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O Ateísmo É A Religião Da Natureza

229Comentário: Acontece que existem centenas de milhões de ateus no mundo. Segundo algumas estimativas, esse número se aproxima de 1 bilhão. Projeta-se que esse número continuará a crescer.

Minha Resposta: O principal motivo é que a pessoa está se desenvolvendo. Mas o ateísmo também é uma religião. É a religião da natureza, não da impiedade.

Para os ateus, sua divindade é o progresso, a tecnologia, o dinheiro ou qualquer outra coisa. Continua sendo uma crença em algo superior a si mesmo.

Pergunta: Então, o que é fé verdadeira?

Resposta: A fé verdadeira é a revelação da força superior — clara, absolutamente atingível, analisável e sintetizada dentro de si mesmo.

Pergunta: É sentida?

Resposta: É sentida de forma absolutamente completa, até a plena conexão da pessoa com a força superior, quando esta “habita” nela e se torna ela mesma. A pessoa se preenche com essa força superior, e então ela atua nela, com o seu consentimento e por meio do seu esforço mútuo.

Tudo isso está descrito na Cabalá. Só existe uma religião verdadeira, e essa é a sabedoria da Cabalá, a ciência de revelar o Criador, de uma reaproximação voluntária, consciente e gradual com Ele, isto é, de adaptar-se a essa força superior da natureza.

E a força superior é incorpórea e atemporal. Não tem caprichos, nem condições, apenas a revelação da oportunidade de se fundir com ela, de atingir seu nível.

Pergunta: Quais são as qualidades da força superior?

Resposta: Doação e amor absolutos, nada mais.

Pergunta: Mas por que isso não atrai uma pessoa? Em teoria, deveria atraí-la!

Resposta: É o oposto da natureza humana. Se uma pessoa tem uma predisposição, um anseio por alcançar a força superior a qualquer custo (ou seja, “Não tenho razão para viver, exceto por isso!”), ela vai atrás dela, não importa o que aconteça, e está pronta para sacrificar tudo.

Mas se esse anseio não lhe for dado de cima, então ela permanece no nível terreno e existe para servir ao seu corpo animal. É claro que todos têm que cuidar deste corpo animal, mas ele existe por causa dele.

Então ela é um assim chamado humano, isto é, um animal, altamente desenvolvido de alguma forma, que vive e morre, vive e morre, até que esse anseio por realização, por fusão, por ascensão ao Criador se desenvolva nela.

Pergunta: É provável que se desenvolva?

Resposta: Em todos! E depois de nós, a natureza animada, vegetativa e inanimada se eleva ao mesmo nível. Nós puxamos todos conosco! E toda a natureza se integra a este nível superior, ao Criador.

Pergunta: Então é correto dizer que “o homem é a coroa da criação”?

Resposta: Nesse caso, sim.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 21/12/24

O Amadurecimento Gradual Das Almas

284.06A alma de Abraão, como todas as almas, é resultado da quebra de Adam HaRishon. Dentro de todas essas almas existem várias partes, e à medida que se desenvolvem naturalmente, do início da correção ao seu fim, isso leva ao surgimento de almas especiais que começam a sentir que o mundo não é como parece para o restante das almas.

Os sentimentos das almas advêm do fato de que seus discernimentos ainda não atingiram uma medida suficiente para revelar e sentir que, embora a imagem externa do mundo pareça conter muitas forças separadas, existe uma imagem mais profunda na qual todas essas forças são governadas por uma única força.

Estamos precisamente nesse estado porque, em nossa atitude em relação à vida, não a percebemos como governada por uma única força que nos influencia com uma única intenção que deseja nos trazer prazer. Não compreendemos que a atitude do Criador em relação a nós se revela de várias formas, de acordo com as mudanças em nosso próprio estado. No entanto, Ele próprio é um, único e unificado.

O contraste entre Terach e Abraão se repete essencialmente entre nós no fato de que nós, como Abraão, queremos revelar algo diferente do que o mundo vê e do que nós mesmos éramos em nosso estado anterior, que é chamado de “geração anterior”.

É necessária uma prontidão especial na alma para sentir a demanda de revelar a natureza, toda a realidade, como um único sistema, uma única força, um único pensamento.

Essa ideia só pode ser apreendida pela camada mais “refinada” de almas que emerge como resultado da quebra de Adam HaRishon. Então, mais e mais almas podem começar a se juntar a elas. De geração em geração, o desejo de receber aumenta em todas as almas. As almas das gerações anteriores são essencialmente as mesmas almas que retornam em ciclos posteriores, apenas com um desejo adicional de receber, com a revelação de Reshimot “mais espessas” e substanciais.

