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Detalhes Sobre O Retrato Do Criador

Dr. Michael LaitmanEstando deste lado da Machsom (barreira), nós não vemos as razões para as nossas ações e pensamos que somos independentes. No entanto, o resultado realmente está predeterminado e convoca as ações que levarão a ele.

Pergunta: Mas é dito que mesmo que a recompensa seja garantida, ainda temos que fazer nosso trabalho. Portanto, esta é a nossa independência, nosso livre arbítrio?

Resposta: Eu gostaria que chegássemos a isso e víssemos que o mundo inteiro de Ein Sof (Infinito) se espalha diante de nós. Não importa o que você faça, o Criador lhe dá tudo o que é bom, mas como um convidado sentado diante do anfitrião, você está preparado a receber Dele somente através da “restrição” e da Masach (tela).

Pergunta: E cada vez a pessoa tem que decidir: “Estou indo agora fazer o que deve ser feito?”.

Resposta: Claro. Então você descobre a doação por parte do Criador.

Ele quer ensiná-lo a receber a fim de doar. Da parte do Criador não há limitações, mas Ele faz isso a fim de levá-lo ao seu nível, onde você irá adquirir a compreensão e o reconhecimento, e não apenas a satisfação que é só o meio. Se você receber mais ou menos, é apenas o meio, enquanto a meta é chegar à adesão.

A adesão não é o que satisfaz, mas o prazer de ser semelhante ao Criador. É acima do jogo das “Luzes e vasos” e esta é a satisfação do “ponto no coração”, é o maior prazer.

Por um lado, nós dizemos que o objetivo do nosso desenvolvimento é a adesão. Por outro lado, dizemos que o objetivo da criação é o prazer e deleite. Assim, verifica-se que a adesão é igual a prazer.

Na verdade, trata-se sempre de níveis de prazer, já que o desejo (o vaso) não sente nada disso. O prazer está por trás de cada detalhe da minha percepção. Por exemplo, eu diferencio cores na medida em que elas me trazem prazer.

Em qualquer situação nós podemos medir os prazeres e geralmente conectamos de acordo com suas formas, porque temos uma forma similar. Para cima e para baixo, força e fraqueza, calor e frio, nós verificamos tudo de acordo com este princípio, e tudo isso decorre da impressão do desejo a partir da satisfação ou da falta de satisfação.

Nosso desejo é dividido em muitos discernimentos e tons que são determinados pelos nossos cinco sentidos de acordo com faixas e níveis paralelos. De uma forma ou de outra, não há nada exceto o desejo. Tudo é medido pela minha sensação, até as coisas mais neutras. Eu não sinto e não identifico nada que não toque a minha sensação. Cada discernimento que eu faço recebe um “sinal emocional”, que eu meço. Por trás de todas as palavras e nomes há emoções, o estado em que se encontra o meu desejo. É nisso que se baseia a nossa língua.

Pergunta: Eu sei os prazeres que me satisfazem. Eu sei o que anseio. Mas o que significa “assemelhar-se ao Criador”? Que tipo de satisfação é essa? O sentimento de pertencer a algo grande?

Resposta: Se você tomar a interioridade do seu coração, algo que é muito profundo e pessoal, e tentar conectar essa centelha oculta ao centro do grupo, você vai satisfazer o seu “ponto no coração”.

Pergunta: E isto significa assemelhar-se ao Criador?

Resposta: Sim, porque o centro do grupo é a representação do Criador. Esta é a imagem que é retratada em seus vasos. Você não sabe o que é a Luz por si só. Para você a Luz é um fenômeno que você descobre no vaso. Quando nossos vasos estão conectados, quando cada um anula a si mesmo e quer chegar à conexão de todos os pontos em um só, esta é a representação do Criador. Isto significa que estamos aderidos a ele.

