Textos na Categoria 'Percepção'

Sobre Fatos E Mitos

Dr. Michael LaitmanBaal Hasulam, “A Paz”, Primeiro Método: A Natureza

Este método é antigo. Uma vez que eles não encontraram um caminho e uma saída para aproximar esses dois opostos conspícuos, eles chegaram a supor que o Criador, que criou tudo isso, que zela fortemente por Sua realidade para que nada nela seja anulado, é estúpido e sem sentido.

Assim, embora Ele zele pela existência da realidade com sabedoria maravilhosa, Ele mesmo é estúpido, e faz tudo isso sem nenhum sentido. Se houvesse qualquer razão e sentimento Nele, Ele certamente não deixaria tais anomalias na provisão da realidade sem piedade e compaixão pelo atormentado. Por esta razão, eles O chamaram de “Natureza”, o que significa um supervisor sem sentido e sem coração. Por essa razão, eles acreditam que não há ninguém com quem se zangar, orar ou justificar.

Este é um conceito, uma abordagem antiga, embora a vejamos como uma nova realização do materialismo. A maneira mais simples é ver o mundo como ele é, e essa foi realmente a abordagem inicial da humanidade. Religiões, crenças e abordagens filosóficas surgiram muito mais tarde, quando o homem se desenvolveu internamente, tornou-se mais complexo, e começou a inventar diferentes mitos. No início, as pessoas simplesmente viam a natureza e viviam nela como animais que também não acreditam em nada. É assim que devemos realmente nos relacionar com a natureza, como se diz, “o juiz só tem o que seus olhos podem ver”.

As abordagens seguintes resultaram do desacordo com o que acontece na natureza; as pessoas as inventaram como diferentes desculpas, e por isso são todas falsas. Na verdade, nós vemos fatos que são independentes da nossa atitude para com eles. Mas o homem inventa diferentes desculpas para adoçar a vida ou para desfrutar falsas esperanças.

Uma atitude saudável para com a vida está na abordagem científica. Nós vemos o efeito de imutáveis leis exatas em todos os lugares, a atividade dos sistemas e a periodicidade dos elementos naturais. Se eu vejo que essa é a maneira como as coisas são, então é assim, e não me ofereça diferentes mentiras. Eu vejo a verdade, e qualquer acréscimo a ela é individual e não podemos confiar. É nesses acréscimos que as crenças são criadas, enquanto a natureza se revela em fatos como ela realmente é.

A sabedoria da Cabalá continua esta abordagem, falando sobre os princípios da percepção da realidade. Nós vemos este mundo diante de nós, e, exceto por isso, ela diz que há toda uma área chamada de “mundo superior”, que não é imaginária, mas que pode ser estudada cientificamente. Assim, a sabedoria da Cabalá continua a ciência convencional e realiza pesquisas para além dos limites da ciência convencional.

Com a ajuda da sabedoria da Cabalá, eu continuo a investigação científica e desenvolvo novos vasos de percepção, expando a sua gama, e mantenho o princípio “o juiz só tem o que seus olhos podem ver”. Não há nada além disso. Tudo o resto, incluindo as religiões, é, na verdade, filosofia.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/12/12, “A Paz”

Vida Significa Aproximar-se Do Amor

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot” : “Os ímpios, em suas vidas, são chamados de “mortos”. “Isto é porque a morte é melhor do que a vida, como a dor e o sofrimento que suportam para o seu sustento são muitas vezes maior do que o pouco prazer que sentem nesta vida.

Se nós não avançamos no sentido de alcançar a fonte da vida, a vida se transforma numa fuga do sofrimento. Todos os nossos pensamentos são apenas sobre como evitar o mal e o aborrecimento. Portanto, nós não imaginamos o bem como satisfação, já que não podemos nos satisfazer, mas simplesmente tentamos encontrar alguma paz entre os momentos ruins.

Como resultado, todos os prazeres que sentimos não duram mais do que um curto espaço de tempo, e por isso somos chamados de “mortos”, mesmo estando vivos, uma vez que não recebemos satisfação da fonte real da vida da qual toda a realidade e toda a criação se sustentam.

