Textos na Categoria 'Nações do Mundo'

Encontrar O Criador Nos Degraus Da Escada

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é este sistema chamado Israel, por meio do qual é possível resolver todos os nossos problemas se aprendermos a trabalhar com ele corretamente?

Resposta: Em toda a criação uma força única de doação e amor está agindo, além da qual não há nada. Ela é chamada de força superior, o Criador, porque criou toda a realidade.

Da mesma forma, esta força é chamada de Criador (Boreh) das palavras: “Vinde e vede” (Bo ve Reh), porque nós precisamos descobri-Lo. O objetivo da criação é descobrir o Criador, como está escrito: “Todos Me conhecerão, do menor ao maior deles” (Jeremias 31:33).

Para que possamos atingir o objetivo o mais rapidamente possível, a força superior age e nos influencia o tempo todo e nos chama a descobri-Lo. Aproximar-se da espiritualidade significa assemelhar-se ao Criador. O Criador é bom, e você também precisa se ​​tornar bom“. Assim como Ele é misericordioso e bondoso, você também deve ser misericordioso e bondoso” (Talmud Yerushalmi Peah 3:1).

Conclui-se que é preciso continuar a melhorar a nós mesmos, não fazer ao outro o que é odioso para nós, e amar o outro como a si mesmo, como está escrito: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Levítico 19:18). E isso é possível se nós nos tornamos como a força superior, a Luz Superior.

O Criador criou a inclinação ao mal pela qual estamos separados uns dos outros e não queremos o mundo espiritual, desenvolvimento ou progresso. Mas se chegamos à consciência de que esse desejo é ruim, então podemos nos corrigir com a ajuda da Torá, ou seja, com a ajuda da Luz que Reforma.

A Torá é o remédio para a nossa inclinação para o mal, para o ego. A Luz pode nos curar e transformar o ego em seu oposto: o desejo por doação e amor. O poder de doação é chamado de Criador, o bom e benevolente, a Luz. Esta Luz nos influencia e quando ela ilumina com mais força, então nos sentimos mal, uma vez que sentimos o mal em vez do bem, porque não nos ajustamos a ela.

Quanto mais forte a luz se aproxima de nós, pior parecemos estar. Todos os sentimentos ruins também vêm da Luz, do Criador, sobre o qual está escrito: “Eu vou colocar sobre vocês um rei como Hamã que irá devolvê-los ao bem contra a sua vontade” (Sanhedrin 97b).

Ao fugir do mal, nós nos aproximamos um pouco da Luz. Mas este caminho é chamado de caminho do sofrimento, “em seu tempo”. Porém, nós podemos começar a nos corrigir por nossa própria iniciativa e criar a força do bem, ou seja, construir um grupo. Um grupo é o conjunto de pessoas que anulam seus egos e começam a se tornar como a força de doação.

Na medida em que trazemos a nós mesmos de acordo com o Criador, nós nos aproximamos Dele de bom grado. De tal maneira nós avançamos, não permanecemos Seu oposto, e não fugimos dos golpes. Em vez disso, somos atraídos a Ele por nossos próprios esforços. Nós não esperamos ser empurrados por trás pelo sofrimento que nos obriga a fugir; em vez disso, nós corremos em direção ao Criador por nós mesmos, e queremos Ele. Este é um movimento positivo.

Pergunta: O que significa avançar ao Criador?

Resposta: Na natureza existe uma lei simples de adaptação pela qual os objetos se aproximam de acordo com o seu grau de equivalência de forma, a equivalência de suas características. Então, se nós desenvolvemos o poder de doação dentro de nós, nos aproximamos Dele. Ao nos aproximarmos Dele, ficamos sob a Sua boa influência e sentimos o nosso desenvolvimento como bom.

Pergunta: Como pode um grupo de pessoas criar esse poder?

Resposta: Este poder é descoberto por meio da conexão entre nós. Este é um grupo único composto por dez pessoas que desistem de seus egos para atingir um lugar de conexão comum. Eles deixam seus egos para trás e querem se unir num novo lugar. Isso é chamado tornar-se “como um homem com um só coração”. O lugar comum em que todos estão conectados é chamado de “um só coração”. Desta forma eles se tornam como o Criador através do seu desejo de doar. Porque, na verdade, eles querem doar mutuamente uns aos outros e chegar à doação ao Criador através disso. Segue-se que eles se aproximam do Criador dentro do seu desejo, Ele vem ao encontro deles, e eles se encontram em algum ponto.

Depois disso, eles acrescentam outro desejo de doar a si mesmos e se encontram com o Criador, aproximando-se cada vez Dele, até que alcançam plena semelhança e equivalência com Ele. É assim que Israel age, como alguém que anseia pelo Criador, Yashar-El” (direto ao Criador). Neste caminho, há 125 níveis espirituais ou cinco mundos superiores, que é toda a nossa realidade.

