Textos na Categoria 'Nações do Mundo'

Superar As Oposições

Dr. Michael LaitmanTodos os confrontos, conflitos e guerras no mundo são iniciados de cima para que possamos exigir a Luz do Criador, para que compreendamos que não podemos fazer nada sozinhos. Nós simplesmente devemos levantar as nossas mãos e gritar. O que está acontecendo no mundo é inacreditável. De repente, em todos os lugares do mundo um intenso ódio se inflamou, derivado de todos os tipos de fontes e por várias razões.

Além disso, este é um tipo de confronto e conflito que nós nem podíamos conceber antes, nem poderíamos sequer supomos que era possível. É horrível olhar para um país tão vasto como a Ucrânia, que está sendo despedaçado.

Eu não acho que seja necessário culpar os EUA ou a União Europeia. O Criador providenciou tudo isso para nós. Há uma razão; nós devemos superar nossas oposições. Nós devemos transcendê-las tanto que elas parem. Este é um trabalho muito sério.

O Criador está brincando conosco de cima e nós devemos nos concentrar inteiramente na conexão e unidade. Nossos caminhos mundanos não resultarão em nada.

Da Convenção em Sochi 25/08/14, Lição 4

O Amor É Sempre Mais Forte Do Que O Ódio

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que forma pode a unidade e a conexão, sobre as quais você está sempre falando ao povo de Israel, nos proteger dos inimigos? De que forma isso será diferente de qualquer outra unidade, se há também unidade entre as pessoas do Hamas?

Resposta: O poder da unidade no Hamas é como na máfia que as pessoas se reúnem por um objetivo comum, uma luta com um inimigo comum, para atacar e matar, roubá-lo em conjunto. Este é um poder de egoísta e limitado.

Aqui, a segunda força não está presente, apenas o ego está agindo, mas ele se torna mais firme e ilimitado. Desta maneira, uma unidade poderosa e prejudicial é criada.

Pergunta: Quem ela prejudicada?

Resposta: Ela prejudica todo mundo, porque é o mal em sua natureza.

Mas se o povo de Israel se conectar com a ajuda da sabedoria da Cabalá, ele irá gerar o poder de conexão e unidade a partir da natureza que está escondida dentro dele. Por isso, é impossível se dar bem aqui sem a sabedoria da Cabalá.

Este poder é instintivamente encontrado na natureza inanimada, vegetal e animal. Sem ele, os átomos, as moléculas, organismos vivos e o corpo humano não evoluiriam.

Mas entre nós seres humanos na sociedade humana, esse poder de conexão não funciona. Portanto, toda a humanidade está procurando por ele. O exemplo disso é a falha da União Europeia. Eles não conseguiram criar uma Europa unida.

Tudo está começando a quebrar de novo no limiar da III Guerra Mundial. Em tais condições, o antissemitismo cresceu cada vez mais, porque os judeus têm a chave para a conexão; é possível alcançar a unidade com a ajuda da sabedoria da Cabalá.

A diferença está nisso, que nós geramos o poder de conexão e unidade a partir da natureza, não por meio da expansão do nosso ego. Esta não é uma unidade de egoístas que trazem um grande egoísmo; ao contrário, é algo completamente diferente. Nós estamos unidos para descobrir o poder do amor entre nós. Este poder não prejudica ninguém; não é dirigido contra alguém. Pelo contrário, ele quer trazer o bem para o mundo inteiro.

Se estivermos procurando por esse poder, então o encontraremos, assim como Abraão encontrou para o seu grupo de alunos que foi reunido por ele entre os babilônios e tornou-se o povo de Israel. Desta forma, o mesmo “conjunto de refugiados” que temos hoje em nossa nação vai se tornar o povo de Israel.

Há uma força unificadora, que é dirigida contra o resto do mundo quando algum grupo quer tomar o controle do mundo: por exemplo, para estabelecer o Islã em todos os lugares. Esta força é prejudicial a todos os que não fazem parte desta aliança criminosa. E há uma força unificadora positiva que é para o bem do mundo. Afinal de contas, nós queremos encontrar esse poder e transferi-lo para o benefício de toda a humanidade.

