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Um Amplificador 600 Mil Vezes Mais Forte

Dr. Michael LaitmanNós podemos influenciar nossos estados emocionais e até mesmo os espirituais pelas ações corporais. Tudo é baseado neste mundo e deriva dele, desta terra real. Isso é realmente o que pode nos ajudar a determinar nossos estados espirituais. Primeiro tudo é revelado no nível mais baixo, e depois eu gradualmente penetro mais profundamente na terra, nas fundações, no desejo.

Na medida em que o desejo é revelado gradualmente e nós podemos penetrar mais profundamente na terra, nós temos a chance de transformar o desejo em doação e elevá-lo ainda mais. Assim, a terra (Adamah em hebraico) torna-se Adão, que se assemelha, Domeh, ao Criador.

Portanto, nós temos que respeitar nossas ações corporais e valorizar a sua influência sobre nós. Nós vemos até que ponto dependemos de diferentes formas, imagens e rumores. É preciso habilidade especial para usá-los corretamente e, de fato, é isso que nós temos que ensinar a humanidade. Tudo o que está acima da terra, acima deste mundo, faz parte do nosso trabalho. Nós realizamos o trabalho deste mundo, neste nível, no desejo de receber, juntamente com o público, e nosso AHP está sempre neles.

Assim, nós trabalhamos mutuamente, aprendendo a estar em contato com o público e o público aprende conosco como evocar uma mudança interna e se aproximar uns dos outros pelas ações corporais simples. A variedade de ações que realizamos para aproximar as pessoas é chamada de educação integral. Para nós, a mesma coisa se ​​transforma em sabedoria da Cabalá em nosso nível e não na terra corpórea, no desejo corporal comum, mas acima dele, em nossos vasos, no  GE, em cujos vasos, Luzes, Partzufim e acoplamentos agem e a Luz é transmitida a todo o sistema.

É assim que temos que trabalhar com toda a humanidade. As pessoas começam a trabalhar em seu próprio desejo, enquanto nós elevamos o seu esforço aos níveis espirituais. Então nós revelamos como o que parece tão trivial, egoísta, um simples trabalho simples nos níveis inferiores, torna-se um grande trabalho quando passa por esse enorme amplificador, por toda a escada espiritual.

Um exemplo disso é Malchut, que é corrigida ao ser incorporada em ZeirAnpin, em suas próprias 60 Sefirot HGT NHY, e através deste trabalho comum nós subimos juntos até o nível de Arich Anpin, na medida em que elas crescem 600.000 vezes mais. Com isso, nós devemos entender que é o menor trabalho do público que evoca a resposta mais poderosa e mais importante de cima.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 28/08/13, Escritos do Baal HaSulam

Como Devemos Organizar O Planeta?

Dr. Michael LaitmanOpinião (Bill Gates, presidente da Microsoft): “Para a elite global a matemática é simples: a superpopulação humana está provocando mudanças climáticas, de modo que a solução para a mudança climática é o controle da população”…

“O que seria necessário para acelerar o declínio da fertilidade nos países menos desenvolvidos?”

“O mundo tem hoje 6,8 bilhões de pessoas. Está indo para cerca de nove bilhões. Agora, se fizermos um ótimo trabalho em novas vacinas, cuidados de saúde, serviços de saúde reprodutiva, poderíamos talvez reduzir isso em 10 ou 15 por cento”.

Opinião (John P. Holdren, principal assessor científico de Barack Obama): “‘Um programa de esterilização das mulheres após a segunda ou terceira criança, apesar da dificuldade relativamente maior da operação do que a vasectomia, pode ser mais fácil de implementar do que tentar esterilizar os homens'”.

“‘O desenvolvimento de uma cápsula de esterilização de longo prazo que possa ser implantada sob a pele e removida quando a gravidez é desejada abre possibilidades adicionais para o controle da fertilidade coerciva. A cápsula pode ser implantada na puberdade e pode ser removível, com autorização oficial, para um número limitado de nascimentos'”.

Meu Comentário: Nosso planeta pode alimentar muitas vezes mais do que sua população atual. Se as pessoas forem como parentes, elas não vão sentir que há tantos assim. Se elas forem amadas, não há membros desnecessários na família, e a natureza, o Criador, nos dará tudo o que precisamos sujeito à lei de equivalência de forma.

O problema não está na redução da população pela força, mas na educação e formação da população. Ao nos tornarmos semelhantes ao sistema da gerência superior, vamos consumir e reproduzir de forma correta e natural, devido à nossa adesão à natureza, ao Criador.

A Verdade De Muletas

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Paz no Mundo”: …por natureza, o poder de trabalhar não é igual em todas as pessoas. Uma pessoa na sociedade trabalha em uma hora, devido a sua fraqueza, muito mais do que seu amigo que trabalha duas horas ou mais.

E há também uma questão psicológica aqui, porque aquele que é muito preguiçoso por natureza se esgota em uma hora mais do que o seu amigo em duas horas ou mais. E de acordo com a perspectiva da verdade evidente, não devemos obrigar uma parte da sociedade ao trabalho mais do que a outra parte para a satisfação das necessidades de suas vidas. Na verdade, os naturalmente fortes e ágeis na sociedade se beneficiam do trabalho dos outros e os exploram de forma maliciosa contra o atributo da verdade, porque eles trabalham muito pouco em comparação com os fracos e preguiçosos na sociedade.

Será que nós podemos avaliar as pessoas do ponto de vista da verdade ou de acordo com a categoria de veracidade? Por si só, é uma categoria maravilhosa e verdadeira. Ela atesta uma coisa muito simples: a pessoa merece tanto quanto ela dá, o que significa que todos devem ser avaliados de forma correta e justa com base em sua contibuição para a estrutura geral. É uma lei da natureza. Nós podemos projetar vários outros regulamentos, mas, na realidade, é exatamente assim.

