Textos com a Tag 'Reshimot'

Sem Direito A Um Dia De Folga

Pergunta: O que é o pecado no trabalho interno, que corrompe seu resultado?

Resposta: Se uma pessoa já está incorporada no trabalho interno, mas agora é muito preguiçosa para constantemente apoiá-lo e adicionar a ele, é considerado um pecado. Pois se ela não avançar, isso significa que ela está indo para trás. É impossível parar e ficar no meio.

Às vezes pensamos que podemos nos permitir dar um tempo e descansar deste trabalho, mas na espiritualidade não há dias de folga, o relógio está sempre correndo e “contador” constantemente conta os nossos esforços,de modo que não é como o nosso mundo onde podemos parar e ficar ociosos, para ir dormir e não fazer nada até o dia seguinte.

Isso não existe na espiritualidade. Talvez eu não execute qualquer ação física, mas durante este tempo muitos Reshimot (genes espirituais) passam por mim, e se eu não cumpri-los, então isso significa que eu vou ir para trás. Então eu tenho que ter certeza de que eu estou sempre fazendo algo.

Meu conselho é colocar-se, mesmo de forma passiva, sob a influência máxima do ambiente: escute músicas e canções, leia o nosso material, veja uma lição mais uma vez ou escute-a para estar entre amigos. Mas temos que ter muito cuidado na utilização deste meio de comunicação, uma vez que, juntamente com o ganho e o grande benefício que também pode trazer grandes perdas e danos se não usá-lo corretamente.

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Da 1 ª parte da Lição Diária de Cabala de 7/2/13, Escritos de Baal HaSulam

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Compreender O Presente Que Recebemos

Dr. Michael LaitmanComentário: Na Convenção no deserto nós queríamos receber essa energia que nos permitiria chegar à conexão. Eu acho que nós realmente conseguimos.

Resposta: Eu acho que a Convenção foi especial, pois alcançamos certo nível de adesão, e a Reshimo (reminiscência) dele permanece em nós, em todo o grupo e em cada um de nós individualmente.

O que ocorre na espiritualidade não desaparece, e essa Reshimo simboliza o vaso espiritual entre nós. Todos sentem isso em certa medida, mais ou menos, mas este vaso já existe. Ele já nasceu! Mas, de tal maneira que temos que fazer mais alguns esforços, a fim de esclarecê-lo, revelá-lo, e senti-lo de uma forma cada vez mais clara.

Nós devemos nos relacionar com este vaso geral como com a Shechiná (Divindade), com o lugar para a revelação do Criador. Quanto mais forte nós nos conectamos, mais alegria nós damos a Ele. Graças a nossa conexão, a conexão dos nossos desejos, nós podemos dar alegria ao Criador e assim começamos a sentir a Luz em nossos desejos, e, consequentemente, sentiremos a nossa ascensão espiritual e a revelação do Criador às criaturas.

Nós devemos ser mais sensíveis, prestar mais atenção e tratar de maneira mais sutil o sentimento geral que nasceu dentro de nós.

Nenhum de nós deve parar nem por um momento num só lugar. Tudo depende de alterar as intenções e não do número de ações. Isso significa que isso depende da nossa atitude para com a conexão e união que alcançamos.

Nós alcançamos a união e criamos um vaso. Agora, surge a pergunta: “O que fazemos com ele agora?”. Esta é a coisa mais importante: uma mudança qualitativa em nosso trabalho com ele. Este é o esclarecimento, a busca de uma solução permanente.

Você mesmo terá que pensar sobre isso. Se eu falar sobre isso agora, eu vou estar roubando seu esforço. É como trazer para uma criança uma caixa com um brinquedo Lego, afastá-la e começar a juntar os blocos de Lego sozinho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/03/12, Shamati # 35

A Integral dos Desejos

Na Cabalá, em comparação com outras ciências, não é suficiente que uma pessoa simplesmente estude e compreenda o material estudado, mesmo que faça isso de forma regular e costumeira. A singularidade da sabedoria da Cabala é que uma pessoa sente mudanças internas dentro dela.  Na verdade, ela muda as bases de seu desejo, mente e coração. Um novo desejo lhe é revelado, composto de 613 desejos e 613 pensamentos conectados e correspondentes que permitam a realização do desejado. Em geral, esses desejos e pensamentos constituem a alma da pessoa. Isso é o que os estudos revelam para nós.

