Textos com a Tag 'Criador'

De Suas Ações Lhe Conheceremos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot” o Baal HaSulam diz que uma pessoa pode escravizar e forçar a si mesma a manter as 612 Mitzvot. O que significa isso? Qual é a ação que ele fala?

Resposta: Depois que a pessoa revela seus 612 desejos em todos os 125 níveis de seu desejo, em todas as formas e incorporações, ela tenta trabalhar neles com a intenção de doar. Este esforço reside em pedir uma Masach (tela), que ela recebe e com a qual tenta doar. Então, a pessoa preenche todos os desejos dos outros que são revelados a ela.

Graças a esta correção, ela atinge o 613º desejo, o desejo final de amar, que é a incorporação de todos os outros desejos. O desejo geral e abrangente é revelado à pessoa, não como um dos 613, mas como a combinação de todos eles, o vaso espiritual completo, um desejo totalmente novo e desconhecido que não pode ser alcançado de outra forma. Nele a pessoa descobre o Criador.

Ela vê o grande vaso, que ela preencheu quando agiu com a intenção de doar e que ela tratou como o Criador. Então, de repente, a pessoa entende o Criador, não suas ações, mas o próprio Criador. Porque está escrito: “De Suas ações Lhe Conheceremos”. Agora, a pessoa compreende não só a bondade com a qual o Criador preenche todos nós, mas o próprio Criador.

Nós não sabemos o que é isso. Não é sobre a atitude do Criador para conosco, mas o próprio Criador, em sua forma pura, sem levar em conta nós. Eu alcancei uma equivalência de forma com Ele. Agora, eu vejo o que significa doar, e com estas ações alcanço o estado Dele, eu atinjo a metade superior de Keter.

Isto é o que o Criador quer de sua criatura. Toda a criação existe para este pico lá em cima. Aqui é onde eu alcanço o Criador desconectado da criação.

Da 4ª parte da Lição Diária da Cabalá 30/01/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Seja Tão Teimoso Quanto Uma Criança

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu sinto que o Criador está constantemente me presenteando com diferentes oportunidades, mas eu não uso nenhuma deles. O que eu devo fazer?

Resposta: O mais importante é não desistir. Sempre tente fazer algo a fim de se certificar de que você não pode. A única coisa que depende de mim é tentar fazer algo, mas o resultado final não depende de mim. Por sua vez, o Criador me mostra que eu falhei. Então, eu tento de novo e mais uma vez eu falho. Mas isso não me incomoda; como uma criança persistente eu continuo tentando. Uma criança pode tentar mil vezes fazer algo que ela não pode e não vai desistir. Aprenda a agir com uma criança. A única diferença é que as ações de uma criança são impulsionadas pela natureza, enquanto que nós temos que aplicar nosso próprio esforço.

A minha única preocupação deve ser garantir que eu faço tudo que posso nas circunstâncias recebidas. Isso é chamado ser escravo do Criador: eu não peço nada em troca, exceto a oportunidade de fazer algo. Este é o mínimo estado espiritual. Se você atingir este estado, ele será o início de sua vida espiritual, o estado de pequenez (Katnut). Se você faz algo e espera a recompensa, você claramente se desvia do caminho correto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/01/12, Shamati # 175

Como Chegar Até O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa canalizar o seu pedido “através do grupo”, através da união?

Resposta: “Através do grupo” significa que eu canalizei meu desejo através do sistema integral. E se ele for capaz de se tornar semelhante a este sistema integral, este é um sinal de que meu desejo é semelhante ao desejo do Criador. Porque está escrito: “Torne o seu desejo como o Dele”.

Se eu não posso fazer isso, eu ainda me dirijo a Ele através do grupo e peço a força de correção. Mas isso não significa que eu canalizei meu desejo através do grupo ao Criador para que Ele me respondesse e me preenchesse com Sua força de doação para que eu pudesse doar na prática.

Pelo contrário, eu me volto ao grupo e vejo o quanto eu odeio os outros, não quero estar com eles, sou rejeitado por eles ou os rejeito. Então, nesses discernimentos, nas lutas e colisões com todos, exatamente todos esses estados corrompidos é que eu elevo para cima e peço: “Corrija-os! Estou esperando! Eu quero unir-me com os outros!”. Então essa é uma oração maravilhosa.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/01/12, O Zohar

Decida Quem Lhe Governará

Dr. Michael LaitmanNós temos que passar por um longo processo de esclarecimento. Desde o início da criação até a sua conclusão, tudo o que fazemos é esclarecer como podemos estar satisfeitos em relação à força de doação, a fonte, o Criador.