O início deste caminho em que estamos agora é chamado “este mundo” (Olam ha Zeh) e seu ponto final é chamado o “fim da correção” (Gmar Tikkun).

De KabTV “O Encontro dos Mundos” 20/06/14

Manter-se Em Dia Com O Programa Da Criação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o sistema de Israel resolve os problemas do mundo?

Resposta: É muito fácil alcançar uma vida boa e agradável no mundo superior, onde não existe o mal e a nossa única preocupação é chegar ao fim da nossa correção.

Se você se sente mal agora, é porque ainda não realizou a correção correta no devido tempo e não avançou em direção ao objetivo de acordo com o plano, o programa determinado.

Se você não avança, evoca forças negativas sobre si que o empurram para frente por golpes. Portanto, está escrito que o Faraó aproximou os filhos de Israel do Criador.

Pergunta: Como eu posso reduzir a minha percepção pessoal e adquirir uma percepção geral, como o Criador?

Resposta: Na medida em que você se conecta com um número cada vez maior de almas, você fica mais forte e expande os vasos de percepção. No final, você chega ao estado em que o mundo inteiro se torna seu. Graças a isso, você se torna como o Criador e igual a Ele, cheio da Luz Superior. Este estado é chamado de fim da correção ou a adesão da criatura com o Criador.

A pessoa tem que atingir toda a natureza como um sistema, sobre o qual está escrito: “E todos Me conhecerão, do menor ao maior deles”. Nós estamos constantemente sob pressão, e não importa o quanto tentamos escapar, não teremos sucesso. Pelo contrário, nós evocamos aflições e golpes ainda maiores sobre nós.

Todos os golpes são uma chamada de Cima para começarmos a avançar ao objetivo real, à adesão com o Criador. Portanto, nós precisamos nos conectar gradualmente a todo o povo, desde o círculo mais próximo a círculos cada vez mais amplos, até abrangermos o mundo inteiro.

De KabTV “O Encontro dos Mundos” 20/06/14

Uma Torneira Que Regula A Nossa Vida Inteira

Pergunta: Como posso afetar minha vida?

Resposta: Na medida em que você está incorporado em toda a realidade, você permite que a Luz preencha-a por intermédio de você. A Luz é boa e benevolente. Toda a criação foi criada por ela e, portanto, quer ser preenchida com a Luz. Por estar no meio, você tem que ajudar a Luz a preencher o mundo inteiro.

Do seu lado há toda a criação e, do outro lado, há a Luz, e você está no meio como uma rolha que bloqueia o caminho da Luz, mantendo a torneira fechada. Você tem que abrir a torneira e deixar a luz preencher toda a criação.

Para fazer isso você precisa ser incorporado à criação de alguma forma, e, por outro lado, conectar-se com a Luz. Assim, você conecta os dois e a Luz pode fluir através de você para toda a criação. Você é como um condutor, um tubo de ligação. Abra a torneira e a Luz o atravessa e preenche todo o mundo. [Leia mais →]

Faíscas de Pureza Para Toda Humanidade

Pergunta: Baal HaSulam diz no artigo “Arvut” (Garantia Mútua) que a nação de Israel havia sido construída como uma espécie de porta de entrada pela qual as centelhas de pureza iriam brilhar sobre toda a raça humana em todo o mundo. O que são “centelhas de pureza”?

Resposta: Há faíscas em todas as pessoas, incluindo a AHP (desejo de receber), mas isso depende do estado em que elas estão. As faíscas que puxam a pessoa para cima, conectam-na a Luz Superior e, portanto, são chamadas de faíscas de pureza.

As faíscas que estão na fundo do desejo de receber, no momento, não podem despertar por si mesmas. Mas, através de mútua incorporação, podemos ajudá-las e trazê-las para fora do ego. E, devido a isto, podemos influenciar o desejo de receber e transmitir a Luz que Reforma, até mesmo para um grande desejo de receber, e usá-lo como AHP de ascensão, a fim de receber a Luz de Hochmá (sabedoria) dentro dele. [Leia mais →]

O Caminho Para A Paz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós em Israel queremos tanto a paz e ela não vem. O que é a paz em geral? E como nós vamos trazer a paz para Israel?

Resposta: Em primeiro lugar, paz (Shalom) é a totalidade (Shlemut). E plenitude para Israel sempre foi a conclusão interior (Hashlama).

O patriarca Abraão tirou seus apoiadores da Babilônia e pediu que eles fossem um “povo”, o que significa um grupo de pessoas que vive de acordo com as leis da qualidade da misericórdia em amor mútuo e unidade. Cerca de 5.000 pessoas o seguiram, de acordo com Maimônides. Um pequeno grupo de babilônios foram atraídos para a doação cerca de 3.500 anos atrás.

