Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

O Contador Das Mudanças Internas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso reconhecer a resposta da Luz ao meu pedido?

Resposta: Em primeiro lugar, qualquer mudança é para o bem, mesmo que não seja sentida de forma agradável. Em segundo lugar, há mudanças constantes, só que nós não somos capazes de contá-los.

O nível da minha sensibilidade é muito grosseiro para eu perceber as mudanças que acontecem em mim. O contador está ligado, mas só depois de atingir 1.000 RPM eu começo a sentir este salto para o intervalo mais 1000. E o contador continua rodando; ela atinge 2.000 RPM e eu sinto outra mudança. Eu não consigo reconhecer cada pequena RPM sutil.

Porém, à medida que eu subo os graus espirituais, eu aumento minha sensibilidade e começo a distinguir melhor as mudanças. Isso significa que “o Criador está exigindo dos justos o sopro do cabelo”. Eu distingo este cabelo fino, mas antes eu nem sequer via uma grande rocha.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/02/ 12, O Zohar

A Última Chance

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que podemos fazer para nos preparar para a convenção de Arava?

Resposta: Tente imaginar que esta é sua última chance. Não é sobre a vida corporal que
muitos estão dispostos a desistir. Metade da população do mundo ficaria feliz em apertar um botão que lhes permitisse morrer sem dor, se pudessem. As pessoas não têm medo de morrer, mas do processo de morrer.

Portanto, nós temos que nos obrigar a pensar sobre as condições que nos são dadas hoje. Depois de nossas convenções, após a preparação e a conexão, simplesmente não há volta. O mundo inteiro se preocupa com seu futuro e não sabe o que esperar. As pessoas estão impotentes diante da crise que se desenvolve. Se não encontrarmos o poder de nos conectar, não seremos capazes de ajudar a nós mesmos ou o mundo. Se falharmos, não  acabaremos com a vida corpórea, mas sim com a vida espiritual.

As mulheres precisam entender isto. Elas devem se preocupar conosco e nos pressionar. Os homens também precisam entender isto. Nós temos que subir acima de tudo que nos separa, acima de todos os argumentos e  mal-entendidos, acima das disputas e conflitos. Na verdade, eles podem permanecer iguais – mesmo isso nos permitirá superá-los ainda mais. A pessoa só cresce resistindo ao egoísmo crescente. Então, na medida em que estamos preocupados, veremos o ego crescer ainda mais. Tudo que precisamos é de resistência. Então, teremos sucessivos êxitos.

Eu sou otimista. Nós temos o poder em Israel e em todo o mundo. Mesmo se vários grupos experimentarem dificuldades, no final, tudo vai dar certo. Este é o nosso caminho. O mesmo ocorre com as doenças infantis, das quais não podemos escapar. E mais, elas nos fortalecem, tornando-nos imunes para a vida.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/02/12, “Prefácio ao Livro do Zohar

A Insuportável Carga Do Amor Absoluto

Dr. Michael LaitmanO Criador trata o ser criado com bondade absoluta e doação total, mas se o ser criado sentisse essa atitude, ele não teria chance de fazer nada por si mesmo; ele não teria nada a acrescentar a isto. Isto o venceria e acalmaria.

Portanto, há o sistema de ocultação que esconde a Luz boa e benevolente e enfraquece-a para que a pessoa possa ter livre arbítrio. Então, o amor absoluto, a boa atitude, não paralisa o ser criado, mas sim dá-lhe uma chance para adicionar a sua atitude e o seu trabalho.

Se a Luz fosse revelada na sua intensidade plena de realização da bondade e da alegria, não restaria à pessoa um único desejo, e ela não seria capaz de se mover ou mudar de alguma forma. Assim, ela não sentiria a si mesma e sua existência.

É por isso que agimos dentro da ocultação; esta é a primeira preocupação do Criador em Sua atitude para com o ser criado: esconder-se, a fim de dar ao ser criado todo o mundo do Infinito. É graças ao fato de que a Luz se esconde que uma pessoa pode adquirir o mundo do Infinito e se tornar o mestre nele, o gerente, seu preenchedor e criador. Assim, a pessoa alcança o mesmo nível de perfeição, que ela chama de “bom e benevolente” para com o Criador.

