Textos na Categoria 'Percepção'

Um Vírus Espiritual

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Shofar (Corno) do Messias”: …os filhos de Israel são redimidos somente depois que a sabedoria do oculto é revelada de forma plena, como está escrito no Zohar, “Com essa composição, os filhos de Israel são redimidos do exílio”.

Enquanto a sabedoria da Cabala não se disseminar por todo o mundo, Israel (“Isra” – “direto”; “El” – Criador), ou seja, aqueles que aspiram ao Criador, não serão capazes de revelar a Luz que Corrige, a qual deve passar através deles a toda a humanidade. O mundo tem que estar pronto para receber a sabedoria; caso contrário, Israel continuará escravo de sua natureza egoísta.

O Zohar foi revelado para acelerar o desenvolvimento do mundo inteiro. Mas o que há de tão especial neste livro? Por que ele afeta tanto o mundo?

A verdade é que nós não vivemos neste mundo corporal; ele só nos parece assim em nossas “telas” internas.  O mundo é único e a realidade é única.

Assim, quando O Livro do Zohar (a fonte espiritual) é revelado no nível corporal, ele nos influencia e afeta.  Ao existir entre todas as almas, essa fonte acelera nosso progresso e se espalha como um vírus. Este vírus penetra cada desejo, cada reação, e começa a transformá-los.

Da  Lição Diária de Cabala 19/11/10, “O Shofar do Messias”

Chá Com A Rainha Da Inglaterra

Dr. Michael LaitmanA Aviut do Kli (vaso) é a falta de seu preenchimento, a Hissaron, fome ou apetite. Por outro lado, a Aviut da Luz é a realização da importância do Criador, a revelação da Sua grandeza.

A Luz desce e expande seu Kli, fazendo com que Aquele que Dá a Luz pareça grande aos seus olhos. É melhor avançar justamente em virtude dessa Aviut.

Suponha que alguém me convida para sua casa e quer me dar chá e biscoitos. Eu não vejo nada de especial nisso. No entanto, se eu, de repente, descobrisse que essa pessoa é muito importante e influente, a visita adquire um significado totalmente diferente para mim! O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Benjamin Disraeli, escreveu em suas memórias que a Rainha uma vez convidou-o para seu castelo para tomar chá. Antes disso, ele tinha conversado com ela várias vezes, mas esta “xícara de chá” significava muito mais para ele.

Em outras palavras, a pessoa sempre se impressiona mais com quem a recebe, do que com o que ela recebe. Ao louvar o Criador, você expande seus vasos espirituais. Você de aproxima Dele ao admitir Sua importância e grandeza. A iluminação que vem Dele aumenta aos seus olhos e isso cria Kelim (vasos) adicionais dentro de você.

Da Lição sobre o Shamati em 19/11/10

Separe-se Do Resto!

Dr. Michael LaitmanA nossa união deve acontecer em um novo nível quantitativo. Nós precisamos nos unir de forma que cada um se envolva internamente dentro de todos os outros, deixando o seu desejo egoísta de fora. A pessoa deve trazer apenas o seu desejo pela espiritualidade, chamado centelha de Luz.

Com essa centelha, a pessoa mergulha no grupo, desconectando-se de suas emoções e do resto que não faz parte dela. Como resultado, as centelhas de todas as pessoas se juntam.

Essa separação permite-me conhecer o desejo de receber prazer coletivo, que reside fora do meu ego, e nele eu descubro a capacidade de perceber o Mundo Superior e o Criador.

Da Lição sobre o artigo do Rabash em 11/05/10

O Mundo É Um Raio-X De Você

Dr. Michael LaitmanO trabalho em grupo acontece em dois planos: 1. a grandeza do grupo, dos amigos, ou do Criador (que é a mesma coisa), e 2) a sua própria insignificância em relação ao grupo e ao Criador. Se eu me oriento dessa maneira, eu recebo o desejo correto, que permite com que eu me anule e passe a fazer parte do grupo.

Quando eu realmente faço parte dele como um único ponto, eu começo a sentir que sou um embrião espiritual imerso na Luz que preenche o grupo.

Os rostos dos amigos que vemos ao nosso redor não são chamados de “grupo”. O grupo é o desejo comum das almas, unidas entre si, e que me foi dado como o lugar onde eu encontro o Criador. Eu tenho que trabalhar em relação a este “lugar”, porque sou um desejo ou vaso, e este lugar é o desejo ou vaso com o qual eu trabalho, a fim de fazer parte dele, aderir-me a ele e expandir-me. Eu posso trabalhar com ele porque nós temos a mesma natureza!

No entanto, eu não posso trabalhar com o Criador, pois Ele é luz. Ele é a qualidade que eu revelo dentro do nosso vaso comum (o “lugar”), conforme eu entro e participo nele. Agora, esse lugar parece-me preenchido por partículas separadas (almas). Porém, se eu visse o verdadeiro estado interior, eu veria todas elas como almas especiais e Partzufim espirituais unidos por uma rede de conexão, um desejo.

