Textos na Categoria 'Nações do Mundo'

Este É O Centro Da Correção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Baal HaSulam publicou o jornal Hauma (A Nação) na década de 1940 no qual alertava sobre o desastre que se aproximava. Nós estamos enfrentando os mesmos problemas hoje. O que significa levá-los mais a sério? O que falta no nosso trabalho?

Resposta: Nós devemos simplesmente fazer o que Baal HaSulam diz no jornal Hauma e no artigo “A Última Geração”. É o mesmo método, a mesma conexão, e nós só precisamos fazer as mesmas coisas.

Você se preocupa com o que vai acontecer com um bilhão e meio de chineses. Eu não posso dizer, mas sei que meio milhão de judeus pode fazer o trabalho para o mundo inteiro. Portanto, eu me preocupo primeiro com a disseminação em Israel. Se conseguirmos aqui, as coisas vão funcionar no mundo.

A correção, o que significa a conexão, deve ocorrer primeiro na nação israelense. Em seguida, ela vai se espalhar para o resto do mundo. Nós estamos na rede geral de conexão entre as almas quebradas, e se corrigirmos a nós mesmos, nem mesmo toda a nação, mas apenas uma parte que se corrige um pouco na conexão entre nós, a força da conexão já vai se espalhar entre todas as nações e vai trazer todo mundo para correção.

Nós devemos levar a sério tudo o que acontece e deixar tudo, exceto a disseminação, o estudo e o trabalho espiritual. A disseminação é muito importante. A julgar pela forma como o mundo está se aproximando do caminho “em seu tempo”, o caminho dos sofrimentos, nós temos que fazer maiores esforços a fim de colocá-lo no caminho “eu devo apressá-lo”, o caminho da Luz.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Questão Proibida

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 67: Quando uma pessoa de Israel aumenta e dignifica a sua interioridade, que é Israel nessa pessoa, sobre a exterioridade, que são as nações do mundo nela, isto é , quando ela dedica a maior parte de seus esforços para melhorar e exaltar a própria interioridade, para beneficiar sua alma, e realizar os menores esforços, a mera necessidade, para sustentar as nações do mundo em si, ou seja, as necessidades corporais, como está escrito: (Avot , 1), “Torne a sua Torá permanente e seu trabalho temporário”, fazendo assim, a pessoa também faz os filhos de Israel se elevar na interioridade e exterioridade do mundo, e as nações do mundo, que são a externalidade, reconhecer e admitir o valor dos filhos de Israel.

Pergunta: Existe a interioridade e existe a exterioridade. É claro para mim. No entanto, eu não entendo o que significa preferir um em detrimento de outro.

Resposta: Existe uma alma e existe um corpo. Aqui “corpo” não é usado no sentido físico da palavra. No nível falante, o corpo é o desejo de receber. O que é um ser humano em primeiro lugar?

Não é um corpo físico. Mesmo um macaco tem mãos e um galo tem pernas. Os seres humanos ficam acima do nível animal porque têm a capacidade de alcançar o Criador. Mesmo que os seres humanos pertençam ao nível animal, eles ainda têm um potencial adicional: o desejo de procurar o Criador.

Nós somos “macacos estranhos” que têm horizontes ilimitados de desenvolvimento.

“O que você está procurando em nossa floresta”, questionam os macacos; “Você perdeu alguma coisa?”.

“Eu estou procurando meus irmãos. Eu quero encontrar o pai”.

“Aqui está o seu pai, você não vê?”.

“Não. Eu estou procurando a fonte da vida. Há algo faltando em minha vida. Eu quero saber por que eu vivo. Há algo além de bananas lá fora? É difícil para mim permanecer sem procurar”.

“Sem o que …?”

“Eu mesmo não sei ainda, mas tenho que encontrar um sentido na vida. Minha existência não tem gosto sem sabor”.

“Tente estas bananas maravilhosas!”

“Isso não vai funcionar! Eu ainda tenho um desejo que está além de ter apenas o sustento”.

Este desejo adicional é chamado de “o Homem” (Adão). Nossa busca interna aborda a aspiração de se tornar semelhante (Domeh) ao Criador, às Suas propriedades e natureza.

Um macaco começa a procurar sem ter qualquer pista sobre algo. Até agora, a procura está envolta em desenvolvimento egoísta.

