Textos na Categoria 'Percepção'

A Luz Que Ilumina Por Trás Da Cortina

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que a Luz precisa de mim? Eu sou realmente tão importante?

Resposta: Nós não temos a deficiência, o desejo, para descobrir todo o mundo espiritual superior. A Luz não precisa de você; é você que precisa da Luz, de modo que ela irá construir a deficiência correta dentro de você. Quando você realmente desejar doar, você vai descobrir isso.

Agora, nós estamos num mar de Luz, mas não sentimos nada porque não temos a deficiência. No entanto, se eu evocasse sobre mim a influência da Luz, ela iria construir essa deficiência dentro de mim. Então, eu finalmente sentiria o que me falta.

Um exemplo simples: digamos que eu não quero nada na vida. Eu sou indiferente. No entanto, um amigo vem e me convida para fazer uma viagem.

Eu concordo com relutância, e no caminho, passamos por um restaurante. Eu sinto o odor e fico um pouco com fome. Nós entramos no restaurante, e, à medida que nós comemos, como normalmente acontece, o apetite vem com a refeição. Então, eu realmente tenho um apetite de verdade.

Portanto, nós devemos abrir a cortina de forma gradual. Primeiro, nós só “cheiramos” a Luz evocando-a de longe. Depois, nós a provamos. Assim, o vaso é criado dentro de nós.

Eu digo a uma criança, “Prove isso, você vai gostar”. A criança afirma: “Não, eu não quero! Eu não vou prová-lo!”. Eu respondo: “Faça por mim”.

É assim que a Luz cria o vaso.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/04/12, Escritos do Rabash

Fuja Da Imagem Egocêntrica Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quais são os nossos primeiros passos da aproximação com o Criador, que é o objetivo da sabedoria da Cabalá?

Resposta: Na espiritualidade, a aproximação não é determinada pelo tempo ou espaço, ou por movimentos mecânicos, mas por alterações nas propriedades, na qualidade. Eu preciso desenvolver sensações adicionais dentro de mim, uma sensação totalmente nova chamada doação. Neste momento, eu percebo toda a criação somente na qualidade egoísta, buscando receber constantemente satisfação e desfrutar tudo o que é bom para mim, enquanto afasto tudo o que eu acho desagradável.

Eu vejo o mundo somente através destas categorias de bem e mal. É como um cão que percebe o mundo inteiro apenas por meio de cheiros e que pode distinguir uma coisa da outro apenas com base em como cheira. Ele não vê praticamente nada e recebe 99% de suas informações a partir de olfato. Da mesma forma, hoje, nós distinguimos tudo à nossa volta só em relação ao nosso desejo egoísta: preto e branco, cores diferentes, alto e baixo, distante e próximo, agradável e desagradável – milhares de propriedades diferentes que eu percebo neste mundo.

Eu nem sequer percebo que só faço julgamentos com base em quão bom ou ruim eu me sinto pessoalmente. Há uma grade dentro de mim que discerne todas as impressões, dependendo se me beneficiam ou prejudicam, e é assim que eu determino todas as cores, distâncias, tempos, movimentos, bem como vários objetos e seus comportamentos – eu distingo tudo conforme o princípio egoísta.

Eu não entendo isso, porque essa sensação egoísta é a única coisa que eu tenho, e não posso reconhecer a sua presença dentro de mim, pois nasci com ela. Tudo é percebido na grade do detector chamado “meu desejo de desfrutar”. Como na fotografia, que exige uma placa sensível à luz ou filme, dentro de nós há uma tela de que é sensível ao que nos traz benefício ou prejuízo.

De acordo com isso eu distingo várias formas e objetos, até mesmo coisas inanimadas: um copo de água sobre uma mesa, diferentes cores, pessoas, frio e calor, ou distâncias. Eu avalio tudo da perspectiva do que é melhor e que é pior para mim. Estas são as diferenças tão refinadas que me pintam as imagens deste mundo, que eu vejo na minha frente. Mas tudo isso só existe na percepção do desejo egoísta de desfrutar.

