Textos na Categoria 'Torá'

O Exílio É A Preparação Para Revelação

Dr. Michael LaitmanO Zohar , Capítulo “A Páscoa, Shemot (Êxodo)”, Item 246: Por que o Criador deseja levar Israel até o exílio no Egito? Por que o exílio, e por que especificamente no Egito?

Se você não pertence a “Israel” (em hebraico “Isra-El” significa “direto ao Criador”), ou seja, se você não aspira a alcançar o Criador, tornar-se igual a Ele pela qualidade de doação e amor, então você não tem que descer ao Egito, isto é, sofrer devido à falta de uma conexão com o Criador. Em vez disso, você continua vivendo sem esses problemas.

Mas se você aspira a alcançar o Criador, você tem que querer isso muito e preparar este desejo. A maneira de prepará-lo corretamente é no estado chamado de “exílio”: a sensação de exílio do estado perfeito.

No exílio, nós adquirimos a aspiração, a necessidade e o desejo em todos os mínimos detalhes, formas e qualidades, que mais tarde participam da revelação do Criador, a redenção do exílio. Portanto, o exílio é uma preparação importante e ela não termina até que um verdadeiro desejo de revelação esteja pronto.

Isso porque não há Luz sem desejo. A Luz é simples, mas só quando o desejo atinge as qualidades que devem estar presentes nele com sua profundidade, força e forma, é que a satisfação se revela nele.

Portanto, não adianta chorar sobre o porquê de não termos atingido ainda a revelação. Isso significa que ainda não concluimos a preparação do desejo em toda a sua plenitude, para que ele se revelasse como o vaso corrigido e adequado para a revelação da Luz. Nós temos que trabalhar nos desejos, ao passo que a Luz está em repouso absoluto e pronta para ser revelada.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/04/11, O Zohar

Você Gostaria De Um Pouco de “Mana Do Céu”?

Por que eles dizem “mana do céu”, se ela foi encontrado na parte da manhã no lugar do orvalho? Não caiu do céu; aparece no chão. Graças ao MAN, que é Bina e Malchut conectado, exaltamos os nossos desejos e damandamos por correção pela propriedade de doação.

Evocando os nossos desejos para evoluir, articulado com o Criador para ser igual a Ele no amor e na doação, é considerado como MAN. Isto é exatamente como uma pessoa se completa depois que ela rasga-se do seu egoísmo. Eu revivo a minha alma no fato que eu gosto da doação e desejo de ser preenchido com Bina, o Criador. [Leia mais →]

Como Um Egoísta Pode Orar Pela Doação?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como um coração egoísta pode pedir a doação?

Resposta: É óbvio que um coração egoísta é incapaz de pedir a doação. Ele ora por algo que considera melhor para si. Ele não sabe como orar de outra forma.

Contudo, a natureza na qual a pessoa existe é uma coisa, mas como ela usa esse mecanismo é outra coisa. Mesmo que ela seja egoísta, e sua oração e atitude para com os outros sejam egoístas, ela organiza todo este mecanismo de forma que lhe permita atrair a Luz que corrige.

Como é que a Torá, a Luz que corrige, atua? Eu sou um egoísta e pretendo usá-la egoisticamente, mas através disso eu ativo um mecanismo que atrai a Luz para mim, que me torna o oposto do que sou hoje. Isto significa que esta Luz devolve-me à sua fonte.

Se eu já estivesse pedindo a doação por conta própria, eu não precisaria ser trazido de volta à fonte. Tudo já estaria claro. No entanto, tudo é organizado de modo que mesmo quando eu rogo pela doação, isto ainda é recepção disfarçada.

A mesma coisa acontece em todos os níveis. Quando eu subo para determinado nível e analiso: Pelo que eu orei? O que eu fiz? De qual amor ao próximo eu falei? O que eu descubro é que tudo era egoísta. O que parecia santidade no nível mais inferior parece como “lixo” quando você olha-o de cima.