Abraão lhes ensinou como eles precisavam se conectar entre si. Depois disso, Isaac e Jacó continuaram nesta missão, e, finalmente, os nossos antepassados ​​se tornaram verdadeiramente uma nação. Isso aconteceu porque eles realmente tomaram sobre si os requisitos: “Não faça a seu amigo o que é odioso para você”, “Amarás o teu amigo como a ti mesmo” e “Todos de Israel são fiadores uns aos outros”.

“E amarás o teu amigo como a ti mesmo” é chamado de “grande regra na Torá”. Esta é a base da nação, a sua constituição e a lei fundamental, segundo a qual ela existe. O grupo de Abraão separou-se de todo o mundo especificamente para se unir e viver de acordo com esta regra geral.

Quantos seguiram este pequeno número de pessoas e por que não tentaram? As dez tribos desapareceram e aqueles que permaneceram foram espalhados por todo o mundo. Eles passaram por inúmeros problemas e foram perseguidos sucessivamente, até que voltaram para a terra de Israel.

Então, o que havia de errado com essa volta?

Durante o período do exílio, o ódio das nações do mundo de alguma forma nos conectava externamente. Por causa disso, nós estávamos conectados, nos apoiávamos e nos ajudávamos.

Mas, na terra de Israel, não sentimos o domínio das nações do mundo sobre nós, e agora é como se não tivéssemos essa animosidade e o nosso próprio ódio interior tomou o seu lugar.

Em princípio, depois que formos liberados da pressão constante, teremos que viver aqui como um verdadeiro povo de Israel na terra de Israel e de acordo com a lei do amor e da unidade. Mas nada está acontecendo e ninguém ainda está pensando nisso, nenhum setor está pedindo isso. Antes, o ódio infundado levou à destruição do templo e nos espalhou por todo o mundo. Agora, existem os mesmos problemas e o mesmo ódio que nos acompanham em nosso retorno à terra.

Devido à distância na conexão entre nós, não somos um povo. Nós nos tornamos um povo só se estamos unidos pelo poder do amor mútuo. Esta é a condição, e enquanto não há amor entre nós, a nação de Israel não existe.

Outras nações surgiram em diferentes lugares do mundo de acordo com as condições locais, com base em tribos locais, moradores, etc. A criação de cada nação baseia-se numa história e geografia comuns, ou seja, bases terrestres.

Nós não nascemos assim. Nós fomos criados numa base ideológica e fomos separados do mundo inteiro de acordo com a ideia que é o oposto para os outros, para o mundo todo. Esta é a diferença fundamental, a nossa característica de origem.

Como resultado disso, nós fomos desenvolvidos e vivemos de forma diferente. Toda a nossa história é diferente do modelo usual. Todos aqueles que nos rodeiam sempre se relacionaram conosco como um corpo estranho, como uma adição estranha que “não era deste mundo”, Houve até teorias que nós viemos de outro planeta.

Como foi que aconteceu que hoje nós “enlouquecemos”, de tal forma que sonhamos com a paz sem nos unirmos como o povo de Israel em seu próprio solo?

Na verdade, a separação e a divisão habitam no meio de nós, e sempre em circunstâncias como estas, nós estamos rodeados por “lobos” que querem saquear as “ovelhas” que lutam entre si. É assim que sempre foi. Então, por que temos esperança? Se olharmos para o estado atual entre as pessoas na nação de Israel e para o que aconteceu há dois mil anos, vemos a mesma imagem.

A história é conhecida, as causas são definidas, e tudo é disposto diante de nós. Mas nós estamos à espera de algo dos palestinos, manobrando entre os interesses políticos das nações próximas ou distantes, e para quê? Tudo isso não é certamente do nosso interesse.

No momento em que nos unirmos, chegaremos à plenitude nas relações entre nós e vamos educar as pessoas sobre a base desses princípios fundamentais. Como resultado disto, nós alcançaremos a paz.

Na verdade, nós somos o povo da ideia, e devemos implementá-la. Quando caímos do nível do templo, ou seja, do amor e da unidade entre nós, tudo foi destruído e nós fomos lançados ao exílio. Isso significa que só o amor fará com que seja possível subirmos novamente para o nível do templo, o nível de paz e bem-estar.

Na verdade, estes são os fundamentos da nossa história, que são bem conhecidos para nós. Portanto, os pedidos pela paz e as tentativas de chegar a um acordo com os palestinos são inúteis. Quando agimos assim, nós estamos tomando a abordagem usual das nações do mundo, através de meios externos para resolver problemas de natureza interna. Isso nunca funcionou e nunca vai funcionar. Afinal, as nações do mundo estão sempre tentando nos aniquilar.

