Textos com a Tag 'CORREÇÃO'

Um Sinal De Correção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quais são os sinais que podem nos ajudar a determinar que o desejo esteja corrigido?

Resposta: O desejo corrigido pode se conectar a outros desejos. Este é o sinal com o qual você pode verificar isso. Se vários desejos se conectam, é um sinal de que eles estão corrigidos em certa medida e que têm um Masach (tela) coletivo.

Dois desejos que se conectam já podem criar um Partzuf espiritual, assim como quando duas células se fundem em uma que é o começo de um novo corpo. Cada uma dessas células é egoísta, mas a conexão entre elas é realizada pela força que está acima da natureza. Embora cada célula destine-se a manter seus limites de acordo com sua natureza egoísta, a força, o instinto que chega, obriga-as a se conectar.

A força da natureza conecta as células, quebrando seus Masachim egoístas, as cascas que não permitem que elas se conectem. Mas na natureza tudo acontece automaticamente de acordo com os instintos, enquanto nós precisamos pedir por isso, uma vez que somos a parte especial em toda a natureza; nós queremos nos assemelhar ao Criador. Então podemos usar Seus poderes, mas formamos a criação por nós mesmos. Diz-se que o Criador preparou tudo e quebrou a criação, e os justos a corrigem e reconstroem.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/10/13, Escritos do Rabash

O Trem Não Vai Esperar!

Dr. Michael LaitmanA correção da quebra só pode ocorrer quando nos conectamos, é claro. Antes da quebra, havia uma alma geral, um vaso geral, e uma Luz que preenchia este vaso. No entanto, a alma (o vaso, o desejo de doar) não conseguiu suportar esse prazer e começou a recebê-lo “a fim de receber”, em vez de “a fim de doar”, e a quebra ocorreu.

Uma vez que esta alma, este vaso espiritual, muda sua forma, a Luz deixa-a de acordo com a lei da equivalência de forma, ou seja, devido à incompatibilidade dos atributos. Por causa dessa incompatibilidade, a Luz afastou-se vários Parsaot da alma. Agora, é preciso executar várias ações que possam aproximar a Luz de novo.

Na verdade, nós fomos jogados num abismo da altura que estávamos até o fundo da escada e ainda mais baixo do que isso. Agora, nós temos que tentar fazer o que pudermos com as ferramentas que nos foram dadas, a fim de corrigir esse vaso quebrado e nos conectar. Ao fazer isso, vamos atrair a Luz que Corrige, que nos ajudará a conectar para que possamos ser dignos da Luz que vai se vestir em nosso vaso comum e ser revelada nele.

Quando a Luz for revelada em nós, vamos sentir que estamos deleitando a fonte da Luz, o Criador. Esta é realmente a correção da quebra que devemos fazer. Por fim, nós devemos retornar ao mesmo estado onde há uma só alma, um vaso, e que todas as suas partes estão total e completamente conectadas. A Luz será revelada no vaso em conformidade, e sua fonte, o Criador, será revelada nela. Nós vamos aproveitar o fato de que estamos deleitando-O, como um convidado e um anfitrião que se amam.

A correção é feita pelo amor dos amigos, por sua unidade e sua aproximação com os justos da geração, ou seja, os Cabalistas e os conselhos com os quais realizamos nosso trabalho. Às vezes, a pessoa tem tais pensamentos de que podemos no isolar e alcançar a intenção “a fim de doar” e aprender a nos manter limpos interna e externamente por nós mesmos, para sermos santos. A pessoa não entende por que deveria se misturar tanto com os outros na realização de diferentes ações corporais. Ela sente que é melhor aprofundar o trabalho interno “espiritual” e aderir-se ao Criador por si mesma.

No entanto, ficar isolada e realizar um trabalho interno individual não produz qualquer fruto. Não há melhor meio de correção do que a conexão entre os amigos. Nós atraímos a Luz que nos influencia e nos aproxima da verdade pelas diferentes ações que realizamos juntos.

