Textos com a Tag 'Criador'

Uma Oportunidade De Revelar O Criador

laitman_221Pergunta: Ao encontrar obstáculos que causam sofrimento ao longo do caminho, como aplicamos o conhecimento de que não há outro além Dele?

Resposta: Isso, em geral, consiste na revelação do Criador. Quando percebemos todas as manifestações em nossa vida como negativas, não podemos imaginar como a vida pode ser percebida como uma manifestação do Criador.

Aqui a pessoa tem a oportunidade direta de começar a identificar o Criador como agindo corretamente, com bondade, direcionando a pessoa com Suas influências negativas até o objetivo.

E o objetivo é que percebamos todas as ações no mundo como “não há outro além Dele” e, assim, gradualmente descobrimos o Criador como o bom que faz o bem. De uma maneira exata, todas as influências negativas que sentimos nos impulsionam da maneira mais curta possível à Sua revelação.

Procedendo a partir delas, tente ser direcionado para “não há outro além Dele”, que é Ele quem as dá a você, por quê, por que exatamente os sentimentos negativos, por que você precisa se elevar acima deles, o que isso lhe dá, e a que distância você se separa do seu ego e, precisamente, subindo acima dele, se aproxima do Criador? Tente agir dessa maneira. Estas são as melhores condições.

Dizem: a quem o Criador ama, Ele envia condições problemáticas. Mas isso não é como apresentado nas religiões, mas para revelar o Criador como bom nesses estados, como nos guiando corretamente.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 01/12/19

Alcançar O Criador No Centro Do Grupo

laitman_938.04Pergunta: No nosso caminho, devemos passar por momentos de ódio. Se o ódio não é revelado, é sinal de que não estamos avançando?

Resposta: Não devemos esperar sentimentos negativos. Se não os temos, que assim seja. Nós apenas precisamos nos mover em direção ao centro do grupo e procurar persistentemente o Criador nele.

Nosso trabalho é muito simples. Como Baal HaSulam escreve no artigo “Arvut” (Garantia Mútua), o Criador leva uma pessoa ao grupo, coloca sua mão no caminho certo e diz “Siga-o”.

Agora, no grupo, precisamos apenas aumentar a influência do ambiente sobre nós, até alcançarmos o Criador no centro do grupo. É isso aí! Não há mais nada!

Veremos que o mundo ao nosso redor é tudo ficção. Tudo isso é o mundo ilusório (Olam ha Medume). Existe apenas a dezena e o Criador dentro da dezena. Eu quero que vocês saiam da Convenção com esse pensamento, com essa verdade.

Da Convenção Mundial de Cabalá na Moldávia, 08/09/19, “Juntando Todos Os Estados Em Direção Ao Criador”, Lição 7

O Propósito do Grupo Cabalístico, Parte 1

laitman_962.5Todo mundo tem seu próprio caminho em direção ao Criador

Pergunta: Ao longo da história, alguns Cabalistas atingiram a realização espiritual sem professores. Houve aqueles que alcançaram o Criador sem as fontes e até aqueles que o fizeram sem o grupo. Como alguém pode alcançar a meta sem esses fatores?

Resposta: Depende da meta, do estado e do momento.

Observação: O objetivo daqueles que estudam Cabalá é revelar o Criador.

Meu Comentário: Mesmo isso pode ser bem diferente. Assim como em nosso mundo, podemos ser educados em diferentes níveis, em vários aspectos: em profundidade ou largura, etc.

O fato é que todas as almas são diferentes, de várias partes, ou seja, diferentes partes da alma comum. Assim, ao longo de 20 gerações, de Adão a Abraão, havia almas que não precisavam da Cabalá porque tinham uma inclinação interior natural para a realização.

Pergunta: Assim como hoje, existem pessoas naturalmente incorporadas com a capacidade de curar pessoas?

