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Ano De 2015: Uma Visão Otimista Do Futuro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como será o ano de 2015 para o mundo, Israel e a sabedoria da Cabalá, a qual está apenas começando a ser revelada a todos? Até que ponto ela pode ser revelada num futuro próximo?

Resposta: Eu amarro esses três parâmetros junto: o mundo, Israel e a sabedoria da Cabalá. O estado do mundo depende do quanto a humanidade vai descobrir a sabedoria da Cabalá, a ciência do governo do universo.

Comentário: Isso soa como uma conspiração judaica mundial, o que assusta o mundo inteiro…

Resposta: Não há nenhuma conspiração. Se existisse, seria muito fácil de expor e rapidamente destruí-la.

Porém, é verdade que os judeus determinam o futuro do mundo em cada momento de sua história e desenvolvimento. Aqui eu concordo com todos os antissemitas, porque essa é uma lei da natureza! Não pode haver nenhum acordo ou desacordo, quer gostemos ou não. É assim mesmo. Por isso, não há nenhuma razão para escondê-lo. Eu escrevi sobre isso no meu artigo no The New York Times.

O antissemitismo existe porque os judeus não estão realizando a sua função. Assim que começarmos a realizar a nossa função, todas as nações do mundo vão se voltar a nós e nos ajudar em tudo.

Pergunta: Como você acha que o povo judeu vai se aproximar de implementar a tarefa que lhe foi confiada, em 2015?

Resposta: Depende do quanto nós revelamos a sabedoria da Cabalá ao mundo. Ela explica como as nações do mundo e os judeus influenciam o sistema de governo; nós estamos todos incluídos no desenvolvimento global geral e constituímos um único sistema. Portanto, nós temos que saber como interagir corretamente de modo a influenciar o sistema externo da natureza cujas forças movem toda a humanidade para frente.

Quando nos tornarmos realmente um com as forças da natureza, as pessoas deixarão de ser divididas em religiões, ninguém vai governar sobre qualquer outra pessoa, e não vamos precisar aspirar a algo além da harmonia com a natureza. A cada momento de nossas vidas, vamos focar apenas nisso.

Nosso desenvolvimento será imediatamente esclarecido pela nossa sensação de eternidade e perfeição. Vamos parar de pensar na existência do corpo; ele vai desaparecer gradualmente de nossos sentidos. Vamos sentir uma influência que vem de fora do sistema em que vamos aparentemente começar a nos dissolver.

Vamos começar ativamente a fazer a transição para um nível completamente novo de existência, numa outra dimensão. Isso soa um pouco estranho, mas é realmente assim. A sabedoria da Cabalá eleva uma pessoa a um nível eterno.

A unidade que é criada como resultado de nossa conexão num nível físico é a nossa alma imortal coletiva – uma para todos. Dentro dela, nós descobrimos a nossa próxima existência num novo nível do nosso desenvolvimento.

Isso porque hoje nós ainda estamos no nível animal de desenvolvimento, absorvidos pela nossa preocupação com o nosso corpo físico. Comida, sexo, família, riqueza, fama, poder e conhecimento, todos determinam o nível humano atual.

Mas quando nos elevarmos acima desses interesses para a conexão entre nós, vamos chegar ao próximo nível de existência chamado de “sobrenatural”. Portanto, agora nós pertencemos ao nível animal. Mas se começarmos a desenvolver o ser humano fora de nós mesmos, criaremos Adão (Homem), da palavra hebraica “Adameh” (similar), uma única imagem semelhante à natureza superior.

Eu olho para o futuro com otimismo e ainda espero ver como meus alunos e todos os judeus se tornarão os luminares do mundo. De qualquer forma, eles não podem escapar dessa missão, mas é preferível para nós entendê-la o mais rápido possível e começar a realizá-la no mundo, reduzindo assim o sofrimento para zero.

De KabTV “O Ano Novo” 25/12/14

Estrangeiros São Parte Da Minha Alma

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico” 19, 33:34: Quando um estrangeiro viver na terra de vocês, não o maltratem. O estrangeiro residente que viver com vocês será tratado como o natural da terra. Amem-no como a si mesmos, pois vocês foram estrangeiros no Egito. Eu sou o SENHOR, o Deus de vocês.

Um estrangeiro se refere a qualquer novo desejo que a princípio é naturalmente egoísta, mas está pronto para se juntar a vários desejos corrigidos e obedecê-los.