Pergunta: Por que você acha que o poder positivo da unidade que estamos criando em Israel pode ser vitorioso sobre o poder negativo da unidade que liga todo o mundo islâmico?

Resposta: O poder da unidade que estamos gerando a partir da nossa conexão com a ajuda do método da Cabalá é o poder superior. Através dele, nós podemos subir ao próximo nível, que está acima da nossa vida terrena. Positivo e negativo, amor e egoísmo, se equilibram, e dentro de seu relacionamento nós sentimos uma nova vida, uma vida espiritual.

Desta forma, nós adquirimos uma imensa força espiritual que é incomparável em sua intensidade à força egoísta de nossos inimigos.

Pergunta: Não há nenhuma força espiritual em sua unidade?

Resposta: Esse é um poder do ódio contra tudo o resto. Não pode haver nada de espiritual nele.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 27/08/14

O Naufrágio Da Babilônia, Parte 1

Dr. Michael LaitmanPergunta: Vamos dar uma olhada no momento da criação da nação judaica e se juntar ao grupo de Abraão, que deixou a Babilônia e se mudou para a terra de Israel de acordo com o princípio do “ama a teu próximo como a ti mesmo”. Será que todas essas pessoas já subiram para o nível espiritual, ou só o líder alcançou a espiritualidade?

Resposta: A nação inteira sabia o que estava acontecendo e sentiu as mudanças internas. Mas, no geral, a sua conexão mútua não estava bum nível egoísta tão elevado ainda para que a Luz Superior que traz a realização interna pudesse ser revelada nela. Eles só tinham iluminações gerais.

Nós podemos comparar isso ao nosso nível: até que ponto uma pedra, uma flor, um coelho, e o homem sentem a vida? Todos sentem algum tipo de existência. É difícil avaliar no nível da natureza inanimada.

No entanto, o nível vegetal sente a vida de alguma forma. O nível animal já tem que se mover para estabelecer um estado de equilíbrio com o ambiente, e neste nível, a vida é sentida em maior medida. O ser humano sente a vida, inclusive com muito mais força.

É o mesmo aqui: quando eles saíram da Babilônia, eles eram como a natureza inanimada da criação espiritual. Depois, quando se reuniram e desceram ao Egito, eles entraram no próximo nível do ego, que, corrigindo-o, começaram a sentir a sua existência no nível vegetal.

Isto significa que a realidade espiritual já é sentida por uma pessoa como vida ou morte. A revelação do Criador, como o sol por trás das nuvens, e sua luz vivificante é que me dá o dia que me atrai. Eu também posso cair na noite, e afundar num estado de depressão, etc.

Hoje, o mundo inteiro está num estado de depressão, o que significa que as pessoas já começam a sentir que falta algo. Elas serão capazes de preencher a si mesmas e substituir o sentimento de depressão por sentimentos positivos se a Luz iluminar um pouco para elas. A Luz é a revelação do Criador.

Isto é o que os alunos de Abraão sentiram após o êxodo do Egito. Eles sentiram claramente que tinham que revelar o Criador, pois sem isso não seriam capazes de se conectar. Em outras palavras, o seu ego tinha crescido tanto que somente o Criador que é revelado entre eles pode ajudá-los a superá-lo. Aos poucos, o grupo de Abraão se transformou no grupo de Moisés, e este estado foi ficando cada vez mais forte nele.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

Bagagem Velha É Uma Obstrução Para Uma Vida Nova

Dr. Michael LaitmanPergunta: O povo de Israel não tem unidade, um objetivo comum. Qual é a razão para esta separação? Talvez estejamos nos deixando levar em demasia pelo modo de vida ocidental, onde todo mundo tem sua própria ideologia e metas?

Resposta: Nós temos que sair do exílio e carregar todas as suas características dentro de nós mesmos. Mas isso não significa que devemos permanecer assim. Por que nós voltamos a esta terra para viver como o povo de Israel na terra de Israel?

Algumas décadas atrás, eu pertencia a uma nação, você a outra, e ele a uma terceira. Nós vivíamos em diferentes culturas e em diferentes localidades geográficas. Então viemos a Israel, mas nada mudou. Esta é uma reunião de exilados, cada um vem com sua própria bagagem, protegendo o que está dentro. Ou será que vamos querer abrir essa bagagem e, desde dentro, nos unir e tornar uma nação?

