Textos na Categoria 'Educação'

A Imagem Externa De Uma Família Integral

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há vários tipos de inter-relações familiares. Por exemplo, na Rússia, as famílias se reúnem em comunidades e passam muito tempo juntas, em virtude de interesses comuns e apoio mútuo. Enquanto no Ocidente, “minha família é meu castelo”, que se caracteriza pelo isolamento. Como serão as famílias integrais? Como elas se parecerão?

Resposta: Eu acho que a maior parte do tempo não vai ser gasto dentro do círculo familiar, mas numa comunicação maior, mais viva entre as pessoas, porque elas vão descobrir de repente uma grande fonte de energia nisso: revitalizando, edificando, melhorando constantemente, e apenas permitindo que a pessoa possa ser satisfeita por este mundo.

É por isso que as famílias integrais começarão a criar conexões integrais internas muito sérias entre si. Além disso, elas vão procurar pessoas semelhantes no espaço virtual.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 07/08/12

Tratando A Cegueira Integral

Dr. Michael LaitmanEmbora nós precisemos estudar, mudar e corrigir-nos, nem tudo está pronto ainda, porque é como se a natureza estivesse nos elevando para um novo nível. Ela quer nos tirar do estado de pequenos animais tolos, que sempre brigam, destruindo nossas famílias e relacionamentos, e que entraram num beco sem saída depois de todas as tentativas de construir uma vida boa para nós mesmos. Devido à destruição completa e fracasso dessas tentativas, e com o atual mundo de desilusão e desespero, nós podemos começar a subir em direção ao novo mundo. É claro para qualquer um, mesmo psicologicamente, que se eu olhar para tudo através dos olhos do amor e coparticipação, com a sensação de que o mundo inteiro pertence a mim, como uma mãe coruja, se eu sentir que estou dentro de cada um, então isso vai me dar uma visão completamente nova do mundo.

Com isso, fica claro que o mundo começa a olhar completamente diferente para a pessoa. Ela recebe uma visão integral, como se estivesse olhando o mundo através de óculos novos. Agora ela vê que apenas um método, uma força, um sistema comum age no mundo. Ela compreende que todos estão conectados entre si e se completam. Enquanto que toda a natureza (o mundo inanimado, vegetal e animal) e as pessoas estão sendo subitamente reveladas a ela como um sistema unificado. Ela revela todos os tipos de conexões que existem na natureza.

Antes, com uma visão egoísta, parecia-lhe que tudo estava separado, e ela não precisava se preocupar se estragasse alguma coisa. Desejando receber o benefício num só lugar, a pessoa não tinha medo de causar dano em outra. O importante para ela sentir-se bem não importa aonde.

Agora, porém, através de seus novos óculos integrais, ela vê que esses lugares estão conectados entre si e não é possível agir em detrimento de outro lugar. É por causa desse tipo de ação que nós estamos agora numa crise, uma vez que pensamos que devemos obter uma vida boa apenas em torno de nós mesmos, e que todo o resto espere.

A ausência de uma visão integral não deixa colocar nada em ordem. Nós não sabemos como abordar os sistemas financeiros, a economia, tecnologia, ecologia, família, ou a educação dos filhos. E tudo isso é devido a esta cegueira integral. No entanto, através da construção de novas relações integrais dentro da família, nós seremos capazes de compreender através delas como construir o mundo, já que veremos como tudo está conectado entre si e receberemos os instrumentos para a percepção do novo mundo.

Discussões sobre A Nova Vida 18/07/12

Unidade Com Preenchimento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Com relação ao público em geral, o nosso método deve ser o meio pelo qual eles serão abastecidos com necessidades básicas como alimentação, segurança e saúde. Como isso os ajuda a revelar o mundo espiritual?

Resposta: Elas revelam o mundo espiritual de forma mais passiva do que nós.