Antes disso, uma pessoa só tem um ponto, o menor Reshimo (gene informativo) existente nela de fases anteriores de desenvolvimento, que vai alcançar mais tarde. Em todo o nosso trabalho, a única coisa que pode facilitar o nosso auto-desenvolvimento é atrair e aumentar a força da Luz, influenciando o ponto escondido dentro de nós ao máximo e o desenvolvendo o mais rapidamente possível.

Isso não significa que podemos simplesmente virar a torneira para que a Luz venha fluir mais rapidamente. A fim de acelerar o nosso desenvolvimento, precisamos estar preparados para mudar. [Leia mais →]

Clamar Do Vazio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos nos proteger no momento da revelação do Criador se nossas Reshimot (genes informacionais) e desejos mudam e estão sendo renovados a cada nível?

Resposta: Isso é verdade, mas não devemos ignorar o princípio inicial que indica que a única coisa que temos a fazer é trabalhar em nossos desejos e pedidos; o resultado vai vir de Cima. Não faz diferença se enfrentamos mil situações confusas. Tudo o que fazemos é preparar um desejo para cada estado.

Há total confusão a nossa volta; não conseguimos traçar conexões internas e não entendemos nada. Nós não precisamos entender: tudo o que temos a fazer é desejar. Nós não somos obrigados a compreender a situação e reunir fragmentos de toda a imagem numa só. Nossa tarefa é querer conectá-los com a ajuda da Luz que reforma. Quanto mais confusão houver, melhor.

Se nós consideramos o nosso trabalho de forma incorreta, parece que não avançamos. Ficamos cada vez mais confusos e frustrados; ao olhar para trás, nós ficamos assustados com os eventos dos últimos anos, e ao olhar para frente, não vemos sequer um lampejo de esperança. Uma vez, o Rabash me disse: “Se no momento em que você deixar a lição você não sentir um vazio maior do que no dia anterior, isso significa que a lição foi mal sucedida”.

A lição deve terminar com a sensação de que não temos nada. “O que eu faço?”. Eu clamo. Meu clamor deve ressoar.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/01/12, “Estudo das Dez Sefirot

Quando Tudo É Para O Nosso Benefício

Dr. Michael LaitmanO nosso desenvolvimento é resultado do desenrolar de uma cadeia de Reshimot (genes informativos). Cada Reshimo é um mundo inteiro. Afinal de contas, é o que me dá minha percepção do mundo. Tudo o que sinto agora é causado pela Reshimo que despertou em mim.

A cada segundo varias dezenas ou mais de Reshimot são substituídas em mim, como os quadros de um filme no carretel. Qualquer uma de suas cenas me mostra uma imagem do mundo através dos cinco sentidos, e há uma velocidade específica para cada sentido: a frequência na qual as cenas mudam é muito maior para a visão do que para a audição, a frequência para a audição excede em muito a frequência para o olfato, paladar e tato.

Assim, cada Reshimo que passa inclui um grande número de Reshimot pessoais que ilustram os detalhes da minha percepção. No final, é exatamente a Reshimo que sentimos em cada instante específico.

Pergunta: As Reshimot poderiam ser positivas e negativas. Do que isso depende?

Resposta: Depende de você, se você está pronto para a Reshimo que se revela em você agora. Afinal, ela é revelado em seus desejos. A  imagem que ela retrata é prazerosa para você ou o contrário? Você está preparado? Você aceita que o Criador é “o bom e faz o bem para o bom e para o mau”? Você já subiu acima de você mesmo? Você aceita qualquer mudança como a revelação do Alto que vem para beneficiar você?

Se for assim, você está bem, você está corrigido. Em outras palavras, você subiu acima do ego com a fé acima da razão e adquiriu a força da doação que excede a força da recepção. Nesse caso, você se alegra em tudo o que revelado a você, percebendo que tudo é para melhor.