Nossas recompensas igualam os nossos esforços, embora esforços não devam ser avaliados por meio de números absolutos. Em vez disso, eles devem ser calculados usando medidas específicas relativas. Por exemplo, é extremamente difícil para eu levantar um peso de dez quilogramas e levá-lo por 10 km. No entanto, para outra pessoa, este seria apenas um passeio fácil. Ela nem vai notar esse peso. Eu preciso descansar um par de horas para repor a energia que perdi e comer algo nutritivo, enquanto que a outra pessoa não estaria cansada. Pelo contrário, ela sa sentiria muito melhor do que antes.

Portanto, isso significa que nós simplesmente não podemos usar a categoria da verdade e não temos qualquer critério para fazer cálculos precisos aqui. Assim, é possível levar uma vida verdadeira em nossa sociedade?

Você não vai encontrar esse problema na natureza inanimada, vegetal ou animal. Lá, tudo existe de acordo com o atributo da verdade, apesar de não o notarmos, uma vez que não compreendemos toda a imagem. Cada espécie ocupa um nicho próprio. Tudo está conectado, todos são movidos por instintos naturais. Portanto, tudo está correto.

Nós não sabemos o que significa ser governado pela veracidade uma vez que, no nível falante, a natureza nos deixa ir, liberta as rédeas, nos abandona, e nos permite estabelecer relações com ela por npos mesmos, não como indivíduos, mas sim como sociedade. A integração e as relações sociais são, na verdade, os grandes problemas que estamos enfrentando neste momento.

Anteriormente, quando a humanidade ainda estava num estágio primitivo de formação, o mundo era como um rebanho, como uma família. Assim, ele não necessitava de quaisquer esclarecimentos particulares. Naquela época, a participação de todos era definida por uma família, um sentido de comunidade tribal, e correspondia às leis da natureza.

No entanto, quando ligações entre os seres humanos perderam a sua base familiar e mudaram para serviços profissionais no campo do intercâmbio – quando as pessoas deixaram de ser apenas partes de suas famílias, tribos, clãs e aldeias, quando elas começaram a se desenvolver por conta própria – o problema surgiu. Afinal, agora as pessoas se comparam entre si e tendem a dar aos seus vizinhos o mínimo possível e, ao mesmo tempo, recebem o máximo possível. Nós e as pessoas ao nosso redor não somos mais um sistema unificado. Isso explica por que não temos idéia de como nos dar bem uns com os outros. A categoria da verdade entre nós é vaga, e é por isso que não sentimos ou entendemos um ao outro.

“Eu trabalhei em sua bota por uma semana inteira”, diz o sapateiro.

Como eu faço para saber se ele está mentindo para mim ou se foi realmente exigido desse cara tanto tempo e esforço para consertar meu sapato? Talvez. Será que ele simplesmente não é profissional? Há um mês, em outra loja, levou apenas um dia para reparar a mesma bota, e eles me cobraram tostões. Agora, eu estou pagando quatro vezes mais e tive que esperar uma semana inteira!

Para encurtar a história, quando nós vamos além dos limites das comunidades naturais, lidamos com problemas não resolvidos. Nós somos incapazes de manter a categoria da verdade e precisamos de critérios adicionais para apoiá-la. Afinal, se ele caísse causaria caos na sociedade. É por isso que criamos “muletas”: os diversos programas sociais, fundos nacionais de seguros, hospitais e previdência, educação gratuita, e assim por diante. Nós não confiamos na nossa capacidade de implementar a categoria da verdade na vida, pois sabemos que as pessoas vão fazer nada sobre isso. Em vez disso, nossos países assumem o controle para compensar isso, e nos permitem permanecer no ar e flutuar não muito longe da costa inatingível que ainda não podemos alcançar.

Nós não temos capacidade de chegar à costa uma vez que trocamos os laços familiares pelas relações comerciais que são construídas sobre os princípios de mentiras mútuas. Nossa sociedade está num enorme conflito com esta categoria: o atributo da verdade. Por não obedecê-lo, nós sofremos e não sabemos o que fazer a seguir. Por obedecê-lo, ainda reconhecemos que há algo falso nele.

Esta situação instiga um confronto eterno entre as massas e as elites. De acordo com a categoria da verdade, todo mundo é igual, e ainda assim, as elites tiram uma grande parte da riqueza, deixando as massas pobres. Tudo gira em torno do problema original.

Existe uma saída? Nós podemos estabelecer critérios genuínos? Para isso, devemos sentir os outros como sentimos a nós mesmos. A categoria da verdade simplesmente não pode ser fundamentada em nada além disso. Nós devemos sentir como os esforços de outras pessoas são intensos, e compará-los com os nossos próprios esforços. Esta comparação nos deixa reabastecer nossos relacionamentos.

Se pudéssemos medir o quanto cada um de nós recebeu da natureza – o quão saudável é, como é capaz de fazer vários tipos de trabalho – e qual é exatamente o verdadeiro resultado dos nossos esforços, então, possivelmente, iríamos distribuir os recursos de forma mais correta. No entanto, nossos cálculos sempre estão errados, e nunca iremos distribuir a riqueza de forma justa, honesta e correta por causa da interferência do Criador. Ele deliberadamente estraga tudo para que cheguemos a ele, pois ele é a verdade!

Posteriormente, o problema não é uma distribuição justa ou baseada no mérito, mas sim a nossa intenção altruísta de doar. Todos os cálculos estão certos apenas com a condição de que agimos somente para estabelecer uma conexão com o Criador. Só então poderemos distribuir as coisas de acordo com a categoria da verdade.

