Textos na Categoria 'Percepção'

Imortalidade Real

Pergunta: Quando uma pessoa se eleva sobre todos os seus interesses materiais e se conecta com a natureza superior, o criador, a morte física já não tem significado para ela, não é?

Resposta: Isso é verdade. Quando eu perguntei ao meu professor sobre isso no início do meu caminho, ele disse que uma pessoa que estuda a Cabala tem que alcançar um estado no qual ela começa a tratar a vida de seu corpo material como uma camisa: É como se ela trocasse de roupa suja fora no final do dia, a joga na lavanderia e amanhã coloca uma nova. Nosso corpo é exatamente assim.

Essas coisas são reais. Elas vêm do estudo de “Sí mesmo”, quando eu saio da percepção da minha vida dentro dos meu desejos corporais. Agora, vivemos para o nosso corpo material! Mas se eu sair desta sensação e ter contato com a realidade superior, acima disso, eu imediatamente começo a sentir o fluxo eterno da vida.

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Do Congresso de Roma de 20/05/2011

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Padrões Espirituais

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que a letra “Samech” no Zohar refere-se a GAR (três Sefirot superiores) de Bina se as letras começam apenas com ZAT (as sete Sefirot inferiores) de Bina?

Resposta: E como nós usamos as letras em nosso mundo? Será que realmente temos alguma conexão com ZAT de Bina, ZA (Zeir Anpin) e Malchut do mundo de Atzilut? Sabe-se que as letras de Aleph a Tet descem de ZAT de Bina; Yod a Tzadik de Zeir Anpin; Kuf-Resh-Shin-Tav de Malchut, enquanto que as letras finais MaNTzePaCh originam-se do Parsa.

Tudo termina no Parsa do mundo de Atzilut, abaixo do qual estão os mundos de BYA (Beria, Yetzirah, Assiya). Abaixo deles temos este mundo, onde nós existimos. Então, como vamos usar as letras?

A questão é que no mundo de Atzilut existe um padrão segundo o qual cada parte da realidade divide-se ainda mais. Assim, não importa onde eu esteja, eu posso usar as letras de acordo com meu nível espiritual.

Na França, por exemplo, no Departamento Internacional de Pesos e Medidas, há um calibrador de medidas feito de platina e irídio. (Aliás, eles decidiram parar de usar o modelo físico e, a partir de agora, um metro é definido com base na consistência da continuidade da velocidade da luz, como o comprimento da distância percorrida pela luz no vácuo por 1/299.792.458 de segundo).

Portanto, no nosso mundo, existem padrões mundiais de medidas, com os quais são verificados nossos dispositivos de medição. Isso nos permite medir os objetos e a distância entre eles em qualquer lugar. Da mesma forma, existe o mundo de Atzilut, onde se encontra o modelo chave-padrão. Ele governa a forma como tudo é dividido e medido em todos os outros mundos. Com base nesta norma, todos os outros níveis no mundo de BYA são construídos, cada um sendo uma projeção do mundo de Atzilut, e é por isso que também há letras neles.

O nosso mundo é uma projeção dos mundos superiores, embora a sua matéria tenha uma natureza totalmente diferente: a egoísta. Portanto, em nosso mundo, nós também usamos letras. Além disso, usamos as palavras do nosso mundo para descrever o mundo espiritual, a chamada “linguagem dos ramos”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/11, O Zohar

Trabalhando sobre o desejo Juntos

Não devemos criticar os estados que experimentamos a cada momento. Afinal, não sabemos para que nos é dado e de onde eles vêm.

Tudo o que precisamos fazer é tentar entender como usar o estado em que recebemos agora. Devemos reconhecê-lo com o entendimento de que não há estado melhor para o nosso progresso que este que estamos atualmente vivenciando, para a correção da nossa alma. Nós devemos agradecer ao Criador pelo o mal, assim como faríamos para o bem.