Nós nos tornamos conectados com o superior para trazer a Luz que Reforma e nos assemelharmos a Ela. Nós passsamos esta Luz adiante, levando o método de correção às pessoas. Elas executam apenas as medidas necessárias, sob a nossa direção, não se importando com a Luz, e esta prática de conexão é suficiente para levá-los ao seu ambiente. A Luz vai afetar e avançá-los ao entendimento e sentimento, e depois eles vão querer recebê-la para se mover em direção à unidade e à revelação do Criador, como está escrito: “Todos Me conhecerão, jovens e velhos”.

Assim, nós devemos transmitir o método da unidade às pessoas, para que elas se sintam bem. Nós não podemos explicar o que o “bem” realmente significa; no entanto, a Luz que Reforma reside nessas atividades, e devido a isso, as pessoas vão se mover cada vez mais na interpretação de seu benefício até que cheguem ao Bom Que Faz O Bem.

Pergunta: Como isso se funde com as necessidades das pessoas simples, por exemplo, por alimentos mais baratos?

Resposta: Nós explicamos como se unir para que o alimento se torne mais barato. Claro, ninguém quer se unir, mas esta é a condição se quisermos obter algo, e é por isso que a pessoa paga esse preço. Então, continuando a agir na mesma direção, ela descobre que a unidade é um tesouro em si mesmo: não como uma ferramenta para ajudá-la a conseguir alguma coisa, mas como um estado. Esta é a forma como a Luz age, dando-nos uma nova compreensão.

Então, vamos explicar para as pessoas que unidas elas vão ter muitas vantagens. O apoio mútuo irá incutir nelas um sentimento de segurança; sua vida se tornará melhor, mais segura, etc. Claro, você tem que pagar por isso, através da medida de conveniência pessoal, da partilha do seu egoísmo, mas isso é fácil e atraente com a participação geral. A força das massas faz o trabalho. Então, tendo se aproximado da realização, as pessoas vão ver que ela realmente traz benefícios a elas, que a solução para os problemas foi encontrada.

Não haverá repetição do cenário da União Soviética ou dos Kibutzim israelenses; o roteiro da unidade é apenas em prol de uma vida melhor. Afinal, hoje nós estamos engajados no processo, e somente através da nossa participação as pessoas se reúnem de modo que seja bom e útil para o desenvolvimento. De repente, elas vão sentir que a unidade as atrai, porque é aí que reside a raiz superior, um estado mais elevado, algo que as preenche com o espírito da vida. Portanto, elas vão avançar.

Pergunta: Onde nós precisamos começar nossas explicações para envolvê-las no processo?

Resposta: Nós precisamos desenvolver uma abordagem que permita explicar adequadamente às pessoas que a unidade pode melhorar significativamente a sociedade, para alcançar descontos e intercâmbios mutuamente benéficos, aprendendo a ajudar uns aos outros, em vez de pagar dinheiro a alguém, etc. Alguém assumirá voluntariamente um clube para crianças, outros também contribuirão e seremos capazes de viver uma vida normal, sem dinheiro, descontado pela crise. Nós vamos sentir a necessidade e os benefícios da reciprocidade.

Claro, sem a Luz que Reforma, sem a intenção de se unir seriamente, as pessoas “fugiriam” depois de terem utilizado uma a outra. Mas aqui, graças a nossa liderança, as pessoas vão sentir a necessidade do crescimento interno. Repetidamente, elas vão descobrir os desejos mais elevados que exigem satisfação, por enquanto egoísta. Então, gradualmente, elas chegarão à intenção altruísta, de Lo Lishma para Lishma (de ‘não para o Seu nome’ a ‘para Seu nome’).

Assim, todo mundo passa pelo mesmo processo, apenas o ponto de partida delas está abaixo do nosso ponto de partida. Nós começamos com o estado de “Israel”, com as aspirações “direto ao Criador” (Yashar-El). Nós temos o desejo de revelar o mundo espiritual. Elas não têm essa atração, e é por isso que temos que trazê-las junto, para sermos o que se chama “Luz para as nações”. Nós conduzimos a Luz nas ações de unidade, através das quais treinamos pessoas. Essas ações beneficiam as pessoas, e a Luz oculta nelas desenvolvem as pessoas.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/08/12, “Introdução ao O Livro do Zohar“

