Textos com a Tag 'CORREÇÃO'

Mudar A Si Mesmo, E Não O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós devemos concordar internamente com todos os distúrbios que vêm do mundo externo?

Resposta: Em geral, a primeira reação de uma pessoa ao que está acontecendo no mundo é querer mudar tudo, organizar o mundo de novo, mudar as fronteiras, tornar a economia saudável. Esta é a reação natural do nosso ego, ou seja, nós mesmos, que é descoberto até que de repente nós começamos a entender que tudo isso é um absurdo!

Onde você viu que a mudança de um sistema para outro ajudou a melhorar a situação? Pelo contrário, no final, ele vai ficar pior. A princípio, parece-nos que tudo está indo bem, que, aparentemente, nós conseguimos alguma coisa e que tudo está bem. Mas à medida que o tempo passa, verifica-se que ele vai ser muito pior do que o que tinha sido antes. E isso é natural, porque não estamos avançando para a correção.

Agora o que nos resta é apenas reconhecer a nossa relação não corrigida para com o mundo.

Tudo o que acontece no mundo só pode ser corrigido através da nossa aproximação do Criador, pois tudo é derivado Dele, a fim de nos empurrar para nos aproximarmos Dele. Nós estamos constantemente nos afastando do Criador. Se nós entendermos que é necessário ansiar por Ele, então nós realmente começamos a nos aproximar de algo bom. Mas, no fim, Ele nos afasta cada vez mais para que possamos chegar a um pleno reconhecimento do nosso ego.

Quando começamos a nos corrigir um pouco, nós avançamos em nosso ego como as linhas direita e esquerda, e já entendemos melhor como agir. Um método de como trabalhar com a crise aparece dentro de nós e nós a corrigimos; é assim que nos aproximamos do Criador. Através disso nós corrigimos a nós mesmos; nós removemos e limpamos a crise sem tocar a economia, educação, informação, tecnologia, ou qualquer outra coisa. Isso tudo é um absurdo, porque a mudança e a nova organização em todas estas áreas não vão garantir nada de bom de qualquer forma.

Mas quanto mais firmemente nos aproximamos do Criador, mais Ele nos mantém longe Dele, e através disso o mal é descoberto; desta forma, nós movemos rapidamente todo o mal em direção ao bem. Portanto, não é necessário aspirar a mudar o mundo, a sociedade e todas as áreas da vida.

Tudo o que precisamos fazer é mudar a pessoa como a base para mudar o mundo. Isso é especificamente o que precisamos aprender por nós mesmos, explicar à humanidade e ensinar os outros.

Com Novas Forças Para Atacar A Correção

Dr. Michael LaitmanApós os estágios iniciais da conexão correta com o grupo, é necessário continuar estudando O Livro do Zohar com o mesmo método que os alunos aprenderam com Rabi Shimon. Eles mesmos escreveram o livro, revelaram os níveis, os estados espirituais, e expressaram por escrito. Rabi Shimon ensinou, Rabi Abba e Rabi Elazar explicaram o que ele disse.

O Ramchal descreveu isso no livro, Adir BaMarom: E Rabi Shimon bar Yochai revelou os segredos da Torá, e os amigos ouviram a sua voz, e eles se juntaram a ele nessa conexão, cada um respondendo por sua parte. Isso é o que Rabi Shimon bar Yochai queria, que um livro fosse escrito que incluísse as palavras de todos os membros de sua Yeshiva, e que o livro fosse escrito sobre a Torá, pois outros escritos falam sobre ideias particulares, embora O Zohar que é feito sobre a Torá é chamado de grande abertura de toda a Torá. E Rabi Shimon bar Yochai ordenou que o Rabi Abba fosse o escritor e organizasse todas as coisas que os sábios da Yeshiva disseram, sempre e onde quer que fossem, tudo organizado de acordo com a ordem na Torá.