Eu ouço muitas queixas de pessoas como esta: que a pessoa quer fazer esse trabalho sozinha. No entanto, este é um erro terrível. A pessoa não corrige nada sozinha. Ao contrário, ela perde o trem e não terá tempo de se conectar com o grupo que já está avançando neste caminho. Será, portanto, muito difícil para ela se juntar a este trem em movimento, e ela vai perder esta vida atual. Assim, ela deve ouvir os conselhos dos grandes Cabalistas e envolver-se apenas no amor dos amigos.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 15/10/13

O Oceano Atrás Da Porta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na verdade, nós só precisamos corrigir o nosso egoísmo que impede a conexão. Então, por que desenvolvemos toda a metodologia da educação integral? O que mais podemos falar além da separação e unidade?

Resposta: Na verdade, não existe mais nada. No entanto, quando você começa a ir mais fundo, quando você entra, verifica-se que aí reside toda a sabedoria superior. Ela é inerente ao desejo de receber e ao desejo de doar.

Afinal de contas, todas as nossas ações convergem para esse dualismo. Não é apenas o “mais” (positivo) e o “menos” (negativo), duas forças opostas. No entanto, observe para o que elas produzem, interagindo entre si neste mundo: todas as ciências, incluindo a física, química, biologia, zoologia, astronomia, medicina, psicologia, e assim por diante. Tudo é construído na interação de dois opostos, o mundo inteiro, o universo com o seu conjunto de leis e uma série de detalhes.

Na espiritualidade, nós somamos a isso a tela e a Luz Refletida. A resposta do “menos” é a da matéria que quer ser como o “mais” (ou seja, a Luz) e, assim, algo totalmente novo emerge. Não é apenas a relação entre o positivo e negativo, mas a sua relação entre si. O “menos” começa a se relacionar com o “mais” de forma completamente diferente. Ele sobe acima de si mesmo, do seu conhecimento, da sua mente, e age contrário à sua própria natureza, à semelhança do “mais”. O ser criado aprende com o Criador  o que fazer, e ele faz isso.

Leis muito mais complexas se manifestam aqui, que nós estudamos. Esta é uma sabedoria grande e verdadeiramente ilimitada. Ela cresce aparentemente do nada, de dois opostos, um dos quais só quer ser como o outro. Pareceria como se um tornaria como o outro. No entanto, você abre a porta um pouco, e, por trás disso, você descobre o oceano sem fim.

Da Lição Diária de Cabalá 02/09/13, Escritos do Baal HaSulam

Um Carro Não É Guiado Gritando-se com Ele

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que eu sinto que preciso ser corrigido, mas isso não acontece?

Resposta: Isso não pode ser. Se você exige correção, então ela deve imediatamente acontecer. Parece que você exige, mas não é a correção, já que você só está dizendo isso com palavras, mas não está sentindo no seu coração. Você precisa verificar a si mesmo. Não pode haver tal coisa que a alguém seja recusada a correção.

Se você realmente quiser corrigir algo em você, se você tiver esclarecido que esta é uma característica corrompida, a ver diante de você e agir a fim de doar sem levar em conta qualquer benefício para si mesmo, então isso será corrigido. O sistema já existe e não pode ser de outra forma. Ele atua como um carro de som e não pode ser que não funcione.

Além de você, ninguém no mundo tem livre arbítrio, incluindo o Criador! Diz-se: (Salmos 148:6) “Ele deu uma lei e ela não vai ser transgredida”. O Criador não pode, de repente, querer algo ou não querer algo, como se um poder superior pudesse mudar Sua decisão.

Nós não entendemos como este sistema é construído. Ele se encontra no estado de correção final (Gmar Tikun). E você se encontra num estado completamente corrompido e precisa ir de um extremo ao outro. Para fazer isso, você recebeu Partzufim e “mundos espirituais”, uma escada de degraus, e em cada nível existe uma Luz única que age em você.

Além de você, mais ninguém pode fazer nada! E o resto da criação, todos os sete bilhões? Bem, vamos supor que aqueles que não têm um ponto no coração não têm livre arbítrio. Mas e quanto àqueles que têm um ponto no coração, porque eles têm livre arbítrio eles não podem intervir? Não, não podem, tudo depende apenas de você.

Todos precisam dizer isso sobre si mesmos, e isso é realmente assim. Só eu – na minha seção em relação à minha alma, em relação à minha parte do trabalho – possuo livre arbítrio. E nem o inanimado, vegetal, animal ou falante, incluindo o Criador, podem intervir. Tudo mais além de mim é o sistema.

