebe que nós pegamos um empréstimo para benefício pessoal. Aqui, tudo é diferente. A propósito, a proibição da Torá contra emprestar com interesse deriva disso. No mundo espiritual, nenhum empréstimo deve ser pago de volta com mais do que aquilo que foi recebido.

Portanto, as forças que eu não tenho no início eu tomo por empréstimo, mas não estou tomando para mim mesmo. Elas não são minhas. Eu só acrescento a elas um desejo pela doação. Em vez do Criador, eu doo a todos, e todo o meu objetivo é apenas transmitir essa doação de forma habilidosa, como se fosse de Suas mãos. Eu não tenho nada meu além do meu eu altruísta que contrai o desejo egoísta dentro dele e age acima dele. Portanto, eu não tenho nada a retornar.

Pergunta: Apesar de tudo isso, não está claro: Como uma pessoa pode pedir um empréstimo para si na espiritualidade?

Resposta: Eu disse que este é outro tipo de empréstimo. Você vê, eu não tenho os meus próprios poderes de doação. Além disso, eu (especificamente, eu) quero dar da mesma forma que o Criador. Eu tenho que transmitir e dar aquilo que Ele deseja para o mundo.

Este estado é descrito alegoricamente com uma metáfora que diz que o Criador quis dar às nações do mundo o método de correção. No entanto, elas não podiam aceitá-lo. Então, Ele usou um grupo de transição chamado Israel, que significa “direto ao Criador”. O povo de Israel é como um intermediário que conecta a Luz superior com o AHP. Graças a isso, Malchut pode subir à Bina e ser “adoçada” lá, de modo a passar a Luz de cima para baixo.

Isso é chamado de empréstimo só porque a pessoa não tem o poder de doação, e ela recebe isso do Criador. No entanto, ela não o utiliza para si, como é habitual no nosso mundo egoísta. Neste mundo, a pessoa procura primeiro beneficiar a si mesma, e depois, ela pensa no benefício dos outros, seja em questões financeiras, bem-estar ou prazer. Na espiritualidade, eu não peço para mim. Eu quero participar da vida do Criador. Esta participação se destina inteiramente à doação. Por isso, eu ativo todo o meu desejo no nível máximo. Tudo o resto eu mantenho temporariamente “fechado” sob a restrição.

Pergunta: Portanto, por que é necessário pedir um empréstimo como este para a meta de doar?

Resposta: Isso é chamado de subida, uma solicitação de correção (MAN). Do Criador, eu peço poder para ser capaz de examinar e corrigir a própria ação. Eu quero que Ele faça isso, como está escrito: “Revista-se em mim e realize a ação de doação”. É como uma criança que pede ajuda à sua mãe ou simplesmente chora e a mãe vem e ajuda. O problema todo é transformar num “choro infantil” internamente. E leva tempo para se aprender isso….

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/04/13, “A Paz”

O Equilíbrio Elimina Contradições

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos explicar para a humanidade a razão de todas as contradições existentes? As pessoas não estão sequer interessadas ​​na pesquisa do “Bóson de Higgs” a “partícula de Deus”, realizada no Grande Acelerador de Hadron do CERN. As últimas descobertas afirmam que qualquer instabilidade pode fazer o mundo inteiro e toda a massa desaparecer a qualquer momento. Como você pode explicar isso aos seus alunos?

Resposta: Não há nada de ambíguo nisso, já que eu considero o mundo como duas forças: positiva e negativa, doação e recepção. Não importa a forma como as denominamos. Estas duas forças constroem o universo inteiro, e não apenas este mundo, mas até mesmo os reinos que são muito mais elevados do que o nosso e que não sentimos com nossos cinco sentidos materiais animais.

Para desenvolver este padrão de percepção e observar o mundo através da recepção e doação, nós temos que subir a este nível. Nós ainda estamos na fase egoísta elementar de recepção, o que significa que tudo o que fazemos é consumir tudo o que nos rodeia. A Torá nos diz que temos que doar: “Ama o teu próximo como a ti mesmo”. Se conseguíssemos equilibrar a recepção e a doação, e atingir o equilíbrio, nós perceberíamos que o nosso mundo desaparece entre esses dois estados e a dimensão superior (o mundo das forças) surge para nós.

De KabTV “A Crise Global”, 19/03/13

Um Desejo Independente De Qualquer Coisa

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: E você, evidentemente, descobre que a entrega da Torá teve que ser adiada até que eles saíssem do Egito e se tornassem uma nação própria, de modo que todas as suas necessidades fossem previstas por eles mesmos, sem depender de outros. Isso os qualificou a receber o Arvut acima e, assim, eles receberam a Torá.

O livre-arbítrio é necessário para ser independente de qualquer coisa e eu devo senti-lo como meu. Ele é um desejo que me obriga a estar conectado com os outros, mas não para conquistas e outras coisas, tais como resultados, como acontece com um comando, equipes esportivas e assim por diante. Eu quero estar conectado com os outros para descobrir a força superior. Eu necessito de um desejo preciso e claro para descobrir a doação mútua e o amor mútuo dos amigos, de modo que o Criador seja revelado entre nós e, dessa forma, sintamos que estamos dando a Ele satisfação.