Assim, se eu estou aderido ao grupo, estou aderido ao Criador. Lá dentro, entre os amigos, estão todos os discernimentos de Seu retrato.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/05/12, Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Olhando Para Nós Mesmos, Os Estranhos, A Partir Da Linha Média

Dr. Michael LaitmanPor que o Criador criou tudo de forma tão estranha? Ele construiu um palácio, convidou todos os Seus convidados queridos e, em seguida colocou guardas e policiais ao redor do palácio que estão testando e verificando os convidados, não os deixando passar e causando-lhes dor e sofrimento. O Criador sabia de antemão quem seria leal a Ele, quem O amaria e quem não?  Por que o Criador rejeita todos nós? É assim para que somente aqueles que conseguem superar todos os obstáculos passem, a fim de provar sua lealdade e prontidão?

A questão é que é nessa luta que o nosso desejo é formado; um vaso para receber a satisfação no palácio do Rei é construído e estabilizado. Caso contrário, como poderíamos ser capazes de construir o vaso? Afinal, ele não nos foi dado de antemão pelo Alto. Se não podíamos passar sem uma razão, isso teria que ser justificado? É como se eu ansiasse pelo Criador com todo meu coração, e aqui alguns guardas me jogassem montanha abaixo.

O ponto é que eu sou totalmente oposto aos atributos necessários para atingir o topo da montanha. Eu não sou a pessoa que eu deveria ser para me tornar um hóspede no palácio do Rei. É apenas graças aos guardas que eu mudo constantemente, ao me tornar cada vez mais adaptado.

Estas forças, certamente, são retratadas no meu ego como guardas naus e cruéis que não me deixam passar. O Criador é o mais cruel de todos eles, porque Ele é o único que colocou todos estes guardas e policiais. Ele criou a minha inclinação ao mal e todos os problemas e sofrimentos que se relacionam com ela. É como se Ele tivesse dado à luz uma criança pobre, doente e em vez de sentir pena dela. Ele mesmo batesse nela, como se a criança fosse culpada de alguma coisa.

Aparentemente, todas as nossas queixas são justificadas, mas a questão é que a única maneira de construir o vaso correto é com a ajuda dos atributos certos que nós recebemos, que não temos desde o início. Assim, a abordagem correta é dividir-me em dois. De uma perspectiva você vê o que há em seu desejo egoísta. A partir de uma segunda perspectiva, você vê o que há em seu desejo de doar, em sua ânsia de se parecer com o Criador, ou seja, de acordo com a subida da montanha, no topo da qual existe o palácio do Rei.

Seguir estas duas perspectivas chama-se “linha do meio”. Com relação ao seu desejo de receber essa é a maneira mais terrível na qual não há justiça, mas apenas o oposto! Você não será capaz de justificar o desejo de doar ou apoiá-lo tanto. Isto é porque nós devemos nos esforçar em ambos os lados, tanto do lado do ego quanto do lado da aspiração pela doação.

O importante é que você está olhando para estes dois pontos de forma independente, a partir de uma zona neutra. É como se você subisse a Keter e de lá você estivesse assistindo a esta máquina, como o Criador. Ela não pertence a você, mas é sua somente se isso ajuda você a se parecer com Ele. Graças a ela, você pode se tornar semelhante a Ele, chegar à adesão com Ele, e olhar para tudo como um meio para alcançar isso.

Assim, você pode justificar, compreender e passar por todas esses testes “acima da razão”: tanto como egoísta bem como aquele que doa. Isto porque a doação também é totalmente baseada na recepção.

Você quer se aderir ao Criador em vez de estar consetado ao seu desejo de receber. O desejo de receber é apenas uma ferramenta para você alcançar o Criador. Com a ajuda da Torá (a Luz que Reforma) você tem que transformar essa inclinação ao mal em uma inclinação ao bem com a qual você irá se aderir ao Criador.