Portanto, você pode gritar, chorar, implorar, mas você está enfrentando um sistema, uma máquina. Se você já aprendeu como executá-lo, então você pode fazê-lo trabalhar. E se não, então é necessário aprender mais sobre como fazer isso. Isso é tudo; não há nenhuma desculpa.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/08/13, Introdução ao Livro do Zohar

Dê, Dê, Dê-nos Correção

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa que antes de sairmos às pessoas é necessário obter o poder do Criador com a ajuda do grupo, do professor e dos livros?

Resposta: Obter o poder do Criador significa entender que o Seu poder, a Sua revelação nesse Kli, que é projetado para isso, é necessário para mim. Ou seja, não dentro do meu Kli, mas sim no Kli do outro. Eu tomo as deficiências das outras pessoas e as elevo ao Criador, ou seja, eu peço o poder de sua correção a partir Dele, a descoberta da satisfação dentro deles.

As pessoas querem mais dinheiro, mas eu sei que só é possível satisfazer esse desejo somente através da aproximação do Criador. Todos os desejos não satisfeitos por dinheiro, honra, controle, saúde, segurança e problemas na educação, são derivados de uma falta de Luz. É especialmente por isso que as pessoas estão gritando. Elas saem para demonstrar nas ruas ou se sentam em casa e, silenciosamente, amaldiçoando o mundo inteiro e os governos, mas basicamente elas querem Luz.

Elas simplesmente não sabem o que é isso, como uma criança que não sabe por que está gritando, ela só sabe que dói! Mas por que dói e o que precisa ser feito para não chorar, mas rir, é desconhecido para ela.

E como eu sei disso, e, portanto, através da recepção das deficiências das pessoas, o que elas acham que lhes falta, eu as elevo na medida em que as sinto, de uma forma diferente já. Eu sinto que lhes falta Luz! E é isso que é chamado de voltar-se ao Criador. Eu trabalho para o bem delas, como num nível superior, e elevo seus pedidos para o que está acima disso, para o próximo nível acima de mim.

Desta forma, a sua oração, o seu MAN, que é apenas: “Dê, dê, dê! Dê-nos comida, sexo, família, dinheiro, respeito, informação”, eu passo ao Criador e digo: “Nós, ou seja, eles e eu junto com eles (porque eles se apegam a mim no meu AHP, e nós nos tornamos um único Partzuf espiritual), precisamos da Sua ajuda! Nós exigimos a sua Luz para que ela nos corrija e preencha, para Lhe dar satisfação”.

E como prova de que eu realmente quero agradar o Criador, eu me anulo perante grupo, o professor, o estudo, e o mundo exterior, a humanidade. Eu estou pronto para fazer concessões a estes a fim de mostrar ao Criador que eu realmente quero alcançar a doação, mesmo que apenas um pouco, mesmo sem intenção, mas pelo menos um pouco! Em seguida, de acordo com esta “pequena quantidade” a Luz age em mim, e através de mim ela passa aos que estão abaixo. Assim, é criado um elo: inferior-superior-superior do superior, e eu sou como um irmão mais velho para os menores, tomando o dobro para transmiti-lo aos outros.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 26/08/13

Trabalho Diário Em Prol Da Correção Final

Dr. Michael LaitmanNós representamos o adaptador entre o Criador e a criação, um elo, a nação escolhida, o “reino de sacerdotes”. Nós somos os únicos que receberam esta missão do Criador e cada dia temos que ouvir as instruções de novo do Monte Sinai, entender que o mundo inteiro não é senão um desejo de receber que é percebido dentro de nós, nas formas da natureza inanimada, vegetal, animal e humana. Nossa missão é trazer todos esses níveis à adesão com o Criador.

Outras pessoas não têm qualquer livre arbítrio, quaisquer ações ou pensamentos independentes, nada está em seu controle. A força superior age dentro delas e as coloca diante de nós a fim de nos dar trabalho: para conduzi-las em direção ao Criador. Por meio deste trabalho, nós vamos alcançar a missão sublime que repousa sobre a nação de Israel.

Nós temos que ter essa visão em relação a toda a realidade e toda a imagem que está sendo apresentada em nosso desejo de receber. Não importa como imaginamos ações de disseminação ou trabalhamos para alcançar a unidade e a busca pela força superior que nos corrige e nos une, levando-nos a uma vida boa, mas, naturalmente, por tudo isso nós queremos dizer a adesão com o Criador.