Tudo isso é “retratado” e realizado entre nós, especificamente se realmente temos isso como uma deficiência. Isto não vem de alguém de fora. Ninguém me obriga a nada. Eu não tenho nenhum benefício pessoal. É só para o bem comum.

O que nós queremos é que através do amor ao próximo, alcancemos o amor do Criador. Esse desejo nos levará à “recepção da Torá”. Em outras palavras, nós temos a oportunidade de perceber isso, não tudo de uma vez, mas gradualmente, é claro. Eu descubro esta necessidade de forma clara. Eu recebo o poder de desenvolvê-la. Assim, através do eleo link com o grupo, o Criador é descoberto em seu centro. Assim é como nós avançamos.

Pergunta: Como um desejo pode ser independente de algo?

Resposta: A ideia é que eu escolho o caminho sozinho. Não é apenas que a recepção da Torá é adiada até a “saída do Egito”. Eu sempre fui dominado por um ego que não tem conhecimento do mundo espiritual. Não se trata de escravidão a um senhorio; não se trata de trabalhar de manhã até de noite para sustentar a minha família. Nisso, eu não sou livre. Em vez disso, eu devo ser livre em meu desejo de escolher o caminho certo. O Faraó ainda me prende, ainda é revelado durante o exílio no deserto, mas eu já tenho o poder de ser direcionado ao Criador, à doação, e meu desejo é livre.

Como pode ser isso? Eu já me corrigi? Como é possível a libertação do ego? No entanto, apesar de tudo isso, o meu desejo de ser direcionado ao Criador na forma correta é verdadeiramente independente.

Pergunta: Do que depende a força deste desejo? Há pessoas em quem ele queima, e há aqueles em quem ele ferve em fogo lento.

Resposta: Claro, o despertar vem de cima, e a questão é: a pessoa realizará isso com a escolha certa? A escolha certa é realmente o ambiente certo, um grupo de amigos. Enquanto eu não entro num grupo, o Criador escolhe para mim, como nós escolhemos para uma criança o que ela precisa comer e o que ela vai fazer. No entanto, enquanto a criança amadurece, nós deixamos um pequeno espaço para ela, permitimo-lhe escolher jogos, oferecemos a ela escolher uma omelete ou mingau. Nós entendemos que a individualidade é despertada nela conforme o seu grau de maturidade.

Além disso, no caminho espiritual, de acordo com o grau de maturidade, uma escolha mais consciente é formada. É dada à pessoa esta escolha muito simples: através da adição de algum mal, um sentimento ruim. Como está escrito, “Eu criei a inclinação ao mal”. O Criador diz: “Se você quiser, eu vou transformá-lo em bom. Basta pedir por isso”. Assim, segue-se que, para mim, a questão é: Eu deveria pedir a Ele ou não?

Em geral, o poder superior controla tudo. Todas as forças do mal, todos os distúrbios, todos os fatores externos, tudo está nas mãos Dele. Todos os estados bons, todas as forças da Luz, também vêm Dele. Eu estou no meio. Para mim, o mais importante é entender que estou conectado com o poder superior, e ele me controla, me abraça e me envolve por todos os lados. Portanto, como eu serei de querer a conexão com Ele em todos os estados com os quais Ele me confunde?

O problema encontra-se no limite da minha percepção, no limiar da minha consciência. Se eu sinto uma dor fraca, eu posso concordar que ela vem do Criador e me estimula a me voltar a Ele. Diz-se que o Criador é “invejoso”. Parece que Ele está com ciúmes se eu voltar minha atenção para outra pessoa. No momento em que eu O esqueço, Ele imediatamente me lembra Dele mesmo, dando-me a oportunidade de escolher.

Portanto, aqui, é necessário entender onde encontrar o limite de separação: que tipo de dor ou de prazer eu devo sentir por estar separado do Criador? Com isso, o ser humano em mim é medido. Quanto eu vou colocar a restrição e a tela em mim para que nada nos separe?

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/13, “A Garantia Mútua”

Amor Como A Lei Da Natureza

Dr. Michael Laitman“Ama ao próximo como a si mesmo”, o rabino Akiva disse que este é um grande princípio da Torá.

Nós devemos entender que um “grande princípio da Torá” é a lei fundamental da natureza que abrange todo o universo. Com uma preparação correta, nós vemos que tudo existe apenas graças a esta lei do ama ao próximo como a si mesmo.

A relação entre qualquer coisa só é possível por meio de um poder especial, o qual permite e até exige que partes diferentes, ou mesmo opostas (sejam elas partículas, campos, elementos de células vivas ou pessoa) se unam. Esta força externa (o plano da criação) as influencia e obriga a se comunicar, e como resultado, as partes não se afastam uma das outra, mas aos poucos se aproximam, construindo em conjunto sistemas mais complexos da natureza inanimada, vegetal, animal e humana, e depois a natureza espiritual.