Isso explica por que a “experiência socialista” falhou na Rússia. Seus organizadores não tinham a chave: a conexão com a Luz Superior. Embora tenham recebido uma oportunidade, no final, a governança superior transformou isso num exemplo negativo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/06/13, Escritos do Baal HaSulam

A Aspiração À Felicidade Como Um Denominador Comum

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Paz no Mundo: “Esta é a chave para entender a fraqueza dos reformadores do mundo ao longo das gerações. Eles consideravam o homem como uma máquina que não está funcionando corretamente e que precisa de conserto, ou seja, remover as partes danificadas e substituí-las por boas…

Mas como o Criador cuida meticulosamente de todos os elementos de sua criação, e não deixa ninguém destruir uma única coisa em seu domínio, mas apenas reformá-lo e torná-lo útil e bom, todos os reformadores acima mencionados irão desaparecer da face da terra, e as inclinações ao mal não vão desaparecer. Elas vivem e contam os graus que ainda devem percorrer até completar a sua maturação.

Cada vez, os reformadores do mundo cometem repetidamente um grande erro ao tentar agir de forma independente, sem buscar a ajuda da Luz. Como resultado, todos sofrem, incluindo eles.

A crise mundial começou há cinco anos, e essas pessoas brilhantes constantemente inventam receitas para saber como combatê-la. Psicólogos, políticos, economistas e especialistas financeiros, todos participam desta tarefa nobre, e todos estão confiantes de que estão fazendo a coisa certa. Estes reformadores do mundo estão sentados em todos os lugares. Eles discutem as coisas nos governos, ensinam crianças nas escolas, e tentam melhorar as relações familiares. De onde eles tiram a autoconfiança de que são capazes de mudar as coisas para melhor?

Nós temos que avançar com a Luz. Na parte da manhã, deixando a casa, devemos dizer: “Se eu não fizer, quem o fará”, como se não houvesse uma força superior e que o dia seguinte dependesse exclusivamente de nós. À noite, quando voltamos para casa, devemos dizer: “Só por causa da força superior eu consegui fazer o que fiz hoje”.

Em nosso desejo de corrigir o mundo, nós realmente agimos de uma maneira que o Criador e a criação se complementam? Nós fornecemos a incorporação de ambos? Será que nós orientamos todos os nossos esforços no sentido de abrir o caminho para a Luz que irá corrigir tudo?

Pergunta: Esta abordagem parece totalmente mística. Nós podemos sugerir que as pessoas fiquem em casa e não façam nada, apenas pedindo que a Luz desça e as corrija? Você está falando sério?

Resposta: Você está certo. É por isso que se diz: “Se eu não fizer, quem o fará” Digamos que meu carro quebrou. Eu devo convidar os amigos para orar na garagem? Eu devo resolver qualquer problema dessa maneira? Claro que não.

Por outro lado, como podemos alcançar uma verdadeira correção em vez de fingir? Nós vemos que sem ações espirituais os nossos esforços apenas fazem deste mundo um lugar pior, em vez de torná-lo melhor. Sim, ainda podemos encontrar soluções para muitos problemas, mas não nos damos conta de que cada detalhe é uma parte de todo o sistema. De uma forma ou de outra, tudo o que não for corrigido pela Luz não vai funcionar. Ela só expõe e demonstra o egoísmo que está escondido em nossa atitude e nos obriga a corrigir a nossa perspectiva. Somente quando nós pudermos lidar com isso vamos obter a correção, mas num novo e verdadeiro caminho.

Pergunta: Como podemos explicar isso aos outros no âmbito da educação integral?

Resposta: Além de tudo, a educação integral é uma parte da sabedoria da Cabalá. Nós estamos falando de vários níveis do mesmo ensinamento que explica a metodologia da correção do mundo com a ajuda da Luz que Corrige. Nós abrimos o caminho para a Luz, e ela corrige a nós e toda a sociedade. O objetivo continua a ser sempre o mesmo: estabelecer uma boa conexão entre nós, para alcançar a unanimidade e harmonia que corresponde à Luz. Em seguida, a Luz vai descer e nos corrigir.

Você pode dar vários nomes à Luz: o poder do grupo, a inteligência coletiva, o vigor da unidade integral. A essência continua a mesma. Nós somos iguais, estamos juntos como um homem num só coração, e a Luz Circundante influencia a todos nós, não importa se ensinamos aos outros a metodologia da educação integral ou apenas a estudamos.

Nós estávamos totalmente desapontados neste mundo e encontramos a sabedoria da Cabalá. No entanto, outras pessoas também lidam com os mesmos problemas. Elas também querem viver uma vida melhor. As belas palavras que usamos apenas mascaram uma aspiração geral e comum pela felicidade.

Pergunta: Será que isso significa que a definição de felicidade varia? Para nós, a felicidade significa uma coisa. Para outros, significa outra coisa.

Resposta: Quando você diz que a felicidade está na doação, isso são só palavras. Seus desejos o mantêm onde você está. Você simplesmente tolera uma mensagem que é desagradável para o seu egoísmo. Nós devemos passar adiante a mensagem sobre a doação e unidade, embora devamos fazer isso de uma forma muito mais suave. Nós devemos fazer com que pareça que estamos compartilhando a metodologia de estabelecer boas relações com os outros que mais tarde irá permitir que todos possam ter sucesso.

Na verdade, o principal obstáculo no nosso caminho para a felicidade é a própria felicidade. Não há monstros externos que nos impedem de ser feliz. O monstro está dentro de nós. É por isso que continuamos falando sobre o estabelecimento de uma atitude boa e amável para com os outros. Este é o remédio universal. Ele não depende do nível das nossas reivindicações. Ao unir nossos interesses, objetivos e problemas em geral, ao partilhar uma visão de mundo comum, cada um adquire algo que quer, independentemente dos nomes que usam para identificar sua unidade.

Portanto, nós lhes oferecemos uma solução unificada e eficaz.