O desenvolvimento é rigidamente orientado para ganhar mais dinheiro, ter mais sucesso e construir mais. Este processo já se arrasta por centenas de milhares de anos: houve a agricultura, depois emergiu a indústria, interações sociais complexas, inúmeras realizações humanas, e ainda assim o macaco nunca está completamente feliz ou satisfeito.

No emaranhado de desejos dos macacos, dentro se esconde uma corrida para sentir o Criador. Mas essa aspiração é desarticulada, implícita, como se escondida sob várias camadas de roupas, outros desejos. Novas terras inexploradas e continentes parecem tão atraentes para os macacos! Macacos se esforçam para explorar o mundo e suas leis: “O que há nos céus? O que há na profundidade da terra? O que está na mente dos nossos amigos e em seus corações?” Os macacos desenvolvem as ciências e tecnologias que representam marcos evolutivos na linguagem que eles entendem.

Em essência, no mais profundo de suas mentes, por trás de todos os esforços possíveis na ciência, na filosofia, e nas mais recentes tecnologias, os macacos aspiram à revelação da fonte da realidade.

Com o tempo, os macacos se tornam muito estranhos e começam a se chamar “seres humanos”. Essa situação continua até que um desejo, antes escondido, começa a se manifestar de forma mais vívida. Então, os macacos começam a procurar certos poderes naturais; eles se envolvem em misticismo e astrologia, começam a olhar para os sacramentos, percebendo “sinais” que estão ao redor e dentro deles. Eles atribuem propriedades misteriosas para várias coisas e fenômenos e criam inúmeras teorias. Como resultado, eles ainda não encontram nada.

No entanto, o desejo mais profundo dos macacos gradualmente emerge cada vez mais. De repente, no meio de milhares de macacos altamente desenvolvidos surge um com o nome de “Adão”. Não é por acaso que seus pais lhe deram este nome em particular. Este enorme desejo recém-criado finalmente revela a força superior que iniciou toda a realidade com tudo o que já existiu.

Este homem é chamado de “o primeiro homem” (Adam Ha-Rishon), uma vez que é o único que adquiriu uma aparência humana: semelhança com a força superior. Assim, ele revelou o Criador.

Ele foi seguido por muitos outros ao longo de vinte gerações antes de Abraão. Alguns deles conseguiram atingir o nível humano.

Consequentemente, uma sede de revelar a força superior é construída neste tipo de macaco. Até agora, o seu egoísmo só o acompanhava em direção a essa força. Eles estão tentando construir uma vida melhor e tentam vários remédios, visto que o seu apelo interno ainda está escondido.

Da mesma forma, eles “enganam” as nossas crianças para envolvê-las em atividades benéficas ao colocar coisas que são boas para elas em invólucros atrativos, para que elas gradualmente se movam na direção desejada. O mesmo se aplica aos macacos: eles se aproximam lentamente da questão sobre o propósito da vida impulsionados por inúmeros desafios, desapontamentos e provocações. É assim que acontece qualquer avanço.

Na antiga Babilônia, havia grandes discussões entre as pessoas. Elas não tinham ideia de como resolvê-las. A situação tornou-se tão aguda que elas começaram a gritar: “Queremos conhecer o nosso Rei!” Estes eram macacos racionais muito avançados, progressistas. Eles levaram centenas de milhares de anos antes de proclamar seu desejo de se “familiarizar” com a força superior. Eles não eram meros idólatras primitivos, eles construíram zigurates (antigos templos da Mesopotâmia). Com a sua torre alcançando o céu, em essência, eles estavam engajados em ações espirituais que trabalham com as forças da natureza, embora egoisticamente.

Em suma, este é o momento em que começou o desejo dos macacos de revelar a força superior. No entanto, eles não sabiam como alcançá-la. Eles tinham uma longa tendência milenar de progresso técnico e social atrás deles, de modo que decidiram continuar neste caminho, mas encontraram uma crise, uma vez que é impossível alcançar o Criador desta forma.

Nós temos que entender que eles viviam muito modestamente, tinham o suficiente para comer, e todos os seus esforços eram direcionados para a realização da força superior.