Mas nós podemos nos tornar muitas vezes mais fortes do que elas e conquistar todos os nossos inimigos só se nos unirmos e estivermos verdadeiramente unidos. Não devemos ser como nozes embaladas num saco por nossos vizinhos que nos pressionam de todas as direções e nos lembram sobre a unidade, mesmo que esta seja artificial. Caso contrário, eles vão simplesmente nos separar.

Portanto, não há nada mais importante do que educar as pessoas. Nós devemos explicar às pessoas que o seu bom futuro depende delas. O único requisito para a paz para o povo de Israel é a unidade dentro de si.

Se nos concentrarmos nas relações entre nós e aprendermos a cultivar e melhorá-las, todos à nossa volta vão relaxar. Os motins vão parar porque todo mundo vai estar à espera do momento em que, finalmente, cheguemos a paz entre nós. Inconscientemente, é isso que as nações do mundo estão esperando.

Além disso, elas estão esperando que nós lhes mostremos como fazer isso e como é possível chegar a plenitude do ser. O que elas querem de nós é um exemplo de unidade nacional resultante doe amor mútuo, um exemplo de uma estrutura econômica e nacional com base nesse princípio. Elas querem que nós construamos o país com base no amor e doação, e não com base na concorrência, conflitos e ódio.

Depois de mostrar tudo isso para o mundo, vamos nos tornar uma “luz para as nações”. Então eles vão querer receber isso e copiar isso de nós.

Isto é o que o mundo está esperando durante a crise global e integral que afeta a todos. Simplesmente não há outra escolha para o mundo, uma vez que ele está esperando por um meio e um exemplo que mostre o que deve ser feito. Nós especificamente podemos fornecer ao mundo este exemplo.

Pergunta: O que a nação de Israel deve fazer quando o mundo está constantemente castigando-a? “Seus vizinhos também querem viver”, dizem eles. “Deem-lhes a oportunidade de proclamar um Estado próprio e, em seguida, assinem um tratado de paz com eles”.

Resposta: Nas entrelinhas é diferente: “Vocês têm navios nos portos. Pegue-os e afastem-se de nossa terra. Vamos leva-los para algum lugar no meio do oceano, se vocês não afundarem no caminho, é claro. Vamos deixá-los fora em alguma ilha agradável e vocês vão morar lá em paz”.

Na verdade, algo semelhante já aconteceu. Isso é especificamente o que eles querem e isso é o que eles pretendem. Nós ainda veremos como as coisas progridem rapidamente nessa direção, se não iniciarmos o processo de conexão do nosso lado. O povo de Israel deve iniciar a correção do mundo e dar a todos o exemplo de como a sociedade humana de amanhã deve parecer.

Pergunta: E se eles nos isolarem na arena internacional? Na era moderna, o boicote é uma arma séria.

Resposta: Isso não vai ajudá-los se agirmos de acordo com uma nova natureza, a qualidade de doação. Neste caso nenhum boicote egoísta terá sucesso. Isso só nos permitirá estarmos silenciosamente preocupados com coisas essenciais e não sentirmos falta de nada.

Não se preocupe com a economia, especialmente porque até hoje ninguém sabe de acordo com quais leis ela opera. Eu não tenho medo de ninguém. Eu estou apenas com medo do povo de Israel que retorna à terra de Israel: Quando ela vai finalmente querer ser uma nação no sentido pleno da palavra?

Pergunta: Então, todo mundo está contra nós. Não há nenhuma razão para olhar para os outros; venham, vamos cuidar dos nossos problemas internos.

Resposta: Claro, isso não significa que devemos desafiadoramente fugir de todos, negar o que eles dizem e cortar todas as conexões. Em primeiro lugar, cabe a nós nos preocuparmos com o nosso povo. É necessário cuidar da política, mas, acima de tudo, 99% dos nossos esforços devem ser focados em educar as pessoas. Realmente, a verdade não é poder, nem dinheiro, e nem um exército que domina o mundo.

Pergunta: Nós sempre pensávamos que para viver em paz, tínhamos que viver em paz com nossos vizinhos. E nós dizemos que a paz começa conosco, a com o que está latente em nós.

Resposta: Isso é compreendido. Na verdade, não precisamos procurar maneiras de fazer a paz com os nossos vizinhos. Basta fazermos a paz entre nós. Toda a humanidade vai olhar para nós com espanto: “Uau! Nós também queremos isso!” As pessoas vão sentir de repente um anseio por isso.

Na verdade, as nações do mundo vão querer saber de nós; mas, por enquanto, não há nada a aprender. Pelo contrário, estamos tentando tomar um exemplo delas em vez de servir como um exemplo para elas. Esta é a razão elas nos odiarem.

