Textos na Categoria 'Zohar'

As Menores Flutuações Na Intenção

Pergunta: Ler o Livro do Zohar, com a certa intenção o transforma na “poção da vida.” O que significa “a poção da morte” ao ler o Zohar?

Resposta: O Zohar pode funcionar como a “poção da vida” ou a “poção da morte”, e usando a Luz da Torá pode ser bom ou ruim.Tudo o que acrescenta força à nossa natureza pode vir a ser útil ou prejudicial, ou seja, transformá-la na “poção da vida” ou na “poção da morte.” Esta é a razão pela qual sempre nos referimos à intenção (ao invés de ação ) como a coisa mais vital.

Nós nem sequer percebemos a extensão na qual todos nós vivemos no mundo das intenções. Às vezes eu sou empurrado por alguma coisa, mas a minha atitude muda radicalmente quando eu começo a entender que foi feito com boa intenção. Mudou alguma coisa? Só a minha percepção da intenção que está por trás da ação.

Assim, a única diferença reside na intenção: O que exatamente eu antecipo a partir de uma ação? A diferença está em usar a Luz como a “poção da vida” ou a “poção da morte.” É a diferença entre dois mundos.

Nosso avanço ocorre apenas na intenção e do nível da nossa capacidade de compartilhar, diferenciar, e senti-la, a fim de sentir a menor flutuação da nossa vontade pessoal e não a intenção do nosso ambiente.

A partir da 2 ª parte da lição diária de 9/27/10 de Cabala , o Zohar

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Benção E Condenação

Pergunta: Quais são as bênçãos e condenações das quais o Zohar fala?

Resposta: A bênção é uma força que me permite elevar-me acima do egoísmo e contatar com outras pessoas. Para abençoar significa dar a força de amar e doar. A condenação é uma ação reversa, quando uma pessoa está privada da possibilidade de amar e doar.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabala de 9/24/10 , o Zohar

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O Zohar Revela-se Para Todos

Pergunta: Será que temos que sentir o que o Zohar descreve dentro de nós, ou devemos procurar a sensação do Zohar em nossa ligação com o grupo?

Resposta: O Zohar nos fala sobre vários estados que cada um de nós sofre individualmente. No entanto, uma pessoa pode se preparar para isso só através da união com o grupo, semelhante aos autores do Livro do Zohar, que escreveram durante o estado de unidade.

Eles escreveram sobre a unidade, doação, bem como seus diversos níveis. Os níveis de unidade são os 125 degraus de ascensão. Em cada degrau, uma multidão de desejos de uma pessoa e as qualidades se unem para se tornar equivalente a única Luz.

Da Lição Diária de Cabala de 24/9/10, o Zohar.

A partir da lição diária 9/24/10 Kabbalah , o Zohar

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“Vire A Sua Face Para A Parede”

O Zohar, no capítulo “VeYechi (E Jacó Viveu),” Item 392: Uma parede é o Senhor de toda a terra, a Divindade, como está escrito: “Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra.” Assim, a arca da aliança, a Divindade, é o Senhor de toda a terra, que é uma parede, e por esta razão, “Ezequias virou o rosto para a parede”.

Precisamos nos voltar para Malchut, nosso receptor espiritual coletivo (Kli, desejo), onde estamos todos conectados. Isso é chamado de “virar para a parede”, com um pedido que queremos nos integrar e ver que nos separa do Criador.

Conforme restauramos este muro  unindo todos os nossos desejos, ele começa a nos ligar ao Criador e transforma de uma tela separada em uma de ligação.

Qual é a condição que isso torna-se possível? Se nós “reclinarmos,” o que significa não realizar nenhuma ação de nós mesmos, então o Rosh (cabeça), Toch (corpo), e Sof (extremidades) dos nossos Partzuf espiritual (alma) estão no mesmo nível. Assim, voltamos nosso rosto para a parede e desejamos pôr nossa conexão para realmente se tornar um ponto de conexão com o Criador.

Ou seja, quando a Shechiná, a nossa unidade, torna-se um recipiente (Kli) de realização.

Da segunda parte da Lição Diária de Cabala de 9/24/10, o Zohar

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Como Entrar No Livro Do Zohar

O Zohar, no capítulo “VeYechi (E Jacó Viveu),” Item 376: Onde estão as bênçãos necessárias, o Criador, Malchut, deve ser abençoado em primeiro lugar. E se o Criador não é abençoado em primeiro lugar, as bênçãos não duram.

Quando lemos os livros sagrados, lemos sobre os estados que nós teremos que experimentar no futuro. No entanto, nós ainda não sentimos o texto que os cabalistas, escrevem desta forma.