Na época da Babilônia, os macacos se aproximaram do estado humano a um certo grau. Algo mudou neles. Eles começaram a aspirar à fonte, à força superior.

Desde então, o desenvolvimento de uma nova metodologia de realização foi lançado. Esta metodologia revela a verdade para nós. Não importa se a verdade é agradável ou confortável. Eu não estou à procura de conforto, mas sim quero saber.

Nós só podemos continuar este caminho de realização adquirindo um grau ainda maior de egoísmo. Isso significa que temos que passar para a próxima etapa.

O egoísmo Babilônico “adicional” permitiu que uma pequena parte (cerca de cinco mil pessoas de três milhões) triunfasse, subisse acima do seu egoísmo, se tornasse Galgalta ve Eynaim e se juntasse aos grupo de Abraão. A maioria não foi capaz de lidar com o seu egoísmo e se esqueceu do propósito de sua vida, a “torre para o céu”, isto é, a busca da força superior. Eles caíram sob o peso do amor-próprio e se espalharam por todo o mundo e continuaram estabelecendo a sua existência material.

O egoísmo amplificado dividiu-se em duas partes: interno e externo. Esse processo continua até agora: uma pequena parte, a casa de Abraão, de Israel, se desenvolve e corrige, enquanto que a parte maior (AHP) só deve ganhar a vontade de se corrigir, mas é incapaz de fazê-lo por conta própria e é corrigida unicamente através de Galgalta ve Eynaim. Isso explica por que o mundo inteiro também tem que passar por uma grande crise e muitas decepções para que, no final, eles se conectem a Galgalta ve Eynaim e a apoiem.

Como o profeta Yeshayahu (Isaías) disse, as “nações do mundo” vão levar os “filhos de Israel” sobre os seus ombros para o Templo. Elas são capazes de fazê-lo, embora não sejam capazes de se corrigir por conta própria. Galgalta ve Eynaim é um ponto de transição entre AHP (as “nações do mundo”) e a força superior.

Assim, em conjunto, ambas as partes vão atingir a correção completa.

Por que os macacos preferem a interioridade à exterioridade? Eles se questionam sobre o sentido da vida: “Por que eu faço alguma coisa? Pra que eu vivo? Por que eu desenvolvo a indústria, ciências, cultura, educação e sistemas políticos? Por que eu descubro novas terras? Por que eu conquisto o cosmos?”.

Hoje em dia, pelo menos metade do mundo passa por vários estágios de disparidade. Um grande número de pessoas está tomando antidepressivos, drogas leves ou álcool. Estes são sinais de fraqueza e desamparo. Ninguém tem uma resposta para a questão mais profunda de sempre: “Por que eu estou aqui?”.

As pessoas não percebem isso, mas sentem o vazio e a devastação. Se elas forem privadas da televisão ou de outros tipos de meios de comunicação que as confundem ainda mais, se elas se libertarem de tudo o que são forçadamente “alimentadas” de manhã até a noite, o que lhes restará?

As pessoas são obrigadas a trabalhar duro, mas é desnecessário. Trabalhando duro, elas são propositadamente distraídas da grande questão evocada pela natureza. Hoje, esta questão torna-se muito perigosa. É como um jogo que pode acender um fogo em todo o mundo.

Ninguém quer ouvir esta questão. As pessoas têm medo da dor que carregam dentro. Quando uma pessoa se pergunta a cerca desta questão, toda a vida se transforma num grande espasmo doloroso. Quem quer isso? As pessoas estão tentando encontrar um pouco de alegria; elas não querem ficar submersas num desespero total.

As pessoas estão prontas para matar quando questões sobre o sentido da sua vida causam uma dor que não pode ser curada por qualquer medicação conhecida.

A humanidade faz tudo o que pode para evitar dores: turismo, moda, cinema, televisão, entretenimento; não há fim para as “alternativas”. Faça o que quiser, mas não desperte a angústia que não tem solução.

No entanto, a questão sobre o sentido da vida desperta independentemente de políticos ou outros profissionais que sabem como inverter esta questão de cabeça para baixo. Seus esforços não são bem sucedidos, uma vez que contradiz o propósito da criação.