Essa é também a forma como devemos conviver em grupos, a fim de estudar O Livro do Zohar, e assim a sua Luz vai nos influenciar. Se fizermos um esforço para sermos como os alunos do Rabi Shimon, a fim de nos conectarmos para que sejamos todos como um homem com um coração e com amor dos amigos, então a Luz nos influenciará e nos dará um sentido maior de conexão. Dentro disso, vamos começar a descobrir a rede de conexões entre nós chamada Partzuf das dez Sefirot.

Primeiro dentro destas dez Sefirot, a menor Luz vai aparecer, Ohr Nefesh de Nefesh de Nefesh. Mas isso já é um alento (sopro, fôlego), uma espécie de sentimento do mundo espiritual. Embora eu ainda não possa agir de forma independente, eu me encontro e existo no mundo espiritual. Então, nós desenvolvemos as relações entre nós mais e mais; nós descobrimos Ruach de Nefesh de Nefesh, e assim por diante.

Nós começamos a entender mais e a sentir a conexão entre nós. A qualidade do nosso Partzuf gradualmente cresce, e a Luz geral começa a ser cada vez mais clara dentro dele, na medida em que revela sua relação com o Kli. É assim que chegamos a um sentimento pelo programa geral que opera entre nós e entendemos o que está acontecendo entre nós, que está acontecendo em toda a realidade, em todo o mundo e em todos os mundos.

Tudo isso será revelado dentro das dez Sefirot da conexão entre nós, exatamente como os dez alunos de Rabi Shimon descobriram quando estavam conectados somente dentro de seu grupo. Eles não estavam conectados com o resto do mundo, no entanto, eles descobriram toda a realidade infinita.

Em outras palavras, todos os meios estão em nossas mãos. Nesse meio tempo, o mundo se deteriora, tornando-se cada vez mais escuro e sinistro. Está escrito sobre estes tempos que a insolência será multiplicada imensuravelmente, e que todos os problemas e todos os tipos de infortúnios cairão sobre o mundo. Mas nós devemos entender que tudo isso está acontecendo especificamente porque a Luz está se aproximando do nosso mundo, e que o mundo deve estar cada vez mais adaptado à Luz. E se ele não se acomodar à Luz, em vez de Luz, ele vai ver escuridão, porque ele está nas propriedades opostas à Luz. Portanto, a nossa obrigação é imediatamente começar a explicar ao mundo do que depende o nosso futuro melhor. Que só através da conexão entre nós e graças ao Livro do Zohar todos nós podemos sair do exílio a partir desta escuridão.

Por isso, eu estou feliz que nós começamos a traduzir o Livro do Zohar em várias línguas. Nós esperamos que esta convenção seja um bom começo para a aceitação desse presente que recebemos: O Livro do Zohar, e daqui pra frente vamos continuar com a correção com um poder muito maior do que tínhamos até agora.

Da Semana Semana do Zohar “Convenção Mundial do Zohar” Dia Um 05/02/14, Lição 2

Um Desejo Por Controle Corrigido

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu devo fazer se quero controlar os amigos e vejo o mesmo desejo em outros? Como faço para canalizar esse desejo para o benefício da meta e do grupo?

Resposta: Se você quer ser como um pai e uma mãe para com os amigos, então você está preocupado o tempo todo com eles como se eles fossem seus filhos. Por favor, controle-os como você faria com os pequeninos, mas apenas na condição de que você age somente para o benefício dos pequeninos, que os desejos, necessidades e deficiências deles são o que determinam os seus pensamentos, ações e desejos.

Eles são a sua cabeça, e você está fazendo o que eles querem. Isso é chamado ser Aba ve Ima. Por favor, controle-os!

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/02/14, Escritos do Rabash

Uma Orquestra De Virtuoses Da Correção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível que, no fim da correção, ainda haverá algumas diferenças entre nós, mas ao mesmo tempo vamos ser totalmente iguais?

Resposta: É como uma orquestra filarmônica em que cada músico é um notável, um talento bem conhecido, mas um toca violino, outro viola e outro fagote, e assim por diante. Todos os músicos diferem entre si, mas, ao mesmo tempo, estão no mesmo nível.