Nossa missão é mostrar o que é a Luz, o que é uma vida de verdadeira serenidade, doação mútua e amor, que se diz ser a base necessária para a nossa existência.

Se o mundo é a perfeição, então a Luz é o poder de doação e amor que nos traz essa perfeição.

Pergunta: Como podemos nutrir o amor entre um povo que é dividido em milhares de facções?

Resposta: Comece a ensiná-los até que eles entendam que a separação e a fragmentação prejudicam a todos em qualquer eixo. As pessoas vão se conectar entre si acima de todas as diferenças. É assim que os pais amam seus filhos. Não faz diferença como eles são diferentes um do outro. Todos são diferentes e todos são iguais, como um homem com um coração.

De KabTV “Uma Nova Vida” 10/04/14

Como Podemos Despertar Deste Pesadelo?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos avançar para uma realidade mais unida a partir dessa crise desintegrada?

Resposta: É como se eu despertasse de um sonho e visse um mundo mal diante de mim e depois fechasse os olhos novamente, a fim de despertar para um mundo real, bom. O mundo terrível que eu vi primeiro era um sonho e não quero isso.

Quando eu desperto pela segunda vez, eu vejo um mundo normal e não o mundo que vi antes no meu sonho. Isto é o que se diz sobre a revelação espiritual: “É como se estivéssemos sonhando”.

Como nós podemos despertar deste pesadelo terrível para um mundo bom? Há um remédio para isso: nós só precisamos curar nossa percepção defeituosa. Agora, também, nós estamos num mundo maravilhoso, no jardim do Éden, onde não existem aflições ou dor, onde não há nenhum mal de forma alguma, mas apenas bondade absoluta. A única coisa que precisamos é mudar a nossa percepção.

Nós estamos numa esfera onde toda a bondade se transforma em mal total. Portanto, nós vemos toda a bondade como mal. É a tal ponto, que do lado de fora existe só o mundo maravilhoso de Ein Sof (infinito), mas nós podemos percebê-lo de acordo com nossos atributos maus. Se mudarmos nossos atributos, veremos um mundo bom.

Nós nos encontraremos rodeados de anjos que tratam uns aos outros com amor, e ninguém tem quaisquer pensamentos maus. Será um mundo de bondade absoluta. Só devemos ter cuidado para não corrompê-lo e percebê-lo corretamente.

Portanto, se você se sente mal, você só deve olhar para si mesmo. Nós realmente nos identificamos com seu sofrimento, mas existe um remédio que irá ajudá-lo a se sentir bem. Este remédio não é uma mentira ou um analgésico. Pelo contrário, quando você começar a mudar sua percepção, graças a isso, você verá que anteriormente estava sonhando.

O mundo inteiro será corrigido e não apenas partes dele: primeiro serão 10%, depois 20%, 30%, e assim por diante até que sejam 100% corrigidos. O mundo vai mudar para melhor conforme você mudar seus atributos em 10%, 20%, etc.

À medida que você conseguir superar seu ódio para com os outros, você vai ver como a atitude deles para com você vai mudar. Portanto, não há necessidade de mudar ninguém nesse mundo ou corrigir o mundo, você só deve corrigir a si mesmo.

Da Kab TV “Encontro dos Mundos” 16/06/14

Um Exército Não É Nossa Arma

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível realizar um experimento em casa para ver que a realidade muda para melhor?

Resposta: Você pode convidar alguns amigos e organizar um círculo que opera de acordo com as leis do mundo corrigido. Vocês devem se sentir como um homem em um só coração e amar uns aos outros como a si mesmos, como está escrito, “todos de Israel são responsáveis uns pelos outros,” e “O que você odeia, não faça ao seu amigo”.

Se vocês implementarem estes princípios entre vocês, então na conexão entre vocês, vocês começarão a sentir um estado diferente e uma vida diferente.

Graças às mudanças que você faz dentro de si, toda a realidade ao seu redor também muda. Não há nenhuma outra solução. A solução não virá de um exército, não importa quanto esforço, força, dinheiro, dor e raiva você coloca nele. Essa não é nossa arma.

É porque você está conectado ao sistema inteiro, que na verdade depende da nação Israelita visto que somente eles podem influenciar o mundo inteiro. Ao não influenciar o mundo para ser melhor, na verdade nós evocamos todas as aflições que nos atingem.

A conexão é o único meio que pode corrigir tudo, mas eu não consigo explicar exatamente onde você deve se conectar para corrigir um estado específico. Para isso, nós devemos falar em termos de Partzufim e Sefirot.

Se a nação de Israel só avançar um pouco no sentido da conexão e não apenas sob pressão externa, nós podemos mudar o mundo para melhor. Nós devemos levar a revelação da força superior que é boa e benevolente ao mundo para que ela habite entre todas as pessoas.