Mas, como as almas passam por sofrimento neste mundo precisamente porque se tornam mais espessas, esses sofrimentos as preparam para começar a fazer perguntas e a sentir cada vez mais que algo está faltando, algo que traria ordem e unificaria todas as forças da realidade, para sentir que por trás de toda a diversidade de forças visíveis deve haver um único programa, um único pensamento.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 14/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Pré-requisitos Para A Busca Pelo Criador

219.01Até hoje a humanidade ainda percebe que há muitas forças, muitos propósitos no mundo, que não há um único pensamento, uma única força, um único desejo, um único objetivo; que somos movidos por vários impulsos, vontades, e que sobre nós existem inúmeros “comandantes” e causas para o que ocorre.

Mas o sofrimento, tanto nas gerações anteriores quanto na nossa, no bom e no mau caminho, gradualmente purifica a Aviut (espessura).

Precisamente porque, por um lado, a pessoa se torna mais “espessa” e, por outro, investiga cada vez mais, chegando a compreender que é incapaz de compreender e investigar, isso a leva à revelação da verdade de que ela não compreende como a criação é estruturada. Isso lhe dá o pré-requisito para exigir a revelação do Criador, assim como a exigência que surgiu em Abraão.

Portanto, quando Abraão começou a buscar o Criador, ele estava sozinho. Mais tarde, outros se juntaram a ele, aqueles mencionados na Torá, pessoas que compreenderam essa ideia e o acompanharam: seus filhos, netos e discípulos, que constantemente o acompanhavam.

Tudo isso se tornou um sistema especial para educar as gerações futuras dentro do grupo de Abraão.
Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 14/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Por Que Israel Não Entende Sua Missão

 961.1Pergunta: Como o povo de Israel pode sentir sua missão neste mundo?

Resposta: Em primeiro lugar, o povo de Israel deve alcançar a sua própria correção. À medida que se corrigirem, começarão a entender qual é o seu papel em relação a todos os vasos quebrados.

Mas Israel não entende e não pode entender antecipadamente qual é sua função na criação, uma vez que está sob o domínio de AHP, as nações do mundo, os Kelim quebrados.

Galgalta ve Eynaim não conseguem entender que haja algum tipo de trabalho de doação aqui. A quem se deve doar? Com ​​o quê? Portanto, quando o povo de Israel está em um estado de ruína, qual o sentido de dizer-lhes: “Vocês devem corrigir o mundo inteiro!” “O que me importa o mundo inteiro? Deixem-me em paz”. Devido à falta de qualidades de doação, as pessoas não sentem a necessidade de se envolver na correção de outra pessoa.

No entanto, na medida em que adquirem as qualidades de doação, isto é, à medida que GE retornam ao seu papel próprio, sobre o qual se diz: “Sereis para Mim um reino de sacerdotes”, eles alcançarão o segundo estágio, como se diz: “Sereis para Mim uma nação santa”. Mas não antes! Até então, eles não compreendem sua função, e isso se chama estar em um estado de quebra.

Portanto, hoje não podemos esperar que as pessoas reconheçam qual o papel que devem assumir neste mundo. Talvez sejam forçadas a isso pelo sofrimento.

Até agora, não está claro para as pessoas que precisamos nos corrigir para corrigir o mundo inteiro. Elas só entendem uma coisa: se nos corrigirmos, sem levar em conta o mundo, o mundo inteiro e o Criador nos tratarão bem. O segundo estágio, que está oculto aqui, elas ainda não percebem.

Portanto, não está claro se vale a pena falar sobre o fato de que devemos nos tornar uma luz para as nações, transmitir a elas o método de correção e nos corrigir junto com elas. Isso só se torna claro quando Bina verdadeiramente alcança a qualidade de doação, quando realmente se torna semelhante ao Criador, doando em prol de doar, e busca como implementar isso.

Então, ela vê a necessidade das nações do mundo e de se conectar com elas a fim de corrigi-las em nome do Criador. E o benefício para o Criador significa que o mundo será corrigido, isto é, as nações do mundo. A elas, Ele inicialmente desejou dar a Torá. Israel está presente aqui apenas como um “canal”.

No entanto, a princípio, tudo isso é difícil de explicar ao povo de Israel, visto que eles estão em um estado de quebra. Mas, ao sair da quebra, começarão a compreender sua tarefa e seu papel em relação ao mundo inteiro.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá de 12/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Um Presente No Monte Sinai, Aguardando O Recebedor

740.03Pergunta: Qual é o significado da festa da Entrega da Torá (Matan Torá) e o que significa que recebemos a Torá? Parece que não guardamos os seus mandamentos. É o oposto. Ela diz “não roube” — nós roubamos; “não cobice a propriedade alheia” — nós cobiçamos.

