Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Perguntas Sobre Reuniões De Grupo E Satisfação De Desejos

Dr. Michael LaitmanPergunta: No nosso grupo, parte dos amigos se encontra quando tem tempo livre. Eu sinto que essas reuniões impedem uma  profunda união entre todos os amigos do grupo.

Existem objeções cada vez maiores a tais reuniões. Nós pensamos que não devemos nos encontrar como grupos separados, mas todos juntos. Como devemos nos comportar? Se continuarmos desta forma, como podemos explicar isso aos amigos que são contra tais reuniões?

Resposta: É desejável se reunir pelo menos uma vez por semana para a minha lição de domingo, refeições festivas e o encontro dos amigos. Venham com suas famílias e passem algumas horas juntos para que isso se torne sua tradição.

Pergunta: Você fala do amor e em preencher os desejos dos outros incondicionalmente. Se a pessoa satisfaz esses desejos, ela estimula o ego, e isso cria um sentimento de superioridade. De quais desejos você está falando, e como a pessoa pode satisfazê-los, sem pensar em si mesma?

Resposta: Amar o outro significa satisfazer o seu desejo pela espiritualidade, porque todos os outros desejos (exceto pelas necessidades básicas) são em detrimento da pessoa.

Música Que Aquece O Coração

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como deve ser a música na Convenção, de modo que ela realmente aqueça o coração das pessoas?

Resposta: Música alegre não significa divertir-se estupidamente. Pelo contrário, ela deve despertar um sentimento bom dentro de mim, a simpatia pelo que está acontecendo. Na Convenção, bem como todos os dias, nós devemos imaginar o estado futuro que desejamos, do qual queremos receber uma iluminação, um brilho, uma influência. Deixe que a Luz que Corrige venha de lá e nos atraia até lá.

Ao olhar para algo bonito, eu sou automaticamente atraído a ele. Mas, neste caso, eu tenho que imaginar a beleza por mim mesmo, como um exercício antes e durante a Convenção. Em dezembro nós vamos mergulhar no mundo do futuro por 72 horas. Nós temos um único vaso onde a força geral de doação se revela e todos nós vivemos em doação mútua.

O que nós queremos descobrir com isso, além de uma sensação de euforia? Quais são as nossas relações? Como é que vamos interagir na família, entre amigos, no trabalho (com os nossos colegas de trabalho, empregados e empregadores), na economia da nova geração, na ecologia, na sociedade? Nós estamos entrando num novo mundo e estamos começando a analisar os seus detalhes: cultura, educação, ciência, nossa atitude para com todos os tipos de coisas…

E é aí que a música pode nos ajudar a desenvolver a abordagem correta para a vida. E não importa se há palavras ou não.

No entanto, a música não deve atrair-me a pensamentos tristes, qualquer coisa que me lembre uma descida ou desespero. Esta proibição também é eficaz no nosso trabalho diário. A música triste, a linha de esquerda, só pode ser usada se eu construí uma forte linha direita antes do tempo e estou nela. Como o Baal HaSulam escreve, apenas meia hora por dia pode ser gasta em auto-análise crítica, sob a condição de que eu trabalhei na linha direita por 23,5 horas.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/11 /11, “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”

Abra A Torneira Da Luz Superior!

Dr. Michael LaitmanNão importa qual item ou parte do Livro do Zohar nós estudamos. O Rabash costumava fazer isso: ele fechava os olhos, abria o livro em alguma página e começava a ler no meio da frase. Ele lia algumas linhas, e isso bastava para ele. Então ele continuava a pensar.

Ele conecta a pessoa à fonte que lhe explica sobre o futuro estado, o estado bom e correto. Afinal, você não sabe o que é esta fonte. Você só sabe que ao fazer isso, você abre certa torneira que lhe traz a força, e essa força deve influenciar você. É como se você abrisse uma torneira de água, e ela fluísse (escorresse) em você.