É impossível descrever a espiritualidade de qualquer outra maneira além de tirar as palavras do mundo material. Não há palavras na espiritualidade. Então, como alguém pode narrar sobre isso? Como se pode explicar fenômenos que não existem no nosso mundo? [Leia mais →]

Como Ir Da Imagem Corporal Para A Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando nós lemos O Zohar, eu estou constantemente imaginando coisas neste mundo. O que eu devo fazer?

Resposta: Isso não importa. Se você quer ver o Criador por trás dessa imagem corporal, então é uma coisa boa. Gradualmente, as imagens corporais, tais como “homem”,”Abraão”,”plantas” e “animais” se transformarão em uma figura de características e qualidades. Todas as palavras começarão a dar-lhe uma impressão sensorial, porque tudo é realmente representado dentro dos nosso sentimentos.

Se agora você está vendo apenas as imagens e quadros corporais, é porque, por enquanto, você está vivendo na imagem deste mundo, com a qual você está acostumado. No entanto, a Luz gradualmente fará com que você sinta características, qualidades e forças. Em vez de palavras designando pessoas, objetos inanimados, plantas e animais, você começará a sentir as qualidades de cada um deles dentro de você e as correlações entre eles. Então, você começará a juntar a imagem desses estados desde o seu interior, as impressões sensoriais. Esta imagem será organizada em você como resultado das qualidades de todos os detalhes da narrativa.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 20/09/10, O Zohar

Quem Está No Outro Lado Da Imagem?

Dr. Michael LaitmanNo final é dito e feito, o resultado que obtemos ao estudar a ciência da Cabala vem da Luz que Corrige. Ela me influencia, esclarecendo-me toda a imagem da realidade, e, como resultado, eu percebo o mundo espiritual como uma imagem que é apresentada em meus desejos.

Os meus desejos são um meio de sensação, e para sintonizar a pessoa com a Luz que Corrige, nós estudamos O Livro do Zohar. Durante o estudo, eu procuro uma maneira de ver o Doador através da imagem que surge em mim. Eu preciso almejar sentí-Lo, Aquele que age interiormente e que forma a imagem que eu vejo. Esta imagem encontra-se entre eu e o Criador, como uma mesa cheia de bebidas, mas quem está do outro lado de mim? Quem é Ele, Aquele que faz essa imagem para mim?

Portanto , tudo o que existe, todo este mundo e tudo o que eu imagino ao ler O Livro do Zohar, torna-se um meio de eu revelar a Fonte. Nesse caso, eu estou realmente “estudando a Torá”.

Eu exijo a Luz que Corrige, mas por quê? A fim de revelar a Fonte, o Criador, como está escrito: “O propósito da ciência da Cabala é revelar o Criador às criaturas deste mundo”.

Quando nós lemos o Talmud Eser Sefirot, nós também trabalhamos para revelar o Criador, tal como quando estudamos O Zohar. Nós lemos sobre a mesma coisa, mas em uma linguagem técnica e não literária. Além disso, nós não o lemos com o coração, mas com a mente. No entanto, nós fazemos isso com a mesma intenção, que é revelar o Criador.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 20/09/10, O Zohar

Aspire À Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que quando nós lemos O Zohar devemos tentar reconhecer a força que está por trás da história. É correto imaginar que alguma força está falando comigo numa língua que eu não entendo, e que eu estou tentando entender essa língua como uma criança que ouve os outros falando com ela e aprende a língua desse jeito?

Resposta: Não, isso é incorreto. Através da minha mente e dos sentimentos corporais eu nunca serei capaz de reconhecer a imagem por trás da qual encontra-se o Criador. A minha única tarefa durante os estudos é despertar a influência especial chamada “Luz Corrige”, que construirá uma nova qualidade em mim, permitindo-me sentir a imagem de um mundo diferente.

Neste momento, falta-me a qualidade que eu preciso para perceber o Criador através do texto do Zohar. Essa qualidade deve ser formada em mim de forma gradual, como resultado do meu esforço. A Luz me influencia e cria um sentido interno adicional: a qualidade de doação. Assim, eu começo a sentir o Criador através deste sentido. Nenhum outro esforço ou objetivo ajudará durante o estudo de livros “sagrados” (isto é, livros sobre o Mundo Superior e o Criador). Portanto, todos os meus esforços devem ser dirigidos apenas para despertar a Luz Circundante.