Como a Torá se relaciona com a nossa vida hoje? Será que o Criador se enganou ao dar a Torá especificamente ao povo de Israel?

Resposta: Existe a entrega da Torá e existe a recepção dela. O problema é que, embora a Torá nos tenha sido dada, nunca a recebemos. A sociedade israelense de hoje está muito distante do que deveria ser, vivendo de acordo com as leis da Torá. Portanto, ainda somos considerados exilados.

Pergunta: Mas nós temos a Torá, nós a temos!

Resposta: Temos o livro que diz “Torá”, mas isso não basta. A Torá é a luz superior que retorna à fonte. A luz corrige nossa natureza egoísta e nos leva ao amor e à participação mútua, até que amemos os outros como a nós mesmos.

Isso se chama a realização da Torá. A Torá é a luz, como se diz: “Eu criei a inclinação ao mal e a Torá para corrigi-la”. O povo judeu tem o egoísmo mais desenvolvido, e não é à toa que nosso povo é chamado de “obstinado”. Portanto, recebemos a Torá para sua correção — a luz que reforma.

No passado, durante a época do Primeiro e do Segundo Templo, o povo de Israel usava essa luz para correção. Mais tarde, eles caíram desse nível, o que é chamado de destruição do Templo, e foram para o exílio. É um exílio de uma vida baseada na lei do amor ao próximo.

Hoje em dia, ninguém mais pensa em amar os outros. Restam apenas as tradições externas da Torá.

Pergunta: Ainda não recebemos a Torá porque nem todos cumprem os mandamentos religiosos?

Resposta: Não estamos falando de mandamentos religiosos. A lei da Torá é amar o próximo como a si mesmo. Rabi Akiva chama isso de a grande regra da Torá, que inclui todos os outros mandamentos. Portanto, ao cumprir os mandamentos mecanicamente, a pessoa deve verificar: isso a aproxima do amor ao próximo ou talvez até a aliene? Cria uma divisão entre as pessoas e incita o ódio?

É esta a Torá que recebemos? Recebemos o remédio mais elevado, porque a Torá é luz, uma força superior que nos afeta, se cumprirmos condições especiais. Essa força pode corrigir nossa natureza e nos permitir abrir o mundo superior, abrir nossos olhos e ver onde realmente estamos.

A Torá é eterna e, com sua ajuda, também podemos alcançar a vida eterna. Mas isso só se verificarmos o que realmente significa a verdadeira Torá e o mandamento de amar o próximo como a si mesmo, que reúne todos os mandamentos.

De KabTV, “Nova Vida 560 – A Festa da Entrega da Torá”, 05/05/15

Escrutínios Mútuos

942Pergunta: Se um pensamento vem como luz, mas eu não o deixo entrar no Kli, e ele não se torna realidade, mas permanece fora como luz à qual eu não dou forma, pode-se dizer que esse vazio já contém equivalência de forma?

A doação pode começar não do desejo, mas do vazio?

Resposta: Eu não diria isso. Vamos trabalhar as perguntas e respostas juntos, e você verá que, ao final da Convenção, o caminho ficará mais ou menos claro para você, o que estamos pedindo e como planejamos chegar ao fim.

Da Convenção Mundial de Cabalá, 22/05/25, Lição 1, “Não Há Outro Além Dele”

Entenda O Plano Do Criador

235Nas gerações de Adão a Noé e de Noé em diante, tanto no povo de Israel quanto entre as nações do mundo, a Aviut (a espessura do desejo) ainda era muito pequena.

Abraão é único em sua geração, pois um anseio pelo Criador foi revelado nele, apesar do fato de seu pai, Terach, ser um adorador de ídolos e se envolver em Avoda Zara (trabalho estrangeiro), o que significa que ele acreditava que há muitas forças no mundo além do Criador, cada uma agindo de forma independente.

Se uma pessoa “vê” que todas essas forças a governam para o bem ou para o mal, ela se volta para cada uma delas. Ela não considera que por trás delas existe outra força, uma que as une a todas, possui pensamento, tem um programa e um objetivo para a humanidade e usa todas essas forças meramente como seus mensageiros, mensageiros que não têm programa próprio, livre-arbítrio e nenhuma relação particular com uma pessoa. Ela não acredita que tudo seja governado por uma única força.

Esta é, em essência, a diferença qualitativa entre Abraão e seu pai. A abordagem de que se deve acreditar na existência de uma força única e buscá-la substitui a visão anterior da natureza como um conjunto de muitas forças. Isso se refere a um esforço e distinção qualitativos que exigem uma purificação especial do “corpo”, isto é, o desejo de receber.

