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Aprender A Perceber A Nossa Exclusividade

Dr. Michael LaitmanA partir dos artigos do Baal HaSulam “A Entrega da Torá” e “Arvut (A Garantia Mútua)” e outras fontes, incluindo os escritos do Rav Kook, nós vemos claramente que aqueles que aspiram a se fundir com o Criador sem atrair o mundo inteiro não podem alcançar a correção.

Nós precisamos perceber que se esconder do mundo, cuidar de nós mesmos, e estudar por nós mesmos são coisas muito confortáveis ​​para o nosso egoísmo, mas não ajuda. Até que nós percebamos isso, nada acontece.

Não se queixem de que o mundo não é receptivo e não quer ouvir. Essas são apenas desculpas para justificar a nossa preguiça e desconforto neste plano material. Quando se trata da Força Superior que organiza toda a realidade e cria todas as condições internas e externas para nós, nós temos que decidir de uma vez por todas e confirmar cada dia que, por não observar este requisito particular, não lidamos com o avanço espiritual.

Pois isso significa que não estamos envolvidos na construção do sistema espiritual. Neste caso, seríamos substituídos por outros, ou o Criador vai nos enviar desastres e problemas terríveis e ainda teríamos que nos voltar a Ele contra a nossa vontade. Isso deve ser muito importante para nós.

Algumas pessoas se queixam de que têm estudado por 10 a 15 anos, mas ainda não atingiram a realização. Elas têm que compreender melhor o sistema em que nos encontramos. Se nós agirmos corretamente dentro do sistema, poderemos avançar em direção ao seu verdadeiro objetivo: a revelação da força de doação, conexão, fundindo-se com o Criador, e tendo a capacidade de não exigir nada para nós mesmos, isto é, a realização espiritual. Nosso avanço só é possível se agirmos dessa forma.

Se alguém se comporta de maneira diferente, então não deve estar no grupo e ser lastro desnecessário no barco comum. É melhor simplesmente ir embora, pelo menos você saberá o que está fazendo, em vez de vir de poucos em poucos anos com queixas: “Por que ainda não alcancei a revelação?”.

Esta é uma pergunta egoísta: “Por que eu não a tenho?” Mas ele não pergunta: “Por que eu estudei por tantos anos e ainda continuo pensando em mim”. Em vez disso, “Por que não eu recebi algo que estava esperando por tanto tempo?”.

Nós devemos cumprir os nossos deveres. O Criador nunca se compromete. Nós estamos falando de toda a criação e o sistema exige nossas ações. Em suas obras, o Rav Kook escreve que o estado do mundo nos obriga a agir e que não há espaço para fugir. A correção é perceber a nossa exclusividade.

Nós sentimos o desejo de alcançar o Criador não porque somos tão especiais, mas sim, porque o Criador propositadamente desperta o desejo em nós, para que possamos fazer o nosso trabalho corretamente. Nosso dever é cumprir a nossa tarefa corretamente, não agir por nós mesmos, mas sim aprendendo a realizá-lo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 18/03/14

Os Marcos Da Providência

Dr. Michael LaitmanOpinião (de Russian Bazaar): “Este fenômeno impressionante foi observado há muito tempo: nações envelhecidas e que estão morrendo são hostis com os judeus, mas os países que estão crescendo dão boas-vindas aos Judeus. Alguns explicam este padrão racionalmente: bancos judaicos e o capital são um poderoso catalisador do progresso econômico e intelectual, outros pela providência Divina e pelas leis mais elevadas da metafísica.

“De qualquer maneira, este padrão continua ao longo de séculos, se repetindo uma e outra vez.

“Os grandes conquistadores da antiguidade, Alexandre, o Grande e Júlio Cesar, não guardaram segredo de sua simpatia pelos judeus e contribuíram para sua prosperidade. Gananciosos e arrogantes Selêucidas gregos, levaram seu império ao desmoronamento, perseguindo e arruinando os judeus e provocaram a revolta dos Macabeus.

“A derrota das revoltas judaicas no início do primeiro milênio coincidiu com o início do declínio do Império Romano.

“O triunfo da Espanha Cristã aconteceu junto com o apogeu do desenvolvimento da comunidade judaica, e após a expulsão dos judeus, a Espanha deixa de ser uma grande potência.

“A ascensão da Grã-Bretanha começa com o convite de Cromwell aos judeus; o reino transforma-se em um país líder na Europa e a Senhora dos Mares. A traição de Londres aos judeus antes da Segunda Guerra Mundial marca o início do colapso do império.