Para se aderir ao Criador, você precisa da inclinação ao bem, mas para que esta inclinação ao bem seja capaz de ajudá-lo a se aderir a ela, você deve abordá-la a partir da inclinação ao mal usando a Torá. Toda a criação foi criada para alcançar a adesão com o Criador. A partir desse ponto de adesão, que queremos alcançar, temos que olhar todo o processo pelo qual estamos passando. Então, você vai se desprender da perspectiva egoísta e não vai olhar para si mesmo através do seu desejo de receber, através do seu ego. Você vai sempre estar acima dele e olhar para ele de fora, como um meio para atingir a meta.

É por isso que é tão importante elevar constantemente a grandeza da meta, o Criador, o grupo e os amigos. Porque isso vai ajudá-loca se relacionar com todos como com as ferramentas.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/12, O Estudo das Dez Sefirot

Um Seminário Com O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante os seminários no grupo, algumas pessoas falam mais e outras menos, algumas são mais expressivas e outras menos. Qual é a maneira certa de se relacionar com isso?

Resposta: Quando eu me sento num círculo junto com outras pessoas, eu preciso ver cada uma delas como um boneco através do qual o Criador fala. Esta não é uma pessoa, mas a maneira pela qual o Criador se apresenta a mim em várias formas. Não importa quão tola sejam as coisas que elas dizem, isso não me importa; eu me curvo diante delas. Não importa o quão desagradável elas possam de repente parecer, quão repulsivo e sem atrativos, eu devo contrabalançar isso entendendo que Ele está despertando essa visão, essa antipatia em mim. Este é o local de trabalho.

Está escrito sobre o grande sábio Rav Yossi Ben Kisma, que ele tinha um grupo de estudantes iniciantes, estúpidos e sem méritos, mas ele se colocou ainda menor em relação a eles, e, de repente, estes se tornaram grandes aos seus olhos e ele foi capaz de receber toda a realização do Criador através deles.

Ninguém é maior ou menor; tudo existe de acordo com a nossa avaliação. Portanto, eu posso me sentar com um grupo que veio “da rua” – isso não importa. Tudo depende de como eu me posiciono em relação a eles.

Da Lição nos EUA, 10/05/12, Shamati

Recusa Com Uma Mensagem Oculta

Dr. Michael LaitmanO grupo existe apenas para revelar o Criador, a força que doa e opera em nós. Ao aderir a Ele, nós ascendemos acima da nossa existência corpórea e sentimos a vida eterna que flui em seu fluxo infinito. Os corpos mudam de uma geração para outra, mas nós regulamos a conexão com a alma e existimos nela unidos para sempre.

Nós só podemos atingir isso através da conexão e união. Embora não esteja no nosso poder unir, a Luz superior, o Criador é o único que nos une, mas com a ajuda do grupo nós podemos descobrir a necessidade para isso. Precisamos de um grande desejo, uma grande necessidade pela Luz para nos unir. Então, em que circunstâncias é que vamos querer isso? No estado de separação.

É por isso que a negatividade é revelada no grupo: conflitos, separação e alienação entre os amigos. Temos que estar prontos, temos que saber que todas essas coisas são reveladas de modo que ajustaremos a conexão entre nós e nos uniremos acima delas.

No final, a seguinte imagem é descrita: Abaixo há o ego (Ego) que separa os amigos, e nós nos conectamos acima dele pelo nosso amor mútuo (Amor). Ao mesmo tempo, não perturbamos uns aos outros. Mesmo se eu não me dou bem com os amigos, mesmo que haja conflitos, por diferentes razões, tudo acontece no nível do ego humano que nos separa. Acima dele vamos construir as conexões de amor.

Refusal With A Hidden Message

O ego cresce constantemente, e nós temos que fazer maiores esforços para estarmos conectados acima dele, acima da inveja, ódio, paixão, orgulho e dominação. Eu abraço o amigo internamente, apesar de tudo que sinto contra ele.