Mas existe um mecanismo especial de subida: a conexão entre AHP do superior e Galgalta Eynaim  do inferior. Se eu enfrento a escuridão e a confusão e me rebaixo perante a sociedade, que me ajuda a fazer isso, eu atraio a Luz que corrige. Eu misturo Malchut com Bina: a misericórdia que reina no superior, com a força do julgamento que está em mim. É assim que eu alcanço a minha correção.

Portanto, não somos obrigados a ser santos desde o início, mas apenas a organizar tudo, na medida em que somos capazes, a fim de atrair a santidade para nós. Antes disso, eu sou contrário a ela! Caso contrário, como seria possível corrigir-se após a quebra?

Toda vez que nós recebemos qualquer estado novo, todos os estados anteriores são apagados de nossa memória para não nos confundir. O estado atual também não é muito claro para nós; e, a partir desta escuridão, temos que começar a organizar tudo de modo a atrair a influência da força superior sobre nós: a influência do nível superior, a qualidade da doação que não temos. Nós recebemos continuamente uma nova força e tornamo-nos uma nova criação.

É disto tudo que trata a oração comum. É a oração para adquirir a força para ser incluído na sociedade e preocupar-se com o próximo.

Da 1a da LiçãoDiária de Cabalá 27/03/11, Preparação para a Convenção NÓS!

O Próprio Faraó Nos Ajudará A Escapar Dele

Pergunta: O que impede a pessoa de alcançar a oração da sociedade, já que ela vê todas as suas intenções para si própria?

Resposta:
O problema é que uma pessoa compreende que suas intenções são egoístas, mas ele está disposta a tolerar isso. Isso porque ela só vê como são feias essas intenções, mas ele não entende que tipo de danos que lhe pode causar. Este é todo o problema!

Se eu simplesmente aceito o fato de que eu sou um egoísta, e daí? Mas tenho que me sentir como isso está me matando. Só então eu serei capaz de separar as minhas intenções egoístas. Meu ego vai me separar da coisa que me faz mal.

Então, num primeiro momento, eu separo dos meus pensamentos egoístas, em virtude do egoísmo em si. Isso significa que o faraó traz os filhos de Israel perto do Criador.
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Da primeira parte da Lição Diária de Cabalá de 27/3/11, Preparação para a Convenção NÓS!

Procurando Por Meus Irmãos…

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, “Amor dos Amigos”: Um homem o encontrou enquanto ele estava perambulando pelo campo e perguntou-lhe: “O que você está procurando?”. Ao que ele respondeu: “Estou procurando pelos meus irmãos. Diga-me, onde eles estão?”… Isso se diz sobre uma pessoa que se desviou do caminho do desenvolvimento espiritual, que não conhece o verdadeiro caminho, que já alcançou o desespero e pensa que nunca irá alcançar sua meta.  Por isso ela responde: “Eu quero estar no grupo onde há o amor dos amigos, porque então serei capaz de ascender pelo caminho que leva ao Criador”.

É assim que nós perambulamos sem rumo, sem saber como alcançar o estado correto. Nós não entendemos como estabelecer a conexão com a espiritualidade e onde encontrá-la. Porém, de fato, nós já estamos agora no mundo espiritual, e é por isso que estamos perambulando nesse campo. Nós já temos a oportunidade de estabelecer um relacionamento com o grupo e nos conectar com os amigos, mas somos incapazes de fazer isso. Assim, nós andamos sem rumo, como cegos. Nós já estamos no lugar correto, mas não podemos encontrar essa conexão, como se estivéssemos perambulando sem rumo na escuridão.

Essa escuridão não esta fora, mas dentro de nós, como resultado de nossa cegueira e falta de entendimento. O que está faltando aqui é algum tipo de revelação nos sentimentos e na razão, para que eu possa entender de que forma eu tenho que me conectar com os amigos. Então, eu descobrirei como fazer para avançar em direção ao desenvolvimento espiritual, para o primeiro contato com a espiritualidade, que é chamado de “três dias da absorção da semente espiritual”.