A força de união é a principal força da natureza, pela qual vivemos. Porém, a força de separação a confronta. Estas duas forças devem estar em equilíbrio. Isso acontece em todos os lugares e sempre: prós e contras, quente e frio, tensão e relaxamento.

Os dois opostos parecem estar sempre lutando entre si, mas, na verdade, eles se tornam conectados. A vida é a combinação dessas duas forças opostas.

Mas o ser humano tem apenas uma força negativa, o egoísmo, e não tem força de conexão. Mesmo que nos unamos, também é devido à força egoísta. Eu só quero usar alguém para o meu próprio benefício e é por isso que faço algo bom para ele, a fim de me aproximar dele.

Nós não temos nada, exceto a força egoísta negativa. Mas, se diz, “Eu criei a inclinação ao mal, e criei os meios para corrigi-la, a Luz que Reforma”. Há uma força que se opõe a nossa inclinação ao mal, que é a Luz, uma força interna especial da natureza que nos é revelada quando estamos unidos.

Se nos reunirmos para buscar essa força, nos conectando, vamos encontrá-la. Ela permitirá que nos elevemos acima do nosso egoísmo e o subjuguemos. Ou seja, esse poder da unidade deve ser revelado mais do que o nosso egoísmo.

Ao fazermos um esforço para nos conectarmos, nós revelamos cada vez mais a força interior de unidade. Como resultado, esta força de unidade se torna mais forte do que a força de separação e começa a dominar. Assim, nós nos tornamos portadores de duas forças: a força de separação que age internamente e a força unificadora que age externamente.

A sociedade humana viverá uma nova vida especial porque nós temos duas forças, não apenas uma. Através da sabedoria da Cabalá, vamos conseguir uma conexão especial e obter a verdadeira força de união. Esta força não vai ser egoísta, como num bando de terroristas, mas nos elevará acima do nosso ego. A força de conexão e a força de separação vai existir simultaneamente, nos equilibrando e elevando para um novo grau, uma nova vida.

De KabTV “Uma Nova Vida” 27/08/14

A Unidade Não É Determinada Por Uma Ordem De Cima

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante o recente ataque de mísseis e da operação militar “Rocha Duradoura” havia um sentimento geral de unidade entre as pessoas em Israel. Mas como podemos manter a unidade? Afinal, quando a operação militar acabou, ela começou a desaparecer novamente. Mesmo o primeiro-ministro disse que teria sido melhor se tivéssemos continuado a viver em tal unidade.

Resposta: Mas o governo não pode fazer nada aqui. A unidade não é determinada por uma ordem de cima. O governo só determina leis, estruturas e limites e não pode invocar a compaixão, o amor, o calor, a unidade ou a conexão nas pessoas.

Não é trabalho do governo. O governo pode fornecer os meios, os recursos e o poder, mas não se ocupar disso. Preocupar-se com a garantia mútua é obrigação da sociedade, dos cidadãos.

De KabTV “Uma Nova Vida” 27/08/14

A Sociedade Perfeita De Abraão, Parte 4

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós vamos voltar às etapas de como as pessoas se aproximam internamente. Como isso acontece?

Resposta: O primeiro passo é quando eu não quero usar um estranho, outra pessoa, qualquer amigo do meu povo, ou seja, no grupo com o qual vamos ao ideal espiritual, o princípio de “Ama o teu próximo como a ti mesmo”.

Quando eu ascendo a este grau, sinto que não quero fazer nada de ruim para o outro; eu não tenho pensamentos ruins sobre ele. Eu posso superar o meu egoísmo, me conter em todas as suas formas, e toda a minha energia está focada em ser totalmente neutro em relação às pessoas, desejando estar conectado a elas, querendo estar com elas. Ou seja, eu não penso e não cuido de mim mesmo, apesar de tudo o resto.

Isso é chamado de “restrição” dos seus desejos egoístas e é aparentemente um estado neutro: não desejar e não fazer ao seu próximo o que você não desejaria para si mesmo.