O principal é que o amor não anula o ego, de modo que ambos irão crescer mais forte em sua resistência. O ego é Malchut (M), e o amor é Keter (K). Nós não sabemos com antecedência que tensão, que intervalo haverá entre eles (Δ), mas no final (℧) ela deve construir as primeiras dez Sefirot. Então, eu recebo um vaso onde sinto o mundo espiritual, o Criador, a Luz.

Refusal With A Hidden Message

Isso acontecerá somente se Keter já cresce dentro de mim, o que significa que o desejo de amar o amigo acima do grande ódio é grande o suficiente para criar as primeiras dez Sefirot.

Todos os problemas em nossos relacionamentos devem ser examinados como apelos que nos empurram para frente. Cada “mau funcionamento” indica que somos dignos de intensificar o amor e a conexão entre nós. Se uma pessoa não pode fazer isso, se ela não conhece a ferramenta que lhe permite construir a conexão acima da repulsa, seu ego não é aumentado e ela vive uma vida normal. É somente a partir de nós que o ego crescente constantemente exige estar nas conexões mútuas.

Nós fizemos um grande trabalho nos conectando durante a convenção. Sentimos o que significa estar juntos no calor da cooperação mútua. Mais tarde, vamos sentir como nosso desejo fica mais fraco, como a tensão diminui, e como a indiferença toma conta. Assim, nosso ego cresceu, fazendo uma “pergunta lógica”: “Pra que você precisa de tudo isso? Nós já comemoramos o suficiente…”.

Este é um sentimento perfeitamente natural para a pessoa, e ela não sente que está sendo manipulada de cima e que seu ego está sendo aumentado intencionalmente com a atração da rejeição, indiferença e fadiga. Tudo é feito de propósito, para que a pessoa supere os obstáculos. Tente não esquecer isso, faça um sinal para si mesmo, tente ver como a única força que existe acima está mentindo para você e lhe confunde, de modo que você vai começar a entender acima do seu humor “em que direção o vento está soprando”, e vai alacançá-Lo.

Ao rejeitar-nos, esta força quer que nós O queiramos. É como uma mulher que está cortejando um homem e parece mantê-lo afastado, rejeitando-o, apenas para inflamar o seu desejo. A sabedoria da Cabalá chama isso de “dança”: nós estamos nos aproximando e nos afastando, uma e outra vez, até que o desejo fique forte para ser 10 Sefirot completas. Então, o Criador vai ser revelado em nós e vamos nos aderir a Ele numa verdadeira conexão.

Da Convenção no Brasil 06/05/12, Lição 5

Como Podemos Alcançar Atzmuto?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Criador nos dá tudo; Ele oferece tradutores, salas de estudo, centros de aprendizagem, etc. Por que Ele não pode nos conceder a correção?

Resposta: O Criador pode nos dar tudo, mas Ele não pode fazer a criação alcançá-Lo e tornar-se semelhante a Ele.

O que isso significa que o Criador nos concede assembleias e nos dá a terra? Por que Ele cria nossos congressos e os países em que vivemos? Pra que nós precisamos deles? Nós poderíamos ter ficado no Mundo do Infinito e pronto. Por que descemos através de cinco mundos até este reino? Para detectar os problemas e experimentar os estados que todos nós passamos? Quem precisa deles? Se você perguntar a qualquer pessoa no mundo, você vai ver que ninguém os quer.

O Criador criou apenas uma coisa: um ponto! Nada mais. A Luz entrou no ponto e começou a interagir com ele. A qualidade da Luz é a doação; a qualidade do ponto é a recepção. Eles constituem dois estados opostos: positivo e negativo, o poder microscópico da Luz (doação) e uma pequena força de recepção contrária a ela. Estas duas forças continuam constantemente a evoluir.

O Criador criou somente isso. O Criador é algo intermediário, externo, que é chamado de Atzmuto (Por Si mesmo). A fim de atingir as qualidades de Atzmuto e ser capaz de percebê-Lo, nós temos que combinar as duas qualidades em conjunto para que elas se tornem iguais, semelhantes entre si; a qualidade de recepção deve se tornar idêntica à qualidade de doação. Em outras palavras, a qualidade de recepção deve aprender a doar como o poder de dar o faz.