Esta é a igualdade que queremos alcançar entre as pessoas. Embora todas sejam diferentes por natureza, ainda queremos que todas cheguem ao mesmo nível. Se cada um doa para todo o sistema integral, ele é completamente igual aos outros. Não há grande ou pequeno. Essas diferenças existem apenas até o fim da correção, e, depois, todos se complementam e se tornam iguais.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/01/14, Talmud Eser Sefirot

Subindo Os Níveis De Correção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos conectar as duas expressões: “mandamentos que não precisam de uma intenção” e um “mandamento sem intenção” é como um corpo sem alma?

Resposta: “A implantação dos mandamentos não requer uma intenção” refere-se ao fato de que, mesmo quando ainda não temos a intenção a fim de doar, ainda tentamos nos conectar com os amigos e isso nos leva à intenção correta de amor e doação.

Uma intenção a fim de doar significa que eu me concentro em você e quero preenchê-lo. Uma pessoa neste mundo não tem essa intenção. Nós nascemos sem ela, vivemos nossas vidas, e chegamos ao grupo. Isso significa que o mandamento não precisa de uma intenção. Portanto, comece do jeito que você é.

Mesmo que você tenha uma intenção, ela é apenas para si mesmo e não para qualquer outra coisa (é assim que fomos trazidos para a Sabedoria da Cabalá). Assim, estude e você terá sucesso.

Suponha que temos dois níveis de energia. O nível mais baixo é a intenção a fim de receber que não tem a intenção de doar. Há uma fase de preparação (Acham) para a intenção a fim de doar entre este nível e o próximo, e depois há a Machsom (barreira que nos separa do mundo superior).

Acima da Machsom nós descobrimos a intenção que é externa a mim, ou para doar, o atributo de Bina, a Luz de Hassadim (misericórdia). Depois, há a intenção de receber a fim de doar, ou a Luz de Hochma, e há o fim da correção (Gmar Tikkun).

Primeiro nós estamos no nível mais baixo no qual temos um desejo normal e saudável de receber a fim de desfrutar.

Aos poucos, nós chegamos ao reconhecimento de que não temos a intenção de doar.

A pessoa decide: “Eu devo começar a mudar a mim mesma”, e assim ele atinge a fase da preparação muito séria para a intenção a fim de doar chamada tempo de preparação (Zman Achan).

Este trabalho muito duro pode levar meses e até anos. Gradualmente, sob a influência da Luz Superior, a pessoa atinge a intenção de doação fora de si mesma.

Ao mesmo tempo, ela não dá nada, mas simplesmente existe como um embrião (Ubar). Ela se adere ao superior e se anula como um embrião, ou como uma criança pequena em relação a um adulto, sem interferir no seu crescimento na medida em que permite que o superior faça o que for necessário com ela: “Faça o que quiser comigo; eu concordo com tudo”, e isso é dirigido contra o seu ego crescente.

Quando ela completa a correção de todos os seus desejos, ela sobe para o último nível onde pode receber prazer a fim de doar em prol do Criador.

Este é um nível muito alto, e nós queremos alcançá-lo ao realizar e completar todas as correções.

Perder-Se A Fim De Encontrar

Dr. Michael LaitmanA pessoa passa por várias fases antes de chegar a sua primeira correção espiritual, a equivalência de forma com o Criador. A palavra “lugar” é frequentemente usada em referência ao Criador. Por que o Criador é chamado de “lugar”?

Um lugar é um desejo. Um lugar que recebeu o atributo de doação é, na verdade, a imagem do Criador. Assim, todas as intenções, todo o trabalho de uma pessoa, devem ser destinados ao mesmo lugar: a fim de corrigir os seus desejos para que eles sejam a fim de doar. A imagem do Criador que é revelada no lugar corrigido, ou seja, nos vasos corrigidos, já é o resultado da influência das duas linhas.

