Textos na Categoria 'Torá'

Arrependimento

Dr. Michael LaitmanA Torá, Porção “Arachei Mot” (Após A Morte) refere-se ao Dia da Expiação (Yom Kipur). O que é a “redenção”?

Suponha que um ladrão com a consciência pesada expresse seu pesar e diga: “Eu admito que cometi o crime. Ok, cortem minhas mãos, não sei o que fazer”. Isso significa que ele realmente sente que é culpado de alguma coisa e, a fim de resolver o problema que o tortura, ele confessa.

Este estado pode ser revelado na espiritualidade a qualquer momento, não necessariamente no Yom Kipur, que é comemorado no mês de setembro ou início de outubro de cada ano. Como resultado de um grande trabalho interno e busca pessoal, a pessoa olha para dentro de si e vê que terríveis camadas assustadoras flutuam em seu pântano interno.

Ela olha para isso de forma diferente por que em sua vida diária ela sempre se justifica e não vê nada de errado em suas ações. Mas agora ela olha para os seus atributos internos de uma perspectiva externa, e vê que é melhor morrer do que tentar se justificar.

Este estado terrível se repete em fases nas pessoas que querem ascender na sua realização com os níveis de revelação do Criador. Cada vez elas experimentam o reconhecimento do mal, a sua plena revelação, e entendem como trabalhar com o ego, como expiar e corrigi-lo.

Por que este processo é chamado de arrependimento? Porque nós podemos voltar aos desejos não corrigidos ao longo do eixo do tempo. Nós trabalhamos com desejos e não com ações, uma vez que as ações já foram feitas, reveladas e determinadas, como uma fotografia que está pronta. Nós tomamos todos os desejos e atributos com os quais realizamos as ações erradas e os corrigimos. É neles que recebemos o novo nível espiritual.

É impossível ascender a qualquer nível espiritual sem esclarecer e revelar dentro de nós os desejos selvagens, sem ver o que eu passei no caminho errado, sem ver quantos erros eu fiz e sem estar pronto para arder de vergonha por causa deles. Aos poucos, eu começo a perceber que não os fiz, mas foi o Criador que intencionalmente me fez tropeçar, e eu O agradeço por isso, uma vez por que Ele revelou o mal em mim.

Eu peço que a Luz influencie esse mal. A Luz corrige meus atributos e desejos com os quais eu aparentemente pequei, e começo a trabalhar corretamente com meus novos atributos corrigidos. Isso é chamado de arrependimento.

Isso significa que eu recebo uma reposta à pergunta: “O que eu fiz?” A resposta é que o Criador dispôs intencionalmente isso para mim, para que eu possa passar por todos os estados e apreciar a diferença entre o meu estado atual e o estado inicial que Ele criou em mim, como se diz: “Eu criei a inclinação ao mal, eu criei a Torá como tempero”. Agora eu peço que a inclinação ao mal seja mudada para a inclinação ao bem.

A diferença de potencial entre estes dois níveis é a intensidade da minha nova alma que acaba de nascer. Nela eu revelo o Criador.

O Yom Kipur termina quando eu revelo esses atributos dentro de mim sem corrigi-los. Então eu começo com o que nós chamamos de abraço esquerdo, abraço direito e o início da minha colaboração com a Luz, que chamamos de um acoplamento espiritual.

A Luz começa a me desenvolver gradualmente, na medida em que entra e age em mim ao me elevar ao nível de Hanukah, quando eu me torno vestido de Hafetz Hesed, ou seja, não quero trabalhar com os meus desejos e atributos anteriores, já que vejo que todos são prejudiciais. Eu os corrijo de Hanukah até Purim para que a inclinação ao mal não permaneça neutra, mas se torne boa.

