Textos na Categoria 'Torá'

O Próprio Faraó Nos Ajudará A Escapar Dele

Pergunta: O que impede a pessoa de alcançar a oração da sociedade, já que ela vê todas as suas intenções para si própria?

Resposta:
O problema é que uma pessoa compreende que suas intenções são egoístas, mas ele está disposta a tolerar isso. Isso porque ela só vê como são feias essas intenções, mas ele não entende que tipo de danos que lhe pode causar. Este é todo o problema!

Se eu simplesmente aceito o fato de que eu sou um egoísta, e daí? Mas tenho que me sentir como isso está me matando. Só então eu serei capaz de separar as minhas intenções egoístas. Meu ego vai me separar da coisa que me faz mal.

Então, num primeiro momento, eu separo dos meus pensamentos egoístas, em virtude do egoísmo em si. Isso significa que o faraó traz os filhos de Israel perto do Criador.
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Da primeira parte da Lição Diária de Cabalá de 27/3/11, Preparação para a Convenção NÓS!

Procurando Por Meus Irmãos…

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, “Amor dos Amigos”: Um homem o encontrou enquanto ele estava perambulando pelo campo e perguntou-lhe: “O que você está procurando?”. Ao que ele respondeu: “Estou procurando pelos meus irmãos. Diga-me, onde eles estão?”… Isso se diz sobre uma pessoa que se desviou do caminho do desenvolvimento espiritual, que não conhece o verdadeiro caminho, que já alcançou o desespero e pensa que nunca irá alcançar sua meta.  Por isso ela responde: “Eu quero estar no grupo onde há o amor dos amigos, porque então serei capaz de ascender pelo caminho que leva ao Criador”.

É assim que nós perambulamos sem rumo, sem saber como alcançar o estado correto. Nós não entendemos como estabelecer a conexão com a espiritualidade e onde encontrá-la. Porém, de fato, nós já estamos agora no mundo espiritual, e é por isso que estamos perambulando nesse campo. Nós já temos a oportunidade de estabelecer um relacionamento com o grupo e nos conectar com os amigos, mas somos incapazes de fazer isso. Assim, nós andamos sem rumo, como cegos. Nós já estamos no lugar correto, mas não podemos encontrar essa conexão, como se estivéssemos perambulando sem rumo na escuridão.

Essa escuridão não esta fora, mas dentro de nós, como resultado de nossa cegueira e falta de entendimento. O que está faltando aqui é algum tipo de revelação nos sentimentos e na razão, para que eu possa entender de que forma eu tenho que me conectar com os amigos. Então, eu descobrirei como fazer para avançar em direção ao desenvolvimento espiritual, para o primeiro contato com a espiritualidade, que é chamado de “três dias da absorção da semente espiritual”.

Para tanto eu tenho que encontrar como me ligar ao ambiente da forma correta, e essa é a coisa mais difícil de fazer. Em nosso mundo conhecemos casos quando uma mulher é incapaz de engravidar. E ainda é muito mais difícil chegar ao mundo espiritual. 

A Torá fala sobre os grandes problemas de infertilidade que cada uma das antepassadas teve e como era difícil para elas engravidarem. Esse é o símbolo de como é difícil ligar-se ao ambiente.

Como, então, é possível ajudar uma pessoa que sente que está perdida e não vê nenhuma chance de avançar espiritualmente? Ela coloca anos nisso e parece saber e entender tudo, exceto a direção. A princípio ela pensa que o conhecimento que recebe irá ajudá-la ou certos tipos de ações, ou talvez o tempo faça o trabalho.

Porém, mais tarde, ela revela que nada a ajuda e então fica confusa. É quando um anjo vem até ela e finalmente lhe pergunta: “O que você está pedindo? O que você está procurando aqui?”. Então, a pessoa analisa a si mesma e começa a entender que lhe falta precisamente a conexão com o ambiente. “Eu estou procurando pelos meus irmãos!”.