Afinal, eu meço o meu estado de acordo com minhas falhas. Se eu fosse reformado, eu me sentiria infinito em cada estado. No entanto, se eu tiver um sentimento oposto em algum lugar, isso significa que há uma falha a certeza de que eu preciso sentir, mediante o trabalho, e corrigir a sensação até me sentir perfeito. [Leia mais →]

As Muitas Faces Do Desejo

Não é apenas um desejo de receber, mas se manifesta de muitas formas diferentes, incluindo a final, a forma atual que sentimos hoje. Todas as nossas sensações não são nada além do desejo de desfrutar o que tem muitas facetas diferentes. Vejo um mundo cheio de gente, eu nele, e muitas outras coisas, ações, causas e conseqüências. Tudo leva a mesma vontade de receber o que existe no mundo espiritual.

É só que, neste caso, assume um “material” a forma que chamamos de corpo humano. A forma mais elevada é o que chamamos de alma, mas em todo caso, estamos falando estritamente sobre o desejo de desfrutar.

Todos os graus são idênticos em sua matéria (o desejo) e realização (Luz). Apenas o último grau, o menor, difere na medida em que dá ao homem um sentimento de separação de todos os outros graus ou o deixa sem esse sentimento completamente na realidade deste mundo. Este grau tem a sua própria percepção de detalhes, mas mesmo eles são percebidos em relação ao desejo de receber a Luz e que existe em seu estado mais baixo.

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Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá de 24/05/2011, “Prefácio à Sabedoria da Cabala.”

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Não Acredite Nos Seus Olhos

Na Cabalá, falamos do trabalho interno da pessoa. É preciso ir mais fundo dentro de si e, lá, construir imagens dos amigos, o grupo, si próprio, seu mundo interior, e a sua impressão da espiritualidade, sem prestar atenção às impressões externas, que podem até mesmo ser opostas.

As impressões que recebemos do ambiente externo podem não ser verdade, porque esses são sentimentos que resultam dos estados (Reshimot, registros informativos), despertados em nós. Não se pode contar com essas impressões. Em vez disso, deve-se contar com as imagens que construímos dentro de nós mesmos, dos amigos, o grupo, o Criador,e a conexão entre nós.

 

Eu não confio muito no que eu sinto e vejo hoje ao meu redor. Afinal, quem vê isso? Eu me vejo e eu estou totalmente em decepção. Então, não faz diferença o que eu vejo agora. Eu tenho que construir dentro de mim um modelo do mundo futuro onde todos nós estamos ligados pelo amor mútuo e pela doação, dentro das quais revelamos o Criador como se estivesse em Divindade (Shechiná).

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Da 1a. parte da Lição Diária de Cabalá de 26/05/2011, Escritos do Rabash
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Os Dois Lados Do Pensamento Da Criação

Os Dois Lados Do Pensamento Da Criação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre o Pensamento da Criação e o Criador?

Resposta: Tudo o que dizemos é em referência (relação) a nós. Nós não sabemos nada, exceto as coisas que acontecem dentro do nosso desejo. E mesmo quando revelamos a existência da Luz (“a existência a partir da existência”), que criou o desejo (“a existência a partir da ausência”), também baseamos isso no desejo que nos revela o que supostamente aconteceu diante de nós desta maneira. Todas as nossas conquistas vêm da sensação da matéria em nosso desejo.

Por esta razão, quando falamos de percepção, uma sensação dentro do desejo, dividimos toda a nossa percepção em três componentes:

  • aquele que percebe (eu sou o sujeito que percebe),
  • o que está sendo percebido ( o que eu percebo do Criador),
  • de quem isso está sendo percebido (a origem da sensação, o Criador).

À medida que eu descubro a minha capacidade de mudar a percepção do Criador, a quem eu sinto em termos daquilo que Ele quer com base em uma conexão comigo, eu começo a ter um vínculo com Ele e mudo o nosso relacionamento. Como sei que estou mudando? Isso vem das minhas sensações. Como eu sei o que Ele sente e como Ele reage ao mesmo tempo? Isso também vem das minhas sensações. Tudo é baseado apenas em minhas sensações; eu não tenho nenhuma outra qualidade de percepção. Tudo existe apenas dentro do desejo.

É por isso que dizemos que HaVaYaH (o nome de quatro letras do Criador , “Yod-Key-Vav-Key“) são os quatro estágios do desenvolvimento do desejo. A revelação do Criador no homem (Criador ou ” Bo-Reh” refere-se a “venha e veja”) ocorre apenas depois disso.

Os mundos também existem apenas em nossa percepção, sob a forma de revelações e ocultações (“mundo” ou ” Olam” vem da palavra “Alama” ou “ocultação”). A escada de níveis espirituais também existe dentro do homem. O grupo, a humanidade, toda a realidade, o mundo do Infinito, tudo está dentro de nós.

Mas o que eu alcanço através de todos os meus esforços em querer saber quem sou e o que sou, quem é o Criador, o que Ele quer de mim, e qual é a minha conexão com Ele? Como resultado de todos estes esforços e de uma longa jornada, quando nos damos conta de todas as possibilidades que recebemos, nós alcançamos uma percepção única, um entendimento único, uma sensação única, chamada de “o Pensamento da Criação é dar alegria às criaturas”. Este plano inclui tudo: Quem é Aquele que agrada as criaturas, que tipo de prazer é esse, quem são estas criaturas, tudo.

O estado em que atingimos o Pensamento da Criação é chamado “o ponto de adesão” ou “uma gota de adesão”, porque em nossa percepção tudo se concentra em um ponto do Pensamento da Criação. Nós o alcançamos através de nossos esforços, à medida que desejamos unir-nos com o Criador, e é por isso que chamammos de “uma gota de adesão”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/11, Talmud Eser Sefirot

Corrigindo O Defeito Em Sua Visão

Dr. Michael LaitmanPergunta: O senhor disse que o homem não é nada mais do que uma sensação e uma mente, enquanto que qualquer coisa que esteja acontecendo ao redor dele está além de seu controle, e ele meramente observa o resultado. Se for assim, qual é o sentido de procurar o que O Zohar descreve?

Resposta: Nesse instante, eu estou lendo ou ouvindo O Zohar. Conforme continuo, eu imagino toda sorte de imagens em minha mente: anjos, pessoas, e paisagens.

Por que eu percebo isso como uma imagem externa, ao invés de reagir a isso nos meus sentimentos e pensamentos, imediatamente a substituindo para vê-la dentro de mim mesmo? É porque eu não estou corrigido, e meu desejo de sentir prazer, meu ego, divide minha percepção em interna e externa. Ele me mostra esse quadro defeituoso, de acordo com o qual tudo o que O Zohar descreve está aparentemente acontecendo do lado de fora, e não dentro de mim.

Mas, externamente, não existe nada. Toda a realidade está dentro de mim. Por que eu não experimento isso como externo? Porque eu ainda não posso unir toda a realidade comigo; eu não a vejo como uma parte vital minha. Por que isso é assim? Porque eu me relaciono com ela egoisticamente, dividindo todas as suas partes em internas, que são mais importantes para mim, e externas, que são menos importantes, totalmente sem sentido ou ignoradas por mim. Assim é a minha forma egopista e defeituosa de percepção. Então, o que eu faço?

Isso é o que devo dizer a mim mesmo:

1. O Zohar fala somente sobre meus estados internos e propriedades; com exceção do que está acontecendo dentro de mim agora, não há nada mais. A pessoa é um pequeno mundo, e tudo está nele.

 2. Tudo que eu vejo acontecendo no exterior é determinado exclusivamente pela minha percepção defeituosa. Se eu me corrigir, eu verei tudo dentro.

Em outras palavras, a discrepância entre o que eu imagino enquanto leio O Zohar como algo acontecendo fora de mim, e o que eu seria capaz de perceber como ocorrendo dentro de mim, demonstra minhas percepções imperfeitas. Desta forma, eu preciso me esforçar para buscar internamente a correta forma de percepção, orar e implorar para que ela surja em mim.

Isso é o que nós chamamos de alcançar o conteúdo. Como está escrito na “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, item 155, do Baal HaSulam: “Ainda que eles não entendam o que estão aprendendo, através do anseio e do grande desejo de entender o que estão aprendendo, eles despertam sobre si as Luzes que circundam suas almas”. Eu aspiro a ver essa imagem em sua forma autêntica, e gradualmente atraí-la para mais perto.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/11, O Livro do Zohar

Revele O Zohar Em Seu Coração

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Mishpatim (Decretos)”, item 561: Mesmo em relação ao verso, “E eu mandarei um anjo diante de você”, …Moisés não respondeu de uma vez. Pelo contrário, quando está escrito, “Se Sua presença não vai conosco, não nos dirige para fora daqui”, ele respondeu isso em relação ao que está escrito: “Minha presença irá e dará a você descanso”.

A pessoa tem que procurar dentro de si mesma por todas essas propriedades descritas no Zohar. Quem é Moisés, quem é o anjo, quem é o Criador, o que todos esses objetos inanimados, plantas, animais, pessoas são, e como eles existem e vivem dentro da pessoa? Nós devemos tentar encontrá-los interiormente, fazer um esforço para nos mover do quadro externo que surge a nossa frente para a contemplação interna de onde em mim estão todas essas qualidades, forças, e desejos. Esses esforços são muito importantes.

Desse modo, eu corrijo minha percepção egoísta que me faz pensar que algo acontece fora, e não dentro. Então, eu me volto precisamente para minhas propriedades internas e “implanto” a Torá em mim mesmo, desejando reconhecê-la em seu verdadeiro lugar. É por isso que nós precisamos constantemente tentar interpretar o que está escrito no Zohar como nossas propriedades.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/11, O Livro do Zohar

Aprender A Ver O Bem

Dr. Michael LaitmanPergunta: A Cabalá ensina que o Criador é bom e faz o bem, mas como conciliar isso com a vida cheia de problemas e dor?

Resposta: O Criador é bom e faz o bem, mas a pessoa tem que chegar a esta conclusão, chegando a semelhança de propriedades com Ele. No entanto, se eu sou um filho mau e desobediente, e não quero ouvir o que minha mãe me diz, ela grita e depois castiga-me. E eu digo que minha mãe está zangada, como uma criança repreendida normalmente pensa.

Seus gritos e palmadas foram de propósito, porque ela queria que eu me portasse bem. Como posso ver que por trás de tudo o que me acontece está uma boa atitude em relação a mim, mesmo se eu a perceber como má, como faz a criança? Como posso entender que onde eu me sinto mal, eu preciso  completar a mim mesmo e a minha atitude para com a natureza, a humanidade, o grupo: para corrigir o meu ego, para sentir que isso é bom?

Aquele que se esforça para realizá-lo o mais rapidamente possível e está pronto para localizar o lugar que dentro de si mesmo precisa de correção, começa a ver que o mundo é realmente  bom e que o Criador é bom. Exatamente no mesmo lugar onde nos encontramos agora neste mundo, nós começamos a sentir a revelação das forças da natureza que permeiam tudo e conectam todas as partes da criação:inanimada, vegetal, animal, e falante.

De repente, começamos a ver o mundo espiritual, em vez deste! Começamos a revelar mais e mais  forças: as forças eternas que regem nossa existência. Então, este mundo parece estar a desaparecer, torna-se transparente, trêmulo. Mesmo agora, ele é “virtual” e só existe na minha mente, e só me parece como se eu o visse de fora . Isto é como nós corrigimos a nossa percepção.

Acontece que todos os seus problemas e dificuldades são uma indicação de suas falhas; elas apontam para o local avariado, dizendo: “Corrija aqui! E ali também!”. Se você fizer isso rapidamente, você certamente irá corrigir a imperfeição.

Se você não sabe a quem recorrer, procure o grupo. Se você se conectar com o grupo e estiver pronto a dar o que eles precisam para a unidade, estiver pronto para ser influenciado por eles, você nunca vai errar.

Da 1ª Lição na Convenção de Roma, em 21/05/11

Precursores Da Crise Moderna: Um Breve Estudo Desde O Início Da Criação

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá falá-nos sobre a realidade inteira. Começando no início do desenvolvimento, leva-nos através de todas as suas etapas até a conclusão.

O ponto inicial é a força superior chamada “natureza” ou “o Criador”. Não tendo nenhuma idéia sobre o que a precedeu, passamos a conhecê-la como uma mãe. Não havia nada antes delea. Nossa história começa a partir do momento em que a força superior começou a criar os níveis de matéria:inanimada, vegetal, animal e falante.

Em primeiro lugar, ela usou sua própria força para formar a forças de suporte que a compõem e criam. Estas forças imediatamente dividiram-se em duas: a matéria da criação e a força do Criador, em outras palavras, mais e menos, luz e escuridão que afectam a matéria para a desenvolver. Sob a influência dessas duas forças, a matéria começou a reagir, responder, experimentar sensações, e assim evoluir.

Uma dessas duas forças, chamada “linha direita”, é preenchida com a natureza do Criador (amor e doação)e, como resultado, é capaz de dar vida à matéria. A outra força é a força do egoísmo, oposta ao Criador e agindo de tal forma, a despeito Dele. No entanto, na realidade, ambas as forças operam de acordo com o programa superior.

O Criador age de cima com a sua única força que está dividida em duas: as forças de doação e recepção. Nossa matéria está entre elas. Assim, estas duas forças colocam-nos em movimento. Elas afetam a matéria e estimulam o seu desenvolvimento nos niveis inanimado, vegetal, animal e falante.

No início, este desenvolvimento afeta apenas as forças que gradualmente formam a matéria, até que a matéria não atinja a fase final. Então, a matéria explode. Graças a esta explosão, um único evento ocorre. As duas forças, pólos positivo e negativo, misturam-se. Anteriormente, elas trabalhavam na matéria de ambos os lados, e agora alcançam a quebra, tornam-se incluídas uma na outra e coexistem na matéria, misturadas de tal forma que é impossível distingui-las, como numa grande confusão.

Até agora, o processo ocorreu apenas no nível das forças, do pensamento e do programa. No entanto, agora a força transforma-se na matéria deste mundo. Primeiramente, o lugar para o nosso espaço surgiu como resultado do Big Bang. Anteriormente, não havia espaço para o nosso universo. Depois, a matéria começou a desenvolver-se a partir da centelha de energia espiritual, a partir de um pequeno ponto de Luz. Essa minúscula partícula de Luz espiritual foi suficiente para criar a matéria para todo o universo.

Além disso, durante o seu desenvolvimento, a matéria criou as galáxias, o Sistema Solar, e a Terra, onde estamos crescendo no mesmo sentido, nos niveis inanimado,vegetal, animal, e falante, paralelamente ao desenvolvimento espiritual.

Como resultado, no quarto nível de desenvolvimento, a força do Criador e a sua força oposta finalmente misturam-se, e encontramo-nos na situação atual.

A preparação está concluida. A partir de agora, temos que verificar o que fazer a seguir. Temos duas forças misturadas uma com a outra. Elas completaram o seu desenvolvimento e chocam-se entre si dentro de nós, tanto que não sabemos o que fazer. Sentimo-nos mal.

Aqui, encontramos a sabedoria da Cabalá, o método que nos permite equilibrar e unir estas duas forças, que estabelece o equilíbrio e a harmonia entre elas.

Da 2ª Lição na Convenção de Roma, em 21/05/11