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Uma Jaula Para O Egoísmo

laitman_749_01Pergunta: A reputação de Israel hoje na arena internacional, suavemente falando, é lamentável e continua a se deteriorar. Por que isso está acontecendo? Afinal, a contribuição histórica do nosso povo é enorme.

Nós demos à humanidade o Antigo Testamento, os fundamentos da lei, da ética, da moral, e muito mais. Na verdade, nós estamos falando de um enorme impacto no mundo.

Nos dias de hoje, parece que tudo finalmente acabou e foi cortado de nós. Nós deveríamos talvez voltar a despertar o seu potencial? É hora de olhar para trás e dar uma olhada na nossa própria história?

De onde nós viemos? Que propriedades ancestrais definem nosso papel entre as nações? Nós experimentamos um boom e depois entramos num longo exílio, mas ficamos com uma “bagagem” especial e começamos a afetar o mundo. Que “carga” é essa que permanece conosco em todos os lugares?

Resposta: Em primeiro lugar, o período em que nós éramos um país e um povo é radicalmente diferente dos eventos subsequentes. Nós mesmos causamos a destruição do Templo e, portanto, fomos para o exílio.

Por gerações, desde a época da entrada na terra de Israel, desde a época de Josué e antes, o colapso de nosso povo em diferentes graus estava na revelação do Criador, a Força Superior. Os Cabalistas estavam sempre entre nós, as pessoas os conheciam, falavam com eles, e eles influenciavam as pessoas em sua volta.

A era dos profetas, reis, e assim por diante, foi substituída, mas houve um declínio gradual após os picos espirituais do Primeiro Templo. Às vezes havia explosões de ascensões “residuais”, mas a tendência geral nos levou para baixo.

No âmbito deste processo, o exílio babilônico, após a queda do Primeiro Templo, no sentido espiritual, estava acima da época do Segundo Templo. Era uma compreensão e sensação superior do sentido da vida, para a revelação da Força Superior, que nos acompanha, cuida e desenvolve, para nos tornarmos “uma Luz para as nações”.

A reversão durou muito tempo, mas antes do colapso do Segundo Templo, dos marcos importantes, o povo conhecia e entendia que estava “sob os cuidados do” poder superior.

Só no último exílio é que começamos a nos fechar, a ser removidos disso, mas não imediatamente. Por mais cem anos, o povo tem sido desfavorecido com essa perda. A memória do passado ainda vive em nós, como evidenciado pelo Livro das Lamentações.

Além disso, o povo sabia de antemão que não havia alternativa, que teria que ir para um exílio. No entanto, eles ainda tinham que lutar contra isso, tentando levar o desenvolvimento ao longo do bom caminho, o caminho da aceleração.

Em geral, nós temos sempre dois caminhos diante de nós: “em seu tempo” e “acelerado”. No caminho “em seu tempo” nós vamos sob a influência estrita das forças da natureza, de acordo com os termos previstos no programa geral.

O caminho “acelerado” é onde podemos acelerar o tempo e suavizar os estágios através do desenvolvimento mais rápido do que a natureza nos obriga. Nós somos atraídos ao estado futuro, mobilizando forças no nosso ambiente. Isso depende de nossa unidade, do quanto estamos ansiosos em voltar à unidade apesar do egoísmo que nos afasta.

A fim de “ficarmos à frente do tempo”, pedidos, orações e invocações são necessários para alavancar a Força Superior para obter ajuda. Então nós nos desenvolvemos num bom caminho quando unidos.

Assim, por um lado, é preciso reconhecer que a nossa queda aconteceria, e que isso é dirigido de Cima, e, por outro lado, nós temos que admitir que ela é causada de Cima, que nós embaixo não podemos mover o nosso desenvolvimento para um caminho diferente, que é mais favorável aos nossos olhos e aos olhos da Força Superior.

Afinal de contas, existem leis segundo as quais em cada ponto do eixo histórico nós devemos passar por um determinado estado, experimentar certa revelação do egoísmo da natureza humana. Essa revelação pode tomar uma forma positiva ou negativa.

Ao “acelerar” no caminho certo, eu manifesto meu egoísmo, uma vez que isso é necessário para a correção do egoísmo. Neste caso, eu não tenho medo, porque sei de antemão que vai ser desagradável, e armazeno a força adequada, certos detalhes de percepção e a conexão com os amigos, de modo que juntos nós controlamos a revelação deste “monstro”. Nós não temos medo dele, na medida em que forças conjuntas podem mantê-lo sob controle, de modo que ele não vai nos atacar.

Pergunta: É dito que o Templo foi destruído por causa do ódio infundado. Isso significa que não fomos capazes de lidar com o egoísmo?

Resposta: Sim, o egoísmo se libertou e nos espalhou longe uns dos outros. Esta alienação é chamada de ódio. O ódio é realmente sem causa, e eu descubro vitalidade nisso para eu mesmo. Eu me sinto bem e agradável odiando a todos. Esse ódio se manifesta de forma diferente em nossos relacionamentos, tomando tais formas que não têm justificativa nem motivo. O egoísmo se alastra em todo mundo, causando a rivalidade.