Claro, todo mundo tem suas próprias contas, e se a pessoa vê quanta dor e sofrimento ela sente, o quanto ela sofreu e que esforços fez em comparação com os poucos momentos de prazer que lhe deixou feliz e lhe trouxe alegria, então ela descobre que não valia a pena viver. Toda essa vida só pode ser justificada como uma preparação para a ascensão espiritual. Mas se ela examina a vida como é, percebe que não há qualquer nexo nela.

Agora, quando somos recompensados com Torá e Mitzvot (mandamentos), somos recompensados com a vida real feliz e alegre, ao mantê-los, como se diz: “Prove e veja que o Criador é bom”. Isto é o que aqueles que a alcançaram sentem. Então, nós podemos escolher entre o bem e o mal. Depois que recebemos a Torá, o caminho, os princípios espirituais, nós começamos a trabalhar com as duas linhas.

Isto é o que os escritos dizem com: “e você deve escolher a vida para que você e seus descendentes vivam”. Na verdade, é uma repetição: “e você deve escolher a vida, de modo que você viva”. Mas isso se refere a viver cumprindo a Torá e Mitzvot. Então, a pessoa realmente vive. “Mas a vida sem a Torá e Mitzvot é mais difícil do que a morte”.

Esta é a forma como a pessoa percebe a diferença entre a vida e a morte: a vida significa avanço espiritual, e a morte significa falta de avanço. A pessoa gradualmente entende que o avanço significa se aproximar do amor, da doação, da auto-anulação, subir acima do ego. Só isso é chamado de “vida”, sem qualquer consideração ao que sentimos em nossos desejos egoístas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/12/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

As Ciências Exatas São Realmente Tão Exatas?

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá nos fala sobre sua investigação a partir de suas descobertas, a partir do que realmente acontece. Os Cabalistas descobrem a realidade à medida que mudam seus vasos, seus desejos e suas percepções, e, portanto, não há vozes ou opiniões diferentes.

Trata-se de fatos. É o mesmo na física e na química – todo cientista pode repetir certo experimento ou outro e descobrir que, sob certas condições, uma determinada lei natural funciona de certa maneira. É o mesmo na Cabalá: diferentes pessoas observam os mesmos fenômenos naturais.

Na filosofia, no entanto, todos estabelecem conceitos com base em suas próprias suposições, de fato, reivindicam o que quer que eles sentem. Portanto, hoje está claro que você não pode contar com a filosofia.

Por outro lado, no mundo moderno integral, a Cabalá se revela como uma verdadeira ciência. As mais recentes abordagens como a física quântica e a nanotecnologia estão chegando ao que a Cabalá descobriu há séculos.

Mas a ciência comum está enfrentando um grande problema. Se por um lado os filósofos podem publicar abertamente suas fantasias, nós descobrimos dados científicos em vasos, que são nossos desejos, como um fato inquestionável.

Nós temos certeza que o mundo é como o vemos. Mas, ao mesmo tempo, não levamos em conta nossos cinco sentidos: é como se eles não existissem, como se não distorcessem a imagem de nossa realidade. A ciência neste mundo é limitada, uma vez que se baseia na percepção “animal” e dados de estudos que vêm através de seus cinco canais.

A sabedoria da Cabalá, no entanto, usa uma abordagem muito mais rígida. Ela não se baseia no homem com seus cinco sentidos “animais” corporais, mas permite-lhe abrir um novo sentido, que é externo ao nosso corpo, para sair e se elevar acima de si mesmo.

Este órgão sensorial é de fato “fora do nosso corpo”, o que significa fora de nossos desejos egoístas. É feito de uma Masach (tela) e Luz de Retorno. Nele, a pessoa percebe a realidade externa e descobre que é a Luz ou o Criador.

No todo, como os Cabalistas descobriram, toda a realidade é feita de “Luz” e “vaso”, ou em outras palavras, de um desejo que responde ao preenchimento da Luz. Os Cabalistas são muito precisos em suas definições. Eles dizem que nós não sabemos o que está acontecendo fora do nosso desejo. Por isso, trata-se apenas do próprio desejo e suas reações e impressões. O que é que as evoca? Nós não sabemos, nós só estudamos as reações do desejo e chamamos isso de “Luz”. Assim, a “Luz” é uma reação no desejo e, mais precisamente, uma reação no “vaso”.

