Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Irmãos Do Criador

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Mishpatim [Decretos]”, Item 511: O Criador disse: “E sereis santos homens para Mim”. É por isso que Israel foi recompensado com a denominação “irmãos do Criador”, como está escrito: “Em prol dos Meus irmãos e amigos”.

Ao ler O Zohar, nós tentamos interpretar tudo como ocorrendo dentro de uma pessoa que se esforça para se conectar com o ambiente e encontrar a qualidade de doação em sua conexão com ele. Somente sob a condição de que através do ambiente ela deseja revelar a qualidade de doação, dirigida a partir dela para os outros, isso vai acontecer e será chamado de imagem do Criador, que a pessoa revela.

Então, essa pessoa é chamada de “Israel”, e a propriedade de doação revelada, que emana dela para os outros, é chamada de “Criador”, a imagem construída entre ela e o ser humano (o “Criador”, Bo-Reh, significa “venha e veja”).

Da 2ª parte da Lição iária de Cabala 16/05/11, O  Zohar

Através De Todos Os Obstáculos E Ocultações

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante a leitura do Zohar é suficiente desejar somente a unidade?

Resposta: Não, não é. O Baal HaSulam escreve, na “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, item 155, que a pessoa que quer a revelação, que está ansiosa para alcançar o que está estudando, atrai para si a Luz que envolve a sua alma. A Luz chega conforme o grau do seu desejo.

“Esforçar-se para alcançar” significa que eu tento executar as ações descritas na Torá dentro de mim. A Torá é um manual, uma instrução (“Torah” em hebraico vem de Horaa, instrução e Ohr, Luz) para saber como devo me corrigir, atraindo a Luz que me afeta enquanto estudo este manual.

Ao ler esta instrução, eu tento discernir dentro de mim os estados que ela descreve. Este texto é escrito de uma forma incomun: na linguagem corporal que fala do mundo espiritual, de modo que sob todas essas ocultações eu encontre e perceba o que ela está tentando me dizer, o que todas as minhas propriedades e desejos internos significam.

Devo descobrir e aprender o que eles são. Eu quero aplicá-los na prática. Eu quero que a Luz, a força superior, eleve-me acima do meu desejo de receber prazer, para que eu possa começar a trabalhar com esta matéria, em vez de ficar preso nela, mesmo sem sentir e me identificar com ela.

Quero separar-me dela e estudá-la aparte. Então, eu posso tentar construir uma ou outra forma a partir dela, como uma criança que está fazendo uma torre a partir de blocos de montagem. Eu serei capaz de ver e analisar o que está acontecendo comigo. Nesse ponto, eu terei a força que me permite trabalhar com a minha matéria inanimada. Então, vou adquirir forças para trabalhar na minha forma vegetativa do desejo de receber, seguido da animal, e assim por diante, até eu recriar a mim mesmo como ser humano. Para realizar essa tarefa, eu tenho que ascender ao nível da Luz superior.

No entanto, é assim que nós avançamos, ansiando e desejando saber como trabalhar. Esta aspiração, de saber como encontrar dentro de mim essas propriedades internas e como trabalhar com elas, é essencial . Onde depender de mim, eu quero ser o dono das minhas ações. É como se eu reunisse os meus desejos e dissesse ao Criador: “Agora, conecte-os, corriga-os!”.

Entretanto, eu tenho que levá-los para a correção, para aparentemente conectá-los, e quando a Luz vier e os corrigir, isso realmente ocorrer. Isso significa que eu peço e o Criador cumpre; eu exijo e o Criador executa. Ele e eu somos sócios.

Portanto, é nosso dever tentar compreender a Torá, O Zohar. No entanto, após a Luz ter me afetado, eu também chego a um estado onde sou capaz de ver, sentir e entender tudo o que está sendo descrito.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/11, O Zohar

Aprenda A Enganar O Seu Ego

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nas últimas semanas da leitura do Livro do Zohar, eu me concentrei muito no trabalho interno e espiritual. De repente, eu não consigo mantê-lo nem por dez segundos. O que posso fazer quando algo assim ocorre?

Resposta: Tente ficar com ele durante quinze segundos. Eu não tenho qualquer outro conselho. Há momentos, especialmente quando alguém está apenas começando a estudar a sabedoria da Cabalá, em que a pessoa ainda é incapaz de trabalhar em si mesma. Ela não acumulou experiência suficiente e não sabe como enganar o seu ego.

