Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

O Amor Cobrirá Todas as Dívidas

Diz-se no Talmud que todos em Israel garantem para o outro. Mas por que é só em Israel? De fato, segundo o propósito da criação, o mundo inteiro deve vir à garantia mútua.

O fato é que Israel deve fazer isso em primeiro lugar, como Baal HaSulam escreveu no final da “Introdução ao Livro do Zohar.” Os filhos de Israel recebem um estado especial em seu desenvolvimento: Eles estão no Monte Sinai, ou seja, eles descobrem o mal entre eles, o abismo, rejeição, ódio verdadeiro, causado pela ruptura que ocorreu na raiz da nossa alma.

E então, elevando-se acima de tudo isso, eles podem conseguir a unidade, a garantia mútua. Diz-se: “O amor irá cobrir todos os pecados”. Esta força do amor será revelada neles acima do ódio.

E então, será derramada a todos os outros, que não podem revelar tanto ódio e amor. Estas almas pertencem à categoria das “nações do mundo”: Seus desejos são menos fortes, e a força de quebra é mais fraca neles. O abismo que se abriu dentro de si não é tão profundo, e as paixões em fúria em si não são tão cruéis, embora sejam os portadores do desejo de receber.

Claro, no final da correção, todos estão unidos em um vaso, sem quaisquer distinções. No entanto, no caminho, há uma categoria de almas que realizam a primeira correção. Esta categoria é chamada de “Israel” (ישראל), o que também significa “minha cabeça” (לי ראש). E os outros que recebem tudo pronto são chamados de “nações do mundo.”

Hoje, estamos de pé no limiar da subida final. Para que todos que sentem a atração para a correção e a necessidade de se unir por causa disso são chamados de “Israel.” Eles estão à frente de acordo com a missão que devem desempenhar no processo de correção. “Israel” também significa “direto ao Criador” (ישר – אל). Já que o objetivo da correção é chegar à força superior, para alcançar a doação completa.

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Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá de 3/11/2011 , “O Amor do Criador e o Amor Pelos Seres Criados”

A Obrigação Do Aluno É Ser Feliz!

Devemos sempre procurar a perfeição! Uma pessoa se desenvolve apenas porque ela sempre anda na linha certa, o que é expresso pela felicidade. Devemos sempre imaginar bons estados: Estados de ascensão, desenvolvimento, espíritos elevados, temor, a grandeza do Criador, e a importância da meta.

Isto é todo o nosso trabalho e preocupação ao qual deve ser destinada não permitindo que o ego nos traga desespero. Isto é muito importante.

Às vezes pode parecer que nos afogamos na auto-crítica e dolorosamente mergulhamos nisso. Estes podem ser considerados sinais de um grande homem trabalhando em si mesmo. No entanto, não estamos trabalhando em nós mesmos, mas sim seguindo o nosso egoísmo.

Ser sério não significa andar por aí com um rosto triste, mas com uma grande tensão, mantendo constantemente o sentimento de grandeza do objetivo. Você deve levantar-se para a imagem da meta desejada como você imagina. Isso deve mantê-lo em constante nostalgia e admiração para alcançar o estado de doação ao Criador, para agradá-Lo como um ente querido.

Ele diz: “Você não terá outros deuses.” Você pode imaginar uma situação em que somente o Criador está na sua frente como o seu objetivo constante? Se assim for, você deve desenvolver a sua atitude para com Ele e entender como e em que condições nesse caso você pode dar a Ele? É somente quando você está junto com os amigos, ansiando por estar com eles. Ou seja, temos um desejo comum, uma direção, em que todos se conectam são atraídos a Ele, a fim de torná-Lo feliz. Afinal, não há mais nada que podemos dar a Ele!

 

Imaginar essa situação e viver com este anseio é o estado inicial do qual a pessoa começa o movimento certo em direção à meta. Isso é chamado de linha direita.