Resposta: Exatamente. Elas não sabem de onde tiram. Há pessoas que, pelo contrário, alcançam isso com conhecimento e compreensão, através de professores, de pequenos grupos de pessoas. Todo mundo tem seu próprio caminho em direção ao Criador; não há nada que possa ser dito sobre isso.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 06/03/19

O Método De Correção, Parte 8

laitman_933Quando Um Amigo Está Sempre Diante De Seus Olhos

Baal HaSulam, “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”: Afinal, uma pessoa certamente se ama com todo o coração, alma e força, mas, no que diz respeito ao Criador, ela pode se enganar; e com seu amigo, ela sempre se espalha diante de seus olhos.

A lei da correção de se relacionar com um amigo é ainda mais importante do que se relacionar com o Criador, porque é assim que a pessoa pode se aproximar dele. Não consigo imaginar o Criador, mas um amigo está constantemente à minha frente e posso verificar claramente como me relaciono com ele.

Observação: Baal HaSulam escreve que o método de correção da percepção egocêntrica do mundo, com as preocupações de autossatisfação e preenchimento, foi dado a toda a nação, que era um conjunto de representantes das diferentes nações da Babilônia.

Meu Comentário: Eles receberam a condição de que todos tinham que aceitar o princípio de “amar o próximo como a si mesmo” como um meio de alcançar a adesão ao Criador.

Naquela época, a antiga Babilônia estava passando por um declínio, que é chamado de “torre babilônica”. O egoísmo subitamente subira, o ódio entre si irrompeu, e as pessoas tornaram-se incapazes de coexistir pacificamente entre si, o que levou à destruição do império babilônio. O mesmo aconteceu durante o tempo do rabino Akiva no momento da destruição do Templo.

Pergunta: Nós recebemos o amor próprio para que percebêssemos com que finalidade devemos amar um amigo, cuidar dele?

Resposta: Claro. Somente pelo oposto você pode entender.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 07/02/19

O Método De Correção, Parte 5

laitman_207Por Que O Criador Não Nos Levou À Existência Corrigida?

Pergunta: No artigo “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”, Baal HaSulam escreve que uma pessoa precisa executar apenas uma ação prática, uma correção com relação às pessoas à sua volta, que a levará a se fundir com um poder superior.

Surge então a pergunta: o Criador ou a natureza não poderia nos criar já corrigidos desde o início sem se preocupar com todas essas ações?

Resposta: Então não sentiríamos onde estamos. Nós, como seres criados, sentimos a nós mesmos apenas em dois estados opostos: escuridão-luz, bem-mal, doce-amargo, etc. Não podemos sentir apenas um deles. Isso não existe na natureza. Portanto, somos obrigados, por um lado, a absorver todas as propriedades negativas e, por outro lado, todas as positivas, e a resolver esse problema sistêmico entre elas.

Pergunta: Isto é, o Criador não pode nos criar já corrigidos. Isso significa que há algo que Ele não pode fazer?

Resposta: Vamos aceitar isso por enquanto, e assim entenderemos a razão pela qual Ele fez isso. Talvez não esteja claro agora por que Ele não poderia nos criar de maneira diferente, não porque Ele não fosse capaz, mas porque, caso contrário, seríamos insensíveis. Sentir apenas um estado significa não sentir nada. Tudo é percebido apenas em contraste, apenas em comparação.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 07/02/19

Somente Com A Ajuda De Cima

laitman_962.6Cada uma das dez pessoas na dezena dirá algo diferente. Chegar a uma oração comum só é possível com a ajuda de cima. Mas a ajuda de cima não virá até que peçamos. O que nos impede de pedir? Todos nós temos um obstáculo: nosso coração de pedra não quer sentir nenhum outro; é incapaz e despreparado para isso. A razão é o próprio Criador, que fica entre nós e desaprova nossa unidade até que peçamos adequadamente.

É Ele quem interfere conosco porque criou a inclinação ao mal. Portanto, precisamos implorar, gritar e orar para que, “Meus filhos me derrotem”, seja cumprido. Já estamos bem nesse limiar; precisamos apenas dar um golpe comum para convencer o Criador. Ele quer isso e espera, mas Ele nos tolera e nos restringe, sofrendo mais do que nós.