O Criador só pode ser revelado se eu for semelhante a Ele, tendo as mesmas qualidades. Ele é a Doação total, enquanto que eu não tenho a qualidade de doação, o sentido através do qual eu O revelarei. Eu só posso adquirir esse sentido através da influência da Luz que Correige, que está oculta, porque a Luz cria a qualidade de doação em mim. Então, eu reconhecerei o Criador.

Portanto, à medida que lemos O Livro do Zohar, cada um de nós deve se esforçar em despertar esta Luz para influenciá-lo.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabala 20/09/10, O Zohar

Revelando O Criador Através Do Zohar

Dr. Michael LaitmanÀ medida que nós lemos O Zohar, o que é importante para mim? Conhecer o texto em todos os seus detalhes ou conhecer o Criador? Afinal de contas, O Zohar fala sobre Ele e Suas ações. Será que eu quero saber o que está escrito a respeito das ações em si, ou sobre onde e de Quem vêm essas ações?

Há um ponto de quebra oculto aqui, que leva ao sucesso ou fracasso, à Luz ou escuridão, à revelação do Criador ou lembrança do texto, estudar a Torá ou alcançar Aquele que dá a Torá. O objetivo é revelar e conhecer o Criador que está por trás do texto. Ele é exatamente o que é importante para mim, e é por isso que eu penso sobre a forma de revelar a força através das ações que são descritas aqui.

É como se eu me sentasse à mesa com o Anfitrião que preparou os pratos mais requintados para mim. No entanto, eu nem sequer olho para os pratos ou presto atenção em qualquer coisa a minha volta. Não significa que eu abandono tudo; eu só uso isso para revelá-Lo e para obter uma conexão com Ele.

Antes de mais nada, por que eu vim para essa mesa? Eu vim por causa do Anfitrião, a fim de encontrá-Lo, e não pela comida. Uma vez que eu realizo várias ações a fim de conhecê-Lo, eu estou autorizado a pegar qualquer coisa que eu queira da mesa, para saboreá-la e apreciá-la. Eu posso fazer qualquer coisa, desde que Ele seja importante para mim e o restante seja apenas um meio.

À medida que lemos O Zohar, nós estudamos as ações do Criador, e o único propósito para isso é revelá-Lo. Nós devemos nos concentrar no que está por trás do texto e tentar penetrar através dele. Por um lado, o livro parece confundir-me. Por outro lado, através do meu esforço em penetrá-lo, de repente eu começo a perceber o Criador por trás dele. Não há nenhuma outra oportunidade de revelá-Lo. Não há nenhuma outra conexão com o Anfitrião.

Eu não O compreendo, porque Ele se esconde atrás da mesa. Eu só posso compreendê-Lo ao estudar os pratos que me foram dados. Por exemplo, eu gosto de doces e Ele os preparou para mim. Ele criou-me para gostar de doces e Ele os deu para mim. O que Ele deseja com isso? Além disso, eu realmente não gosto de coisas amargas, mas Ele me dá o amargo. Por quê? Eu preciso revelá-lo através de mim.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 20/09/10, O Zohar

Os Mundos Entre Nós

Dr. Michael LaitmanÀs vezes, a linguagem do Zohar parece muito estranha, mas, na verdade, a história por trás dela é extremamente simples. Existe “eu” e o meu “próximo” (semelhante). Existe uma distância entre nós, dividida em cinco partes. A parte mais distante é sentida como “este mundo”. Se eu me conecto com o meu próximo de forma plena e alcanço a união total com ele, eu sentirei o “Mundo do Infinito”.

A minha aproximação em relação ao meu próximo ocorre em cinco etapas: eu ascendo aos mundos de Assia, Beria, Yetzira, Atzilut e Adam Kadmon. Cinco mundos com 25 níveis em cada resulta em 125 níveis de nossa aproximação. Antes de começar este processo, enquanto eu ainda estou neste mundo, eu tenho que entender que estou separado do meu próximo (a compreensão do mal).

Eu percebo a mim mesmo e o mundo à minha volta na conexão entre eu e o meu “próximo”. O Zohar fala exclusivamente sobre o que está acontecendo entre nós: os níveis inanimado, vegetativo, animado e falante da natureza descritos no Zohar, representam, na verdade, os meus desejos dos níveis inanimado, vegetativo, animado e falante em relação ao meu próximo (as outras almas).

Toda a Torá fala somente sobre as formas de se construir a conexão entre eu e o meu “próximo”. É o que se chama de “método da correção”.

A Torá é a Luz que está oculta no texto, e eu posso extraí-la à medida que desejo unir-me com o outro. No momento que eu me conecto com o outro, eu revelo o Mundo Superior dentro desta conexão e existo na espiritualidade, conforme essa conexão.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 17/09/10, O Zohar