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O Método De Gestão Do Futuro

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do The New York Times): “Cientistas políticos estão na defensiva nestes dias porque em Maio a Assembléia passou uma emenda de um projeto de lei que elimina os subsídios para os cientistas políticos da Fundação Nacional de Ciências. Em breve o Senado deve votar numa legislação semelhante. Colegas, especialmente aqueles que receberam subsídios da FNC, irão detestar-me por dizer isto, mas apenas desta vez eu simpatizo com os Republicanos anti-intelectuais por detrás desta emenda. Por quê? O projeto de lei incitou uma conversa nacional sobre o assunto que me tem perturbado há décadas: o governo – desproporcionadamente – apoia uma pesquisa que seja receptiva à análises e modelos estatísticos, mesmo que todos saibam que equações puras mascaram realidades confusas que dados inventados e suposições não podem, ou não conseguem, capturar.

“É um segredo aberto na minha disciplina: em termos de previsões políticas precisas (as referências de campo para o que interessa como ciência), os meus colegas falharam espetacularmente e gastaram quantidades colossais de tempo e dinheiro. O exemplo mais óbvio deve ser a insistência dos cientistas políticos, durante a guerra fria, de que a União Soviética continuaria a ser uma ameaça nuclear para os Estados Unidos. Em 1993, no jornal International Security, por exemplo, o historiador da guerra fria John Lewis Gaddis escreveu que o desaparecimento da União Soviética foi de ‘tal importância que nenhuma abordagem ao estudo das relações internacionais, alegando tanto clarividência como competência, devia ter falhado para o ver chegar’. Contudo, ele denota, “Ninguém fez realmente isso”. …

“Infelizmente, pouco mudou. Será que alguns dos proeminentes pesquisadores da FNC previram que uma organização como a Al Qaeda mudaria as políticas globais e domésticas por pelo menos uma geração? Não. Ou que a Primavera Árabe derrubaria líderes no Egipto, Líbia e Tunísia? Não, novamente…

“O psicólogo político Philip E. Tetlock começou a inquirir sistematicamente 284 especialistas políticos – muitos dos quais eram cientistas políticos doutorados – em dezenas de questões básicas, como se um país iria para a guerra, deixaria a OTAN ou mudaria os seus limites ou se um líder político permaneceria ao cargo. O seu livro, “Expert Political Judgment: How Good It Is? How Can We Know?”, ganhou o prémio A.P.S.A. para o melhor livro publicado sobre o governo, política ou assuntos internacionais.

“A principal descoberta do professor Tetlock? Chimpanzés lançando dados aleatoriamente para os possíveis resultados conseguiriam fazê-lo quase tão bem como os especialistas.
“Estes resultados não surpreenderiam o guru do método científico, Karl Popper, cujo livro de 1934 The Logic of Scientific Discovery permanece como a pedra angular do método científico. Contudo o próprio sr. Popper ridicularizou as pretensões das ciências sociais: “Profecias de longo prazo só podem ser derivadas de previsões científicas condicionais se elas se aplicarem a sistemas que podem ser descritos como bem isolados, estacionários e recorrentes. Estes sistemas são muito raros na natureza, e a sociedade moderna não é um deles”.

Meu Comentário: De facto, o nosso tempo é um tempo de introspecção; contudo, infelizmente, de entendimento gradual e muitas vezes atrasado. Ele continua por se aperceber do maior equívoco, “o futuro é inteiramente previsível se soubermos como construí-lo”.

A Humanidade está dentro do ambiente chamado “Natureza”. Tanto a Humanidade como a Natureza são sistemas que têm as suas próprias leis de comportamento e desenvolvimento. A sua influência natural pode e deve ser estudada, e mais importante, mudada, mudando a humanidade.

Isto é possível pela introdução de métodos de “Educação Integral”. Mesmo a aplicação limitada deste método produzirá uma resposta positiva clara, tanto na sociedade como na Natureza circundante, e assim tornar-se-á um exemplo distinto e prova da correcção e efetividade do “método de gestão do futuro”.

Cimento Psicológico

Dr. Michael LaitmanPergunta: No meio do século 20, um fenómeno chamado “família sueca” apareceu. O seu significado está agora um pouco desvanecido. Uma família sueca é, em essência, uma relação, que não está registada oficialmente. Na Suécia, foi formada tal situação económica que fez com que o registo oficial do casamento não fosse benéfico e muitas pessoas vivessem em famílias sem registro de casamento.