“Ao convidar os judeus, o rei polonês Casimir fortaleceu seu estado, transformando-o num dos mais fortes na Europa. A política de perseguição aos judeus trouxe anarquia e fim ao Estado.

“A Rússia demonstra plenamente este paradigma: o envolvimento dos judeus na vida pública e a rejeição do antissemitismo conduziu o país à prosperidade, e depois, ataques a judeus e discriminação levam ao declínio e desintegração do país.

“Hoje, a Europa Ocidental é uma civilizaão agonizante e degradada. A taxa de fecundidade é de 1,5, com um mínimo de 2,1 filhos por mulher. Jovens educados e ambiciosos deixam a Europa para os EUA, Canadá, Austrália; em 2013, 300.000 pessoas, graduados em universidades de prestígio, jovens profissionais e empreendedores deixaram a França. Especialistas da Espanha foram trabalhar na América Latina, na Polónia e mesmo no Marrocos. A crise econômica atingiu o Velho Mundo, e está em ‘queda livre’.

“A economia alemã repousa sobre uma forte base industrial do século passado e da reputação das mercadorias alemãs. Sua alta tecnologia está por trás dos Estados Unidos, do Extremo Oriente e de Israel. A Itália é um país falido.

“Quase todos os países da Europa Ocidental vivem de crédito. A Europa Ocidental ainda é dominada pelas ideologias extremistas de esquerda.

“A Europa está voltando para os estados feudais – Catalunha na Espanha, Escócia na Grã-Bretanha; a Bélgica irá dividir o rico Flandres e a estagnada Valônia. Na Suíça, há receio de que os separatistas da Borgonha queiram tomar posse da riqueza da Suíça, para ocupar Genebra e Lausanne. Sentimentos separatistas estão se formando na Bretanha Francesa.

“Esta é a Europa Ocidental de hoje, degradada, patética, desprovida de valores e mesmo de um instinto de autopreservação, um lugar aonde professores esquerdistas, intelectuais e estudantes vão lado a lado com os imigrantes do Magrebe e Paquistão para apoiar os ‘direitos do povo palestino’, boicote e colapso dos seus próprios estados”.

“Então, paradoxalmente, os moribundos e cansados da história da Europa se unem com seus futuros conquistadores contra os judeus, exigindo sanções e boicote do estado, que também é uma parte da civilização europeia. Assim, de acordo com as leis imutáveis da metafísica, ela assina sua própria sentença de morte.

“Os EUA, Canadá, Austrália apoiam Israel e procuram desenvolver a cooperação com ele. Apesar das divergências políticas com a administração atual, a campanha de boicote não tem raízes nos Estados Unidos, e está aumentando o número de americanos simpáticos a Israel. Importantes mpresas americanas e a Intel escolherem Israel como o principal centro do programa «Investigação e desenvolvimento experimental» (R & D). Os EUA são responsáveis por cerca de 40% das exportações de Israel (a Alemanha apenas 7%). Alguns desses números são suficientes para dissipar os receios de uma catástrofe no caso de um boicote.

“Outra tendência são os países do terceiro mundo – os gigantes econômicos do Extremo Oriente, Índia, América Latina. Aqui as pessoas são indiferentes ao ‘problema palestino’, mas muito interessadas na tecnologia israelita e na cooperação com Israel.

“Israel sempre foi culturalmente orientado para a Europa e moralmente dependente do Velho Mundo, seja qual for a pobre condição em que esta esteja. A opinião dos europeus ainda significa muito para os israelitas, e dependência e preferências culturais são difíceis de superar.

“Israel terá de se consolar com o fato de que tem aprovação da Europa Oriental. Na República Tcheca, Polônia, Eslováquia, Bulgária e Estados Bálticos, Israel mantém a imagem de um país forte e corajoso, resistindo aos vizinhos regimes autoritários.

“Israel não pode ser ameaçado pelo boicote e isolamento – tem bastante amigos e parceiros. Ele só precisa ser capaz de vê-los, em vez de depender de uma civilização hostil, em ruínas, esquecendo a sua história e amarga experiência”.

Meu Comentário: O mundo ainda tem que revelar a verdadeira imagem do desenvolvimento da civilização da Terra que os Judeus atravessam visivelmente e em ocultação (as dez tribos perdidas, etc.), e que agora está chegando à sua conclusão lógica: a implantação do método de unificação global, a ascensão ao próximo nível, a entrada para uma nova realidade.