A fim de não depender dele totalmente, a sabedoria da Cabalá está nos levando para o desejo de doar. Dentro desse desejo eu começo a ver um “mundo invertido”, ou seja, eu vejo toda a realidade através dos olhos da doação, à medida que cada coisa é útil para a minha doação aos outros.

Está escrito: “O Criador fez um contra o outro”, e na revelação de ambos os paradigmas eu posso me elevar acima destes dois princípios de percepção. Graças a isso, é como se eu subisse acima de toda a criação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/12, Shamati # 190

Luz É Quando Ela Ilumina Dentro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso chegar à Luz da Fé?

Resposta: O nosso desejo determina tudo, mas a Luz não muda. Todas as mudanças ocorrem apenas dentro da pessoa: para onde ela dirige seu desejo e, em relação a este, que força ele precisa. Ele recebe de acordo com isso.

Nós estamos sempre sob a influência de alguma Luz, mas ela é muito fraca. Nós não combinamos com esta Luz, mas sentimos sua falta, e é por isso que nós não a percebemos.

A Luz é uma força, mas ela nos afeta tanto conforme a nossa semelhança com ela ou o oposto. É por isso que a Luz do feriado da Páscoa é uma Luz enorme, mas que não se manifesta abertamente.

Nós pensamos que está iluminado é quando há Luz fora. Mas não há nada fora: o mundo inteiro está dentro de nós. É por isso que Luz significa a Luz da mente, a Luz do sentimento, revelando-se em nosso coração e pensamentos.

Um vasto mundo que parece nos cercar é revelado, de fato, em nossas sensações e mente. E a Luz é a força da revelação no sentimento ou pensamento.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/12, Shamati 59

Um Caixa Preta Navegando Nas Ondas De Luz

Dr. Michael LaitmanÉ muito difícil explicar o que é a espiritualidade, porque isso é uma questão de sentimento. Se a pessoa compartilhar tais sentimentos, ela vai entender o que está sendo descrito. Mas se ela não estiver no mesmo nível e não sentir o que o autor fala, ela não vai entender nada.

Todo o nosso trabalho acontece no “Egito”, no exílio, quando ainda não sentimos o Criador, a força superior que pode nos ajudar a superar o nosso desejo de receber. Este é o momento da escolha e é o melhor momento, porque é quando aprendemos a trabalhar contra o nosso desejo.

Eu tenho que constantemente pensar que já estou em doação, no mundo espiritual, em santidade, e eu não estabeleço qualquer limitação, barreira, no caminho da Luz superior que preenche toda a realidade. Eu anulo a minha personalidade, meu “eu” egoísta, e apesar de eu sentir que diferentes estados passam por mim e evocam diferentes reações no meu ego, eu tenho que tentar estar só em doação pura.

É como se eu já estivesse no mundo espiritual. Eu estou imerso num mar de Luz, sendo totalmente equivalente a ela. Isto porque tudo o que realmente me separa da Luz é o meu desejo de receber, o meu ego, que se assemelha a uma caixa que não deixa a Luz passar. Eu coloquei obstáculos para mim, eu sou o único que se sobressai com o seu ego na Luz. Exceto por mim tudo está corrigido e pronto.

Apenas sou eu quem vejo que essa realidade está distorcida, que estou corrupto e que o Criador é mal e me trata mal. Além disso, parece-me que há outra autoridade que não o Criador.

Todo o nosso trabalho reside em imaginar o nosso estado corretamente, a maneira como ele realmente é, e não o que é retratado no nosso ego. Não há nada, exceto o Criador, mas meu ego me diz que há muitas forças diferentes que tomam decisões e que também existe eu.