Muitas vezes, você fala sobre o facto de que é muito importante observar todas as condições habituais numa sociedade de forma a perceber na totalidade a condição em que marido e mulher estão no seu todo. Porque é que é tão importante registar a sua relação, mesmo que seja numa base religiosa?

Resposta: Um humano é, no fim de contas, um sistema psicológico. E provavelmente, não há fuga daí. Uma vez que mesmo um casamento religioso, mesmo na nossa sociedade, que está longe da religião, ainda se liga a algo. Chame-lhe medo, prejuízo, o que quiser; em qualquer caso pessoas novas e velhas o respeitam.

É por isso que eu defendo que qualquer cultura, qualquer religião, participe no casamento. Isso, contudo, oferece uma base psicológica mais ampla, não espiritual, mas psicológica, e a pessoa é obrigada a apoiar os requisitos do casamento. Na nossa memória, no subconsciente, existem tais lugares escuros e escondidos, que nos lembram que o casamento foi celebrado diante dos nossos familiares, na presença de um grande número de pessoas, que foi validado num sentido religioso, o que prova que somos uma família e por aí fora.

Eu daria ainda a este acontecimento uma publicidade muito maior, não glamour, para que não pareça que estamos a falar de custos materiais, mas de publicidade. Mostraria essas famílias nas TVs locais, ou seja, basicamente torná-lo-ia muito mais fundamental, de forma que houvesse tantos mais obstáculos internos e psicológicos quantos possíveis contra a separação.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 8/7/12

Criando Uma Família Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que a família constitui um sistema fechado? Como é possível usar corretamente a tensão que ela cria?

Resposta: Hoje em dia, a família sobe do nível animal ao nível humano. Se as pessoas compreenderem isso, elas precisarão criar um tipo completamente novo de família, que entra em contato entre si e cria uma célula familiar integral correta. Esta célula não é baseada nas conexões animais, nem no dinheiro compartilhado, nem nas crianças, já que para este propósito as instituições e os sistemas foram criados, o que, em princípio, se responsabilizam por isso.

Hoje, dentro de uma família, as pessoas não são capazes de permanecer juntas, já que os casais não estão mutuamente vinculados de alguma forma desde o seu nível comum interior. O nível anterior permanece muito atrás: nós já não somos materialmente dependentes uns dos outros, não temos que estar juntos; eu não estou ligado à família ou ao lar, nem às crianças, à religião, à minha aldeia, ou ao meu trabalho, etc. Hoje, a pessoa é livre: ela comprou um bilhete, voou para algum lugar e você nem sabe onde. Ela pode desaparecer até ao final da vida em algum canto do mundo. Quem sabe!

Em Moscou, há um programa de TV popular chamado “Eu estou procurando você”, onde as pessoas procuram umas às outras. Isto é, em princípio, o chamado dos tempos. As pessoas desaparecem, saem e nem sequer tentam dar notícia sobre si mesmas! Uma pessoa encontra algo completamente diferente, e é como se descobrisse uma nova vida.

Nós devemos entender que a família elevou-se do nível animal para o humano. Se nós estamos nesse nível, não há razão para eles estarem juntos, para contemporizar, para se conectar. Eles não vêem benefício ou lucro nisso e não vêem que forma de espiritualidade precisam criar entre si ou a forma de gerar filhos espirituais e não físicos, de modo a criar essa mesma célula que será chamada “família espiritual”, e não apenas uma célula que está ligada por causa da propriedade compartilhada, um apartamento, ou carro, etc. Se não trouxermos a pessoa a isso, não haverá uma família. Isto é totalmente certo!

Nós precisamos ensinar as pessoas a criar uma família espiritual agora, ou seja, estar mutuamente conectados no próximo nível, não no nível corporal, onde cada pessoa pode se dar bem por conta própria.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 08/07/12

Nunca Houve Uma Convenção Como Essa!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos nos convencer de que estamos à espera de uma Convenção incomum, e que realmente haverá algo de especial nesta Convenção?

Resposta: Em primeiro lugar, nós chegamos ao estado em que o mundo exige isso. O mundo está a muito tempo em “estado de desespero”, mas tudo isso é apenas mascarado, obscurecido. Não importa como você esconde os problemas, eles já vieram à tona. É por isso que, enquanto eles ainda estão tentando esconder alguma coisa, isso já não ajuda.

Assim, por um lado, nós vemos que o mundo nos obriga. Esta é a coisa mais importante, visto que a Cabalá foi revelada porque o mundo está começando a alcançar a interdependência integral. Mas ninguém, exceto a Cabalá, tem o método de preservar a sociedade, a paz, família, e a si mesmo nessa interação integral.