How Can We Attain Atzmuto?

Quando nos tornamos igual à qualidade de doação (a Luz) nós começamos a nos equilibrar entre essas duas forças, experimentando assim a força chamada de Atzmuto, que criou a Luz e o desejo. A Luz se origina diretamente de Atzmuto e é de fato sua qualidade chamada de “existência a partir da existência”, enquanto que o desejo egoísta representa “existência a partir da ausência”. Ainda assim, ambos derivam do Criador.

Portanto, tão logo alcançamos a equivalência entre o desejo e a Luz, tornando-os paralelos entre si, nós começamos a sentir uma terceira força.

Na Cabalá, essa noção é expressa pela ideia das três linhas. A linha da esquerda representa a força do desejo (egoísmo), a linha direita significa a força da Luz (doação), enquanto a linha do meio é a terceira força que emerge da comparação entre as duas primeiras.

Quando recebemos a parte que pertence ao desejo e, ao mesmo tempo, obtemos outra parte da Luz, nós as comparamos dentro de nós de forma que elas se tornam equilibradas e equitativas; é assim que revelamos o Criador, utilizando a linha do meio.

How Can We Attain Atzmuto?

Nós estamos falando de leis físicas aqui; não há nada além delas. É como em qualquer ciência; nós usamos o método de comparação, a fim de encontrar um terceiro parâmetro, o valor inicial. De que outra maneira podemos defini-lo?

A fim de sermos conhecidos, nós precisamos demonstrar ao menos duas das nossas qualidades opostas, de modo que ao compará-las outra pessoa possa reconhecer e entender quem somos. Apenas contrastando várias qualidades é possível compreender, medir e pesar alguma coisa.

Esta é a razão pela qual o Criador nos deu a possibilidade de existir entre o “positivo e o negativo”. Ao receber Dele e comparando o que recebemos, nós O alcançamos. Isso se aplica a todas as esferas da nossa vida. Em tecnologia, nós determinar qual é a fonte de energia sabendo quem é o consumidor. Sem o egoísmo ou a Luz que flui através do nosso ego, não podemos perceber ou sentir com quem lidamos.

How Can We Attain Atzmuto?

Após o Criador gerar um ponto negro que é oposto à Luz, duas qualidades (positivo e negativo) continuam a evoluir por conta própria. Não há nada mais acontecendo. O ato da criação parou naquele ponto; além disso, nós vemos que o progresso acontece por si mesmo e origina os dois opostos. Não há mais interferência em Seu nome desde Atzmuto (Ele, Ele mesmo).

Nossa natureza evolui constantemente. Isso significa que podemos pronunciar: “O Criador não existe!”. Nós vemos que tudo à nossa volta está em conformidade com certas normas; a vida é definida por leis rígidas que existem universalmente.

No entanto, se nós nos esforçamos em encontrá-Lo (atingir o nível superior), nós temos que começar a equacionar. Como? Somente nos posicionando entre “o positivo” e “o negativo”. Como podemos nos colocar em tal condição? Somente se associarmos o nosso “negativo” ao nosso ego e conseguirmos ligar o “positivo” ao grupo.

How Can We Attain Atzmuto?

Sujeito ao “nosso ego” não significa o desejo de se divertir, beber, comer ou ter muito tempo de lazer. Não. Nós queremos dizer a nossa resistência em nos conectarmos com os nossos companheiros de grupo. Este é o único fator que faz a diferença. Se continuarmos tentando nos unir com os nossos amigos além do nosso ego, acabaremos ficando com um dipolo, a força de um campo magnético, que seremos capazes de revelar o Criador dentro dele. Neste nível de fusão com o grupo, a qualidade de Atzmuto emerge.

How Can We Attain Atzmuto?