É assim que nós precisamos nos relacionar com O Livro do Zohar. A “água” flui com a condição de que “estejamos debaixo da torneira”. “Ficar debaixo da torneira” significa estar juntos, ansiar tanto quanto possível pela união, uma vez que esta é a natureza das águas superiores que derramam a partir de um vaso unificado. Assim, conforme nos unimos, desejamos nos conectar, e nos esforçamos para estar como um homem com um coração, a Luz da Torá chega até nós, e nós merecemos a recepção da Torá, a recepção da Luz.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/10/11, O Zohar

Em Uníssono Com A Mente Universal

Dr. Michael LaitmanQuando nos unirmos e sentirmos a força geral, o desejo, o plano, a mente universal que nos governa, a qual teremos que obedecer quando estivermos em uníssono, em harmonia e em movimento consciente com ela, nós sentiremos a mente do Universo ou a “noosfera” que Vernadsky falou. Em outras palavras, nós sentiremos a força superior do universo, o pensamento da natureza, seu plano mais elevado, o seu início e seu objetivo. Nós subiremos ao nível do homem, que se tornará o pico da natureza, seremos iguais a ela e entenderemos o Pensamento da Criação.

Nós devemos nos conscientizar deste estado, para compreendê-lo, compreender esta mente, este desejo, este plano. Quando poderemos descobrir isso? Quando começarmos a nos mover em uníssono, em harmonia, como um cardume de peixes, percebendo o movimento do campo circundante, fazendo isso por nossa própria vontade e não de forma instintiva, como os pássaros e peixes, então começaremos a reconhecer este campo, este grande pensamento da natureza.

O problema todo é como nós encontramos este campo, como começamos a nos conectar a ele, e encontramos um ritmo comum em nossos movimentos. Para fazer isso, nós devemos mudar a nós mesmos.

Nós só conseguimos mudar sob influência do ambiente, como nós o vemos em nós e em nossos filhos. Caso contrário, a natureza nos mudará, forçando-nos duramente através de golpes, colocando-nos sob o “rolo compressor do desenvolvimento”.

Para evitar isso, nós precisamos ser ativos e criar o ambiente circundante para nós com antecedência, que nos levará a uma maior equivalência com esta única força da natureza. Assim, nós mudaremos. Nós temos que nos cercar de um simulador que nos elevará o tempo todo, nos unirá, e nos aproximará da força da natureza, que hoje nos obriga a estar integralmente conectados.

Do Programa de TV “O Mundo Integral”

Desconforto Antes Da Convenção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o temor que precisa ser sentido antes da próxima grande convenção em dezembro?

Resposta: O desconforto  antes da convenção é a ansiedade e o temor de que eu não vou realizar aquilo que devo realizar conforme o programa da criação, que define quem eu sou, as qualidades com as quais fui criado, e como posso participar e investir o máximo de mim para acelerar o desenvolvimento de todo o vaso espiritual.

Cada pessoa deve se sentir responsável pelo desenvolvimento de todo o vaso comum, e isso é referido como a medida da minha doação ao Criador. Nós precisamos nos preocupar com isso e entender que tudo só depende de mim.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/10/11, Escritos do Rabash

O Que É Que Me Fará Amar Os Outros Como Amo A Mim Mesmo?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Amor pelo Criador e Amor pelos Seres Criados”: É dito que qualquer um que compre um escravo hebreu, é como se comprasse um mestre para si próprio. Isto quer dizer que se acontecer que uma pessoa tenha apenas uma almofada, … ela deve dá-la ao seu servo.

“Ame o próximo como a si mesmo” é a segunda regra que enfrentamos depois de termos aprendido a não fazer aos outros o que odiamos. Esta condição em particular tem altos requisitos.

