Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Terapia De Choque

Dr. Michael LaitmanNão há nada exceto a alma, o desejo de receber “redondo”, que está cheio de Luz. A Luz começa a agir no interior; isso estimula o desejo e o “aquece”, desequilibra-o e é revelado a ele gradualmente. Durante o processo, as Luzes e os vasos se influenciam mutuamente e descem de Ein Sof (Infinito).

Vamos pegar um sistema, qualquer sistema: mecânico, elétrico ou hidráulico. Se ele recebe um choque elétrico, ele é desequilibrado em “um golpe”, e começa a serenar-se gradualmente até retornar ao estado anterior equilibrado.

Isso é o que aconteceu com Malchut de Ein Sof: o sistema recebeu um “golpe” quando descobriu o contraste entre a Luz e o vaso, a terrível diferença entre o infinito negativo (vaso) e o infinito positivo (Luz). Este pesadelo é terrível para o desejo, e ele não consegue suportar e digeri-lo. Por isso, limitou-se e mudou-se para a próxima corrente de ações. O desejo não vai se acalmar até executa-las. Após a decisão que foi tomada em Ein Sof, todas as outras decisões vêm automaticamente, desde cima até embaixo, até o nosso mundo.

Agora, o nosso trabalho começa; o trabalho de subir de volta a Ein Sof. O caminho de volta corresponde totalmente a descida que o precedeu: nós atravessamos os mesmos estágios, mas em ordem inversa e de acordo com nossa vontade, visto que solicitamos a correção (MAN) em primeiro lugar. Esta é toda a diferença.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/02/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

O Que É Futilidade Quando Se Trata Do Trabalho?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é futilidade quando se trata do trabalho interno?

Resposta: Futilidade é uma noção muito ampla: varia de eu parar meu trabalho completamente até um estado onde eu mudo de uma atividade mais benéfica para uma menos benéfica, mas que seja mais agradável, conveniente e fácil.

A futilidade pode se manifestar ao se fazer coisas que contradizem completamente o caminho, desde transgressões menores ou até mesmo permitindo-me certa “liberdade” de pensamento, análise e desejos.

De onde é que vem a expressão “futilidade”? Uma “cabeça pesada” significa que a pessoa está constantemente julgando a si mesma, analisando, e está cheia de pensamentos. E “leveza de mente” significa que ela libera a cabeça da atividade própria, e torna-se preenchida com diferentes pensamentos estranhos e inúteis.

Pode até ser algo que não contradiga o Criador de qualquer forma, quando a pessoa simplesmente permite que a cabeça seja preenchida com pensamentos deste mundo corpóreo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/02/12, Escritos do Rabash

A Integral dos Desejos

Na Cabalá, em comparação com outras ciências, não é suficiente que uma pessoa simplesmente estude e compreenda o material estudado, mesmo que faça isso de forma regular e costumeira. A singularidade da sabedoria da Cabala é que uma pessoa sente mudanças internas dentro dela.  Na verdade, ela muda as bases de seu desejo, mente e coração. Um novo desejo lhe é revelado, composto de 613 desejos e 613 pensamentos conectados e correspondentes que permitam a realização do desejado. Em geral, esses desejos e pensamentos constituem a alma da pessoa. Isso é o que os estudos revelam para nós.

Antes disso, uma pessoa só tem um ponto, o menor Reshimo (gene informativo) existente nela de fases anteriores de desenvolvimento, que vai alcançar mais tarde. Em todo o nosso trabalho, a única coisa que pode facilitar o nosso auto-desenvolvimento é atrair e aumentar a força da Luz, influenciando o ponto escondido dentro de nós ao máximo e o desenvolvendo o mais rapidamente possível.