Depois de tudo, o desejo em si ainda não é um vaso. O “vaso” é um desejo que é corrigido pela intenção altruísta que se destina a responder à Luz.

Este desejo já passou por uma “restrição”, adquiriu uma Masach e a Luz de Retorno e já está ajustado corretamente. Em seguida, ele descobre uma resposta adicional dentro dele: uma impressão a partir do ato de doação, desde o preenchimento. Nós chamamos os detalhes dessa percepção de “Luz”.

De uma forma ou de outra, tudo ocorre no desejo de receber que desenvolve a capacidade de trabalhar, como se fora a Masach e a Luz de Retorno. Todas as impressões e os contornos, ou como quer que possamos chamar-lhes, permanecem no desejo. No desejo nós conduzimos nossa pesquisa, nós a mudamos, e de acordo com essas mudanças, descobrimos a realidade.

Eu não sei de nada que está no exterior. Eu estou fechado dentro do meu vaso até o fim da correção. Quanto ao que vem depois, nós não falamos sobre isso no momento.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/12/12, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Se Estamos Numa “Matrix”, Como Podemos Contactar Seu Criador?

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do news.com.au): “Os cientistas da Universidade de Washington estão conduzindo experimentos para descobrir se o universo existe dentro de uma simulação de computador no estilo Matrix criada por supercomputadores do futuro.

“O experimento pode provar que somos apenas peões em algum tipo de jogo de computador maior.

“Portanto, quem criou estes supercomputadores que podem, hipoteticamente, fortalecer a nossa existência?

“O professor Martin Savage, um dos físicos que trabalham no projeto, diz que isso é incerto.

“‘Imagine a situação onde temos um computador grande o suficiente para simular o nosso universo, e começamos como uma simulação em nossos computadores. Se essa simulação é executada por muito tempo, e tem as mesmas leis que o nosso universo, algo como o nosso universo vai surgir dentro dessas simulações, e a situação vai se repetir dentro de cada simulação’, disse ele. …

“Professor Martin Savage, one of the physicists working on the project says it’s unclear.

“Em resumo, os físicos estarão olhando para a distribuição dos raios cósmicos de mais alta energia, a fim de tentar detectar padrões que possam sugerir que o universo é a criação de alguma tecnologia de computador futurista.

“Acontece que se formos coadjuvantes em algum tipo de programa de computador, o físico sugere que pode haver uma maneira de mexer com o programa, e brincar com as mentes de nossos criadores – tudo em nome da ciência, você entende”.

Meu Comentário: A Cabalá revela o programa da criação do nosso mundo; nós temos que dominá-lo e mudar a nós mesmos de acordo com ele, para revelar o criador do programa: para compreender a sua intenção, os motivos e objetivos. Então, após a correção, ou seja, do domínio completo das propriedades do criador do programa, se desenvolver fora da “matriz” – no mundo do infinito, isto é, em possibilidades ilimitadas.

Usando Velhas Palavras Para Descrever Uma Nova Realidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível depois da Convenção continuar sentindo que não tenho habilidades individuais, mas apenas as habilidades do grupo?

Resposta: Antes você também não tinha quaisquer habilidades individuais, e era parte do grupo, mas agora está mais claro e consequentemente mais é exigido de você. Quanto mais isso é revelado a você, mais você é exigido a participar, mentalmente, emocionalmente e ativamente na superação.

É evidente que através de muitos pequenos esforços, nós já descobrimos que dentro do nosso vaso coletivo está surgindo uma iluminação. O problema é que nós alcançamos isso pela conexão física entre nós e não pela conexão espiritual. Entretanto, essa é uma deficiência muito grande.

Além disso, isso acontece graças ao fato de que eu estou incorporado no grupo usando a força para me conectar a eles. Isso significa que ainda há um monte de trabalho a ser feito por parte do nosso grupo, a fim de alcançar uma verdadeira conexão interna entre os amigos. Assim, a Luz que é igual a essa conexão vai chegar.