Mais tarde, quando alcançarmos a unidade, as pessoas vão experimentar novos fenômenos psicológicos. Elas vão sentir a energia interna e o poder da sua interligação. Elas terão uma melhor sensação do outro. Fios finos entre elas vão ficar mais fortes, o ar vai se tornar mais grosso, respostas claras a várias ações e pensamentos irão aparecer, e todo mundo vai começar a trabalhar com o sistema como um todo, independentemente de o perceberem ou não. Mesmo agora, nós tentamos usar essa estrutura corretamente. No entanto, quando nos unirmos, este sistema finalmente irá adquirir características realistas e virá à tona a partir do nevoeiro.

No final, será que realmente importa o que exatamente fez as pessoas se unirem? As razões que farão com que a unidade adquira um novo valor aos olhos de todos irão variar. O que importa é que a unidade se tornará muito mais importante do que qualquer outra coisa. Por trás de vários segmentos e poderes, as pessoas vão reconhecer uma força única de amor e doação. Cada um de nós pode nomeá-la de forma diferente: saúde, família, valores, bem-estar, e assim por diante. Na verdade, todas estas palavras são os nomes do Criador.

Pergunta: Então, isso significa que o Criador é uma reação ou uma inspiração que sentimos quando estamos conectados com os outros?

Resposta: Sim, você pode dizer isso. Tudo o que sentimos dentro de um desejo é chamado de Criador.

Pergunta: Eu posso manter esta inspiração constantemente?

Resposta: Quando você avança, você descobre que a rede geral e a força que está escondida nela não estão relacionadas com a ferramenta que trouxe você até ela. O instrumento que levou você a perseguir o objetivo é ilusório e enganoso.

Pergunta: Nós podemos compará-lo com a eletricidade que não podemos identificar diretamente, mas sim, detectá-la porque vemos os seus efeitos se somos treinados para fazê-lo? Caso contrário, o circuito eléctrico só existe potencialmente.

Resposta: Sim, é verdade. Hoje, as pessoas não permitem que uma corrente elétrica flua e é por isso que elas não vêem isso.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/06/13, Escritos do Baal HaSulam

Da Barbárie À Prosperidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Depois da Primeira Guerra Mundial, a crise levou ao desemprego. A massa de desempregados, que estava no nível animal, não se preocupou em descobrir o propósito da vida, o que provavelmente serviu como o perfeito terreno fértil para a Revolução Russa. Naquela época havia muitos infelizes, trabalhadores descontentes, condições de trabalho difíceis, e fome.

Neste momento, nós estamos diante de uma situação semelhante, em que massas de pessoas perderam seus empregos. Não está claro se as pessoas de países do Oriente Médio têm recursos suficientes para viver. Um fósforo é suficiente para iluminá-las; qualquer fanático pode tornar-se seu líder. Qual é a probabilidade de que grandes massas de pessoas escolham o caminho da iluminação e da educação ao invés de cometer o mesmo erro que foi feito no início do século XX?

Resposta: Infelizmente, este cenário é bastante possível. Eu não nego que a via sangrenta é viável, que o mundo pode mergulhar numa catástrofe terrível muito pior do que no início do século XX. Nós podemos nos encontrar num moedor de carne terrível muito mais sofisticado que a humanidade vai mostrar exemplos de barbárie sem precedentes.

Durante o período que nós hoje chamamos de “bárbaro”, invasores atiravam alimentos nos portões da cidade infiltrada para que os sitiados pudessem sobreviver e os guerreiros pudessem combatê-los num combate honesto. Mesmo durante a mais escura Idade Média, assim como mais tarde na história, era considerado “nobre” pelos cavaleiros ou samurais lutar com os outros de forma aberta e decente. Não há nada assim hoje em dia!

O século XX tornou-se um ponto de viragem; tudo correu numa direção diferente. Ele pode continuar assim, ou há também a chance de mudá-lo. Nós estamos agora numa encruzilhada.

O mundo pode ir para a guerra, e não apenas uma guerra nuclear, mas uma guerra com armas biológicas terríveis, e a humanidade vai morrer de infecções horríveis. No final, apenas uma pequena parte da humanidade permanecerá viva; só poderão permanecer vários milhões de pessoas. Elas reconhecerão a necessidade de subir para o próximo nível de existência e certamente vão alcançá-lo.

Portanto, nós não estamos falando de um número específico de pessoas mudando para o próximo nível, mas sim da certeza da humanidade atingir esse nível a qualquer preço. Cerca de cem anos atrás, havia apenas três bilhões de pessoas na face da Terra e, antes disso, havia ainda menos pessoas vivendo neste planeta. Assim, por um lado, não se trata da quantidade de pessoas.

Por outro lado, a humanidade avança como resultado da modificação dos desejos humanos. Se esse desenvolvimento só fosse influenciado por fatores externos, então é claro que não teríamos nada, exceto o direito material puro de “negação da negação”; no entanto, em certo sentido, é a lei espiritual que age aqui. O fato é que nossos desejos mudam. Então, não importa o quão fanática é a nossa sociedade, mesmo que as pessoas sejam levadas às manifestações, propagandas e revoluções, elas, de repente, perdem o interesse nisso. O desejo de existir de tal forma vai desaparecer, e as pessoas não vão querer viver assim.

Inesperadamente, elas vão sentir nojo. Elas não vão querer mais empregos, uma vez que terão perdido o incentivo ao trabalho. Tantas pessoas no mundo vão se sentir deprimidas. Muitas não vão sentir a necessidade de trabalhar, e não terão mais o desejo de gritar “Dê-me um emprego!”

As pessoas vão tomar consciência do fato de que há potencial científico e técnico suficiente acumulado no mundo, e que todos nós podemos prover uns aos outros com tudo o que precisamos sem a aplicação de esforços físicos. Vai depender apenas da interação correta entre nós.

Nós jogamos fora 40% da nossa alimentação. Se a distribuíssemos corretamente, ninguém teria escassez de alimentos. Jogamos fora até 90% de “bens de consumo”, em vez de deixá-los encontrar seu caminho a todos os clientes. Se pudéssemos distribuí-los corretamente, as pessoas já não teriam essas necessidades insatisfeitas.