No estado de “amar o seu amigo como a si mesmo”, não é basta evitar a crítica ou considerar o seu amigo mais baixo que a si próprio. Você deve elevar o seu amigo acima de si mesmo de forma que ele se torne para si a coisa mais importante no mundo. De agora em diante, devo preocupar-me primeiro com ele, como uma mãe que se entrega naturalmente ao seu filho e renuncia a si própria de forma a fornecer-lhe tudo o que for necessário. Devemos relacionar-nos com toda a gente desta forma.

Claro, não somos sequer capazes de pensar nisso. Esta condição é-nos tão detestável e repulsiva que não conseguimos sequer imaginar para nós próprios como poderíamos concretizá-la.

Contudo, a Luz que Corrige existe no mundo. Ela age no seu próprio ritmo, de acordo com o plano da criação, e aproxima-nos de forma a que aceitemos esta condição. Quer queiramos quer não, no fim, iremos precisar de satisfazê-la quer por vontade própria quer por pressão através do sofrimento. De uma forma ou de outra, estamos a falar sobre a lei da natureza que hoje está a trazer a toda a gente para o primeiro estado do caminho espiritual, para o princípio de “faça aos outros o que quiser que lhe façam a si”.

Todos nós precisamos de sentir que estamos juntos no mesmo sistema, que estamos mutuamente ligados entre nós, que nos entendemos uns aos outros, e estamos dependentes uns dos outros. O sistema integral une-nos em todas as intenções e significados. Nós ainda descobriremos que cada desejo e pensamento de uma pessoa está ligado ao resto das almas.

Claro, não somos capaz de satisfazer esta condição, e nós certamente não a queremos satisfazer. Instintivamente, rejeita-mos e ignoramo-la. Não concordo com esta condição de tal forma que me esqueço imediatamente dela. Portanto, o que devo fazer?

A pessoa precisa realizar exercícios num grupo onde ela ainda assim queira fazê-lo. Ninguém me diz que preciso de perceber a condição em que eu me proíbo de fazer aos outros aquilo que eu detesto para mim próprio. Não consigo concretizá-lo contra o meu desejo, e muito menos amar os outros como a mim mesmo. Não é impossível forçar-me uma vez que não tenho controlo no meu coração. Contudo, sou capaz de realizar acções que irão mudar o meu coração.

Questões surgem aqui: Como posso eu querer algo assim? O que preciso fazer para isso? É aqui que reside um ponto de escolha: eu posso atrair a Luz que Coriige quer para o bem ou para o mal, um dos dois. No fim, eu quererei que ela venha, mas o que é que fará com que eu a queira?

Por um lado, podemos construir um ambiente que me impressionará com a grandeza e importância da meta e que irá direccionar-me para a doação e o amor mútuo. Sob a doação dos amigos, eu ainda desejarei mesmo o que não é importante para mim agora. Então, a Luz virá.

Por outro lado, podemos sentir a falta dos nossos esforços como sofrimento, mesmo uma guerra mundial, até que no fim, precisaremos pedir a Luz que Corrige de qualquer jeito, pedir correcção, e pedir bons relacionamentos entre os nossos semelhantes.

Por exemplo, hoje, a existência de Israel está sob ameaça, e esta situação negativa deve acordar-nos para a correcção. Você quer livrar-se das ameaças? Atraia a Luz que Corrige, e ela fará tudo por si. Nada ajudará além disso. Afinal de contas, um herói não ganha pela força.

Precisamos apenas de nos unir. A nossa unidade irá atrair a Luz ao nosso mundo, e corrigirá tudo. Fará isso gradualmente, de acordo com o seu programa que nós não sabemos. Mas em qualquer caso, a manifestação da Luz no mundo levar-nos-á para o bem.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/10/11, “O Amor pelo Criador e Amor pelos Seres Criados”

A Regra De Hillel

Dr. Michael Laitman“Faça aos outros aquilo que gostaria que lhe fizessem a si”. O sábio Hillel formulou esta regra para aqueles que queriam livrar-se da sua intenção egoísta, para se aproximarem do mundo espiritual, e para perceber a revelação do Criador e os benefícios que traz.