Nós passamos por alguns dos nossos esclarecimentos inconscientemente, sem nossas sensações e compreensão, como uma preparação para os estados que se seguirão e que exigirão a nossa compreensão e sentimentos. O mesmo ocorre com a forma como uma criança pequena cresce ou qualquer outro desenvolvimento acontece. Você tem que passar por várias etapas e todos os tipos de cálculos, e permanecer neles por algum tempo até começar a sentir que há um novo nível de sensibilidade, compreensão e esclarecimento, e você ascende ao próximo nível.

Mais tarde, a novidade do novo passo é como que apagada e escapasse de nossa memória: a gente se acostuma com isso e, como nós sabemos, um hábito entorpece o sabor. Uma e outra vez, inconscientemente, nós tentamos romper e avançar tanto quanto podemos, até novas sensações surgirem e chegarmos a novas conclusões.

O maior discernimento é quem governará sobre nós: o Criador ou o Faraó, o bastão ou a serpente? Obviamente, à primeira vista cada um de nós está pronto para subir ao outro nível da natureza, o nível de doação. Mas como é que chegamos lá?

É aí que ocorre a luta entre o Faraó e Moisés (ou Aarão) dentro do ser humano. Ela ocorre dentro da pessoa. A disputa é: por quem eu luto? Quando me dizem que não importa quão difícil uma pessoa tenta isso não vai ajudar, por que eu deveria me preocupar em tentar?

Por outro lado, diz-se “Ninguém pode me ajudar a não ser eu mesmo” e “eu trabalhei e encontrei!”. O problema é que a pessoa é incapaz de perceber que as alterações devem ser de natureza interna e ocorrer dentro de si. Apenas devido às mudanças internas é que a pessoa se permite fazer uma nova rodada de cálculos.

Qualquer mudança depende totalmente da misericórdia de Cima: ela ocorrerá ou não. Mas nós ainda temos que continuar trabalhando, e nosso trabalho é encontrar misericórdia aos olhos do Criador, que nos deu esse apoio.

Na verdade, isso realmente prova a frase: “Eu trabalhei e encontrei!”, ou seja, o nosso pedido não é um pedido por si só, mas sim um teste da intensidade do nosso trabalho que é dividido meio a meio. Uma parte é preenchida por nós, o que faz com que a Luz, a outra metade, venha de Cima e faça a correção.

O bastão não deve ser lançado ao chão, porque ele vai se transformar na serpente, o que significa que não devemos desistir do nosso conhecimento, pelo contrário, temos que segurá-lo no alto. “A fé acima da razão” significa o trabalho que realizamos com o nosso intelecto com o melhor de nossa capacidade, deixando a Luz se manifestar e nos corrigir.

Da 1a parte da  Lição Diária de Cabalá 19/01/12, Shamati #59

Bom E Benevolente

Dr. Michael LaitmanNós só podemos ver o Criador como bom e benevolente através do ambiente. Sem o grupo você simplesmente se torna como certo tipo de boneco ou ídolo que não tem nada a ver com a realidade. Na verdade, “bom e benevolente” é a força que enche a rede de conexões mútuas entre nós. Ela não existe em nenhum outro lugar.

“Criador” (Boreh) significa “venha e veja” (“Bo – Reh”), onde eu deveria alcançar a rede corrigida entre nós. Lá nós descobrimos as luzes de NRNHY e sua generalização chamada de Criador.

Assim, a força que enche nossas relações mútuas corrigidas é revelada como boa e benevolente.

Pergunta: Em nossas convenções, sob a forte influência do ambiente, parece que estamos sentindo o bom e benevolente, mas não chegamos a revelação.

Resposta: Para chegar a revelação precisamos de um vaso completo. Nós tentamos descobrir o atributo de doação, de modo que ele estará de certo modo acima de nós. Este estado não tem que ser perfeito, mas deve ser estável. Nós realmente precisamos querer que isso aconteça. Nesse meio tempo, sentimos falta da pressão, do sentimento de necessidade.

Também poderia ser que quando nos reunimos e nos conectamos, nós apreciamos isso e isso retira o sabor da qualidade. Você come, dança, abraça os amigos, se sente bem e pode ser que não deixe nenhum espaço para uma pergunta, para uma demanda. Mas a alegria e a demanda devem caminhar de mãos dadas. Tudo depende da preparação.

Pergunta: Então, o que é realmente o “bom e benevolente”?