Enquanto isso, há uma carência dentro do grupo e entre os grupos. Temos que nos conectar mais fortemente uns com os outros. Eu acho que esta Convenção tem mostrado a todos que estamos mais perto uns dos outros do que pensávamos. Todos os grupos se sentiram perto e as pessoas compreenderam que não temos nenhuma escolha exceto avançar em direção a uma maior conexão ou ir embora.

Logo veremos como isso acontece: haverá pessoas que virão de bom grado e haverá quem vai sair praguejando. Isto é como o esclarecimento é feito.

Agora, nós temos que realizar o que sentimos na Convenção. A fim de realizar isso, a pessoa precisa de constante autocontrole no que diz respeito à sua atitude para com o mundo que é gerenciado pelo Criador. Eu estou consciente de que estou num mundo que é administrado pelo Criador? Percebo o mundo como um lugar onde, concentrando-me no fato de que tudo é feito pelo Criado, no final vou encontrar o Criador neste mundo?

Mundo (Olam – também significa ocultação em hebraico) é ocultação por um lado e a revelação do Criador por outro lado. O mundo está oculto porque eu não revelo o Criador. Mas como pretendo revelá-Lo, para identificar-me com Ele e receber tudo o que acontece como o absoluto bom e benevolente e não há outro além Dele, então através disso eu aceito essa ocultação, e a ocultação do mundo se torna uma revelação.

Isso é tudo o que tenho a dizer sobre isso. Não esperem nada além disso e não acho que enquanto avançamos terei novas palavras. Mas as mesmas palavras serão mais claras para vocês. Se alguém começa a ler, isso não significa nada para ele, assim como as pessoas que leem a Torá e a entendem literalmente. Estas não são palavras comuns, uma vez que na espiritualidade não há palavras.

Além disso, é proibido revelar mais do que é permitido. Temos que compreender que o professor é um educador que tem que fazer seu trabalho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/12/12, “Perguntas e Respostas Sobre a Convenção em Novosibirsk”

Um Olhar Sobre A Vida Através Dos Olhos Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Após o Congresso em Novosibirsk, sentimos uma responsabilidade muito forte. É como se um novo sistema de relações entre nós tivesse nascido, quando toda a nossa vida deve estar no cuidado mútuo de uns pelos outros. Como começamos nosso trabalho de novo, partindo do zero; como dar o primeiro passo para esta nova plataforma?

Resposta: Na verdade, uma nova sensação nasceu. Mas a conexão em si não é nova; ela já existe e só se revelou a nós mais e mais. Vejo que vocês sentiram a nova etapa e descobriram uma nova experiência. Do mesmo modo, sua mente, que funciona em sintonia com os sentimentos, foi renovada. Agora a questão é como vamos admitir isto como um fato que nos une para nos conectar ainda mais — todos nós juntos e eu com vocês também. Esta foi uma mudança qualitativa: eu estou muito mais envolvido no grupo, já que vocês chegaram a um estado mais avançado. E nosso avanço está em que cada um de nós deve agora manter a união que alcançamos.

Nós deveríamos ao menos tentar manter o mesmo sentimento que surgiu durante a nossa união no congresso. Apesar do fato de que estados totalmente opostos chegarão: sentimentos e cálculos totalmente opostos vão invadir tudo. Eles nem mesmo vão contradizer a união antiga, mas apenas distrair e influenciar vocês para fora, para o lado, forçando-os a se esforçar pelos valores dos filisteus que vocês costumavam ter no passado. É aí que vocês devem tentar ver sua condição com os olhos do Criador. Isso significa olhar para ela, não só de “baixo para cima”, mas também de “cima para baixo”. Em outras palavras, vocês devem se ver como uma criança que está imaginando ser um adulto.

Ela não olha apenas para cima, para os adultos, a partir do seu lugar, mas imagina ser grande e o que ela faria, como organizaria sua vida por si mesma. Ou seja, devemos visualizar como nós aplicaríamos um estado espiritual “adulto” na nossa vida se já estivéssemos nele.