A primeira fase da correção de uma pessoa é quando ela para de pensar em si mesma e já começa a entender e sentir que a correção é cumprida apenas através da conexão. A pessoa já entende que deve estar num grupo que é considerado um no que diz respeito ao Criador. Aos poucos, ela entende o conceito de conexão e não se vê como uma parte separada do grupo, como sendo cortada do geral. Como está escrito: “… porque eu, o Senhor, habito no meio dos filhos de Israel”.

Graças ao seu trabalho no grupo, a fim de alcançar a garantia mútua, os pensamentos dos amigos e a influência da Luz que é atraída por nossos esforços coletivos, a pessoa chega a esse estado quando começa a olhar para tudo do centro da grupo. Então, ela sente um novo endurecimento do coração, e deve chegar ao “lugar” repetidamente. Depois de um tempo, ela entende que sofreu uma mudança que antes não parecia importante. A opinião pública, o estado do grupo, torna-se muito caro para ela.

As pessoas do grupo se tornam importantes e queridas para ela, e ela começa a se preocupar com elas mais do que com seus próprios filhos. É porque ela sente a família no nível corporal, físico, enquanto sente os amigos no nível espiritual. Ela entende que tem a obrigação com sua família, mas começa a entrar plenamente nos corações dos amigos, quer viver lá, e garantir-lhes tudo de melhor. No final, o estado dos amigos determina e impõe todos os seus pensamentos e ações, e determina com o que ela se preocupa, como uma mãe que só se preocupa com seu bebê, e tudo o que ela faz é para ele. É assim que a pessoa começa a tratar o seu grupo.

Gradualmente, o conceito do Criador é esclarecido no grupo de acordo com os esforços da pessoa em organizar e retratar o vaso geral, o lugar corrigido, um só coração e mente geral, e a dor que ela sente no momento, pois ela não pode chegar a tal unidade, e de acordo com tais esforços, a imagem do Criador começa a ficar clara para ela neste grupo unificado.

A Luz Circundante a influencia através do seu desejo pelo centro do grupo, pelo desejo de ver que todo mundo está corrigido e aguardando o Criador, que é revelado de acordo com os esforços da pessoa no grupo. Assim, ela se aproxima do Criador através do grupo.

No momento, nós não entendemos como uma pessoa pode se perder no grupo e, ao mesmo tempo, sentir que ela existe, age e opera. Do ponto de vista do seu ego, o seu eu desaparece totalmente, mas, da perspectiva da doação, ele realmente cresce até que a pessoa se eleva ao nível do Criador, que é revelado no grupo. Baal HaSualm diz: “É natural que, quando a Luz do geral ilumina, o individual é anulado no que diz respeito ao seu próprio eu e não sente a si mesmo”, mas sente o geral e o Criador nele!

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 12/01/14

Elevar O Peso Da Correção

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“: Para entender essas questões e perguntas, a única abordagem é examinar o fim do ato, ou seja, o propósito da Criação. Pois nada pode ser entendido no meio do processo, mas apenas na sua extremidade. E é claro que não há ato sem um propósito, pois só os loucos podem atuar sem propósito.

Uma pessoa nunca age sem propósito. Se uma pessoa não pensa, por que ela deveria se esforçar? É um sinal de transtorno mental ou que ela é uma criança impulsionada pelo plano do seu desenvolvimento natural, embora não possamos detectar isso pelas verdadeiras ações. Quando uma pessoa constrói uma casa para viver nela, tudo é claro para nós. Mas nós temos que entender que nem sempre podemos ver o resultado claro de uma ação. Se não virmos o resultado, isso significa que há certa desordem que não existe na natureza.

Vamos falar sobre o porquê existem tais defeitos no mundo, mas por enquanto vamos concordar que eles causam ações não planejadas.

Eu sei que há aqueles que lançam sobre suas costas o peso da Torá e Mitzvot, dizendo que o Criador criou toda a realidade, e então a abandonou, por causa da inutilidade das criaturas, inaptas para o Criador Excelso vigiar seus pequenos atos maus.