As Reshimot se ligam a você através de uma cadeia até o fim da correção, e essa cadeia não depende do quanto você se preparou. Ela se estende devido ao seu próprio curso. As Reshimot se originam da quebra dos vasos, quando os desejos de dar e os desejos de receber foram misturados de acordo com seu tamanho, espessura, características e qualidades. Consequentemente, isso criou um conglomerado multifacetado.

No entanto, como um todo, devemos aceitar cada quadro como o novo passo no caminho, um passo que é ótimo, melhor, e o único possível.

Assim, surge a pergunta: como podemos nos preparar para essa abordagem? Para isso, nós precisamos da restrição, da tela e da Luz Refletida. Então, uma nova Reshimo cai em solo fértil, como um bebê nascido em meu desejo que já está preparado de tal forma que tudo beneficia o recém-nascido. De modo ideal, exatamente como um bebê, a Reshimo deve ser revelada num vaso que já está pronto para ela.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 14/12/11, “A Liberdade”

A Necessidade de Conectar

Pergunta: Onde é que a nossa conexão baseia-se no que diz respeito aos registros espirituais, Reshimot?

Resposta: O que eu retiro do meio ambiente é um novo desejo com o qual eu apelo para a Luz. Esse desejo é o que chamamos de “a necessidade de contato”.

Quanto mais forte o nosso laço for, mais alto nos elevamos na escala dos mundos espirituais, aproximando-se juntos, unindo, ligando com o outro, até o Infinito, onde tudo é unificado. Lá, nós nos tornamos uma só alma.

Toda a alma individual do mundo depende do grau de conexão integral que ele ou ela tem alcançado. Por exemplo, eu vejo apenas pequena parte do que me rodeia, e é isso que define a minha alma, enquanto você revela algo muito maior ao seu lado, e provavelmente me incluí também. Todos trabalham com a sua alma até que todos os desejos conectam em uma alma.

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Da 4a. parte da Lição Diária de Cabalá de 07/06/2011, Escritos do Rabash

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Não é Um Truque de Mágica, Mas Precisamente Física Espiritual

Pergunta: O que é “a Luz que Reforma”, a força milagrosa (Segula)?

Resposta: A força que eu quero atingir é a que me influencia de longe. Eu ainda não a alcancei, mas já brilha em mim de longe no grau que eu aspiro a ela.

Dentro de nós há pares de genes informacionais (Reshimot): os da Luz (Reshimo de Hitlabshut) e os do desejo(Reshimo de Aviut), com o Reshimo da Luz sempre estando num nível superior. Por exemplo, eu posso ter Reshimo 0/1 (Shoresh de Aviut e Aleph de Hitlabshut) onde Aleph de Hitlabshut é o meu próximo nível. Este Reshimo me deixa sentir algum tipo de aspiração a esse nível futuro – que eu desejo isso!

Aleph de Hitlabshut é a Luz Circundante que brilha para mim se eu despertar um desejo dentro de mim deste Reshimot do Aleph de Hitlabshut. Já tenho algum tipo de investimento (Hitlabshut) desta Luz do próximo nível! Isso porque o Reshimot da Luz é sempre um nível mais elevado do que os desejos: 0/1, 02/01, 03/02, e assim por diante. [Leia mais →]

Desejando A Luz

Pergunta: O único trabalho da pessoa durante a leitura do Livro do Zohar é atrair a Luz que Reforma. Por que, então, O Zohar descreve a estrutura e mecanismos dos mundos espirituais em tão grandes detalhes?

Resposta: Nós não podemos nos conectar a algo sobre o qual não temos nenhuma ideia. Tem que haver alguma conexão. Isso é primeiro. Segundo, quando lemos, mesmo sem muito entendimento, e nos parece que alguma parte é descrita mais claramente enquanto que outras menos, nós ainda somos penetrados com as intenções e discernimentos.
Apesar de tudo, há uma diferença se lemos o texto que entendemos parcialmente ou estudamos um texto totalmente não familiar, possivelmente em uma língua estrangeira (embora isso também seja útil uma vez que você ainda absorve a força espiritual oculta nela). Em qualquer caso, é desejável ler e tentar entender o quanto você possa, não mentalmente, mas estando perto dele emocionalmente. Eu tento senti-lo como eu sinto e imaginar como ele pode ser sentido num grau espiritual de fato.