E o próximo passo é “amar o teu próximo como a ti mesmo”. Isso não é neutralidade, mas uma ação positiva. Porque originalmente a pessoa descobre que todas as suas ações são direcionadas somente em seu próprio benefício, e ela não consegue fazer o bem para os outros, a não ser para o seu próprio benefício.

Assim, nós estamos falando de três etapas:

  • Em primeiro lugar, há o reconhecimento do egoísmo;
  • Em seguida, sua neutralização;
  • E depois, a sua correção, a sua aplicação para o benefício dos outros.

E esta ação final é a essência do amor.

Pergunta: Nós podemos dizer que Abraão construiu uma sociedade perfeita?

Resposta: Sim, é claro. Abraão construiu uma sociedade perfeita dessas pessoas da Babilônia que ele levou consigo.

Mas aqui nós consideramos, em geral, não as pessoas, mas seus desejos! Isso vale também para os seguidores da obra de Abraão, Isaac e Jacó. Sim, eles são seus descendentes diretos, mas apesar de tudo, seus seguidores são chamados de “filhos”, discípulos. Assim, existem conceitos como a “casa de Abraão”, “casa de Isaac” e “casa de Jacó”. A “casa” significa a comunidade de pessoas que continuaram a crescer e se desenvolver.

Elas crescem num sentido físico também, mas o principal é que cresceram espiritualmente até que eles se uniram totalmente em suas aspirações mútuas, em conexão mútua no primeiro grau espiritual, que é chamado de “Jacó”. Este primeiro grau espiritual já é considerado o grau de “Israel”, com uma pitada da futura terra de Israel que será alcançada. Embora não haja nenhuma terra ainda!

Afinal, “Israel” significa “direto ao Criador”. Ou seja, quando você está em algum lugar e aspira à meta, então você é chamado de “Israel”, “direto à meta”. Atingir essa meta significa entrar na terra de Israel.

O que lhe falta para isso? Falta-lhe o egoísmo, que você vai corrigir e transformar na terra de Israel. É por isso que mais tarde eles tiveram que descer para o Egito.

Pergunta: Portanto, o grupo já foi chamado de Israel, e ainda teve que passar por um século de descida antes de adquirir a terra de Israel, o desejo, voltado à meta?

Resposta: Portanto, diz-se que Jacá sabia sobre o futuro e queria dizer a seus filhos, mas não lhe foi dado…

De KabTV “Babilônia, Ontem e Hoje” 27/08/14

O Segredo Essencial Do Judeus, Parte 40

Do livro: O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein:

Os Postulados da Teoria da Integralidade

Nós existimos numa esfera fechada chamada de “Universo”.

A Natureza se “esforça” por um estado perfeito.

Qualquer força ou fenômeno tem antagonistas.

A Natureza nos “força” a perceber quem somos, em que mundo estamos, para que estado estamos indo.

Não sabemos 99,9% das leis da natureza.

Como Curar A Praga Do Antissemitismo No Mundo

Dr. Michael LaitmanO povo judeu já existia há 4000 anos. Eles emergiram da antiga Babilônia graças a Abraão que reuniu em torno dele alguns escolhidos entre todos os babilônios. Depois disso, esse grupo realizou o exílio egípcio, a peregrinação no deserto, os eventos no Monte Sinai, e voltou para a terra de Israel onde construiu o primeiro e segundo Templos.

Nos primeiros dois mil anos, desde a saída da Babilônia até a destruição do Segundo Templo, nós vivíamos como um povo espiritual de acordo com as leis do “Ama o próximo como a ti mesmo”, em garantia mútua e unidade, como uma grande família . Esta é a forma que o povo de Israel deve viver. Só desta forma ele pode existir em segurança, e ninguém pode escravizá-lo.

“O amor por Israel” não é um conceito abstrato. Pelo contrário, indica que cada um ama o seu povo e está ligado a ele. Mas a perda desse poder da unidade entre nós foi simbolizada pela destruição do Templo. Nós caímos do amor fraternal ao ódio infundado para com os outros, e assim fomos expulsos desta terra, para o exílio por 2000 anos.