Hoje nós vemos como a hostilidade abrange o mundo inteiro. Brigas e conflitos se multiplicam, e como todas as crianças desobedientes, nós afundamos na lama do conflito ao não encontrarmos mais nada para fazer enquanto caminhamos à beira de uma grande guerra.

Portanto, o povo de Israel perdeu a capacidade de frear seu egoísmo e de ficar acima dele. “Ama o próximo como a ti mesmo, a grande regra da Torá!” Rabi Akiva gritou: “Vamos voltar a amar! Caso contrário, como resultado de nosso ódio, vamos acabar com o colapso do Templo, o colapso do povo, e o colapso do país, o fim de tudo”. Mas ele não foi ouvido.

De KabTV “Uma Nova Vida “25/12/14

Se Soubéssemos Ao Menos Para Quem Estamos Trabalhando!

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” 2:23: E aconteceu que no decorrer de muitos dias o rei do Egito morreu. Nós temos que entender que temos que olhar para dentro e não para fora de nós mesmos. Este é o meu Faraó e o meu Egito, e está tudo dentro de mim. No entanto, eu quero construir um novo eu dentro de mim e, para fazer isso, eu tenho que trabalhar duro e matar certos desejos dentro de mim e fazê-los colidir uns com os outros.

Imaginem o estado de Moisés, a pequena centelha de doação que cresceu no enorme ego chamado palácio do Faraó.

Chega a hora e o rei do Egito morre e eu estou no estado em que o meu ego finalmente morre. Eu entendo que não há nenhum uso para ele e quero me livrar dele, mas, por enquanto, não posso. Eu vejo que esse ego está morto. Eu quero fugir, mas não sei como me libertar dele.

“Que o rei do Egito morreu”, significa que o ego deixou de existir, assim como as pessoas morrem em nosso mundo. Ele deixa de existir apenas aos meus olhos, na minha avaliação, e perde o seu controle sobre mim. Eu não quero ser seu escravo! Ele ainda me domina, mas já é contra a minha vontade. Tanto quanto eu estou preocupado, ele morre como outros grandes governantes fazem e eu já não o levo em conta.

Eu ainda não posso me livrar de seu controle, mas já não o considero grande e não concordo em respeitá-lo e realizar todos os seus caprichos. Eu não sou mais seu escravo fiel.

Olhe para o mundo e como as pessoas tentam fazer tudo para o seu ego. Se elas apenas soubessem que ele é um estranho para elas. Se apenas entendessem e vissem que estão trabalhando para um mentiroso que astuciosamente leva tudo o que ganham de manhã à noite por seu trabalho duro. A pessoa tenta e se esforça, mas 99% do fruto do seu trabalho duro é roubado dele pelo Faraó que só deixa migalhas miseráveis ​​para que ela não morra e continue trabalhando dia após dia.

Tudo é disposto e organizado em torno da pessoa. Televisão, publicidade, imprensa e eleições agem para torná-la um escravo que não tem como escapar. Mas, aos poucos, a pessoa começa a entender que ela é um escravo, e é isso que está acontecendo agora com a nação de Israel. A pessoa percebe que tem que se libertar e escapar deste círculo vicioso, mas não sabe como.

Isto é muito semelhante à nossa situação atual; nós percebemos que se deixarmos as coisas do jeito que estão, vamos nos enterrar no nosso ego, mas não sabemos como escapar. Nó precisamos da força de Moisés!

De KabTV “Os Capítulos da Torá com Shmuel Vilozny”, 15/12/14

Características do Estado Judeu

laitman_936Pergunta: Independentemente da abundância de problemas que Israel sofre hoje em dia, muitas vezes nós somos os únicos que acrescentam à lista dos problemas. Ultimamente, a questão do status legalmente imposto do “Estado judeu” foi apresentado ao público em geral.

Na verdade, o público em geral tem que reconhecer que Israel é o lar nacional do povo judeu de todo o mundo que tem o direito de auto realização e autodeterminação. Além disso, a nova lei afirmará que a terra de Israel é a pátria histórica de todo o povo judeu.

Resposta: Nunca antes tais questões foram levantadas na Diáspora. Nós “nos sentamos calmamente” ao redor do mundo cuidando do nosso negócio.

Quando nos foi dada a oportunidade de voltar à terra de Israel, a questão com respeito a quais leis deveríamos viver emergiu neste país.

O conceito bíblico da “santidade da terra” não é aplicável à situação atual em Israel. Aplica-se apenas sob a condição de que o Templo existe. É por isso que este território não pode ser chamado de “a terra de Israel”. É uma terminologia que se refere ao futuro, ao tempo da chegada do Messias, como parte da fé do povo, ou ao momento em que será criado as boas relações entre nós.

Se nos referirmos às raízes, ainda temos que encontrar definições corretas de termos como “o povo de Israel”, “a terra de Israel”, “Estado de Israel”, e “os judeus”. Além disso, nós temos que definir as noções de “países da dispersão”, “países do mundo”, e “nações do mundo”. Esses termos precisam de um esclarecimento completo. Nós temos que compreender de que forma as nossas leis são diferentes das leis de qualquer outro país no mundo.