Quantidade É O Determinante Em Nosso Mundo

Dr. Michael LaitmanSe Baal HaSulam tivesse se cercado de aliados, ele não teria tido medo de informantes, ele teria continuado seu trabalho escrevendo mais cinquenta artigos e continuado no caminho que determinou para si mesmo. Assim, ao invés disso, ele teve que deixar Jerusalém e ir para Jaffa, para alguma cabana se envolver na construção.

Ele realmente sofreu com a falta de energia. Pois no nosso mundo quantidade e não qualidade é o fator determinante. E isto é particularmente importante no nosso dia, quando estamos chegando à correção geral.

Baal HaSulam escreveu que a partir do final do século XX, a correção seria feita graças à disseminação da sabedoria da Cabalá para todos. Portanto, a disseminação é fundamental para nós e não simplesmente para aumentar os nossos grupos, mas sim, é fundamental porque sem isso não podemos construir um vaso para revelar a espiritualidade. Portanto, a disseminação é essencialmente a correção privada de todo mundo, indo e expandindo os limites da sabedoria da Cabalá.

Porque se não chegarmos a essas seiscentas mil pessoas que em todos os tipos de formas vão pertencer ao estudo da Cabalá, não poderemos atingir a intensidade mínima, através da qual é possível revelar o Criador. Essas condições não dependem de nós, mas correspondem à estrutura do sistema sobre o qual estamos aprendendo no Estudo das Dez Sefirot e na Introdução à Sabedoria da Cabalá. Portanto, nossa tarefa é a de expandir.

A fim de expandir e sair com força total em todas as direções, isso também depende de nós sermos fortes contra todas essas facções que realmente querem nos aniquilar, porque isso é contra a sua ideologia, a sua capacidade de lucrar mais, de ter mais sucesso no programa material. Em geral, isso acontece em todos os lugares neste mundo egoísta; cada um tem o prazer de alguém que é menos do que ele, até o ponto que seria melhor se o outro não existisse.

Portanto, nós precisamos entender que a nossa atividade em disseminação não é apenas uma espécie de hobby. Alguém que quer chegar à sensação de revelar o mundo espiritual entre nós deve entender que isso requer um vaso que seja apropriado no sentido quantitativo e qualitativo para essa Luz que deve ser revelada nele. Esta é a condição da lei de equivalência de forma.

Nós só precisamos ficar mais fortes para que ninguém possa se ​​levantar contra nós e tentar nos desviar do caminho. Nós precisamos nos tornar tão fortes que podemos divulgar abertamente a sabedoria da Cabalá e não em silêncio, onde nos escondemos de nós mesmos. Para isso, também precisamos nos ​​tornar fortes internamente, e isso depende da nossa intensidade em todo o mundo. Da mesma forma, precisamos nos tornar fortes no círculo exterior, onde temos muitos fãs e simpatizantes, pessoas que nos entendem e reconhecem mais. E por meio da expansão cada vez maior dos círculos, precisamos trazer o povo de Israel à correção.

Da Lição 19/03/14, Conversa Sobre Importância da Disseminação

“Desperta E Levanta-te!”

Do livro, Ohrot, por Rav Avraham Isaac HaCohen Kook: a estrutura do mundo, que está atualmente em ruínas aos pés de terríveis tempestades, devido a espadas cheias de sangue, exige a construção da nação israelense. A construção da nação e a revelação de seu espírito é uma coisa, e é completamente unida com a construção do mundo que está desmoronando e aguarda o poder da unidade e elevação.

E tudo isso é encontrado na alma da comunidade de Israel. O espírito do Criador preenche-a, o espírito também, e é impossível que o espírito humano, que sente sua alma martelando no íntimo, seja tranqüilo nesta grande hora sem recorrer a todas as forças ocultas dentro da nação: desperta e levanta-te para tuas tarefas. A voz do Criador chama com poder e discernimos isto de dentro de nossa alma viva e seu movimento. Israel é obrigada a buscar a fonte de sua vida, para ficar aqui aos pés de seu caráter espiritual.

Todas as culturas do mundo serão renovadas mediante a renovação do nosso espírito, todas as ciências serão postas em ordem, todas as vidas serão iluminadas com a felicidade do novo nascimento em nossa insurreição, todos os credos serão vestidos com roupas novas, retirando suas vestes sujas e vestir-se-ão com roupas preciosas que foram preparadas a priori para todas as nações e todas as pessoas de bem de Israel. A bênção de Abraão, a todas as nações da terra, iniciará a sua atividade, com poder e revelação, e, começará de acordo com a sua fundação, de novo, entre nós, na Terra de Israel. A presente destruição é uma preparação para um novo renascimento…. [Leia mais →]

Este É O Centro Da Correção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Baal HaSulam publicou o jornal Hauma (A Nação) na década de 1940 no qual alertava sobre o desastre que se aproximava. Nós estamos enfrentando os mesmos problemas hoje. O que significa levá-los mais a sério? O que falta no nosso trabalho?