Ser adulto significa ser como o Criador. Eu preciso imaginar que estou ao lado do Criador e meu vaso espiritual cria uma conexão completa de todos os desejos, graças à nossa autoanulação e à mútua inclusão de todos em todos infinitamente, para que cada um de nós sinta todo o desejo comum e o Criador seja revelado nele. Isso não pode ser descrito com palavras, porque todas as nossas palavras derivam do mundo quebrado e não da unidade.

Com esses olhos nós devemos considerar a vida, os amigos, o professor, e todo o seu trabalho, e considerá-los de acordo. Na vida normal, “fora das paredes do templo”, agimos como todos os outros, não nos separando deles. Mas dentro de seu grupo, vocês devem ver o estado corrigido. Todo mundo deve ver o grupo e a sua vida desta forma. Então, a pessoa pode se encaixar nesta imagem corrigida. Da mesma forma, como durante o estudo, assim com o professor e o grupo, a pessoa pode atuar em sintonia com o estado superior que está sendo vislumbrado. Afinal, quem é o Criador? É o estado superior. E isso é tudo o que precisamos.

Mais importante ainda, permaneçam no “Não há outro além Dele, o bom que faz o bem” a cada momento. Eu antevejo o Criador, que reside dentro de mim, como tal, e o que Ele exige de mim neste caso. O que seria exigido de mim se eu estivesse em tal estado? Como eu veria tudo se eu fosse exatamente aquele, além de quem não existe ninguém mais, alguém bom que faz o bem?

Eu preciso ver que todas as minhas ações provêm do Criador e a minha atitude para com os amigos e para com o mundo — e tudo isso é bom e só para o benefício deles. No final, todos vão se sentir assim, e nós estamos gradualmente começando a sentir isso. Isto é descrito como “de centavo em centavo constrói-se uma grande soma”. Nós realizamos esforços que se acumulam e no final resultam num salto: a pessoa passa os níveis 0, 1, 2, 3, 4 e finalmente dá um salto. Em seguida, novamente os estágios 0, 1, 2, 3, 4 e um novo salto. É assim que finalmente alcançamos nosso primeiro estado espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/12/12, “Perguntas e Respostas Sobre a Convenção em Novosibirsk”

Do Mundo Da Fantasia Para O Mundo Da Dimensão Superior

Dr. Michael LaitmanPergunta: Recentemente, eu assisti a um filme em que um grupo de meninos se deparou com uma caverna onde havia uma nave espacial. Depois que eles olharam para a nave, de repente, começaram a voar. Aqueles que participam do grupo de educação integral podem começar a voar?

Resposta: Que imaginação!

Este mundo é baseado em leis físicas muito rígidas. Não há nada mais aqui! O mundo superior participa neste reino através de numerosas leis físicas.

Converse com os físicos; eles vão dizer que tudo o que há por trás deste plano material são ondas. Eles vão provar que não há tal coisa como a matéria e que ela confunde, ou seja, quando nós penetramos mais fundo nas minúsculas partículas da matéria, elas simplesmente desaparecem e se transformam em ondas e energia; nada mais que isso.

Tudo o que observamos é a interação de energias no espaço. O que há mais além do mundo observável? Quem sabe? Energia, espaço, tudo desaparece completamente quando vamos além desses limites. Não há tempo, não há movimento, não há distância alguma.

A interação entre as coisas independe da distância entre elas. Nós já vimos isso na fronteira da física.

Comentário: Esse quadro parece muito vazio para um egoísta.

Resposta: Por quê? Há um enorme campo egoísta no qual podemos trabalhar. Nós não vemos nossos corpos, nem precisamos deles. Nossos corpos se dissolvem e desaparecem de nossas sensações.

Nós nos vemos como que esticados por todo o infinito e eternidade; sentimos o infinito, o controlamos e nos realizamos com ele. Em troca, o preenchemos com nós mesmos. É assim que nós existimos. Cada um de nós considera esta dimensão de seu ponto de vista pessoal. Estes estados são quantificáveis por dispositivos físicos regulares. A Cabalá fornece ferramentas reais para nós.

Comentário: Em outras palavras, há um fluxo de energia, felicidade e amor.

Resposta: A energia é a alegria que flui através do nosso desejo com uma força enorme.