Há uma diferença aparente entre o povo de Israel e as nações do mundo. Nós estamos cientes desta divergência independentemente de nós vivermos neste país ou estarmos dispersos por todo o mundo. Tanto em Israel como fora de suas fronteiras, nós vemos uma atitude muito específica para com os judeus em nome das nações do mundo. Por exemplo, nós somos acusados de causar problemas em todo o mundo.

Depois que um policial baleou um cidadão afro-americano em Ferguson (EUA), enormes faixas apareceram nas ruas difundindo que o acidente aconteceu por causa de Israel e é resultado do confronto judeu com os palestinos. Qualquer evento, mesmo aqueles que não têm nada a ver com os judeus, acaba sendo “por causa de nós”. Tem sido sempre assim. Nós podemos ver que estes incidentes acontecem o tempo todo. Essa tendência é construída em sua base.

É por isso que nós devemos perceber exatamente o que acontece conosco e nosso ao redor. O antissemitismo é causado pelo fato de que somos realmente uma nação especial criada por Abraão, no princípio de amar o nosso próximo como a nós mesmos. De acordo com este princípio, nós temos que viver em amor fraterno uns com os outros para que todos sejamos amigos e ninguém faça aos outros o que odeia para si mesmo. Esta é a condição da garantia mútua, união, reciprocidade, quando todo mundo cuida dos outros e os outros se preocupam com um.

Abraão reuniu seus estudantes de toda a antiga Babilônia e criou um grupo que mais tarde se tornou uma nação. Foi o que aconteceu há três mil anos. Em essência, os judeus não são uma etnia no sentido tradicional do mundo; em vez disso, eles são a assembleia de Abraão, os descendentes dos babilônios que se juntaram à Abraão sob o lema do amor fraterno.

Não importa de que tribo ou etnia cada um deles vinha. Se alguém queria fazer uma “cúpula de amor” acima das coisas que os separavam uns dos outros, se alguém estava pronto para se dedicar ao estabelecimento da conexão, do desapego, então se unia à irmandade e se tornava parte do povo de Israel. Esses homens se viam como um todo unificado, não como entidades separadas. Isso é o que Abraão ensinava.

Esta é a base do povo de Israel. Este é o lugar de onde a nossa Torá, o estudo da unidade, vem. Nós não estamos unidos por raízes étnicas. Cada pessoa no mundo pode se tornar um judeu se quiser se unir com os outros e viver de acordo com a lei do amor.

Na verdade, a lei do amor é uma lei do caráter judaico. O objetivo do povo de Israel é levar todo o mundo a entender um princípio unificado: “Ama o próximo como a ti mesmo”. Em outras palavras, o objetivo é levar as pessoas à unidade onde não há desigualdade ou distância. Este é o objetivo da criação. Nós todos temos que alcançá-lo.

É por isso que se diz que temos que ser “a Luz para as nações”; isto é, a nossa tarefa é explicar essa noção a todo o mundo e ajudar outras nações a atingir o estado final.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/11/14

Separar-se Da Infância

Laitman_115_05Duas ideologias, hebraica e grega, colidiram nos dias dos Macabeus. A primeira falava do bem ao próximo, a segunda falava do benefício pessoal em detrimento de outros.

Este conflito é ainda relevante hoje. Afinal, a abordagem judaica não é uma abstração; é um caminho altamente específico e prático para os tempos modernos. Esta não é apenas uma percepção do mundo, mas também instruções para o uso diário.

Nos dias dos Macabeus, estas instruções lhes permitiram vencer a guerra espiritual para a percepção do mundo, para a relação com a natureza, com a pessoa, com a sua existência e essência, e mais importante, com a sua meta de vida. Os gregos viam o propósito da vida como um sucesso material, um bom corpo, e os Macabeus, pelo contrário, destinavam-se a elevar o espírito para o bem do por que uma pessoa vive.

Pergunta: Por que a vitória dos Macabeus foi temporária?

Resposta: Porque há um programa da criação de acordo com o qual nós deveríamos resistir por algum tempo antes da destruição do Segundo Templo.

Em geral, ao longo da história, a humanidade se desenvolve aumentando o egoísmo, enquanto o povo de Israel se desenvolveu espiritualmente desde o tempo de Abraão, passando pelo Egito, a construção do Primeiro Templo, e depois, o retrocesso ocorreu a partir deste elevado nível espiritual até o colapso do Segundo Templo há dois mil anos; isso não acabou com a nossa tendência de unir em prol da revelação do Criador.

Em cada geração o egoísmo crescente nos divide cada vez mais, e hoje nós vemos em primeira mão que não há um povo assim, mas apenas uma coleção de exilados.

Tudo é construído no programa de desenvolvimento do mundo. Por outro lado, é dito que no final do século XX nós começamos a trabalhar na integração do povo, onde em nossa unidade nós revelamos a força superior. Mas vai ser uma libertação completa, na medida em que vamos levar toda a humanidade a nos seguir.