Já é um grande alcance quando você entende que só consegue realizar seu desenvolvimento espiritual nesse caminho, dentro da conexão com os outros. O grupo se torna um lugar espiritual. Ao invés do grupo material e físico que ela vê agora, ela irá sentir a conexão interna entre todos e tranformará essa conexão em doação mútua. Ela irá revelar a rede que os conecta, chamada de sistema dos mundos superiores, e todos os mundos irão entrar nela.

Esse grupo se tornará o lugar aonde a pessoa irá gradualmente revelar todos os níveis espirituais, até que ela se aproxime tanto dos outros 125 níveis que os reunirá como um todo. Isso se chamará o fim da correção (Gmar Tikkun).

Se a pessoa começa a sentir que será capaz de realizar seu desenvolvimento espiritual precisamente dessa forma, através do relacionamento com o ambiente, isso significa que ela perambula pelo campo do Criador e procura, embora saiba o que procurar e o que pedir. Ela ainda tem que passar por uma estrada difícil a sua frente, mas esse ponto onde ela decide que o mundo espiritual só pode ser alcançado através da união com o ambiente é extremamente importante. Isso porque é oposto a todo seu anterior desenvolvimento egoísta e material.

Esse é o ponto que marca o começo do seu desenvolvimento e sua conexão com os outros “de si mesma para fora, para a doação”. Desta forma, esse ponto é o começo de um novo caminho.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 23/03/11, Preparação para a Convenção NÓS!

620 Pontes De Mim A Você

Dr. Michael LaitmanA total liberdade de escolha que cada um de nós tem, com cada um sendo um pedaço do “Lego” multidimensional da criação, encontra-se em revelar a nossa conexão total com todos os outros na medida em que podemos tolerar isso. Cada pessoa se conecta com todos os outros com sua parte superior (Galgalta Eynaim) e sua parte inferior (AHP), e apenas um ponto permanece de si mesma em que deseja realizar a sua lealdade para com aqueles que estão acima ou abaixo dela.

Nós temos que passar por essa realização do nosso estado de forma gradual, através dos graus do desejo que desperta em nós, até experimentarmos toda a sua espessura (Aviut), em todas as suas formas. Assim, nós estamos continuamente revelando a possibilidade de uma nova e mais multifacetada conexão com as partes superiores e inferiores.

O espaço vazio que continuamente se torna revelado a nós na conexão com o superior ou com o inferior é o desejo que temos de corrigir. O desejo é sempre composto de 620 peças, e, portanto, sua correção é chamada de “cumprimento dos 620 mandamentos”, com a ajuda da Luz que corrige, que é chamada Torá.

È por isso que está escrito que a cada dia a pessoa deve cumprir “620 mandamentos” em virtude de se estudar a “Torá”. Isso significa que ela estuda como usar esses 620 desejos em prol da doação, a fim de unir-se inteiramente com todas as partes da criação, que são maiores ou menores em relação a ela.

É assim que nós alcançamos nosso estado – nós estamos nele desde o início, mas o revelamos por nós mesmos gradualmente. Nós recebemos a força para fazer isso do ambiente, ou seja, das “peças de Lego” com as quais estamos conectados – a partir das partes superiores de nossa alma, cujos AHPs  conectam-se com nossos Galgalta Eynaims, ou a partir das partes inferiores, com cujos Galgalta Eynaims nós conectamos através do nosso AHP.

O Criador sempre nos dá a oportunidade de encontrar as forças para avançar nesta unidade “multidimensional”. É sempre possível encontrar um espaço vazio onde a Torá será revelada, a Luz e os 620 desejos que podemos corrigir, e através deles conectar-nos uns com os outros. É assim que todo este sistema é organizado.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 15/03/11, Escritos do Rabash

O Tabernáculo É O Lugar Da Nossa Vida Espiritual

Dr. Michael LaitmanA porção semanal da Torá “Pekudei (Contas)”descreve quem participa da montagem do Tabernáculo (Itamar filho de Arão, Bezalel filho de Hur, Aholiav filho de Achisamach), bem como a estrutura do Tabernáculo, os materiais utilizados para equipá-lo, os detalhes de todos os seus acessórios e revestimentos sagrados…. Depois do trabalho de construção, o Tabernáculo está completo, eles trazem-no a Moisés, e Moisés abençoa-o….