O Método De Gestão Do Futuro

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do The New York Times): “Cientistas políticos estão na defensiva nestes dias porque em Maio a Assembléia passou uma emenda de um projeto de lei que elimina os subsídios para os cientistas políticos da Fundação Nacional de Ciências. Em breve o Senado deve votar numa legislação semelhante. Colegas, especialmente aqueles que receberam subsídios da FNC, irão detestar-me por dizer isto, mas apenas desta vez eu simpatizo com os Republicanos anti-intelectuais por detrás desta emenda. Por quê? O projeto de lei incitou uma conversa nacional sobre o assunto que me tem perturbado há décadas: o governo – desproporcionadamente – apoia uma pesquisa que seja receptiva à análises e modelos estatísticos, mesmo que todos saibam que equações puras mascaram realidades confusas que dados inventados e suposições não podem, ou não conseguem, capturar.

“É um segredo aberto na minha disciplina: em termos de previsões políticas precisas (as referências de campo para o que interessa como ciência), os meus colegas falharam espetacularmente e gastaram quantidades colossais de tempo e dinheiro. O exemplo mais óbvio deve ser a insistência dos cientistas políticos, durante a guerra fria, de que a União Soviética continuaria a ser uma ameaça nuclear para os Estados Unidos. Em 1993, no jornal International Security, por exemplo, o historiador da guerra fria John Lewis Gaddis escreveu que o desaparecimento da União Soviética foi de ‘tal importância que nenhuma abordagem ao estudo das relações internacionais, alegando tanto clarividência como competência, devia ter falhado para o ver chegar’. Contudo, ele denota, “Ninguém fez realmente isso”. …

“Infelizmente, pouco mudou. Será que alguns dos proeminentes pesquisadores da FNC previram que uma organização como a Al Qaeda mudaria as políticas globais e domésticas por pelo menos uma geração? Não. Ou que a Primavera Árabe derrubaria líderes no Egipto, Líbia e Tunísia? Não, novamente…

“O psicólogo político Philip E. Tetlock começou a inquirir sistematicamente 284 especialistas políticos – muitos dos quais eram cientistas políticos doutorados – em dezenas de questões básicas, como se um país iria para a guerra, deixaria a OTAN ou mudaria os seus limites ou se um líder político permaneceria ao cargo. O seu livro, “Expert Political Judgment: How Good It Is? How Can We Know?”, ganhou o prémio A.P.S.A. para o melhor livro publicado sobre o governo, política ou assuntos internacionais.

“A principal descoberta do professor Tetlock? Chimpanzés lançando dados aleatoriamente para os possíveis resultados conseguiriam fazê-lo quase tão bem como os especialistas.
“Estes resultados não surpreenderiam o guru do método científico, Karl Popper, cujo livro de 1934 The Logic of Scientific Discovery permanece como a pedra angular do método científico. Contudo o próprio sr. Popper ridicularizou as pretensões das ciências sociais: “Profecias de longo prazo só podem ser derivadas de previsões científicas condicionais se elas se aplicarem a sistemas que podem ser descritos como bem isolados, estacionários e recorrentes. Estes sistemas são muito raros na natureza, e a sociedade moderna não é um deles”.

Meu Comentário: De facto, o nosso tempo é um tempo de introspecção; contudo, infelizmente, de entendimento gradual e muitas vezes atrasado. Ele continua por se aperceber do maior equívoco, “o futuro é inteiramente previsível se soubermos como construí-lo”.

A Humanidade está dentro do ambiente chamado “Natureza”. Tanto a Humanidade como a Natureza são sistemas que têm as suas próprias leis de comportamento e desenvolvimento. A sua influência natural pode e deve ser estudada, e mais importante, mudada, mudando a humanidade.

Isto é possível pela introdução de métodos de “Educação Integral”. Mesmo a aplicação limitada deste método produzirá uma resposta positiva clara, tanto na sociedade como na Natureza circundante, e assim tornar-se-á um exemplo distinto e prova da correcção e efetividade do “método de gestão do futuro”.