No entanto, as pessoas precisam “cozinhar” e “amadurecer” internamente. Por todos os meios este processo depende da oportunidade de ter um amplo acesso à metodologia da correção que carrega um remédio pronto, uma bela vida saturada com uma sensação de eternidade e perfeição, bem como uma subida interminável para todos em vez de doenças ou o absurdo de nossa existência atual.

Por um lado, a metodologia da correção apresenta uma explicação clara da situação em que estamos neste momento. Ela explica por que essa situação aconteceu conosco e como corrigi-la. Por outro lado, ela fornece uma técnica forte e prática de correção que mostra resultados positivos imediatos.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 03/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Igualdade Complicada

Dr. Michael LaitmanComo o todo e uma parte individual se relacionam entre si? Como poderia um pequeno grupo reunido por Abraão na antiga Babilônia influenciar o desenvolvimento de toda a humanidade? Por que tudo gira em torno desse grupo? Por que este grupo continua a sua “rotação”?

O problema deste mundo é que nós “contamos” a humanidade como se ela fosse gado. Nós avaliamos os seres humanos por milhões e bilhões; este tipo de cálculo parece ser suficiente para nós. Nós simplesmente não somos capazes de fazer cálculos qualitativos.

Isso resulta num constante conflito entre qualidade e quantidade no mundo. Nós proclamamos que somos iguais. No entanto, como isso pode ser verdade, se as posses de uma pessoa são comparáveis ​​com os ativos de um bilhão de outras pessoas ou se a sua saúde é útil para o bem-estar de milhares de outras pessoas? Será que somos realmente iguais porque cada um de nós tem um corpo? Este é um critério que deve ser utilizado quando se avalia os seres humanos?

Nós somos incapazes de “avaliar” os outros porque nos faltam verdadeiros instrumentos de medição. O que estamos comparando: sentimentos, intelecto? Como podemos igualar uma pessoa a outra?

Não há qualquer igualdade! Todo mundo nasce com um conjunto específico de qualidades; assim, cada um de nós é único. Embora desejássemos ser iguais, ainda não somos. Baal HaSulam explica esta questão em seu artigo “Paz no Mundo”: “… Nós precisamos trabalhar muito para alcançar a verdadeira igualdade entre nós”.

Isso também se aplica ao caminho espiritual. Nossos objetivos espirituais também são bastante diferentes. Cada um de nós tem qualidades pessoais, um “destino” individual, uma forma de avanço e um propósito único em todo o sistema, que serve como um corpo comum, onde cada célula é importante, mas todas as células e órgãos ainda são extremamente diferentes.

Isso explica por que o papel do grupo de Abraão é tão importante: este grupo de pessoas atingiu um novo propósito que era totalmente contrário ao propósito das outras nações. A Babilônia foi impulsionada por um desejo egoísta que se expandiu e aumentou cada vez mais, enquanto que o grupo de Abraão, pelo contrário, centrou-se no desejo de doar. O egoísmo pode continuar a crescer sob a condição e conforme o avanço do desejo altruísta, pela fé acima da razão.

O progresso dos estudantes de Abraão difere radicalmente do progresso de outras nações: estas desenvolveram inteligência, ao passo que o primeiro grupo concentrou-se na fé. Isso explica por que no momento em que o grupo de Abraão seguiu fielmente sua predestinação, eles não estavam desenvolvendo ciências ou cultura, como música ou dança. Eles não prestavam quase nenhuma atenção a essas coisas; seus principais esforços foram feitos no sentido da espiritualidade. Era o seu único foco.

Mais tarde, outras nações aproveitaram os “frutos” de seu trabalho e sobre esta base desenvolveram ciências, cultura e artes. Por exemplo, os antigos gregos pegaram emprestado os primeiros “brotos” de sua filosofia com a sabedoria da Cabala. Mais tarde, eles admitiram este fato.

Como vemos, as especificidades das relações entre o todo e a parte, entre pequenas nações e toda a humanidade, permaneceram intacta ao longo de toda a história e serão preservadas no futuro. Como Abraão fez, nós juntamos amigos de todo o mundo e rogamos a eles que escolham o caminho comum para Criador. Ainda assim, nós continuamos a ser uma pequena minoria. Deve ser assim, porque deve haver um equilíbrio entre os poderes quantitativos de toda a humanidade e nossa energia qualitativa.