Resposta: Nós devemos simplesmente fazer o que Baal HaSulam diz no jornal Hauma e no artigo “A Última Geração”. É o mesmo método, a mesma conexão, e nós só precisamos fazer as mesmas coisas.

Você se preocupa com o que vai acontecer com um bilhão e meio de chineses. Eu não posso dizer, mas sei que meio milhão de judeus pode fazer o trabalho para o mundo inteiro. Portanto, eu me preocupo primeiro com a disseminação em Israel. Se conseguirmos aqui, as coisas vão funcionar no mundo.

A correção, o que significa a conexão, deve ocorrer primeiro na nação israelense. Em seguida, ela vai se espalhar para o resto do mundo. Nós estamos na rede geral de conexão entre as almas quebradas, e se corrigirmos a nós mesmos, nem mesmo toda a nação, mas apenas uma parte que se corrige um pouco na conexão entre nós, a força da conexão já vai se espalhar entre todas as nações e vai trazer todo mundo para correção.

Nós devemos levar a sério tudo o que acontece e deixar tudo, exceto a disseminação, o estudo e o trabalho espiritual. A disseminação é muito importante. A julgar pela forma como o mundo está se aproximando do caminho “em seu tempo”, o caminho dos sofrimentos, nós temos que fazer maiores esforços a fim de colocá-lo no caminho “eu devo apressá-lo”, o caminho da Luz.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Questão Proibida

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 67: Quando uma pessoa de Israel aumenta e dignifica a sua interioridade, que é Israel nessa pessoa, sobre a exterioridade, que são as nações do mundo nela, isto é , quando ela dedica a maior parte de seus esforços para melhorar e exaltar a própria interioridade, para beneficiar sua alma, e realizar os menores esforços, a mera necessidade, para sustentar as nações do mundo em si, ou seja, as necessidades corporais, como está escrito: (Avot , 1), “Torne a sua Torá permanente e seu trabalho temporário”, fazendo assim, a pessoa também faz os filhos de Israel se elevar na interioridade e exterioridade do mundo, e as nações do mundo, que são a externalidade, reconhecer e admitir o valor dos filhos de Israel.

Pergunta: Existe a interioridade e existe a exterioridade. É claro para mim. No entanto, eu não entendo o que significa preferir um em detrimento de outro.

Resposta: Existe uma alma e existe um corpo. Aqui “corpo” não é usado no sentido físico da palavra. No nível falante, o corpo é o desejo de receber. O que é um ser humano em primeiro lugar?

Não é um corpo físico. Mesmo um macaco tem mãos e um galo tem pernas. Os seres humanos ficam acima do nível animal porque têm a capacidade de alcançar o Criador. Mesmo que os seres humanos pertençam ao nível animal, eles ainda têm um potencial adicional: o desejo de procurar o Criador.

Nós somos “macacos estranhos” que têm horizontes ilimitados de desenvolvimento.

“O que você está procurando em nossa floresta”, questionam os macacos; “Você perdeu alguma coisa?”.

“Eu estou procurando meus irmãos. Eu quero encontrar o pai”.

“Aqui está o seu pai, você não vê?”.

“Não. Eu estou procurando a fonte da vida. Há algo faltando em minha vida. Eu quero saber por que eu vivo. Há algo além de bananas lá fora? É difícil para mim permanecer sem procurar”.

“Sem o que …?”

“Eu mesmo não sei ainda, mas tenho que encontrar um sentido na vida. Minha existência não tem gosto sem sabor”.

“Tente estas bananas maravilhosas!”

“Isso não vai funcionar! Eu ainda tenho um desejo que está além de ter apenas o sustento”.

Este desejo adicional é chamado de “o Homem” (Adão). Nossa busca interna aborda a aspiração de se tornar semelhante (Domeh) ao Criador, às Suas propriedades e natureza.

Um macaco começa a procurar sem ter qualquer pista sobre algo. Até agora, a procura está envolta em desenvolvimento egoísta.