Resposta: É quando eu descubro nos vasos de recepção e nos vasos de doação que o Criador criou tudo em Sua honra. Então, eu posso receber todo o bem e desfrutá-lo, e tudo que nós queremos é dar prazer a Ele.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/01/12, “O Estudo das Dez Sefirot

Eu Quero A revelação do Criador?

A pessoa passa por fases de ocultação e revelação em seu caminho espiritual. No entanto, a ocultação não é uma coisa fácil. Quem está realmente escondido? Para onde Ele desapareceu e onde Ele está? Afinal, a ocultação é parte da revelação.

Se eu sentir que alguém está escondido, isso significa que eu o conheço, sei quem ele é e como ele deve ser revelado. Neste caso já temos alguma coisa para falar a respeito da ocultação: afinal, eu já tenho um entendimento, uma realização, um certo sentimento, mas eles são opostos a revelação.

Assim como pode ser atingido? Primeiro, eu tenho que entender que no momento estou separado em um estado de inconsciência. Então provavelmente eu tenho que sentir que algo está escondido de mim. Este já é um passo a frente. Então eu passo de uma ocultação dupla para uma ocultação única, seguida da revelação parcial e completa revelação.

Então, como faço para passar por todas essas fases? Tudo depende de como o Criador é revelado a mim. A questão é: Como posso apressar Sua revelação?

Ele quer ser revelado diante do ser criado, e também nós, no momento, parecemos querer revelá-Lo. Mas então descobrimos que nós realmente não queremos isso, porque para revelar o Criador é necessário revelar o atributo de doação que governa o mundo, e tornar-se aquele que totalmente doa. Isso significa que eu fico restrito, eu me perco e esqueço totalmente sobre mim mesmo. Meu “eu” deixa de existir. Eu não posso nem pensar sobre isso. Então, eu quero a revelação do Criador?

Aqui começamos a entender que não é assim tão simples, ela envolve coisas muito sérias, e elas estão todas escondidas dentro de uma pessoa. De acordo com a nossa natureza, nós odiamos a revelação do Criador. Afinal, está em contraste com os prazeres egoístas que nós queremos. Sua revelação gradual é retratada como algo terrível para mim: É como se eu governsse o mundo inteiro e, de repente, um monstro começa a cortar pedaços dele, uma peça atrás da outra, até que não haja mais nada e ele também me engole. Além do mais, eu tenho que concordar com isso, querer isso, e olhar para ele e implorar para ele diretamente.

Assim, vemos que a cadeia destes eventos não é revelada a nós  Temos que passar por um processo de preparação que não é simples. Primeiro eu gosto de revelações, que podem ser agradáveis ​​ou desagradáveis ​​para o meu egoísmo. Então eu tenho que adquirir uma sensação que está acima de egoísmo, e então eu vejo a imagem oposta, de que eu não estou mais sendo guiado por sentimentos de amargo e doce, mas pelos critérios de verdade e falso.

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Da terceira parte da Lição Diária de Cabala  19/1/12,”O Estudo das Dez Sefirot”

Material Relacionado:
Descubra A Bondade Do Criador, Não Seus Presentes

 

Tudo Se Resume Ao Conversor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando falamos sobre o mal, o que exatamente queremos dizer com o termo “mal?”.

Resposta: Eu descubro o Criador como a fonte do mal e, ao mesmo tempo, entendo que o vejo dessa forma por causa de minhas qualidades más. Então, eu entendo que tudo depende exatamente dos meus atributos.

Há três coisas diante de mim: o Criador, meu mal e o desejo. Eu posso pensar no Criador como o bom e benevolente? Afinal de contas, eu me sinto mal e vejo problemas e escuridão. Eu ainda determino que o bem está Acima e o mal está dentro de mim. A razão é que no meio há algo que converte o bem em mal.

Eu sinto em meus ossos que é isso que acontece. Eu sou feito desses três discernimentos, e eles estão no meu sentimento e na minha compreensão. Tal estado é chamado de “ocultação dupla”. Na espiritualidade é o nível mais distante do Criador, e tudo antes dele pertence ao nível bestial.

É importante lembrar que essas coisas já existem em mim: eu sinto o Criador como bom e benevolente, eu sinto o meu próprio mal e não consigo me livrar desse sentimento, e também entendo o fato de que eu corrompo a boa atitude do Criador quando eu a sinto como mal. Se eu anular esse mecanismo de converter o bem em mal, se o corrigir, eu certamente sentirei a bondade.