Tudo isso junto é a regra da Torá, “Amará ao próximo como a si mesmo”. “Torá” é a essência, o sistema, existente entre o Criador e a criatura. E a sua lei é o ama ao próximo como a si mesmo.

O “outro” é aquele que é diametralmente oposto a mim, assim como somos opostos ao Criador. No entanto, a lei do amor atua no sistema obrigando-nos a estabelecer uma conexão, porque não podemos existir sem o outro em todos os níveis.

Esta lei de integração por etapas é realizada sem a participação da criatura, por meio de processos evolutivos na natureza inanimada, vegetal e animal, bem como os níveis semelhantes da natureza humana. Aqui, a lei universal determina tudo, e a criatura está sob a “pressão” do desenvolvimento.

No entanto, no mais alto nível da natureza humana, a criatura começa a adotar e a tomar para si a realização desta lei. Ela descobre que o princípio do amor pelo outro, ou mesmo o oposto, é a lei da vida. Afinal, não haveria nada sem a conexão entre a criatura e o Criador. Ciente da importância da interconexão, definida como “amor ao próximo”, a criatura começa a percebê-la por sua própria vontade, embora no início descubra que todas as outras partes não são como ela, são estranhas e opostas a ela.

Em geral, todo o nosso trabalho é perceber esta lei. Mas, primeiro, é necessário estudá-la, para ver como ela age na criação. Afinal de contas, começando com o Big Bang, todo o nosso desenvolvimento, embora nos pareça como o processo de desintegração e desacordo, é na verdade uma gradual ligação de todas as partes da criação, até que a matéria seja obrigada a realizar a lei fundamental da natureza por sua própria vontade.

Assim, a criatura se identifica com o Criador, e ambos chegarão ao princípio básico: “Ama ao próximo como a si mesmo”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/05/13, Escritos do Baal HaSulam

Executando Ordens Que São Independentes Do Tempo

Dr. Michael LaitmanUm tempo atrás, nós começamos a trabalhar em Grupos de Dez e até agora têm surgido muitas perguntas a respeito de porque tal trabalho em grupo foi escolhido. Está bastante claro que as dez Sefirot são a base da realidade espiritual e do mundo corpóreo. No entanto, eu ainda quero explicar mais detalhadamente, de modo que vamos entender melhor o nosso estado atual.

A Torá é a ordem eterna. É impossível mudá-la de acordo com o tempo e espaço. As leis espirituais são fixas e absolutas, e a nossa atitude para com a Luz que Reforma deve ser de acordo com o sistema geral. Este sistema não muda, já que nós avançamos em nosso ego aqui neste mundo à medida que nos tornamos mais humildes, grosseiros e egoístas.

Assim, o nosso estado se torna mais sensível e nos aproxima do “reconhecimento do mal”, por enquanto no sentido corporal. No entanto, os princípios descritos na Torá não mudam e nunca mudarão. Assim, qualquer pessoa que sente que está apontando diretamente para o Criador (Yashar El), o que significa qualquer um que pertença a Israel, vai ter que passar por todo o processo que a Torá nos fala, incluindo o tempo do dilúvio, da Babilônia, o exílio no Egito, a recepção da Torá diante do Monte Sinai, e a peregrinação no deserto do Sinai, até que ela atinja um desejo chamado de Yashar El, a “Terra de Israel”.

Nós estamos nos aproximando disso. A Torá é independente do tempo em conceitos de mais cedo ou mais tarde. Tudo o que é descrito nela é cumprido em todos os níveis, uma vez que, em cada nível, em cada estrutura espiritual, cada Partzuf pequeno ou grande sempre é feito de todas as dez Sefirot, um HaVaYaH completo. A única diferença é o nível, como em cada gota de sêmen na realidade e em cada criança e adulto, já que o individual e o geral são iguais.

Portanto, nós sempre passamos por todos os estados do início até o fim em cada situação, e a única diferença é a intensidade dos estados que são revelados em nós e o que sentimos neles e entendemos. Toda a realidade e cada estado são feitos de dez Sefirot. Portanto, se nós realmente pudéssemos revelar certo estado, entraríamos no nível de toda a realidade.

Nós avançamos de acordo com os níveis, um HaVaYaH após o outro, mas, ao mesmo tempo, constantemente descobrimos sutilezas adicionais em cada HaVaYah e esclarecemos outra parte dele. Uma nova formação completa aparece em cada nível de HaVaYah, pois cada vez há novos esclarecimentos que dependem do nível de Aviut (grossura), que decorre a partir da raiz espiritual.

Assim, nós passamos por diversos estados durante a nossa evolução. Certamente, você não pode esperar por eles, de modo que as mudanças que realiza possam parecer artificiais. De repente, eu lhe digo que devemos nos dividir em Grupos de Dez em nosso trabalho espiritual, como se esse pensamento viesse a mim por acaso. No entanto, eu não apenas lhe dou ordens aleatórias. É claro que nós estamos avançando numa ordem precisa, e se você não identificá-la, acredite que eu a vejo. Portanto, o nosso progresso deve ser em Grupos de Dez.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/05/13, Palestra sobre Dezenas