O desenvolvimento é rigidamente orientado para ganhar mais dinheiro, ter mais sucesso e construir mais. Este processo já se arrasta por centenas de milhares de anos: houve a agricultura, depois emergiu a indústria, interações sociais complexas, inúmeras realizações humanas, e ainda assim o macaco nunca está completamente feliz ou satisfeito.

No emaranhado de desejos dos macacos, dentro se esconde uma corrida para sentir o Criador. Mas essa aspiração é desarticulada, implícita, como se escondida sob várias camadas de roupas, outros desejos. Novas terras inexploradas e continentes parecem tão atraentes para os macacos! Macacos se esforçam para explorar o mundo e suas leis: “O que há nos céus? O que há na profundidade da terra? O que está na mente dos nossos amigos e em seus corações?” Os macacos desenvolvem as ciências e tecnologias que representam marcos evolutivos na linguagem que eles entendem.

Em essência, no mais profundo de suas mentes, por trás de todos os esforços possíveis na ciência, na filosofia, e nas mais recentes tecnologias, os macacos aspiram à revelação da fonte da realidade.

Com o tempo, os macacos se tornam muito estranhos e começam a se chamar “seres humanos”. Essa situação continua até que um desejo, antes escondido, começa a se manifestar de forma mais vívida. Então, os macacos começam a procurar certos poderes naturais; eles se envolvem em misticismo e astrologia, começam a olhar para os sacramentos, percebendo “sinais” que estão ao redor e dentro deles. Eles atribuem propriedades misteriosas para várias coisas e fenômenos e criam inúmeras teorias. Como resultado, eles ainda não encontram nada.

No entanto, o desejo mais profundo dos macacos gradualmente emerge cada vez mais. De repente, no meio de milhares de macacos altamente desenvolvidos surge um com o nome de “Adão”. Não é por acaso que seus pais lhe deram este nome em particular. Este enorme desejo recém-criado finalmente revela a força superior que iniciou toda a realidade com tudo o que já existiu.

Este homem é chamado de “o primeiro homem” (Adam Ha-Rishon), uma vez que é o único que adquiriu uma aparência humana: semelhança com a força superior. Assim, ele revelou o Criador.

Ele foi seguido por muitos outros ao longo de vinte gerações antes de Abraão. Alguns deles conseguiram atingir o nível humano.

Consequentemente, uma sede de revelar a força superior é construída neste tipo de macaco. Até agora, o seu egoísmo só o acompanhava em direção a essa força. Eles estão tentando construir uma vida melhor e tentam vários remédios, visto que o seu apelo interno ainda está escondido.

Da mesma forma, eles “enganam” as nossas crianças para envolvê-las em atividades benéficas ao colocar coisas que são boas para elas em invólucros atrativos, para que elas gradualmente se movam na direção desejada. O mesmo se aplica aos macacos: eles se aproximam lentamente da questão sobre o propósito da vida impulsionados por inúmeros desafios, desapontamentos e provocações. É assim que acontece qualquer avanço.

Na antiga Babilônia, havia grandes discussões entre as pessoas. Elas não tinham ideia de como resolvê-las. A situação tornou-se tão aguda que elas começaram a gritar: “Queremos conhecer o nosso Rei!” Estes eram macacos racionais muito avançados, progressistas. Eles levaram centenas de milhares de anos antes de proclamar seu desejo de se “familiarizar” com a força superior. Eles não eram meros idólatras primitivos, eles construíram zigurates (antigos templos da Mesopotâmia). Com a sua torre alcançando o céu, em essência, eles estavam engajados em ações espirituais que trabalham com as forças da natureza, embora egoisticamente.

Em suma, este é o momento em que começou o desejo dos macacos de revelar a força superior. No entanto, eles não sabiam como alcançá-la. Eles tinham uma longa tendência milenar de progresso técnico e social atrás deles, de modo que decidiram continuar neste caminho, mas encontraram uma crise, uma vez que é impossível alcançar o Criador desta forma.

Nós temos que entender que eles viviam muito modestamente, tinham o suficiente para comer, e todos os seus esforços eram direcionados para a realização da força superior.

Na época da Babilônia, os macacos se aproximaram do estado humano a um certo grau. Algo mudou neles. Eles começaram a aspirar à fonte, à força superior.

Desde então, o desenvolvimento de uma nova metodologia de realização foi lançado. Esta metodologia revela a verdade para nós. Não importa se a verdade é agradável ou confortável. Eu não estou à procura de conforto, mas sim quero saber.

