Textos na Categoria 'Nações do Mundo'

O Segredo Das Dez Tribos, Parte 1

Dr. Michael LaitmanNós não seremos capazes de compreender os modernos processos globais, se não entendermos primeiro o estado que se tornou a base, a verdadeira razão e o protótipo cerca de 4.000 anos atrás.

Duas percepções da nossa evolução foram formadas na antiga Babilônia durante uma crise semelhante da humanidade. O rei da Babilônia, Nimrod, levou a maioria ao longo do caminho da evolução natural, enquanto o sábio sacerdote babilônico Abraão chamou o povo para ascender a um novo nível qualitativo.

Pergunta: Abraão era um grande ideólogo e filósofo e um homem muito respeitável. Por que ele precisou começar uma revolução?

Resposta: Ele buscou uma saída e encontrou-a no estado que foi criado na nação. As circunstâncias os forçaram a se unir, mas as pessoas não podiam viver juntas. Pelo contrário, o ego cresceu tanto que elas começaram a se criticar e odiar.

A solução de Nimrod foi simples e corporal: “Nós devemos simplesmente nos dispersar e viver separadamente, sob a minha liderança, é claro”. É assim que os moradores de um local comum se dispersaram a fim de parar de brigar.

Mas Abraão teve outra ideia: “Nós não devemos dispersar porque a lei da natureza é uma lei, não podemos fugir dela. A terra vai ficar lotada no futuro de qualquer maneira. Nós não precisamos inventar nada. A natureza, a evolução exige que nos unamos. Nós temos que nos unir acima do ego”.

Poucos, é claro, ouviram Abraão, algumas dezenas de milhares de três milhões de pessoas. Afinal de contas, é uma decisão difícil e é muito mais fácil se dispersar. De uma forma ou de outra, os discípulos de Abraão o seguiram, saíram do Egito e levaram a ideia do “ama ao próximo como a ti mesmo”, ao cumpri-la entre si.

Eles sentiram desespero no início; não podiam viver com egoísmo por mais tempo e queriam fazer alguma coisa com ele, se livrar dele. Esta é a razão deles acharem a meta que Abraão definiu para eles atraente e não a ideia de simplesmente viver uma vida normal, não simplesmente parar de xingar e brigar um ao outro, mas de ascender a algo novo. É a ascensão para o próximo nível que os atraiu, porque não exige a anulação do ego, mas sim utilizá-lo para a ascensão.

Pergunta: Que povo estranho. Eles não quiseram viver em suas próprias casas, em locais separados, mas preferiram a ascensão espiritual. Acontece que a base da nossa nação é esses caras deprimidos que seguiram Abraão?

Resposta: É claro que a depressão realmente os empurrou para cima. Eles entenderam a crise de uma forma totalmente diferente, e contaram com ela para ajudá-los a encontrar um sentido para a vida, em sua existência.

Os outros examinaram a crise de forma prática: “Vamos resolvê-la e continuar com nossa vida normal”.

No final, as pessoas se dividiram em dois grupos e seus modos eram extremamente diferentes.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

Um Círculo É A Forma De Existência Da Sociedade Corrigida

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é necessário para a realização prática do método de conexão?

Resposta: Vocês precisam estudar e ter exercícios práticos de conexão, workshops e mesas redondas que levam à unificação do povo. Nós temos que sentir que é possível descobrir a força entre nós que nos conecta.

A essência do método é simples: vocês precisam se sentar em círculos e falar sobre conexão, sobre as razões para isso, sobre o objetivo da existência do nosso povo, sobre quem somos. A conexão nos eleva acima do nosso estado atual. Durante uma discussão como esta, de repente nós descobrimos que dentro do nosso círculo algum tipo de força, calor e sentimento compartilhado surge que nos conecta.

De repente, nós sentimos que estamos perto um do outro e dependemos um do outro, como numa família e ainda mais. Existe algum tipo de fio interior que me conecta com você e você comigo. E fios como estes são esticados entre todos. A rede interna que faz esta conexão nos dá experiências excepcionais e a sensação de uma nova vida em que estamos conectados num único conjunto.

Esta conexão nos eleva a um estado único. Nós queremos permanecer nele, proteger esse ânimo que nos possibilita subir acima dessa vida. Toda essa vida adquire uma nova forma. A sabedoria da Cabalá nos explica como alcançar esta unidade, a fim de sentir, em nosso poder de unificação, o componente superior que está pronto para mudar tudo em nosso mundo.

Se nós tentamos descobrir essa força de unificação entre nós, descobrimos a força superior que está pronta para curar todos os dissabores e problemas em nossas vidas individuais e na sociedade, na economia, na política, e colocar ordem no mundo todo.

Nós começamos a irradiar essa força de unificação para o mundo inteiro e ele vai mudar a sua atitude em relação a nós. Isso ocorre porque todas as nações do mundo têm esperado isso do povo judeu. Como prova, é possível trazer uma infinidade de declarações: tanto as dos sábios judeus como dos antissemitas.

Segue-se que nada mais é necessário além da unificação. E a sabedoria da Cabalá, que é a sabedoria de conexão e unificação, deve nos ajudar com isso. É por isso que ela tem sido revelada em nossos dias.