O Homem é confuso. Ele não sabe como abordar isto, e normalmente confia em ser capaz de usar as suas qualidades actuais e desejos que pertencem ao nosso mundo. Afinal de contas, ele aprendeu coisas, recebeu uma educação e atingiu algo em vida. Ele pensa que a subida para o próximo degrau é concretizada seguindo o mesmo cânone. E este é o problema.

Habituámo-nos aos mecanismos de relacionamento familiares a nós desde a infância, as leis e tradições reconhecidas. Inconscientemente, o corpo dirige-nos e leva-nos a pensamentos, acções e movimentos, e soluções definidas pelo sistema. Nós não percebemos que o mundo espiritual requer reavaliação absoluta de todas as bases. Eu não continuo o caminho anterior. Em vez disso, acabo com ele e subo para um novo vector, uma nova dimensão que nem eu próprio podia imaginar antes. Esta não é só uma viragem, é um passo no desconhecido.

Antigamente, havia uma pessoa que desejava alcançar a doação, ir de uma intenção egoísta para uma intenção altruísta, do mundo corpóreo para o mundo espiritual. Ela veio ter com Hillel. A pessoa já percebia que não era capaz de o fazer por si mesma e que não conseguia avançar pela sua própria compreensão. Afinal de contas, a aprendizagem espiritual não é um curso universitário. Não pode ser dominada através de livros ou guias auto-didactas.

O convidado de Hillel percebeu que precisava de ouvir o conselho do sábio e segui-lo “com os olhos fechados”. Ele percebeu que esta era a única forma dele poder ser bem sucedido, sendo que não era capaz de ver o caminho abrindo-se à sua frente, o qual não pode ser visto com uma visão egoísta. É por isso que ele foi ter com Hillel com a sua questão.

Hillel personifica o corpo colectivo de regras, Halacha, por outras palavras, as regras para completar o caminho (Alicha) em direcção ao propósito da criação. A sua resposta foi simples: “Deixe as teorias. Existe apenas uma regra: ‘Faça aos outros aquilo que gostaria que lhe fizessem a si’”.

De forma a testar se você está no caminho certo, você constantemente, a cada momento, precisa testar-se a si mesmo em relação ao seu amigo. Consegue pensar tanto em si mesmo como pensa nele? Consegue de coração aberto trocar de lugar com ele e preocupar-se com o seu amigo da mesma forma que se preocupa consigo próprio? Consegue preocupar-se consigo mesmo da mesma forma que se preocupa pelo seu amigo? Mesmo se você o estiver a criticar por dentro, você deve elevar-se acima disso, estar acima da sua atitude negativa para com o seu semelhante em todas as suas manifestações.

Esta é a primeira metade do caminho, quando você começa a estabelecer contacto com os outros. Isto manifesta-se em si deixando de ser um distúrbio. Você fica preparado para uma ligação, mas você simplesmente não é ainda capaz de a perceber. Desta forma, você evoca a Luz que Corrige, e ela fá-lo avançar.

Claramente, o entendimento do princípio de “faça aos outros aquilo que gostaria que lhe fizessem a si” divide-se em muitas etapas. Cada etapa é algo diferente, novo, e especial. Uma e outra vez, você continuará a descobrir fragmentos maiores da imagem geral. Agora mesmo, você pensa que é suficiente apenas interagir com o seu semelhante. Contudo, o seu desejo egoísta irá tocá-lo constantemente. Irá tocá-lo muito. Você irá querer objectar dele, contradizer, esmagar, e matá-lo.

Haverão muitas opções. Então, você começará a apreender o seu mecanismo interno em relação à regra de “ame o seu próximo como a si mesmo”. O seu próximo não é tanto o problema aqui quanto a sua ascensão sobre o egoísmo em direcção ao nível de Bina, o estado de Hafetz Hesed (deleite na misericórdia).