O Tabernáculo é a nossa alma. Não há nada mais importante do que sua construção, já que todo o nosso trabalho está em construir a alma integral, a unidade de todos nós.Cada um de nós é uma parte da alma coletiva, que é considerado como “Adão” (homem ou humano), e quando nós construímos a correcta conexão entre nós, isso significa que construimos o Tabernáculo.

Cabalistas passam para nós o conhecimento e o programa que se deve realizar na linguagem dos ramos. Quando eles nos dizem sobre árvores e rochas, quais os têxteis e metais devemos usar, e quem, especificamente, deve fazer esse trabalho ou outro, eles falam sobre os quatro níveis do nosso desejo (inanimado, vegetal, animal e falante) e como esses desejos têm de se interconetar. Com a unificação, gradualmente construimos a alma integral, onde encontramos a presença do Criador, a Luz superior. Assim, o Tabernáculo se torna o lugar da nossa vida espiritual.

Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal, e criei a Torá como tempero”. Isto significa que, primeiro, temos de saber o quanto nós nos odiamos. Então, corrigimos esse ódio e transformamo-lo em amor e unidade.

Com certeza, este é um longo caminho que não pode ser descrito em poucas palavras, mas quando nós conseguimos a interconexão e descobrimos que na verdade ela é o vaso, o receptáculo da Luz Superior e da vida espiritual, começamos a perceber como este é um trabalho difícil e delicado. Devemos, com grande precisão, com um par de pinças, montar este vaso, ligando todas as pessoas do mundo entre si.

Teremos de fazer isso, e esse trabalho já começou na nossa geração. Chegamos ao ponto em que o egoísmo global se revelou em nós. Portanto, o método de sua correção, a sabedoria da Cabalá, também está sendo revelada.

Ele descreve de que forma devemos estar interconectados para conhecer a força superior, a Luz que  corrige, que vai nos ajudar a unificar, uma vez que, da forma com estamos, não há espaço para a conexão dentro de nós. No grau da nossa unificação, vamos começar a compreender o que a Torá descreve, porque ela fala sobre os graus de nossa correção, o estabelecimento da conexão entre nós.

Esta descrição é vista como um manual sobre a construção de uma casa com todos os seus acessórios e mobiliário interno, mas ela torna-se um santuário. Sagrado (Kadosh) significa “separado” do nosso egoísmo, que reside acima de nós. Quando nos unimos na união do amor, isso é considerado como a santidade. Este é o grau de Biná, o nível de doação que nós adquirimos através do amor pelos outros, quando nos unimos em garantia mútua como um homem com um coração.

Quando nós gradualmente organizamos tal conexão, fundimo-nos em uma só alma mais uma vez, e encontramos a Luz que nos preenche, a presença do Criador. Por meio da força que se revela na unidade entre as pessoas, você pode subir para um grau mais elevado.

Isso apesar do fato de que isso ocorre no estéril “deserto”, isto é, a pessoa não tem mais nenhuma força, não tem lugar para ir, e não sabe como seguir em frente, mas a força superior que se revela lhe mostra como subir mais e mais até chegar a terra de Israel, o desejo totalmente voltado para o Criador. Nosso desejo egoísta torna-se totalmente transformado na doação, para o bem dos outros, de acordo com o princípio do “amar ao próximo como a si mesmo”.

Da Lição Semanal da Porção da Torá 3/3/11

Deposite Seu Desejo E Você Vai Receber A Luz

Dr. Michael LaitmanAs 613 Mitzvot (mandamentos) e a construção do Tabernáculo significam a correção dos 613 desejos no homem. Para construir a conexão corrigida e reformada com os outros, temos que nos conectar com eles através de 613 canais, semelhante às veias que conectam todos os órgãos do nosso corpo.