Nós só podemos continuar este caminho de realização adquirindo um grau ainda maior de egoísmo. Isso significa que temos que passar para a próxima etapa.

O egoísmo Babilônico “adicional” permitiu que uma pequena parte (cerca de cinco mil pessoas de três milhões) triunfasse, subisse acima do seu egoísmo, se tornasse Galgalta ve Eynaim e se juntasse aos grupo de Abraão. A maioria não foi capaz de lidar com o seu egoísmo e se esqueceu do propósito de sua vida, a “torre para o céu”, isto é, a busca da força superior. Eles caíram sob o peso do amor-próprio e se espalharam por todo o mundo e continuaram estabelecendo a sua existência material.

O egoísmo amplificado dividiu-se em duas partes: interno e externo. Esse processo continua até agora: uma pequena parte, a casa de Abraão, de Israel, se desenvolve e corrige, enquanto que a parte maior (AHP) só deve ganhar a vontade de se corrigir, mas é incapaz de fazê-lo por conta própria e é corrigida unicamente através de Galgalta ve Eynaim. Isso explica por que o mundo inteiro também tem que passar por uma grande crise e muitas decepções para que, no final, eles se conectem a Galgalta ve Eynaim e a apoiem.

Como o profeta Yeshayahu (Isaías) disse, as “nações do mundo” vão levar os “filhos de Israel” sobre os seus ombros para o Templo. Elas são capazes de fazê-lo, embora não sejam capazes de se corrigir por conta própria. Galgalta ve Eynaim é um ponto de transição entre AHP (as “nações do mundo”) e a força superior.

Assim, em conjunto, ambas as partes vão atingir a correção completa.

Por que os macacos preferem a interioridade à exterioridade? Eles se questionam sobre o sentido da vida: “Por que eu faço alguma coisa? Pra que eu vivo? Por que eu desenvolvo a indústria, ciências, cultura, educação e sistemas políticos? Por que eu descubro novas terras? Por que eu conquisto o cosmos?”.

Hoje em dia, pelo menos metade do mundo passa por vários estágios de disparidade. Um grande número de pessoas está tomando antidepressivos, drogas leves ou álcool. Estes são sinais de fraqueza e desamparo. Ninguém tem uma resposta para a questão mais profunda de sempre: “Por que eu estou aqui?”.

As pessoas não percebem isso, mas sentem o vazio e a devastação. Se elas forem privadas da televisão ou de outros tipos de meios de comunicação que as confundem ainda mais, se elas se libertarem de tudo o que são forçadamente “alimentadas” de manhã até a noite, o que lhes restará?

As pessoas são obrigadas a trabalhar duro, mas é desnecessário. Trabalhando duro, elas são propositadamente distraídas da grande questão evocada pela natureza. Hoje, esta questão torna-se muito perigosa. É como um jogo que pode acender um fogo em todo o mundo.

Ninguém quer ouvir esta questão. As pessoas têm medo da dor que carregam dentro. Quando uma pessoa se pergunta a cerca desta questão, toda a vida se transforma num grande espasmo doloroso. Quem quer isso? As pessoas estão tentando encontrar um pouco de alegria; elas não querem ficar submersas num desespero total.

As pessoas estão prontas para matar quando questões sobre o sentido da sua vida causam uma dor que não pode ser curada por qualquer medicação conhecida.

A humanidade faz tudo o que pode para evitar dores: turismo, moda, cinema, televisão, entretenimento; não há fim para as “alternativas”. Faça o que quiser, mas não desperte a angústia que não tem solução.

No entanto, a questão sobre o sentido da vida desperta independentemente de políticos ou outros profissionais que sabem como inverter esta questão de cabeça para baixo. Seus esforços não são bem sucedidos, uma vez que contradiz o propósito da criação.

No entanto, as pessoas precisam “cozinhar” e “amadurecer” internamente. Por todos os meios este processo depende da oportunidade de ter um amplo acesso à metodologia da correção que carrega um remédio pronto, uma bela vida saturada com uma sensação de eternidade e perfeição, bem como uma subida interminável para todos em vez de doenças ou o absurdo de nossa existência atual.

Por um lado, a metodologia da correção apresenta uma explicação clara da situação em que estamos neste momento. Ela explica por que essa situação aconteceu conosco e como corrigi-la. Por outro lado, ela fornece uma técnica forte e prática de correção que mostra resultados positivos imediatos.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 03/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Igualdade Complicada

Dr. Michael LaitmanComo o todo e uma parte individual se relacionam entre si? Como poderia um pequeno grupo reunido por Abraão na antiga Babilônia influenciar o desenvolvimento de toda a humanidade? Por que tudo gira em torno desse grupo? Por que este grupo continua a sua “rotação”?