É necessário refletir sobre esse ataque, como se durante a guerra, mobilizar todos os meios e forças para esse pedido, chorar, pedir e incomodar constantemente o Criador, sem deixar de sentir que é Ele quem está no nosso caminho e nos impede. Deixe-nos. Vocês devem pensar nisso juntos 24 horas por dia. Suponha que não nos sintamos, mas podemos sentir esse ponto em comum por nós: o Criador, que interfere em nossa união. E tudo é alcançado apenas através da conexão – o começo da alma está lá.

Isso é chamado de “romper o Machsom“. O Criador fica na fronteira do mundo espiritual, e precisamos convencê-Lo a nos deixar entrar. Ele não é nosso inimigo, mas apenas insiste nesta condição: conexão, unidade e suporte mútuos. É necessário investir todo o nosso tempo nesse esforço, avançando em direção à resposta, batendo constantemente em um ponto. 1

Ninguém está pronto para este trabalho, e quanto maior a pessoa, maior é o seu ego. Mas, apesar de sua decepção, você precisa se ajudar e se levantar novamente. Não devemos pensar em nossos fracassos, mas em como despertar o coração de nossos amigos. Então, não haverá problemas. Se eu cuidar de amigos doentes, esquecerei minha própria doença, como uma mãe cuidando de um bebê doente. Então, vou me recuperar rapidamente. 2

O Criador não ouve uma pessoa, mas pelo menos duas, e mesmo assim, apenas sob condições especiais. Mas ele certamente ouvirá a dezena se ela se dirigir a Ele como uma pessoa. No mundo espiritual, uma única unidade é dez unidos como um. 3

Todos nós falamos palavras diferentes, mesmo em idiomas diferentes, mas a essência do nosso pedido é a mesma: pedimos ao Criador uma coisa: conexão. Antes de tudo, queremos nos conectar e, a partir de nossa unidade, já entenderemos o que precisamos. O que queremos? Queremos uma conexão ainda maior e mais forte. E assim é cada vez, mais e mais, nada além disso. Tudo isso deve ser feito pelo Criador: “Aquele que faz as pazes do alto fará as pazes sobre nós e sobre todo o Israel”.

Virar-se para o Criador significa imaginar que você está sob uma esfera que o cobre e determina tudo. Então, eu me volto a esse desejo, ao poder dessa esfera que organiza e controla toda a nossa vida, até os mínimos detalhes finais, a menor molécula do meu corpo. Peço a essa força que alinhe minha vida a essa esfera, a fim de existir em harmonia com ela. 5

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/12/19, Escirto do Rabash, “O Que Procurar na Assembleia de Amigos”

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Todos Devem Aderir Ao Movimento Em Direção Ao Criador

laitman_962.6O universo inteiro é como círculos concêntricos, começando pelo mais interno, no qual existem pessoas que receberam um despertar para a adesão ao Criador. Elas entendem que é necessário conectar-se entre si, porque somente dentro do desejo comum, dentro de nossa conexão, o Criador pode ser revelado; portanto, tudo é construído na conexão.

Primeiro, pessoas com o “ponto no coração” chegam a essa conexão, pessoas ansiando pela revelação da força superior que se manifesta na conexão. Depois, existem muitos outros círculos externos, camadas. Nosso grupo está no centro; recebeu um grande presente do alto: o desejo de se aproximar do Criador. É nossa responsabilidade realizar esta ação e aproximar os outros círculos Dele.

O círculo mais interno deve se corrigir anulando seu egoísmo; os outros círculos não precisam mudar sua natureza. Tudo depende do círculo mais interno, dele sentir sua obrigação de cumprir seu papel, o desejo que lhe é dado para o propósito da criação. Somente ele recebeu esse desejo, não os outros, e, portanto, é obrigado a cumprir sua missão.

Não podemos fazer reclamações contra outras pessoas, outros círculos, porque cada círculo age de acordo com o desejo despertado nele. Portanto, somos obrigados a realizar nosso desejo interior de alcançar o Criador, bem como ajudar os círculos mais externos que não têm essa deficiência e vinculá-los ao objetivo de toda a criação.