É por isso que a Cabalá estava esperando esse momento para se revelar e se tornar o método de construção de uma nova sociedade. Nós temos que mostrar a nós mesmos como fazer isso e aprender com palestras e oficinas como ensinar isso, de modo que seja muito claro e simples.

Em princípio, cada pessoa que vem ao Congresso é um potencial distribuidor, que será capaz de dar palestras, organizar workshops, mesas-redondas, etc. Pelo menos, se a pessoa não consegue aprender tudo, ela ainda será capaz de absorver algo e, depois, concluir seus estudos em nossos cursos. Estou muito ansioso com isso.

Nós temos que passar por todos os estados que uma pessoa deve passar, começando do zero e terminando com a conexão completa com o outro.

Da Lição Virtual 29/07/12

Há Exemplos Ao Meu Redor

Dr. Michael LaitmanEm nossa vida diária, nós estamos constantemente usando exemplos do que vemos ao nosso redor. Em qualquer situação, de imediato, inconscientemente ou mesmo conscientemente, eu vejo a imagem de um filme ou outra coisa, e a recrio. Se eu não tivesse visto, eu não poderia executar. Eu gostaria de estar no nível de um animal, só no nível dos instintos. Qualquer coisa que seja maior do que o instinto é emprestado de fora, da sociedade em torno da qual tiramos exemplos.

Nós devemos dar à pessoa bons exemplos, de modo que ela saiba como se comportar a cada momento, a fim de ser levada à conexão com os outros, e só isso. Ela deve receber vários exemplos, e os executará: um exemplo, o segundo e o terceiro.

Nós realmente não nos comportamos de outra forma. Nós sempre executamos um papel que vimos em algum lugar e que se tornou uma espécie de modelo para nós: o jeito que eu durmo, como, falo e fico de pé. Na minha, sozinho, não importa como, eu sempre conto com estes exemplos externos.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 08/07/12

Preparação Para O Casamento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando olhamos para o sistema de desenvolvimento da criança, os estágios são definidos a partir da idade de zero a três anos, 3 a 6 anos, etc. Existem estágios nas relações familiares?

Resposta: Antes de casar, eu recomendo muito que todas as moças e rapazes façam cursos especiais, onde eles estudam anatomia, fisiologia, psicologia e educação integral. Eu lhes daria tempo, nenhum casamento até que recebam um diploma. Deixe-os lidar uns com os outros como queiram.

É uma pena o quanto as pessoas perdem tempo, recursos, energia e sua saúde em tentativas frustradas de criar uma família. Ainda assim, isso não passa despercebido.

Não importa com quem eu fale, todos se sentem feridos, especialmente se têm filhos. Você pode se divorciar, mas as crianças continuam. As crianças consideram a partida do pai como uma traição. Mesmo que ele passe mais tempo com elas do que quando vive sob o mesmo teto, mesmo que ele as encha de presentes, elas ainda pensam nele como um traidor. Mas se ele vive na família, embora não lhes dê um monte de tempo e até as puna, ele é seu pai.

É necessário explicar tudo isso aos jovens, para mostrar-lhes cenas da vida, de modo que eles sintam isso. Então, eles vão desenvolver uma atitude completamente diferente em relação à união que estão entrando.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 08/07/12

O Amor Adorna A Vida E Também Estraga

Dr. Michael LaitmanMinha esposa é meu espelho. Afinal, eu nunca vi a minha parceira, mas sim, nela vejo um reflexo de minhas qualidades. Por exemplo, eu não entendo o padrão de beleza aceito na China. Eu olho para uma mulher que tem a reputação de ter uma beleza verdadeira e pergunto: eu nunca a chamaria de bonita. Para o meu gosto, seu rosto é muito redondo, os olhos são muito estreitos, e seu cabelo é muito liso. Tudo parece pouco atraente para mim.

Mas uma vez eu li um artigo de um jornalista chinês sobre o concurso de beleza internacional “Miss Ásia” e ele disse que a menina não teria vencido na China porque os olhos eram grandes demais. Eu estava simplesmente impressionado sobre quão diferente as nossas percepções de beleza eram; elas eram totalmente opostas. É por isso que não podemos entender o outro.

Conclui-se que eu olho para a menina a minha frente e projeto sobre ela todas as minhas idéias sobre beleza. Se eu não subir acima delas, isso irá afetar todo o nosso relacionamento. Eu não vou perceber como ela é, com todas as suas verdadeiras qualidades, mas vou ver nela o reflexo de minhas propriedades, o meu gosto.