Portanto, venham, vamos aprender como alcançar a unificação de toda a sociedade. Na prática, isso se resume ao trabalho em círculos e o estudo de questões essenciais, como estas: “Quem é o homem? O que é a conexão? Como vamos avançar? Qual é o objetivo da criação? Qual é a missão do povo de Israel em relação ao resto dos povos? Qual é a razão para o antissemitismo? Como uma pessoa cura todo o ego coletivo comum e o que existe em cada um pessoalmente, como todo o mal no mundo é corrigido?”

As pessoas vão aprender tudo isso nesses círculos; elas vão esclarecer junto e descobrir o poder da unificação que vai curar todo o mal. Esse deve se tornar o trabalho permanente do povo de Israel, nossa missão internacional, até chegarmos à conexão completa.

Todos os dias, até várias vezes por dia, tanto quanto possível, a pessoa deve participar de uma discussão como essa num círculo. Há uma abundância de pessoas desempregadas que têm tempo livre, e é possível organizar debates deste tipo em locais de trabalho, nas escolas e na televisão para os que permanecem em casa.

Um círculo onde as pessoas discutem todos os seus relacionamentos vai se tornar a forma de existência da sociedade corrigida: em jardins de infância, na escola, no trabalho, entre os aposentados. Todas as pessoas vão aprender a cumprir as suas obrigações em relação ao resto do povo: para corrigir, se unir num único povo, e mostrar um exemplo para toda a humanidade.

Assim, todas as pessoas vão mudar imediatamente sua atitude em relação a Israel e o povo judeu e nós realmente vamos nos tornar uma “Luz para as nações”, um “reino de sacerdotes e uma nação santa”. Nós nos tornaremos professores para o mundo todo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/09/14

Israel Num Período De Complicações Pós-Traumáticas

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível dizer que Israel está agora num “período pós-traumático”, após o último conflito militar em Gaza. Em conexão com isso, eu gostaria de entender o que está acontecendo com a gente, e o que esperar depois. Como podemos alcançar algum tipo de certeza, estabilidade e esperança de um bom futuro?

A guerra aparentemente terminou e o país retornou à “vida normal.” No entanto, não é compreendido sobre que tipo de vida normal é possível falar. Afinal de contas, a ameaça não desapareceu e a sensação é bastante alarmante. Tudo o que nos resta é esperar a próxima rodada de violência e novos bombardeios de mísseis.

Resposta: Voltar à vida normal é como voltar a boa, confortável e tranquila casa de sua mãe. No entanto, os israelenses estão voltando à sua vida normal que é impossível chamar de normal, e durante o último conflito, traumas adicionais foram adicionados a eles.

Parece-me que hoje a situação é mais estável do que no momento das operações militares. Pelo menos, tudo ficou claro. Eles atiram; nós atiramos. Agora, estamos voltando a uma situação muito mais incerta.

Durante a guerra, a sociedade israelense se consolidou fortemente. Os jornais se comportaram com respeito e não perturbaram as pessoas com artigos sensacionalistas. Tudo estava relaxado. A comoção se acalmou, porque quando enfrentamos uma ameaça comum, não continuamos com conversa fiada. No entanto, no momento em que a situação militar terminou, tudo voltou imediatamente para a competição anterior, a luta de todos com seus interesses pessoais, discussões políticas.

Assim, a guerra acabou, mas a vida é sentida como menos estável do que durante a guerra. Nós esperamos voltar a uma vida segura e normal, mas isso não existe. No entanto, se o povo de Israel se reunir e alcançar algum tipo de unidade, ele vai ter sucesso. Especificamente, vamos chegar à estabilidade e segurança. Muitas pessoas se lembram muito bem dessa sensação de unidade que aparece nos momentos de perigo. Enquanto os mísseis caíam sobre nós, sentíamos que precisávamos uns dos outros. Nós tínhamos um desejo, uma preocupação. Embora estivéssemos com medo, nós estávamos juntos, e algum tipo de doçura era sentida nisso. No entanto, no momento em que a ameaça desapareceu, voltamos novamente à separação anterior e estávamos prontos para nos “devorar”.

O que dá esperança é que, pela primeira vez, as pessoas ficaram tristes que perdemos a unidade atingida e voltaram para a indiferença anterior, voltaram a construir sua vida rentável à custa de outras pessoas.

Esta não é uma situação pós-traumática da última guerra. Pelo contrário, estes são novos traumas. No entanto, desta vez, a situação finalmente começou a ficar clara, e muitas pessoas entenderam que a situação normal, quando nos encontramos sem uma ameaça externa, é inaceitável.

A guerra nos deixou sentir o que significa ser um povo, consolidado, vivendo com uma preocupação pelo outro e não em competição. Entende-se que ninguém quer que a razão para esta unidade seja uma guerra, mas pelo menos agora nós descobrimos e sentimos o que está faltando.

O problema está apenas nisto: que esta unidade é alcançada somente sob a pressão de uma ameaça externa. Baal HaSulam compara o nosso povo a um saco de nozes que não deseja se conectar e tocar uma na outra com suas cascas com muito ruído, mas o saco nos mantém juntos. Pelo menos a partir disso, um sentimento de apoio mútuo com o próximo, com conhecidos, com cada pessoa – cada israelense e cidadão deste país -aparece entre nós.

No momento em que o saco se parte, toda as nozes se espalham em direções diferentes, e, mais uma vez, não temos nenhuma sensação de pertencer a um povo. Então, novamente, nós precisamos de novas ameaças externas. Nós vemos que o poder superior não vai nos deixar em paz. Nós vemos isso de acordo com o antissemitismo que tem crescido muito no mundo.

Eu recebo cartas com uma pergunta idêntica de conhecidos judeus na América do Sul, Texas e Europa: “Onde você sugere que nós vamos? O que devemos fazer?” Eu estou falando de judeus sul-americanos e europeus que nasceram nessas nações, nestas culturas. Eles são educados, têm boas profissões, e agora são forçados a olhar para onde se esconder, mas não há para onde ir. Eles já estão pensando: “Talvez exista um outro planeta além do planeta Terra?” Este é o quanto eles sentem que não há lugar para eles em lugar algum.

Eu espero que ao enfrentar um antissemitismo como este, nós seremos forçados a nos conectar e unir, e depois vamos sobreviver. Se nos ligarmos mais fortemente, vamos ter sucesso em tudo, e vamos vencer todas as lutas. Ninguém pode fazer nada contra nós. Basta que o povo de Israel se una, e ninguém vai nos pressionar mais. O governo superior age assim: que, se ansiarmos pela unidade, a ameaça externa e a pressão irão desaparecer imediatamente.

Portanto, tudo depende apenas do nosso equilíbrio e conexão internos, e todos os problemas econômicos, sociais e políticos e de segurança dependem apenas das relações entre as pessoas, se o povo de Israel vive na terra de Israel como um povo unido. Desta forma, nós podemos inclinar a balança do mundo inteiro para o lado do mérito ou para o lado da condenação.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 02/09/14

O Declínio Da Babilônia, Parte 3

Dr. Michael LaitmanNão é que a maioria dos babilônios discordavam de Abraão; em vez disso, eles não sentiam que isso era para eles. Apenas cinco mil pessoas achavam que ele era o portador da Luz para as suas vidas, levando-as para frente, que ele poderia ser o seu pastor, seu líder, seu guia, e que elas o seguiriam. Elas achavam que estavam indo em direção a esse pequeno raio de luz, sem adorar seu ídolo, mas o seguiram como seu líder.

Ele as deixou “provar” um pouco da força positiva. E elas entenderam que ao segui-lo poderiam realizar, alcançar e descobri-lo. Posteriormente, essa força seria chamada de “Criador”.

Outras “se separaram”, se isolaram de Abraão e seguiram Nimrod, Terah, etc. Só uma coisa foi deixada para elas, a mesma situação ruim, brigas entre vizinhos, que na verdade não tinham para onde fugir, mas elas ainda não entendiam isso. “Nós temos impostos terríveis. É preciso ir para algum lugar; é preciso fazer alguma coisa. Nós vamos para lá, e você, para onde vai? Bem, esse é problema seu! Entre você e eu, eu não gostaria de ir por esse caminho, mas eles vão lá, então eu também vou lá… ou devemos ir numa direção diferente?”.

Como se diz, “Mude o seu lugar, mude tudo”. Em busca de uma vida melhor e fugindo de confrontos, as pessoas se dispersaram, foram em direções diferentes, estabelecendo-se gradualmente por toda a face da terra. Mas quanto tempo isso poderia durar? Elas se espalharam conforme o crescimento do ego, conforme a sua multiplicação e sua reprodução física. Elas se desenvolveram continuamente desta forma, buscando um lugar melhor.

Aqui é necessário entender que uma pessoa procura por um lugar melhor de acordo com seu sentimento interior, de acordo com a raiz da sua alma. Em última análise, elas se propagaram para aqueles lugares onde a sua alma estava inclinada a ir, aonde quer que as levou.

Em princípio, os animais agem de forma semelhante. Eles vagam pela floresta, vagando de um lugar para outro, e com eles tudo é medido: aqui é melhor, aqui é pior, aqui não há muito sol, aqui há pouco sol, aqui o terreno não é adequado, e aqui há muitas árvores.

Em outras palavras, eles estavam procurando o tempo todo, eles constantemente presumiram onde seria melhor para eles, onde o alimento seria mais acessível, onde seria mais seguro, onde encontrar um companheiro, onde criar seus filhotes, etc. Uma enorme quantidade de informações internas era processada e dirigia todos os seus movimentos.

A mesma coisa aconteceu com os três milhões de babilônios que seguiram o conceito de Nimrod. O ego em desenvolvimento deu-lhes sensações semelhantes, e a pessoa de repente entendeu que o ego estava atraindo e movendo-a, uma para a praia do Mar Negro, outra para o Alasca. Desta maneira, elas se espalharam sobre a face do mundo.

Então houve uma grande migração de povos. E mais uma vez as pessoas mudaram de lugar para lugar, mas não só isso, mas uma erupção de um grande desejo egoísta as moveu, por exemplo, para subjugar alguém, para impor impostos, etc. Mas estes eram apenas sinais externos; basicamente, o que estava levando-as para frente era um sentimento do imperativo de ser alimentadas em outro lugar, alimentadas internamente, espiritualmente e mentalmente.

Por outro lado, por exemplo, o chinês, por milhares de anos não se aventurou a partir de seu “canto”; os japoneses não deixavam ninguém sair ou entrar. Tal era o estado estático da alma. Por outro lado, que cultura, que civilização! Tudo desenvolvido somente internamente, com seus específicos problemas e conclusões.

Assim, as tribos babilônicas se dispersaram e se estabeleceram, cada uma encontrou o seu lugar de acordo com a sua alma. Flávio Josefo escreve sobre isso em detalhes: alguns deles foram para a terra de Ashkenazi, outras foram para a Inglaterra, França, Espanha, para o Oriente, a África, etc.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14, Parte 4

Acesso Ilimitado Ao Computador Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: As forças físicas (eletromagnética, gravidade e subatômica) influenciam a matéria inanimada. É possível dizer que a força superior do Criador age de forma semelhante e move as pessoas?

Resposta: Certamente, toda a natureza inanimada, vegetal e animal também se move sob a gestão do Criador, que mantém todas as partes da criação em um único sistema. Mas o principal é a sua influência no que diz respeito a nós, no que diz respeito ao nível humano superior da natureza.

É importante que o nosso nível “falante”, a mente e o coração, os pensamentos e desejos humanos, sejam compatíveis com os pensamentos e desejos do Criador. Isso ocorre porque os níveis do inanimado, vegetal, e animal agem instintivamente em coordenação com a força superior. Nós não temos controle sobre eles e não podemos gerir os sistemas que estão funcionando dentro do nosso corpo. Mas nós queremos que os nossos pensamentos e desejos sejam semelhantes ao Criador. Então, tudo ficará bem.

Nós estamos sempre trabalhando apenas com forças; elas nos rodeiam em nossa vida por todos os lados. O Criador é simplesmente a força coletiva que gere e ativa tudo. Em vez de alguns seres humanos, governos e nações, é necessário ver a força que influencia todos esses movimentos. Não há nada além da força superior.

Nós vemos que não determinamos nada por nós mesmos. Tudo é desenvolvido de acordo com um plano superior e nós temos que estar conscientes disso e integrados em sua realização.

Pergunta: O nosso cérebro está preparado para absorver esse conhecimento superior?

Resposta: Nós devemos atingir totalmente a força superior. Habilidades como estas estão latentes dentro de nós. Nossa mente e coração serão reunidos ao sistema geral e poderão ser usados dentro dele num grau infinito.

Não importa que eu tenha um pequeno computador. Pelo contrário, se ele está conectado por um cabo ao computador do Criador, eu recebo todos os Seus recursos, enquanto em meu computador eu uso apenas o teclado.

A sabedoria da Cabalá pode realizar mudanças como esta em uma pessoa. Ela explica a ela, ensina e educa por meio dos professores, os Cabalistas.

Pergunta: O que ajudará uma pessoa a mudar sua opinião sobre o poder superior, para ser livre de estereótipos e abrir-se à cooperação com ele?

Resposta: Há dois fatores que contribuem aqui: por um lado, há a pressão dos problemas e sofrimentos, e por outro lado, há a disseminação da sabedoria da Cabalá. Nós esperamos que a disseminação da sabedoria da Cabalá se expanda tanto que não haverá necessidade de sermos empurrados por trás por problemas e sofrimentos.

De KabTV “Cabalistas Escrevem: Preparando o Povo de Israel para a Luz” 20/8/14

O Declínio Da Babilônia, Parte 2

Dr. Michael LaitmanA pessoa nasce e se desenvolve como egoísta. Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal [egoísmo]; Eu criei a Torá como tempero”, para a sua correção, de modo que a Torá lhe dará a Luz com cuja ajuda você pode corrigir o ego. É assim como as duas linhas são formadas, duas partes do trabalho interno: o ego separado (a parte esquerda) e a Torá (a parte direita).

Pergunta: Eu sou tão egoísta que só a força negativa está dentro de mim? Além disso, com uma mensagem como esta consegue atrair o público até nós, assim como Abraão fez?

Resposta: Ao que parece, ele simplesmente espalhou panfletos por toda a antiga Babilônia. Imprimiu-os rapidamente numa loja de impressão local e os espalhou entre todos os babilônios, uma população total de três milhões de habitantes, de acordo com o mito. Então, eles leram os folhetos e cinco mil pessoas se reuniram em torno de Abraão.

Brincadeira à parte, Abraão era um grande líder espiritual, um sacerdote, um grande cientista daquela época. Além disso, era filho do chefe ideólogo da Babilônia, seu pai Terah. Portanto, ele tinha os meios, o conhecimento, poder e conexões, todas as possibilidades para divulgar sua mensagem. Tudo isso é obrigatório em nosso mundo.

Então, Abraão difundiu o conhecimento e as pessoas se juntaram a ele. Ele foi acompanhado por aquelas que achavam que não queriam mais trabalhar apenas com o ego.

Em outras palavras, elas já tinham uma sensação nova, uma consciência do mal do egoísmo; elas já haviam desenvolvido e percebido que ele deve estar em equilíbrio, e que elas tinham ansiado pela segunda força, que poderia ser usada para equilibrar o egoísmo, para criar um “dipolo” de forças positivas e negativas e existir nele.

Eles sentiram que somente o ego as motivava. Eles viviam graças apenas ao seu poder negativo, e isso certamente as mergulhou na depressão. Afinal de contas, elas não sentiam nenhuma satisfação, nenhum preenchimento nesta vida, mesmo que a antiga Babilônia fosse uma civilização desenvolvida. Se a pessoa entendesse que somente uma única força negativa está agindo e evoluindo dentro dela, ela pularia de uma ponte ou uma torre alta. Na melhor das hipóteses, ela iria fumar maconha.

Além disso, é se, junto com esse entendimento, a possibilidade de adquirir a força positiva é revelada a ela. Porque o caminho é composto por dois pontos e um vetor entre eles, um segundo ponto é necessária para que, pelo menos um pouco, a Luz o ilumine de onde quer que seja. É impossível viver sem essa iluminação: “Eu não posso ficar aqui. Então, o que mais há para fazer, cometer suicídio?” No entanto, se algo me ilumina a partir de uma distância, se, por entre as nuvens, um pequeno raio de luz irrompe, eu não preciso de mais nada.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

A Fusão Dos Desejos

Dr. Michael LaitmanDurante a descida do desejo do ponto da quebra para baixo, ele é dividido em partes cada vez menores que são constantemente misturadas de acordo com a intensidade e o tipo da quebra. Não se trata apenas do Aviut (espessura), mas também depende do nível que pertencia ao Aviut de Keter, Hochma ou Bina.

A correção só começa depois do fim da incorporação de todas as partes quebradas umas nas outras, assim como diferentes legumes, tais como tomate, pepino ou cebola que são colocados num liquidificador e moídos em conjunto. Primeiro, os legumes são cortados em pedaços grandes e depois em pedaços cada vez menores, até que se tornem uma mistura homogênea em que é impossível identificar os diferentes legumes que foram colocados no liquidificador.

No liquidificador há o que costumava ser um tomate, pepino e cebola, mas você não pode vê-los, uma vez que existe apenas uma massa marrom. Agora nós temos que corrigir esta mistura e aumentar todos os seus componentes de baixo para cima. O que devemos fazer? Nós temos que separar os legumes de novo? O que é a incorporação?

De repente, nós entendemos que este liquidificador, a quebra, nos tirou de um estado especial, nos misturou de tal forma que nunca poderíamos ter sido capazes de ser incorporados uns nos outros se tivéssemos permanecido corrigidos.

No estado corrigido inicial, nós estávamos conectados pela Luz que nos criou. Graças à Luz, éramos um tomate, pepino, alho ou cebola. Cada um de nós era outro vegetal e embora estivéssemos todos conectados, ninguém estava incorporada nos outros, porque a Luz Superior nos conectava. Como resultado da quebra, nós chegamos ao estado em que estamos totalmente destruídos, e quer queiramos ou não, estamos todos incorporados uns nos outros. Eu quero o que os outros têm e sinto no meu ego o que eles têm. As conexões altruístas entre nós foram mantidas pela Luz desde o início da criação, mas foram destruídas quando começamos a sentir impulsos egoístas, tais como, “A grama do vizinho é mais verde”, “Que carro grande que ele tem!” “Que belo vestido!”.

É assim que nós começamos a absorver os desejos de cada um. A quebra deixou uma fusão de desejos em cada um de nós. Acontece que a quebra causou algo que não poderíamos ter feito por nós. Ela nos obrigou a ser incorporados um no outro.

Hoje cada pessoa está conectada ao mundo inteiro através de cinco pessoas que ela conheça. Eu não sou sequer consciente de que estou incorporado nos desejos de um esquimó que vive em algum lugar do Ártico, ou de uma pessoa que vive na América do Sul, Austrália ou Índia, porque nunca estive lá. Como isso acontece? Eu não sei, mas é o resultado da quebra.

Nós pensamos que a quebra foi um desastre, mas ela foi essencial para nos levar à correção. Agora que fomos misturados juntos, a única coisa que nos resta a fazer é corrigir a nós mesmos com a ajuda da Luz superior. O que a Luz tem que fazer, a fim de corrigir a nossa mistura de legumes? Será que ela tem que nos separar em um tomate e um pepino de novo? Será que ela tem que nos classificar? Ou talvez ela deva pegar toda essa massa e colá-la num vegetal, num vaso?

A mistura começa a tomar forma de acordo com os níveis de Aviut do desejo sob a influência da Luz Superior. Há partes que pertencem às camadas superiores ou inferiores. Como nós sabemos a qual camada pertence cada um nesta mistura?

Em nosso mundo, há a força da gravidade que constrói algumas camadas de certa maneira e há diferenças entre elas. Na mistura humana também existem diferenças entre as camadas do desejo, embora elas não sejam criadas pela força de gravidade da terra, mas pela força da gravidade desde cima, pela Luz superior.

A Luz Superior entra nos vasos quebrados que ela quebrou. Mas agora ela começa a corrigi-los e reformá-los. A mistura de legumes é feita de desejos quebrados que foram misturados e quebrados infinitamente pela Luz Superior. Agora, a Luz que Reforma chega e todos os componentes aparecem gradualmente de acordo com sua reação à Luz e, assim, eles sentem que têm algo em comum, seja mais perto ou mais longe da Luz e um do outro.

Eles esclarecem se pertencem mais aos tomates e menos aos pepinos, mais à cebola, etc., de acordo com a percepção da Luz e de acordo com o sentimento de sua influência sobre eles. Apesar de terem sido todos misturados, as mudanças começam a acontecer nesta massa.

Há partes especiais entre todos os desejos quebrados: os judeus. No passado, eles atraíram a Luz que Reforma, mas não fizeram jus à sua correção e foram destruídos e caíram. Eles foram a razão para a quebra de todo o desejo e pela mistura. Agora, eles devem ser revelados, o que significa que uma ação especial está acontecendo no mundo de hoje. Nós temos que ver como todo mundo está incorporado em todos os outros. Há dez tribos perdidas entre nós que foram incorporadas na quebra geral. Esta é uma ação muito complexa, variada e profunda, mas nós não a corrigimos simplesmente retornando ao estado inicial, a fim de ter os tomates e os pepinos que estavam lá antes, mas corrigimos todas as camadas juntas e chegamos a uma conexão que é 620 vezes maior. A adesão anterior era pela Luz Superior e agora ela é atingida pela Luz que Reforma de acordo com o pedido do inferior que quer esta adesão.

Se antes a adesão inicial sustentada pelo superior era uma unidade, a nova adesão é de 620 unidades, 620 vezes mais forte, e é tudo graças ao trabalho do inferior.

O inferior pede para permanecer na forma que foi criado após a quebra e só quer corrigir a sua atitude. Portanto, a alma geral é corrigida camada por camada de acordo com o seu despertar; a primeira camada, a segunda e a terceira. De outro modo, não haveria qualquer subida, mas uma simples recuperação dos tomates e pepinos.

Nós queremos manter a incorporação mútua, pois é realmente através da fusão que chegamos a uma adesão mais potente, 620 vezes mais forte, em que todos são incorporados em todos os outros. Portanto, nós temos que ser gratos pela quebra e pela oportunidade de ser incorporados uns nos outros. Os judeus foram misturados com o resto dos babilônios e agora nós podemos finalmente começar a nossa correção coletiva!

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/09/14, Talmud Eser Sefirot

Unidade Com Base No Amor Ou No Ódio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a unidade pode possivelmente nos defender de inimigos externos? Afinal de contas, nós estamos rodeados de grupos terroristas fanáticos. Alguns deles aparecem de repente no nosso horizonte e sua crueldade tem sobrecarregado o mundo. Sua ameaça parece muito convincente. Como a força do amor que estamos tentando criar entre nós pode se opor a isso? Pode o amor nos proteger de foguetes ou agressão?

Resposta: É natural que os terroristas se comportem com tal brutalidade. Qualquer união estável se baseia tanto no amor autêntico ou no ódio genuíno, um dos dois.

A animosidade que existe em grupos terroristas em relação aos seus inimigos externos os conecta. É por isso que eles acendem o ódio em relação a nós. Eles também procuram a conexão. No entanto, há uma forma alternativa para alcançar a unidade, ao amar nossos amigos.

Ambos os grupos estão buscando unidade e aspiram a ter sucesso com a sua ajuda. Aqueles que se conectam com base no ódio precisam de um inimigo externo que eles possam continuar aborrecendo e desprezando. Eles escolheram Israel e os judeus como o melhor objeto para sua hostilidade, porque todo o mundo tradicionalmente odeia os judeus. Além disso, os judeus são realmente culpados (pelo menos as nações do mundo inconscientemente se sentem assim, mesmo aquelas que nunca tiveram quaisquer relações com os judeus).

Além disso, Israel tomou os territórios que antes eram ocupados por árabes que se chamavam os palestinos. Em outras palavras, os árabes têm um motivo para nos odiar. Além disso, eles têm um objetivo comum para difundir o Islã em todo o mundo que os une. Hoje em dia, essa ideia atrai muitos jovens, uma vez que eles são fascinados pela força e admiram aqueles que estão armados.

As pessoas procuram unidade e comunhão; elas estão tentando compreender o objetivo de suas vidas. Hoje, o Islã é a única religião que oferece um propósito concreto de existência, que é tão forte que as pessoas estão prontas a cometer suicídio, porque estão convencidas de que este ato é a melhor maneira de se realizarem e que elas vão receber uma recompensa imediata depois que morrerem.

Essas ideias atraem os jovens europeus que estão prontos para se juntar a um exército islâmico. Eles consideram isso “romântico”: “Nós estamos juntos! Temos uma meta! Esse cara é a favor de nós, é nosso amigo; o outro cara é contra nós, é nosso inimigo!” As pessoas adquirem algo pelo qual podem viver, obtêm um objetivo e se tornam conscientes dos marcos em seu caminho para alcançá-lo. Elas acham que já sabem como viver.

O resto do mundo não tem nada a oferecer a elas. Em algum momento, todo mundo ficou fascinado com o sonho americano. Todo mundo olhou para os EUA e visualizou tornar-se como os EUA. Hoje, esse sonho desapareceu como uma bolha de sabão. Coisas semelhantes ocorreram na Europa: O que aconteceu com a unidade europeia? Onde está o paraíso prometido? Para onde foi a esperança de que uma Europa unida seria um exemplo para o resto do mundo?

Pergunta: Por que os europeus não podem viver em união com os seus próprios povos nativos?

Resposta: O ser humano é uma criatura que muda constantemente de valores. Portanto, hoje nós não estamos satisfeitos com o que consideramos ser grande ontem. Um dia antes, pensávamos que as coisas eram boas o suficiente, mas um dia depois já pensamos nelas como insuficientes ou erradas. Amanhã, algo novo vai surgir em nossos horizontes. Os nossos desejos egoístas e aspirações mudam constantemente, aumentam e se expandem.

O islã é atraente para muitos, pois oferece às pessoas metas concretas. Ele proclama: “Todos os muçulmanos devem se unir para que o Islã conquiste o mundo inteiro! Se levarmos o conhecimento sobre Alá que governa tudo e todos, se espalharmos a informação sobre o que exatamente devemos fazer para seguir a Sua vontade, o mundo inteiro será nosso, incluindo o mundo futuro. Mesmo se você morrer em um minuto, você vai subir imediatamente para o céu”.

Sua ideologia está enraizada em dois mundos: este mundo material e a dimensão futura. Os muçulmanos pedem a unidade neste mundo entre todos que compartilham sua ideologia. Eles apontam para o seu inimigo muito distintamente. Aos poucos, eles vão penetrar todas as nações, sem exceção: China, Índia e Rússia… Eles não estão com pressa, nem sentem quaisquer restrições de tempo: “Se não nós, então nossos filhos; se não eles, então os nossos netos… Por fim, nós vamos atingir a meta. O que importa é que nós avançamos para a nossa meta e vamos impor a ‘jurisdição’ islâmica sobre todo o mundo. Nós devemos participar neste movimento para que mereçamos estar nos mundos futuros”.

Eles já sentem a sua unidade; eles estão confiantes de que seguem uma meta grande nobre e eterna. Portanto, esse tipo de inimigo é impossível vencer. Não há ninguém com quem falar ou fazer as pazes, visto que os nossos adversários têm uma ideologia poderosa. Como resultado da última operação militar em Gaza, mais de dois mil palestinos morreram. Existem inúmeras ruínas em seus territórios, mas eles ainda celebram esta situação como se fosse a sua vitória. Eles não contam suas perdas.

Os muçulmanos têm uma confiança interna de que estão fazendo a coisa certa. Eles consideram a sua luta como sendo uma guerra santa. É impossível lutar contra este tipo de inimigo. Os tratados de paz com eles não valem nada. Certamente, isso é absolutamente claro para o nosso governo e todos ao seu redor.

A questão é como podemos sustentar essa ameaça como o povo de Israel? Nós podemos arrumar nossas malas e sair (o que eles terão prazer em nos deixar fazer e ainda vão nos dar tempo para isso). No entanto, se decidirmos ficar em nossa terra, vamos ter que encontrar uma solução alternativa. Este problema pode ser resolvido! Há algo que pode nos tornar mais fortes do que eles: a nossa unidade.

Ao alcançar a unidade, iremos acionar o poder geral de natureza, a força superior, que Israel possuía na época de Abraão e durante os primeiros dois mil anos de sua história, ou seja, durante o Primeiro e o Segundo Templos. Se nos unirmos, “como um homem com um coração” pelo amor ao próximo, se alcançarmos o estado em que “todos em Israel são amigos”, e se formos um exemplo para todo o mundo, todos vão começar a nos tratar de uma forma boa, incluindo os árabes. Assim que iniciarmos a nossa unidade e nos reconectarmos com o outro, o mundo inteiro vai mudar a sua atitude em relação a nós de forma adequada.

De qualquer forma, não temos outra escolha. Nós devemos nos unir, pois é a única solução para a situação. Nós temos a oportunidade de verificar essa doutrina aqui e agora.

Eu lamento profundamente pelos soldados e civis que perderam suas vidas durante a última operação terrestre. No entanto, a situação atual é diferente de batalhas anteriores, pois desta vez nós temos a oportunidade de mudar a direção dos pensamentos dos israelenses, e fazer os israelenses entenderem que a estabilidade e a segurança só podem ser alcançadas como resultado de nossa conexão.

Nós temos um ensinamento que fala sobre estas questões: a sabedoria da Cabalá. Esta ciência foi escondida de nós durante o exílio, mas hoje em dia se revela a nós, e é nosso dever torná-la conhecida. Esta ciência explica como atingir a conexão certa que, então, atrairá a força superior.

Se a força superior está entre nós, nós estamos cobertos por uma “cúpula” que nenhum inimigo pode quebrar. Nossos inimigos irão simplesmente desaparecer. Depende apenas da nossa capacidade de implementar a sabedoria da Cabalá para o bem da conexão entre nós.

A Cabalá fala sobre a unidade e o amor de Israel. Essa foi a herança judaica durante os primeiros dois mil anos da nossa existência desde o momento em que saímos da Babilônia até a destruição do Segundo Templo. Durante os próximos dois mil anos de exílio, a Cabalá foi ocultada de seu povo. No entanto, hoje ela se revela mais uma vez, para que possamos usá-la para recriar a unidade.

Isso explica por que temos que revelar a sabedoria da Cabalá e mostrar aos outros que não se trata de “fitas vermelhas”. É um método para alcançar a unidade que se destina a nos ajudara nos tornar “o povo de Israel na terra de Israel”. Isso vai nos ensinar como levar uma vida estável e segura. Então, o mundo inteiro vai tratar Israel como nós merecemos de acordo com as nossas raízes: a unidade que se baseia na verdadeira Torá, o ensinamento da verdade.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 27/08/14

Quem Somos Nós Realmente ?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é tão difícil para nós saber que a nossa nação é especial e que tem uma missão especial?

Resposta: Porque ela é complacente e o povo quer se perder nos outros e ser como todos os outros. Ele pensa consigo mesmo: “Há mais de duas centenas de países no mundo, então por que Israel não pode ser apenas um deles? Por que  temos que nos destacar? Qual é a vantagem disso?” Mas não vamos ser capazes de nos esconder de nossa missão.

Pergunta: As pessoas dizem que esta é a razão de não gostarem dos judeus porque eles se destacam e se consideram especiais.

Resposta: Eu não acho que nós queremos nos destacar, mas é assim que ocorre. Os judeus participam de todas as empresas importantes e são muito bem sucedidos no que fazem. Você não pode esconder o fato de que cerca de treze milhões de pessoas têm uma influência decisiva no mundo e se destacam na ciência e em todos os campos que você possa pensar.

O que são treze milhões de pessoas em relação a toda a humanidade, considerando o fato de que apenas metade delas é adulta? É ainda menos do que a população de uma grande cidade, mas veja o impacto que elas têm sobre toda a humanidade. É claro que a humanidade tem dificuldade em aceitar esse fenômeno.

Isto é especialmente verdadeiro visto que há uma raiz espiritual aqui que obriga o mundo a ver os judeus como estranhos. Cada nação sente intuitivamente algo contra nós, mas mesmo entre os próprios judeus há uma atitude negativa em relação a Israel, porque, afinal de contas, nós nos reunimos como o grupo de Abraão a partir de todas as nações que viviam na Babilônia. Em cada judeu há a raiz da nação de onde ele vem, além da raiz espiritual, chamada Israel, que ele recebeu.

Enquanto esta raiz espiritual se manteve e agiu ativamente, nós éramos a nação israelense. Mas depois que caímos da altura de esta raiz, nós nos tornamos como todas as outras nações e até mesmo piores. Se Israel cai, ele desce mais baixo do que todas as outras nações.

É por esta razão que as principais raízes das nações do mundo estão sendo reveladas em nós agora, mais do que a raiz espiritual. Por isso, nós queremos aprender com as nações do mundo, para ser como elas e aceitar suas críticas. É um fenômeno mais ou menos natural e típico de todo mundo.

Nós só precisamos entender quem nós realmente somos e por que isso está acontecendo conosco, o que está oculto em nós, qual o processo que passamos e ainda temos que passar, qual a nossa missão neste mundo, e por que todas as nações nos acusam, admitindo, na verdade, que elas dependem de nós.

Se elas afirmam que Israel é responsável por todos os problemas do mundo, é sinal de que Israel é tão forte, especial, superior e poderoso que pode afetar o mundo inteiro para o pior. Como pode cerca de 13 milhões de pessoas, que é a população de um estado pequeno, ter um grande impacto em todo o mundo? Como isso acontece?

Esta é sua maneira de nos dizer que somos a fonte, o tubo através do qual elas recebem a energia boa ou ruim. Se nos comportarmos de maneira diferente, vamos nos tornar a fonte de bondade para o mundo.

A bondade não está em trazer ao mundo novas descobertas e prêmios Nobel, mas em trazer a Luz e a paz mundial. Esta não é uma invenção técnica, mas uma força que atinge e acalma as pessoas, uma força que as conecta corretamente e as torna um todo. Assim, elas vão começar a viver em paz e harmonia, cuidando umas das outras. A todos será garantida uma vida segura e pacífica neste mundo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 14/08/14

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 44

Do livro: O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Os Postulados da Teoria da Integralidade

Nós somos parte da natureza, o resultado de seu desenvolvimento.

A natureza garante o bom desenvolvimento de cada uma de suas partes.

Como resultado do programa de desenvolvimento, de forma consistente, em todo o globo, apareceram os mundos vegetativo e animal, e, finalmente, o ser humano.

Nós não podemos revelar o sentimento e a mente que governam no universo.

O final do desenvolvimento é um estado perfeito.

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Material Relacionado:
O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 41
O Segredo Essencial Do Judeus, Parte 42
O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 43