Todos os feriados mencionados acima simbolizam ações na alma de um Cabalista porque ele realmente corrige seus desejos e atributos, e o faz com a ajuda da sabedoria da Cabalá, o método de atração da Luz. Assim, a sabedoria da Cabalá é chamada de parte interior da Torá ou de Torá da Luz, uma vez que apenas a energia superior chamada Luz pode mudar os nossos atributos. Diz-se que no final da correção, todos os feriados vão desaparecer gradualmente, com exceção de Purim, que simboliza o fim da correção da alma que é preenchida com a Luz Superior e o surgimento do Criador dentro de mim.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 12/03/14

Yom Kippur

Dr. Michael LaitmanA Torá, Levítico, “Acharei Mot“, 16: 29-31: E isso será um estatuto perpétuo para vós: no sétimo mês, no décimo dia do mês, afligireis as vossas almas, e nenhum trabalho fareis nem o natural nem o estrangeiro que peregrina entre vós. Porque naquele dia se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados perante o Senhor. É um sábado de descanso para vós, e afligireis as vossas almas; isto é estatuto perpétuo.

Isso se refere ao Dia da Expiação (Yom Kippur), um importante evento que ocorre uma vez por ano. A palavra “ano” (Shana) significa um ciclo.

Junto com isso, o homem recebe a correção completa dos desejos no nível atual. Isto significa que, neste ciclo, ele completa todas as suas contas, que são o que ele foi capaz de corrigir. O que ele não foi capaz de corrigir, ele manda para longe dele, já que não quer usá-los.

Isso significa que, atualmente, ele é puro e constitui em si mesmo certa estrutura espiritual. Portanto, no nosso mundo, as pessoas simbolicamente usam apenas roupas brancas.

Isso vai acontecer de novo, porque temos que repetir este ciclo muitas vezes até o Gmar Tikkun (o fim da correção).

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/03/14

Humanidade No Limiar Do Divórcio

Dr. Michael LaitmanTodo o método sobre o qual a Torá fala, desde o primeiro Adão (homem) até a entrada na terra de Israel, é o processo dentro de um grupo de Cabalistas que descobrem o mal dentro do grupo ao trabalhar na conexão espiritual entre eles. A partir de então, só o bem é descoberto.

A descoberta do mal é todo o ódio que separa as pessoas, e ele é descoberto na medida em que elas querem se conectar. No entanto, agora, em vez de discutir sobre diversos assuntos insípidos, se a humanidade desejasse se conectar, ela não precisaria descobrir o mal. Toda a sua maldade é encontrada dentro do povo de Israel. Portanto, as nações do mundo não podem corrigir sozinhas este mal. Eles fazem isso com a ajuda do povo de Israel e chegam à correção de uma só vez.

Afinal, se o verdadeiro mal do ego fosse revelado nelas no momento em que elas começam a se conectar, o mundo estaria se afogando no mal. Elas realmente estariam se devorando até o osso. Assim, o trabalho de conexão foi dado apenas ao povo de Israel, que se chama o “povo de dura cerviz”.

O povo de Israel faz o trabalho de conexão e se transforma numa “cola” que pode conectar toda a humanidade. Eles trabalham em conjunto com as nações do mundo, mas a sua inclinação ao mal não é revelada neste trabalho.

Este é um conceito interessante. Afinal, a inclinação ao mal é especificamente revelada no momento da conexão entre as pessoas, e nós precisamos trabalhar com isso. A Torá nos fala sobre isso em todas as etapas do deserto. Em outras palavras, elas são os estágios da revelação do ego que é gradualmente descoberto e corrigido. Parece como se os filhos de Israel tivessem errado, transgredido e violado os comandos do Criador. No entanto, é precisamente assim que eles se corrigiram e se prepararam para a entrada na terra de Israel.

Após a sua entrada na terra de Israel, eles ainda precisavam conquistá-la, mas essa já era uma guerra diferente, que foi a conquista das nações na terra de Israel: esta foi a utilização do ego através do poder de doação que eles adquiriram anteriormente. No entanto, em nossos dias, a fim de corrigir todo o ego humano, é necessário conquistar o mundo inteiro por meio do poder da doação. As nações do mundo não são obrigadas a lutar com a sua inclinação ao mal.

Toda a Torá fala sobre a descoberta do mal que se revela através da inclinação para se conectar. É como um jovem casal que passa por todos os tipos de conflitos quando eles tentam se dar bem na vida compartilhada. Eles se comunicam cada vez mais através do compartilhamento de uma cozinha, quarto, sala de estar, tarefas de casa, trabalho, uma conta bancária conjunta, e tempo livre.

Antes disso, eles se encontravam em algum lugar ao longo do tempo, e isso não os obriga a fazer nada. De repente, eles têm muitas razões para se conectar, e por isso a inclinação ao mal é revelada neles.

O mundo inteiro agora se sente como um casal recém-casado. Por isso, requer um método, a sabedoria da conexão, que é a sabedoria da Cabalá. Isso é necessário em todos os lugares, em nosso tempo não há possibilidade de se conectar de qualquer outra forma.

Por que as pessoas não estão prontas para se conectar hoje? Por que tantos casais se divorciam? Porque não só o ego é revelado, mas também a verdadeira inclinação ao mal. Isso ocorre porque a humanidade deve agora estar conectada em todo o mundo e em todos os níveis. Assim, todos serão obrigados a conhecer a sabedoria da Cabalá, que ensina como superar a inclinação ao mal.

Quando você quer se conectar com o seu filho, você deve saber como fazê-lo, especificamente com a ajuda da sabedoria da Cabalá. Você precisa aprender a atrair a Luz que Reforma ou, de outra forma, você não terá uma conexão com seus filhos. Hoje, os pais perdem a conexão com seus filhos que atingem a adolescência em torno de 13 anos de idade, e, em uma década, essa conexão já estará enfraquecida pela idade de sete ou oito anos, e ainda mais cedo.

Hoje, com a idade de três ou quatro, as crianças começam a se sentir completamente independentes. Para elas, um pai é simplesmente uma ferramenta para alcançar um objetivo, que é a realização de seus desejos e nada mais. Problemas desse tipo irão surgir em todos os lugares. É impossível atingir a conexão sem a sabedoria da Cabalá.

Em todos os lugares que as pessoas tentarem se conectar, no local de trabalho ou em casa, elas vão descobrir a sua inclinação ao mal. Elas vão querer se conectar mais e não vão estar prontas para isso. Assim, elas vão se divorciar. Mesmo os terroristas estão divididos e não estão prontos para conectar numa gangue. Há tantos grupos e tantas facções entre eles! A separação vai continuar a crescer em todos os lugares. Logo, todo mundo vai se sentar em sua casa com um rifle, e pronto.

Os amigos num grupo de Cabalistas trabalham conscientemente na conexão entre eles. Portanto, todos esses fenômenos se manifestam entre eles de uma forma muito clara e óbvia. No entanto, os Cabalistas têm as ferramentas para trabalhar contra o seu ego, contra a separação e contra o ódio. Os amigos desempenham o papel do povo de Israel com respeito a todos os filhos de Israel, assim como todo o povo de Israel desempenha com respeito a toda a humanidade. Então, todo o povo de Israel deve trabalhar como um grupo de Cabalistas com respeito a todo o mundo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/09/14, Escritos do Rabash

Dois Bodes No Trabalho Espiritual

Dr. Michael LaitmanA Torá, Levítico, 16: 7-10: Depois pegará os dois bodes e os apresentará ao Senhor, à entrada da Tenda do Encontro. E Aarão lançará sortes sobre os dois bodes: uma para o Senhor e a outra para Azazel. Aarão trará o bode cuja sorte caiu para o Senhor e o sacrificará como oferta pelo pecado. Mas o bode sobre o qual caiu a sorte para Azazel será apresentado vivo ao Senhor para se fazer propiciação e será enviado a Azazel no deserto.

Pergunta: Qual é o significado dos dois bodes, “e Aarão lançará sortes sobre os dois bodes?”

Resposta: É o trabalho interno de uma pessoa para revelar os diferentes atributos nela, analisando e esclarecendo o que pode ser corrigido e o que não pode, para que ela tem energia suficiente e para que ele não tem. Em geral, no entanto, ela não tem poder algum, mas apenas a opção de pedir ajuda ao Criador.

Se uma pessoa simplesmente pensa: “Ok, eu vou pedir”, isso não funciona. Será que ela pode realmente pedir para se livrar de seus atributos? A fim de fazer isso, ela deve processar tudo dentro dela de uma forma profunda, séria, consciente e experimentar isso como algo pessoal.

Ela não pode dizer, “Eu quero corrigir isso e aquilo”, mas ela só pode pedir para que isso seja corrigido. Ao mesmo tempo, ela pode pedir para que esses atributos sejam corrigidos, atributos que são muito caros para ela e dos quais ela não quer se separar de forma alguma, como uma mãe de seu bebê, por exemplo. Você pode imaginar tal estado?

Quando uma pessoa entende que não pode se livrar disso por si mesma, ela pede ajuda ao Criador. Além disso, não é para seu próprio bem, mas para dedicar-se totalmente aos outros. Ela sacrifica seus atributos como seu filho pequeno. Este é um verdadeiro sacrifício de sua parte. Ao mesmo tempo, ela ascende a um nível muito elevado, quando pede ao Criador para fazer isso já que não pode fazê-lo por si mesma.

Estas coisas nos são reveladas durante um longo período de tempo. A pessoa passa por estados internos muito sérios ao pesar diferentes opções. Ela pergunta se está fazendo a coisa certa, como pode desistir de uma coisa ou outra, e assim por diante. Nós falamos sobre essas coisas como se elas fossem compreendidas, mas, na verdade, não é apenas difícil, mas muito difícil.

Por fim, uma divisão do atributo egoísta ocorre numa pessoa. Parte disso, ela pode dar ao Criador, mas a outra parte ela não pode dar. Estes são os dois bodes, um dos quais ela sacrifica e o outro ela aparentemente liberta.

É muito difícil explicar o significado de “e outra por Azazel”, para as forças de impureza, e assim por diante. Este é o limite que é definido em cada nível. Isso é necessário para se avançar, na medida em que ficamos indignados com o bode impuro e sacrificamos o bode puro.

Nosso movimento sempre é baseado em dois elementos: algo que me repugna e algo que me atrai. É muito mais difícil de ser repelido pelos desejos impuros, se recusar a aceitá-los, não trabalhar com eles, não apreciá-los, e não cumpri-los, em vez de sacrificar a outra metade.

Em primeiro lugar, eu devo determinar que desejo me ajuda a avançar e de que eu devo me separar, para “ser enviado a Azazel no deserto”.

Estes desejos são tão grandes que eu ainda não posso trabalhar com eles corretamente a fim de doar e sacrificá-los para o bem do Criador. Portanto, eu devo enviá-los para o deserto, o que significa me separar deles.

Eu devo esclarecer quais dos meus desejos são puros e corrigi-los para o atributo de amor e doação, o que significa sacrificá-los. Esta é uma ação muito difícil, mas este é o significado da revelação contínua de avançar que é revelado em mim como resultado do esclarecimento sério e difícil.

A pessoa não passa por esses estados em nosso mundo. Ela é empurrada para um canto e não sabe o que fazer. É somente nesses casos de estar sob pressão que ela pode chegar à revelação de seus atributos, seus desejos, e um esclarecimento sério e a divisão dos desejos.

Quando eles estiverem totalmente separados, será possível determinar qual deles é o bode para o sacrifício e qual é o bode para Azazel para ser enviado ao deserto, para não ser mais usado.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/03/14

Um Novo Abraão

A Torá, “Levítico”, 18: 1-5: E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Eu sou o Senhor vosso Deus. Após as obras da terra do Egito, em que habitaveis, não haveis de fazer; e segundo as obras da terra de Canaã, vos hei de introduzir, não haveis de fazer; nem andareis nos estatutos deles. Os meus juízos fareis, e os meus estatutos vós guardareis, para andardes neles: Eu sou o Senhor vosso Deus. Porém vós guardareis os meus estatutos, e dos meus estatutos, que se o homem fizer, viverá por eles: Eu sou o Senhor.

“Sob nenhuma circunstância devemos usar os desejos egoístas que nós tiramos da Babilônia, Egito, ou a da terra de Canaã, para onde em breve devemos retornar. Se usarmos todos os nossos desejos corretamente, gradualmente corrigindo-os e ascendendo para o nível anterior de Canaã, começaremos a transformar esta terra na terra de Israel, o que significa focar todos os nossos desejos no Criador, na doação. [Leia mais →]

O Segredo Das Dez Tribos, Parte 4

Dr. Michael LaitmanPergunta: O grupo de Abraão, com a sua lei do “ama ao próximo como a ti mesmo”, “atravessou” todas as gerações no Egito. Eles a experimentaram, saíram, permaneceram em torno do Monte Sinai, e tornaram-se uma nação. Na época, onde estava o grupo de Nimrod, ou seja, o resto da humanidade, a Babilônia?

Resposta: Enquanto isso, as pessoas gradualmente se dispersaram e se estabeleceram. A Cabalá e a Torá não estudam isso, porque elas estão envolvidos na elevação espiritual do homem, e isso está acontecendo no mesmo nível terrestre. Tudo isso é descrito bem na obra de Flávio Josefo, “As Antiguidades dos Judeus“.

Pergunta: Vamos voltar ao povo de Israel, que entrou em sua própria “terra”, nas camadas egoístas do seu próprio desejo. Como eles começaram a processar este egoísmo?

Resposta: Não foi fácil. Em primeiro lugar, eles não sabiam como alterá-lo ou como começar a trabalhar nele.

Eles não tinham Moisés com eles. Não havia Abraão, Isaac, Jacó e José. E aqui começou um controle diferente do povo.

Basicamente, ele era um reino. Todos os tipos de atritos surgiram entre eles que não foram descritos na Torá, mas nos Profetas e nas Escrituras. Eles escolheram onde construir o Templo, ou seja, onde não havia um local adequado para a soma de seus desejos espirituais. Mas não estamos falando de geografia, simplesmente este processo descrito em termos geográficos.

As doze tribos começaram a dividir a terra entre si. Havia uma condição sob a qual as tribos deveriam viver para além do Jordão, onde o Jordão de hoje situa-se, porque suponha-se ser de acordo com o plano da alma comum na Terra.

Em geral, existe uma natureza humana (a alma), bem como a natureza animal, vegetal e inanimada. Todos estes níveis são projetados um sobre o outro, e todos são construídos segundo o mesmo princípio paralelo. Quando a natureza humana começa a se manifestar em nós, o que significa semelhança com o Criador, de acordo com este movimento espiritual, nós também mudamos o local de residência. Em geral, tudo muda em nós, e nós nem percebemos o quanto mudamos. Isso acontece instintivamente, como se por si só. Assim, começamos a explorar e descobrir como precisamos agora existir.

Pergunta: Será que eles continuam vivendo de acordo com o princípio do “ama ao próximo como a ti mesmo”?

Resposta: É claro! Eles continuam, aprofundando-o ainda mais. Isso significa povoar e desenvolver a terra de Israel, porque a terra significa desejo. Assim, eles se movem para frente.

Mas a questão não é que eles dividem a terra entre si. Nas fontes é descrito como cada tribo se instala em sua terra, onde deveria estar. As fronteiras e a clara distribuição entre eles são descritas. As tribos não podem ser misturadas entre si, porque o desejo comum, a alma comum, divide-se em quatro níveis de acordo com três linhas. Assim, (4 x 3) doze partes, as doze tribos surgiram, que devem corresponder totalmente aos seus objetivos, desde o nível espiritual até o material, de modo que elas são adicionadas de forma exata e idêntica uma a outra de acordo com estes níveis e até mesmo seguir cada uma de um modo paralelo.

Pergunta: Portanto, a correção do mundo começa aqui com esta pequena área, em que as doze tribos são “estendidas?”

Resposta: Sim. O que é interessante é que se diz que, mais tarde, no final dos dias, toda a humanidade se apegará a essas doze tribos (dez das quais foram perdidas, mas vão voltar). Então, tudo se torna claro porque a Babilônia moderna se transforma num todo, e as doze tribos aparecem novamente, a fim de se espalhar por toda a terra. Ou seja, a “terra de Israel”, como La Peau de chagrin “estende” em todo o mundo, não fisicamente, é claro, mas internamente.

Portanto, este é o processo de correção das enormes camadas do inanimado, vegetal e animal e, em geral, egoísmo humano, que já estão cobertas, fundidas num todo, e espalhadas por toda a terra da forma que é apresentada para nós hoje. Como resultado, a partir de um pequeno ponto, um novo mundo se forma, com uma nova intenção, e uma aspiração “direto ao Criador”, Yashar-El, Israel.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

Visão Corrigida

Dr. Michael LaitmanA menos que nós alcancemos o fim da correção, o nosso mundo vai continuar a existir como o sentimos agora; ele não vai a lugar algum.

Nós temos que viver num estado separado da espiritualidade para que possamos constantemente entrar e sair dele, levando partículas dos desejos corrigidos para os estados espirituais. Isso continuará até que a alma perfeitamente corrigida seja criada.

Quando todos os desejos forem corrigidos, não teremos os meios para sentir a matéria chamada nosso mundo. Ele vai simplesmente desaparecer, porque não teremos mais desejos não corrigidos.

Qual é a diferença, por exemplo, entre quem eu sou agora e quem eu fui há 60 anos atrás? Eu tinha desejos diferentes e o que sentia neles é chamado de uma criança.

Os desejos mudaram e a criança se tornou um homem que vê o mundo e os outros de forma diferente agora. Isto significa que os desejos da pessoa passam por mudanças graduais durante a sua vida; um movimento, e o mundo parece diferente. É o mesmo aqui: os desejos mudam para um nível diferente e nós deixamos de ver este mundo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 12/03/14

O Caçador De Desejo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Está escrito na Torá. “No campo você pega um animal ou um pássaro”. O que isso significa?

Resposta: Um campo, assim como um deserto, é um estado em que é impossível determinar onde você está, uma vez que todos os seus desejos não são completamente analisados ​​e não foram esclarecidos de forma alguma.

Você ainda não os conhece e não os gerencia, mas só começa a revelá-los, agindo como um caçador que pega o que pode.

Existem diferentes tipos de caça, mas nos tempos antigos as pessoas principalmente se envolviam na agricultura e na criação de animais domesticados. Elas começaram a domesticar animais muito cedo e, de fato, dificilmente caçavam.

Tudo era muito simples. Ninguém caçava raízes, frutos silvestres ou animais selvagens.

Na Babilônia, também, não havia caça. Era uma pequena sociedade civilizada cujo povo trabalha na agricultura e pesca, já que havia terra preta sólida entre os rios Tigre e Eufrates e uma abundância de água e peixes, e é nisso que eles viviam.

De KabTV “Secrets do Livro Eterno” 06/03/14

Criação De Um Homem Fora De Mim

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico” (Acharei Mot), 17:10-11: “E qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que comer algum sangue, contra aquela alma porei a minha face, e a extirparei do seu povo. Porque a vida da carne está no sangue; pelo que a tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma”.

Por um lado, o sangue é a energia vital do corpo, e, por outro lado, deriva da palavra hebraica “Domem” (inanimado), a parte mais baixa do desejo.

A questão é que nós temos que usar os atributos que podemos elevar à doação. Visto que nos esforçamos desde a parte mais baixa dos desejos, que são simbolizados pelo sangue, não podemos usá-los e temos que liberar o sangue do corpo.

Ao escolher os diferentes desejos que temos, nós vemos que os desejos inanimado e vegetal são muito fracos, sem sentido, e bastante fáceis de usar a fim de doar. No nível animal, eles são muito pesados; assim, nós sentimos que existimos num corpo físico e vemos dessa forma.

Nós não vemos os estados inanimado ou vegetal, uma vez que eles são ocultados por nossos desejos corporais, que são mais significativos do que os pequenos desejos. Quando descobrimos os estados animais dentro de nós, nos deparamos com um monte de problemas, porque nos identificamos com eles e nos vemos como eles.

Como eu posso distinguir entre eles e o ser humano em mim? Como posso elevar os desejos animais ao estado de homem (humano)? ‘Mate’ seu animal e ‘use-o como comida’, para que o nível humano possa subir acima do nível animal.

O que nós podemos fazer para alcançar isso? Como podemos corretamente fazer a diferença entre os meus desejos animais? Quais podem ser elevados ao nível humano e quais não podem? Do que eu posso criar a imagem de um homem? Afinal de contas, ele nasce de um embrião que é dado de Cima e todo o resto do alimento vem de baixo, dos desejos animais.

Como o ser humano difere de um animal em nosso mundo? É esse ponto no coração, a semente, que criou o “eu”, o self. Eu me assemelho ao Criador e, portanto, sou chamado de homem (Adão, da palavra hebraica “Domeh” assemelhar-se [ao Criador]), e se não, sou um animal.

Assim, o único problema está no que chamamos de oferecer um sacrifício, porque levamos os desejos do nível inanimado, vegetal, e, principalmente, animal, e constantemente os elevamos ao nível humano. Isso significa que nós temos que matá-los no nível animal e elevá-los ao próximo nível, para que o ser humano em nós seja alimentado por esses desejos, ao torna-los seu trabalho espiritual.

A Torá costuma dizer que uma pessoa tem que elevar seus desejos para este nível onde há um lugar para oferecer um sacrifício (a palavra “sacrifício” em hebraico deriva da palavra “aproximar-se” do Criador), e lá é possível aspergir o sangue sobre o altar.

Quando você mata um animal (os menores desejos), o sangue (esses desejos) tem que ser completamente drenado; você esparge os quatro cantos (quatro fases) do altar com ele, o que significa que você leva o seu desejo completo ao Criador, você sobe até Ele. No final, todos os desejos têm que passar por essa mudança e ascender ao nível do grande sacerdote, pois só assim considera-se que a pessoa está totalmente corrigida.

Existem apenas três níveis na natureza: inanimado, vegetal e animal. O ser humano é o que você cria de si mesmo, e ele não existe na natureza. Se um estrangeiro olhasse para nós e para os animais do lado de fora, diria que as pessoas são animais que foram transformados, e nada mais que isso. Se medirmos a nós mesmos em comparação, então estamos muito piores do que os animais. Portanto, nós temos que aspirar a nos tornar seres humanos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/03/14

O Shabbat

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que a questão do Shabbat aparece novamente na Parashat Aharei Mot (Depois da Morte), após a descrição do carneiro que é enviado para o deserto e o outro carneiro que é oferecido como sacrifício? Afinal de contas, isso já foi mencionado no êxodo do Egito.

Resposta: À primeira vista, a referência ao Shabbat parece redundante e desnecessária. Mas a questão é que todas as ações que realizamos são apenas para nos levar ao estado do fim da correção, que é chamado de Shabbat. O Shabbat simboliza o fim de todo o trabalho, quando tudo está corrigido e não há necessidade de fazer mais nada. Assim, os estados que são gradualmente corrigidos são adicionados aos estados previamente corrigidos e são acumulados numa conta geral, o que, por fim, é expresso no estado de Shabbat.

Mas depois de cada ação, cada nível também termina no mesmo estado visto que se eu recebo 20 quilos de desejos, a fim de corrigi-los em amor e doação, e eu chego ao fim da correção dessa parte, eu entro no estado temporário de Shabbat. Quando eu corrijo totalmente a minha alma eu alcanço o estado final do Grande Sabbath.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/03/14