Aos nossos olhos o universo inteiro é dividido em duas metades: o Criador e o desejo que precisa ser levado à adesão com Ele. Através deste trabalho nós vamos alcançar a adesão com o Criador. Essa é a nossa missão e é o único trabalho que existe na realidade. Afinal, tudo o resto simplesmente se desdobra de acordo com o programa da criação no qual não há livre-arbítrio ou trabalho por parte da criatura.

Toda vez que fazemos um apelo às pessoas, à nação física de Israel ou às nações do mundo, a todos elas, devemos ver o desejo que devemos levar à adesão com o Criador. Apesar de estarmos falando com as pessoas em termos simples, devemos sempre lembrar do Criador, e que Ele ordenou este trabalho e nos escolheu para sermos Seus servos e Sua nação santa, o que significa um regulador ou Seus representantes. Além Dele, existe a “matéria” sem livre arbítrio, ou seja, todos aqueles que não possuem o desejo de estar mais perto do Criador, e nós temos que trazê-los para esta adesão. É aí que reside a nossa missão.

A pessoa que realiza esse trabalho e tenta, inclusive na forma mais externa, levar este “material humano” para o Criador, está realizando a missão mais importante. Mesmo que seja apenas o começo, é mais importante do que qualquer outra coisa. Nós devemos compreender, sentir e definir a nossa intenção para que a nossa ação inicial inclua o resultado final, que é levar a natureza inanimada, vegetal, animal e humana à adesão com o Criador. No início de cada acção, nós devemos compreender que estamos fazendo isso em prol da correção final.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 15/08/13

Empatia Como Meio De Correção

Dr. Michael LaitmanOpinião (de DailyMail): “Cientistas americanos transformaram pessoas em vacas usando programas de realidade virtual com o objetivo de convencê-las a comer menos carne”.

“O Laboratório de Interação Virtual Humana da Universidade de Stanford permite que as pessoas pisem nos cascos de uma vaca para uma experiência surreal”.

“O software hi-tech sujeita seres humanos a serem virtualmente picados com bastões elétricos e finalmente arrastados para um abatedouro virtual”.

“O pesquisador Jeremy Bailenson espera que os participantes achem a experiência tão comovente que simpatizem com o gado e optem por comer menos carne como resultado”…

“Não é a primeira vez que pesquisadores têm utilizado a tecnologia da realidade virtual para tornar as pessoas conscientes do seu impacto sobre o meio ambiente”.

“Indivíduos que virtualmente cortaram árvores disseram que pensaram mais tarde na experiência, e reduziram seu consumo de papel”…

“O Laboratório de Interação Virtual Humana foi concebido para ‘aproveitar o poder emotivo da empatia’ e embora utilize tecnologia moderna, a teoria não é nova”.

“Pensa-se que santuários de animais são muito mais bem-sucedidos, pois não só resgatam animais de fazenda, mas incentivam as pessoas a interagir com eles”…

“O mesmo acontece com este último experimento. Os cientistas disseram que tornar-se os animais no mundo virtual e pisar em seus cascos foi uma extensão natural dessa idéia e uma nova maneira de incentivar as pessoas à empatia”.

Meu Comentário: No nosso caso, afirma-se simplesmente: “Ame o teu próximo como a ti mesmo”, ou seja, todas as mudanças em nós mesmos devem ser baseadas na compreensão de nós mesmos, na nossa atitude para com nós mesmos. Tudo o que uma pessoa precisa fazer é uma experiência em si mesma. É por isso que a sabedoria da Cabalá é chamada de parte interna (oculta) da Torá.

Tudo Depende Da Correção

Dr. Michael LaitmanTorá, “Êxodo”, 21:14: Mas, se alguém tiver planejado matar outro deliberadamente, tire-o até mesmo do Meu altar e mate-o.

Se uma pessoa comete intencionalmente um assassinato, nada pode “comprá-la”. Compreende-se que não ela pode permanecer no caminho espiritual se não erradicar o desejo de matar. Se a pessoa não trata de corrigir o desejo de matar ao lidar com ele, além de simplesmente matá-lo, então todo o sistema, todas as suas dez Sefirot, abandonam a própria ação.