Parece-me que eu sinto e decido alguma coisa por mim mesmo, mas mesmo isso não é verdade. O Criador é o único que me envia todos esses sentimentos, para que com base nas impressões que recebo Dele a cada instante, eu seja capaz de fazer o trabalho e anular a mim mesmo, meus pensamentos, que eu aparentemente penso e sinto de forma independente, que eu recebo algo do ambiente, do grupo e de todo o mundo externo. Em vez disso, eu tenho que imaginar que eu estou totalmente sob o controle da Luz superior que preenche toda a realidade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/12, Shamati # 59

Se Ele Me Bate, Ele Me Ama

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu sinto que sou capaz de manter o pensamento de que tudo vem do Criador. O que eu não consigo entender é como aceitar com amor as perturbações que me causam dor? Eu posso entender que elas são boas para mim com minha mente. Mas como posso adicionar amor a isso? Onde está esse amor?

Resposta: Você não está completando a ação, razão pela qual você não sente amor. Você entende que as perturbações provavelmente vêm do Criador, e que, evidentemente, isso é bom. Você sabe que não pode escapar da perturbação, de modo que você a aceita. Você não a completa com amor. Você não processa esta perturbação junto com o grupo e a inverte, percebendo assim a perturbação como uma expressão de amor.

É como quando os pais punem o filho: ele precisa entender que eles estão fazendo isso por amor a ele. Eles não o punem, mas sim seu ego. Além do mais, eles querem criar a criança acima do seu ego. Quando ele se divide em dois, “este é o meu ego e este sou eu”, e percebe que as perturbações surgem em oposição ao ego, então o seu “eu” se aproxima do Criador e sente o amor.

Imagine que você é uma criança inteligente que entende: “Meus pais precisam me punir para me impedir de me comportar mal. Eles não estão me punindo, mas simplesmente me dando uma oportunidade de superar o meu ego”.

Comentário: Quando eu era criança eu não tinha ideia de que alguém estava se relacionando comigo com amor. Tudo que via era punição.

Resposta: Então, fique mais esperto! Você precisa crescer, depois de tudo!

Você precisa atingir um estado em que percebe os maiores problemas e dificuldades como uma enorme bondade e amor. Eu estou sendo sério. Tudo depende apenas de sua percepção! Nós existimos num campo de Luz infinitamente bom. Nada existe no mundo, exceto isso. Só o amor infinito e a bondade infinita! Mas nossa percepção é falha, e, como resultado, sentimos a sensação oposta. Se você se reconstruir e aumentar o seu entendimento, em vez de ódio você sentirá amor, em vez de mal o bem, e em vez de sofrimento o prazer.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Lição 3

Escolhendo Um Outro Foco

Dr. Michael LaitmanO principal artigo do método Cabalístico é “Não Há Outro Além Dele”. Este artigo é a sintonia fina do nosso ponto no coração, a nossa aspiração em revelar a natureza, a harmonia mais perfeita e eterna, a integralidade e a globalidade, onde tudo está interconectado e representa um quadro geral completo.

Em nosso mundo, nós normalmente não podemos compreender tudo em nosso egoísmo individual. Nós dividimos a natureza numa vasta gama de ciências (há 184 ciências). Isto não existe na natureza. Nós simplesmente não podemos aprender tudo de uma só vez. Nós dividimos a natureza em algumas “fatias” e estudamos biologia, zoologia, geologia, astronomia, e assim por diante; em geral, um grande número de ciências.

Nossa individualidade, o nosso egoísmo, é muito estreita, de modo que só consegue absorver algo concreto, mas não consegue perceber a natureza como um todo, holisticamente. É por isso que não podemos sentir egoisticamente esse quadro geral e integral da força, através de nossos sentidos corporais. Nós não o sentimos; ele não entra em nossos órgãos sensoriais.

Para fazer isso, nós precisamos desenvolver um novo órgão sensorial que inclua, naturalmente, todos os anteriores, mas também tenha a capacidade de experimentar absolutamente tudo de uma só vez e, juntos, como um todo. É assim que devemos nos sintonizar. Ou seja, em vez de olhar para a esquerda, direita, em cima, embaixo, exatamente de acordo com as coordenadas, dirigindo o nosso egoísmo num fenômeno específico, nós removemos todo o foco, todo egoísmo, e tentamos ver a natureza como ela é. Esta é a essência da sintonia.

O grupo e os métodos especiais existem para isso. Sintonizando-nos desta forma, de repente começamos a sentir que, ao remover o foco egoísta do mundo, passamos a olhá-lo de forma simples e aberta, não querendo pegar algo dele, e abandonando a nós mesmos pelo mundo. Nós não nos limitamos pelo nosso corpo, os cinco sentidos, a compreensão e a capacidade limitada de perceber tudo que existe na natureza. Assim, começamos a sentir que, de fato, estamos rodeados por uma grande força: geral, eterna e perfeita chamada de natureza, ou Criador.

Isso não tem nada a ver com religiões, crenças ou misticismo. Este é apenas um método que ajuda a pessoa a se elevar acima de sua atitude limitada em relação ao mundo e a olhar para ele sem as limitações do tempo, espaço e movimento, ou seja, mostra como ir além da área de nossa natureza para que o corpo não nos restrinja.

Para isso, tentamos nos organizar em grupos, onde a ajuda mútua entre os amigos nos dá a oportunidade de sair de nós mesmos e começar a sentir algo fora do nosso corpo, como se eu não estivesse no corpo. De fato, começando a sentir a nós mesmos fora do corpo, temos uma idéia do que significa viver fora do corpo.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Lição 3

Um Novo Desejo

Dr. Michael LaitmanO nosso programa de hoje se resume em esclarecer um elemento primário e fundamental em nosso desenvolvimento: a busca para sentir a força superior. Muito nesta busca diz respeito à psicologia do homem, porque nós começamos no nível psicológico mais básico, assim como qualquer pessoa normal em nosso mundo. Mas depois da psicologia básica nós começamos a ascender mais. Por quê? Porque a aspiração que temos internamente, e com a qual trabalhamos, é chamada de “ponto no coração”.

Isso é o que devemos desenvolver; isto é o que devemos expandir. Este ponto deve se tornar grande para nós, maior do que qualquer outra coisa, preenchendo todo o horizonte. Através dele eu preciso começar a sentir a natureza, sua eternidade e perfeição, a harmonia, a força superior, informação: tudo! Isso só pode acontecer se eu cultivar meu ponto no coração.

O ponto no coração já não pertence à psicologia simples. Ele surge apenas em indivíduos especiais após várias vidas ao longo de sua evolução, tendo chegado a um estado em que o desejo de uma nova camada, o nível “Humano”, surge neles. Eles se desenvolveram através dos níveis inanimado, vegetal e animal da matéria e viveram muitas encarnações diferentes como seres humanos em nosso mundo, mas agora um novo desejo surge neles, que começa gradualmente a desenvolvê-los em direção à sensação da força superior da natureza.

Hoje, este desejo está surgindo em milhões de pessoas em todo o mundo. E nós temos o método para efetivá-lo.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Lição 3

Sentindo A Força Que Controla O Destino

Dr. Michael LaitmanTodo o nosso trabalho é encontrar em nós mesmos a oportunidade de sentir a força que preenche o mundo, controla o mundo e nosso destino, leva-nos através da vida e determina todos os eventos nela – o que vai acontecer com cada um de nós, a cada minuto.

Para fazer isso, nós precisamos constantemente mergulhar em nós mesmos, especificamente através de nós mesmos. Nós não seremos capazes de encontrar nada no mundo mecânico que nos rodeia. Somente através do refinamento de nossos sentidos, aumentando a nossa sensibilidade interior, é que vamos começar a sentir as finas camadas da natureza, bem como sua camada de informação. Esta camada nos revelará todo o programa da criação, tudo o que deve acontecer para nós, e que já aconteceu, e nos elevará acima da sensação de tempo, espaço e movimento mecânico para uma área totalmente diferente.

Assim, nós temos que constantemente nos aprofundar e procurar em nós mesmos a sensação desta camada de informação, desta força que controla tudo. Ela pode ser chamada de força fundamental da natureza, a força superior da natureza ou o Criador, porque tudo cria e contém todo o programa da Criação. Para isso, nós estamos juntos para aumentar o nosso impacto sobre o outro e, assim, ajudar cada um de nós a unir.

Nós começamos a criar um novo órgão sensorial no sentimento coletivo, que é capaz de revelar para nós a força que nos rodeia e penetra tudo. Ao estar nessa conexão correta e constante com os outros, eu me elevo acima de mim mesmo, saio de mim mesmo, e começo a sentir o que está entre nós. Isto se torna mais importante.

Mas o resto é meu, como o meu corpo animal. Quando eu desejo para sair completamente de mim mesmo, sentir o que está fora de mim, lá eu encontro essa força superior da natureza.

Conectar-se com ela é o objetivo da nossa existência. E todos nós queremos alcançar isso.

Da Convenção de Vilnius 24/03/12, Lição 3

Desenvolver Um Sentimento Pelo Criador

Dr. Michael LaitmanAgora, nós estamos criando um novo órgão sensorial. A ciência da Cabalá não é apenas a ciência da recepção, é o método de desenvolvimento do órgão sensorial mais elevado em nós.

Ele não existe numa única pessoa, mas é revelado entre as pessoas quando elas estão tentando criar essa interação entre si que irá revelar a Força Superior que preencherá todo o espaço entre elas.

Só nós podemos estimular esse detector, este sensor. Ele pode aparecer somente entre nós, e não em cada um de nós, mas entre nós. Na medida em que nós nos esforçamos em nos aproximar uns dos outros e nos transformar num todo, vamos descobrir essa força que nos preenche de acordo com a lei da equivalência de forma, a lei da equivalência, do equilíbrio e da homeostase. Este é o método da Cabalá.

Eu me lembro quando comecei a estudar com o Rabash e ainda não entendia nada. Ele me dizia algumas frases que eu me lembrava, embora não entendesse o que ele queria dizer. Ele dizia: “A coisa mais importante é desenvolver um sentimento pelo Criador, que preenche tudo, por essa força da natureza que nos rodeia”.

Desenvolver um sentimento? Eu não sabia o que significava “desenvolver um sentimento”. Em geral, a minha natureza é de cientista; eu quero entender, em vez de sentir.

Levou muito tempo antes que eu percebesse que isso não é alcançado pela mente, mas apenas através do desenvolvimento de um órgão sensorial adicional.

Mas o sentimento só pode ser desenvolvido se cooperarmos entre nós, transformando-nos num todo, como essa grande força que nos rodeia.

Nós nos reunimos aqui para unir, para criar essas condições entre nós, para que isso se manifeste. Conforme a nossa conexão, a nossa aproximação mútua, esta força será manifestada.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição 1

Você Ordenou O Universo?

Dr. Michael LaitmanQual é a natureza da Natureza? Há mais de 20 constantes na natureza, que determinam o que e como existir. Se as forças fundamentais da natureza fossem um pouco mais fortes ou fracas, não haveria planetas, estrelas, galáxias ou vida: o Universo não existiria.

O equilíbrio na Natureza, estabelecido devido à ação de leis fundamentais, é muito frágil. Um pequeno mau funcionamento – e a vida na Terra deixará de existir e o Universo desmoronará. Nós somos forçados a admitir que a vida é o resultado de um conjunto muito singular de circunstâncias.

A probabilidade do surgimento de um Universo que possa suportar a vida é de 1:10000, mas a cadeia de coincidências necessárias para o surgimento da vida é surpreendente e alarmante. É como se o Universo fosse criado para desenvolver formas de vida inteligente nele. Será que nós vivemos num Universo criado especificamente para nós?