Em outras palavras, há pessoas que não pensam que temos que corrigir o nosso desejo de receber pelas Mitzvot, como se diz: “Eu criei a inclinação ao mal, eu criei a Torá como tempero para ela”. Portanto, a Torá é a Luz que Reforma, o meio de correção em que há uma força especial.

Nosso desejo é dividido em 613 partes e elas são todas corrompidas; “a inclinação de uma pessoa é má desde a sua mocidade”. Nós temos que corrigir a inclinação ao mal com a ajuda da Luz que Corrige chamada Torá. Assim, as pessoas que assumem que isso não é verdade são chamadas de os que lançam sobre suas costas o peso da Torá e Mitzvot. Elas querem viver a sua vida normal e não corrigir a sua natureza, e alcançar uma equivalência de forma com o Criador e aderir-se a Ele. Elas não entendem o objetivo da criação e não entendem por que a inclinação ao mal foi criada em primeiro lugar.

Na verdade, eles falaram sem conhecimento, pois é impossível comentar sobre nossa pequenez e insignificância antes de decidirmos que criamos a nós mesmos com todas as nossas naturezas corrompidas e repugnantes.

O objetivo da criação é beneficiar os seres criados. “Beneficiar” significa que o ser criado se torna semelhante ao Criador, pois Ele é bom e benevolente de uma forma integral que não pode ser subestimada. Eu não posso fazer algo de bom em menor grau, uma vez que significaria que eu não sou benevolente. Assim, o ser criado tem que atingir o nível do Criador. Porém, a fim de sentir o Criador, ele tem que permanecer um ser criado. Então, quando o ser criado se aproxima do Criador, ele sente como é oposto a Ele. É somente pelo contraste entre a Luz e a escuridão numa pessoa que ela sente a altura do nível de equivalência de forma com o Criador.

Esta é a razão para a corrupção do mundo, e a razão de não entendermos ou sentirmos o Criador, e por isso não podermos justificar este estado.

Tudo isso é verdade, mas temos que estudar a razão para isso. O mundo é construído dessa maneira de propósito para que possamos corrigi-lo por nós mesmos. O mundo é realmente o desejo geral de receber corrompido. Assim, nos foi dada a Torá, não o livro da Torá, mas a força espiritual superior, a Luz que Reforma, que podemos atrair sobre o nosso ego, sobre todas as corrupções em nós, e, assim, cumprir a correção até que não sejamos “aqueles que lançaram sobre suas costas o peso da Torá e Mitzvot“.

“Mas, enquanto nós decidimos que o Criador, que é absolutamente perfeito, é Aquele que criou e projetou o nosso corpo com todos os seus atributos admiráveis ​​e desprezíveis, certamente não pode nunca surgir um ato imperfeito sob a mão do trabalhador perfeito, já que cada ato atesta seu realizador. E qual é a culpa de uma vestimenta ruim, se alguns alfaiates ruins a fizeram?”.

Portanto, não podemos ter quaisquer reclamações sobre o ser criado, pois se existe um Criador, todas as suas queixas devem ser para Ele.

É por isso que dissemos que a criação era inicialmente corrupta, para que possamos corrigi-la por nós mesmos e, no caminho, recolher todas as peças do quebra-cabeça, de modo a sentir que Ele é o bom e benevolente que nos leva à eternidade e perfeição.

A mesma coisa nós encontramos em “Masechet Taanit“,  20: “Um conto sobre o rabino Elazar que se deparou com um homem muito feio”.

Rabi Elazar, filho do Rabino Shimon Bar Yochai, sentiu dentro de si a revelação do homem mais feio e terrível. Ele sentiu que estava totalmente preenchido com todos os atributos negativos possíveis que uma pessoa pode ter. É um nível muito alto, uma vez que “o Criador criou-os em contraste um com o outro”, e “aquele que é maior do que seu amigo seu desejo é ainda maior”. Isso significa que Rabi Shimon estava pronto para aceitar a revelação de todo o mal nele nas formas mais feias possíveis.