Eu tenho que corrigir minha atitude para com elas, a fim de vê-las como conectadas, e isso constitui a minha correção! O grupo é Malchut do Mundo do Infinito. Não há uma pessoa no mundo que não esteja conectada com outras e não esteja no Fim da Correção.

No entanto, agora eu vejo um mundo diferente, devido à minha visão não corrigida, como está escrito: “Cada pessoa julga conforme seus próprios defeitos”. Quando eu exijo uma maior inspiração e energia para avançar a partir delas, eu me dirijo ao meu próprio reflexo no espelho!

Foi assim que o Criador organizou o mundo que vemos a nossa frente. Ele é uma cópia minha, com a qual eu trabalho. Conforme eu exijo esse trabalho em grupo e união, isso me influencia de volta, da mesma maneira. Em essência, eu trabalho comigo mesmo, como se estivesse diante de um espelho, fazendo diferentes faces de eu mesmo!

Foi para realizar isso que o Criador dividiu minha percepção do mundo em duas partes: eu e tudo fora de mim, para que eu tivesse a oportunidade de trabalhar e alcançar a sensação interior. Caso contrário, eu nunca seria capaz de sentí-Lo. Eu nem mesmo entenderia que algo pudesse existir além de mim.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/11/10, Beit Shaar HaKavanot

Mude Seus Óculos

O que significa alcançar o infinito? Quando eu entro no Infinito, eu me torno Malchut do Mundo Infinito, o que significa que contenho todos dentro de mim. Afinal, “amarás ao teu próximo como a ti mesmo” significa que todos aqueles a quem eu agora venho a sentir como estranhos passam a  ser componentes essenciais da minha alma. Minha alma recebe de volta todas as suas partes, dispersas e distanciadas, e ela se torna um todo, a alma completa.

Tudo o que parece existir fora de mim, como objetos inanimados(imagine que você está engolindo todas as estrelas!) são relacionados ao nível inanimado do seu desejo egoísta, todas as plantas estão relacionadas com o seu nível vegetativo, e todos os animais ao seu nível de animado. Tudo isso é uma impressão do seu desejo egoísta que está mostrando a você todas essas coisas como se elas se encontrassem fora de você.
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Rumo À Espiritualidade Através Deste Mundo

Dr. Michael LaitmanZohar, Capítulo “BeShalach (O Faraó Enviou)”, item 470: … como está escrito: “Porque eu certamente apagarei a memória de Amaleque”. “Apagar” é acima, “Eu apagarei”, abaixo. “Memória” significa a memória acima e abaixo.

“Acima” e “abaixo” não diz respeito ao nosso mundo, pois ele não está sujeito à correção; não há nada a ser corrigido nele. Este mundo em que vivemos enquanto permanecemos em nossos corpos (assim como outras pessoas), antes que o ponto no coração desperte em nós e que encontremos um grupo através do qual nos relacionamos com a espiritualidade, não tem nada a ver com a correção e/ou com a espiritualidade .

Nós estamos falando sobre o desejo que se origina no ponto no coração e, posteriormente, é incorporado no grupo (ou seja, no conjunto de outros pontos no coração, que temos que reconectar juntos). O Zohar fala apenas sobre esse processo. O restante da realidade que observamos à nossa volta não tem relação com a correção ou a espiritualidade.

Nós vemos um enorme mundo material à nossa volta, mas que não existe na espiritualidade. Ele nos é dado apenas para servir como base, a partir da qual começamos a nossa vida espiritual. Em relação ao mundo espiritual, o nosso mundo não existe. Ele é uma realidade imaginária, a partir do qual podemos entrar na espiritualidade de forma independente, por nós mesmos.

O Criador nos dá um ponto no coração que nos permite avançar. Se colocássemos o nosso estado interior em um filtro que realmente separasse o mundo espiritual (autêntico) do “irreal”, apenas os pontos no coração passariam por esse filtro. O restante deste reino seria detido pelo filtro e desapareceria, uma vez que simplesmente não existe.

Em outras palavras, a nossa realidade imaginária tem apenas um propósito: permitir que os pontos em nossos corações entrem na espiritualidade. Nós temos que continuar vivendo nesta realidade até conseguirmos conectar todos os pontos no coração em um reino espiritual e, assim, alcançar a correção completa (Gmar Tikun). Posteriormente, esta imagem imaginária desaparecerá.

Até então, o nosso mundo não desaparecerá. Em cada ato de correção (do primeiro ao último) nós devemos ficar dentro da imagem “irreal” do nosso mundo material, porque é onde começamos uma nova rodada de correção, a cada vez.