Ambas as partes devem estar harmonizadas. Por exemplo, se uma criança pequena recebe um enorme poder, ela pode ferir gravemente os outros, mas se ela adquirir profunda compreensão do que está fazendo, sem receber poderes extras, ela não será capaz de implementar a sua compreensão da vida. É por isso que tudo deve ser equilibrado para que o nosso corpo, o intelecto e os sentimentos sejam corretamente divididos enquanto crescem.

Isso significa que nós podemos inclusive nos tornar menores conforme o desenvolvimento do resto do mundo. Diz-se: “Todos Me conhecerão, do menor deles ao maior deles”. Eles vão conhecê-Lo através de nós, mas eles não vão se juntar a nós em milhões. Isso vai acontecer apenas no último estágio da correção.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/03/14, Escritos do Baal HaSulam

O Que Você Prefere

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”, Item 69: Quando alguém aumenta a sua labuta na interioridade da Torá e seus segredos, nesta medida, ele faz a virtude da interioridade do mundo, que é Israel, voar alto, acima da exterioridade do mundo, que são as nações do mundo.

Então, tudo depende em preferir a interioridade à exterioridade. Essas duas partes são essenciais na Torá, em nossas ações, na nossa intenção, em nosso desejo, em tudo. Devemos sempre distinguir entre o que é mais interno e o que é mais externo, e preferir um ao outro.

Assim, uma pessoa concentra-se sobre o objetivo correto e avança. Na verdade, não há nada mais que devamos fazer, mas a preferir a interioridade à exterioridade o tempo todo, esclarecer o que é interioridade e o que é exterioridade, e preferir uma ao outra. [Leia mais →]

Com Relação Às Encruzilhas

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 69:  Quando a pessoa aumenta o seu trabalho na interioridade da Torá e seus segredos, nessa medida ela faz com que uma virtude da interioridade do mundo – que é Israel – suba muito acima da exterioridade do mundo, que são as nações do mundo. E todas as nações reconhecerão o mérito de Israel sobre elas.

No fim das contas, se explicarmos a nossa mensagem ao mundo juntamente com o processo de desenvolvimento, tudo vai avançar de forma suave, boa e sem problemas.

Mas se não nos tornarmos um “canal” para a influência da Luz que Reforma, esta Luz irá influenciar e despertar os desejos de receber da maneira usual. Assim, as nações do mundo não vão sentir o poder do bem, da doação e do entendimento; elas não vão sentir o objetivo de nós. Em vez disso, na medida em que o desejo de receber aumentar nelas, tumultos e confrontos começarão entre elas; depois, isso vai ser dirigido ao povo de Israel em particular.

Desta forma, nós estamos numa encruzilhada: ou conseguimos transmitir ao mundo a linha de conexão com a Luz, ou como de costume, a Luz vai agir sobre o ego de cada um, e todo mundo vai realmente começar a enlouquecer, vai querer matar, “comer” o outro, até que isso aconteça ativamente…

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 02/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Uma Geração Sem Fontes

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Artigo 63: ….esta é a regra em todos os Partzufim (plural para Partzuf) dos mundos e das almas, que o mais puro é o primeiro a ser escolhido no Partzuf.  Portanto, os Kelim mais puros, HBD, foram escolhidos primeiro no mundo e nas almas.

Assim, as almas nos dois primeiros milênios eram muito superiores. No entanto, elas não podiam receber a medida completa da Luz, devido à falta das partes mais inferiores do mundo e em si mesmas, que são HGT NHYM.

Baal HaSulam explica o declínio gradual das gerações. Como resultado disso, nossa geração é a mais inferior e desceu até o fundo.

Hoje nós não sabemos de onde viemos, para onde vamos e por quê. Nós não conhecemos nossa raiz ou o nosso propósito, ou o que precisamos fazer em nossas vidas. Nós não temos qualquer conexão com as fontes; basicamente, nós não temos noção do que significa a Torá e as Mitzvot em seu sentido verdadeiro e interior.

Para que e por que estamos vivos? Qual é a razão das nossas vidas? Tudo isso é desconhecido para nós. Não há mais nenhum dos grandes Cabalistas que possa nos levar como pastores, guias. Mas o principal é que a conexão com a fonte, com os fundamentos da nação, está perdido, desapareceu. Portanto, nós nos encontramos na escuridão total.