Isso não significa que podemos simplesmente virar a torneira para que a Luz venha fluir mais rapidamente. A fim de acelerar o nosso desenvolvimento, precisamos estar preparados para mudar. [Leia mais →]

Se Você Quiser Corrigir O Mundo, Comece Com Você Mesmo

Dr. Michael LaitmanSe nós nos impusermos sobre a natureza numa tentativa de “corrigi-la” como nossa mente estipula, nada de bom sairá disso. Na verdade, nós não sabemos o que prejudica e o que melhora, e de que forma isso tomará no final. Uma coisa é certa: o mundo depende completamente da correção de homem que deve se corrigir. Se ele não se corrige, ele vê o mundo à sua volta como corrompido, como é agora. Porém, se em vez de corrigir a si mesmo, ele que começa a corrigi-lo, ele torna as coisas piores!

Externamente, na natureza inanimada, vegetal e animal não há nada a corrigir! Deve permanecer do jeito que está, e a única coisa que podemos transformar é o homem, internamente. Portanto, não avalie o que é prejudicial e o que é benéfico: se eu estou recebendo um golpe para ser transformado durante a jornada, eu aceito esses problemas como um auxílio. Afinal, só o homem paga dívidas. Se não fosse por você, toda a natureza estaria em equilíbrio. Mas, para que você evolua, ela fica em desequilíbrio e você começa a senti-la em si mesmo.

Toda a natureza circundante são seus desejos externos que você ainda não consegue corrigir; na Cabalá, estes níveis externos são considerados como “cobertura” e “casa” (“Levush” e “Eichal“). Se você não desejar trabalhar com eles, eles vão incomodá-lo. E se você decidir corrigi-los diretamente, em vez de corrigir seus desejos interiores, aniquilando algum tipo de mosca ou outra espécie animal, na esperança de melhorar o mundo desta forma, isso só irá levar a uma catástrofe dupla em ambos os planos: tanto no plano material quanto no espiritual.

Ao tentar realizar “correções” externas, que nem deviam ser consideradas, você não só continuará sofrendo internamente, mas também externamente. Tudo o que existe no mundo, não importa o quão prejudicial, tem a sua designação e deve existir. Se você deseja corrigir isso, faça-o: corrija-se!

Antes da Segunda Guerra Mundial, o Baal HaSulam exclamava que estávamos indo para o desastre, e apelou às pessoas fazerem correções, mas ninguém quis ouvir. E todos os que ficaram na Polônia acabaram em campos de concentração nazistas. Mesmo hoje, nós ainda não ouvimos os avisos.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 22/22/11, “A Paz”

Perguntas Sobre O Trabalho Interno E A Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: No post “Apele para Ele Enquanto Ele Está Perto”, você diz: “não perca as oportunidades que possam surgir” e “reaja apropriadamente”. Você poderia dar um exemplo de uma “oportunidade” e de uma reação “apropriada” a ela?

Resposta: Aspire se sentir conectado com o Criador a cada momento, e você irá desenvolver uma nova sensação. Afinal, você está conectado ao grupo e estuda junto conosco. No entanto, falta a você um esforço constante em se manter conectado e sentir que é assim que o Criador está “falando” com você.

Pergunta: Eu estou querendo saber se os animais têm alma, e se têm, se eles têm a possibilidades de desenvolvimento?

Resposta: Somente aquele que alcança a qualidade de doação tem uma alma, e apenas na medida em que domina essa qualidade.

Pergunta: Os amigos são meu ponto no coração? Será que a conexão do meu desejo ao deles revela a doação?

Resposta: O ponto no coração é o “eu” da pessoa, e a alma é a aspiração da pessoa à doação (o Criador), recebida do ambiente e corrigida pela Luz.

A Ponta Do Fio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os Cabalistas estão me falando sobre a qualidade de doação, mas eu não a sinto. Eu nem sequer tenho a ponta do fio…

Resposta: Quando você experimenta a necessidade de doar, você conesegue entender o que é a doação. Tente doar a seus amigos e você verá que você não quer isso. A partir disso você vai entender como seria se você possuísse a qualidade de doação. Então, você vai começar a adivinhar o que lhe falta.