Então, surge uma pergunta. Qual é o objetivo: sentir-se bem ou não amaldiçoar o Criador? A partir daqui começa o esclarecimento: por que eu estava recebendo o sentimento mal? O que devo fazer com ele? Se eu anulá-lo, vou negar a mim mesmo a opção de ser corrigido. É por ser oposto à bondade do Criador que eu posso alcançar a Sua boa atitude para não amaldiçoá-Lo.

Isso significa que eu uso o mal no caminho para a bondade. Isso significa que agora, quando eu me sinto mal, na verdade é a meu favor, e isso é realmente o que é bom para mim? Então, o que estou corrigindo?

Pergunta: No final, eu entendo que não corrijo nada, e o principal, que eu estou muito longe de qualquer correção.

Resposta: É verdade, você se descobre mais e mais, e isso é muito bom. Isso já é um avanço.

Pergunta: Mas, ao mesmo tempo eu descubro que não tenho poder para mudar nada.

Resposta: Esta é a verdade, isso já é uma revelação: você revela que não pode corrigir nada, que você é todo mal e que você é um “trapo”. E isso é ótimo. Será que você desejaria sentir que era um herói?

Você descobre a verdade graças à Luz superior e você deve ser grato por isso. É assim que a adição da Luz revela o mal em você. Então, você vai para o grupo a fim de receber o poder de descobrir o seu mal mais qualitativamente do que antes. Primeiro você se sentiu mal, culpou o Criador e quis se livrar deste sentimento. Depois, você adquire a mente do grupo e percebe que não deve se livrar do mal, mas sim que ele deve ser transformado em bem.

Você entende que para isso você precisa mudar sua atitude e não o sentimento. Acontece que você tem que trabalhar em sua atitude para com aquele que parece estar a enviar-lhe o mal.

Então você dirige seus esforços para o “conversor”. Você trabalha com a intenção e os sentimentos mudam por si mesmos.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 17/01/12, “O Estudo das Dez Sefirot

Descubra A Bondade Do Criador, Não Seus Presentes

Dr. Michael LaitmanO Criador não se esconde de nós, mas sim, é o nosso ego que se esconde Dele. Nossa natureza oposta é que nos separa Dele. Então, como podemos tomar a forma do Criador? Como podemos alcançá-Lo de acordo com a lei de equivalência de forma? Como podemos descobri-Lo e descobrir que Ele está em nós?

Para isso, temos que executar determinadas ações. Quem realiza essas ações, nós ou Ele? Há provavelmente uma necessidade de cooperação aqui. Não podemos avançar sem a Luz superior. Ao nos “balançar”, Ele exige a nossa cooperação, que é chamada de “livre-arbítrio”. Esta cooperação é todo o nosso trabalho. Não há restrições aqui. Está aberto a todos e é implementado pelo estudo correto dos livros Cabalísticos.

Estas fontes podem ser o “elixir da vida” ou a “poção da morte”. Tudo depende de nossa abordagem.

• Se eu tenho a intenção de descobrir a minha inclinação ao mal e corrigi-la, eu posso ter sucesso, e a sabedoria da Cabalá será o “elixir da vida” para mim. Eu vou descobrir a “morte”, o meu ego, dentro de mim e vou querer corrigi-lo para vir à vida.
• Mas se eu estudo para atingir realizações egoístas, se estou buscando conhecimento, poder, respeito, controle, etc, então o estudo apenas reforça o egoísmo em mim e meu sucesso é oposto à doação e eu não estou sequer ciente disso. Tal estudo torna-se a “poção da morte”.

Assim, nós passamos por fases de ocultação do Criador. A ocultação é dividida em ocultação simples e dupla; a primeira revelação nos revela a governança como recompensa e punição e, depois, a revelação da Sua Providência eterna.

Na verdade tudo depende dos meus desejos, dos meus vasos. Com relação ao Criador, não há restrições. Ele não se esconde e não está oculto. São meus desejos, meus vasos, que O escondem, e se eu trabalho com eles corretamente, eles são gradualmente corrigidos, e de acordo com a sua correção, eu descubro o Criador. De uma forma ou de outra, eu sou aquele que O esconde de mim mesmo.

Em nosso mundo, nós também descobrimos muitos fenômenos que não notamos a princípio: diferentes tipos de alimentos, diferentes tipos de arte e cultura e diferentes tipos de animais. Estas coisas estavam lá o tempo todo, mas não para nós.