Na verdade, existem dois tipos de desejos: agradar e ser agradado. Eles estão constantemente mudando, deslocando e fluindo; essa interação complementar é a vida.

Todo o resto está fora desta vida.

Comentário: Nosso povo que gosta de fantasiar vai ficar aborrecido.

Resposta: Eu acho que as pessoas estão se aproximando da verdade num ritmo muito rápido. O nosso egoísmo cresce e contos de fadas não nos satisfazem mais.

Interesse em yoga, teorias da nova era, etc., estão quase no fim. Esse período foi necessário apenas para “decorar” a nossa existência, para adicionar uma pitada de tempero em nossa vida, para torná-la um pouco mais suculenta. É por isso que todos os tipos de vendedores estão viajando por todo o mundo vendendo fitas vermelhas, água benta, e promovendo uma série de treinamentos, mas tudo isso é demagogia; é claro, não vale nada.

De KabTV “Conversas com Dr. Laitman”, 04/11/12

Não Há Mudanças Para O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se em relação ao Criador, nós já estamos no terceiro e já corrigido estado, o que significa que temos que dar prazer ao Criador?

Resposta: Nós nunca saímos do terceiro e dos primeiros estados; relação ao Criador, não há mudanças. Tudo o que foi criado por Ele foi criado de uma só vez e de imediato, e não há nem mesmo a questão de tempo. Nós vamos começar a sentir isso em breve.

O ARI escreveu em seu poema: Eis que antes das emanações serem emanadas e as criaturas criadas, a Luz superior simples preenchia toda a existência. O que significa antes e depois? Baal HaSulam explica isso em seus escritos.

O estado do tempo é uma relação causal. Mas nós também não entendemos isso. Causa e efeito são sempre relacionados ao tempo para nós.

A imagem que nós alcançamos na espiritualidade está além de nossas limitações de tempo, espaço e movimento. Nós só as sentimos no nosso nível terreno mais inferior. Uma vez que começarmos a sentir o mundo superior, veremos que não há tempo, morte, nascimento, nada! Há somente uma constante ascensão na propriedade de doação.

Vendo O Mundo Como Ele É

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá é uma sabedoria especial que realmente explica tudo. No entanto, é preciso alcançá-la. Ela não é percebida através da mente e dos desejos com os quais nascemos, não através de nossa natureza.

Nós nascemos no nível “animal” e temos que desenvolver as propriedades do próximo nível em nós, o nível “humano” (Adam), que significa ser semelhante (Domeh – assemelhar-se, em hebraico) a força superior.

Em nossa realidade corporal nós também recebemos diferentes sinais do mundo a nossa volta conforme a nossa equivalência a ele. Eu percebo o mundo a minha volta de acordo com a minha sensibilidade à gama de frequências e a sensibilidade de meus sentidos da visão, audição e outros sentidos. Além disso, existem muitas outras frequências, de diferentes fontes, que eu não percebo. Eu percebo o mundo apenas nas frequências às quais os meus sentidos estão sintonizados ou através dos instrumentos que posso criar, a fim de ampliar o leque dessas frequências, e não mais do que isso. Nós não criamos algo que não temos, nós só ampliar o que temos.

Por outro lado, a fim de revelar a força superior, é preciso criar uma sensação completamente nova adicional dentro de nós. É nova qualitativamente. Visto que todos os nossos sentidos estão presos à recepção, na intenção egoísta para si mesmo, nós percebemos o mundo à nossa volta só em relação ao que nos interessa: qual o bem que podemos receber disso e que coisas ruins podemos evitar.

Inicialmente, eu percebo o mundo através do filtro dos meus cinco sentidos, nas frequências que estou sintonizado. Além disso, há o meu ego, que filtra todas as coisas de acordo com um princípio, “Será que vai ser bom ou ruim para mim?”. Se não houver resposta no nosso enorme desejo por algo, na estimativa do benefício ou dano potencial, então eu não percebo e não o vejo. Nós só percebemos o que o nosso desejo quer, ou seja, o que é positivo ou negativo para ele, ou o que pode me prejudicar ou me dar alegria; então eu o vejo.