O seu “semelhante” é o seu equipamento de exercício, a amostra, o critério, em relação ao qual você consegue controlar as abordagens espirituais, leis, e condições aqui no nosso mundo. Afinal de contas, nós devemos revelar o mundo espiritual especificamente no nosso mundo, e não para lá do horizonte. Sim, a dimensão espiritual irá trazer novos parâmetros, mas eles serão revelados nos relacionamentos entre nós, entre todas as pessoas. É por isso que está escrito: “Faça aos outros aquilo que gostaria que lhe fizessem a si”.

Este princípio é claro para todos, e qualquer um pode percebê-lo. Não precisa de quaisquer requisitos preliminares para a pessoa. Aja como você é. Existe um grupo perante si, e você consegue trabalhar nesta condição juntamente com os seus amigos. Pare de procurar outras coisas. Você não tem outro método que leve à revelação do Criador. Tal é a primeira condição no nosso caminho.

Existe um total de duas condições, e ambas estão dirigidas ao “semelhante” perante si. A segunda e última condução é “Ame o seu próximo como a si mesmo”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/10/11, “O Amor pelo Criador e Amor pelos Seres Criados”

O Remédio Para O Desamparo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu leio os Salmos ou outros textos Cabalisticos, eu posso ser levado às lágrimas. Essas palavras estão muito perto do meu coração. Eu entendo que isso tem a ver comigo e meus sentimentos, e eu posso identificar-me com o texto. Além disso, eu entendo estes textos. Eles penetram meu coração e levam-me às lágrimas.

Entretanto, O Livro do Zohar é algo obscuro, morto, sem cor e sem sentido, e eu não consigo ser comovido por ele. Então, por que O Livro do Zohar é considerado a maior fonte pela qual a força superior nos afeta? É impossível sentir isso.

Resposta: É realmente assim. Temos de compreender o princípio fundamental aqui: é quando eu chego a um sentimento de total desamparo em alcançar a meta espiritual, que eu entendo que todas as minhas orações, prantos e solicitações não ajudaram, é que eu começo a encontrar os poderes ocultos no Zohar e entendo porque ele foi escrito da forma como foi.

Se certas fontes Cabalisticas me comovem, essas emoções estão no nível animal, não no nível do homem, que é semelhante ao Criador. Estes são típicos sentimentos corporais, tais como, “Eu me sinto mal”, “Eu realmente quero, mas não posso alcançá-lo”, e assim por diante. Estes são os sentimentos humanos comuns que estão muito longe da espiritualidade.

Se eu realmente anseio por doação, conexão, união e amor, que são contrários a todos os meus poderes, motivações e desejos, porque não consigo simplesmente despertá-los através da leitura de um texto ou ser impressionado com descrições imaginárias no meu entendimento daquilo que está escrito, então eu começo a sentir que O Livro do Zohar é a fonte de poder que existe particularmente na dimensão superior, além dos meus sentimentos, motivações e sensações comuns.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/10/11, O Zohar

Como Transcender Os Limites Do Universo

Dr. Michael LaitmanA fim de nos permitir alcançar a meta espiritual, somos levados a um lugar especial, com livros especiais e um ambiente especial. Isto porque o sentido da vida só pode ser alcançado quando a pessoa transcende suas fronteiras.

Assim, nós temos que descobrir as forças, habilidades, atributos e emoções que estão além dos limites da nossa vida: além dos limites do universo. Estes são atributos totalmente diferentes, que só podem ser alcançados graças a um ambiente especial onde todos também querem transcender a sensação desta vida corpórea.

Inicialmente, a pessoa recebe muito pouca energia, um desejo muito pequeno. A fim de transcender os limites da vida e elevar-se acima dela, ela precisa de grandes poderes. Estes não são poderes egoístas, mas sim o poder de doação, que é contrário a tudo o que está nela.