Tente desenhar algo ao lado de uma passagem de O Zohar, realce e sublinhe, ou seja, trabalhe com o texto, embora mecanicamente às vezes, se você não conseguir fazer mais nada. Às vezes, a pessoa pode estar completamente desconectada da espiritualidade. Durante esses estados, ela pode se conectar a ela apenas ao trabalhar com o texto,  processando-o de forma puramente mecânica, movendo as vírgulas ao redor, quebrando-o em sub-títulos, mexendo no texto, ou organizando-o.

Não importa o que a pessoa vai fazer com ele, mesmo que seja apenas ler as letras; a chave é continuar lendo. Ela deve saber que ela está confundindo-se assim, a fim de manter a leitura, e isso é trabalho.

Da 2ª parte da Lição Diária de cabalá 15/05/11, O Zohar

Abra A Porta Para A Luz Entrar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como alguém pode afectar os seus amigos, na prática, de modo que mantenha a intenção correta durante a aula, especialmente quando estamos lendo O Livro do Zohar ?

Resposta: Em primeiro lugar, temos que apoiar uns aos outros em nossa busca interna, nossa sensação interna, uma vez que isso é o que chamamos “garantia mútua”. Sem o nosso apoio mútuo, não vamos chegar a um estado onde vamos sentir o desejo coletivo como o nosso.

Não é porque os amigos precisam de mim, mas porque eu preciso deles. Essas ações são muito mais profundas do que simples apoio externo. Assim, eu desperto para uma consciência de que todos esses desejos significam o vaso da minha alma.

Às vezes, eu penso na unidade dentro dos desejos, mas se eu a entendo ou não, eu desperto a Luz desse modo; eu executo as ações voltadas para a unificação dos nossos vasos espirituais (desejos). A Luz é a unidade, e se eu não recorrer a ela através de um desejo ou vaso único, eu não atraio a Luz.

Portanto, devo pensar no desejo integral, onde vivemos em doação e garantia mútua.Essencialmente, a garantia é a abertura muito pequena por onde deixamos a Luz entrar. Na verdade, a garantia significa que você já está ligado com os outros na unidade, semelhante à unidade da Luz.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/11, O Zohar

O Grupo Interno, Não O Externo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a pessoa deve realizar seus esclarecimentos em relação ao grupo: falar com eles, agir em conjunto ou estar fisicamente em um lugar?

Resposta: “Tudo é esclarecido no pensamento”, e nada pode ser visto de fora (externamente). A pessoa pode parecer indiferente, até mesmo rude, impaciente, não expressar a sua boa atitude para com os outros. Talvez ela tenha tal caráter, ou finja de propósito, para não enfraquecer seus grandes esforços internos.

A pessoa deve olhar para a imagem interna do grupo, o lugar onde todos os nossos desejos, pensamentos, objetivos e esperanças comuns coexistem, e se apegar a ela. Ao julgar pela sua manifestação externa, pode ser difícil para você aceitar o grupo. Isso virá mais tarde, quando você parar de prestar atenção na exterioridade, porque “o amor cobre todos os pecados”.

Você chegou a este lugar porque as pessoas que se reunem ali têm o ponto no coração. Portanto, aproxime-se desses pontos internos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/11, Escritos do Rabash

Deixe A Luz Nos Guiar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado de “necessidade”, com a qual sempre devemos nos preocupar?

Resposta: A necessidade para mim é sempre sentir a minha conexão com a Luz que me guia, como um adulto que orienta a criança pela mão. É assim que eu desejo estar conectado à Luz, a fim de sentir constantemente que ela me guia adiante.

Você se lembra sendo arrastado pela mão por sua mãe? Deixe a Luz nos guiar da mesma maneira!

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/11, Escritos do Rabash

Entre No Círculo

Dr. Michael LaitmanPergunta: No que devemos nos concentrar a fim de revelar a conexão em nosso desejo comum?

Resposta: Todos devem se esforçar em ver o grupo (mundial e/ou os seus próprios) da melhor forma possível e adentrá-lo: um lugar sem corpos físicos, apenas formado de desejos que visam o Criador. A pessoa percebe como esses desejos estão mutuamente conectadas em um único sistema, deseja estar com eles, mas ainda se sente separada. Eles estão todos ligados, enquanto ela ainda não está.