Esses dois movimentos, um dirigido para dentro e outro para fora, devem ser realizados nas duas próximas Convenções: a Convenção no deserto e a grande Convenção em Tel Aviv. Essas duas ações dependem uma da outra, porque nossa conexão deve ser construída com o objetivo de conectar toda a humanidade ao Criador.

Portanto, trabalhar na conexão interna é apenas uma preparação, da qual saímos para nos conectar com o mundo inteiro, com todas as pessoas. Não procuramos infectá-las com nosso desejo. Simplesmente queremos mostrar a todos os círculos em Israel e no mundo como agimos e despertá-los um pouco. Cada círculo agirá de acordo com o desejo que desperta nele.

Não importa que esse desejo tenha como objetivo indireto a adesão ao Criador e a obtenção de equivalência de forma com Ele. No entanto, o Criador desperta uma crise no mundo, que é sentida de maneira diferente por cada círculo. Nossa tarefa é explicar a todos os círculos como é possível superar a crise global geral de acordo com o desejo pessoal especial que desperta em cada círculo. 1

Cada pessoa, até certo ponto, deve pertencer ao movimento geral em direção ao Criador, e não apenas àquelas que estão estudando a sabedoria da Cabalá de acordo com seu desejo interior. Basta que as pessoas que não têm esse desejo interior sintam a crise e percebam que ela é causada pela falta de conexão entre nós e a força superior. Essa conscientização já é suficiente para incluí-las no processo geral.

Cada círculo é obrigado, na medida do seu desejo, a participar da conexão de toda a humanidade e sua conexão com a força superior. A tarefa de todo e qualquer círculo é realizar seu desejo natural na vida e apontá-lo para a conexão com outros círculos e a força superior que controla todos.

O círculo interno executa essa tarefa na intenção, o círculo externo em ação, cada um de acordo com seu desejo. Mesmo aqueles que protestam e resistem também participam de todo o processo, realizando certo trabalho, sem o qual é impossível alcançar a meta. Afinal, por sua resistência, eles ajudam a determinar com precisão a direção do alvo. 2

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 12/12/19, Escritos de Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar

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Sintonizar-se Com A Transmissão Do Criador Através Da Dezena

laitman_260.01Nosso Kli quebrado está gradualmente se movendo em direção ao centro da nossa conexão, que começa a parecer o centro do universo, de todos os mundos, de todo o sistema de Adam HaRishon, em direção ao novo local onde o vaso corrigido encontra a luz. Quanto mais pensamos sobre isso, mais desenvolvemos nossa sensibilidade. Não há nada em nosso mundo que não se possa sentir; tudo depende de nossos esforços investidos, nossa atitude, nosso desejo.

Devemos lutar por esse ponto de conexão com todos os nossos desejos. Tanto a inclinação ao bem quanto a inclinação ao mal acompanham uma pessoa até o ponto de encontro em que nos reunimos e revelamos o Criador. Para conseguir isso, cada pessoa precisa abandonar o seu “eu” e passar da borda externa do vaso comum em direção ao centro do grupo.

Se todos pensarmos juntos sobre o único ponto central, ou seja, o Criador, e avançarmos em direção a Ele, todos deixarão de pensar em si mesmos e se perderão como se não existissem. Devido ao aumento do foco nesse pensamento e à aspiração ao centro, permanecemos com uma única preocupação pela existência de um sistema comum, por sua vitalidade e revelação, e as preocupações pessoais desaparecem. Assim, chegamos gradualmente à autorrestrição e à unidade comum, que cria um lugar para o Criador ser revelado para agradá-Lo.