Abraão ensinou isso aos seus seguidores; ele ensinou que por trás de todas as forças existe um único pensamento, um único desejo. Nenhuma das forças individuais contém o bem ou o mal; por trás delas há um pensamento que é bom e benevolente tanto para os maus quanto para os justos, que conduz a pessoa ao objetivo.

O bem e o mal, embora percebidos de forma diferente por nós, servem a um propósito. Devemos compreender o plano do Criador e aceitá-lo, relacionar-nos com ele de forma racional e correta, e nos desenvolver de acordo com ele.

O Criador exige que participemos do nosso desenvolvimento a partir do nosso próprio desejo independente. Esta é a única maneira de sermos verdadeiramente independentes; é fortalecendo-nos no caminho do desenvolvimento, isto é, aceitando o Seu programa e realizando-o.

Em essência, ninguém na geração de Abraão, exceto o próprio Abraão, compreendeu essa ideia. As pessoas ainda não possuíam um fundamento preparado em suas almas para revelar a verdadeira imagem da realidade. Abraão, no entanto, chegou a isso por meio da purificação, isto é, de uma qualidade especial na alma.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 14/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Horóscopos E Adivinhação Na Cabalá

632.4Comentário: Para não assustar as massas, não se pode revelar tudo o que a Cabalá aborda. Afinal, muitas coisas são reveladas: horóscopos e assim por diante.

Minha Resposta: A Cabalá explica o método geral de correção, e pronto. O que mais ela pode dizer? Ela não consegue explicar por que as coisas acontecem de uma maneira para uma pessoa e de outra para outra.

Pergunta: Mas os horóscopos se originaram de fontes Cabalísticas?

Resposta: Não, foi antes da Cabalá. Os horóscopos remontam a métodos muito antigos de desvendar o caminho do homem neste mundo; isto é, aos métodos mais antigos de explorar a natureza e a si mesmo; não tem nada a ver com a Cabalá, que foi revelada na Antiga Babilônia há apenas 3,5 mil anos.

Comentário: Mas, ao mesmo tempo, ainda descreve tudo o que existe na percepção deste universo.

Minha Resposta: Não importa. A Cabalá não faz essa pergunta de forma alguma; não se importa com o destino do homem em nosso mundo em seu estado animal; não tem nada a ver com o nosso corpo. Para nós, a alma é importante, o ponto no coração e como desenvolvê-lo são importantes.

O que é Cabalá por definição? É a revelação do Criador ao homem neste mundo. Como o Criador se revela? No desejo. Qual? Naquele que você desenvolve a partir do seu coração.

E o resto? O resto é importante apenas na medida em que se aplica a esse desejo, a esse ponto do coração. Assim que você começa a se aprofundar em algum tipo de horóscopo, na fisiologia humana, no corpo animal, isso deixa de ser Cabalá. Então você deve recorrer aos ciganos e aos adivinhos, e eles lhe dirão coisas. Aliás, verdadeiros especialistas nessa área conseguem prever tudo corretamente.

Pergunta: Mas em qualquer caso, se uma pessoa tem que viver sua vida física, ela revela sua alma no mesmo processo?

Resposta: Sim, mas a Cabalá não fala do mundo físico! Esta ciência fala apenas do desenvolvimento da alma e sobre o que você pode sentir nela.

Eu conversei sobre isso com meu professor. Ele confirmou que os videntes e adivinhos conseguem dizer a verdade, pois possuem essa técnica. Mas nós não temos essa técnica, não precisamos dela. Que diferença faz para mim o que acontece comigo? Só tenho um cálculo: como terminar minha vida com a maior pontuação possível.

É para isso que serve uma cartomante? Para isso, preciso pensar apenas no ponto em meu coração! Deixe o corpo morrer, apenas deixe-me levá-lo o mais perto possível da minha correção espiritual.

Pergunta: O que devo fazer para não renunciar completamente ao corpo, mas usá-lo ao máximo?

Resposta: A Cabalá não nos permite renunciar ao corpo. Você precisa viver uma vida normal: trabalhar, estudar, dar à luz, criar filhos e tratar essa vida exatamente como todos os outros ao seu redor.

Pergunta: Então, como você pode maximizar o uso do seu corpo para atingir a meta?

Resposta: Envolva-se apenas em alcançar a meta e em tudo o mais, conforme necessário.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Horóscopos e Adivinhação na Cabalá”, 11/08/10

O Sonho De Um Cabalista

962.3Pergunta: Às vezes você diz que as pessoas estão prontas para nos ouvir, mas ainda não estamos prontos para transmitir adequadamente as informações Cabalísticas. As pessoas estão realmente prontas para nos ouvir?