Tudo isso é possível por causa da ocultação do amor absoluto que chega ao ser criado a partir do Criador. Na medida em que a pessoa consegue suportar este amor absoluto, quando ela se prepara com antecedência para não ficar paralisada com a revelação do amor, nessa medida este amor é revelado.

Tudo isso é apenas a revelação do amor: embora existam muitos níveis espirituais e muito estados diferentes, o princípio aqui é só a revelação da escuridão e da luz, e tudo isso é a revelação do amor absoluto, a partir do qual a criação começa e termina. Todos os outros estados só existem para a sua revelação.

Em cada degrau da escada, a pessoa deve revelar este amor absoluto em certa medida, de acordo com os seus vasos (desejos), porque não há nenhuma medida do mundo do Infinito ou de qualquer outro mundo, nível ou estado. Tudo é medido apenas de acordo com os desejos do ser criado.

Se a pessoa chega até mesmo ao menor preenchimento (satisfação), se este preenchimento é pleno, parece como o mundo do Infinito para ela, porque ele se torna seu mundo. Quando ela sobe ao nível seguinte, ela vê que o estado anterior era pequeno e, novamente, o estado atual parece um mundo inteiro para ela. Quando ela chega ao seu fim, parece que está no mundo do Infinito e que não há nada a acrescentar, porque ela atingiu o amor absoluto nesse nível. Mas ela deve ver de que forma esse amor ainda não é pleno.

Aqui há o conceito das três linhas, e a divisão em cabeça, interior e fim (RoshTochSof) do Partzuf espiritual devido a que nem todos os desejos são incorporados na conexão entre o Criador e o ser criado, e ainda restam desejos reais de receber (AHP de Yerida), “o coração de pedra (Lev Ha Even)”. Então, claramente, o amor absoluto ainda não foi atingido. Ainda assim, parte dele é sentida no final de cada nível.

Basicamente, o ser criado deve constantemente trabalhar de acordo com o “afaste-se do mal e faça o bem”. Fazer o bem significa tentar fazer o trabalho mais difícil: ver onde se pode adicionar mais amor. Esta é a coisa mais difícil, porque é onde você tem que trabalhar diretamente com os desejos.

Cada nível tem seus problemas, seu mundo, e seus resultados. Mas devemos sempre lembrar que todos os estados que passamos na nosso vida corporal e espiritual vêm do amor absoluto do Criador e da necessidade de revelá-lo plenamente a nós.

Da 1a parte de Lição Diária de Cabalá 12/02/12, Escritos do Baal HaSulam

Alegria No Deserto

At the Arava ConventionPergunta: Antes da próxima convenção em Arava, deverá o grupo esboçar o desejo, o sentimento de deficiência, que está mais perto do grau superior?

Resposta: Nós não precisamos do sentimento de deficiência. Temos que ansiar pela perfeição, e de que vamos chegar à deficiência certa. Vamos  com canções e alegria, somos atraídos para conexão e para garantia mútua, e tudo o que está escondido neste grau superior.

Ninguém tem a intenção de sentar e chorar, tendo coberto sua cabeça com cinzas.

Da 4a parte da  Lição Diária de Cabalá 13/02/12, “Introdução ao Estudo das Dez  Sefirot

A Correção Nunca É Individual

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, Item 94: Está escrito: “Aqueles que me procuram me acharão”. Pode-se pensar que nenhum esforço especial é necessário aqui, e até mesmo uma pessoa pequena que não está pronta para empenhar-se também vai encontrar o Criador. Mas os sábios nos alertam para não acreditar nessa interpretação. Pelo contrário, o esforço é essencial aqui, e se a pessoa “não trabalhou e encontrou, não acredite”.

Se a pessoa caminha sozinha, ela não tem absolutamente nenhuma chance de correção. Está escrito: “Grupo ou morte”. Quando a nação de Israel estava no Monte Sinai, ela foi agraciada com uma condição: ou vocês se unem como um só homem com um coração, ou este será o seu local de sepultamento. Em outras palavras, se vocês não se unirem, vocês nunca vão adquirir a vida espiritual. Pelo menos parte do vaso deve ser corrigido.

Você pode pensar: “Como pode ser isso? Isto significa que todos devem ser corrigidos. E só se espera que eu corrija determinada parte do vaso comum?”.