Eu estou falando de condições e leis físicas elementares. Nós não podemos ignorá-las. O problema é que temos de estar situados dentro deste esquema. Vamos tentar!

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição 1

O Criador – O Professor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu gostaria que você permanecesse conosco o maior tempo possível.

Resposta: Primeiro, quando as pessoas se tratam bem, acham que é bom estar perto uma da outra. Não sei se este é o melhor lugar melhor: estar ao seu lado.

Segundo, se você está falando de mim, o professor fica com seus alunos todo tempo que eles precisam. Tão logo esta necessidade desaparece, há outro trabalho, ele é transferido para outro local.

Portanto, não há nada de terrível aqui. Você só deve pensar em como perceber o que está escrito nas fontes principais e isso é tudo. Se há ou não um professor, isso não depende de nós. O mais importante é o que estamos fazendo agora. Se existem tais grupos, se as mulheres ativamente os ajudam, apoiam, dirigindo-se ao centro do grupo os desejos de revelar o Criador, então tudo vai ficar bem.

Não há necessidade de um professor: o Criador, a Luz vai te ensinar. Na realidade, é isso que estamos tentando “captar” aqui – o método de trabalhar com a Luz.

Da Convenção de Vilnius 25/03/12, Workshop 4

Um Detector Para Sentir O Criador

Dr. Michael LaitmanA pessoa julga a si mesma de acordo com o que ela sente.

Se eu aceitar as condições: “Não há outro além Dele”, o Criador é absolutamente bom, Ele é o bom e benevolente, Ele preenche totalmente tudo, e eu estou na Luz Superior, então eu O sinto de acordo com a minha equivalência a Ele, segundo a lei da equivalência de forma. E se eu sou contrário a Ele, eu sinto que sou ruim ou sinto que a Luz Superior é ruim; não há diferença. Quem culpa alguém, está, na verdade, culpando a si mesmo e seus próprios atributos.

Mas, se eu aceitei o fato de que “Não há outro além Dele”, o Criador é absolutamente bom, Ele preenche tudo e eu me sinto bem, então eu realmente estou nessa bondade, eu realmente a sinto.

Como? Na conexão com meus amigos. Porém, que detector, que sentido eu uso?

Nós devemos compreender claramente onde sentimos o surgimento do Criador, a revelação da Sua Providência, Sua atitude para conosco!

Se eu a sinto em mim, é um sentimento egoísta, eu simplesmente me sinto bem hoje, estou de bom humor, eu dormi bem, acordei e está tudo bem.

Nós devemos entender como sentimos isso no sentido chamado de “alma”. A “alma” é a adesão, a conexão dos nossos pontos no coração, dos nossos anseios mútuos no grupo, da nossa atitude em relação ao mundo, à humanidade, a tudo.

Da Convenção de Vilnius 25/03/12, Lição 5

Tudo Vem Do Criador

Dr. Michael LaitmanComo resultado do processo da interação correta no grupo, a pessoa sente mais que é uma grande pecadora e egoísta, que odeia os outros, e que tem todos os tipos de desejos e pensamentos negativos, intrigas, etc.

Ela revela isso em si mesma a tal ponto que começa a clamar ao Criador para corrigi-la. Ela começa a perceber que só o Criador pode corrigi-la, porque sente que tudo vem do Criador, e que não pode haver nenhuma outra fonte de onde isso tenha vindo, até mesmo de sua própria natureza.

Ela revela o Criador na forma oposta, como o Criador de algo ruim. Mas, ao mesmo tempo, ela revela que o Criador criou o mal nela de propósito, a fim de forçá-la a se voltar a Ele, e então o Criador a corrige.

Por que foi necessário ir por esse caminho: criar o mal de modo que a pessoa gradualmente o revele em si e se volte ao Criador com um pedido de correção?