Não é por acaso que nos encontramos nesta escuridão. Isso ocorre porque a revelação do Criador à criatura, do começo ao fim, é dividida em seis mil níveis que são chamados de “seis mil anos”.

Nós começamos a contar estes níveis a partir da primeira revelação do Criador à criatura, que se chama, Adam HaRishon. Este foi o primeiro ser humano que descobriu o Criador; este foi o primeiro Reshimo a ser realizado, ou seja, que se corrigiu. Além disso, dele até o último Reshimo que deve se corrigir, seis mil níveis devem ser percorridos, que são divididos em três períodos de dois mil anos cada: HBD, HGT, NHY.

Disso, é compreensível para nós que o declínio das gerações não é derivado da culpa de ninguém. Desde o início, nós tivemos que descer ao estado atual, até a nossa vida atual. Precisamente dessa vida miserável, do abismo profundo, nós podemos começar a subida até o cume. Então, vamos entender o quão grande é a diferença entre o vaso e a Luz, e graças a isso, podemos realmente apreciar o Criador.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 25/02/14, Escritos do Baal HaSulam

A Mente Judaica

Pergunta: Entre os cidadãos judeus e árabes da nação, relações complexas foram criadas. Estamos destinados a viver juntos em uma só nação, mesmo que não escolhêssemos isto. Os árabes são cerca de 20% da população de Israel. Entre eles, 83% são muçulmanos, a maioria sunita. Nós temos direitos e responsabilidades iguais, mas há dois lados para cada moeda. Por um lado, muitos dos cidadãos árabes querem viver em paz conosco. Há cidades em que judeus e árabes estiveram em boas relações de vizinhança ao longo de décadas, por exemplo, no Acre e Jaffa.

E, por outro lado, esse setor tornou-se uma fonte de violência nos últimos distúrbios.

Temos vivido juntos, lado a lado, por tantos anos, e até hoje, ainda não aprendemos a conviver uns com os outros! Os últimos desenvolvimentos são assustadores, decepcionantes, e despertam desconfiança entre nós. O que você pode dizer sobre o sistema de relações entre os setores judeus e árabes em Israel?

Resposta: Eu suponho que indo mais fundo nos níveis psicológicos e sociais humanos diários acabará por confundir as pessoas. Na verdade, cabe-nos fazer apenas uma coisa em relação aos árabes de Israel. Temos que mostrar-lhes como os judeus se conectam entre si e como podemos aceitá-los entre nós para que eles também conectem-se com a gente. Não é necessário fazer mais nada.

Em geral, os povos árabes, como todas as nações, têm um papel único. Primeiro de tudo, historicamente eles são nossos primos. Na visão judaica, sua religião não é idolatria, uma vez que não se curva a qualquer estátua ou imagem. [Leia mais →]

O Estado De Israel Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você já teve a sensação de que não temos tempo para conseguir fazer alguma coisa?

Resposta: A sensação de que “não temos tempo” não é relevante para mim. Eu já sou uma pessoa idosa que sabe quanto tempo me resta. Eu simplesmente quero ver uma organização claramente reunida que esteja conectada às massas e ao Criador, e que começa a trabalhar a sério. Esta é uma organização chamada de “Estado de Israel”.

Neste caso, o estado de Israel não é um conceito geográfico. É composto por diferentes blocos funcionais interconectados, parte dos quais opera a fim de se sustentar, tanto física quanto espiritualmente.

A parte que está conectada ao Criador chama-se Cohanim (Cohens – sacerdotes). A parte que fornece a base ideológica chama-se Levitas. A parte que fornece a base material é o povo. Juntos, todos estão unidos para se conectar com todo o mundo lá fora, e eles têm muitas conexões com as massas, com todos os países e com toda a humanidade. Isto é como tudo funciona.

Se eu pudesse ao menos ver um protótipo de tal organização, eu poderia não estar mais com tanta pressa. Embora isso já esteja se aproximando, não é suficiente; não há nenhum contato claro com o público em geral. Ainda não há contato com o Criador,

O contato com o inferior e o contato com o superior são mutuamente dependentes e nós estamos no meio. Quanto mais conseguirmos abordar o público em geral com sucesso, mais precisaremos corretamente do Criador, e, assim, receber ajuda do Alto.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 19/08/13

A Terra De Israel, A Interpretação Correta

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Um Discurso para a Conclusão do Zohar“: A prova é que qualquer um que seja atraído para os segredos da Torá também seja atraído para a terra de Israel.