O problema deste mundo é que nós “contamos” a humanidade como se ela fosse gado. Nós avaliamos os seres humanos por milhões e bilhões; este tipo de cálculo parece ser suficiente para nós. Nós simplesmente não somos capazes de fazer cálculos qualitativos.

Isso resulta num constante conflito entre qualidade e quantidade no mundo. Nós proclamamos que somos iguais. No entanto, como isso pode ser verdade, se as posses de uma pessoa são comparáveis ​​com os ativos de um bilhão de outras pessoas ou se a sua saúde é útil para o bem-estar de milhares de outras pessoas? Será que somos realmente iguais porque cada um de nós tem um corpo? Este é um critério que deve ser utilizado quando se avalia os seres humanos?

Nós somos incapazes de “avaliar” os outros porque nos faltam verdadeiros instrumentos de medição. O que estamos comparando: sentimentos, intelecto? Como podemos igualar uma pessoa a outra?

Não há qualquer igualdade! Todo mundo nasce com um conjunto específico de qualidades; assim, cada um de nós é único. Embora desejássemos ser iguais, ainda não somos. Baal HaSulam explica esta questão em seu artigo “Paz no Mundo”: “… Nós precisamos trabalhar muito para alcançar a verdadeira igualdade entre nós”.

Isso também se aplica ao caminho espiritual. Nossos objetivos espirituais também são bastante diferentes. Cada um de nós tem qualidades pessoais, um “destino” individual, uma forma de avanço e um propósito único em todo o sistema, que serve como um corpo comum, onde cada célula é importante, mas todas as células e órgãos ainda são extremamente diferentes.

Isso explica por que o papel do grupo de Abraão é tão importante: este grupo de pessoas atingiu um novo propósito que era totalmente contrário ao propósito das outras nações. A Babilônia foi impulsionada por um desejo egoísta que se expandiu e aumentou cada vez mais, enquanto que o grupo de Abraão, pelo contrário, centrou-se no desejo de doar. O egoísmo pode continuar a crescer sob a condição e conforme o avanço do desejo altruísta, pela fé acima da razão.

O progresso dos estudantes de Abraão difere radicalmente do progresso de outras nações: estas desenvolveram inteligência, ao passo que o primeiro grupo concentrou-se na fé. Isso explica por que no momento em que o grupo de Abraão seguiu fielmente sua predestinação, eles não estavam desenvolvendo ciências ou cultura, como música ou dança. Eles não prestavam quase nenhuma atenção a essas coisas; seus principais esforços foram feitos no sentido da espiritualidade. Era o seu único foco.

Mais tarde, outras nações aproveitaram os “frutos” de seu trabalho e sobre esta base desenvolveram ciências, cultura e artes. Por exemplo, os antigos gregos pegaram emprestado os primeiros “brotos” de sua filosofia com a sabedoria da Cabala. Mais tarde, eles admitiram este fato.

Como vemos, as especificidades das relações entre o todo e a parte, entre pequenas nações e toda a humanidade, permaneceram intacta ao longo de toda a história e serão preservadas no futuro. Como Abraão fez, nós juntamos amigos de todo o mundo e rogamos a eles que escolham o caminho comum para Criador. Ainda assim, nós continuamos a ser uma pequena minoria. Deve ser assim, porque deve haver um equilíbrio entre os poderes quantitativos de toda a humanidade e nossa energia qualitativa.

Ambas as partes devem estar harmonizadas. Por exemplo, se uma criança pequena recebe um enorme poder, ela pode ferir gravemente os outros, mas se ela adquirir profunda compreensão do que está fazendo, sem receber poderes extras, ela não será capaz de implementar a sua compreensão da vida. É por isso que tudo deve ser equilibrado para que o nosso corpo, o intelecto e os sentimentos sejam corretamente divididos enquanto crescem.

Isso significa que nós podemos inclusive nos tornar menores conforme o desenvolvimento do resto do mundo. Diz-se: “Todos Me conhecerão, do menor deles ao maior deles”. Eles vão conhecê-Lo através de nós, mas eles não vão se juntar a nós em milhões. Isso vai acontecer apenas no último estágio da correção.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/03/14, Escritos do Baal HaSulam

O Que Você Prefere

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”, Item 69: Quando alguém aumenta a sua labuta na interioridade da Torá e seus segredos, nesta medida, ele faz a virtude da interioridade do mundo, que é Israel, voar alto, acima da exterioridade do mundo, que são as nações do mundo.