Para tanto eu tenho que encontrar como me ligar ao ambiente da forma correta, e essa é a coisa mais difícil de fazer. Em nosso mundo conhecemos casos quando uma mulher é incapaz de engravidar. E ainda é muito mais difícil chegar ao mundo espiritual. 

A Torá fala sobre os grandes problemas de infertilidade que cada uma das antepassadas teve e como era difícil para elas engravidarem. Esse é o símbolo de como é difícil ligar-se ao ambiente.

Como, então, é possível ajudar uma pessoa que sente que está perdida e não vê nenhuma chance de avançar espiritualmente? Ela coloca anos nisso e parece saber e entender tudo, exceto a direção. A princípio ela pensa que o conhecimento que recebe irá ajudá-la ou certos tipos de ações, ou talvez o tempo faça o trabalho.

Porém, mais tarde, ela revela que nada a ajuda e então fica confusa. É quando um anjo vem até ela e finalmente lhe pergunta: “O que você está pedindo? O que você está procurando aqui?”. Então, a pessoa analisa a si mesma e começa a entender que lhe falta precisamente a conexão com o ambiente. “Eu estou procurando pelos meus irmãos!”.

Já é um grande alcance quando você entende que só consegue realizar seu desenvolvimento espiritual nesse caminho, dentro da conexão com os outros. O grupo se torna um lugar espiritual. Ao invés do grupo material e físico que ela vê agora, ela irá sentir a conexão interna entre todos e tranformará essa conexão em doação mútua. Ela irá revelar a rede que os conecta, chamada de sistema dos mundos superiores, e todos os mundos irão entrar nela.

Esse grupo se tornará o lugar aonde a pessoa irá gradualmente revelar todos os níveis espirituais, até que ela se aproxime tanto dos outros 125 níveis que os reunirá como um todo. Isso se chamará o fim da correção (Gmar Tikkun).

Se a pessoa começa a sentir que será capaz de realizar seu desenvolvimento espiritual precisamente dessa forma, através do relacionamento com o ambiente, isso significa que ela perambula pelo campo do Criador e procura, embora saiba o que procurar e o que pedir. Ela ainda tem que passar por uma estrada difícil a sua frente, mas esse ponto onde ela decide que o mundo espiritual só pode ser alcançado através da união com o ambiente é extremamente importante. Isso porque é oposto a todo seu anterior desenvolvimento egoísta e material.

Esse é o ponto que marca o começo do seu desenvolvimento e sua conexão com os outros “de si mesma para fora, para a doação”. Desta forma, esse ponto é o começo de um novo caminho.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 23/03/11, Preparação para a Convenção NÓS!

620 Pontes De Mim A Você

Dr. Michael LaitmanA total liberdade de escolha que cada um de nós tem, com cada um sendo um pedaço do “Lego” multidimensional da criação, encontra-se em revelar a nossa conexão total com todos os outros na medida em que podemos tolerar isso. Cada pessoa se conecta com todos os outros com sua parte superior (Galgalta Eynaim) e sua parte inferior (AHP), e apenas um ponto permanece de si mesma em que deseja realizar a sua lealdade para com aqueles que estão acima ou abaixo dela.

Nós temos que passar por essa realização do nosso estado de forma gradual, através dos graus do desejo que desperta em nós, até experimentarmos toda a sua espessura (Aviut), em todas as suas formas. Assim, nós estamos continuamente revelando a possibilidade de uma nova e mais multifacetada conexão com as partes superiores e inferiores.

O espaço vazio que continuamente se torna revelado a nós na conexão com o superior ou com o inferior é o desejo que temos de corrigir. O desejo é sempre composto de 620 peças, e, portanto, sua correção é chamada de “cumprimento dos 620 mandamentos”, com a ajuda da Luz que corrige, que é chamada Torá.