Só nos parece que fazemos as correções individuais. Na verdade, este processo abrange o mundo todo, apenas em parte (99,9%) dos vasos a correção acontece sem eles perceberem, enquanto na outra parte isso acontece de forma consciente, depois que se eleva o fundamento necessário (MAN) e realiza-se a análise necessária. Como resultado, o vaso inteira comum se conecta ao processo de correção, e isso é algo que devemos saber. É também por isso que precisamos cuidar de todo mundo.

Também devemos entender o princípio do “trabalhei e encontrei”. Todo o nosso trabalho equivale aos nossos esforços para unir, que nos levam a “descoberta” do Criador. Só depois que estes esforços são realizados é que a resposta vem na forma da Luz superior, que faz a correcção. Nós temos que apresentar a ela o nosso verdadeiro desejo de união e, assim, ela influenciará esse desejo, soldando e fundindo-nos todos juntos, transformando-nos novamente num vaso inteiro.

Então, todos os desejos – tudo que foi revelado durante a quebra – se conecta conosco nesse vaso como Aviut e nós adquirimos um vaso 620 vezes maior do que antes.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Aproximando-se Gradualmente De Uma Revelação Instantânea

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível que num minuto eu não entenda nada e, de repente, tudo é revelado a mim, ou isso é um processo gradual?

Resposta: É um processo gradual que leva a uma revelação instantânea. Vemos isso acontecendo conosco. Nós tentamos fazer isso e aquilo, e não resulta em nada; mas, de repente, nós adquirimos uma compreensão e revela-se algo. Nós não entendemos como isso acontece. É como se houvesse algo dentro de nós que crescesse lentamente, explodisse e, de repente, nós ganhássemos compreensão, sensação e realização, tanto na mente quanto no coração. Este processo exige grande concentração durante um longo período de tempo e muitas fases contínuas que, em última análise, levam a um avanço súbito.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 12/02/12, “Estudo das Dez Sefirot

Construindo Nossa Casa

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Prefácio ao Livro do Zohar“, Item 26: Além disso, a pessoa não executa nada durante a construção, mas somente de acordo com os detalhes dispostos diante dela no projeto… Assim, não há um único e minúsculo item gerado neste mundo que não se estenda desde Ein Sof, desde o primeiro estado das almas. A partir de Ein Sof, ele se estende para o mundo de Atzilut, ou seja, especificamente associado à coisa que está realmente sendo gerada neste mundo. Do mundo de Atzilut, a geração se estende aos três mundos de BYA, onde a geração aparece de fato, onde ela deixa de ser Divina e se torna uma criatura, passando por Yetzira e Assiya, até que se estenda até o inferior neste mundo.

Só uma coisa foi criada: o desejo. A criatura existe neste desejo e sente, pensa e entende nele. O maior desejo da pessoa é poder sentir e compreender melhor. Quanto mais variado o desejo, maiores as formas dela poder perceber a realidade.

Se o desejo da criatura tivesse ficado do jeito que foi criado, não teria sentido nada. Este é o resultado das quatro fases de Luz direta. Nosso desenvolvimento começa quando a Luz começa a influenciar o desejo, que foi criado como “existência a partir da ausência”. Ao longo de todo o caminho, o desejo desenvolveu-se pela Luz e recebeu atributos, alterações e ímpetos para agir a partir dela. Na Luz há o pensamento da criação. Portanto, quando o desejo foi criado pela Luz, este pensamento foi posto em prática.

Quando o desejo se desenvolveu, ele começou a perceber diferentes impressões da Luz que se transformaram em recepção. Ele recebe, sente, compreende e responde. Cada ação da Luz iniciou o mecanismo de mudanças dentro do desejo: ele a absorveu-o sucessivamente, sentiu e respondeu várias vezes.

Na verdade, a Luz é fixa e não se move. Ela apenas se apresenta ao desejo desta maneira. É no desejo que todas as mudanças ocorrem, até que ele “se vira” tantas vezes e acumula tantas mudanças que o fazem parar e iniciar o caminho de volta. A Luz está num estado de repouso absoluto e cumpre o seu plano interior, que é para o desejo retornar à fonte, mas de modo que ele próprio queira voltar para o ponto onde a Luz deu origem a ele, e justificar a sua criação. Assim, ele justifica e compreende a Luz.