Resposta: Não, elas ainda não estão prontas. Se estivessem, ouviriam. No entanto, é um problema duplo: tanto da minha parte quanto da delas. Eu ainda não sou capaz de transmitir tudo da maneira mais acessível e próxima delas, e elas ainda não são capazes de captar tudo com suas qualidades interiores. Portanto, nós dois ainda precisamos nos aproximar um do outro.

É por isso que digo que talvez me restem alguns anos de vida para tornar o método da Cabalá mais próximo, mais claro e mais fácil de entender para todos. Por outro lado, a humanidade está gradualmente se aproximando de mim porque está sendo empurrada para trás pelas crises.

É claro que não desejo infortúnio a ninguém, mas espero que os golpes afetem as pessoas e que elas cheguem ao objetivo mais rápido. Vejo essas crises como uma manifestação da doença que nos sufoca e oprime, mas que ainda está escondida dentro de nós.

O que fizeram com a última onda de crise? Suprimiram-na, empurraram-na para dentro com “antibióticos”, como costumam tratar uma doença. Parece que se foi, mas está ardendo por dentro, tudo já está apodrecendo, mas você ainda não sente. Então, de repente, uma pessoa faz um raio-X, é aberta, e eles dizem: pronto, estamos costurando você — e vamos para o cemitério.

Mas não quero que as coisas cheguem a esse ponto. Por isso, seria melhor se a humanidade se conscientizasse da maldade de seu estado ao mesmo tempo em que fornecemos o método. As pessoas perceberão que não têm a quem recorrer, que precisam corrigir seu estado, e bem ao lado delas estará um método mostrando como corrigi-lo e alcançar confiança, paz e uma vida normal.

Pelo menos falamos com elas sobre isso, nem mesmo sobre o mundo vindouro. Pelo menos neste mundo, elas podem alcançar uma vida boa, para si mesmos e para seus filhos em tudo.

Nossa tarefa é levar a humanidade a isso. Esse será o primeiro estágio da correção, o primeiro estágio da aceitação da Cabalá como método de correção. Este é o meu sonho.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Berg e Laitman”, 09/08/10

Ascensão Espiritual

232.05Pergunta: Você disse que estamos atraindo muito mais luz do que desejo (Hisaron). Isso pode realmente acontecer?

Resposta: Claro, atraímos uma quantidade negativa de luz. Há uma conexão contínua entre os Reshimot (dados de informação espiritual) criados como resultado da descida das almas do mundo do infinito para o nosso mundo através dos 125 degraus dos mundos. Como resultado, estamos no fundo, e temos registros de informação de todos os estados passados dos quais nos separamos quando descemos para o nosso mundo.

Agora, cada um de nós deve fazer a mesma jornada de baixo para cima, assim como descemos de cima para baixo, mas apenas por nossa própria vontade. Esta é a diferença entre descida/queda e subida/ascensão, pois devemos estocar antecipadamente, encontrar, formar e criar um desejo de doação, um desejo de amor e um desejo de conexão entre nós.

Inicialmente, quando caímos, não tínhamos esse desejo. Não é natural porque não queremos nos elevar em atributos de doação, amor e unificação. Queremos receber, agarrar, dominar e ser preenchidos. Em nosso mundo, imaginamos uma ascensão espiritual, uma conexão com o Criador, de uma forma totalmente oposta de como isso acontece. Essas imagens são apresentadas a nós de uma forma egoísta, como, por exemplo, os muçulmanos pensam que 72 virgens estão esperando para dançar para eles no mundo vindouro.

Isto é, as pessoas tiraram o maior prazer do mundo material, o prazer sexual, e fizeram um paraíso dele. Uma pessoa em nosso mundo não consegue imaginar mais nada. Não há nada para rir. Claramente não temos mais nada. Comida, sexo, diversão eterna, isso é o paraíso.

Mas não podemos imaginar que isso seja sobre doação, amor absoluto e conexão entre nós, onde por um lado você permanece como uma pessoa, mas, por outro lado, você se entrega completamente, se dissolve em todos os outros e trabalha apenas pelos desejos deles. Evitamos tais pensamentos; não queremos que seja assim.

Portanto, a subida de retorno é tão difícil porque cada subida, cada pequeno passo, tem que ter um desejo subjacente. Devemos querer subir a esse grau com antecedência, ou seja, nos tornar mais generosos, mais conectados uns aos outros e mais dependentes dos outros.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Comunidade Virtual, Parte 1”, 16/05/10