Em geral, o termo “libertação” significa a revelação da força superior. No curso de seu desenvolvimento, a humanidade deve formar a capacidade de revelar o Criador (Bore), que significa “venha e veja” (Bo-re). Em outras palavras, nós precisamos nos desenvolver num determinado processo até chegarmos ao estágio em que “vemos” o Criador e O revelamos em todas as sensações formadas.

Tendo chegado a esta fase, as pessoas se sentem vivendo numa dimensão mais elevada, fora do corpo. O corpo está lá, mas a sua importância é reduzida; ele desaparece. Agora, as pessoas empregam diferentes sentimentos, o sentimento de doação, amor e união entre si. Então, todos os pequenos sentimentos egoístas relacionados com o corpo animal, nossos relacionamentos primitivos, gradualmente se dissipam.

Precisamente na medida em que nós amadurecemos, a infância e a adolescência passam. Ao longo do tempo, nós deixamos os nossos jogos e a diversão juvenil na caixa de areia.

A mesma coisa vale para o caminho espiritual; começando o “jogo” no mundo superior, nas forças superiores, ao sairmos do corpo humano, nós revelamos a realidade superior. Então o nosso passado, os jogos “infantis” se desvanecem e dissipam.

De KabTV “Uma Nova Vida” 14/12/14

O Direito De Escolher, Parte 4

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em cada pessoa um imenso ego tem crescido de modo que ela se sente um rei. Como será se ela corrige o seu ego e o ódio para com os outros em amor?

Resposta: Em primeiro lugar, nós esclarecemos que todos nós dependemos uns dos outros, como órgãos de um único corpo. Portanto, não temos escolha; nós devemos nos conectar de forma mútua e correta para que todos trabalhem para o bem de todos. O sistema que é construído por nós deve ser integral, fechado e pleno.

Na mesma medida em que nos aproximamos de relacionamentos como estes, ao nos completarmos mutuamente, nessa medida nós começamos a sentir o poder que está agindo dentro de nós. Entre nós, e dentro de nossa conexão, a força integral que chamamos de “superior” é revelada.

Nós começamos a descobrir isso um pouco, mesmo nos workshops regulares e durante as discussões nos círculos que nós organizamos em diferentes lugares, inclusive nas ruas. É assim que demonstramos às pessoas como, com a conexão correta, até mesmo uma conexão espontânea como essa que dura apenas uma hora, é possível sentir uma espécie de força, um humor único, uma sensação incomum. Algo mudou, e até mesmo o mundo parece diferente.

Pergunta: O que é essa coisa única que a força integral traz para nossas vidas?

Resposta: Esta força integral nos obriga a mudar nossas vidas para sermos semelhantes a ela. Todo mundo se torna consolidado, conectado, e cada um sente todos os outros.

Pergunta: Onde desaparecerá esse ego tão poderoso que obriga cada um a sentir que é como um rei?

Resposta: O ego permanecerá, uma vez que nos conectamos acima deste ego! Como se diz em Provérbios 10:12: O amor cobre todas as transgressões. Cada um vai sentir que é um rei, e, especificamente, com o seu poder real, vai querer fazer todos felizes. Ele vai querer ser um bom rei. Por que você acha que ele vai ser um déspota do mal?

Pergunta: Mas se cada um sente que é um rei, como todos estes reis vão se dar bem juntos?

Resposta: Num sistema integral, cada indivíduo é tão importante quanto todos os outros. Isso porque, se ele não executa o seu papel, todo o sistema vai quebrar.

Pergunta: E quem obriga cada indivíduo a executar o seu papel?

Resposta: O sistema mantém e suporta uma pessoa e a obriga a agir, e por isso ela dá tudo para fazer isso. Este apoio mútuo é chamado de um pacto, o poder de Arvut (garantia mútua), que deve existir entre todos.

Pergunta: Existe uma chance de que Israel se torne estável?

Resposta: Nós vamos estar prontos para fazer isso, pois nenhuma outra escolha permanecerá. Mas a questão é, será que chegamos a este através do caminho do sofrimento ou graças a um entendimento e conscientização, através do qual é possível avançar por um caminho curto e agradável?

De KabTV “Uma Nova Vida” 09/12/14

Construção De Uma Nação Modelo

Dr. Michael LaitmanNós só podemos resolver os nossos problemas no nível social através das relações entre nós. A humanidade é um sistema geral, um corpo geral, que deve ser gerido de forma adequada para que se sinta bem em qualquer momento de sua existência.

Que forma deve assumir a humanidade na medida em que se desenvolve? É claramente avançando em direção a certo estado, certa forma, a um objetivo. Nós estamos mudando e o mundo ao nosso redor também está mudando, e nós nos desenvolvemos para melhor ou para pior.

A questão é o que a natureza exige de nós? Estudando as leis da natureza nas últimas décadas, nós começamos a perceber que a natureza é um sistema integral completo onde cada componente está conectado a todas as outras partes, assim como no corpo humano.

Portanto, todas as partes devem combinar mutuamente e não se opor. Mesmo que não pareça assim, é só porque não sabemos como elas se integram.

A natureza proveu a humanidade com ótimas condições, com exceção da conexão entre as pessoas. Estas devem ser as conexões de uma nova qualidade, para que não avancemos por golpes, pelo ego, ódio, falsidade, guerras, e dominando outros.