Está escrito sobre o Rabi Shimon (o autor do Livro do Zohar), que antes da sua última correção ele se identificou como “Shimon do mercado”, isto é, que caiu neste mundo e só percebia essa dimensão da vida. A partir deste mundo ele conseguiu atingir o nível máximo de correção.

Esta é a razão pela qual a realidade imaginária que chamamos de “nosso mundo” é tão importante: ela nos dá um sentimento de separação da espiritualidade. Como nós sentimos uma separação, nós conseguimos corrigir cada parte de nossos desejos não corrigidos. Nós fazemos isso enquanto permanecemos neste mundo que está totalmente ausente do mundo espiritual, “a partir da ausência”.

É por isso que este mundo é tão importante. Todo mundo deve levar uma vida normal: ter um bom emprego e família, estudar e cumprir com tudo o que este mundo exige de nós. Sem esse mundo nós não nos tornaremos semelhantes ao mundo espiritual; não nos corrigiremos ou entraremos na espiritualidade.

Da 2 ª parte da Lição Diária de Cabala 15/11/10, O Zohar

Um Vigarista Em Meu Próprio Direito

A percepção da realidade, como a sabedoria da Cabala nos ensina, é muito subjetiva. Realidade é percebida apenas em relação a nós e aos nossos órgãos sensoriais. Mas fora deles, não há nenhuma realidade, ela não existe. Nós a recebemos como uma imagem na tela localizada na “parte” de trás do nosso cérebro, como se a realidade existisse independentemente de nós, do lado de fora.

Enquanto o livro do Zohar explica, que eu vejo partes do meu desejo de receber, na medida em que difere da Luz, à medida que o meu desejo de receber varia entre o atributo de doação que caracteriza a Luz.

Nosso desejo coletivo, a única criatura, estava inicialmente no estado do “Infinito”. Em seguida, ele desceu do estado do “Infinito” para o do “nosso mundo” experimentando a quebra, ou seja, alterando sua propriedade de doação para a recepção. [Leia mais →]

Existe Alguém Mais Lá Fora?

Pergunta: Se não há ninguém além de mim, então por que eu tenho que vir à Convenção, unir-se com todos, e amá-los?

Resposta: Você tem que começar a perceber a verdadeira realidade em suas sensações. Portanto, você tem que vir e ver que todos nós existimos, e você tem que executar todas as ações para que pudéssemos “deixar de existir.”

Pergunta.: Mas você disse que não há mais ninguém aqui?

Resposta: Mas sou eu quem disse isso! E você tem que alcançar tal realização por conta própria. Você tem que provar para si mesmo que não há ninguém aqui, exceto Malchut do Mundo do Infinito.
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Da Lição da Convenção Mundial de Cabala de 10/11/10

Tornar-se O Produtor De Sua Própria Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se sou eu quem cria e projeta o filme da minha própria vida, toda esta realidade, então por que as pessoas criam filmes desagradáveis para si?

Resposta: A criação de um filme ainda não está em seu poder. Você ainda não pode ser um produtor. Você precisa governar o seu desejo, a Luz, e ser capaz de determinar exatamente como eles podem variar de acordo com leis severas e não do jeito que você quer. Dessa forma, você construir gradualmente uma realidade melhor.

Esta é a sua única liberdade de escolha, e é exatamente por isso que estudamos a sabedoria da Cabala. Até que você obtenha poder sobre o filme da sua realidade, o Criador é responsável por ele, a fim de obrigá-lo a criar seu próprio filme. É por isso que toda a nossa vida e todas as nossas reencarnações servem para nos “inspirar” a fazer o filme apropriado, um filme autêntico e não um imaginário.

Isto é o que torna a percepção da realidade na sabedoria da Cabala tão interessante. Porque isso não se trata de um estudo teórico, nem uma discussão acadêmica, mas um método especial que eu posso usar para realmente mudar o meu mundo, escapar para diferentes dimensões, aparentemente.

De Cabalá para Principiantes, “Percepção da Realidade” 26/10/10

Aproximando A Realidade Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que tipo de percepção da realidade o Criador tem?

Resposta: O Criador não tem nenhuma percepção da realidade, porque Ele tem apenas uma qualidade: o desejo de doar, a doação. O Criador não tem realidade. Ele mesmo é a realidade perfeita.

Quando nós percebemos e retratamos a realidade à nossa volta, alcançamos estados que se aproximam cada vez mais Dele. Portanto, a melhor forma do mundo surge quando corrigimos a nós mesmos conforme criamos ou projetamos para nós a realidade: o Criador. Este é o estado que nós alcançamos.

Quando nós passamos por todos os filmes, imagens e formas durante a nossa correção, nós aproximamos tudo isso, de forma gradual, passo a passo, de tal realidade em que só o Criador existe, como é dito, “Ele e Seu nome são um” e “Não há outro além dele”.

De Cabalá para Principiantes, “Percepção da Realidade” 26/10/10