Quando a Luz da esquerda aparece oposta a isso, vamos entender que foi dada a nós para que possamos elevar a linha da direita ainda mais até alcançar a doação real. Podemos alcançá-la somente se a linha esquerda crescer, e nós avançamos acima dela.

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Da parte 1 da Lição Diária de Cabalá de 1/11/2011, Escritos do Rabash

A Chama do Amor Acima do Ódio Fervente

Está escrito que os alunos de Rabi Shimon, antes de escrever O Livro do Zohar, sentiam um ódio enorme em direção ao próximo, fervendo como uma chama. Então, eles começaram a trabalhar no Livro do Zohar que ainda não tinha sido escrito, para estudar a conexão entre eles, o que significava que eles começaram a construir uma ligação um com o próximo baseada no ódio. Então, com uma inspiração e uma força enorme de vencer, eles revelaram a chama do amor em vez da chama do ódio, como está escrito: “Um incêndio branco sobre a base de uma chama negra”.

Assim, eles descreveram suas revelações, as formas de relações entre eles, revelando o amor acima do ódio. Na verdade, que é a essência da Torá e do Zohar.

Se um dia nós revelamos tais relações, vamos entender o que escreveram no Zohar. Até lá, vamos tentar anseiar para conexão com o outro, e como resultado, revelar uma rejeição ainda maior. E, novamente, com base nisso, vamos procurar a unidade e revelar uma rejeição ainda maior. Assim, vamos sentir como “entradas” e “saídas” de cada vez, como é dito: “De Sião (“Zion”deriva da palavra “Yetzia”, exit) será a Torá que vem para fora, especificamente a partir de saídas. É assim que avançamos.

Assim, durante a leitura do Zohar, vamos pensar apenas sobre os estados de separação e união. Não há mais nada. Os autores do Zohar escreve sobre estes estados e os contrastes entre eles, apenas nos níveis espirituais, onde o ódio real torna-se excitado e reina o amor verdadeiro.

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Da 3 ª parte da Lição Diária de Cabalá de 03/11/2011, O Zohar

Quando O Criador Está Próximo

Baal HaSulam, “O Amor pelo Criador e o Amor para com os seres Criados”: Mas nós ainda não sabemos o que este refinamento é. Com relação ao já mencionado, sabemos que, “de um potro selvagem nasce um homem.” E nós estamos completamente imersos na imundície e baixeza de auto-recepção e amor-próprio, sem qualquer faísca de amor e doação pelo próximo. Neste estado a pessoa está no ponto mais distante da raiz.

Quando se cresce e se educa através da Torá e Mitzvot (mandamentos), definido apenas pelo objectivo de trazer contentamento ao próprio Criador e não para o amor-próprio …

Uma pessoa está no ambiente e na atmosfera certa, perto do grupo, do professor e dos livros, quando lhe é dito o que é a essência de seu desejo, como realizá-lo, em qual direção, para que situação e que meta ir . Então uma pessoa cresce e aprende.

A pessoa vem para o grau de doação ao próximo. Chega-se a esse grau pelo remédio natural do estudo da Cabalá com a intenção altruísta …

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Como Você Pode Ser Tratado Se Você Não Sente Que Está Doente?

Dr. Michael LaitmanPergunta: No artigo “O Amor pelo Criador e o Amor pelos seres Criado”, o Baal HaSulam diz que o mais importante é começar e não abandonar no meio. O que significa isso?

Resposta: Você também pode se desviar do caminho no mundo corporal se você considerar costumes como mandamentos. A pessoa simplesmente se acostuma a realizar certas ações em vez de revelar os mandamentos internos por si mesma, como a correção de seus atributos.

Quando uma pessoa se corrige, ela está lidando com o Criador, e ela quer atrair a Luz para se tornar como Ele e se aproximar da adesão com Ele. Mas se os mandamentos tornam-se “ações físicas” às quais a pessoa se acostuma, ela não segue o caminho espiritual, mas simplesmente aprende a realizar certos rituais aceitos em seu ambiente.

Nós não dizemos que isso é errado, mas dizemos que isso não corrige a alma. Esta não é que a razão pela qual nós existimos no mundo. É apenas uma condição externa que pode tornar mais fácil a verdadeira correção interna. No estado perfeito, a internalidade e a externalidade devem se apoiar. Infelizmente, isso não acontece na prática.

A pessoa não deve parar no caminho espiritual. Quando ela começa a se corrigir, ela descobre o quão estúpida ela é. Isto quebra o seu coração e ela não consegue continuar. Ela descobre que não é como o herói que se corrige e ganha com isso, como ela pensava ser.

Um plano semelhante pode ser inserido na vida comum, porque a pessoa trabalha egoisticamente em algo externo. Aqui, ao contrário, ela tem que usar algo externo para trabalhar em seu egoísmo. Este trabalho é completamente oposto, incomum para ela. Nós não estamos acostumados à idéia de que temos que mudar nossa raiz, nossa essência. Agora não significa que eu estou trabalhando em algo, mas sim que algo está trabalhando em mim. Além disso, eu não tenho que esperar passivamente, como um doente num tratamento médico, mas sim perguntar o tempo todo: “Transforme-me! Transforme-me!”.

Como podemos realizar isso? Se eu pudesse sentir e entender mais, isso seria diferente. Mas como eu posso exigir algo que eu nem quero? Como posso pedir algo que é contrário à minha natureza? “Deixe-me amar os outros, deixe-me conectar a eles”, é como pedir pelos piores problemas. Naturalmente, eu quero usar o mundo a meu favor, mas eu tenho que pedir ao Criador para mudar o programa em mim: “Mudar o meu coração e mente, não importa o que eu era antes, apenas fazer com que eu me importe com os outros”.

Ao mesmo tempo, uma explosão de sentimentos altruístas, que a pessoa consegue reter por um instante depois de se decepcionar com tudo o resto, não é suficiente aqui. Não, um grito não vai ajudar. Você tem que apoiar constantemente este novo e paradoxal desejo, mantê-lo limpo o tempo todo.

Este esforço parece impossível. É por isso que se diz: “Mil entram numa sala, mas apenas um sai para a Luz”. Todos os outros também fazem um grande trabalho corrigindo-se de alguma forma, mas as circunstâncias são diferentes, e não é a vez deles agora.

Portanto, o problema é que o mandamento de amar os outros é contrário à nossa natureza.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/10/11, “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”

O “Bando” Comum Da Humanidade

Dr. Michael LaitmanNós somos muito diferentes e temos diferentes níveis de desejos, mas todo mundo tem sua própria individualidade, um papel único, mesmo que este possa parecer limitado. Não há obrigação de “alcançar as estrelas” ou se esforçar por algo sublime. Ninguém é melhor ou pior do que os outros.

Quando alcançarmos uma conexão integral entre nós, cada um de nós receberá o conhecimento completo e a consciência absoluta do universo. Cada um de nós vai se tornar “um pássaro livre” conectado com os outros. No entanto, ninguém vai nos governar, exceto o desejo, o objetivo e o plano geral.

Em outras palavras, nós nos conectamos com os outros e, ao mesmo tempo, nos mantemos totalmente livres. Nós sentimos um pensamento comum como um pássaro num bando. Um pássaro não sente a si mesmo ou os outros. Ele só sente o pensamento comum: para onde se virar, como voar e o que fazer em seguida. Esta comunhão torna-se seu trunfo pessoal.

Fazendo parte de um sistema geral, nós tomamos decisões em conjunto com os outros, e depois implementamos nossas decisões e alcançamos resultados. A próxima decisão acontece simultaneamente em todo o mundo, juntamente com a sua execução e resultado.

Em outras palavras, nós nos tornamos um corpo comum. Cada pessoa gerencia simultaneamente os outros e a si mesma, ou seja, nós alcançamos o nível da força superior que rege a humanidade, e nós estamos dentro dessa humanidade.

Do Programa de TV “O Mundo Integral” 16/10/11

Trabalhe, E A Terra Dará Fruto

Dr. Michael LaitmanTodos nós recebemos algum sentido inicial da importância do fruto amargo da doação, mas não podemos tolerar o seu terrível sabor amargo. No entanto, se estivermos constantemente dizendo um ao outro o quão importante ele é, todo mundo vai estar imbuído dessa importância. Por outro lado, a pessoa vai sentir mais claramente o quanto isso a repele e é contra toda a sua natureza. Ela vai sentir que esta coisa é extremamente valiosa, mas está além dela.

Se a pessoa está num ambiente que lhe diz que não há escolha, porque esse fruto é vital para ela e é toda sua vida, ela concorda em mudar sua natureza. Ela começa a descobrir que existe um remédio para isso e exige a força que irá mudá-la: a Luz que Corrige.

Assim, aos poucos, ela descobre um novo sabor. A pessoa começa a encontrar doçura neste amargor, adicionando ainda mais amargor!

O Talmude dá o exemplo de que é proibido salpicar limão ou toronja com sal porque suaviza o amargor natural e o transforma em doçura. Como se diz: “O sal adoça a carne”.

Nós adicionamos um componente ainda mais amargo, a tela anti-egoísta, ao fruto amargo e ele fica doce! Assim, a pessoa recebe o remédio chamado força da doação.

Então, o amargor que ela sentia antes em seus desejos egoístas torna-se doce devido à tela. Isso significa obter uma conexão com a doação, porque a doação se transforma em prazer para ela. E o Doador, isto é, o Criador, se aproxima dela de tal forma que a pessoa sente o desejo de doar ao Criador.

Ela desenvolve este gosto pela doação, como em nossa vida nós desenvolvemos um gosto por novos alimentos, e eles se tornam um prazer para nós. Uma criança não vai beber vinho porque ele é azedo ou amargo, ela preferiria ter um suco doce. Ela irá se recusar a comer comida muito picante ou azedo que nós comemos. Isto é, o nosso gosto normal também se desenvolve na vida, e nós podemos desenvolver uma nova atitude para com as coisas que antes não podíamos tolerar.

O mesmo acontece em nosso trabalho interior. A doção é um fruto muito amargo. Não há nada atraente nele, pelo contrário, ele nos repele. Porém, se a pessoa se preocupa com a importância da doação,esta importância se transforma para ela na linha direita, e o amargor na linha esquerda. Então, ela constrói a nova linha média, um meio para saborear a doçura na amargura.

É completamente como Megilat Esther (Livro de Ester), que significa a revelação (Megilat) da ocultação (Esther). A doçura é sentida na amargura, e a “escuridão brilhará como a Luz”. Assim, tudo o que sentimos como amargo se torna doce devido à nova atitude.

Mas, “a terra não dará os seus frutos até que o homem seja criado”. Os frutos já existem, e a terra já está pronta para produzi-los. A pessoa só tem que nascer para sentir que existe um solo fértil, dando frutos, e é doce; caso contrário, não é um fruto. Ou seja, estes são os frutos que são revelados como resultado do trabalho do homem, e sem este, o homem não vai colher os frutos.

Na medida em que ele construiu a linha do meio, uma nova atitude em relação ao que ele sentia como amargo, ele revelará que essa fruta é uma fruta doce.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 01/11/11, Escritos do Rabash

O Amor Consciente Por Um Fruto Amargo

Dr. Michael LaitmanImagine o seu estado como quando você deseja dar aos seus filhos algo com um gosto horrível, mas muito bom para eles. Eles não entendem de forma alguma e não estão dispostos a aceitar isso. Da mesma forma, nós devemos consumir uma fruta extremamente amarga e ter prazer ao mesmo tempo. Mas, como eu posso desfrutar de tal amargor? É como um limão que faz minha boca franzir só de olhar para ele.

Há alimentos que ingerimos somente para enfatizar a doçura: algo muito azedo, salgado ou amargo. Nós adicionamos ingredientes para diluir um pouco o sabor e depois senti-lo através do contraste dos opostos, como o “benefício da Luz sobre a escuridão”. A Luz é doçura para nosso desejo de receber prazer.

Mas aqui nós estamos falando da transição para o amor altruísta, o fruto amargo. Eu o rejeito devido à minha natureza, e sou incapaz de sentir nele qualquer grandeza final especial. Eu preciso desenvolver um desejo por ele, de modo que eu irei constantemente aumentar e desenvolver minha aspiração por esse fruto amargo e dolorosamente desagradável, junto com meu desejo por doçura que só continuará crescendo. Isso é realmente possível?

No entanto, isto é necessário para nos tirar do nível animal, onde nos desenvolvemos sob influência de nosso ego, em busca de prazer. Na realidade, os animais realmente não buscam o prazer; eles simplesmente agem de acordo com seus instintos.

Mas o homem começa a subir acima do nível animal e a adquirir desejos humanos, de modo que ele inventa prazeres adicionais. Seu desejo de receber prazer cresce muito mais do que o desejo de um animal comum que vive sua vida sem se desenvolver, como está escrito: “Um bezerro de um dia de idade já é considerado um touro”.

Mas, à medida que nos desenvolvemos neste mundo, buscamos prazeres maiores. Nosso ego está sempre crescendo e continua criando novas fontes de prazer para si mesmo. Desta forma, nós crescemos desde o nível animal e nos transformamos em enormes bestas.

Depois, nós mudamos para um nível completamente diferente: o humano. A primeira coisa que acontece nesse nível é a perda do nosso impulso pela satisfação egoísta. Nós começamos a sentir que esta vida não está mais nos satisfazendo: tudo se torna sem graça e sem sabor. A pessoa se torna deprimida e começa a pensar no significado da vida.

Muitas pessoas já estão se sentindo assim hoje. O nível do desenvolvimento egoísta está chegando ao fim e não queremos mais imaginar o seu fruto cada vez mais saboroso e tentador. Nós questionamos o propósito! Este é o nível seguinte.

Aqui nós sentimos que o propósito é amargo. Descobrimos que, se quisermos ver o propósito e realmente revelá-lo, só podemos fazer isso no nível seguinte, que é oposto ao que estou agora. Eu preciso desenvolver um desejo por um fruto muito amargo.

Depois de todos os doces que tive: sorvete, balas e bolos, eu devo desejar algo que cause dor, fraqueza, amargura e machuque a minha boca. Este fruto é tão repulsivo que a minha natureza não me permite sequer chegar perto dele.

A única coisa que pode ser feita aqui é elevar a sua importância. Todos precisam continuar me contando sobre os seus benefícios, mesmo que eu seja repelido por ele. Essa importância pode ser desenvolvida pelo ambiente, que vai me convencer do valor deste fruto amargo que me enoja tanto que não consigo nem olhar para ele.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 01/10/11, Escritos do Rabash

O Desejo Não Está Quebrado – A Tela Está

Dr. Michael LaitmanPergunta: O senhor diz que os desejos estão quebrados, mas eu percebo o desejo como algo inteiro. O que é um desejo “quebrado”?

Resposta: O desejo de receber para o seu próprio benefício é referido como “quebrado”. E o desejo dirigido à “doação” aos outros é referido como “corrigido” ou inteiro. O desejo não quebra, a tela sim.

O desejo é sempre inteiro. Se meu desejo tem uma tela, e quando a Luz vem eu sou capaz de passá-la aos outros e manter apenas o que preciso para minha existência, isto significa que toda a Luz superior passa através de mim aos outros. Ela nunca permanece em mim; ela circula constantemente do mundo Infinito a todos, sem exceção. Então, eu me sinto totalmente satisfeito, e a força da vida sempre circula em mim.

Mas, se eu não tiver essa qualidade, ou seja, se eu não possuir a tela, a Luz superior não chega até mim. Ela retorna imediatamente para sua fonte, realizando a condição da Primeira restrição (Tzimtzum Alef ou TA): a Luz não entra no desejo de receber sem uma tela. É por isso que eu sinto que existo “dentro de mim” e não na Luz.

“A coisa dento de mim”, que sou eu, é chamada de “este mundo”, que é o que percebemos por enquanto. “Este mundo” é o que percebo dentro de mim.

O mundo superior é o que eu sinto fora de mim quando me conecto com o resto. Então, eu percebo a vida de todo o corpo, e toda a Luz do Criador passa através de mim para o resto.

É por isso que o estado em que eu tenho uma tela, quando estou conectado com todos os outros e passo a Luz a eles, é chamado de “corrigido”. E o estado quando eu não tenho uma tela é chamado de “quebrado”. O desejo não está quebrado, a tela está, mesmo que frequentemente se use o termo convencional: “desejos quebrados”.

Da Série Lição Virtual aos Domingos 23/10/11

O Ladrão Que Não Roubou Uma Moeda

Dr. Michael LaitmanO fato dos nossos desejos estarem quebrados e distantes entre si é uma grande ajuda. Graças a isso, nós estamos na mesma situação descrita na parábola sobre o rei que queria transferir todo o seu tesouro de um lugar para outro e tinha medo de colocar tudo nas mãos de um único indivíduo, uma vez que todos eram ladrões.

Assim, ele dividiu seu tesouro e deu a cada indivíduo uma moeda para que cada um resistisse à pequena tentação e, portanto, não roubasse, mas levasse a moeda para o depósito. Desta forma, o rei transferiu todo o seu tesouro para o novo local.

É exatamente isso que acontece conosco. Nossos vasos (desejos) estão quebrados; assim, cada pessoa tem seu próprio pequeno desejo. No entanto, se ela se conecta a outros, graças a isso ela não pega deles os desejos maus e quebrados, mas a força para superar seu próprio desejo.

Isso nos dá uma série de vantagens. Em primeiro lugar, tudo que eu preciso restringir é meu pequeno desejo. Em segundo lugar, ao meu redor há uma grande sociedade com enorme força, e ela pode me influenciar com os seus valores.

Afinal, apesar do fato dos nossos desejos estarem quebrados, eles estão conectados a um sistema. Ou seja, não estamos conectados uns aos outros por nosso próprio desejo, mas contra nossa vontade, não do nosso lado, mas do lado da natureza. Se eu estou sob a influência dos desejos que estão tão distantes de mim, eu posso usá-los como um instrumento externo, uma ajuda externa, em vez do Criador.

Acontece que, graças à quebra, eu recebo “ajuda contra Ele”: eu posso usar a parte do meu desejo que foi separada de mim pelo meu egoísmo. Parece-me que estes desejos são opostos a mim, distantes de mim, rejeitados e odiados por mim. Assim eu posso usá-los como forças de assistência.

Isso significa que temos muito a ganhar com a quebra. Por um lado, eu não sou obrigado a corrigir de uma só vez todo o grande desejo e a resistir a todos os tesouros do rei. Basta vencer a tentação de uma única moeda colocada diante de mim.

Por outro lado, eu recebo de todos as forças que não me permitem roubar. Todo mundo me convence da grandeza do rei. Se eu puder de alguma maneira me conectar a eles com o meu desejo quebrado, propiciar a eles um pouco, e até mesmo de uma forma egoísta, por causa do meu ganho, o que é chamado de “Lo Lishma”, então, até mesmo isso é bom. Através deles eu recebo a Luz que Corrige.

Afinal, a Luz Interna não pode brilhar dentro de mim, enquanto que a Luz Circundante pode!

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/10/11,TES