Nos últimos dois mil anos, nós não temos sido um povo. Afinal, o povo de Israel são os mesmos babilônios que se conectaram com base nos ensinamentos de Abraão, o que significa a lei do amor fraterno, a unidade e a conexão. Portanto, hoje nós não somos um povo. Eu espero muito sinceramente que a última guerra finalmente nos force a compreender que somente o retorno ao “amor de Israel”, isto é, “Ama o próximo como a ti mesmo” nos leve de volta ao estado corrigido.

E, sem isso, não podemos existir. Enquanto isso, nossa nação existe em tal forma que não é apropriada para ela, que nós aparentemente achamos que é certa. Mas este é apenas um alívio temporário que nos foi dado de cima por um determinado tempo, para que possamos nos desenvolver como pessoas e retornar ao amor fraternal.

Na última campanha, “Escudo de Proteção”, em agosto de 2014, nós vimos que as pessoas estão começando a entender que é necessário unir e ter medo de perder a unidade alcançada no final da operação militar.

Desta vez, uma mudança está acontecendo entre as pessoas. A singular impressão interna se manteve que especificamente esta unidade é vital para nós. Portanto, hoje eu tenho esperança de que nós não vamos deixar essa centelha que foi acesa em nós desapareça. A nação retorna à vida diária, cada um com seus problemas pessoais. Mas, mesmo que isto seja assim, nós não perdemos este anseio de unir que nasceu em nós durante a guerra. Assim, nós podemos abordar o conceito de “povo de Israel”.

Se começarmos a nos aproximar, vamos realmente criar um escudo de proteção acima de nós e alcançar a existência segura do povo de Israel na terra de Israel. Tudo depende apenas de nossa conexão entre nós. Isto é porque nós somos um povo criado a partir de um grupo que foi reunido a partir de representantes de todos os babilônios com base na unificação e amor.

Especificamente graças a esta mensagem, eles seguiram Abraão. Assim, se hoje nós podemos ser, pelo menos de alguma forma, semelhante ao grupo espiritual que existiu há 4.000 anos, mereceremos uma vida completamente boa, segura e estável nesta terra.

Nós sentimos isso ultimamente, o mundo inteiro começou a se relacionar com Israel de uma maneira muito hostil: todas as nações, sem exceção. Isto é simplesmente uma praga que se espalhou por toda parte. Ela só vai parar se o povo de Israel se unir e mostrar ao mundo inteiro uma nova forma de vida, um novo povo, uma nova nação, que existe em função da unificação de todos os seus cidadãos, em vez de existir para o bem de seu ego com constante competição e hostilidade.

O mundo espera um bom exemplo de nós e não está conseguindo. Assim, ele culpa o povo judeu por todos os seus problemas. A culpa dirigida a Israel é o reconhecimento de sua dependência dele. As nações do mundo entendem que suas vidas dependem de Israel que não tem exercido a sua função, a sua missão. O mundo está esperando que o povo de Israel se torne um exemplo das novas relações entre as pessoas e a boa vida.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 27/08/14

O Segredo Essencial Do Judeus, Parte 39

Do livro: O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein.

Como a Terra foi Esfriando

Como podemos ver, a característica da matéria é unir. Ela se liga na primeira oportunidade e até mesmo contra as possibilidades. Por exemplo, em oposição ao físico Ludwig Boltzmann. (Ludwig Boltzmann (1844-1906), físico austríaco, um dos fundadores da teoria cinética-molecular e da física estatística):

“Todos os processos naturais levam a um aumento da desordem, ou entropia”. (“Sinergetika: Palestras para Biólogos“).

Como nós sabemos, como resultado de processos que se iniciaram após o Big Bang, surgiu uma série de objetos diferentes, incluindo a nossa terra natal. É interessante, como esse processo planetário aconteceu.

A principal hipótese da origem da Terra pode ser reduzida às hipóteses da formação “quente” que sugere uma relação da matéria do planeta e o sol e a semelhança de seu desenvolvimento (Laplace, Fesenko, Hoyle) e a origem “fria” pela acumulação de partículas, capturadas pelo campo gravitacional do Sol (Schmidt). (Dicionário Acadêmico).