Quando uma pessoa olha para outra pessoa de uma maneira imparcial, é impossível determinar se ela é bonita ou não. Pergunte a qualquer mãe, e ela irá lhe dizer que ninguém é mais bonito no mundo do que seu filho. Como se diz, “o amor cobrirá todos os pecados”.

Por outro lado, o nosso ego, o ódio, desfigurará toda a beleza. A aparência de uma pessoa que eu odeio também se torna insuportável. Para ser objetivo, embora eu esteja pronto a admitir que de acordo com os meus critérios, ela aparentemente tem um rosto bonito, eu odeio isso por outros motivos.

Somente os seres humanos exibem tal atitude. Os animais não olham para a beleza, pois eles valorizam no outro o poder, a capacidade de procriar, ter filhos saudáveis, e criá-los até que se tornem independentes.

O homem, entretanto, é corrompido com a noção de beleza. Na verdade, esta não é a beleza, mas a demonstração do meu ego: condições especiais que eu apresento no lado oposto, que excede o mínimo necessário do corpo físico.

Se nós olhássemos um ao outro de forma racional e natural, eu veria diante de mim uma mulher saudável, forte, que estou pronto para desposar. Afinal de contas, eu vejo que ela vai manter a casa bem. No passado, as pessoas costumavam escolher um cônjuge com base neste simples princípio egoísta. Ou eles levavam a posição social, a riqueza, em conta. As pessoas não prestam muita atenção para a beleza, mas costumavam escolher um cônjuge com base em razões simples e pragmáticas: o que é bom para a vida.

Mais frequentemente, até os pais estavam acostumados a escolher e agir como agentes casamenteiros para os casais, e não os jovens. Este era costume na maioria das culturas. Ou eles se voltavam para o conselho de uma pessoa inteligente e respeitada. Em nossos tempos, nós subitamente chegamos a tal distorção que particularmente nos obriga a realizar a correção.

Hoje nós consideramos apenas se amamos uns aos outros ou não. Todos os filmes contam apenas sobre esse amor. Não era assim antes. Nós não entendemos como as pessoas viviam cem ou duzentos anos atrás. Amor ou atração mútua não estavam no campo de visão. A atração sexual tinha um papel, mas não aquele que hoje queremos dizer com o conceito de amor. Ele se desenvolveu muito recentemente e estragou toda a nossa vida… Portanto, se o utilizarmos corretamente e “cobrirmos todos os pecados com o nosso amor”, se lidarmos com o nosso impulso de amar ou odiar o outro, desta forma particular, seremos bem sucedidos.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 31/07/12

Não Por Quantidade, Mas Por Qualidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Não muitos são atraídos para a sabedoria da Cabalá hoje. Nós devemos esperar o despertar de novos pontos no coração de acordo com a nossa disseminação?

Resposta: Eu não tenho uma resposta exata para esta pergunta. Eu não quero dizer que os Cabalistas não escreveram sobre isso. Mas você deve entender que há um herói em quantidade e não há um herói em qualidade. Diz-se: “Você é o menor de todas as pessoas”. Portanto, no futuro, haverá também poucas pessoas, como os membros de nossos grupos de todo o mundo e também “fãs”, círculos exteriores, que não visam à sabedoria da Cabalá diretamente, mas que ouvem e nos apoiam, sentindo-se perto de nós.

Nós somos muito poucos, mas fortes e poderosos em altura, em entendimento, em reconhecimento, em nossa conexão com Divindade. Através de nós, como através de um raio, as forças fluirão para a terra, as recomendações, os planos e eventos para o público em geral. Então, quando não tiverem escolha, ou talvez porque possam acreditar em nós, as pessoas vão se acostumar com a nossa mensagem.

Se há uma pessoa com visão liderando um grupo de pessoas cegas, o Baal HaSulam diz que elas podem segui-la e ter certeza de que vão atingir a meta. Eu não acho que alguma coisa mude seriamente neste cenário.

Nós damos palestras e mesas-redondas, cursos abertos, mas não para aproximar as pessoas, não para atraí-las às nossas linhas. Pelo contrário, nós devemos trabalhar em seu “território”, e transmitir-lhes o método de correção “popular”, geral, e não o nosso método especial. As Masachim (telas), Luzes, vasos, Partzufim, restrições, tudo isso não é para elas. As pessoas só precisam saber sobre a conexão geral que facilite a vida corporal.