Durante todo o caminho até o nosso mundo, e a volta, ocorre por meio da Luz. Quando a Luz brilha sobre o desejo e se afasta dele, ela se espalha de cima para baixo. Então, a Luz realiza a ação oposta e a criatura começa a se aproximar dela, mas o faz conscientemente, desejando voltar à Luz, ou seja, assemelhar-se a ela. Depois, a criatura recebe a Luz circundante que a ajuda, e ela sempre quer adquirir a Luz interior em vez disso; em outras palavras, quer se tornar como Ela.

De acordo com meu livre arbítrio, a Luz me influencia e me muda. Então, eu adquiro a equivalência de forma e a Luz se espalha dentro de mim. Este é o nível da minha doação. Assim, a partir de uma distância, o desejo de receber retorna para a Luz e é incorporado no mesmo.

Assim, nós alcançamos o plano inicial do Criador e diferentes partes gerais do “projeto”. O “projeto” em si está no mundo de Atzilut, e nós estamos nos mundos de BYA, tentando realizá-lo, na correção da matéria do desejo. Como um arquiteto, a pessoa constrói sua casa e adquire controle sobre seu vaso.

Da 2ª parte da Lição Diária da Cabalá 03/02/12, O Zohar

Ocultação Simples Antes Do Encontro Com Faraó

Dr. Michael LaitmanA diferença entre a ocultação dupla e a ocultação simples é muito grande. É uma fase que dura um longo período de tempo, até mesmo anos. No passado, os Cabalistas precisavam de um tempo ainda mais longo.

A diferença aqui é que na ocultação dupla a pessoa não sabe com certeza, nem mesmo aproximadamente, o que é a doação, mas só fala dela quando repete o que está escrito sobre ela nos livros. Assim, isso é muito difícil para ela, uma vez que todos estes termos são artificiais.

Nós vemos isso em sua conversa, mas ela deve fazer como uma criança que, no meio tempo, imita os adultos e brinca com bonecas e carros. Isto é assim, até que ela atinge o estado onde a Luz superior doa a ela, e torna-se suficiente para começar a sentir o valor da doação.

Ela começa a descrever a si mesma, em sua imaginação, o que é a doação, como ela sai de si mesma em relação aos outros e se perde lá, como ela começa a senti-los e não a si mesma. Isto ainda não é “nós”, ou seja, que estou em conexão com os outros. Em vez disso, ela deixa de sentir a si e sente apenas o que é externo a ela. Não é possível transmitir essa sensação com palavras, mas esta começa a ser compreendida dentro da pessoa.

Isto se chama “atingir a ocultação simples”. Então, ela começa a exigir a revelação da doação. Agora ela entende que a doação chega apenas com a ajuda da Luz que reforma. Na transição da ocultação dupla para a ocultação simples ela vê que tudo é realizado através da força superior e que só ela pode despertar essa força através de todos os tipos de ações, mas não mais do que isso.

Aqui, a exigência amadurece nela, que ela deve ter a força superior que irá produzir dentro de si a qualidade de doação. Nós estamos neste estado agora, antes do Congresso no deserto, antes da reunião com o Faraó e a saída do Egito.

Da 4ª parte da Lição Diária da Cabalá 12/02/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

O Fenômeno Da Luz

Dr. Michael LaitmanQuando nós falamos sobre a Luz, nós nos referimos ao fenômeno que ocorre no desejo. Isso significa que eu quero fazer o bem a alguém sem quaisquer considerações pessoais de benefício próprio. Quanto mais eu me analiso, mais eu vejo que realmente não tenho vontade de benefício pessoal. Esta é a Luz: É como se algum espírito estivesse vestido em mim e eu quisesse dar, amar os outros, e querer apenas o bem-estar dos outros, porque com isso eu agrado o Criador.

Quando eu trabalho num grupo, eu atraio a Luz que Reforma que constrói no meu “corpo” (no meu desejo) o fenômeno chamado Luz. Assim, a Luz circundante (Ohr Makif) influencia o desejo para que ele possa sentir o fenômeno da Luz internamente.

Pergunta: De onde vem a Ohr Makif?