Aparentemente, o tema da origem da Terra ainda está em desenvolvimento. De qualquer forma, é difícil imaginar que alguém seja capaz de dizer com certeza como isso aconteceu, já que estamos falando de eventos que aconteceram há bilhões de anos.

Enquanto isso, os Cabalistas, embora não esteja claro com que base, acreditam que o tempo não seja um obstáculo e descrevem esses tempos primordiais em detalhes:

“Vamos tomar o planeta Terra como exemplo: em primeiro lugar, ele era somente uma bola de gás como uma névoa. Através da gravidade interna, ela concentrou os átomos ao longo de um período de tempo, num um círculo mais próximo. Como resultado, a bola de gás foi transformada numa bola de fogo líquido”.

“Durante eras de guerras terríveis entre as duas forças na Terra, a positiva e a negativa, a assustadora força nela foi finalmente triunfante sobre a força do fogo líquido, e arrefeceu uma crosta fina ao redor da Terra e endureceu lá”.

“No entanto, o planeta ainda não tinha acabado a guerra entre as forças, e depois de algum tempo, a força líquida de fogo dominou e explodiu num grande barulho das entranhas da Terra, subindo e quebrando em pedaços a crosta dura e fria, transformando novamente o planeta numa bola de fogo líquida. Em seguida, uma era de novas guerras começou até que a força fria dominou novamente a força do fogo, e uma segunda crosta foi resfriada ao redor da bola, mais dura, grossa e durável contra a eclosão dos fluidos no meio da bola”.

“Desta vez, ela durou mais tempo, mas, finalmente, as forças líquidas dominaram mais uma vez e entraram em erupção desde as entranhas da Terra, rompendo a crosta em pedaços. Mais uma vez, tudo foi arruinado e se tornou uma bola líquida”.

“Assim, as eras se alternaram, e cada vez que a força de resfriamento era vitoriosa, a crosta que ela fazia era mais grossa. Finalmente, as forças positivas dominaram as forças negativas e entraram em completa harmonia: os líquidos tomaram seu lugar no centro da Terra, e a crosta fria tornou-se grossa o suficiente ao seu redor para permitir a criação de vida orgânica, como é hoje”.

“Todos os corpos orgânicos se desenvolveram pela mesma ordem. Desde o momento em que são plantadas até o final da maturação, eles passam por várias centenas de situações devido às duas forças, positiva e negativa, e a sua guerra mútua, tal como descrito em relação à Terra. Estas guerras produzem o amadurecimento do fruto” (Baal HaSulam, “A Solução”).

Como podemos nos relacionar com esta descrição? Como você quiser. Na minha opinião, a descrição é bastante interessante e imaginativa. E quem sabe se foi assim ou não.

A Guerra Com Um Inimigo Sem Rosto

Dr. Michael LaitmanPergunta: A recente guerra [em Israel] deixou as pessoas com a sensação como se nós tivéssemos perdido o controle da situação e a capacidade de viver uma vida normal em nosso país. Acostumamo-nos com a sensação constante de ansiedade, incerteza, à espera das sirenes e a incapacidade para dormir à noite.

Aparentemente, a guerra acabou, mas nós sentimos que não conseguimos paz, segurança e a resolução deste conflito. Um acordo foi assinado, mas ninguém acredita nele. Já assistimos a sete acordos de cessar-fogo que foram violados. Onde está a garantia de que este será observado?

A pressão externa está crescendo, e Israel encontra-se em isolamento internacional. Esta guerra trouxe grandes danos para a economia de Israel e uma onda de demissões. Há um sentimento de insegurança minando nossos alicerces: o exército, o governo. O que está acontecendo conosco e o que podemos fazer nesta situação?

Resposta: Eu realmente simpatizo com este sentimento geral de ansiedade, medo, frustração, amargura e desespero, e ao mesmo tempo estou cheio de esperança e confiança, que não existiam antes.

Parece-me que desta vez nosso povo finalmente sente toda a instabilidade da nossa posição e será capaz de acordar para a correta exigência de segurança e estabilidade, que não foi cuidada e foi negligenciada até mesmo antes.