Então, conforme a sua capacidade de se doar a eles, ela pede e exige que eles a influenciem de volta e a incluam, levem-na para dentro Assim, dançando em círculo, você deixa outra pessoa entrar de fora: você abre espaço para ela e ela se junta. Isto é o que significa receber o apoio do grupo.

Dependendo de quão fortemente ela pede e deseja ser incluída no grupo, de modo a obter o poder, desejo e pensamentos dele, e como ela está disposta a substituir seus próprios pensamentos e desejos pelos do grupo, não deixando nada de si mesma, neste ponto ela se anula. E se em vez de ter seus próprios pensamentos e desejos, ela recebe algo do grupo, dizemos que ela ganhou a espiritualidade.

Então, no grupo que ela entrou, ela anseia por revelar a força coletiva que os preenche e conecta. Esta força reside entre eles: o amor mútuo e a conexão. A pessoa deseja mergulhar nas forças que ligam todas as partes do desejo comum. Isto é considerado como seu engajamento na adesão com o Criador, quando ela recebe a mente e a sensação do grau superior.

Mas ao fazê-lo, ela não se anula; pelo contrário, ela começa a sentir-se como nova, nascida graças ao fato de que anulou-se, recebeu pensamentos e desejos do grupo, alcançou a conexão, e dentro dela sentiu uma força vital, a Luz. Isto significa que, agora, o vaso (Kli) e a Luz são novos, espirituais.

Estas são as etapas que você precisa passar primeiro.

Da Lição 8, Convenção NÓS! 03/04/11

Um Teste De Cabalá

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando leio seus livros, eu sinto a revelação de um novo mundo. No entanto, assim que os fecho, só me lembro de mim mesmo. Como posso manter a sensação que tive ao ler os livros?

Resposta: Você não precisa se ​​lembrar de nada, mas sim esquecer, e é maravilhoso que você o faça! Afinal, se você não se esquece, você age de acordo com o que eu escrevi nos livros, de acordo com a minha mente e sentimento. Se você ler muito, repetir o que já leu, e ainda se esquecer, você acumula suas sensações interiores. Você precisa fazer isso, e esta é a sua realização.

Quanto mais você se esquecer, melhor. A pessoa tem que sair da aula e não se lembrar de nada, porque a sabedoria da Cabalá não é como as outras ciências do mundo, que exigem memorização. Quando eu estudo em uma universidade, eu tenho que lembrar de algum conhecimento e, depois, demonstrá-lo no exame. Na Cabalá, o exame testa o que eu construí dentro de mim como resultado do que li e ouvi.

Portanto, eu recomendo muito que todo mundo tenha a série completa de nossos livros. Leia-os em casa, nos transportes públicos, durante uma pausa para o almoço, toda vez que você tiver a oportunidade de abrir um livro. Através dele você se conecta com a raiz espiritual.

Da Lição 8, Convenção NÓS! 03/04/03

Uma Fundação Forte É A Base De Todo O Edifício

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, Shlavei HaSulam (Degraus da Escada), Artigo “Qual é a Fundação Sobre a Qual a Kedusha [santidade] Baseia-se”: Quando construimos um edifício na materialidade, vemos que quem quer construir um edifício deve primeiro cavar as fundações, e sobre a fundação ele constrói o edifício. Na escavação da fundação, vemos que devemos discernir entre a obrigação de construir um edifício de um andar, ou seja, apenas o piso térreo, ou um edifício de vários andares. Assim, a escavação da fundação para o pavimento deve ser de acordo com a altura do edifício. A fundação não é cavada de uma só vez. Pelo contrário, a cada dia a fundação é construída de modo que seja mais profunda, e a pessoa possa construir um edifício maior.

A mesma ordem se aplica na espiritualidade. … E o que se está cavando na espiritualidade? É uma deficiência, quando a deficiência é cavada no coração, pois o coração é chamado de “desejo”, um coração é chamado de Malchut, e um coração é chamado de ‘terra’ ou ‘solo’. … Em outras palavras, antes que vamos e construimos um edifício, devemos primeiro escavar na terra, ou seja, tirar tudo o que há no local de escavação.

Para a criatura aprender as condições que lhe permitam tornar-se semelhante ao Criador e realizar o propósito da criação, ela deve incluir em si todas as propriedades do Criador, uma por uma. É por isso que todas as propriedades do Criador e todas as propriedades da criatura estão incluídos uma na outra e interligadas de tal forma que a criatura fica com um “registro” (impressão) do que significa ser semelhante ao Criador . Isto é conseguido através da quebra, que se estende desde acima até a profundidade do desejo, do nível zero ao nível quatro.