Ele lhe disse: “Como este homem é feio”. O homem respondeu: “Vá e diga ao artesão que me fez ‘Como é feio esse vaso que você fez'”. Por isso, aqueles que afirmam que por causa da nossa baixeza e insignificância, não somos aptos para que Ele cuide de nós, e por isso Ele nos abandonou, não fazem outra coisa que mostrar a sua ignorância. Tente imaginar: se você encontrasse um homem que criasse criaturas justamente para que elas sofressem e agonizassem toda a sua vida como nós, e não só isso, mas as lançasse atrás das suas costas, não querendo sequer cuidar delas, para ajudá-las um pouco. Quão desprezível e baixo você o consideraria! Pode uma coisa assim ser pensada Dele?

Será que o Criador criou tudo apenas para que o ser criado sofra? Claro que não. Ações imperfeitas não podem ser derivadas do Ser perfeito que age.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/12/13,Escritos do Baal HaSulam

Trabalho Em Círculos Concêntricos

Dr. Michael LaitmanAté o fim da correção (Gmar Tikkun), todo o nosso trabalho espiritual é realizado através do ambiente, até que esse ambiente e eu nos tornemos um todo. Todos esses níveis são como círculos concêntricos ao redor de um ponto central.

Desde o círculo mais externo, de mim mesmo, o egoísta completo, primeiro eu entro no primeiro círculo, no grupo, e começo a me mover em 125 círculos cada vez mais fundo internamente.

Quando mais eu estou incluído no grupo, mais eu me aproximo do Criador, que se encontra em seu centro. O ponto central é o ponto deste mundo, o ponto central do mundo do Infinito. Tudo volta a um ponto, o “ponto negro” de Malchut.

Todos os estados que estamos estudando falam do quanto temos nos conectado, circulando dentro da conexão, cada vez mais fortemente nos tornando um, qualitativa e quantitativamente. Deste modo são medidos os níveis espirituais. É possível dizer que eu começo do círculo maior e depois avanço em círculos cada vez mais contraídos, centrando-os cada vez mais do ponto de vista do esclarecimento, conexão e unidade, ou seja, qualitativamente.

Mas é possível dizer que com isso eu posso expandir para mais pessoas externas a educação integral, porque o Criador me deu o AHP para trabalhar, o qual é necessário para eu avançar. Então eu faço o oposto; eu vou do ponto central para círculos cada vez mais amplos. É possível dizer isso também: nesse sentido, eu saio para círculos cada vez mais amplos, para as massas, em outras palavras, transformando num “aumento quantitativo”; simultaneamente com o trabalho com esta quantidade maior, eu me contraio com meu conhecimento e emoção mais e mais em direção ao centro, ou seja, mais qualitativamente, cada vez mais perto de um único todo.

Da mesma forma, é possível dizer que, neste mesmo lugar que eu desenvolvi, nisso eu me torno cada vez mais como o Criador. Lá, no ponto central, eu encontro o Criador e passo a ser como Ele, começando com um ponto e crescendo mais e mais.

É possível expressar este processo em diferentes formas, mas, essencialmente, não existe nenhum outro trabalho, não existem outras realizações e meios além do ambiente. O ambiente é o grupo, o Rav, os livros e o Criador, que está escondido dentro deles e se torna o nosso objetivo final. Caso contrário, não podemos nos dirigir a Ele.

Nós nunca podemos nos voltar ao Criador se não O estabelecemos no centro da conexão do grupo. Tudo o resto será simplesmente falso. Além disso, trabalhar com o público externo mais amplo é imperativo.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/12/13, O Zohar

Duas Partes De Uma Fonte

Dr. Michael LaitmanPergunta: O ser criado é a parte não corrigida do nosso desejo e tudo o que acontece conosco só para que peçamos ao Criador para corrigi-lo. Preocupar-se com problemas corporais também é necessário, a fim de se voltar ao Criador?