A diferença entre esses dois conceitos me ajuda aspirar a avançar. Esse avanço pode ser ilusório, confuso, e intrincado, o que não importa. A chave é nosso esforço.
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Uma Pintura Com Manchas Brancas

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a revelação de uma Reshimo (um gene ou registro de informação)? O que exatamente é revelado para nós?

Resposta: É impossível explicar porque uma Reshimo é uma imagem completa do futuro que se revela dentro de mim. No final desta cadeia inteira de Reshimot, há a minha última Reshimo que representa o mundo da Infinito.

Agora, um desses estados que me leva a tal mundo do Infinito está sendo revelado. Ele é programado com todos os dados obrigatórios, exceto o meu esforço e a tela. Quando eu fornecê-los, esta Reshimo se realiza e se transforma em uma verdadeira imagem da realidade.

Uma vez que esta Reshimo inclui dentro de si toda a imagem da realidade, exceto o meu esforço e a minha tela anti-egoísta, o Criador, que expõe o desejo da minha participação nesta Reshimo, oculta-se nela. É como se Ele estivesse me mostrando um retrato da realidade com intervalos omitidos e não preenchidos, os quais eu tenho que completá-Lo com a minha participação.

Eu não posso realizar uma Reshimo de uma só vez; exige-se uma série de ações, várias às vezes. No final, eu devo revelar completamente o grau de equivalência e a falta de correspondência entre nós. Portanto, uma Reshimo está estruturada e se desenvolve de maneira tal que não só me leva ao término dessa imagem, mas também deve fornecer-me o que me falta.

Quando eu completo o quadro, eu adiciono tudo do Criador, até o ponto que foi inicialmente revelado em mim. Afinal, o nosso objetivo em cada nível é tornar-se equivalente ao Criador.

Eu percebo que minha Reshimo como se estivesse trabalhando e preenchendo algo dentro de mim. Assim, eu me elevo (preencho) ao nível do Criador em no mesmo nível. É um processo variado que, no final, leva-me à perfeição.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/01/11, “A Qualidade da Sabedoria Oculta – em Geral”

A Natureza dos Níveis Espirituais

No começo do nosso caminho, ao longo de milhares de anos, de acordo com o tempo do nosso mundo corpóreo, temos evoluído influenciados  pelo Reshimot (genes espirituais), que despertam em nós e nos obrigam a realizá-los.

Relativo à natureza, nós residimos em um estado considerado “este mundo” e devemos passar por esse nível. Com cada nova encarnação, um outro desejo maior, para desfrutar o despertar em nós, que é um Reshimo mais exaltado que devemos efetivar tentando cumpri-lo ao máximo.

Quando todos os genes informacionais (Reshimot), que pertencem à parte do caminho chamado “mundo” expirarem,  começarmos a experimentar um outro tipo de Reshimot. O tal primeiro Reshimot é chamado “o ponto do coração”.  Neste
momento, estamos realizando este suposto Reshimot baseado nas novas condições, um novo modelo: não de acordo com o desejo de desfrutar deste mundo, mas de acordo com o desejo de doar, que agora está despertando na humanidade. Desta forma, nós avançamos, sempre contra a nossa vontade, sob a pressão dos genes (Reshimot) despertado em nós.

Uma pessoa não pode fazer nada mais, exceto o que exige a sua alma, já que seu Reshimot são pré-programados com tudo o que irá ocorrer . Quanto a nós, somos um mero desejo, que é totalmente regido por estes genes (Reshimot), semelhante a um computador que é programado com software e dados.

Mas a natureza dos passos espirituais em nós permanecem constantes. A nossa vontade de desfrutar está dividida em 125 partes ou níveis que subimos. E até que tenhamos terminado de corrigir cada porção anterior do desejo de desfrutar, por ter feito todas as transformações necessárias em um determinado grau, é impossível avançar para o próximo.

A natureza dos degraus espirituais é uma lei rigorosa, e não há truques que nos ajudem a fugir e esconder-se ou cortar uma folga. Depende unicamente de como estamos ansiosos para conhecer as suas condições.

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Da parte 4 da Lição Diária de Caabala de 20/01/2011, “A Qualidade da Sabedoria Oculta – em Geral”
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