Na verdade, a nação Israelita é que deve trazer tal revelação, e isto é chamado levar Luz às nações do mundo. Se nós pudéssemos entender que este é todo o nosso trabalho e nossa missão e a missão da nação Israelita na terra que deve ser como um homem em um só coração, nós iríamos nos livrar de todos os problemas e receberíamos o respeito e a gratidão de todo o mundo.

De KabTV “Encontro dos Mundos” 16/06/14

Sitiados

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, o jornal “A Nação”: É vergonhoso admitir que um dos méritos mais preciosos que perdemos durante o exílio, e os mais importantes deles, é a perda da consciência de nacionalidade, o sentimento natural que conecta e sustenta cada nação.

Há dois mil anos, nos sentíamos como um só povo, porque todos nós estávamos como um homem com um coração. Isto é o que se chamava o “povo de Israel”, e ele não existe fora da conexão.

Hoje, nós não estamos conectados. Pelo contrário, nós estamos amontoados, reunidos como ovelhas por causa dos lobos que estão prontos para nos separar. Do lado de fora, nós parecemos um povo, mas, na verdade, isso não é assim.

Este é o nosso principal e único problema. O próprio Criador suporta todos os outros povos. Ele os supre com Reshimot e Luzes que são atraídos um para o outro, de modo que suas nações são construídas naturalmente. As pessoas só implementam desejos recebidos de cima. O povo judeu é diferente; nós devemos construir a nós mesmos acima do nosso desejo egoísta, em oposição a ele.

No entanto, em essência, nós somos os maiores egoístas porque passamos por uma Shevira (quebra). Como resultado, a conexão exige difíceis esforços de nós. O Criador não nos favorece. Ao contrário, Ele só nos dá a oportunidade de conectar. Ele cria as condições externas para que possamos implementar as condições internas para que nos conectemos acima do nosso desejo.

Se fizermos isso, vamos ficar bem, e, se não fizermos, será ruim. Neste caso, Ele vai nos expulsar da terra. É claro que, se pudéssemos viver bem em outros países, todos fugiriam daqui. No entanto, o Criador nos envia dificuldades e problemas em todo o mundo, e em desespero, nós viemos para a terra de Israel.

Então, Ele arranjou problemas para nós aqui, os inimigos ao nosso redor, sem qualquer espaço para fuga. Em última análise, não haverá nenhuma nação, nenhum povo, que sinta qualquer simpatia em relação a nós. O mundo inteiro, todos, vão se opor a nós e não vão querer qualquer conexão conosco. Nós vamos ficar sozinhos aqui numa pequena faixa de terra, isolados, sitiados, como os defensores da antiga fortaleza de Massada, e não podemos fazer nada.

Se isso não funcionar, o Criador, como Baal HaSulam escreve, pode nos espalhar de novo em todo o mundo.

Em nosso estado atual, nós não merecemos viver nesta terra, e, basicamente, não há lugar na face da terra para onde vagar.

Portanto, o que deve ser feito? Como um povo, nós devemos ser um exemplo para o resto dos povos, mas os milhares de anos que nos separam da antiga Babilônia não mudaram nada. Nós somos a pequena parte que Abraão separou da Babilônia para correção. Na medida em que for corrigida, ela será capaz de influenciar o resto dos “babilônios”, será “uma luz para as nações”, e assim, toda Babilônia será corrigida, o mundo inteiro vai chegar à correção tão esperada.

Assim, depende a nós. Primeiro nós devemos nos unir de acordo com o princípio de “como um homem em um só coração”. Será o nascimento do embrião espiritual. Depois, é a vez do princípio do “o que você odeia, não faça a seu amigo”, o nível de Yenika, Katnut. Depois disso, nós alcançamos “ama o teu amigo como a ti mesmo”, o estado de Gadlut. Cabe a nós passar por estes três níveis, até o fim da correção, e depois vamos nos tornar sacerdotes para o mundo, como está escrito, a “nação de sacerdotes” (Êxodo 19:06).

Hoje, nós vemos como o ódio em relação a nós cresce e se expande a cada dia.

Mesmo as nações que antes eram simpáticas a nós ou neutras vão se tornar hostis. Ninguém vai querer fazer negócios conosco ou lidar conosco em geral. Ou seja, quando nos sentirmos sitiados, completamente isolados do mundo. Se não mudarmos de acordo com as leis da natureza, ou as leis do Criador, que estão descendo ao mundo agora, este será o nosso futuro até a guerra de Gog e Magog. Na verdade, está acontecendo agora, mas sua fase externa paira diante de nós. E isso é tudo, porque somos teimosos em não querer nos corrigir e, consequentemente, causamos a ativação de leis indestrutíveis.