“… do Meu altar…” significa que nada é deixado no Partzuf, que está totalmente vazio até o nível de Malchut. Assim, a pessoa deve começar a trabalhar desde o início. Nenhum dos seus sacrifícios é aceito neste momento.

Se a pessoa não é capaz de trabalhar com algo ou alguém e pensa que eles devem ser assassinados, isso significa que ela não é capaz de corrigir alguma coisa ou alguém. Isso torna a pessoa completamente indigna de confiança. Não existe desejo, pessoa, fenômeno, ou ação neste mundo que não precisem ser corrigidos ou que sejam impossíveis de corrigir. Tudo o que há depende de correção, até atingir o estágio da correção final.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/03/13

Não Há Punição, Há Apenas Correção

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo”, 21:18-19: E se os homens brigam, ferindo-se um ao outro com pedra ou com o punho, e este não morrer, mas cair na cama, se ele se levantar e caminhar do lado de fora com o seu apoio, o agressor deverá ser absolvido; ele lhe pagará apenas o tempo que perdera, e o fará curar totalmente.

Do ponto de vista corporal, nós entendemos do que se trata, mas se penetrarmos mais profundamente, vamos descobrir que é muito mais complicado. Trata-se de uma pessoa que pode ser incorporada na sociedade após os danos que foram causados ​​a ela, ser uma parte normal e integrante dela, e quem quer que lhe causou o dano deve compensá-la.

Pergunta: Qual é o significado de “e um ataca o outro” no trabalho interno?

Resposta: A pessoa inclui o mundo inteiro dentro dela, e quando há uma guerra dentro dela, ela deve se tornar seu próprio juiz e considerar com clareza e precisão o que dentro ela é “a favor” e o que é “contra”, de acordo com seu nível.

Existe uma corte superior, uma corte local, uma corte regional, e assim por diante, o que significa que existem diferentes níveis de acordo com a profundidade dos problemas que surgem. Existem problemas que podem ser resolvidos por um simples diálogo entre as pessoas, e há problemas que requerem a intervenção de um terceiro. A Torá fala sobre a intervenção de um terceiro, quando o juiz decide o que fazer em um caso específico.

Trata-se das três linhas em nosso comportamento. Há ações que são resolvidas pela intervenção de forças superiores e condições especiais, e assim por diante.

A Torá não se refere à prisão. De acordo com a Torá, ela não só é inútil, como prejudicial a uma pessoa, uma vez que a separa da sociedade. Não há punição maior do que separar uma pessoa da sociedade, uma vez que é na sociedade que ela se realiza, e se você a separa da sociedade, ela é considerada morta. Assim, não pode haver isolamento. Nós podemos banir uma pessoa de uma sociedade e levá-la para outra, mais inferior, que seja mais adequada para ela.

No passado, havia cidades de refúgio para as quais uma pessoa poderia fugir se tivesse cometido um pecado sem querer. No entanto, se ela deixasse a cidade, poderia ser presa e punida. A fuga para uma cidade de refúgio, para um asilo, era a sua correção.

Isto significa que a providência superior tinha agido sobre a pessoa de tal maneira que ela tinha acidentalmente matado outra pessoa ou causado dano a outra pessoa. Isso significa que ela não participou nesta ação e que esta, inicialmente, não foi intencional da parte dela, mas internamente, sob todos os seus pensamentos e idéias, ainda era parte de sua natureza ou de sua conexão com essa pessoa. Acontece que ela tinha causado o dano ou a morte de outra pessoa, mesmo que isso não fosse intencional. Agora, a fim de corrigir isso, ela deve ir embora. A palavra “punição” não existe na Torá. Há apenas a palavra “correção”.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 29/04/13

Quem Nós Corrigimos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam “Paz no Mundo”: Tudo é avaliado não por sua aparência em um dado momento, mas de acordo com sua medida de desenvolvimento. Tudo na realidade, bom e mau, e mesmo os mais prejudiciais do mundo, tem o direito de existir e não deve ser erradicado do mundo e destruído. Nós devemos apenas consertar e reformá-lo, porque qualquer observação do trabalho da Criação é suficiente para nos ensinar sobre a grandeza e perfeição do seu operador e Criador.