È por isso que está escrito que a cada dia a pessoa deve cumprir “620 mandamentos” em virtude de se estudar a “Torá”. Isso significa que ela estuda como usar esses 620 desejos em prol da doação, a fim de unir-se inteiramente com todas as partes da criação, que são maiores ou menores em relação a ela.

É assim que nós alcançamos nosso estado – nós estamos nele desde o início, mas o revelamos por nós mesmos gradualmente. Nós recebemos a força para fazer isso do ambiente, ou seja, das “peças de Lego” com as quais estamos conectados – a partir das partes superiores de nossa alma, cujos AHPs  conectam-se com nossos Galgalta Eynaims, ou a partir das partes inferiores, com cujos Galgalta Eynaims nós conectamos através do nosso AHP.

O Criador sempre nos dá a oportunidade de encontrar as forças para avançar nesta unidade “multidimensional”. É sempre possível encontrar um espaço vazio onde a Torá será revelada, a Luz e os 620 desejos que podemos corrigir, e através deles conectar-nos uns com os outros. É assim que todo este sistema é organizado.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 15/03/11, Escritos do Rabash

O Tabernáculo É O Lugar Da Nossa Vida Espiritual

Dr. Michael LaitmanA porção semanal da Torá “Pekudei (Contas)”descreve quem participa da montagem do Tabernáculo (Itamar filho de Arão, Bezalel filho de Hur, Aholiav filho de Achisamach), bem como a estrutura do Tabernáculo, os materiais utilizados para equipá-lo, os detalhes de todos os seus acessórios e revestimentos sagrados…. Depois do trabalho de construção, o Tabernáculo está completo, eles trazem-no a Moisés, e Moisés abençoa-o….

O Tabernáculo é a nossa alma. Não há nada mais importante do que sua construção, já que todo o nosso trabalho está em construir a alma integral, a unidade de todos nós.Cada um de nós é uma parte da alma coletiva, que é considerado como “Adão” (homem ou humano), e quando nós construímos a correcta conexão entre nós, isso significa que construimos o Tabernáculo.

Cabalistas passam para nós o conhecimento e o programa que se deve realizar na linguagem dos ramos. Quando eles nos dizem sobre árvores e rochas, quais os têxteis e metais devemos usar, e quem, especificamente, deve fazer esse trabalho ou outro, eles falam sobre os quatro níveis do nosso desejo (inanimado, vegetal, animal e falante) e como esses desejos têm de se interconetar. Com a unificação, gradualmente construimos a alma integral, onde encontramos a presença do Criador, a Luz superior. Assim, o Tabernáculo se torna o lugar da nossa vida espiritual.

Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal, e criei a Torá como tempero”. Isto significa que, primeiro, temos de saber o quanto nós nos odiamos. Então, corrigimos esse ódio e transformamo-lo em amor e unidade.

Com certeza, este é um longo caminho que não pode ser descrito em poucas palavras, mas quando nós conseguimos a interconexão e descobrimos que na verdade ela é o vaso, o receptáculo da Luz Superior e da vida espiritual, começamos a perceber como este é um trabalho difícil e delicado. Devemos, com grande precisão, com um par de pinças, montar este vaso, ligando todas as pessoas do mundo entre si.

Teremos de fazer isso, e esse trabalho já começou na nossa geração. Chegamos ao ponto em que o egoísmo global se revelou em nós. Portanto, o método de sua correção, a sabedoria da Cabalá, também está sendo revelada.

Ele descreve de que forma devemos estar interconectados para conhecer a força superior, a Luz que  corrige, que vai nos ajudar a unificar, uma vez que, da forma com estamos, não há espaço para a conexão dentro de nós. No grau da nossa unificação, vamos começar a compreender o que a Torá descreve, porque ela fala sobre os graus de nossa correção, o estabelecimento da conexão entre nós.