É assim que ocorre uma completa inclusão mútua das propriedades do Criador e as da criatura na forma oposta à meta. Esta forma contém todos os detalhes que são completamente opostos ao estado final (totalmente corrigido). Aqui, surge a verdadeira criatura (“homem”), e ela é convidade a tornar-se semelhante ao Criador no futuro. A partir deste estado, ela começa a subir por si própria e atingir o Criador, a propriedade real de doação. Desta forma, a pessoa avança desde o início da criação até a sua conclusão, o fim da correção.

Tudo é construído sobre o desejo de desfrutar, sobre a matéria da criação. Quanto mais a usamos, mais nós podemos construir, ou seja, que primeiro temos que aprofundar o desejo de desfrutar e sentir o quanto ele é oposto ao Criador. Isto significa que mergulhamos nele em uma grande profundidade e não temos medo de revelar sua oposição. Esta é uma sensação desagradável e, geralmente, traz sofrimento. Afinal, nós revelamos a propriedade oposta à bondade.

Em seguida, alcançamos à necessidade da correção e começamos a pedir que a Luz, a propriedade do Criador, corrija a propriedade da criatura. Isso é chamado de “construir um edifício”. Entretanto, as pessoas não são capazes de construir por si mesmas: a Luz constrói. Temos que oferecer o vaso, o desejo, e manifestar o nosso pedido com precisão. Se entendermos e perguntarmos exatamente por aquilo que é necessário para subir mais um degrau, mais um “piso”, a Luz vem e o cria. Assim, avançamos ainda mais.

A fundação, usada para construir a estrutura espiritual, é o desejo de desfrutar, a sensação de sua oposição ao Criador. Quanto mais fundo cavamos, mais alto podemos subir.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/05/11, Escritos do Rabash

Nossa Casa De Quatro Andares

Dr. Michael LaitmanQuando nós começamos a estudar a sabedoria da Cabalá, pensamos que será fácil e que continuaremos a ter a extraordinária inspiração que sentimos no início. Mas, com o tempo, devemos começar a cavar mais fundo, dentro do nosso próprio egoísmo; então, a experiência se torna desagradável.

O corpo realmente não quer se levantar para a lição matinal, vai estudar, menospreza descansar, pensa e sente que estou distante da espiritualidade, não querendo ter contato com os outros ou se preocupar com a doação, sabendo apenas como receber .

Assim, nós começamos a experimentar o “fosso da fundação”, que está sendo escavado em nossos corações. Depois, tudo é determinado pelo quão longe podemos chegar em nosso ego. Isso pode ser feito com a ajuda do ambiente, já que a pessoa não pode fazer isso sozinha. Não importa o quão desagradável isso seja e quanto doa o egoísmo, a pessoa estará disposta a descobrir quão oposta ela está da doação, não tendo qualquer de suas propriedades. A partir do desespero da pessoa, de todas as descidas e falta de inspiração, ela avançará.

Isto significa que a fundação sobre a qual construímos a estrutura espiritual não é agradável. Ela é um “abismo” vazio cavado no coração; é a nossa escavação na “terra”, nosso próprio desejo, a escuridão, a realização do nosso egoísmo e a oposição à doação. Somente alguém que seja capaz de suportá-la e esteja disposto a trabalhar tão metodicamente, tendo construído um ambiente propício a sua volta, terá a força necessária e não terá medo de cavar mais fundo em si mesmo e avançar.

Assim, ele estabelecerá uma fundação sobre a qual será capaz de construir seu edifício, isto é, que através do grupo, ele exigirá a Luz que Corrige, que construírá o edifício para ele. Quanto mais fundo ele escavar, mais alto o edifício que ele será capaz de construir. Afinal, está escrito que “o Criador fez um contra o outro”.

Nós começamos com o estado considerado “zero” e, em primeiro lugar, descemos um degrau, para depois subir um degrau acima. Damos dois passos para baixo e subimos novamente. Assim, passamos por todos eles: 0-1-2-3-4, até que, finalmente, chegamos ao fim da correção tendo sido submetidos a quatro “exílios” e quatro “redenções”.

Agora, nós alcançamos o último estado de exílio; portanto, o que se avizinha é a última e completa redenção.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/05/11, Escritos do Rabash