Da Convenção de Vilnius 2012/03/24 , Lição 4

Penetre No Mundo Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em sua opinião, foi importante ter manifestado a nossa exigência comum durante o workshop? Eu tive a sensação de que em algum momento você estava empurrando o foco do grupo para expressar “Criador, preencha-nos! Estamos prontos. Mude-nos”. Essas palavras devem ser ditas em voz alta? Ou talvez apenas “Eu sentia. Eu percebi…?”.

Resposta: Não. Nós temos que avançar por meio das fontes Cabalísticas. Nós precisamos ler artigos, analisá-los, e precisamente através destes artigos penetrar no mundo do Criador cada vez profundamente.

Nós só podemos revelá-Lo se houver uma fonte Cabalística primária diante de nós. Sob nenhuma circunstância você deve confiar em seus pensamentos e desejos! É necessário seguir o texto. Se você não gosta de um texto, pegue outro, você pode alterá-los.

Eu abro um livro, digamos o Shamati, em qualquer página e começo a fazer um trabalho espiritual com ele. Se eu perceber que a página que abri não está certa e não corresponde exatamente ao meu estado, eu posso virar outras 15-20 páginas – isso não é importante. Então, eu começo a ler e trabalhar aqui. Mesmo assim, eu trabalho como o que quer esteja escrito no livro.
Afinal, um Cabalista descreve as ações sequenciais de causa e efeito que gradualmente o fazem avançar.

E se você estiver construindo as coisas com base nessa massa de pensamentos e sentimentos que surgem dentro de você, quem sabe aonde isso vai lhe levar. Quando pequenos, nós aprendemos a ser assim com crianças mais velhas, e elas nos dizem o que fazer, como e por que. Portanto, nós devemos continuar estudando assim, progressivamente.

Da Convenção de Vilnius 25/03/12, Workshop 2

Agradando Ao Criador

Dr. Michael LaitmanAo eliminar o nosso próprio “eu”, e dar oportunidade para a Luz superior inundar toda a parte, preencher tudo e se manifestar em todos os lugares, nós estamos dando enorme alegria ao Criador, alcançando nosso propósito e começando a nos tornar equivalente a Ele. Nós superamos a nossa velha natureza, a anulamos e nos tornamos nada. É assim que começa o nosso desenvolvimento espiritual, como um começo, como uma semente dentro de uma mãe que começa a desenvolvê-la.

Agora, nós precisamos pensar no prazer que damos a Ele de modo a recebermos prazer disso, de modo que a aspiração em agradá-Lo se tornaria nossa realização.

Deste modo, nós gradualmente entramos na Luz Superior. Isso é ainda pouco perceptível, mas já estamos descobrindo quais acontecimentos em nossas sensações vamos percorrer, a fim de começar a revelá-Lo em ação.

Se a minha realização vir de eu fornecer um lugar para o Criador surgir e revelar a Si mesmo, de dar-Lhe prazer, agradá-Lo, então essa vai ser toda a minha alegria. Nosso trabalho começa com isso. A partir desse ponto de partida, nós nos encontramos num estado de “Não há outro além Dele”, anulando-nos mesmos e criando uma oportunidade única para que Ele preencha todos os nossos sentimentos, todos os nossos pensamentos. E, de fato, neste caso, só Ele nos preenche.

Nós precisamos ter certeza de que, movendo-nos desta forma, vamos aos poucos começar a entrar num contato ainda maior com Ele, vamos começar a sentir mais claramente o que nos satisfaz. Do nada, como resultado ocultação, Suas propriedades e Seu governo sobre nós serão revelados cada vez mais. Vamos começar a sentir como desejos e pensamentos são criados dentro de nós. E nós iremos, juntamente com esses desejos e pensamentos, entender que tudo vem Dele, e concorda com Ele. O principal é mostrar e revelar o Criador dentro de nós cada vez através da nossa união comum, através de todos no mundo. Vamos tentar trazer o mundo inteiro para este estado. Nós estamos confiantes de que vamos conseguir isso.

Da Convenção de Vilnius 24/02/12, Workshop 2