Dia após dia, essa imagem deve se tornar mais clara em nossos sentimentos e mentes, em nossa visão interior, para que possamos entender e sentir que ela realmente existe. Nós revelamos este estado que existe, este mundo superior, do nada. 1

Tudo o que aconteceu tinha que acontecer. Tudo o que vai acontecer já existe. A única coisa que devo fazer é decidir como passar de uma cena para outra aplicando esforços e a devoção da minha alma. Eu acrescento apenas a minha atitude – restrição, tela e luz refletida – e revelo um estado já existente. 2

Tudo já está perfeito; você só precisa corrigir sua atitude para ver que o mundo inteiro é um mundo do infinito absolutamente perfeito. Mas não sentimos isso, não vivemos nele; portanto, precisamos mudar todos os nossos sentidos para nos sentirmos no mundo do infinito.

Para fazer isso, recebemos a dezena para mirar na direção certa, nos calibrar, focar nossa visão e percepção, nos sentir na eternidade, em novos e verdadeiros valores. Malchut do mundo do infinito é o lugar onde todos nos unimos e nos fundimos com o Criador. O Criador é um e a criação também deve ser uma como o Criador. Tudo o que revelamos é a unicidade do Criador.

Portanto, o Criador nos quebrou, dando-nos a oportunidade de buscar essa unidade em diferentes estados, em prós e contras. Não há mal; há a “ajuda a partir do oposto”, mostrando-nos a discrepância da imagem verdadeira, manifestando-a em todas as nossas sensações e entendimento, na mente e no coração. E para tornar essa discrepância mais aparente, ela a veste em sensações desagradáveis. Acontece que não vejo apenas a distância entre a minha percepção e o meu objetivo, ou seja, entre o mundo imaginário e o mundo genuíno, mas percebo essa lacuna como sofrimento, como dor.

Portanto, chamamos isso de uma inclinação ao mal, embora, em essência, não seja má, mas útil, porque nos ajuda a sentir o quanto nos desviamos da verdade. O trabalho mais importante está na dezena, onde podemos corrigir rapidamente essa discrepância entre nós e o Criador.

É como se eu estivesse construindo uma imagem verdadeira como resultado da dezena, reunindo todos os elementos corretos e conectando-os, aproximando-os e concentrando-os até alcançarem uma nitidez perfeita: dez Sefirot corrigidas preenchidas com a luz superior. 3

A dezena é uma matriz que garante meu contato com o Criador. Eu sinto que estou falando com meus amigos, mas não é assim, é assim que falo com o Criador. A dezena é a linguagem da comunicação com a força superior. Toda a criação é um livro divino, uma conversa com o Criador. 4

O método para trazer o desejo de desfrutar em equivalência com a luz é: dez partes diferentes do desejo que, apesar de suas diferenças, se conectam para se tornarem como a luz, e então você pode ver e ouvir nelas a ação da luz como se em um corpo ou um receptor de rádio. Quanto mais forte a conexão, maior a revelação. Todos os detalhes deste receptor já estão em nossas mãos e agora tudo depende de nós. 5

Parece-me que a dezena são apenas dez pessoas. Mas, de fato, o Criador está falando comigo através delas e eu preciso entender o que Ele quer de mim quando está se expressando através de cada amigo. Este é um código especial, um idioma que eu preciso aprender.

Depois, eu revelarei que dez são as dez Sefirot e verei como cada Sefira brilha com sua própria cor, com uma força e caráter diferentes de brilho e uma conexão diferente com as outras. Por um lado, todas estão incluídas em uma fórmula juntas, mas cada uma delas contribui com sua parte única: mais sabedoria ou misericórdia (Hochma ou Hassadim), diferentes tipos de desejo e conexão com o superior.

É como se eu estivesse na frente de uma tela e quanto mais eu me elevo acima de mim e me conecto com meus amigos, mais entendo o que o Criador está transmitindo para mim. 6

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 25/11/19, O Centro da Dezena

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Entenda O Plano Do Criador

laitman_259.02Pergunta: Atualmente, existem muitas técnicas de crescimento pessoal que dizem: “Assuma a responsabilidade, defina metas e aja, esforce-se, trabalhe!” Uma pessoa em nosso caminho frequentemente enfrenta o fato de o Criador inserir obstáculos. Como uma pessoa pode agir adequadamente para fazer o que é necessário no nível material e não se desviar do seu caminho espiritual?