Então, tudo depende em preferir a interioridade à exterioridade. Essas duas partes são essenciais na Torá, em nossas ações, na nossa intenção, em nosso desejo, em tudo. Devemos sempre distinguir entre o que é mais interno e o que é mais externo, e preferir um ao outro.

Assim, uma pessoa concentra-se sobre o objetivo correto e avança. Na verdade, não há nada mais que devamos fazer, mas a preferir a interioridade à exterioridade o tempo todo, esclarecer o que é interioridade e o que é exterioridade, e preferir uma ao outra. [Leia mais →]

Com Relação Às Encruzilhas

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 69:  Quando a pessoa aumenta o seu trabalho na interioridade da Torá e seus segredos, nessa medida ela faz com que uma virtude da interioridade do mundo – que é Israel – suba muito acima da exterioridade do mundo, que são as nações do mundo. E todas as nações reconhecerão o mérito de Israel sobre elas.

No fim das contas, se explicarmos a nossa mensagem ao mundo juntamente com o processo de desenvolvimento, tudo vai avançar de forma suave, boa e sem problemas.

Mas se não nos tornarmos um “canal” para a influência da Luz que Reforma, esta Luz irá influenciar e despertar os desejos de receber da maneira usual. Assim, as nações do mundo não vão sentir o poder do bem, da doação e do entendimento; elas não vão sentir o objetivo de nós. Em vez disso, na medida em que o desejo de receber aumentar nelas, tumultos e confrontos começarão entre elas; depois, isso vai ser dirigido ao povo de Israel em particular.

Desta forma, nós estamos numa encruzilhada: ou conseguimos transmitir ao mundo a linha de conexão com a Luz, ou como de costume, a Luz vai agir sobre o ego de cada um, e todo mundo vai realmente começar a enlouquecer, vai querer matar, “comer” o outro, até que isso aconteça ativamente…

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 02/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Uma Geração Sem Fontes

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Artigo 63: ….esta é a regra em todos os Partzufim (plural para Partzuf) dos mundos e das almas, que o mais puro é o primeiro a ser escolhido no Partzuf.  Portanto, os Kelim mais puros, HBD, foram escolhidos primeiro no mundo e nas almas.

Assim, as almas nos dois primeiros milênios eram muito superiores. No entanto, elas não podiam receber a medida completa da Luz, devido à falta das partes mais inferiores do mundo e em si mesmas, que são HGT NHYM.

Baal HaSulam explica o declínio gradual das gerações. Como resultado disso, nossa geração é a mais inferior e desceu até o fundo.

Hoje nós não sabemos de onde viemos, para onde vamos e por quê. Nós não conhecemos nossa raiz ou o nosso propósito, ou o que precisamos fazer em nossas vidas. Nós não temos qualquer conexão com as fontes; basicamente, nós não temos noção do que significa a Torá e as Mitzvot em seu sentido verdadeiro e interior.

Para que e por que estamos vivos? Qual é a razão das nossas vidas? Tudo isso é desconhecido para nós. Não há mais nenhum dos grandes Cabalistas que possa nos levar como pastores, guias. Mas o principal é que a conexão com a fonte, com os fundamentos da nação, está perdido, desapareceu. Portanto, nós nos encontramos na escuridão total.

Não é por acaso que nos encontramos nesta escuridão. Isso ocorre porque a revelação do Criador à criatura, do começo ao fim, é dividida em seis mil níveis que são chamados de “seis mil anos”.

Nós começamos a contar estes níveis a partir da primeira revelação do Criador à criatura, que se chama, Adam HaRishon. Este foi o primeiro ser humano que descobriu o Criador; este foi o primeiro Reshimo a ser realizado, ou seja, que se corrigiu. Além disso, dele até o último Reshimo que deve se corrigir, seis mil níveis devem ser percorridos, que são divididos em três períodos de dois mil anos cada: HBD, HGT, NHY.

Disso, é compreensível para nós que o declínio das gerações não é derivado da culpa de ninguém. Desde o início, nós tivemos que descer ao estado atual, até a nossa vida atual. Precisamente dessa vida miserável, do abismo profundo, nós podemos começar a subida até o cume. Então, vamos entender o quão grande é a diferença entre o vaso e a Luz, e graças a isso, podemos realmente apreciar o Criador.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 25/02/14, Escritos do Baal HaSulam