Trata-se do fato de que nós devemos estar felizes por receber novos desejos que surgem em nós e expandem a alma, permitindo-lhe descobrir o Criador em maior medida.

Portanto, nós devemos ansiar por isso e amar os novos desejos que são revelados em nós, embora, às vezes, eles tragam dissabores e grandes problemas. No entanto, é graças a eles que formatamos a nós mesmos e nos elevamos.

A Torá só fala sobre o desejo. Não existem pessoas e nem o que vemos ao nosso redor na forma de figuras imaginárias que são representadas pelos nossos sentidos não corrigidos. Nós todos somos uma coleção de desejos.

Pergunta: É dito: “Ama teu amigo como a ti mesmo”. Isso torna o estrangeiro o outro?

Resposta: Sim, você tem que amá-lo de tal forma que ele se torne o outro, já que graças a ele, você sobe mais em direção ao Criador. O Criador envia esses estrangeiros a você de propósito, já que nada é mera coincidência.

Estas são todas as partes de sua alma, assim como a criação é parte de sua alma. Você simplesmente não vê o que é externo a você, já que não pode percebe isso corretamente dentro de você. Mas, na mesma medida em que você desenvolve o senso de amor e doação, e sai de si mesmo na fé acima da razão, o que significa na doação acima da doação, você descobre toda a criação como sua alma.

Não há estrangeiros aqui. Em vez disso, todos se tornam parte integrante da sua alma.

Comentário: Em nosso mundo há o conceito de converter-se ao judaísmo, o qual significa tornar-se judeu.

Resposta: Mesmo que os estrangeiros queiram viver em nosso país sem ser formalmente convertidos, temos que dar-lhes um abrigo, porque há diferentes atributos de proximidade e distanciamento dentro deles.

Havia lugares especiais no templo para os convertidos, tanto para homens como para mulheres. Cada pessoa que vivia fora da fronteira do país podia entrar no templo e viver nele se executasse determinada obra.

Assim como os estrangeiros crescem dentro de você no trabalho interno, os novos desejos que você tem que trabalhar, corrigindo-os e adicionando-os aos desejos corrigidos, do mesmo modo os estrangeiros humanos têm seu trabalho especial.

O Templo é o reflexo preciso da alma. Houve, portanto, a destruição do Primeiro Templo, ou seja, que a alma não suportou a tensão interna a fim de amar e doar e, assim, desceu para o segundo nível, que também foi destruído mais tarde.

O terceiro templo é o fim completo da correção de todos os desejos em nosso mundo e sua conexão num todo único em condições totalmente iguais.

Pergunta: Por que se diz que não vai haver a destruição do terceiro Templo?

Resposta: Porque é o estado do fim completo da correção. Não haverá mais nada para interrompê-lo ou trazer à sua destruição. Todo o ego universal será completamente corrigido.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/04/14

Recompensado: Sentencie O Mundo Inteiro A Uma Escala De Mérito

Dr. Michael LaitmanShamati # 69: Por isso, quando os indivíduos em todo o território de Israel forem corrigidos, o mundo inteiro vai naturalmente ser corrigido. Resulta que as nações do mundo serão corrigidas na medida em que corrigimos a nós mesmos. Este é o significado daquilo que os nossos sábios disseram, “Recompensado: sentencie a ​​si mesmo e o mundo inteiro a uma escala de mérito”. E eles não disseram, “sentencie o conjunto de Israel”, mas “o mundo inteiro a uma escala de mérito”. Em outras palavras, o interno irá corrigir o externo.

Israel consiste de GE e AHP, e seu AHP está sempre incluído nas nações do mundo. Portanto, Israel não é capaz de corrigir o seu AHP, a menos que corrija o resto das nações.

Israel pertence à parte interna, que se corrige a fim de corrigir a parte externa: as nações do mundo. Este é o propósito da existência de GE: os desejos por doação, que o Criador nos deu como uma centelha. No entanto, desde o início, nós temos que orar pelo AHP, que não podemos usar se ele não estiver conectado às nações do mundo.

Portanto, nossas orações, trabalho e intenções sempre incluem todas as criaturas, o mundo inteiro. Embora Israel seja a parte interna, pequena, do mundo, é como uma rolha no gargalo. Se esta rolha abre a passagem, é o suficiente para abrir o caminho para a Luz entrar e corrigir todos os desejos corruptos.