Disso, podem ser tiradas conclusões claras e de longo alcance. Tudo o que acontece no mundo a cada momento vem da única fonte, do Criador. Eu corrijo minha percepção, a minha própria visão. Além disso, eu a corrijo numa única direção: para conseguir plenamente a doação. Assim, eu descubro o mundo, que é menos distorcido pela minha natureza, mais completo; eu vejo que essa é a sua forma verdadeira e imutável.

Pergunta: Se nós corrigimos apenas a nossa percepção do mundo, por que precisamos disseminar entre outras pessoas?

Resposta: Eu quero trazê-las para mais perto da meta através da disseminação. Na verdade, elas são partes da minha alma. O mundo inteiro é parte da minha alma, e eu trabalho com elas duplamente: por um lado, eu levo a Luz a elas, e por outro lado, crio as condições para que elas se aproximem de mim. A principal coisa é que, graças a estas duas ações, diretamente e “pela porta dos fundos”, alternando-as, nós nos unimos, e no final, eu devolvo todas as partes da minha alma.

Esta é a maneira que eu tenho que olhar para o mundo, incluindo a natureza inanimada, vegetal e animal. Toda a realidade é a essência da minha alma, um desejo unificado. Ele é revelado a mim agora porque, por definição, não posso sentir nada, exceto ele. O desejo é o meu “material sensível”, e eu só preciso revelar a sua realidade corretamente. Eu trabalho nisso, corrigindo minha própria percepção.

Como? De acordo com o princípio do “ama o teu próximo como a ti mesmo”. Por quê? Eu faço isso porque agora as partes do meu ego, que distorcem a imagem do mundo, parecem remotas para mim, muitas vezes nojentas, opostas, e eu tenho que corrigir minha percepção.

Assim, no final, eu só corrijo a mim mesmo. É por isso que o Baal HaSulam escreve que mesmo as coisas ruins não devem ser destruídas, mas corrigidas. Agora, eles são ruins, odiosos aos meus olhos, e quando eu corrigir a minha visão, a minha atitude, eles vão se tornar bons e úteis para mim.

É impossível corrigir alguma coisa no mundo, exceto si mesmo. Nós já vemos que isso só traz prejuízos. Portanto, é necessário entender que todas as correções, todas as mudanças positivas, são realizados justamente na nossa atitude.

Mesmo se eu vejo a pessoa mais maléfica diante de mim, eu preciso me corrigir para que ela deixe de fazer o mal. Você só pode destruir alguém se ele quiser parar a minha ação de correção, ou seja, me matar. Assim, ele não me deixa escolha, e neste caso será também uma correção. No entanto, enquanto eu tiver uma solução diferente, eu preciso agir, trabalhar na correção, a fim de que o mal seja eliminado do mundo.

Pergunta: Ainda assim, por que explicamos às pessoas a metodologia integral como se quiséssemos convencê-las de alguma coisa?

Resposta: Porque desta forma nós garantimos a nossa própria correção. Para quem eu explico o método? Eu explico para as partes da minha alma. No entanto, eu não as corrijo, mas apenas dou-lhes uma ferramenta para se corrigir. Para mim, esta é a autocorreção.

Nós devemos imaginar um sistema onde minhas partes estão fora de mim, e é por isso que eu posso corrigi-las desta forma. Eu não as destruo ou suprimo, mas passo o método de correção por meio de explicações gentis. Eu me preocupo com elas, na medida do quanto elas são capazes de usá-lo, e na medida de sua incapacidade, eu crio as condições para que possam se aproximar de mim. No entanto, eu não as atraio à força, não exijo obediência. Afinal de contas, nós estamos separados pela inclinação ao mal e eu tenho que corrigi-la. Em outras palavras, eu faço isso e elas se aproximam de mim, apesar da rejeição mútua. Assim, eu as devolvo à fonte.

Nós temos que pensar nesta imagem. Um motivo maléfico penetrou o desejo unificado, partiu-o em pedaços e os espalhou em diferentes direções. Agora, ao invés de pertencer a um todo, nós experimentamos oposição, ódio; nós precisamos entender como podemos transformar essa separação em unidade. No novo poder da nossa unidade, nós precisamos entender por que começamos a correção desta forma, preservando a singularidade de todos. Eu tenho que proteger o desejo egoísta. É como o “Anjo da Morte”, que vai se transformar no “Anjo Puro”. Sem isso, toda a criação é inútil.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/06/13, Escritos do Baal HaSulam