Nós precisamos corrigir esses desejos, mudando sua intenção egoísta de usar os outros para auto-satisfação,  para o desejo de doar. Assim, vamos atingir um estado onde ficaremos interconectados por uma conexão global e integral, como existe na natureza e como o nosso mundo atual exige que façamos.

Imagine que de cada pessoa, 613 desejos estendam-se como tentáculos, esticando-se rumo a todos os outros. Todos os desejos se entrelaçam e criam uma rede de ligação entre nós. Além disso, cada desejo contém cinco níveis de aspereza (Aviut): 0, 1, 2, 3 e 4. Tudo isso se entrelaça e se enrola em uma  grande e espessa camada permeada por uma enorme quantidade de diferentes tipos de ligações.

 Este desejo coletivo composto por todos os nossos desejos é considerado Shechina (Divindade), o Tabernáculo (“Mishkan” ou morada), o Templo, o receptáculo, o nosso vaso integral de doação, Knesset Israel (Assembléia de desejos pelo Criador).

As pessoas que se esforçam para ir “direto ao Criador” (Yashar El) e desejam revelá-Lo trazem todos os seus desejos juntos (Knesset ou assembléia) e constroem o desejo coletivo, onde o Criador é revelado. Este é o trabalho para construir o Templo, a “casa” do vaso que você construiu a partir de seus desejos, de modo que a Divindade se revele nela, isto é, a qualidade espiritual de amor e doação, ou o Criador.

Além disso, você recebe o que inicialmente tinha sido preparado para você e todos nós: a Luz que preenche este desejo coletivo. Assim, isso é considerado como o depósito, uma garantia (Pkudin, depósitos, da palavra Pikadon, recomendações, mandamentos, Mitzvot). Você sacrifica (Makriv) seu desejo anulando o seu egoísmo e, assim, fica mais perto (Mekarev) da revelação do Criador.

Da Lição Semanal do Capítulo da Torá 3/3/11

O lugar onde o Criador não reside

Pergunta: Em uma de suas palestras o senhor disse que uma pessoa deve adicionar o Criador à sua lista de amigos. O que significa isso nonosso trabalho espiritual?

Resposta: Se você perguntar a psicólogos, eles podem te dizer sobre o que acontece com um jovem casal que acaba de se casar. Quando eles começam a viver juntos, após o período de lua de mel acabar, lá vem um período de reclamações mútuas, tensão, insatisfação, os conflitos, e agora eles têm que trabalhar muito duro para continuar a viver juntos.

Esses prazos podem ser longos ou curtos , e isso depende inteiramente do exemplo que viam na casa dos seus pais. Neste momento, um jovem casal precisa de conselhos de psicólogos ou pais para ajudá-los a se conectar com base no respeito mútuo e compromisso, em vez do amor.

Eles têm que aprender a não pressionar os seus botões, que causam os conflitos entre eles, enquanto eles permanecem dentro dos seus egos egoisticamente anexados ao seu parceiro. Isto é o que acontece em nossa vida diária. No entanto, esta abordagem não funciona no nosso desenvolvimento espiritual.

Enquanto avança na espiritualidade, uma pessoa tem que olhar para esses pontos de tensão e torná-los visíveis em vez de escondê-los, porque “a Torá vai sair”, precisamente a partir desses pontos. Se uma pessoa vê-los corretamente, desejando discernir e utilizá-los, a fim de reformar a si mesma, então ao invés de exigir algo mais, ela se esforçará para atingir o seu próprio mal interior.

Isto só é possível quando uma pessoa anda junto com o Criador, como se estivesse segurando a sua mão, como está escrito: “Venha para o Faraó comigo!” É preciso discernir o Faraó, este mal interno e, em seguida domá-lo, reformá-lo, unificar-se com ele, e fugir dele. Mas enquanto estiver trabalhando com o mal, a pessoa deve estar sempre ligada à finalidade e utilidade do Criador a força.