Esta descrição é vista como um manual sobre a construção de uma casa com todos os seus acessórios e mobiliário interno, mas ela torna-se um santuário. Sagrado (Kadosh) significa “separado” do nosso egoísmo, que reside acima de nós. Quando nos unimos na união do amor, isso é considerado como a santidade. Este é o grau de Biná, o nível de doação que nós adquirimos através do amor pelos outros, quando nos unimos em garantia mútua como um homem com um coração.

Quando nós gradualmente organizamos tal conexão, fundimo-nos em uma só alma mais uma vez, e encontramos a Luz que nos preenche, a presença do Criador. Por meio da força que se revela na unidade entre as pessoas, você pode subir para um grau mais elevado.

Isso apesar do fato de que isso ocorre no estéril “deserto”, isto é, a pessoa não tem mais nenhuma força, não tem lugar para ir, e não sabe como seguir em frente, mas a força superior que se revela lhe mostra como subir mais e mais até chegar a terra de Israel, o desejo totalmente voltado para o Criador. Nosso desejo egoísta torna-se totalmente transformado na doação, para o bem dos outros, de acordo com o princípio do “amar ao próximo como a si mesmo”.

Da Lição Semanal da Porção da Torá 3/3/11

Deposite Seu Desejo E Você Vai Receber A Luz

Dr. Michael LaitmanAs 613 Mitzvot (mandamentos) e a construção do Tabernáculo significam a correção dos 613 desejos no homem. Para construir a conexão corrigida e reformada com os outros, temos que nos conectar com eles através de 613 canais, semelhante às veias que conectam todos os órgãos do nosso corpo.

Nós precisamos corrigir esses desejos, mudando sua intenção egoísta de usar os outros para auto-satisfação,  para o desejo de doar. Assim, vamos atingir um estado onde ficaremos interconectados por uma conexão global e integral, como existe na natureza e como o nosso mundo atual exige que façamos.

Imagine que de cada pessoa, 613 desejos estendam-se como tentáculos, esticando-se rumo a todos os outros. Todos os desejos se entrelaçam e criam uma rede de ligação entre nós. Além disso, cada desejo contém cinco níveis de aspereza (Aviut): 0, 1, 2, 3 e 4. Tudo isso se entrelaça e se enrola em uma  grande e espessa camada permeada por uma enorme quantidade de diferentes tipos de ligações.

 Este desejo coletivo composto por todos os nossos desejos é considerado Shechina (Divindade), o Tabernáculo (“Mishkan” ou morada), o Templo, o receptáculo, o nosso vaso integral de doação, Knesset Israel (Assembléia de desejos pelo Criador).

As pessoas que se esforçam para ir “direto ao Criador” (Yashar El) e desejam revelá-Lo trazem todos os seus desejos juntos (Knesset ou assembléia) e constroem o desejo coletivo, onde o Criador é revelado. Este é o trabalho para construir o Templo, a “casa” do vaso que você construiu a partir de seus desejos, de modo que a Divindade se revele nela, isto é, a qualidade espiritual de amor e doação, ou o Criador.

Além disso, você recebe o que inicialmente tinha sido preparado para você e todos nós: a Luz que preenche este desejo coletivo. Assim, isso é considerado como o depósito, uma garantia (Pkudin, depósitos, da palavra Pikadon, recomendações, mandamentos, Mitzvot). Você sacrifica (Makriv) seu desejo anulando o seu egoísmo e, assim, fica mais perto (Mekarev) da revelação do Criador.

Da Lição Semanal do Capítulo da Torá 3/3/11

O lugar onde o Criador não reside

Pergunta: Em uma de suas palestras o senhor disse que uma pessoa deve adicionar o Criador à sua lista de amigos. O que significa isso nonosso trabalho espiritual?

Resposta: Se você perguntar a psicólogos, eles podem te dizer sobre o que acontece com um jovem casal que acaba de se casar. Quando eles começam a viver juntos, após o período de lua de mel acabar, lá vem um período de reclamações mútuas, tensão, insatisfação, os conflitos, e agora eles têm que trabalhar muito duro para continuar a viver juntos.