Assim, a pessoa é levada a um ambiente especial onde constrói uma relação especial e descobre o seu desejo de doar. Embora a doação não pareça atraente no início, com o tempo a pessoa recebe as impressões certas e entende que com a ajuda do poder de doar, ela pode satisfazer seu desejo de sentir a vida fora do corpo.

A fim de satisfazer o seu sonho, a pessoa precisa ter um grande poder de doação. É por isso que lhe é dada uma chance: “Por favor, aja! Você está entre outras pessoas, você não quer ter nada que ver com elas, e você não quer doar a elas. Isso é claro. Portanto, você deve se arrepender por não poder fazer isso, porque sem isso você não terá controle sobre sua própria vida”.

Assim, a pessoa começa a pensar se isso é um bom negócio ou não. Às vezes, ela concorda porque vê que essa é a única maneira possível, e, não tendo outra escolha, ela é obrigada a aceitá-la. Ela está pronta para alcançar a doação, somente com o intuito de elevar-se acima desta vida.

No final, a pessoa começa a entender que o poder de doação que ela recebe do ambiente é a essência de sua vida espiritual. Não é um adiantamento que ela está pronta a fazer para mais tarde receber a vida espiritual em seu desejo egoísta. Não, é o poder de doação em si que lhe dá a vida espiritual superior e novas sensações.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/10/11, Escritos do Rabash

Eu, Meu Ambiente E A Luz

Dr. Michael LaitmanO homem progride somente através da Luz. Nós não podemos avançar na espiritualidade através de nossos próprios esforços.

Em nosso mundo, a pessoa progride através de sua mente, sentimentos, sociedade, livros, professores, ensinamentos diferentes, e aprendendo pelo exemplo. Embora, na realidade, a Luz que Corrige também opere dentro de tudo isso, porque a pessoa se esforça em desenvolver-se, mesmo que os motivos sejam egoístas. Nós avançamos desta forma ao longo de milhares de anos.

Mas, se quisermos avançar espiritualmente, devemos despertar conscientemente a influência da Luz sobre nós. Caso contrário, sem essa intenção, estaremos avançando da mesma forma natural como o mundo inteiro. É por isso que está escrito que tudo depende da intenção.

Nós precisamos organizar a nós mesmos, a meta e os meios para alcançá-la passo a passo. Em todas as fases do meu avanço deve haver uma alteração feita pela Luz que eu atraio, que atue e mude minhas qualidades, desejos e pensamentos internos.

Graças a este mundo, devido ao seu distanciamento do mundo espiritual e à ocultação, o homem recebe a oportunidade de ser livre e evocar a influência da força da Luz que Corrige por meio de sua própria escolha e desejo.

Isto pode ser feito por meio de ações que não exijam que tenhamos uma intenção correta e estejamos no mundo espiritual. Isto porque, mesmo que eu não tenha muito desejo ou não entenda isso completamente, eu posso fazer essas ações e organizar um ambiente que me influenciará. É especificamente por meio do amor ao próximo, seguindo a mesma linha, que nós alcançamos o amor do Criador.

Nós despertamos a Luz e nos aproximamos da adesão com o Criador através da força da nossa união. É por isso que não há lugar mais importante onde possamos nos esforçar que o nosso ambiente. Até mesmo o estudo, a disseminação e todos os outros negócios não são nada mais do que meios auxiliares, mesmo que eles sejam necessários no caminho da união do grupo, onde a Luz será revelada de acordo com a força da conexão do grupo.

Nós aceleramos a revelação da Luz com nossas ações em nosso mundo, para que ela se manifeste mais cedo do que se desenvolveria naturalmente, o que é chamado de “no seu próprio tempo” (Beito). Nós atraímos a Luz com a nossa conexão no grupo, e quanto mais nos esforçamos em unir, mais ela se manifesta. Este desenvolvimento é chamado de “acelerar o tempo” (Achishena), segundo o qual nós avançamos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/10/11, Escritos do Rabash