Todos os conflitos, discussões, e as tensões podem ser reveladas entre os amigos no grupo apenas sob a condição de que eles lutem pela unidade, se realizarem esforços para se unirem. Só então eles vão ver que eles se odeiam e não têm qualquer desejo de fazer um ser. Portanto, eles devem trazer o Criador para que assim ele possa reformar esse ódio. Afinal, é o Criador, que mostra o homem, onde reside o seu mal. Este é o lugar onde Ele não habita o lugar sem luz.

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A partir da lição de 2/25/11, Escritos do Rabash

Material relacionado:

O Sistema de Trabalho Mútuo é a Chave Para o Sucesso

Um Poço Com Água Viva

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é muito mais fácil superar a repulsa um do outro nas grandes Convenções?

Resposta: 1. Na Convenção a pessoa não está em seu grupo. Ela se dissolve em um oceano de pessoas com quem não teve contato próximo e, por isso, não revela sua maldade a elas.

2. Nas Convenções nós não trabalhamos para revelar o mal em nós mesmos, ao invés disso, nós despertamos a bondade. No entanto, essa bondade vem, apesar do mal que já foi revelado e para que nós conquistemos forças para o futuro.

Portanto, as pessoas que não trabalham em si mesmas no grupo não sentem um impulso para ir à Convenção. Elas não vêem isso como uma oportunidade para avançar. “O que vou fazer lá? Pular? Cantar? Eu posso assistir isso na televisão ou na internet, quando for confortável para mim!”.

Na realidade, existe uma grande diferença entre a participação virtual e a participação física na Convenção, pois neste último caso, a pessoa emprega energia, dinheiro e um grande esforço para participar dela. Além disso, antes de entrar na sensação do Mundo Superior, nós não podemos dispensar a importância do contato material. Portanto, a Convenção é destinada as pessoas que desejam ir lá com a percepção do mal que acumularam anteriormente, assim como aquelas que desejam receber as forças para superar o mal no futuro.

A Torá fala muito sobre como nos tempos antigos as pessoas se encontravam em um poço para comunicar e estabelecer conexões. É assim que devemos nos sentir na Convenção: como pessoas que se congregam ao redor de um poço vivificante no deserto, e deste poço podemos receber as forças vitais de Bina (a água é a qualidade de doação, a qualidade de Bina) .

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá  7/3/11, O Zohar

A Aliança Da Paz

Dr. Michael LaitmanTorá, Bamidbar, 25: Eis que eu lhe dou a Minha aliança de paz… porque ele foi zeloso pelo seu Deus e fez expiação pelos filhos de Israel.

Em essência, nós estamos sempre à procura da aliança, a conexão com o Criador, a fim de receber todos os meios Dele, para organizá-los corretamente, e acelerar o nosso desenvolvimento. É por isso que o Criador dotou o homem com uma mente: é só assim que seremos capazes de superar nossos instintos, para forçar o nosso desenvolvimento, antecipando-nos à velocidade da Natureza, o Criador. É assim que nós “nos antecipamos” (Okvim) a Ele, da mesma forma como Jacó comprou a primogenitura de Esaú.

Este é o nosso caminho em direção à meta, e nós temos que construí-lo em conformidade. A nossa atividade destina-se a acelerar as fases de desenvolvimento, superando a sua velocidade natural. É claro que nós modificamos a nossa atitude para com o desenvolvimento e as nossas sensações durante o processo. Nós trabalhamos exatamente no que cabe ao homem (Adão), preenchendo nossas vidas com o “trabalho do Criador”, em vez da existência animal, que é completamente desprovida de compreensão do processo e da meta. É aí que reside toda a diferença entre a oposição e a paz no mundo espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/11, Escritos do Rabash

Um Animal Sofisticado Ou Um Humano?