Agora todos nós estamos cozinhando numa panela. Se algo ruim acontece com alguém, acabará por ser ruim para todos. Neste mundo global, nós temos de construir uma sociedade homogênea na qual todas as pessoas são iguais, estão devidamente conectadas entre si e se complementam reciprocamente. Tal sociedade é baseada nos princípios de igualdade, a conexão correta em que há espaço para todos, na educação correta para crianças e adultos, e concessões mútuas, até que juntos, chegamos às conexões de amor. Afinal de contas, não pode haver certas partes que desejam se devorar num só corpo, a menos que seja câncer.

Pergunta: Qual é o trabalho complementar indispensável entre todas as partes em relação a Israel?

Resposta: Israel precisa disso muito mais do que qualquer outra pessoa. É porque a nação de Israel deve ser a primeira a perceber este processo e cumpri-lo, a fim de estabelecer um exemplo para os outros, para ser Luz para as nações. O papel da nossa nação no mundo é ser uma nação modelo. Esta é a razão de nós sermos odiados, porque mostramos a todos o oposto e definimos um exemplo negativo.

Pergunta: Como o desenvolvimento da sociedade israelense é expresso no plano da natureza?

Resposta: Deve ser uma comuna, uma conexão, de acordo com o princípio de “todos de Israel são amigos”, e “ama teu amigo como a ti mesmo”, para que ninguém falhe, não exista grande ou pequeno, e todo mundo esteja igualmente conectado. Todo mundo só deve se preocupar com a conexão máxima entre as pessoas em complementação mútua.

É exatamente assim como o corpo humano, como cada órgão, complementa todos os outros, e, como resultado, o corpo funciona corretamente.

Pergunta: Será que um determinado líder, que entende o plano de nossa evolução e vê pelo menos um ou dois passos à frente, pode ganhar a confiança do público?

Resposta: Não. Primeiro ele teria que explicar a sua abordagem ao público e prová-la, trazendo evidências da ciência e da sabedoria da Cabalá, e, assim, gradualmente fazer o público se acostumar com o novo modelo. É porque as pessoas só querem resolver seus problemas diários e isso é tudo.

Portanto, eles devem primeiro ser preparados para entender a situação atual e o que está acontecendo, por que somos chamados de nação de Israel, por que o mundo inteiro se relaciona conosco de uma maneira especial, e o que devemos ser. É porque de acordo com o plano da natureza nós somos a mais especial de todas as nações e não podemos fugir do nosso papel.

Pergunta: E se as pessoas não acreditam nisso, será que nos desenvolveríamos de forma diferente?

Resposta: Não. Nesse caso, a natureza vai nos obrigar a cumprir o nosso papel, mas apenas sob o recebimento de duros golpes. Se não quisermos entender e aceitar esse papel, vamos aceitá-lo sob a pressão de problemas e dificuldades, incluindo guerras e até mesmo guerras nucleares.

Pergunta: Se um determinado líder consegue perceber o plano da natureza e avançar ao longo do caminho correto, que medidas específicas ele deve tomar?

Resposta: Em primeiro lugar, ele deve levar o plano educacional para toda a nação por meio da mídia, escolas, creches e locais de trabalho. Educação refere-se a conhecer a natureza. Em Gematria, natureza (Teva) e Deus (Elokim) têm o mesmo valor. Vamos reconhecer quem nos governa e o que Ele quer de nós. Esta é a única maneira de melhorar a nossa vida e prosperar.

Isto é o que acontece com uma criança que não ouve seus pais, mas depois, no final, entende e faz o que os pais necessitam. Então, naturalmente, a atitude deles em relação a ela muda para melhor. Assim, isso significa que nós alcançamos a solução para todos os nossos problemas, incluindo os problemas de saúde, as guerras, o alto custo de vida, etc. Tudo vai dar certo e avançar sem problemas, e, portanto, vamos receber tudo, até mesmo antes de pedir por isso.

De KabTV “Uma Nova Vida” 09/12/14

Reinstale-se

laitman_537Pergunta: O senhor diz que os Macabeus estavam lutando por uma abordagem espiritual, altruísta para o bem do mundo e para o bem do lugar da pessoa nele. Como exatamente a realidade espiritual está conectada às relações entre eu e as outras pessoas?

Resposta: Ela determina o princípio “Ama o próximo como a ti mesmo”. A pessoa chega a uma percepção da realidade externa onde começa a colocar o outro acima de si mesma. Esta é a diferença entre a abordagem judaica e a abordagem grega. É por isso que os Macabeus estavam lutando.

Bem, hoje a abordagem egoísta é típica de todos, incluindo os judeus.

Pergunta: Como essas duas abordagens estão conectadas a um relacionamento com o Criador se, em princípio, isso se refere às relações entre pessoas?

Resposta: Eu tento sair do meu ego, dos meus interesses pessoais em relação aos outros. Nós construímos relacionamentos como estes num grupo, onde os amigos se tornam mais importantes aos meus olhos que eu para mim mesmo.

Todos em nosso grupo querem atingir a percepção de uma realidade superior, mas para isso é preciso ir além dos limites dos nossos cinco sentidos corporais, elevando-se acima deles. E nós nos elevamos quando colocamos um novo sentido baseado na doação acima da nossa percepção egoísta, no amor ao próximo.

Os Cabalistas descreveram este trabalho de uma forma muito precisa e clara. E se agimos desta forma, nós descobrimos entre nós que algum tipo de força altruísta nos cerca e nos envolve. Anteriormente, ela evitava a nossa percepção, ao passo que agora nós sentimos que devemos descobrir e senti-la.

Por isso eu devo me tornar como ela, aquirir um poder semelhante de doação e amor. Somente de acordo com mudanças internas como estas eu posso sentir a força superior que habita fora. Caso contrário, eu simplesmente não posso absorvê-la, eu sou cego a ela.

Porém, primeiro nós nascemos como “gregos”, cada um se concentrando em si mesmo. Isto é totalmente natural, e não pode ser de outra forma. É dito: “… a imaginação do coração do homem é má desde a sua mocidade” (Gênesis 8:21) e, ainda, é dito: “Eu criei a inclinação ao mal” (Kiddushin 30b). Em outras palavras, é especificamente a criatura, o ego, a inclinação ao mal, que domina cada pessoa.

A sabedoria da Cabalá diz que é necessário superar essa essência, transformar o ego, e em vez de odiar o outro, amá-lo.

Pergunta: Para quem é projetada essa “atualização do sistema operacional”? É apenas para os judeus ou para todos?

Resposta: É para todos. Cada um está pronto para isso se tem a inclinação e unidade apropriadas para isso. Gradualmente, com o desenvolvimento geral da humanidade, vamos chegar a um momento em que essa inclinação será despertada em muitos. Todos poderão, e, finalmente, cada um será obrigado a fazer um “upgrade” (atualização). A partir do estágio atual, ao longo de várias gerações, todos chegarão a isso.

Pergunta: Suponha que uma pessoa, em seu trabalho sobre si mesma, consegue criar uma mudança interior como essa. O que ela obtém disso?

Resposta: Ela adquire a vida em outro mundo, onde só o poder da Luz habita, ou seja, o poder de doação e não o poder de recepção. A pessoa se identifica com ela e se encontra num mundo que é todo bem. Não há mais a concorrência; não existe o mal, mas apenas eternidade e perfeição.

Isto é o que nós adquirimos quando mudamos a nós mesmos, elevando-nos acima da vida e da morte, acima do mal rumo ao bem.

Este “upgrade” não é percebido por ninguém de fora, não é por meio de um “clique” em algum supercomputador; sim, nós mesmos o realizamos. Eu faço tudo por mim mesmo, consciente e deliberadamente, e assim eu sinto e adquiro toda a realidade da criação.

De KabTV “Uma Nova Vida” 14/12/14

O Macabeus E A Ideologia Grega, Parte 3

laitman_276_02Nós devemos entender que os judeus não desfrutavam da cultura grega, como autores contemporâneos tentam retratar. Eles simplesmente não entendem a essência interna do povo judeu e o que significava ser judeu na terra de Israel, o povo de Israel na nação de Israel naqueles dias.

O grego e as ideologias judaicas são basicamente duas perspectivas opostas. Todas as outras ideologias, tais como a ideologia grega ou outras ideologias, vieram do homem, que é uma criatura corpórea, um animal, um egoísta. Uma pessoa só pode vir com uma ideologia que vise o seu próprio benefício físico.

Os antigos gregos, a propósito, adoravam atletismo e esportes. Eles construíram estádios, realizaram Jogos Olímpicos, e estavam geralmente inclinados ao hedonismo. Basicamente, qualquer coisa que ajude a pessoa a alcançar o objetivo da criação é boa, mas se eu simplesmente desfruto de força, agilidade e resistência enquanto o corpo está vivo, eu vivo para ele.

Isto também é verdade em relação a outros conceitos estéticos e filosóficos. Eles são todos corporais e vêm dos cinco sentidos do nosso corpo e não excedem a sua percepção estreita.

O problema é que essa limitação é evasiva e não pode ser notada, a menos que a pessoa sobe acima dos seus cinco sentidos e diga adeus ao seu corpo e se eleve a um nível superior, não após a sua morte, mas sim aqui nesta vida.

A ideia é perceber a realidade acima dos cinco sentidos corporais que são o desejo de compreender, conhecer e sentir o que está ao nosso redor. Todos os sentidos de uma pessoa percebem tudo de uma forma egoísta, internamente, de acordo com o princípio da absorção em si mesmo. Em tal estado eles não podem perceber mais do que é ditado a eles pela limitação de tempo, espaço e movimento, bem como em função da tolerância de cada órgão sensorial.

É com base nesta percepção que os gregos estabeleceram a sua ciência e o reino dos mitos, que inclui contos de fadas terrestres sobre as relações entre os seus deuses. É assim como eles imaginavam as leis da natureza, sob a forma de um panteão olímpico onde os deuses flertam um com o outro, se casam, se divorciam, vivem em paz ou brigam.

Esta é uma imagem muito primitiva, que obviamente é totalmente errada. Portanto apenas livros infantis mantém isso para as próximas gerações, e eu não os recomendo, porque eles estabelecem uma concepção errada da natureza numa pessoa.

Consequentemente, apenas o básico da natureza e da terminologia científica são deixados de toda a antiga cultura grega.

Quanto à tradicional perspectiva judaica, ela é realmente inclinada para fora. Na sua estrutura, nós não precisamos absorver dados da natureza e processá-los por nossos sentimentos e mente. Nós precisamos sair de nós mesmos e ser incorporados em outros fora de nós mesmos. Assim, nós podemos melhorar as nossas ferramentas de percepção e torná-las ilimitadas e infinitas.

Afinal de contas, eu saio de mim mesmo, deixando meu corpo, não querendo permanecer nele. Ele só me limita e não me permite compreender as coisas como elas realmente são. Eu não consigo nem sentir algo, já que estou preso nos estreitos limites dos meus sentidos.

Além disso, quando eu percebo a informação através dos meus cinco sentidos, eu a processo calculando o meu ganho pessoal. É inevitável, porque esta é a forma como meu corpo funciona graças à sua força egoísta. Portanto, fora de todo o mundo que me rodeia, não importa o que seja, eu só percebo o que pode entrar nos meus cinco sentidos egoístas, o que é certamente em meu benefício ou pode me trazer prejuízos nos limites de certo sentido.

Nós não distinguimos todos os outros fenômenos que nos rodeiam. Ao mesmo tempo, podemos usar os instrumentos que expandem um pouco nossos limites, mas também percebemos esta informação através do prisma do nosso ganho pessoal.

Acontece que, se eu quiser ser um verdadeiro pesquisador, eu tenho que ser independente de tudo. Isso é possível? Afinal, eu nasci um egoísta, e por definição só vejo o que é bom ou ruim para mim, o que é agradável ou desagradável, benéfico ou prejudicial.

Eu filtro o fluxo de dados externos de forma automática e inconsciente, isolando apenas o que meu ego considera que vale a pena e ignorando tudo o resto. Esta é a razão de todos nós vermos o mundo e o avaliarmos de forma diferente.

Ao mesmo tempo, há uma percepção distinta que é oposta à percepção grega natural. De acordo com essa percepção, eu tenho que transcender o que acontece comigo aqui neste planeta, sair do meu ego e subir acima de mim mesmo com o meu eu, se eu quiser ser um verdadeiro cientista objetivo e independente, que não pode ser encontrado no formato ordinário deste mundo.

Há um método que por uma série de exercícios e com a ajuda do ambiente e dos amigos permite que uma pessoa comum realize tais mudanças nela: expandir sua percepção natural e adicionar uma percepção sobrenatural, o que significa uma percepção que opera além do ego natural de uma pessoa.

Assim, eu posso desenvolver sentidos adicionais dentro de mim que não são baseados na absorção interna, mas na doação, quando eu estou pronto para dar, amar, doar, e estou pronto para estar acima de mim mesmo. Amor e doação são opostos a partir da percepção da recepção, da auto-apreciação e do ódio.

É por tal abordagem que eu começo a observar a realidade que está além dos meus vasos egoístas de percepção. Estes vasos percebem apenas miseráveis dois por cento de todo o espectro e também distorcem a imagem, apresentando-a para mim na forma deste mundo.

Mesmo hoje os físicos dizem que chegaram a certo limite e que não podem transcendê-lo. Embora exista, sem dúvida, algo além disso, eles não sabem como tocar o que está escondido no outro lado…

De KabTV “Uma Nova Vida” do KabTV 14/12/14

A Unidade É A Garantia De Vitória, Parte 5

Dr. Michael LaitmanPergunta: Hoje cada israelense é como um vulcão adormecido que vai entrar em erupção com uma única palavra. Aparentemente, só um verdadeiro milagre vai nos ajudar, porque a nossa situação está tão distante da unidade que você fala.

Resposta: Em resumo, nós estamos a um milímetro deste estado. Mas, a fim de superar esse milímetro, é necessário mudar de uma situação para outra dentro da cabeça israelense e ativar um mecanismo que existe dentro dela, mas ela está num estado dormente.

Este é o mecanismo de conexão e Arvut (garantia mútua) em que nós existíamos antes. É necessário apenas despertar a pessoa e conscientizá-la de que ela é diferente e oposta ao seu eu atual. Assim, ela vai ver onde se encontra a origem do seu bem e do seu mal.

É necessário compreender que nós temos um papel único neste mundo, onde podemos trazer Luz para nós mesmos, nossas famílias e toda a humanidade. Se realmente quisermos ganhar, isso é feito não através da conquista de campeonatos de futebol nos Jogos Olímpicos, mas sim nos transformando num canal através do qual a Luz transmitirá ao mundo.

Nós temos que ser o elo que conecta a origem da Luz Superior, o mundo inteiro e toda a humanidade. Então todo mundo vai dizer: “Finalmente, os judeus começaram a nos trazer algo de bom! Nós sentíamos que o mal vinha deles, mas agora sentimos que a boa energia vem deles”. Isso será Chanucá, o festival da Luz. Nós precisamos que todos saibam sobre tal milagre.