De Lição Diária de Cabala 03/06/14, Shamati # 69

Nós Fomos Escolhidos Para Servir O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: A nação de Israel é uma das nações mais mal-amadas do mundo e seu índice de aprovação está diminuindo. De todos os lados a pressão está aumentando sobre nós; nuvens cobrem o horizonte e não podemos ver qualquer clareza a nossa frente.

Em conexão com isso, na mente do público, o termo “o povo escolhido” ressurgiu, recebendo todos os tipos de diferentes interpretações. Alguns têm repudiado, mas cerca de 70% da população israelense ainda acredita que somos “o povo escolhido”.

Muito tem sido dito, escrito e filmado sobre este assunto. O Dr. Avi Beker da Universidade de Tel Aviv, publicou um livro inteiro onde sugere que a questão de ser “escolhido” ocupa eternamente o centro da existência judaica.

Portanto, o que é esse “povo escolhido”? Quem nos escolheu? Para que serve isso? Será que nós estamos apenas na fila como outros povos e culturas que proclamaram que são escolhidos? Por que então, ao longo da história, eles odeiam especificamente a nós e não qualquer outro povo?

Vamos começar do ponto principal: você acha que o povo judeu é escolhido?

Resposta: Certamente. Afinal de contas, nós temos uma tarefa, uma missão, e uma obrigação que foi imposta a nós, que é a de revelar o Criador a todos os povos. Nós devemos ensinar as pessoas como o Criador é descoberto e zelar por elas com a nossa preocupação em todo o caminho até que a meta seja atingida.

A realização desta obrigação, desta tarefa, começa na presente época, em nossos dias, aqui e agora. E para isso nós fomos escolhidos.

Geralmente, isso se revelou de geração em geração, uma vez que os habitantes da antiga Babilônia começaram a ser organizados como um único grupo em torno de Abraão, vivendo de acordo com o princípio, “Amarás o próximo como a ti mesmo”. Abraão criou uma nação com aqueles que se reuniram em torno dele. Mas isto não foi para que as pessoas vivessem bem juntas; não foi em nome de uma ideia filosófica ou vaidade arrogante sobre outros povos, e não foi para facilitar a sobrevivência nesse mundo.

Não, eles simplesmente quiseram revelar o poder superior através da conexão entre nós. Este era seu objetivo e foi especificamente isso que uniu todos aqueles que aderiram a Abraão.

E assim, latente em nossa fundação, estão duas aspirações:

  • Tornar-se como um homem com um coração, alcançar o amor dos amigos, o amor fraternal, ou seja, a unidade.
  • Consolidar-se por uma razão: para revelar a força superior dentro desta unidade.

De KabTV “Uma Nova Vida” 28/12/14

A Partida De 2014

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que nós estamos deixando para trás em 2014, e será que nós avançamos no último ano rumo à construção de uma sociedade mais justa em Israel?

Resposta: Eu acho que boas mudanças ocorreram em Israel. As pessoas finalmente começaram a perceber que não podemos esperar mudanças positivas de ninguém, exceto de nós mesmos.

Se começarmos a nos aproximar uns dos outros para nos entender melhor e unir, vamos encontrar a chave para a salvação, com mais força e justiça.

Depois de tudo, ao nos unirmos, nós podemos resolver praticamente todos os problemas, mesmo no nível dos problemas de segurança. Todo mundo estava falando sobre isso por vários meses após a operação “Rocha Duradoura”.

Eu sinto que este ano foi especial. Até mesmo o povo de Israel está começando a dizer que a união faz a força.

E hoje, quando o povo de Israel está se preparando para as eleições, eu vejo que o que prevalece não são questões de segurança e finanças, mas questões de união do povo. Embora os políticos tentem levantar estas questões, a fim de direcionar as pessoas para o que é benéfico para elas, em vez disso as pessoas perguntam: “O que está acontecendo conosco, por que ainda estamos hoje num estado fragmentado?”

Quem Nós Devemos Eleger?

Pergunta: Que evento do ano passado você poderia definir como o mais alegre e mais terrível?

Resposta: Eu julgo um pouco diferente do que todos os outros, porque olho para o que está acontecendo em termos do sistema que gerencia este mundo. Eu acho que foi um ano muito bom. A mente das pessoascomeçou a mudar radicalmente. Elas começaram a entender que não podem esperar quaisquer favores de algum lugar.

Pergunta: Mesmo dos políticos que estão diante de novas eleições? Como você se relaciona com eles?

Resposta: De nenhuma maneira. Eu sei que não está em seu poder fazer algo de bom para as pessoas, e elas confiam neles porque não entendem que ser um político significa ser o maior egoísta. Na verdade, toda a nossa sociedade é puramente egoísta.

E aqueles que chegam a tal altura, usando os outros como degraus, são os maiores egoístas. Portanto, não podemos esperar nada deles. Talvez antes da eleição eles se lembrem do povo, mas, em princípio, pensam apenas naqueles que os apoiam, para permanecerem no poder por mais tempo. Portanto, eu não vejo nada de novo em seu flerte com o povo antes da eleição.

Eu vejo os resultados desse ano que parte não em termos das ações dos políticos, mas em quanto fomos capazes de explicar às pessoas o que é a sabedoria da Cabalá, o que ela diz, como vê o futuro da humanidade, e como através dela nós podemos realmente gerir o mundo.

Na verdade, os políticos não governam nada, nem ninguém. Foi dito inclusive na Torá que os corações dos governantes do mundo estão nas mãos do Criador. Portanto, não é razoável ligar o nosso futuro a eles.

Mas o povo, conforme a conexão entre as pessoas, pode realmente mudar o seu destino. Mas isso depende de sua unidade.

O Antissemitismo nos Obriga a Ouvir

Pergunta: Durante esse ano, quanto você conseguiu fazer pela unidade do povo? Que metas você considera cumpridas e quais não?

Resposta: Este ano nós conseguimos boas relações com organizações judaicas ao redor do mundo. Visto que o antissemitismo pressiona os judeus que vivem no exterior, muitas comunidades judaicas começaram a nos ouvir.

Anteriormente, isso não tinha acontecido. Mas, devido ao aumento do antissemitismo, eles mudaram sua atitude em relação a nós, porque viram quão efetivamente nós trabalhamos com as massas.

Em setembro deste ano, nós visitamos o Congresso Judaico Norte-Americano. Antes disso, eu apareci em vários canais de televisão dos EUA, tive uma entrevista com Larry King, onde o assunto principal foi o antissemitismo. Este é um assunto muito dolorido, especialmente para ele.

Tudo se resume ao papel dos judeus no mundo: como eles serão capazes de desempenhar um papel positivo nele e se proteger do crescente antissemitismo.

Também este ano, jornais de prestígio na Inglaterra, França, Alemanha, Itália, EUA, Canadá e outros países líderes do mundo, publicaram meu artigo “Quem é Você, Povo de Israel?”.

Isso também é um avanço, após o qual é muito mais fácil para nós falarmos com a imprensa. Agora, a revista Time está à espera de nosso próximo artigo e outras editoras têm oferecido espaço para as nossas publicações em seus jornais.

Do Que Depende o Bem-Estar do Mundo?

Pergunta: Por que o interesse das principais publicações do mundo em seus materiais surgiu este ano?

Resposta: Em princípio, o mundo está num estado de impasse e ninguém tem um plano de ação. Nós vemos que os governos de todos os países não sabem o que fazer.

Eles estão tentando encontrar algum caminho razoável no mundo e na existência da humanidade. Mas nem a filosofia nem a ciência dão uma resposta. Tudo em que os seres humanos se envolvem está num estranho estado de crise.

A crise é um fenômeno muito interessante. Primeira ela parecia ser mais ou menos clara, mas agora não é. O problema é que a humanidade não se elevou acima de seu egoísmo, e aqui a manifestação da crise ocorre em diferentes níveis: no colapso da família, na taxa de natalidade em queda, no desemprego e no declínio geral em todas as esferas da atividade humana.

Não há países felizes. Pelo contrário, tudo está se desintegrando e se desintegrando gradualmente como um castelo de cartas. O bem-estar do mundo depende de quão bem nós começamos a interagir uns com os outros e com a natureza. Isto é o que a sabedoria da Cabalá nos diz.

De KabTV “O Ano Novo” 25/12/14

Restringido Pela Doação

laitman_527_03Até a destruição do Beit HaMikdash (templo), ou da queda do nível espiritual, o povo de Israel entendia que se encontrava “em tratamento” pelo Criador, a Força Superior. Isto ser refere à força que precedeu nossa realidade. Este é o poder de doação e amor, que criou as criaturas com um desejo oposto, de recepção.

Nós não podemos ser libertados desse desejo, pois fomos criados a partir dele; é nossa “substância” essencial.

Porém, nós podemos adicionar a ele a intenção de doar. Para isso, a sabedoria da Cabalá nos ensina a nos assemelharmos à Força Superior, que é a doadora. E mesmo que eu seja “tecido” a partir do ego, do desejo de receber, eu adquiro uma nova forma para ele, uma nova expressão externa, uma inclinação à doação.

Desta maneira eu incluo dentro de mim duas forças:

  • Minha força receptora natural, da qual não há para onde fugir.
  • A força de doação, um exemplo da qual eu recebo do Criador.

Eu posso adquirir o poder de doação do Criador que vai possibilitar que eu limite meu poder de recepção e não use-o. É impossível anulá-lo, porque ele é meu. Mas eu posso decidir que não vou ativá-lo no nível “falante” e que vou usá-lo apenas nos níveis inanimado, vegetal e animal, apenas para satisfazer as necessidades essenciais. Eu vou ter comida, sexo, família, dinheiro, respeito e conhecimento, mas num limite especial que determino para mim.

No mais, eu atuo apenas de acordo com o poder de doação que recebo do Criador. Eu o desenvolvo cada vez mais, de modo que ao lado do meu corpo bestial eu me desenvolvo à imagem do homem, Adão, aquele que se assemelha (Domeh) ao Criador.

Na verdade, esse poder de doação, o poder do Criador, esteve latente no povo de Israel desde o início. Ele se manteve em nós desde que o recebemos, mas agora está oculto. Mas nós podemos revivê-lo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 25/12/14

Uma Jaula Para O Egoísmo

laitman_749_01Pergunta: A reputação de Israel hoje na arena internacional, suavemente falando, é lamentável e continua a se deteriorar. Por que isso está acontecendo? Afinal, a contribuição histórica do nosso povo é enorme.

Nós demos à humanidade o Antigo Testamento, os fundamentos da lei, da ética, da moral, e muito mais. Na verdade, nós estamos falando de um enorme impacto no mundo.

Nos dias de hoje, parece que tudo finalmente acabou e foi cortado de nós. Nós deveríamos talvez voltar a despertar o seu potencial? É hora de olhar para trás e dar uma olhada na nossa própria história?

De onde nós viemos? Que propriedades ancestrais definem nosso papel entre as nações? Nós experimentamos um boom e depois entramos num longo exílio, mas ficamos com uma “bagagem” especial e começamos a afetar o mundo. Que “carga” é essa que permanece conosco em todos os lugares?

Resposta: Em primeiro lugar, o período em que nós éramos um país e um povo é radicalmente diferente dos eventos subsequentes. Nós mesmos causamos a destruição do Templo e, portanto, fomos para o exílio.

Por gerações, desde a época da entrada na terra de Israel, desde a época de Josué e antes, o colapso de nosso povo em diferentes graus estava na revelação do Criador, a Força Superior. Os Cabalistas estavam sempre entre nós, as pessoas os conheciam, falavam com eles, e eles influenciavam as pessoas em sua volta.

A era dos profetas, reis, e assim por diante, foi substituída, mas houve um declínio gradual após os picos espirituais do Primeiro Templo. Às vezes havia explosões de ascensões “residuais”, mas a tendência geral nos levou para baixo.

No âmbito deste processo, o exílio babilônico, após a queda do Primeiro Templo, no sentido espiritual, estava acima da época do Segundo Templo. Era uma compreensão e sensação superior do sentido da vida, para a revelação da Força Superior, que nos acompanha, cuida e desenvolve, para nos tornarmos “uma Luz para as nações”.

A reversão durou muito tempo, mas antes do colapso do Segundo Templo, dos marcos importantes, o povo conhecia e entendia que estava “sob os cuidados do” poder superior.

Só no último exílio é que começamos a nos fechar, a ser removidos disso, mas não imediatamente. Por mais cem anos, o povo tem sido desfavorecido com essa perda. A memória do passado ainda vive em nós, como evidenciado pelo Livro das Lamentações.

Além disso, o povo sabia de antemão que não havia alternativa, que teria que ir para um exílio. No entanto, eles ainda tinham que lutar contra isso, tentando levar o desenvolvimento ao longo do bom caminho, o caminho da aceleração.

Em geral, nós temos sempre dois caminhos diante de nós: “em seu tempo” e “acelerado”. No caminho “em seu tempo” nós vamos sob a influência estrita das forças da natureza, de acordo com os termos previstos no programa geral.

O caminho “acelerado” é onde podemos acelerar o tempo e suavizar os estágios através do desenvolvimento mais rápido do que a natureza nos obriga. Nós somos atraídos ao estado futuro, mobilizando forças no nosso ambiente. Isso depende de nossa unidade, do quanto estamos ansiosos em voltar à unidade apesar do egoísmo que nos afasta.

A fim de “ficarmos à frente do tempo”, pedidos, orações e invocações são necessários para alavancar a Força Superior para obter ajuda. Então nós nos desenvolvemos num bom caminho quando unidos.

Assim, por um lado, é preciso reconhecer que a nossa queda aconteceria, e que isso é dirigido de Cima, e, por outro lado, nós temos que admitir que ela é causada de Cima, que nós embaixo não podemos mover o nosso desenvolvimento para um caminho diferente, que é mais favorável aos nossos olhos e aos olhos da Força Superior.

Afinal de contas, existem leis segundo as quais em cada ponto do eixo histórico nós devemos passar por um determinado estado, experimentar certa revelação do egoísmo da natureza humana. Essa revelação pode tomar uma forma positiva ou negativa.

Ao “acelerar” no caminho certo, eu manifesto meu egoísmo, uma vez que isso é necessário para a correção do egoísmo. Neste caso, eu não tenho medo, porque sei de antemão que vai ser desagradável, e armazeno a força adequada, certos detalhes de percepção e a conexão com os amigos, de modo que juntos nós controlamos a revelação deste “monstro”. Nós não temos medo dele, na medida em que forças conjuntas podem mantê-lo sob controle, de modo que ele não vai nos atacar.

Pergunta: É dito que o Templo foi destruído por causa do ódio infundado. Isso significa que não fomos capazes de lidar com o egoísmo?

Resposta: Sim, o egoísmo se libertou e nos espalhou longe uns dos outros. Esta alienação é chamada de ódio. O ódio é realmente sem causa, e eu descubro vitalidade nisso para eu mesmo. Eu me sinto bem e agradável odiando a todos. Esse ódio se manifesta de forma diferente em nossos relacionamentos, tomando tais formas que não têm justificativa nem motivo. O egoísmo se alastra em todo mundo, causando a rivalidade.

Hoje nós vemos como a hostilidade abrange o mundo inteiro. Brigas e conflitos se multiplicam, e como todas as crianças desobedientes, nós afundamos na lama do conflito ao não encontrarmos mais nada para fazer enquanto caminhamos à beira de uma grande guerra.

Portanto, o povo de Israel perdeu a capacidade de frear seu egoísmo e de ficar acima dele. “Ama o próximo como a ti mesmo, a grande regra da Torá!” Rabi Akiva gritou: “Vamos voltar a amar! Caso contrário, como resultado de nosso ódio, vamos acabar com o colapso do Templo, o colapso do povo, e o colapso do país, o fim de tudo”. Mas ele não foi ouvido.

De KabTV “Uma Nova Vida “25/12/14

Se Soubéssemos Ao Menos Para Quem Estamos Trabalhando!

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” 2:23: E aconteceu que no decorrer de muitos dias o rei do Egito morreu. Nós temos que entender que temos que olhar para dentro e não para fora de nós mesmos. Este é o meu Faraó e o meu Egito, e está tudo dentro de mim. No entanto, eu quero construir um novo eu dentro de mim e, para fazer isso, eu tenho que trabalhar duro e matar certos desejos dentro de mim e fazê-los colidir uns com os outros.

Imaginem o estado de Moisés, a pequena centelha de doação que cresceu no enorme ego chamado palácio do Faraó.

Chega a hora e o rei do Egito morre e eu estou no estado em que o meu ego finalmente morre. Eu entendo que não há nenhum uso para ele e quero me livrar dele, mas, por enquanto, não posso. Eu vejo que esse ego está morto. Eu quero fugir, mas não sei como me libertar dele.

“Que o rei do Egito morreu”, significa que o ego deixou de existir, assim como as pessoas morrem em nosso mundo. Ele deixa de existir apenas aos meus olhos, na minha avaliação, e perde o seu controle sobre mim. Eu não quero ser seu escravo! Ele ainda me domina, mas já é contra a minha vontade. Tanto quanto eu estou preocupado, ele morre como outros grandes governantes fazem e eu já não o levo em conta.

Eu ainda não posso me livrar de seu controle, mas já não o considero grande e não concordo em respeitá-lo e realizar todos os seus caprichos. Eu não sou mais seu escravo fiel.

Olhe para o mundo e como as pessoas tentam fazer tudo para o seu ego. Se elas apenas soubessem que ele é um estranho para elas. Se apenas entendessem e vissem que estão trabalhando para um mentiroso que astuciosamente leva tudo o que ganham de manhã à noite por seu trabalho duro. A pessoa tenta e se esforça, mas 99% do fruto do seu trabalho duro é roubado dele pelo Faraó que só deixa migalhas miseráveis ​​para que ela não morra e continue trabalhando dia após dia.

Tudo é disposto e organizado em torno da pessoa. Televisão, publicidade, imprensa e eleições agem para torná-la um escravo que não tem como escapar. Mas, aos poucos, a pessoa começa a entender que ela é um escravo, e é isso que está acontecendo agora com a nação de Israel. A pessoa percebe que tem que se libertar e escapar deste círculo vicioso, mas não sabe como.

Isto é muito semelhante à nossa situação atual; nós percebemos que se deixarmos as coisas do jeito que estão, vamos nos enterrar no nosso ego, mas não sabemos como escapar. Nó precisamos da força de Moisés!

De KabTV “Os Capítulos da Torá com Shmuel Vilozny”, 15/12/14

Características do Estado Judeu

laitman_936Pergunta: Independentemente da abundância de problemas que Israel sofre hoje em dia, muitas vezes nós somos os únicos que acrescentam à lista dos problemas. Ultimamente, a questão do status legalmente imposto do “Estado judeu” foi apresentado ao público em geral.

Na verdade, o público em geral tem que reconhecer que Israel é o lar nacional do povo judeu de todo o mundo que tem o direito de auto realização e autodeterminação. Além disso, a nova lei afirmará que a terra de Israel é a pátria histórica de todo o povo judeu.

Resposta: Nunca antes tais questões foram levantadas na Diáspora. Nós “nos sentamos calmamente” ao redor do mundo cuidando do nosso negócio.

Quando nos foi dada a oportunidade de voltar à terra de Israel, a questão com respeito a quais leis deveríamos viver emergiu neste país.

O conceito bíblico da “santidade da terra” não é aplicável à situação atual em Israel. Aplica-se apenas sob a condição de que o Templo existe. É por isso que este território não pode ser chamado de “a terra de Israel”. É uma terminologia que se refere ao futuro, ao tempo da chegada do Messias, como parte da fé do povo, ou ao momento em que será criado as boas relações entre nós.

Se nos referirmos às raízes, ainda temos que encontrar definições corretas de termos como “o povo de Israel”, “a terra de Israel”, “Estado de Israel”, e “os judeus”. Além disso, nós temos que definir as noções de “países da dispersão”, “países do mundo”, e “nações do mundo”. Esses termos precisam de um esclarecimento completo. Nós temos que compreender de que forma as nossas leis são diferentes das leis de qualquer outro país no mundo.

Há uma diferença aparente entre o povo de Israel e as nações do mundo. Nós estamos cientes desta divergência independentemente de nós vivermos neste país ou estarmos dispersos por todo o mundo. Tanto em Israel como fora de suas fronteiras, nós vemos uma atitude muito específica para com os judeus em nome das nações do mundo. Por exemplo, nós somos acusados de causar problemas em todo o mundo.

Depois que um policial baleou um cidadão afro-americano em Ferguson (EUA), enormes faixas apareceram nas ruas difundindo que o acidente aconteceu por causa de Israel e é resultado do confronto judeu com os palestinos. Qualquer evento, mesmo aqueles que não têm nada a ver com os judeus, acaba sendo “por causa de nós”. Tem sido sempre assim. Nós podemos ver que estes incidentes acontecem o tempo todo. Essa tendência é construída em sua base.

É por isso que nós devemos perceber exatamente o que acontece conosco e nosso ao redor. O antissemitismo é causado pelo fato de que somos realmente uma nação especial criada por Abraão, no princípio de amar o nosso próximo como a nós mesmos. De acordo com este princípio, nós temos que viver em amor fraterno uns com os outros para que todos sejamos amigos e ninguém faça aos outros o que odeia para si mesmo. Esta é a condição da garantia mútua, união, reciprocidade, quando todo mundo cuida dos outros e os outros se preocupam com um.

Abraão reuniu seus estudantes de toda a antiga Babilônia e criou um grupo que mais tarde se tornou uma nação. Foi o que aconteceu há três mil anos. Em essência, os judeus não são uma etnia no sentido tradicional do mundo; em vez disso, eles são a assembleia de Abraão, os descendentes dos babilônios que se juntaram à Abraão sob o lema do amor fraterno.