Esta é a nossa mensagem para o público. Nós não devemos “injetar” Cabalá e o material elevado nas pessoas. Nós devemos falar com elas ao nível dos olhos, no “pulso de seu coração”, sobre o que as preocupa: a educação de seus filhos, seus problemas diários, etc.

Devemos salientar e evocar um pouco sua deficiência e mostrar a elas que podemos acalmá-las e satisfazê-las com o nosso método.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/08/12, “Introdução ao O Livro do Zohar

Barbárie No Mundo Moderno

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando você diz que o homem se comporta como um bárbaro, pode dar um exemplo para que fique claro onde a barbárie é aparente entre nós?

Resposta: Barbárie é aparente no facto de que estamos a usar o nosso próprio egoísmo praticamente sem qualquer restrição. Adoramos vanglorizar coisas não importantes tais como riqueza, poder e fama. O nível cultural de uma pessoa, a sua riqueza interior, a sua meta espiritual não nos é importante, tudo isto morreu completamente.

A cultura foi morta há meio século atrás e até mais, ela foi enterrada pelas duas guerras mundiais. E simplesmente ostentamos os nossos negócios, dinheiro, poder e fama. Pensamos que este é um bom exemplo para a nova geração que está a crescer, e o homem que é digno de respeito é aquele que consegue subjugar os outros ao seu controlo. Afinal de contas, a fama é também uma espécie de subjugação, tal como o poder e dinheiro.

Elevámos estes três “valores” para as fileiras dos valores absolutos e o homem vive pelo bem deles. Acontece que a meta da vida é a obtenção destas três metas, até se elas puderem ser chamadas por uma palavra tal como “meta” de todo.
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De uma “Conversa sobre Ensino Integral” 7/8/12

Nunca Difunda A Sua Roupa Suja!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Devem os cursos da família integral serem ensinados diferentemente a homens e mulheres? Afinal, estas são duas forças diferentes.

Resposta: Aqui, não há distinção. Pela primeira vez estamos a chegar à igualdade no mundo, quando todos somos iguais. Nos istema deensino integral, cada um estuda em termos de igualdade: uma criança, um adulto, uma pessoa idosa, um marido e esposa, um homem e mulher, casados ou solteiros. A coisa mais importante é ter alguém à tua frente com a qual possas trabalhar.

Numa família temos tal parceiro naturalmente e assim temos de iniciar esta educação a partir da família. Seria bom se cada família começasse a sentir uma grande necessidade por isto. O problema é convencer pessoas que não são capazes disso, que não o querem, não estão interessadas e que pensam que através disto, alguém invade o seu território ou interfere com os seus relacionamentos privados.

Desta forma é necessário explicar bem do início que este método não implica a difusão da sua “roupa suja.” Não tocamos nisto de todo e não tentamos descobrir o que está a acontecer entre eles na sua família. Não os persuadimos a fazerem concessões uns para os outros, não lhes perguntamos sobre o passado e em geral, não consideramos coisa alguma que tenha acontecido até este momento. Ensinamos-lhes como se elevarem acima de tudo deste ponto em diante e como não voltarem a andar por aí a espreitar nessa roupa suja novamente.

Pergunta: Isto é interessante porque noutros, cursos de psicologia convencionais, foi-me dito muitas vezes que é necessário falar sobre os nossos problemas e desabafar. E certamente, isto trás alivio e tira um peso do nosso coração.

Resposta: Mas este é apenas um alívio temporário, durante algum tempo, como reconciliação depois das lágrimas. Nós não precisamos realmente de remexer nos nossos crimes uns contra os outros. Afinal, está escrito que “amor cobre todos os pecados,” e quanto maiores estes pecados, mais alto e maior será o amor quando nos elevarmos acima deles. Acontece que estes pecados estão na realidade a me ajudar a construir o amor. E se eles não estiverem lá, o amor também não será forte.

Logo, os pecados precisam de permancer. Mas isto não significa que eu me recorde constantemente deles, eles vão-se revelar a si mesmos sozinhos, não te preocupes com isso. Contudo, eu não os reprimo, não liberto tensão, mas aceito tudo como é. Eu tenho um vagão completamente carregado com as transgressões da minha parceira, mas eu cubro esta montanha inteira com o meu amor e aproximo-me dele ou dela. E então o meu amor se torna enorme, crescendo acima de toda esta carga pesada.
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De um Programa de TV “Uma Nova Vida” 7/11/12