Cimento Psicológico

Dr. Michael LaitmanPergunta: No meio do século 20, um fenómeno chamado “família sueca” apareceu. O seu significado está agora um pouco desvanecido. Uma família sueca é, em essência, uma relação, que não está registada oficialmente. Na Suécia, foi formada tal situação económica que fez com que o registo oficial do casamento não fosse benéfico e muitas pessoas vivessem em famílias sem registro de casamento.

Muitas vezes, você fala sobre o facto de que é muito importante observar todas as condições habituais numa sociedade de forma a perceber na totalidade a condição em que marido e mulher estão no seu todo. Porque é que é tão importante registar a sua relação, mesmo que seja numa base religiosa?

Resposta: Um humano é, no fim de contas, um sistema psicológico. E provavelmente, não há fuga daí. Uma vez que mesmo um casamento religioso, mesmo na nossa sociedade, que está longe da religião, ainda se liga a algo. Chame-lhe medo, prejuízo, o que quiser; em qualquer caso pessoas novas e velhas o respeitam.

É por isso que eu defendo que qualquer cultura, qualquer religião, participe no casamento. Isso, contudo, oferece uma base psicológica mais ampla, não espiritual, mas psicológica, e a pessoa é obrigada a apoiar os requisitos do casamento. Na nossa memória, no subconsciente, existem tais lugares escuros e escondidos, que nos lembram que o casamento foi celebrado diante dos nossos familiares, na presença de um grande número de pessoas, que foi validado num sentido religioso, o que prova que somos uma família e por aí fora.

Eu daria ainda a este acontecimento uma publicidade muito maior, não glamour, para que não pareça que estamos a falar de custos materiais, mas de publicidade. Mostraria essas famílias nas TVs locais, ou seja, basicamente torná-lo-ia muito mais fundamental, de forma que houvesse tantos mais obstáculos internos e psicológicos quantos possíveis contra a separação.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 8/7/12

Criando Uma Família Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que a família constitui um sistema fechado? Como é possível usar corretamente a tensão que ela cria?

Resposta: Hoje em dia, a família sobe do nível animal ao nível humano. Se as pessoas compreenderem isso, elas precisarão criar um tipo completamente novo de família, que entra em contato entre si e cria uma célula familiar integral correta. Esta célula não é baseada nas conexões animais, nem no dinheiro compartilhado, nem nas crianças, já que para este propósito as instituições e os sistemas foram criados, o que, em princípio, se responsabilizam por isso.

Hoje, dentro de uma família, as pessoas não são capazes de permanecer juntas, já que os casais não estão mutuamente vinculados de alguma forma desde o seu nível comum interior. O nível anterior permanece muito atrás: nós já não somos materialmente dependentes uns dos outros, não temos que estar juntos; eu não estou ligado à família ou ao lar, nem às crianças, à religião, à minha aldeia, ou ao meu trabalho, etc. Hoje, a pessoa é livre: ela comprou um bilhete, voou para algum lugar e você nem sabe onde. Ela pode desaparecer até ao final da vida em algum canto do mundo. Quem sabe!

Em Moscou, há um programa de TV popular chamado “Eu estou procurando você”, onde as pessoas procuram umas às outras. Isto é, em princípio, o chamado dos tempos. As pessoas desaparecem, saem e nem sequer tentam dar notícia sobre si mesmas! Uma pessoa encontra algo completamente diferente, e é como se descobrisse uma nova vida.

Nós devemos entender que a família elevou-se do nível animal para o humano. Se nós estamos nesse nível, não há razão para eles estarem juntos, para contemporizar, para se conectar. Eles não vêem benefício ou lucro nisso e não vêem que forma de espiritualidade precisam criar entre si ou a forma de gerar filhos espirituais e não físicos, de modo a criar essa mesma célula que será chamada “família espiritual”, e não apenas uma célula que está ligada por causa da propriedade compartilhada, um apartamento, ou carro, etc. Se não trouxermos a pessoa a isso, não haverá uma família. Isto é totalmente certo!