Resposta: Sim, a parte corporal também deve ser concentrada no Criador, já que tudo provém da mesma fonte, da Luz. Parte dela nos preenche e nos permite viver, sentir a nós mesmos, para sustentar nossa existência física, e parte da Luz deve ser atraída por nós de acordo com os nossos esforços.

Em geral, nós não pensamos na parte que nos preenche com a força da vitalidade; tanto quanto o Criador nos dá é o que será. Refere-se ao inanimado, vegetal e animal. E a parte que pode ser desenvolvida ao ansiar pelo Criador, a subir, pertence à sabedoria da Cabalá, ao mundo espiritual.

Da Discussão sobre Grupo e Disseminação 23/10/13

A Fórmula Da Correção: Um Círculo – Uma Linha – Um Círculo

Dr. Michael LaitmanComo resultado de todas as correções, nós temos que voltar à forma de um círculo, que foi criado pelo Criador no mundo de Ein Sof (Infinito). Mas isso só pode ser feito por uma infinidade de linhas, o que significa restrições do desejo de receber, Masachim (telas) e Zivug de Haka’a.

A linha direta é justiça; pague e você vai receber! Os círculos são como uma mãe que está pronta para nos dar tudo o que tem: pegue o que quiser.

Mas os círculos que nós ansiamos depois da correção possuem um número tão grande de linhas retas que tomam a forma de um único círculo. Se não existem limitações em meu desejo e ele está totalmente corrigido, eu me torno um círculo, que doa igualmente, “Eu sou para meu amado e meu amado é para mim”.

Claro, nosso ego é um círculo e este círculo é corrupto. Ele quer desfrutar tudo o que vê sem quaisquer limitações e contas. Nós temos que trazê-lo à forma de um círculo corrigido para que ele seja totalmente a fim de doar, acima de todas as contas. Sua correção é realizada por uma linha. Nós restringimos o nosso desejo e o limitamos por um Masach. É o Masach que transforma o círculo numa linha, uma vez que limita o círculo e o organiza de acordo com certa ordem e certa conta.

Se não fosse o Masach, os vasos permaneceriam círculos, como a Luz que os criou. Após as restrições, no entanto, nós dizemos não à recepção ilimitada e estamos dispostos a receber somente de acordo com certa razão, certa conta, certo acordo. O Criador não está envolvido nisso.

Restringindo-se, você parece dizer ao Criador: “Espere, por favor, dê-me tempo para gerenciar meu desejo de receber. Eu quero corrigi-lo. No momento que eu o corrigir nós iremos nos conectar. Por favor, não me interrompa, apenas me ajude quando eu pedir Sua ajuda”. Se eu não fizer isso, vou sentir vergonha, e se eu fizer isso, serei digno e independente.

O trabalho numa linha reta significa trabalhar de acordo com a justiça. Isso é determinado por quanto eu posso colocar o grupo em contraste com o meu desejo de receber, para que com a ajuda do grupo eu atraia a Luz que Reforma e peça ajuda ao Criador. A linha reta está trabalhando com o Masach, de acordo com a minha capacidade de superar a vergonha e transformá-la em respeito, de acordo com uma conta de quanto a pessoa pode usar a sua natureza e a natureza do Criador,

Pergunta: Uma linha comum conecta pontos. O que esta linha conecta?

Resposta: Esta linha conecta o desejo de receber e a Luz através do Masach. Assim, o círculo “a fim de receber” se transforma em um círculo “a fim de doar”. O círculo corrigido é criado multiplicando o número de linhas até Ein Sof. Se encontrarmos até mesmo um grão de “desejo de receber”, podemos transformá-lo em uma linha.

Acontece que uma quantidade infinita de linhas torna-se um círculo. Receber a fim de doar infinitamente é também chamado de círculos. Assim, nós voltamos ao mundo de Ein Sof. Nós podemos transformar nosso desejo de receber em linhas, com exceção do coração de pedra que será corrigido por todos os nossos esforços de uma só vez no final. Isto é de acordo com a condição de: “Ele engoliu um exército e deve vomitá-lo”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/11/13, Talmud Eser Sefirot