Esses prazos podem ser longos ou curtos , e isso depende inteiramente do exemplo que viam na casa dos seus pais. Neste momento, um jovem casal precisa de conselhos de psicólogos ou pais para ajudá-los a se conectar com base no respeito mútuo e compromisso, em vez do amor.

Eles têm que aprender a não pressionar os seus botões, que causam os conflitos entre eles, enquanto eles permanecem dentro dos seus egos egoisticamente anexados ao seu parceiro. Isto é o que acontece em nossa vida diária. No entanto, esta abordagem não funciona no nosso desenvolvimento espiritual.

Enquanto avança na espiritualidade, uma pessoa tem que olhar para esses pontos de tensão e torná-los visíveis em vez de escondê-los, porque “a Torá vai sair”, precisamente a partir desses pontos. Se uma pessoa vê-los corretamente, desejando discernir e utilizá-los, a fim de reformar a si mesma, então ao invés de exigir algo mais, ela se esforçará para atingir o seu próprio mal interior.

Isto só é possível quando uma pessoa anda junto com o Criador, como se estivesse segurando a sua mão, como está escrito: “Venha para o Faraó comigo!” É preciso discernir o Faraó, este mal interno e, em seguida domá-lo, reformá-lo, unificar-se com ele, e fugir dele. Mas enquanto estiver trabalhando com o mal, a pessoa deve estar sempre ligada à finalidade e utilidade do Criador a força.

Todos os conflitos, discussões, e as tensões podem ser reveladas entre os amigos no grupo apenas sob a condição de que eles lutem pela unidade, se realizarem esforços para se unirem. Só então eles vão ver que eles se odeiam e não têm qualquer desejo de fazer um ser. Portanto, eles devem trazer o Criador para que assim ele possa reformar esse ódio. Afinal, é o Criador, que mostra o homem, onde reside o seu mal. Este é o lugar onde Ele não habita o lugar sem luz.

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A partir da lição de 2/25/11, Escritos do Rabash

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O Sistema de Trabalho Mútuo é a Chave Para o Sucesso

Um Poço Com Água Viva

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é muito mais fácil superar a repulsa um do outro nas grandes Convenções?

Resposta: 1. Na Convenção a pessoa não está em seu grupo. Ela se dissolve em um oceano de pessoas com quem não teve contato próximo e, por isso, não revela sua maldade a elas.

2. Nas Convenções nós não trabalhamos para revelar o mal em nós mesmos, ao invés disso, nós despertamos a bondade. No entanto, essa bondade vem, apesar do mal que já foi revelado e para que nós conquistemos forças para o futuro.

Portanto, as pessoas que não trabalham em si mesmas no grupo não sentem um impulso para ir à Convenção. Elas não vêem isso como uma oportunidade para avançar. “O que vou fazer lá? Pular? Cantar? Eu posso assistir isso na televisão ou na internet, quando for confortável para mim!”.

Na realidade, existe uma grande diferença entre a participação virtual e a participação física na Convenção, pois neste último caso, a pessoa emprega energia, dinheiro e um grande esforço para participar dela. Além disso, antes de entrar na sensação do Mundo Superior, nós não podemos dispensar a importância do contato material. Portanto, a Convenção é destinada as pessoas que desejam ir lá com a percepção do mal que acumularam anteriormente, assim como aquelas que desejam receber as forças para superar o mal no futuro.

A Torá fala muito sobre como nos tempos antigos as pessoas se encontravam em um poço para comunicar e estabelecer conexões. É assim que devemos nos sentir na Convenção: como pessoas que se congregam ao redor de um poço vivificante no deserto, e deste poço podemos receber as forças vitais de Bina (a água é a qualidade de doação, a qualidade de Bina) .

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá  7/3/11, O Zohar