Não importa de que tribo ou etnia cada um deles vinha. Se alguém queria fazer uma “cúpula de amor” acima das coisas que os separavam uns dos outros, se alguém estava pronto para se dedicar ao estabelecimento da conexão, do desapego, então se unia à irmandade e se tornava parte do povo de Israel. Esses homens se viam como um todo unificado, não como entidades separadas. Isso é o que Abraão ensinava.

Esta é a base do povo de Israel. Este é o lugar de onde a nossa Torá, o estudo da unidade, vem. Nós não estamos unidos por raízes étnicas. Cada pessoa no mundo pode se tornar um judeu se quiser se unir com os outros e viver de acordo com a lei do amor.

Na verdade, a lei do amor é uma lei do caráter judaico. O objetivo do povo de Israel é levar todo o mundo a entender um princípio unificado: “Ama o próximo como a ti mesmo”. Em outras palavras, o objetivo é levar as pessoas à unidade onde não há desigualdade ou distância. Este é o objetivo da criação. Nós todos temos que alcançá-lo.

É por isso que se diz que temos que ser “a Luz para as nações”; isto é, a nossa tarefa é explicar essa noção a todo o mundo e ajudar outras nações a atingir o estado final.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/11/14

Separar-se Da Infância

Laitman_115_05Duas ideologias, hebraica e grega, colidiram nos dias dos Macabeus. A primeira falava do bem ao próximo, a segunda falava do benefício pessoal em detrimento de outros.

Este conflito é ainda relevante hoje. Afinal, a abordagem judaica não é uma abstração; é um caminho altamente específico e prático para os tempos modernos. Esta não é apenas uma percepção do mundo, mas também instruções para o uso diário.

Nos dias dos Macabeus, estas instruções lhes permitiram vencer a guerra espiritual para a percepção do mundo, para a relação com a natureza, com a pessoa, com a sua existência e essência, e mais importante, com a sua meta de vida. Os gregos viam o propósito da vida como um sucesso material, um bom corpo, e os Macabeus, pelo contrário, destinavam-se a elevar o espírito para o bem do por que uma pessoa vive.

Pergunta: Por que a vitória dos Macabeus foi temporária?

Resposta: Porque há um programa da criação de acordo com o qual nós deveríamos resistir por algum tempo antes da destruição do Segundo Templo.

Em geral, ao longo da história, a humanidade se desenvolve aumentando o egoísmo, enquanto o povo de Israel se desenvolveu espiritualmente desde o tempo de Abraão, passando pelo Egito, a construção do Primeiro Templo, e depois, o retrocesso ocorreu a partir deste elevado nível espiritual até o colapso do Segundo Templo há dois mil anos; isso não acabou com a nossa tendência de unir em prol da revelação do Criador.

Em cada geração o egoísmo crescente nos divide cada vez mais, e hoje nós vemos em primeira mão que não há um povo assim, mas apenas uma coleção de exilados.

Tudo é construído no programa de desenvolvimento do mundo. Por outro lado, é dito que no final do século XX nós começamos a trabalhar na integração do povo, onde em nossa unidade nós revelamos a força superior. Mas vai ser uma libertação completa, na medida em que vamos levar toda a humanidade a nos seguir.

Em geral, o termo “libertação” significa a revelação da força superior. No curso de seu desenvolvimento, a humanidade deve formar a capacidade de revelar o Criador (Bore), que significa “venha e veja” (Bo-re). Em outras palavras, nós precisamos nos desenvolver num determinado processo até chegarmos ao estágio em que “vemos” o Criador e O revelamos em todas as sensações formadas.

Tendo chegado a esta fase, as pessoas se sentem vivendo numa dimensão mais elevada, fora do corpo. O corpo está lá, mas a sua importância é reduzida; ele desaparece. Agora, as pessoas empregam diferentes sentimentos, o sentimento de doação, amor e união entre si. Então, todos os pequenos sentimentos egoístas relacionados com o corpo animal, nossos relacionamentos primitivos, gradualmente se dissipam.

Precisamente na medida em que nós amadurecemos, a infância e a adolescência passam. Ao longo do tempo, nós deixamos os nossos jogos e a diversão juvenil na caixa de areia.

A mesma coisa vale para o caminho espiritual; começando o “jogo” no mundo superior, nas forças superiores, ao sairmos do corpo humano, nós revelamos a realidade superior. Então o nosso passado, os jogos “infantis” se desvanecem e dissipam.

De KabTV “Uma Nova Vida” 14/12/14