Há um ramo físico e uma raiz espiritual. Na espiritualidade, a “terra de Israel” em sua forma completa é Malchut que se eleva completamente à Bina, e isso não é parte de Malchut que nós elevamos à Bina. “Terra” é “desejo” e “Israel” é “direto ao Criador” (Yashar-El). Desta forma, um desejo que sobe à Keter deve subir ao nível de Bina, corrigindo assim a si próprio. Portanto, a terra de Israel é chamada de Malchut no nível de Bina, que é chamada de redenção.

Quando Malchut está totalmente no nível de Bina, ela começa a receber a Luz de Hochma que é revelada dentro da Luz de Hassadim. E isso é chamado de redenção, a revelação do Criador à criatura. Por isso se diz que a revelação do Criador só pode ser na terra de Israel.

Nós devemos interpretar corretamente estes termos em seu sentido espiritual. Por exemplo, nós dizemos: “Sua glória enche o mundo”, ou seja, que Malchut se eleva a um nível compatível com a terra de Israel.

Um exemplo adicional: Nós dizemos que no final da correção, com a vinda do Messias, ou seja, a Luz que atrai (Mosheh) Malchut à Bina, a terra de Israel é espalhada por todo o mundo. Em outras palavras, a característica de Bina domina todo o desejo de receber o e corrige.

Portanto, a redenção, a vinda do Messias, a revelação do Criador, e todos os fenômenos semelhantes só podem existir na terra de Israel, no desejo corrigido.

Mas há também uma relação no mundo material. Afinal, cada raiz espiritual deve atingir o ramo material. Portanto, algo espiritual não pode acontecer em qualquer lugar, exceto na terra de Israel. Portanto, tudo vai acontecer em torno da terra de Israel, ou em outro lugar, mas em conexão com ela ou com o povo judeu. Todos os eventos, de uma forma ou de outra, estão ligados a isso, e um dia vamos ver que a sua causa e a sua raiz residem aqui…

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 24/12/13, Escritos do Baal HaSulam

Ir Ao Exílio Voluntariamente

Dr. LaitmanEu estou perfeitamente ciente da atitude das pessoas em relação a mim. Quando eu visito diferentes cidades da Europa, eu sinto a oposição interna local, tento não justificar o Criador para não borrar esse sentimento de exílio que me dá a oportunidade do trabalho espiritual, e até gosto.

Afinal, eu vim de um país com uma sociedade que aprendeu a sentir fortemente o antissemitismo. Claro, tudo foi planejado dessa maneira de propósito.

Curiosamente, ele é mais evidente e é revelado de forma mais simples na Europa Oriental do que na França, por exemplo, onde é sutil e elegante. Quando os sentimentos negativos são revelados de forma mais simples, você pode falar sobre isso, discutir o assunto e diretamente se opor ao ódio que as pessoas sentem em relação a você, e pode analisar tais estados, mesmo em conjunto com os seus inimigos. Enquanto na Europa Ocidental tudo é velado.

É intrigante. Eu sempre fico feliz por sentir isso e muitas vezes tento evocar esses olhares tortos, de modo a sentir a atitude negativa em relação a mim. É essencial.

Pergunta: O que você ganha com isso como Cabalista?

Resposta: Nós sabemos que Rav Zosha e outros Cabalistas na Europa Oriental, na Rússia, costumavam ir para o exílio de propósito. Eles costumavam deixar a sua aldeia para trás e ir a lugares onde somente os gentios viviam: russos, ucranianos, etc., a fim de experimentar repulsa e ódio, as atitudes negativas que os outros têm em relação a você como pessoa.

O sentimento de exílio é essencial para sentirmos necessidade do Criador, especificamente a partir da oposição deste atributo. Não é uma inclinação ao sofrimento, mas sim o reconhecimento do estado em que você está realmente, mas que você pode estar escondendo de si mesmo.

Não podemos desfocar tais estados. Você tem que viver com todo mundo e senti-los profundamente, o que eles realmente são.