Resposta: Antes de tudo, é necessário entender o plano do Criador. O plano é levar uma pessoa a um estado totalmente livre. De modo que nenhuma pressão do Criador seja dirigida contra a pessoa, apenas para a pessoa. Se uma pessoa percebe isso corretamente, encontra o contato correto com o Criador.

Então você só precisa implementar essa prática. Você gradualmente entenderá que exatamente essa prática o libertará, elevando-o acima do seu egoísmo. Ele eleva você à qualidade de doação, e essa qualidade o liberta.

Parece-nos que a qualidade de doação, amor, doação ao próximo, e o amor pelo próximo de alguma forma nos escravizam, nos limitam, nos fazem pensar nos outros e trabalhar para os outros. Não. Este não é realmente o caso. De fato, enquanto isso, começamos a receber a energia superior, a sensação superior, uma saída deste mundo; portanto, sente-se liberdade.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 17/11/19

Concordar Em Trabalhar Para O Criador

laitman_962.4Após um Congresso tão poderoso, queremos medir nossas subidas e descidas de acordo com novos valores. Anteriormente, o estado dependia apenas de mim, do meu sentimento bom ou ruim, do qual concluí que estava em subida ou descida. Mas agora eu quero conectar meus estados ao Criador: se eu anseio por Ele, significa que estou em subida, e se não anseio por Ele, não importa o quão bem minha vida comum seja disposta, considero que isso é uma descida.

Em seguida, passamos para um novo estado em que subidas e descidas são determinadas de acordo com a direção: em direção ao Criador ou em direção a nós mesmos. Este é um grande avanço, porque já posso analisar: estou pensando no Criador ou em mim mesmo? E se anseio pelo Criador, por que trazer satisfação a Ele ou a mim mesmo? Aqui começa um cálculo através de um discernimento adicional: eu ou o Criador, eu ou os amigos?

Nessas escalas, eu dou um peso crescente ao lado oposto a mim: o grupo ou o Criador, e o uso para avaliar a subida e descida. As subidas são quando penso mais no bem da dezena e do Criador e as descidas são o contrário: quando eles desaparecem do meu horizonte e não penso neles, mas apenas em mim. Essas são etapas claras de causa e efeito que devem me levar à Lishma.

O principal é desconectar-me um pouco e começar a pensar na direção do Criador. Eu quero ansiar por Ele e lhe trazer satisfação. E somente se eu me colocar na dezena, isso trará satisfação a Ele. Portanto, a dezena ganha novo peso para mim: não são apenas dez pessoas, mas a Shechinah (Divindade), um lugar para a revelação do Criador, onde eu posso dar a Ele. Tudo já está direcionado para o estado de doação, Lishma. 1

O Criador está dançando um tango conosco: ele se aproxima, depois se afasta e exige uma resposta de mim. Depois que Ele me iluminou, se afastou e desapareceu, eu devo me aproximar do estado anterior. É como respirar: expirar e inspirar. Assim, o Criador me ensina que, através de ações no grupo, eu darei a Ele um lugar onde Ele possa ser revelado, onde eu O convido, e exijo revelação. Quando este local é aberto, o Criador o preenche e desaparece novamente, deixando-o vazio. Então eu tenho que atraí-Lo de volta.

Eu preciso adicionar minha paixão, minha aspiração a esse tango. Toda vez que o Criador desaparece, devo me examinar: pelo que estou realmente desejando? E tento melhorar a qualidade da minha aspiração por Ele, para que não seja importante o meu preenchimento, mas aquele por quem anseio. 2

Não temos nada a dar ao Criador, exceto a nossa conexão. O Criador é perfeito e não precisa de nada, não sente carência. Tudo o que podemos oferecer a Ele é um vaso, um Kli, no qual Ele pode se revelar e desfrutar de preencher nosso desejo. Portanto, cada um de nós tem a oportunidade de trazer satisfação ao Criador, preparando as nove primeiras Sefirot, os nove amigos, para a revelação do Criador nelas.