Pergunta: O que significa levar a Luz ao mundo?

Resposta: A Luz é a força da vida. Ela dá saúde, desenvolvimento, vida nova, novos relacionamentos de uma pessoa dentro da família e também com respeito a todas as outras pessoas. Também significa a relação direita com todos os níveis da natureza inanimada, vegetal e animal, e com o ambiente. Com uma nova atitude como esta, nosso planeta vai se tornar um verdadeiro Jardim do Éden. Isto é porque a Luz Superior é a força que corrige e revive tudo.

Pergunta: Como o antigo espírito israelense, que nós estamos perdendo hoje, está conectado a isso?

Resposta: Somente por meio desse espírito nós podemos alcançar tudo. Pois quando nos unirmos, o poder do bem de Cima vai passar por nós e preencher o mundo inteiro. Este é o verdadeiro milagre, porque nós só estamos realizando as condições entre nós que possibilitam que a Luz Superior passe por nós à toda a humanidade.

Nossa unidade é a condição necessária; não há mais nada. Então, a Luz que vem nos consolidará ainda mais, será transmitida a todas as pessoas, e as conectará também. Então todo mundo vai se tornar uma única unidade.

Pergunta: Algo assim é possível?

Resposta: É dito em Isaías 56:7: … pois a Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos, e em Isaías 2:2: … e todas as nações fluirão a ela. Isso não só é possível, como deve acontecer quer queiramos ou não. Todo o processo de evolução está nos levando para isso.

Portanto, não me assusta que hoje o ego em Israel subiu às alturas. Isso tem que ser, Eclesiastes 2:13: … assim com a Luz é melhor que a escuridão. Quanto mais a escuridão crescer, mais brilhante e forte a Luz será quando for revelada.

De KabTV “Uma Nova Vida” 11/12/14

Os Macabeus E A Ideologia Grega, Parte 2

Dr. Michael LaitmanAté agora, nós esgotamos todas as possibilidades da abordagem egoísta em todas as áreas, seja na educação, cultura, cotidiano, família, relações entre povos e nações, capacidade de continuar a exploração do universo e assim por diante. A limitação da consciência egoísta do mundo já está tão perto que podemos senti-la.

Isto não está só falando sobre o colapso da ciência, mas sobre seu fim, sobre a linha onde termina a sua capacidade de aprender e explorar a natureza de uma forma introvertida, com base em nosso desejo egoísta. Há ainda uma infinidade de coisas e fenômenos do mundo, mas não temos o poder de alcançá-los; não temos a capacidade de perceber e descobri-los. Eles permanecem “invisíveis” para os nossos atuais sentidos.

Por outro lado, quando eu subo acima da pesquisa de acordo com o modelo “grego” e quero ir lá fora, no sentido da doação e amor, eu subo acima do meu “eu” humano, material, bestial e quero sentir a realidade da natureza como ela é, sem interferência do “feito por mim mesmo”, sem um “filtro” orientado para benefício pessoal.

Primeiro a pessoa percebe a realidade e depois a investiga. Portanto, eu quero perceber a realidade sem preconceito, sem qualquer “filtro”, sem qualquer interferência interna. Eu quero vê-la como ela realmente é.

Depois, ao trabalhar em mim mesmo, eu descubro que, essencialmente, ela é inteiramente imenso amor e doação. Há uma multiplicidade de sistemas que funcionam de acordo com esse poder. Eles estão ao nosso redor e eu posso criar uma conexão com eles, graças à qual posso entender o que realmente está acontecendo.

Porque além do convencional dois por cento, todo o resto dos detalhes da realidade são especificamente encontrados lá no sistema de doação. Além disso, nós chamamos isso de sistema “superior”, porque é especificamente ele que direciona, inspeciona e determina tudo o que está acontecendo.

Retornando ao feriado de Chanucá: era por isso que os Macabeus estavam brigando; por um senso de realidade e uma atitude judaica em relação a isso. Ou nosso próprio método extrovertido estaria em sua fundação, que ultrapassa as limitações da percepção corpórea e materialista, ou o contrário, estaríamos satisfeitos com uma percepção estreita do corpo, que significa a versão “grega”. A luta foi realizada entre essas duas sensações opostas naqueles dias.

Pergunta: O que podemos deduzir e aprender desse dia?

Resposta: Hoje, após dois mil anos da percepção “grega”, nós devemos abandoná-la. Portanto, toda essa percepção, juntamente com a sua ciência e cultura, afundou numa crise. Agora os judeus e aqueles que entendem que têm razão devem sair da sociedade humana, novamente adquirir uma percepção objetiva do mundo e levar todo mundo para este nível.

Então, nós abordaremos o estudo da verdadeira realidade, onde todo o mundo infinito é colocado diante de nós e nós sabemos como nos adaptar a ele como criaturas ilimitadas vivendo felizes dentro da eternidade e plenitude.

Isto é o que hoje é chamado de “Guerra dos Macabeus”.

De KabTV “Uma Nova Vida” 14/12/14