Pergunta: Será que os workshops que realizamos com o público em geral vão nos ajudar?

Resposta: Se nos aproximarmos dos corações das pessoas, suavizando-os um pouco, nós imediatamente tomaremos uma direção diferente. A principal coisa é mudar a polaridade do negativo para positivo. Em outras palavras, sem transformar as pessoas da rejeição mútua para conexão, mas, pelo menos, trazê-las uma inclinação pela conexão, pelo menos até que elas reconheçam que a conexão pode de fato ser a salvação. Com isso, nós mudamos de direção, a transformamos 180 graus, e isso é muito. Isso ocorre porque, assim, a Luz se acende em nós de forma positiva.

Pergunta: O que as discussões (mesas redondas) devem trazer para o povo?

Resposta: Eu suponho que, graças ao nosso trabalho com essas partes do povo que estão prontas a nos ouvir, vamos mudar a atitude das pessoas em relação ao outro, pois todos os filhos de Israel não são apenas responsáveis ​​uns pelos outros, mas irmãos, e não apenas em tempos de dificuldade, mas em tempos de felicidade.

Então, vamos ver por nós mesmos que na conexão há um poder latente que muda tanto tudo que o governo não terá que promulgar novas leis. Isso porque, de acordo com a Torá, não precisamos de um rei com sua comitiva. Um reino espiritual domina o povo, e isso costumava ser realmente assim. Esta é a única possibilidade de dirigir uma nação com a ajuda de uma conexão igual entre todos em pé de igualdade, sem diferenças nos níveis. Então, poderes únicos começam a agir, e nós esperamos sentir e aprender sobre eles rapidamente.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Transmitindo O Método Na Prática

Dr. Michael LaitmanPergunta: Mesmo o Baal HaSulam não teve sucesso em convencer as pessoas. Portanto, como nós podemos?

Resposta: Bem, o Baal HaSulam não conseguiu, nem Moisés, Rabi Shimon ou Rabi Akiva, mas você vai ter sucesso. Cada um precisa dizer a si mesmo que o mundo inteiro depende dele.

Se eu achasse que não teria sucesso, eu me sentaria em casa e me ocuparia apenas com a sabedoria da Cabalá. No entanto, como você pode se permitir deixar o mundo sem ajuda?

Pergunta: Por que nós temos que ter sucesso onde outros falharam?

Resposta: Nós estamos vivendo numa época diferente e numa geração diferente. Nós recebemos em nossas mãos tudo o que os grandes Cabalistas do passado prepararam para nós, e aproximamos o método de todos. E nós precisamos continuar avançando, especialmente agora.

Só no ano passado nós começamos a sair para o povo. Antes disso, nós disseminávamos a sabedoria da Cabalá e atraíamos as pessoas onde a aspiração pela Cabalá era despertada, pessoas com um ponto no coração. Mas agora, ninguém, pode ser deixado de fora do círculo; todos devem participar.

Isso é apenas o começo. Nós ainda não sabemos como organizar isso, de modo que todas as pessoas recebam reeducação, como e de que forma é necessário fazer isso para evitar um desenvolvimento ruim e alcançar o bem. Tudo isso está sendo realmente esclarecido agora.

Baal HaSulam produziu seu jornal antes da guerra. Quem podia ouvi-lo? Mas hoje, depois de todos os golpes e problemas, as pessoas são mais sábias. Além disso, o mundo inteiro está coberto por uma crise general. Nada é sagrado hoje. Não existem pessoas dispostas a manter seus princípios, não importa o quê. Há um declínio em tudo: desamparo, ameaças incessantes, e crescente antissemitismo. Tudo isso libera espaço para o verdadeiro método e possibilita que as pessoas ouçam.

O método em si está se tornando mais acessível. Tornou-se claro que ele é baseado nas leis da natureza e nas coisas racionais, e não em crenças ou misticismo. Tudo isso é baseado no senso comum.

O método foi desenvolvido na medida em que a conexão entre nós tornou-se mais forte. Nós somos os únicos que desenvolveram este método. É impossível comparar o que temos hoje com o que recebemos do Baal HaSulam e Rabash. Nós recebemos seus artigos, cartas, o Estudo das Dez Sefirot e O Livro do Zohar. Isso é tudo. Mas hoje, todos nós juntos, estudantes de todo o mundo, trabalhando entre nós e com o público externo, já moemos estes materiais, como num moedor, e deduzimos um método prático de correção.

É claro, nós não inventamos nada de novo, mas começamos a entender o método, aceitando-o do Baal HaSulam e Rabash, e transmitindo-o na prática. Isso não aconteceu antes. E o que vai acontecer amanhã, eu não sei, e por isso deve acontecer. Eu vejo um futuro distante, mas não posso dizer o que vai acontecer amanhã. Na verdade, nós precisamos criar esse método na prática.