Nós precisamos ensinar as pessoas a criar uma família espiritual agora, ou seja, estar mutuamente conectados no próximo nível, não no nível corporal, onde cada pessoa pode se dar bem por conta própria.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 08/07/12

Nunca Houve Uma Convenção Como Essa!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos nos convencer de que estamos à espera de uma Convenção incomum, e que realmente haverá algo de especial nesta Convenção?

Resposta: Em primeiro lugar, nós chegamos ao estado em que o mundo exige isso. O mundo está a muito tempo em “estado de desespero”, mas tudo isso é apenas mascarado, obscurecido. Não importa como você esconde os problemas, eles já vieram à tona. É por isso que, enquanto eles ainda estão tentando esconder alguma coisa, isso já não ajuda.

Assim, por um lado, nós vemos que o mundo nos obriga. Esta é a coisa mais importante, visto que a Cabalá foi revelada porque o mundo está começando a alcançar a interdependência integral. Mas ninguém, exceto a Cabalá, tem o método de preservar a sociedade, a paz, família, e a si mesmo nessa interação integral.

É por isso que a Cabalá estava esperando esse momento para se revelar e se tornar o método de construção de uma nova sociedade. Nós temos que mostrar a nós mesmos como fazer isso e aprender com palestras e oficinas como ensinar isso, de modo que seja muito claro e simples.

Em princípio, cada pessoa que vem ao Congresso é um potencial distribuidor, que será capaz de dar palestras, organizar workshops, mesas-redondas, etc. Pelo menos, se a pessoa não consegue aprender tudo, ela ainda será capaz de absorver algo e, depois, concluir seus estudos em nossos cursos. Estou muito ansioso com isso.

Nós temos que passar por todos os estados que uma pessoa deve passar, começando do zero e terminando com a conexão completa com o outro.

Da Lição Virtual 29/07/12

Há Exemplos Ao Meu Redor

Dr. Michael LaitmanEm nossa vida diária, nós estamos constantemente usando exemplos do que vemos ao nosso redor. Em qualquer situação, de imediato, inconscientemente ou mesmo conscientemente, eu vejo a imagem de um filme ou outra coisa, e a recrio. Se eu não tivesse visto, eu não poderia executar. Eu gostaria de estar no nível de um animal, só no nível dos instintos. Qualquer coisa que seja maior do que o instinto é emprestado de fora, da sociedade em torno da qual tiramos exemplos.

Nós devemos dar à pessoa bons exemplos, de modo que ela saiba como se comportar a cada momento, a fim de ser levada à conexão com os outros, e só isso. Ela deve receber vários exemplos, e os executará: um exemplo, o segundo e o terceiro.

Nós realmente não nos comportamos de outra forma. Nós sempre executamos um papel que vimos em algum lugar e que se tornou uma espécie de modelo para nós: o jeito que eu durmo, como, falo e fico de pé. Na minha, sozinho, não importa como, eu sempre conto com estes exemplos externos.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 08/07/12

Preparação Para O Casamento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando olhamos para o sistema de desenvolvimento da criança, os estágios são definidos a partir da idade de zero a três anos, 3 a 6 anos, etc. Existem estágios nas relações familiares?

Resposta: Antes de casar, eu recomendo muito que todas as moças e rapazes façam cursos especiais, onde eles estudam anatomia, fisiologia, psicologia e educação integral. Eu lhes daria tempo, nenhum casamento até que recebam um diploma. Deixe-os lidar uns com os outros como queiram.

É uma pena o quanto as pessoas perdem tempo, recursos, energia e sua saúde em tentativas frustradas de criar uma família. Ainda assim, isso não passa despercebido.

Não importa com quem eu fale, todos se sentem feridos, especialmente se têm filhos. Você pode se divorciar, mas as crianças continuam. As crianças consideram a partida do pai como uma traição. Mesmo que ele passe mais tempo com elas do que quando vive sob o mesmo teto, mesmo que ele as encha de presentes, elas ainda pensam nele como um traidor. Mas se ele vive na família, embora não lhes dê um monte de tempo e até as puna, ele é seu pai.