O raciocínio é o seguinte: eu quero alcançar a união com meus amigos. Eles estão unidos entre si, enquanto eu estou separado deles. Honestamente, eu não quero essa união, sou incapaz de fazer isso e continuo me esquecendo disso. O brilho do meu desejo se apaga. Eu só posso revivê-lo quando estou com meus amigos, quando eu me conecto a eles, mesmo por causa da vergonha.

Eu me aproximo deles, trabalho no grupo e começo a entender o quanto preciso de amor. Os esboços de meus esforços gradualmente retratam uma imagem da doação. Eu penso sobre seus benefícios e dessa forma eu formo um vaso, um desejo. Talvez ele ainda seja irreal e somente preliminar. No entanto, com cada esforço eu atraio a Luz superior, que é construída de acordo com meus desejos. Ela vem da perfeição, da Eternidade, até a própria quebra, a esse mundo. Talvez como uma criança eu jogue um jogo de adivinhação, mas a Luz está fazendo o seu trabalho. Isso torna possível para mim me mover em direção à doação.

Adeus Ao Egito

Dr. Michael LaitmanNós temos que passar por uma grande quantidade de problemas para, no final, alcançarmos “o Rei do Egito morreu”. Depois, começam “muitos dias”, onde temos que realizar muitos atos para revelar a correta exigência dentro de nós. Se nós simplesmente “gritamos pela falta de vontade de trabalhar”, isso não é chamado “suspiro pelo trabalho”.

Se nós não recebemos prazer pelo trabalho, nós devemos gradualmente discernir: o que significa “O Rei do Egito morreu?”. Por que estamos trabalhando e para quem? Nós discernimos isso gradualmente, até percebermos que existe outro rei e que devemos sair do Egito a fim de sermos trabalhadores do Criador, isto é, trabalhar para doar.

No entanto, como posso fazer isso, se aqui no Egito tudo é tão simples? Sou construído de tal maneira que sinto prazer no momento em que realizo determinado ato ou faço um esforço de pensamento. Embora inicialmente eu achava que desejava doar, foi com a intenção “para receber”. Eu doo, mas é assim que eu recebo prazer, quando me identifico com meu desejo egoísta.

No entanto, quando o Rei do Egito morre, é uma grande ajuda do Alto, que nos permite nos separar dele. Na verdade, ele agora está morto; estou livre dele. Eu não queria isso, mas ele me deixou. Meu ego foi separado dele.

Eu não sei o que fazer; eu não tenho mais ninguém para quem trabalhar. Eu choro e fico parado. Eu sempre gostei muito dele, e agora eu fiquei sem nenhum prazer na vida. Como vou encontrar prazer? Em que desejo, pensamento ou intenção vou ser capaz de sentir? Eu começo a procurar.

Eu costumava trabalhar doando para receber, mas agora vou ter que procurar outra coisa e, inevitavelmente, através de golpes, eu irei alcançar a doação a fim de doar. Eu penso comigo mesmo: se eu não tenho os vasos nos quais possa encontrar prazer, eu posso ser capaz de obter prazer de outra pessoa.

Eu olho para alguém: ele sente prazer, enquanto eu não tenho vitalidade. É por isso que eu o invejo e quero me juntar a ele, para desfrutar o seu prazer. Talvez dessa maneira, pelo menos eu irei receber alguma satisfação. É assim que começamos a ver o que está a nossa volta. Eu não consigo mais desfrutar sozinho quando trabalho dentro do meu “Egito”, como antes.

No entanto, se eu doar para o ambiente e causar-lhe prazer, eu vou ser capaz de me juntar a eles e desfrutar junto com eles; mesmo se eu me juntar com a intenção de receber algo dessa maneira, isso ainda é chamado de doar ao ambiente. Isso já é chamado de Lo Lishma (não em Seu nome). Eu doo a eles e quero que eles tenham a bondade, já que eu vou me identificar com eles e me juntar a eles, para que eu possa encontrar a bondade dentro deles. Esse já é um estado avançado.