Quase como se, imprimindo-as numa máquina de fotocópia, pudéssemos construir casas, cidades, e prover a todos com tudo o que precisam. Há uma base sólida nisso, pois teremos uma sensação interna de que não devemos trabalhar apenas para comprar coisas e jogá-las fora; nossas vidas não devem ser desperdiçadas. A sensação de inutilidade da vida não deve nos levar à destruição, mas sim à realização dos princípios básicos da vida, as suas raízes e essência.

Eu espero que possamos encontrar um grupo de poderosos homens sábios deste mundo e criar um fórum que seja apoiado pelo público em geral, pela comunidade científica, por parte do governo, e até mesmo por bilionários. Se eles entenderem que a rota alternativa está associada com enormes sofrimentos, então eles vão mover a nossa sociedade em direção a um objetivo alternativo.

Para isso, nós precisamos que a educação integral se dissemine e seja compreendida por todos os principais fabricantes, a indústria bancária e todos os setores financeiros, os maiores segmentos da sociedade.

De KabTV “Através do tempo” 18/03/13

Aprovar Abundância Para Os Outros

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”: “Aí vem a afirmação de Hillel ao estrangeiro que veio até ele e pediu para ser convertido, como se diz na Gemarah, Quando ele veio até Hillel, para que este lhe ensinasse toda a Torá enquanto estava num pé, Hillel respondeu: “O que é odioso para você, não faça ao seu próximo: essa é toda a Torá, enquanto o resto é comentário; vá e a aprenda”.

Termos e conceitos Cabalísticos são diferentes daqueles comumente usados. O “não judeu” é aquele que age por si mesmo. A pessoa que não é um “judeu” (Yehudi em hebraico), e é referida como “não judeu” ou “nações do mundo”, é alguém que não busca a unidade (Yehud). A categoria de “Israel” (ישראל) inclui apenas aqueles que se dirigem “direto ao Criador” (Yashar-El – ישר – אל), à doação, que se dirigem a amar os outros como amam a si mesmos, à unificação, à solidariedade, à união, à garantia, e todo o resto que caracteriza a nossa comunidade e coesão. Afinal, é o amor pelos outros que nos permite alcançar o amor do Criador.

Se uma pessoa quer subir ao degrau de doação, o nível do amor aos outros (ao próximo), porque este vai lhe trazer adesão com o Criador, isso significa que ela quer ser um judeu, transformar o seu desejo de receber por autosatisfação num desejo de receber para doar. Assim, tudo é muito simples: tornar-se um judeu significa corrigir seu egoísmo. Isso é o que o método requer de nós. E Hillel resumiu-o em poucas palavras: “Não faça aos outros o que não você não gostaria que fizessem com você”. Diz-se também que o estrangeiro primeiro se aproximou de outro sábio, Shammai, com um pedido para ensiná-lo a amar os outros como ele amava a si mesmo. Mas Shammai rejeitou, porque não se conseguiu imediatamente “saltar” para o degrau do amor aos outros. Neste caso, Shammai representa a linha esquerda, a Luz de Hochma, as propriedades de julgamento, enquanto que Hillel representa a linha direita, a Luz de Hassadim, a propriedade de misericórdia.

Isto implica que o princípio de “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você” significa doar a fim de doar, ou misericórdia. No entanto, a misericórdia contém pelo menos duas facetas: proibição e obrigação.

  • Quanto à proibição, eu devo constantemente discernir minhas ações: eu iria sofrer se isso fosse feito para mim? Se sim, então eu definitivamente não vou fazê-lo para o outro.
  • Por outro lado, se eu percebesse que poderia ganhar com a ajuda dos outros, eu deveria oferecer esse tipo de ajuda a eles? Acontece que o princípio “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você”, na verdade, me obriga a começar a trabalhar pelo bem dos outros, a mudar todas as minhas ações para a doação. Caso contrário, eu estou privando outro de uma chance de receber algo de bom. E não importa que eu não produza este bem e não o crie a partir do meu desejo, de acordo com o princípio do “amar os outros como você ama a si mesmo”. Neste caso, eu não acumulo a força de doação a fim de dá-la aos outros. Mas se eu perceber que posso evitar o “déficit” em outros, sou obrigado a evitá-lo, e isso também é devido ao princípio de “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você”.

Assim, protegendo os outros do mal e ajudando-os a fazer o bem, eu começo a me mover em direção a atos reais de doação. O princípio de Hillel me ensina a pensar e até mesmo a agir nessa direção, mas, até agora, não por minha própria iniciativa. Eu interpreto o papel de um fator positivo (+) diante do fator negativo (-) dos outros. Meu “mais” pode entrar em seu “menos”, mas somente se houver um “bloco” de contato especial no meio. Esse “bloco” depende de mim: eu é que “aprovo” (OK) sua inclusão.

Então, como faço para dar um “OK”? Para fazê-lo, eu ainda não estou agindo a partir do meu desejo, mas já estou me inclinando em direção às respostas positivas e estimulantes. É como se eu estivesse dando um “sinal verde” para que o outro receba o bem de cima. Assim, o princípio de Hillel me ensina como agir a fim de doar, mas, até agora, de forma passiva. Ainda não se supõe que eu realize correções no meu desejo de receber.

Aqui está um exemplo: ontem você perdeu um cheque na rua e eu o encontrei e trouxe para você. Desta forma, eu não fiz a você o que não gostaria que fizessem para mim. Mas isso pode ser considerado um verdadeiro ato de doação? Afinal de contas, eu contribuí para você receber o valor escrito no cheque.

Na verdade, o princípio de Hillel implica prevenir não só os outros de problemas, mas também promover o seu bem. Porém, a ajuda não deriva do meu desejo corrigido que se transformou num “gerador de bem” e sabe como distribuí-lo aos outros. Eu ainda não transformei, mas apenas ajudei a abundância a passar da sua fonte até o “consumidor”, ao destino. Fui eu quem colocou este mecanismo (V) em movimento, que “abriu a torneira”.