Cada um de nós se torna Malchut em relação ao resto e os prepara para serem preenchidos pelo Criador. A pessoa dá o desejo e o Criador é revelado nas nove primeiras Sefirot, nos amigos. Este é o nosso trabalho e é tudo o que podemos apresentar ao Criador: um vaso espiritual. 3

O desejo pelo Criador é desenvolvido através de um longo caminho, a partir do nosso desejo egoísta. Eu recebo vários golpes e sinto que eles são manipulados pelo Criador para me fazer entender que tudo vem Dele, bom e ruim, em qualquer situação da vida. Dentro de todos os problemas e “punições” da vida, a mão do Criador é revelada.

No começo, senti apenas punições, mas por causa disso senti dor, medo, desespero e vergonha. Mas, de repente, acontece que os castigos vêm do Criador, e isso é um alívio. Afinal, há uma justificativa e explicação para o que está acontecendo: é assim que o Criador me leva à correção final. Já adoça os castigos.

Eu me senti mal quando os castigos vieram, mas pelo adoçamento deles, me sinto bem. É impossível obter essa sensação agradável sem sofrimento prévio. Portanto, eu concordo: que haja medos, ansiedades, confusão, apenas para receber misericórdia e adoçar. É assim que aprendemos que a conexão com o Criador justifica qualquer condição.

É assim que o anseio pelo Criador é construído, porque eu vejo que o amor cobre todos os crimes e quero sentir o Criador, entender, amar. Sinto-me bem por ansiar por Ele – essa ainda é uma forma egoísta. Sinto-me bem pelo fato de ter pensamentos sobre o Criador, que luto por Ele, porque sei que a conexão com Ele dá doçura. E não apenas porque Ele adoça o julgamento que recebo, mas mesmo sem a ameaça de julgamento, quero pensar nele. Esta é a segunda etapa.

Se eu não pensar no Criador nem por um momento, me sinto mal. E se não me sinto mal com isso, lamento por que isso acontece? De fato, isso significa separação do Criador. Aqui, a pessoa pode verificar o quão terrível é se afastar do Criador, mesmo que por um momento.

Minha definição de bem e mal muda. O mal é quando não penso no Criador e o bem é quando penso. Eu ainda avalio pelo fato de me sentir satisfeito ou descontente, mas o próprio pensamento do Criador já está se tornando uma recompensa. Não preciso mais de uma punição preliminar neste mundo para esperar pelo Criador como meu salvador. Acontece que eu já estou me movendo deste mundo para o Criador e dizendo que pensar nele é uma recompensa e não pensar é uma punição.

O Kli que o Criador pode preencher é a dezena. Bom é quando o Criador é revelado aos dez como um: Ele une tudo e é revelado a todos. Deixe-O trabalhar, Ele ama este trabalho! Mas Ele não fará nada até exigirmos que Ele trabalhe. Nós somos os mestres que ordenam o trabalho do Criador: nós identificamos lugares onde não estamos conectados e exigimos que o Criador nos conecte e nos preencha. Este é o elevar MAN, a oração. 4

Você deve trabalhar pela fé acima da razão, ignorando seus sentimentos, “como um boi para o fardo e um burro para a carga”. Antigamente, animais domésticos, bois e burros eram livres e viviam suas vidas na natureza, em sua família, no rebanho. Agora, toda a sua vida é atender à demanda do proprietário. Eles se venderam por comida e estão prontos para fazer todo o trabalho que o proprietário exige.

Também precisamos concordar em fazer todo o trabalho a pedido do Criador “como um boi para o fardo e um burro para a carga”. E por qual recompensa? Por nenhuma, apenas pelas necessidades básicas de existir. Não quero nada, apenas existo, e por quê? Para preencher o desejo do mestre para que Ele me ame como seu boi ou burro.

Por que os proprietários alimentam e limpam seus animais? Porque eles trabalham. Então, eu quero o mesmo e nada mais. Eu preciso me abaixar ao estado de pura intenção. 5

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 13/11/19, Endurecimento do Coração – Um Convite para Construir um Anseio pelo Criador ”

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