Dúvidas No Caminho
Pergunta: Seu professor o motivou de alguma forma a fazer o trabalho espiritual?
Resposta: Na verdade não. Tudo isso tem que partir da própria pessoa!
Não pense que estar ao lado de um professor como o Rabash significa uma carona para o mundo superior! Não. É um estado muito difícil. Pessoalmente, não aconselharia a ninguém!
Comentário: Mas seus alunos já sentem algum tipo de pertencimento ao caminho espiritual.
Minha Resposta: Isso é problema deles. Se eles me ouvirem e tentarem em sua alma estar junto com o que estou explicando, o que estou levando, então sim. E se não, então não. Não pressiono ninguém e não obrigo ninguém. Qualquer pessoa pode sair amanhã, dizendo: “Desculpe, mas isso não é para mim”. Alguém vai mantê-la aqui? Nunca. Ninguém lhe dá garantia de nada.
Comentário: Mas você diz que a pior coisa que uma pessoa pode fazer é ir embora.
Minha Resposta: É a pior coisa para ela, claro. Porque a pessoa retorna à existência animada.
Pergunta: Mas em alguns casos a pessoa volta algum tempo depois?
Resposta: Uma pessoa não sai completamente. Ela mantém uma espécie de sensação de que não saiu, de que está um pouco à margem, mas, em geral, está nele. Frequentemente encontro essas pessoas. Elas dizem: “Você acha que eu não me lembro? Eu voltarei. Estou passando por um período como esse agora”. E os anos passam.
De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Entrada para a Espiritualidade”, 30/07/11