Com o tempo nós percebemos mais, graças ao nosso desenvolvimento emocional e intelectual sob a influência do ambiente, o que eleva a importância das coisas aos nossos olhos, evoca em nós a paixão, ambição e vaidade, e nos obriga a prestar atenção às coisas que eram totalmente sem importância para nós antes. Todo mundo diz que é importante; eu sou impressionado e entro nos desejos de outra pessoa. Isso é suficiente para eu me importar: eu descubro novos desejos, novos vasos, e saio da ocultação em relação a determinado fenômeno.

O mesmo ocorre quando se trata da sabedoria da Cabalá e do Criador. É o mesmo princípio aqui também: eu sou um egoísta e não me importo com nada, exceto minhas solicitações “bestiais” cotidianas. Então, se eu quiser algo mais sublime, eu tenho que entrar no ambiente certo que me estimule e me guie em direção a coisas maiores.

Portanto, tudo depende da correção dos meus desejos. Inicialmente, o fenômeno não existe para mim e está em ocultação completa. Então, eu começo a descobrir certo desejo, um anseio por ele, e depois a ocultação fica mais fraca, até que eu descubro algo novo.

No caminho espiritual eu olho para o Criador, mas não como uma fonte de prazeres; eu quero descobrir Sua atitude para comigo, porque Ele quer revelar que Ele é o bom e benevolente. A questão não está naquilo que eu recebo Dele, mas o que importa para Ele é que eu descobra sua atitude para comigo, para que eu possa ver a Sua bondade absoluta, ser impressionado por ela, e ser preenchido por esta atitude. Assim, Ele me “compra”.

Assim, todas as quatro fases de ocultação e revelação referem-se, na verdade, à boa e imutável atitude do Criador, que eu gradualmente revelarei de acordo com meus desejos. Quando eu descobro a boa atitude por parte Dele, eu vejo que ela já existia antes, só que eu não a sentia e compreendia por causa da minha corrupção.

Portanto, agora também, quando eu não vejo a bondade do Criador em tudo, eu tenho que avaliar a ocultação: mesmo se eu não prestar atenção em Sua bondade em certas coisas, pode ser que Ele esteja lá também. Talvez seja minha culpa que eu não veja a Sua bondade?

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/01/12, “O Estudo das Dez Sefirot

Nós Não O Entendemos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“: Na verdade, você deve saber que a razão da nossa grande distância do Criador… é por uma única razão, que se tornou a fonte de todo o tormento e sofrimento que sofremos, e por todos os pecados e erros que fracassamos…. Certamente, removendo esse motivo, estaremos imediatamente livres de qualquer tristeza e dor… E eu vos digo que a razão preliminar não é outra senão a “falta de compreensão em Sua providência sobre Suas criações”, que nós não O compreendemos corretamente.

Assim, nosso único problema é que nós não entendemos a liderança, Sua Providência. Então vamos entender!

Mas não, nós não queremos isso. Portanto, a coisa mais importante para nós é descobrir Sua Providência, descobrir a maneira como Ele nos trata, a conexão com Ele. Afinal, esta conexão tem uma forma, uma fórmula e um formato que nos permite localizá-Lo.

Trata-se da linha entre nós e a Luz de Ein Sof. A “Luz de Ein Sof ” é a atitude do Criador em relação a nós, que está acima de todos os círculos. Em outros mundos, é a linha que passa por todos os círculos até o ponto central.

Nós não podemos alcançar o Criador por nós mesmos, mas através dessa linha podemos construir, descobrir Sua atitude em relação a nós, e assim subirmos na escada espiritual. Finalmente, quando passamos por todos os níveis e atingimos o Gmar Tikkun (o fim da correção), preenchemos todo o nosso desejo com a Luz em todos os círculos. Este será o sinal de que depois de termos corrigido nossos desejos, sentiremos o Criador e O compreenderemos. Afinal de contas, nós revelamos apenas Ele.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 16/01/12, “O Estudo das Dez Sefirot

Sinais Do Trabalho Do Criador Em Mim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quais são os sinais da obra do Criador em mim?

Resposta: É uma sensação de pressão, como se você fosse um pedaço de massa ou argila e um escultor estivesse trabalhando com ele, colocando constantemente pressão sobre ele em todas as direções. Como resultado disto, você sente que precisa agir, pensar e querer de uma forma diferente do que você faz agora. Ele está trabalhando em você como se fosse verdadeiramente com Suas mãos, e você sente a pressão sobre seus pensamentos, desejos, modos de pensar e atitudes.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/01/12, Escritos do Rabash