Resposta: Ela vem de um nível superior. Eu não posso recebê-la dentro de mim e por isso ela me “cerca” e prepara o meu desejo, meu vaso, a fim de entrar nele mais tarde. Esta Luz também está dentro de mim, mas eu não a sinto ainda. É como se ela estivesse agindo à distância: Algo amadurece em mim, mas eu sinto isso indiretamente, de acordo com os resultados.

De uma forma ou de outra, tudo está dentro da pessoa: todas as luzes e todos os mundos, incluindo o mundo de Ein Sof (Infinito).

Pergunta: Para sentir isso, eu tenho que trabalhar em grupo?

Resposta: Você tem que seguir o conselho dos Cabalistas, que chamamos de “fé dos sábios”, e realizar as suas recomendações. Você é levado ao grupo pelo Alto, e começa a trabalhar nele, mesmo sem questionar nada. Só mais tarde é que a questão do livre arbítrio surge, quando você entende o que está acontecendo e pode encontrar o caminho de volta e perceber: “Então é isso que eu deveria fazer! Eu deveria amar os amigos…”.

Você se aproxima do trabalho mútuo e, partir de um “círculo de estudo”, você se torna um todo, adquire um só coração e um só pensamento, faz grandes esforços coletivos e age na frente um do outro, a fim de evocar a deficiência nos amigos e aumentar a grandeza do Criador aos seus olhos.

Então, as pessoas descobrem “o campo que o Criador abençoou”. Elas não vagam no campo como os filhos de Jacó, mas sim adquirem a força de José, que os une e os leva através da terra do Egito à Terra de Israel. Este é todo o nosso trabalho, onde começa o nosso livre arbítrio.

Da 4ª parte da Lição Diária da Cabalá 12/02/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Encontrando O Centro Do Círculo

Dr. Michael LaitmanNosso trabalho é perpétuo. A Luz superior está num estado de repouso absoluto, e seu repouso está constantemente nos empurrando para a meta. O mesmo ocorre conosco: se estamos constantemente “pressionando o pedal do acelerador” desejando a meta, estamos num estado de repouso, porque não há mais do que isso e eu só atuo numa direção.

Aqui nós podemos discutir, mas eu estou agindo contra o meu desejo egoísta, que constantemente me confunde.

Ainda assim, se você tentar mantiver a direção certa, com a ajuda do grupo e dos livros, você está pelo menos perto de repousar.

Na verdade, isso é apenas um problema psicológico. Se nós decidimos, se determinamos o que é mais importante para nós e não desviamos a nossa atenção para outra coisa, se vamos direto à meta, à adesão com o Criador, e adicionamos tudo o que podemos inferir do estudo, do professor, dos livros, o grupo, e da disseminação disso, nós nos trancamos no alvo e só temos que manter o rumo certo.

Para fazer isso, todos devem estar conectados. Só então você pode escolher a meta, porque você realmente não a conhece, e ela é alcançada a partir do centro do grupo. Onde está o centro? Você é quem atrai a mira na vista. Você passa através dos círculos à medida que seu diâmetro fica cada vez menor, e em cada círculo é melhor você começar a conhecer o Criador e Suas ações e, finalmente, você encontra o centro: e encontra-O.

Hoje, nós temos que trabalhar em vários planos:

1. Todos os amigos são iguais, não há grandes ou pequenos.
2. Todos devem fazer o seu melhor e agir diante dos outros e lhes mostrar o quanto quer amá-los. Os amigos devem ver apenas este anseio por cada um. Devemos sempre dar o exemplo a todos, para que ninguém seja capaz de impedir uma atitude de igualdade para com os outros. Esta é a nossa obrigação.
3. Fazemos tudo isso de propósito, para que possamos ser capazes de nos conectar, e na conexão entre nós, descobrir o amor: o amor condicional primeiro e depois o amor absoluto, até chegarmos ao fim da correção, o Gmar Tikkun.

Todo o processo ocorre no grupo. Não há para onde fugir: você tem um lugar para a realização, você tem amigos que anseiam a mesma coisa, e você tem a inclinação ao mal, que realmente nos ajuda a olhar constantemente para o centro do círculo. Nós temos tudo que precisamos e devemos nos apoiar de forma mútua, superando constantemente os obstáculos, como se diz: “O amor cobre todos os pecados”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/02/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot