Textos na Categoria 'Torá'

O Caçador De Desejo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Está escrito na Torá. “No campo você pega um animal ou um pássaro”. O que isso significa?

Resposta: Um campo, assim como um deserto, é um estado em que é impossível determinar onde você está, uma vez que todos os seus desejos não são completamente analisados ​​e não foram esclarecidos de forma alguma.

Você ainda não os conhece e não os gerencia, mas só começa a revelá-los, agindo como um caçador que pega o que pode.

Existem diferentes tipos de caça, mas nos tempos antigos as pessoas principalmente se envolviam na agricultura e na criação de animais domesticados. Elas começaram a domesticar animais muito cedo e, de fato, dificilmente caçavam.

Tudo era muito simples. Ninguém caçava raízes, frutos silvestres ou animais selvagens.

Na Babilônia, também, não havia caça. Era uma pequena sociedade civilizada cujo povo trabalha na agricultura e pesca, já que havia terra preta sólida entre os rios Tigre e Eufrates e uma abundância de água e peixes, e é nisso que eles viviam.

De KabTV “Secrets do Livro Eterno” 06/03/14

Criação De Um Homem Fora De Mim

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico” (Acharei Mot), 17:10-11: “E qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que comer algum sangue, contra aquela alma porei a minha face, e a extirparei do seu povo. Porque a vida da carne está no sangue; pelo que a tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma”.

Por um lado, o sangue é a energia vital do corpo, e, por outro lado, deriva da palavra hebraica “Domem” (inanimado), a parte mais baixa do desejo.

A questão é que nós temos que usar os atributos que podemos elevar à doação. Visto que nos esforçamos desde a parte mais baixa dos desejos, que são simbolizados pelo sangue, não podemos usá-los e temos que liberar o sangue do corpo.

Ao escolher os diferentes desejos que temos, nós vemos que os desejos inanimado e vegetal são muito fracos, sem sentido, e bastante fáceis de usar a fim de doar. No nível animal, eles são muito pesados; assim, nós sentimos que existimos num corpo físico e vemos dessa forma.

Nós não vemos os estados inanimado ou vegetal, uma vez que eles são ocultados por nossos desejos corporais, que são mais significativos do que os pequenos desejos. Quando descobrimos os estados animais dentro de nós, nos deparamos com um monte de problemas, porque nos identificamos com eles e nos vemos como eles.

Como eu posso distinguir entre eles e o ser humano em mim? Como posso elevar os desejos animais ao estado de homem (humano)? ‘Mate’ seu animal e ‘use-o como comida’, para que o nível humano possa subir acima do nível animal.

O que nós podemos fazer para alcançar isso? Como podemos corretamente fazer a diferença entre os meus desejos animais? Quais podem ser elevados ao nível humano e quais não podem? Do que eu posso criar a imagem de um homem? Afinal de contas, ele nasce de um embrião que é dado de Cima e todo o resto do alimento vem de baixo, dos desejos animais.

Como o ser humano difere de um animal em nosso mundo? É esse ponto no coração, a semente, que criou o “eu”, o self. Eu me assemelho ao Criador e, portanto, sou chamado de homem (Adão, da palavra hebraica “Domeh” assemelhar-se [ao Criador]), e se não, sou um animal.

Assim, o único problema está no que chamamos de oferecer um sacrifício, porque levamos os desejos do nível inanimado, vegetal, e, principalmente, animal, e constantemente os elevamos ao nível humano. Isso significa que nós temos que matá-los no nível animal e elevá-los ao próximo nível, para que o ser humano em nós seja alimentado por esses desejos, ao torna-los seu trabalho espiritual.

A Torá costuma dizer que uma pessoa tem que elevar seus desejos para este nível onde há um lugar para oferecer um sacrifício (a palavra “sacrifício” em hebraico deriva da palavra “aproximar-se” do Criador), e lá é possível aspergir o sangue sobre o altar.

Quando você mata um animal (os menores desejos), o sangue (esses desejos) tem que ser completamente drenado; você esparge os quatro cantos (quatro fases) do altar com ele, o que significa que você leva o seu desejo completo ao Criador, você sobe até Ele. No final, todos os desejos têm que passar por essa mudança e ascender ao nível do grande sacerdote, pois só assim considera-se que a pessoa está totalmente corrigida.

Existem apenas três níveis na natureza: inanimado, vegetal e animal. O ser humano é o que você cria de si mesmo, e ele não existe na natureza. Se um estrangeiro olhasse para nós e para os animais do lado de fora, diria que as pessoas são animais que foram transformados, e nada mais que isso. Se medirmos a nós mesmos em comparação, então estamos muito piores do que os animais. Portanto, nós temos que aspirar a nos tornar seres humanos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/03/14

O Shabbat

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que a questão do Shabbat aparece novamente na Parashat Aharei Mot (Depois da Morte), após a descrição do carneiro que é enviado para o deserto e o outro carneiro que é oferecido como sacrifício? Afinal de contas, isso já foi mencionado no êxodo do Egito.

Resposta: À primeira vista, a referência ao Shabbat parece redundante e desnecessária. Mas a questão é que todas as ações que realizamos são apenas para nos levar ao estado do fim da correção, que é chamado de Shabbat. O Shabbat simboliza o fim de todo o trabalho, quando tudo está corrigido e não há necessidade de fazer mais nada. Assim, os estados que são gradualmente corrigidos são adicionados aos estados previamente corrigidos e são acumulados numa conta geral, o que, por fim, é expresso no estado de Shabbat.

Mas depois de cada ação, cada nível também termina no mesmo estado visto que se eu recebo 20 quilos de desejos, a fim de corrigi-los em amor e doação, e eu chego ao fim da correção dessa parte, eu entro no estado temporário de Shabbat. Quando eu corrijo totalmente a minha alma eu alcanço o estado final do Grande Sabbath.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/03/14

A Ciência Nos Colocou No Caminho Do Sofrimento

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, seção 41: O Zohar escreve sobre o texto “e aqueles que Me buscam, Me encontrarão”, e pergunta: “Onde se encontra o Criador? Eles disseram que o Criador é encontrado apenas na Torá”.

Nós devemos entender completamente as suas palavras. Parece que o Criador está escondido somente em coisas corpóreas e realiza todas as futilidades deste mundo, que estão fora da Torá. Assim, como você pode dizer o contrário, que Ele se oculta apenas na Torá?

Isto significa que nunca podemos descobrir o sistema correto, as verdadeiras forças da natureza que nos governam, a supervisão e o governo superior, nem o poder superior que está trabalhando numa ação, se não estivermos envolvidos na Torá interior, que é a sabedoria da Cabalá, da maneira correta. Mesmo a ciência do mundo físico não pode nos aproximar disso.

Ao se envolver com o desenvolvimento científico, a pessoa se insere no caminho do sofrimento; já que ela espera e quer chegar a uma boa vida através de realizações científicas, uma situação oposta é criada, e ela só prejudica a si mesma. E isso é claro, pois desta forma ela não desenvolve seus Kelim (vasos) para a descoberta do poder superior que é bom e benéfico.

Conclui-se que a ciência nos leva ao fracasso e nos desvia do caminho certo. Tanto quanto nós valorizamos e respeitamos a ciência moderna, em última análise, deve ser entendido e reconhecido que ela nos leva ao caminho do sofrimento. Certamente tudo foi planejado desde o início, pois sem descobrir o mal é impossível alcançar o bem. Isso ocorre porque o intelecto humano deve descobrir sua impotência vazia.

Mas se desde os dias do primeiro Adão (homem), da primeira descoberta da sabedoria da Cabalá, a humanidade a tivesse aceitado como o único meio para descobrir o poder bom e benéfica, em seguida, ela teria ido pelo caminho ideal diretamente ao objetivo da criação.

Então não teria havido nenhuma necessidade do progresso científico e da evolução da sociedade humana. Uma pessoa teria se envolvido em seu desenvolvimento espiritual, enquanto o trabalho físico obrigatório teria sido apenas para cumprir os requisitos da existência bestial, para alimentar a sua “besta”. E todos os desenvolvimentos restantes teriam sido apenas para a necessidade de desenvolver o Adão dentro de nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/08/14, Escritos do Baal HaSulam

A Longa Jornada Pelo Deserto

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 16:18-19: Então ele sairá ao altar, que está perante o Senhor, e fará expiação por ele; e tomará do sangue do novilho, e do sangue do bode, e o porá sobre as pontas do altar ao redor. E daquele sangue espargirá sobre o altar, com o seu dedo, sete vezes, e o purificará das imundícias dos filhos de Israel, e o santificará.

O trabalho no nível de Aarão (sacerdote) é um trabalho sublime e muito sério na revelação de todos os nossos atributos, desejos, impulsos, mente e pensamentos, em termos de com o que podemos trabalhar em amor e doação pelos outros e com o que não podemos. O que é revelado aqui por uma pessoa sobre o que está acontecendo não é nada simples.

Cada um de nós precisa atingir o nível do sacerdote, a fim de dividir esses desejos. A Torá fala apenas sobre uma pessoa, uma vez que o mundo inteiro está incluído em uma força. Portanto, eu tenho que avaliar e diferenciar o que todas as partes da Torá me dizem e entender precisamente que devo gradualmente estabelecer todos os vasos corrigidos dentro de mim.

Eu deixo a Babilônia como uma pessoa que quer atingir o sentido da vida e ir para a terra de Canaã na medida em que revelo todos os meus desejos, pensamentos e impulsos dentro de mim.

Depois, o estado da terra de Canaã começa a borbulhar em mim ao me puxar para o pântano egoísta. Isso significa que eu desci ao Egito, onde tento fugir de mim mesmo ao focar constantemente no “ama ao próximo como a ti mesmo”.

Por fim, quando eu começo a lutar comigo mesmo, com meu ego (Faraó) e meu altruísmo (Moisés e Arão), eu vou ao deserto (um lugar vazio). Aqui me é dito: “Reúna todos os seus desejos com os quais você pode avançar. Se você conseguir fazer isso, você será capaz de receber a Luz Superior neles, o que irá avança-lo e você será capaz de se mover no deserto”. Aqui, eu já estou avançando no deserto.

O principal é o discreto despertar que surgiu em mim na Babilônia, o qual é gradualmente coberto por um grande ego que é gradualmente corrigido no deserto. A Babilônia é o princípio, o pensamento e o objetivo. O ego que surgiu em mim é o exílio no Egito. No deserto, no entanto, eu trabalho com um enorme ego de quatro fases, a fim de levá-lo a um estado neutro. Eu não quero estar nele, eu quero estar acima dele.

Tudo isso é a revelação da minha atitude para com o ego. É como uma enorme bola preta, e eu esclareço o que posso iluminar nela sob a influência da Luz, uma parte, outra parte, mais uma, e depois outra. Estes são os 40 anos de peregrinação no deserto.

Cada vez eu descubro uma variedade de coisas e decido que posso subir acima de todos esses novos desejos que descobri nesta fase no deserto, para que nenhuma satisfação egoísta me incomode. A Luz e maiores prazeres são gradualmente revelados neles, enquanto eu estou acima deles, trabalhando apenas em doação, fora de mim.

Há desejos que eu sei que não vou ser capaz de superar, com certeza. Então eu os envio para o deserto, o que significa que ainda não posso tornar este deserto minha casa, meu abrigo, e assim, parte do meu ego permanece no deserto.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/03/14

A Nuvem Que Enche A Alma De Uma Pessoa

Dr. Michael LaitmanPergunta: É dito na Torá que o Criador é revelado a uma pessoa na nuvem sobre o véu da arca (acima da Masach). Por quê?

Resposta: Quando uma pessoa trabalha com o mundo ao seu redor com o atributo de doação, ela revela o Criador, e o Criador se aproxima dela numa nuvem, em segredo, mas Ele expressa os atributos de reciprocidade com a pessoa. Isso já é uma espécie de contato.

O Criador aparece no véu que está entre os dois querubins. Isto significa que Ele aparece acima da Masach, entre dois atributos, na linha média. Dois querubins simbolizam as linhas direita e esquerda que são dadas de Cima e o Criador ordena: “Faça!” O que significa que eu tenho que criar a terceira linha por mim mesmo.

Quando eu trabalho entre o meu primeiro atributo principal, que é receber, e o atributo que eu adquiro, que é doar em todos os meus desejos egoístas, eu crio as condições para a revelação do Criador. O Criador mergulha em mim e me preenche. Ele enche a alma de uma pessoa como uma nuvem que enche um vale, e Sua revelação gradual ocorre dentro de mim.

Além disso, a revelação é realizada dentro de uma pessoa e não fora. Parece-me que eu vejo e sinto algo fora de mim, mas eu sinto o Criador dentro de mim!

Eu mudo e meus novos atributos e discernimentos dão uma sensação de conexão com o Criador. Revelar o Criador e unir-se com Ele, e senti-Lo dentro de mim é a mesma ação; ela não pode ocorrer fora de mim, mas só dentro de mim.

Portanto, a sabedoria da Cabalá é chamada de Torá interior. Quanto à Torá, eu deveria sentir dentro de mim uma espécie de preenchimento, em conhecimento, em realização, uma sensação de infinito, eternidade e harmonia.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/03/14

De Acordo Com A Fórmula Da Equivalência De Forma

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico” (Acharei), 16:1-16:2: E falou o Senhor a Moisés, depois da morte dos dois filhos de Aarão, que morreram quando chegaram diante do Senhor. Disse, pois, o Senhor a Moisés: “Fale a Aarão, teu irmão, que não entre no santuário em todos os momentos, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque eu aparecerei na nuvem sobre o propiciatório”.

“Que morreram quando chegaram diante do Senhor” significa que seus atributos e ações eram iguais ao nível do Criador, e quando viram que não podiam usá-los, eles as anularam.

“Que não entre no santuário em todos os momentos” significa que não em qualquer estado. O tempo é um estado; na espiritualidade, não há tempo. Não há corpos celestes, como no mundo físico, que determinam dia e noite, e anos. Portanto, esta expressão refere-se ao fato de que a pessoa pode se aproximar do Criador apenas quando está em exata equivalência de forma com ele.

Pergunta: Qual é o significado de “véu” e “nuvem”?

Resposta: A arca em si é o atributo de Bina, que é doação total. Acima dele, existe apenas o atributo do amor. O surgimento do Criador ocorre no atributo de doação. Ele cria o atributo de ocultação, por si só, já que, se eu quero doar, isso significa que não quero receber nada, nem mesmo o resultado de minhas ações.

Assim, se eu realmente trabalho em prol de doar, não faz diferença o que recebo por minha doação. Eu só quero doar, sem receber nada em troca.

No final, descobre-se que não resta nada a não ser trabalhar em ocultação. Quando eu me oculto, o Criador se aproxima de mim. Se eu descubro meus atributos por querer receber algo como resultado, Ele se afasta de mim. Tudo é exatamente de acordo com a fórmula de equivalência de forma. Ele é doação completa e eu sou recepção completa. Na medida em que eu posso estabelecer o atributo de doação dentro de mim, nós nos aproximamos.

Portanto, aproximar-se da tela (Masach) que oculta tudo só é possível quando você estabelece constantemente o atributo de doação dentro de você e tornar-se cada vez mais semelhante ao atributo geral de amor e doação, ao Criador. Portanto, está escrito: “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, que é igual ao conceito “Eu sou o Criador, HaVaYaH“.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/03/14

A Bênção Acima E Abaixo

Dr. Michael LaitmanÉ dito no Livro do Zohar que Moisés pediu misericórdia ao Criador após a morte dos filhos de Aarão: …se as pessoas que vivem neste mundo se arrependerem e voltarem a Você, quem vai abençoá-las? O Criador respondeu-lhe: “Você está dizendo-me isso? Diga isso ao seu irmão Aarão, já que ele foi confiado com a bênção acima e abaixo, uma vez que é o elemento para alcançar a misericórdia”.

O ponto é que o contato com o Criador ocorre através do atributo chamado de sacerdote (Aarão) numa pessoa.

A bênção é a descida da Luz Superior para corrigir uma pessoa. A Luz só pode passar por Aarão, o sacerdote, o que significa através desta hierarquia. Não pode ser de outra maneira. É impossível entrar em contato com o Criador de outra maneira.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/03/14

O Estado Espiritual Chamado “Noite”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que o nascimento do próximo nível deve ser realizado apenas à noite?

Resposta: A união correta do homem e da mulher é feita no estado chamado “noite”.

É um estado espiritual, não físico, porque quando eles não veem o próximo nível, suas ações são apenas altruístas e as intenções são direcionadas somente para a doação, sem qualquer conexão com si mesmos. Eu não vejo nada na minha frente, eu só doo. E isso é chamado de “noite”.

Comentário: Tudo é distorcido no nosso mundo!

Resposta: Não Nós precisamos ver através das ações corporais os seus significados internos; assim, eles são interpretados de forma muito simples.

Pergunta: Será que os desejos de uma mulher em nosso mundo precisam ser constantemente destinados a gerar o próximo nível?

Resposta: Nós não estamos falando sobre o nosso mundo. Todo o nosso mundo está sob o desejo egoísta e não há nada que vise às ações espirituais ou à correção.

Nosso mundo é o nosso mundo, e nós, como que falamos de ações espirituais que visam apenas à doação e à execução da lei do “ama o próximo como a ti mesmo”, que é toda a Torá. Assim, todas as ações precisam de alguma forma realizar esta primeira e única lei.

Qual é a conexão aqui com a satisfação pessoal que os homens e as mulheres recebem neste mundo? Não há relação entre os dois. É uma função normal, fisiológica como dormir, comer, etc.

E aqui nós falamos de ações espirituais partir dos desejos que estão dentro de você. Através da descoberta do grande sistema de conexão mútua entre as almas, você visa estes desejos de doar, amar, uma vez que já está em contato com essas pessoas e é especificamente para elas que você transfere suas ações.

Assim, não há conexão com nossas relações fisiológicas que vêm do nível corporal.

Comentário: Mas você sempre diz que ao atingir o estado superior, a conexão do desejo masculino que nasce da Luz e o desejo feminino de receber a Luz e gerar o próximo nível, é possível olhar para o nosso mundo e entender o que está acontecendo nele.

Resposta: No nosso mundo tudo é feito em paralelo com o mundo espiritual, só que é a partir do desejo egoísta puro. E as ações basicamente se assemelham a atos espirituais, só na matéria e não no espírito, quando são destinadas à doação.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 05/03/14

Correção Dos Desejos: Madeira E Barro

Dr. Michael LaitmanA Torá, Levítico (Metzora) 15:12 – 15:13: E o vaso de barro, que tocar o que tem o fluxo, será quebrado; porém, todo o vaso de madeira será lavado com água…

Pergunta: Existe uma diferença entre um vaso de madeira e de barro (argila)?

Resposta: A madeira não absorve impurezas, pois tem uma origem vegetal, enquanto que um vaso de barro é feito de vários tipos de solo e absorve tudo. É por isso que é mais fraco.

Durante o seu crescimento, a madeira separa o que é certo e o que é errado e, em seguida, corrige-os dentro de si mesma. É por isso que é mais resistente à praga. Ela repele coisas que a prejudicam, absorve as coisas que são boas para ela. Esta é a forma como ela cresce. O barro absorve tudo e é mais vulnerável à contaminação.

Um vaso de madeira, ou seja, o desejo do nível vegetal, é mais propenso à contaminação egoísta do que os desejos do nível inanimado.

O vaso é um desejo moldado. Se um desejo vegetativo é atingido pelo egoísmo, para a sua correção ele precisa ser “lavado” pela Luz de Bina. Madeira é Zeir Anpin. Assim, ele pode ser impactado por Bina de cima. O barro é Malchut; Bina não pode influenciá-lo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 05/03/14