Portanto, o meu papel aqui não é entregar a abundância, mas aprovar a sua entrega, a “transação”. Isso é o que eu determino: se a “torneira” vai abrir ou não.

Pergunta: Como eu faço para abrir essa “torneira” no meu Grupo de Dez?

Resposta: Ao participar. Eu apelo por toda a Luz que Corrige. E isso se manifesta na minha garantia.

Pergunta: A ação em si é clara, mas como eu a aceito mentalmente? Afinal de contas, eu estou sempre cheio de descontentamento.

Resposta: Em pensamento, eu já sou bom para os outros, porque eu queria a mesma atitude para eles. Eu penso o bem deles, mas ainda não sinto que isso me dói de qualquer forma; isso não pisa no meu ego já que não estou trabalhando com ele e não me ocupo dele.

Claro, eu sinto inveja, ódio, e estou impulsionado por paixões e vaidade. Aprovar o bem aos outros é contra o meu ego. Pelo contrário, eu gostaria que todos tivessem menos do que eu.

No entanto, isso não faz mal nem diminui meus “ativos fixos” e, portanto, eu estou disposto a concordar que o outro receba o que tem direito. Afinal, ninguém está ameaçando a minha propriedade ou tirando o que é meu.

Por outro lado, se eu estou trabalhando não apenas com a misericórdia, mas com a intenção de doar, eu estou afastando algo de mim e dando ao outro. Isso não está sujeito ao princípio da Hillel; aqui, nós estamos falando sobre a “retirada da minha conta”, de acordo com o princípio “Ame os outros como você a si mesmo”. Ao querer “devorar” o mundo inteiro, eu ofereço este mundo aos outros “numa bandeja de ouro”, anulando meu interesse, minhas aquisições.

Hoje, toda a humanidade encontra-se na posição do não judeu que se aproximou de Hillel. Quer se goste ou não, não há outra saída a não ser mudar para o princípio do “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você”. Nós estamos enfrentando esta regra de Hillel, antes da fase intermediária, sem a qual não podemos alcançar o verdadeiro amor pelos outros. “Não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você”. Nesta frase está toda a nossa correção.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/13, Escritos do Baal HaSulam

O Caminho Para Cima Da Mina Escura Do Egoísmo

Dr. Michael LaitmanNós já estamos começando a nos familiarizar com os estados do trabalho espiritual, embora seja difícil concordar e se acostumar com eles. Toda vez nós achamos difícil justificá-los, porque os estados espirituais vêm como se a pessoa nascesse de novo. De repente, algo acontece com ela e ela já não se reconhece, não está familiarizada com o mundo em que vive, não entende suas reações, as influências que a impedem ou ajudam, inimigos e amigos.

A pessoa fica confusa. Ela quer aprender esta nova realidade interna em que se encontra, mas não pode. É como se ela tivesse um novo programa interno e, portanto, não estivesse familiarizada consigo mesma e com o mundo. Todas as reações se tornam novas e completamente desconhecidas. Ao se encontrar num novo mundo, ela perde a convicção anterior, a velha atitude em relação a tudo.

Nós temos que nos acostumar com isso! No entanto, é impossível se acostumar com isso, porque toda vez você entra num estado totalmente novo. Quanto mais a pessoa avança, mais diferentes são os estados, alternadamente um depois do outro. Apesar do aumento da taxa de mudança, os próprios estados estão se tornando mais contrastados e separados uns dos outros.

O estado que ocorreu há apenas um ou dois dias pode ser muito diferente do atual, e a pessoa se sente terrivelmente confusa e perde estabilidade no mundo, como se desaparecesse completamente. Seus estados se tornam cada vez mais opostos e a velocidade com que eles substituem o outro está aumentando. Com cada mudança de estado, chega um momento quando a pessoa não entende o que está acontecendo, mesmo que ela já tenha grande experiência anterior.

Quando um novo estado surge, ele é muito diferente do anterior, que apaga tudo o que havia no passado. A pessoa no próximo estado não está familiarizada com nada, e, portanto, não entende o que está acontecendo consigo; é como se isso acontecesse pela primeira vez. Na verdade, este estado ocorre pela primeira vez como um novo gene informativo (Reshimo); uma nova realidade é revelada.

É impossível explicar isso para estranhos, porque eles não vão entender. Eles não entendem como essa pessoa pode, de repente, não saber nada e ficar confusa. Como é possível que um grande Cabalista de repente não possa resolver, entender e sentir inclusive essas coisas simples que estão disponíveis para uma pessoa comum? Mas esta é a nossa vida, e assim ganhamos, grau a grau, a escada espiritual.

A principal coisa é amar esses estados e estar ciente de que eles nos aproximam cada vez mais de uma compreensão do Criador, a Sua semelhança. Não há estado melhor do que quando a pessoa sente confusão, escuridão, desespero, sabendo que nos vasos com que em breve será capaz de trabalhar, ela vai encontrar a qualidade de doação, ou seja, uma atitude mais correta em relação ao estado é revelada.

Na verdade, é desta forma que a ocultação é tirada dela. Antigamente na minha infância eu li uma história sobre cavalos transportando carrinhos subterrâneos em minas de carvão. Eles nunca subiam e, portanto, não estavam acostumados a luz solar. Assim, quando eles eram velhos e não conseguiam mais trabalhar, antes de emergir da mina, alguns sacos eram colocados em suas cabeças. Na superfície, os sacos eram gradualmente removidos: primeiro um, e depois de algum tempo, outro, de modo que o cavalo se acostumaria com a Luz de forma gradual.

Aqui nós estamos na mesma situação. Cada vez que o nosso estado muda, é como se outro saco fosse removido. E isso vai continuar até que nos acostumarmos com a verdadeira Luz.

Se a pessoa entende que o trabalho é feito nela para que ela possa se acostumar com a Luz e pudemos ver o Criador e Suas ações em seu mundo, então ela aceita esse trabalho com gratidão. Ela entende que este trabalho no crepúsculo, na escuridão, é muito valioso, pois cria as novas ferramentas de percepção nela para a descoberta do verdadeiro mundo espiritual. Todo este trabalho é chamado de realizar um mandamento, e se apessoa é feliz com isso, isso é chamado de alegria de mandamento.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 03/09/13

Você Não Pode Avançar Sem O Ambiente

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos criar uma atmosfera de apoio no gupo mundial que permitirá a cada um a sensação de que pertence ao todo?

Resposta: Em primeiro lugar, os amigos devem entender que não podem avançar sem um ambiente. Estas não são apenas palavras bonitas que você pode ouvir sejam quais forem os esforços necessários. Não, trata-se de sobreviver ou perecer.

Do ponto de vista espiritual, eu sou um zero. Eu só abro uma conta espiritual se estou incorporado no grupo e recebo a vitalidade dos amigos através dele. Não há outra maneira. O grupo é o cordão umbilical que prende você ao Partzuf AVI, no nível do Criador.

Pergunta: E se um amigo é repelido pelo grupo.

Resposta: É o trabalho natural do ego. Ele é revelado precisamente quando queremos nos aproximar um do outro e encontramos repulsa. Repulsa do desejo de se aproximar é chamada de ego.

No entanto, quando não tentamos nos aproximar, o ego não é revelado. O sentimento de repulsa neste mundo só é chamado de ego, mas, na verdade, não é o ego que devemos corrigir, uma vez que não é contra o Criador. Ele não me é revelado em relação à conexão real.

O verdadeiro ego é a força que obstrui a minha conexão com os amigos. Eu quero, mas o Criador me faz tropeçar e diz: “Não, eu não vou dar a você. Aqui, eu exijo uma ação especial que chamadafé acima da razão, Masach (tela) e Luz de Retorno. Se você quiser superar o seu ego, vá em frente. Para isso, você deve exigir a Luz que Reforma”.

Então, não tendo escolha, eu grito. Assim, o Criador me obriga a voltar a Ele para receber a Luz, a fim de pensar no atributo de doação.

Da Lição Diária de Cabalá 02/09/13Escritos do Baal HaSulam

Por Que Não Há Sinais De Trânsito No Caminho Espiritual?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Paz”: …aquele que altera até mesmo uma única lei prejudica e prejudica o objetivo proposital que o Criador estabeleceu, e, portanto, será punido pela natureza …e é melhor que nos encontremos a meio caminho e aceitemos as palavras dos Cabalistas que HaTeva (a natureza) tem o mesmo valor numérico (em hebraico) que Elokim (Deus) — oitenta e seis. Então, eu serei capaz de chamar às leis de Deus de “Mitzvot (mandamentos) da natureza”. ou vice-versa, pois eles são a mesma coisa …

Pergunta: Ultimamente, eu fiz um curso de “condução vigilante”. Entre outras coisas, fui informado sobre os sinais de trânsito que alertam os condutores de vias férreas próximas. Se alguém os ignora, pode ser atropelado por um trem. No entanto, não há sinais de trânsito nas nossas estradas da vida, e nós acabamos “atingidos por trens” mais de uma vez. Trata-se das leis da providência que devemos sentir dentro de nós. Estudá-las requer tempo. Até aprendê-las, nós vamos ser atingidos por muitos “trens”. Por que a natureza não colocou sinais visíveis para que pudéssemos usá-los e explicar o seu significado para os outros?

Resposta: Com certeza, se tivéssemos sinais de trânsito em nosso caminho, iríamos observar as regras de trânsito, ou pelo menos reconheceríamos que violamos as leis da providência. No entanto, não há sinais e não sabemos o que esperar. Por que isso é configurado dessa forma? Por que só depois que passamos por vários acidentes, finalmente começamos a observar as regras?

Para começar, deixe-me lhe fazer uma nova pergunta: O que faz você pensar que neste mundo nós agimos de forma diferente? Aqui está um exemplo: nós votamos uma lei que proíbe falar ao celular ao dirigir. Quando violamos a lei, perdemos privilégios de condução durante três meses. Por quê? Porque os profissionais nesta área sabem que falar ao telefone durante a condução leva a vários acidentes e tragédias.

Assim, podemos traçar um padrão semelhante aqui. Nossa aflição cresce até chegar a um ponto crítico. Só então é que vamos criar algum tipo de defesa.

Anteriormente, as pontes eram erguidas sem parapeitos. Mais tarde, percebeu-se que as pessoas tendem a cair de pontes. Então, eles começaram a construir guardrails. É sempre assim. Qualquer ação nossa é provocada por pura necessidade. Guardrails não nos trazem prazer. Então, eles foram inventados apenas por causa das angústias causadas ​​pela sua ausência em pontes e só depois a necessidade de construí-los tornou-se óbvia.

O egoísmo nos empurra para receber prazer. As medidas preventivas e profiláticas não nos enchem de alegria. Nós queremos atravessar a estrada onde nos apetece. Nós escolhemos tomar algo que não nos pertence, não nos importamos que esta nossa ação seja chamada de “roubar”. Esta atitude resulta em ter uma multiplicidade de diferentes sistemas sociais: judicial, a aplicação da lei, e assim por diante. Em geral, todos são destinados a moderar o nosso egoísmo primordial.

Hoje, uma nova fase de desenvolvimento já começou. Nós devemos nos familiarizar com o Criador. Como? Se continuarmos nos sentindo bem, nunca vamos começar um relacionamento com Ele, já que experimentar sensações agradáveis ​​nunca nos empurra para frente. Tudo o que queremos é melhorar os bons estados em que nos encontramos. Nós nos importamos de quem e por que recebemos prazer? É o suficiente para nós senti-lo. Nada mais nos incomoda, pois tudo o que fazemos é satisfazer a nós mesmos aqui e agora.

No entanto, tão logo revelamos o mal e percebemos que não podemos fugir dele, começamos a fazer perguntas, e só depois é que vamos começar a construir guardrails ou pisar no freio, ou fazer alguma outra coisa para nos proteger de problemas.

O desejo egoísta de receber prazer é a nossa natureza. Este desejo se manifesta de forma diversa. Ele não nos permite proteger a nós mesmos sem nos dar uma razão visível para fazê-lo. No entanto, quando se trata de receber o máximo de prazer, ele não se importa em nos proteger. Nossas tentativas de não prejudicar os nossos próximos ainda se encontram fora deste paradigma. Elas não têm nada a ver com a doação até o momento, nem estão incluídas em nossos planos iniciais. O prazer que obtemos é um engodo, um suborno. Ele protege os nossos olhos e nos empurra para longe da maneira correta de pensar, mesmo sem nos deixar perceber isso.

Assim, todas as nossas afirmações sobre os sinais de trânsito são injustas. Sua afirmação está correta somente se você não está orientado à meta: alcançar o Criador. É verdade só se não estudamos o sistema que Ele fez para nós, para que nos familiarizássemos com o mestre que o criou.

Nós temos que descobrir exatamente o que Ele faz com a ajuda do sistema que Ele criou e os caminhos que Ele governa este sistema. É como se nós engolíssemos esse sistema e o deixássemos se estabelecer dentro de nós. Então, nós começamos a seguir suas leis. Ele continua agindo em nós, mas, a partir deste ponto em diante, vemos isso acontecer, o analisamos e controlamos.

É disso que se trata a nossa liberdade de escolha. Ao controlar o sistema, nós estamos constantemente autoverificando se nossas ações correspondem ao que Ele faria. Como está escrito: “Tu me cercaste por trás e pel frente”. Este é o caminho que nos familiarizamos com o Criador e tentamos ser semelhantes a Ele e até O superamos um pouco. Nós corremos na frente e tentamos prever Suas ações. Ao agir assim, aprendemos tanto a parte de trás como a da frente.

Em geral, tudo o que precisamos para a nossa autocorreção virá a nós no devido tempo. O sistema como um todo não é apenas preciso, mas absoluto. Ele envia porções ideais para todos em todas as circunstâncias possíveis. Se recebêssemos um grama a menos, sentiríamos uma aflição que não é originada pelo amor. Se recebêssemos um grama a mais, este suplemento também não viria do amor, uma vez que nos privaria da liberdade de escolha.

Nós ainda não podemos justificar Sua governança, mas não precisamos justificá-la no momento. Ainda não devemos tentar ser justos. Diz-se que aqueles que compartilham a aflição de outras pessoas as consolam. Assim, eles justificam o Criador por seus sofrimentos. Depois que terminarmos o nosso caminho, vamos justificar tudo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/08/13, Escritos do Baal HaSulam “A Paz”

As Ciências Sociais Estão Atrás Das Ciências Naturais

Dr. Michael LaitmanOpinião (Nicholas A. Christakis, Médico e Sociólogo Da Universidade De Yale, Codiretor do Instituto de Yale para Ciência das Redes): “As ciências naturais estão evoluindo com o tempo. A perfeição das técnicas de clonagem deu origem à biologia das células-tronco; avanços na ciência da computação contribuíram para biologia de sistemas”.

“Em contraste, as ciências sociais estagnaram. Eles oferecem basicamente o mesmo conjunto de departamentos e disciplinas por cerca de 100 anos: sociologia, economia, antropologia, psicologia e ciência política. Isso não é apenas chato, mas também contraproducente, restringindo o envolvimento com a vanguarda científica e sufocando a criação de conhecimento novo e útil. Tal inércia reflete uma insegurança desnecessária e conservadorismo, e ajuda a explicar por que as ciências sociais não gozam do mesmo prestígio como as ciências naturais”.

“Uma razão pela qual os cidadãos, políticos e doadores universitários por vezes carecem de confiança nas ciências sociais é que os cientistas sociais muitas vezes perdem a chance de declarar vitória e seguem em frente para novas fronteiras… Portanto, os cientistas sociais deveriam dedicar um pequeno guarda do palácio a temas estabelecidos e reinvestir a maioria das suas forças em novas áreas como neurociência social, economia comportamental, psicologia evolutiva e epigenética social, a maioria dos quais, não por acaso, encontram-se na intersecção entre as ciências naturais e sociais. A economia comportamental, por exemplo, tem usado a psicologia para reformular radicalmente a economia clássica”.

“Novos departamentos de ciências sociais também podem ajudar a treinar melhor os alunos ao se ocuparem de novos tipos de pedagogias. Por exemplo, nas ciências naturais, mesmo os calouros da faculdade fazem experimentos de laboratório. Por que isso é raro nas ciências sociais? Quando os alunos aprendem sobre os fenômenos sociais, por que não vão ao laboratório para examiná-los – como os mercados atingem o equilíbrio, como as pessoas cooperam, como laços sociais são formados? Ferramentas recém-inventadas tornam isso possível. Agora é possível usar a Internet para mobilizar milhares de pessoas para participar de experimentos aleatórios”.

Meu Comentário: O desenvolvimento das ciências sociais está relacionado às mudanças na sociedade, na sociedade adquirindo uma nova propriedade de doação e amor. Os cientistas que estudam os processos sociais, ainda não têm essa propriedade, e, portanto, não podem examiná-los.

Primeiro eles mesmos precisam adquirir novas propriedades e, em seguida, estudar como vão nascer e se manifestar na sociedade. Portanto, precisamente os cientistas devem aprender, depois explorar a manifestação destas forças no nosso mundo, e explica-las aos vastos círculos da sociedade, até o ponto de criar novas disciplinas.