Com essa abordagem, mesmo se expandirmos nossos sentidos através da criação de diferentes instrumentos, como telescópios, microscópios, etc., nada vai ajudar, pois o nosso ego, que está por trás deles, ainda vai classificar tudo de acordo com esta escala.

Há uma série de pesquisas sobre o assunto feitas por psicólogos e físicos. Na física moderna, há o conceito de “observador”. Primeiramente, a física de Newton afirmava que o universo é como o vemos. A imagem que era retratada era bem simples, embora Newton tenha estudado a sabedoria da Cabalá e também hebraico, a fim de ler as fontes na versão original.

Depois vieram Albert Einstein e Hugh Everett, que chegaram a um enunciado diferente do conceito: O mundo que nos rodeia é como nós o percebemos; na verdade, ele é totalmente diferente, mas à medida que nós o percebemos, nós o mudamos, quebramos através de nossos atributos. Ao observar os eventos físicos, nós os distorcemos apenas vendo-os, e como resultado eles não serão como eram sem nós.

Portanto, não basta que nós percebamos tudo através do filtro do nosso ego, mas mesmo quando apenas olhamos para alguma coisa, por nossa participação, nós interferimos na imagem do mundo. Olhe para uma estrela e ela já é diferente apenas devido ao seu olhar para ela, é o que dizem os físicos.

Hoje, nós chegamos ao entendimento de que há uma percepção diferente do mundo, não a percepção formal, que é baseada em atributos nossos animais. A sabedoria da Cabalá coloca isso de fora simples. Ela diz: em vez de seu sentido comum, em vez do ego em que você recebe apenas para o seu próprio benefício, estabeleça um sentido diferente, torne-o totalmente diferente, faça-o a fim doer. Se você abrir o atributo desse novo sentido de modo que ele seja focado fora de si mesmo, você irá determinar como o mundo realmente parece. Você vai ver que ele é totalmente diferente, vai ver que é real. Além disso, você irá mudar a si mesmo. O novo sentido que aparece em você é chamado de “alma”.

Na verdade, não importa como você o chama. De uma forma ou de outra, com este novo sentimento, você vai ver como é todo o mundo externo que “não foi tocado”: as forças, conexões, e seus objetivos. Você estará tão adaptado a ele e tão ligado a ele que tudo que está em seu ego, o seu estado animal, o seu corpo animal, simplesmente “morre”. Isso significa que você não vai senti-lo: esta é a forma como o atual sentimento microscópico da vida vai lhe parecer em relação ao que você vai sentir quando você descobrir o mundo fora de si mesmo e existir nele.

É para isso que a sabedoria da Cabalá leva a pessoa.

Da Convenção em Novosibirsk 07/12/12, Lição 1

A Distância Não Importa

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é um grupo? São estes corpos físicos ou minha atitude interior?

Resposta: É preferível que eu os veja como corpos físicos. É desejável que eu os perceba com meus cinco sentidos.

Quando entrarmos no próximo nível, e estivermos num verdadeiro nível de consciência da conexão mútua, a distância será inútil. Isso significa que vamos chegar a um nível sobre o qual falam os físicos como existindo além do tempo e do espaço, onde certas forças e mundos operam. É realmente assim! Os cientistas abordam essa barreira e admitem: “Sim, é possível que haja algo além dessa barreira, mas o que? Nós não sabemos. Lá a sensação desaparece e torna-se impossível estudar as coisas”.

No nosso caso, no entanto, isto não acontece. Se entrarmos na mesma área, distância e sentimento, isso não importa para nós. Eu não preciso ver ninguém, eu sinto a forma de uma pessoa, sua doação, e como estou conectado a ela na doação mútua: ela pode estar mais e eu estar menos conectado  (não faz diferença), mas já estamos num nível diferente de conexão entre nós.

Então, a distância não importa para mim e eu não sinto se é um homem ou uma mulher, um adulto ou uma criança; não importa se estamos conectados desta forma. Eu sinto as gerações anteriores de Cabalistas que existem neste sistema, que se desenvolveram e permanecem nela. Eu já tenho um sentimento diferente, óculos diferentes.

Da Convenção em Novosibirsk 07/12/12, Lição 1