Teoricamente, eu não sei tudo, mas, na prática, ele renasce a cada dia. Hoje nós estamos construindo o nível de amanhã, e vemos como temos avançado! Às vezes, nós nos deparamos com dificuldades e nos sentimos impotentes e com dúvida. Como vamos realizar workshops e atrair as pessoas? Que perguntas vamos discutir? As pessoas estão prontas para esta ou outra atividade? Como vamos falar com elas sobre a necessidade de conexão?

Nós estamos buscando o caminho, e estamos buscando-o dentro de nós, porque, por enquanto, não temos todas as respostas. É como se nós estivéssemos cuidando de alguém, mas, na verdade, estamos mudando a nós mesmos, e é assim que é dia após dia. Este é o caminho, e é só possível avançar desta forma.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Tomemos O Exemplo De Nossos Pais Espirituais

Dr. Michael LaitmanNossos antepassados ​​viveram há séculos, mas aqueles que são mais importantes para nós são nossos parentes: nosso avô, avó, pai e mãe. Nosso pai e nossa mãe são, sem dúvida, os mais importantes, pois é através deles que nos conectamos a todas as gerações que os precederam.

Isso se refere tanto aos nossos pais corporais como aos nossos pais espirituais. Esta é também a forma como nos conectamos com nosso pai e mãe superiores (AVI), nossos pais espirituais, a fim de receber o poder, a Luz, através deles. Todo o nosso trabalho reside em nos subjugar diante deles.

Tudo depende do quanto nós podemos tomar um exemplo deles e da nossa vontade de ser como eles, de aprender com eles, e de nos subjugar diante de sua grandeza. Nosso ego destina-se intencionalmente para que os critiquemos, e nosso trabalho é subir acima dessa crítica, apesar de discordarmos.

É natural discordar do nosso pai e mãe, porque estamos num nível inferior, mas quando subimos acima de todas as dúvidas, perguntas, dificuldades e desentendimentos com o nível superior, é graças a isso que subimos.

Primeiro nós nos anulamos e nos incorporamos totalmente ao superior como um embrião. Depois, passamos para a fase de Yenika (sucção) e Mochin (mente) e nos tornamos mais independentes. Todos estes níveis são baseados na auto anulação, nas restrições do ego, na aquisição de um Masach (tela), e no trabalho acima da crítica que é invocada em nós pelo superior.

Portanto, o papel da nação é o de se anular perante os sábios, os Cabalistas, ouvi-los e servi-los no que for possível. Nós, na verdade, devemos usar a razão do Cabalista e ouvir seus conselhos, quando ele nos diz que medidas devemos tomar para avançar espiritualmente.

Esta é também a forma como devemos agir em relação ao mundo. Israel é chamado de Li Rosh (eu tenho uma cabeça). Assim, aqueles que estão no nível de Israel e atingem a espiritualidade devem cumprir o seu papel no que diz respeito aos outros. Nós pertencemos a Yashar El (direto ao Criador) e, assim, orientamos os outros, ou pertencemos à nação, e então nos subjugamos em relação a esta orientação e a seguimos.

Isto se refere especialmente à nossa nação quando tentamos chegar a um estado em que tudo o que está escrito na Torá está realmente acontecendo na prática. Nós somos a primeira geração que está tentando, que está fazendo um esforço para cumprir a Torá, bem como para servir de exemplo aos outros, o que significa chegar a uma conexão que seja igual à forma do superior, a forma do Criador.

Assim, nós podemos estabelecer relações no grupo e fora dele, entre a nação e fora dela. Assim, tudo é organizado em níveis, na forma de uma pirâmide, e o que está embaixo, que se submete mais do que outros, sobe mais alto do que os outros.

Agora, ele está embaixo, pois tem um Reshimo (reminiscência) do grande Masach que ele já teve e que preencheu a fim de doar. Agora que o Masach é quebrado, ele caiu para o nível mais baixo.

Se ele se anular, anular seu ego, subir acima dele, e cada vez atribuir a si mesmo um nível que é superior ao que ele está, ele vai chegar ao topo da pirâmide. Assim, toda a pirâmide torna-se um círculo, e nós retornamos ao estado de Ein Sof (Infinito), de um único vaso e uma única Luz.

Durante o tempo das correções, o tempo do trabalho, nós não temos outra escolha a não ser nos subjugar diante do superior. Cada um deve entender quem é o seu superior e de quem recebe o método, a Torá, a orientação ao longo do caminho. Assim, todas as correções se tornarão as mesmas, o que significa que todos formam um círculo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 23/06/14