Lembro-me que a Guerra dos Seis Dias despertou emoções tão fortes em mim, como se tivesse nascido de novo. Sentia-me como um judeu, com meu próprio país, que agora foi se estabelecendo corretamente, seguindo em frente e construindo-se em uma nova forma. A partir desse momento comecei a fazer todos os esforços para sair da antiga União Soviética e me mudar para Israel. Por sete anos, de 1966 a 1974, fui recusado e lutei pela oportunidade de me repatriar.

Havia um sentimento de que Israel estava se movendo na direção certa. Mas quando eu vim para Israel, senti que as pessoas estavam numa espécie de euforia após a Guerra dos Seis Dias. Havia uma sensação de que estávamos mais fortes e não nos importávamos com o resto do mundo. Éramos como uma criança autoconfiante que não entende seus próprios limites, suas forças e deveres.

Esta vitória produziu um efeito negativo sobre o nosso povo, enchendo-o com tanto orgulho que ultrapassou os limites do orgulho nacional necessário. Perdemos o senso de moderação e saímos do equilíbrio, negligenciando todos os limites, que tivemos que estabelecer para nós mesmos. Tivemos que educar nosso povo e organizar a vida dentro e fora do país da maneira correta. Mas em vez de tudo isso, havia apenas um sentimento de desprezo, orgulho e confiança em nosso heroísmo.

Após a guerra do Yom Kippur, não era perceptível que a nação tinha recebido alguma correção. Acho que Golda Meir, que era a chefe do governo naquela época, esperava que houvesse uma séria análise interna a ser feita, uma reconsideração da atitude deles e se chegaria a algum tipo de equilíbrio entre as partes em conflito. Mas isto não aconteceu. As pessoas estavam como surdas.

Todas as operações militares subsequentes deixaram a mesma pegada — a guerra do Líbano, ataques terroristas, atentados em ônibus — foi uma desgastante guerra com os terroristas. A guerra do Golfo foi adicionada a isto, quando não pudemos fazer nada com os mísseis de Saddam que eram lançados sobre nós. Nós tivemos muitas oportunidades para a análise interna, mas não as usamos.

Só agora, na última guerra, é a primeira vez que sentimos que estamos contra um inimigo que não pode ser derrotado por meios convencionais. Não há ninguém para assinar um acordo de paz porque não é um Estado, mas simplesmente uma gangue de terroristas com quem nada pode ser feito.

É possível lutar com um país, ir para a batalha, chegar a algum tipo de resultado, depois assinar um acordo e deixar por isso mesmo. Nós saberíamos que estes acordos seriam executados pelo menos em certa medida e nos manteriam em alguma estrutura.

Mas aqui não há ninguém com quem assinar um acordo. Claro, os acordos que assinamos agora não valem nada. Uma vez que os terroristas tenham uma oportunidade, eles vão nos atacar, nem mesmo recordando o papel em que seus nomes são assinados.

Além disso, nós não assinamos um acordo com eles porque não reconhecemos esse direito ao Hamas. E eles não reconhecem o nosso direito de existência. A guerra contra os terroristas é uma guerra com um inimigo sem rosto. Eles podem prometer algo a você hoje e amanhã fazer o que quiserem.

Portanto, nós certamente não conseguiremos alcançar quaisquer acordos de paz. O cessar-fogo pode durar meses ou anos, ou pode acabar amanhã. Todo mundo está ciente disso: nós e eles. Nós estávamos sob pressão da Organização da Nações Unidas, dos Estados Unidos e da Europa, mas eles entendem que estes acordos são inúteis, porque têm o mesmo problema com esses terroristas.

Portanto, eles querem acordos assinados com eles às nossas custas que permitirão à Europa e à América existirem pacificamente. Eles jogam Israel como um osso para o cão. Nós precisamos tentar não nos transformar em tal osso porque somos dependentes da Europa e dos Estados Unidos, portanto estamos numa situação difícil.

Mas todas essas condições despertam muita esperança em mim de que o povo de Israel eventualmente comece a descobrir qual é a solução, do que nós dependemos, que poder pode nos ajudar, e onde ele está. E então nós vamos reconstruir nossas vidas de uma nova maneira.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 27/08/14