Existem diferentes estágios de aproximar-se da saída do Egito. Alguns já perceberam que agem para tirar proveito do egoísmo e, mais tarde, alcançar Lishma, e há outros que não percebem que, entretanto só agem em busca de prazer. No entanto, não importa o quê, estamos avançando.

Eu já tenho a direção: eu entendo que eu devo me juntar com o grupo que está saindo do Egito. Na verdade, eu não recebo prazer da vida simples. No entanto, se eu me juntar a eles, então lá, dentro deles, em nossa união, eu vou encontrar o prazer e revelar minha vida espiritual única. Isso já é um passo para a salvação: há um propósito em me separar do egoísmo. Afinal, o Egito já está morto e isso é suficiente. Se a pessoa sente que deve doar ao grupo e revelar a força coletiva nele chamada Criador, se ela quer ser incluída nela de modo que também receba alguma coisa, isso já é chamado de Lo Lishma (um desejo egoísta pela espiritualidade).

Existem várias formas e níveis em cada um, em momentos diferentes, mas isso já dá a direção até que concluamos a luta, os dez golpes, que ajudam a pessoa a se separar do Egito para sempre e sentir a vida no Egito como escuridão.

O último golpe é a morte dos primogênitos, que nos mostra que nada vai se originar dessa situação para nós, nada vai “nascer” dela. Então, já está totalmente claro para a pessoa que este estado não pode produzir qualquer resultado. Quando cada primogênito no Egito morre, ela concorda em fugir.

Todos os estados de que fala a Torá acontecem em nosso desejo de receber. Golpe após golpe: ou o Faraó triunfa, ou o Criador triunfa e “Moises” vê como tudo isso acontece dentro dele e quais são os valores que ele dá ao desejo de receber e ao desejo de doar. Isso permanece assim até que ele vê a escuridão nessa situação, e fica sem outra escolha a não ser escapar através da escuridão para o desejo de doar, somente para ver algum sinal de Luz à frente. É assim que ele escapa do Egito. Isso é o que deve acontecer na pessoa que está preparada para se juntar à sociedade, mesmo que ela chegue a fim de encontrar meios de subsistência nesta sociedade e satisfação egoísta: isso já é chamado de Lo Lishma.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 05/02/12, Shamati #159

Deficiência E Satisfação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que nós buscamos o mundo espiritual através dos olhos do mundo corporal?

Resposta: Esta é a maneira como somos construídos; estes são os nossos desejos. Nós só conseguimos satisfazê-los através dos meios que foram dados a nós: mãos, pernas, os sentidos recebidos e o cérebro.

Meu cálculo é bem simples: satisfazer-me o máximo possível com os prazeres desejados e permanecer constantemente satisfeito, 100% do tempo. Mas, no momento em que me aproximo da linha superior de satisfação, o prazer desaparece, e eu preciso descer um pouco. Por exemplo, antes de uma refeição, eu devo estar com fome para que ele me dê prazer.

Nós precisamos nos preocupar em criar o Kli (vaso) e a satisfação que seja adequada a ele. No entanto, a satisfação não precisa extinguir a deficiência, mas sim acompanhá-la. É melhor quando a satisfação e a deficiência caminhem juntas; quanto mais eu recebo, mais eu quero; eu ainda recebo e ainda desejo, repetidamente.

Aqui surge a pergunta: O que eu sinto – prazer eterno ou deficiência eterna, ou talvez uma forma ou outra?

Em nosso mundo a única possibilidade de desfrutar tanto a deficiência quanto a satisfação é se ambas forem dirigidas a um terceiro. Então, ambas são desejáveis ​​e existem dentro de mim. Não de forma alternada, mas ao mesmo tempo, em conjunto. Sobre isso é dito, “O amor cobre todas as transgressões”.

Se elas existem lado a lado, então, de dentro de sua combinação é criada a linha média, e eu constantemente desfruto, sem fim, sem qualquer transição entre a deficiência e a satisfação. Assim, eu atinjo a forma do Infinito, e não preciso substituir os períodos de carência e realização.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 06/02/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Observar A Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a pessoa encontra um equilíbrio entre os desejos corporais e o desejo pelo Criador?

Resposta: Eu tenho um ponto no coração do qual observo tudo o que está acontecendo. Em primeiro lugar, eu sinto o meu corpo. Posso até olhá-lo a partir deste ponto no coração; eu posso observar os seus órgãos e partes. A partir deste ponto no coração eu posso observar meu corpo e os sistemas que agem no seu interior.

O Criador me deu esta sensação corporal; é o sistema mais próximo de mim. No entanto, eu não pertenço a este sistema, eu simplesmente o observo do ponto no coração que está no interior, onde o meu “eu” vive.

Além do meu corpo, eu também tenho pessoas que me estão próximas, como a família. Há também influências mais prolongadas, como toda a natureza. Tudo isso são coisas que influenciam o meu ponto no coração, o ponto que tenta analisar e identificar-se: “Quem sou eu?”.

Do ponto do meu “eu” (‘Ani’ em hebraico – Aleph-Nun-Yod), eu tenho que ir ao ponto do “não” (‘Ain’ em hebraico – Aleph-Nun-Yod), que está acima de mim mesmo. Por um lado, eu quero conquistar o mundo, destruir os meus inimigos e controlar a todos. Isso é o que o meu ponto egoísta quer.

No entanto, eu trabalho em anular-me, para que eu possa existir a partir deste ponto e comece a sentir a força superior, que existe fora de mim.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/02/12, Escritos do Rabash

A Primeira Barreira Para A Eternidade

Dr. Michael LaitmanÉ difícil para uma pessoa superar a “barreira” (Machsom), um obstáculo, e adotar a abordagem que a Cabalá ensina que é tão contrária à sua habitual percepção egoísta. Mas se ela se eleva acima do seu egoísmo à doação, ao amor, à responsabilidade e garantia mútua com relação ao amigo, isso significa que ela adquiriu o poder espiritual.

Se ela realmente fosse capaz de superar a si mesma, isso significaria que ela está acima da restrição, porque diminuiu seu egoísmo e conseguiu uma atitude espiritual para com o próximo, a percepção espiritual, o mundo superior.

A pessoa não entende e não se sente que através deste caminho ela pode alcançar a dimensão superior eterna e perfeita, em vez da realidade limitada que ela agora sente. Tudo isso está muito perto de nós, e é por isso que parece tão simples e primitivo: qualquer amor para com o outro, que incutimos em nossas crianças é para impedi-las de brigar umas com as outras.

Este é o primeiro obstáculo, que leva anos para superar. Mas nós temos que entender que cada fase do trabalho espiritual requer tempo até aprendermos a aceitá-la. Isso depende de quanto a pessoa pode ser incluída no grupo, através do qual ela acelera o seu desenvolvimento.
Se ela é impressionada pelos outros e se esforça em absorver o máximo possível deles, entra no grupo com os olhos fechados, ela começa a ver como essa ferramenta é eficaz. Desta forma, ela pode ter o desejo da dimensão superior.

O vaso espiritual é construído pela qualidade e quantidade de relações com os outros. A quantidade é determinada pelo fato de que, no final, a pessoa deve se unir com todas as almas, porque juntos nós formamos uma só alma: Malchut do mundo do Infinito.

E a qualidade é determinada pelo fato de que ela deve se unir com eles através da completa recepção e doação, de modo que o desejo de todos está relacionado com os outros como uma engrenagem, e transforma todos eles; todo mundo depende dela, e ao mesmo tempo, ela depende de todo mundo.

Ao se conectar desta forma, todos se transformam numa parte integral do sistema global. Todo mundo depende dela e ela se transforma em todos, mas se transforma neles de acordo com o programa global, seus desejos coletivos, e o desejo individual de todos. Este é o sistema perfeito que devemos alcançar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/02/12, Escritos do Rabash