É necessário explicar tudo isso aos jovens, para mostrar-lhes cenas da vida, de modo que eles sintam isso. Então, eles vão desenvolver uma atitude completamente diferente em relação à união que estão entrando.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 08/07/12

O Amor Adorna A Vida E Também Estraga

Dr. Michael LaitmanMinha esposa é meu espelho. Afinal, eu nunca vi a minha parceira, mas sim, nela vejo um reflexo de minhas qualidades. Por exemplo, eu não entendo o padrão de beleza aceito na China. Eu olho para uma mulher que tem a reputação de ter uma beleza verdadeira e pergunto: eu nunca a chamaria de bonita. Para o meu gosto, seu rosto é muito redondo, os olhos são muito estreitos, e seu cabelo é muito liso. Tudo parece pouco atraente para mim.

Mas uma vez eu li um artigo de um jornalista chinês sobre o concurso de beleza internacional “Miss Ásia” e ele disse que a menina não teria vencido na China porque os olhos eram grandes demais. Eu estava simplesmente impressionado sobre quão diferente as nossas percepções de beleza eram; elas eram totalmente opostas. É por isso que não podemos entender o outro.

Conclui-se que eu olho para a menina a minha frente e projeto sobre ela todas as minhas idéias sobre beleza. Se eu não subir acima delas, isso irá afetar todo o nosso relacionamento. Eu não vou perceber como ela é, com todas as suas verdadeiras qualidades, mas vou ver nela o reflexo de minhas propriedades, o meu gosto.

Quando uma pessoa olha para outra pessoa de uma maneira imparcial, é impossível determinar se ela é bonita ou não. Pergunte a qualquer mãe, e ela irá lhe dizer que ninguém é mais bonito no mundo do que seu filho. Como se diz, “o amor cobrirá todos os pecados”.

Por outro lado, o nosso ego, o ódio, desfigurará toda a beleza. A aparência de uma pessoa que eu odeio também se torna insuportável. Para ser objetivo, embora eu esteja pronto a admitir que de acordo com os meus critérios, ela aparentemente tem um rosto bonito, eu odeio isso por outros motivos.

Somente os seres humanos exibem tal atitude. Os animais não olham para a beleza, pois eles valorizam no outro o poder, a capacidade de procriar, ter filhos saudáveis, e criá-los até que se tornem independentes.

O homem, entretanto, é corrompido com a noção de beleza. Na verdade, esta não é a beleza, mas a demonstração do meu ego: condições especiais que eu apresento no lado oposto, que excede o mínimo necessário do corpo físico.

Se nós olhássemos um ao outro de forma racional e natural, eu veria diante de mim uma mulher saudável, forte, que estou pronto para desposar. Afinal de contas, eu vejo que ela vai manter a casa bem. No passado, as pessoas costumavam escolher um cônjuge com base neste simples princípio egoísta. Ou eles levavam a posição social, a riqueza, em conta. As pessoas não prestam muita atenção para a beleza, mas costumavam escolher um cônjuge com base em razões simples e pragmáticas: o que é bom para a vida.

Mais frequentemente, até os pais estavam acostumados a escolher e agir como agentes casamenteiros para os casais, e não os jovens. Este era costume na maioria das culturas. Ou eles se voltavam para o conselho de uma pessoa inteligente e respeitada. Em nossos tempos, nós subitamente chegamos a tal distorção que particularmente nos obriga a realizar a correção.

Hoje nós consideramos apenas se amamos uns aos outros ou não. Todos os filmes contam apenas sobre esse amor. Não era assim antes. Nós não entendemos como as pessoas viviam cem ou duzentos anos atrás. Amor ou atração mútua não estavam no campo de visão. A atração sexual tinha um papel, mas não aquele que hoje queremos dizer com o conceito de amor. Ele se desenvolveu muito recentemente e estragou toda a nossa vida… Portanto, se o utilizarmos corretamente e “cobrirmos todos os pecados com o nosso amor”, se lidarmos com o nosso impulso de amar ou odiar o outro, desta forma particular, seremos bem sucedidos.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 31/07/12