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, “O Que Significa Que O Mundo Foi Criado para a Torá”: Através da realização de cada uma das 613 recomendações, a pessoa adquire a Luz correspondente a recomendação dentro de seu desejo altruísta.Ouvir

Esta Luz, correspondente à observância espiritual de cada mandamento, é chamada de “contribuição”, porque corresponde à assimilação de cada nível espiritual. Todas as 613 recomendações de todos os 613 graus são chamados de Torá

O Criador criou o desejo de desfrutar, mas Ele quer que esse desejo desfrute a doação ao invés da recepção. Portanto, o desejo tem de fazer modificações, e tem que fazê-lo de forma independente, pelo princípio do “Faremos e ouviremos”.

Onde está esse desejo? Encontra-se na espécie humana, no nível de desenvolvimento humano. Como o Baal HaSulam escreve, depois de fazer todas as verificações, encontramos apenas uma vantagem do homem sobre o animal: o desejo de trabalhar para o Criador, para a união com Ele. Aquele que tem este desejo é chamado de “humano”, Adam. No entanto, se essa aspiração ou esta subida ainda não está presente nele, então ele é chamado de “animal”.

No entanto, é dito nos Salmos: “Você vai salvar um homem e um animal”. Todo mundo está gradualmente se aproximando do despertar para a unificação com o Criador. E uma vez que eles despertam, eles começam a fazer ações pelo princípio do “Faremos e ouviremos”.

“Faremos” significa a correção dos Kelim, onde realizamos as 613 recomendações. “Ouviremos”, significa o preenchimento dos Kelim por meio dos 613 pedidos, ou colocado de forma diferente, das contribuições, onde uma contribuição, um depósito, ou a Luz entram no Kelim corrigido.

A título de correção e realização, com a ajuda das Luzes e das contribuições, nós chegamos à realização: todos os nossos 613 desejos se tornam corrigidos da recepção para a doação e são preenchidos pela Luz Superior ou o Criador. No final, nós nos tornamos realizados dentro Dele, chegamos a adesão com Ele, onde Ele nos satisfaz

Portanto, a Torá, ou seja, o método de correção, foi criada apenas para quem quer corrigir seu desejo egoísta pela intenção de doar. Só eles realmente se ocupam com a Torá. Isso porque a Torá é a Luz que Corrige. A pessoa que não existe em prol disto não é chamada de “humano”, aquele que realiza uma correção.

Olhando para o nosso mundo através das lentes espirituais, podemos ver, possivelmente, várias pessoas aqui. Todo o resto pertencente aos níveis inanimado, vegetal, e animal da natureza, incluindo o grande número de animais sob a orientação das pessoas que têm apenas uma semelhança externa.

Se a pessoa ainda não despertou para corrigir-se e atingir a altura do Criador, significa que ela ainda está no nível animal de desenvolvimento. E não importa o que ela faça, o método de correção não foi criado para ela. Ela pode ser muito sofisticada e inteligente, e pode se considerar um homem justo, mas se ela não se preocupa a todo instante com a correção de sua inclinação ao mal, agora ela é chamada de animal. É por isso que se diz que todos são como animais

Portanto, temos de respeitar o desejo que despertou dentro de nós, que aspira à união com o Criador, assim como os amigos que também têm esse fogo interior. Nós podemos nos unir de modo que o desejo comum de todos entrará em cada um. Então, em resposta a esse desejo que cada um tem, nós vamos atrair a Luz que Corrige e que realmente irá unir todos os nossos desejos em um Kli completo que já está corrigido. Ele será preenchido pela Luz Superior, o Criador, e é assim que vamos nos tornar semelhantes a Malchut do mundo do Infinito, como está escrito: “Ele é um e o Criador é um”. Ele é a Luz, e o Criador é o vaso (Kli), HaVaYaH.

Acontece que o mundo inteiro foi criado para a correção. No final, teremos de corrigir a nós mesmos e alcançar a união, a qual é descrita pelo verso: “Todos me conhecerão, desde o menor deles até o maior deles”.

Da 1a parte da Lição Diaria de Cabalá 21/02/11, Escritos do Rabash

Não Coloque Muito Tempero!

Dr. Michael LaitmanAo ler O Zohar, devemos sempre pensar sobre a conexão entre nós, e com base neste pensamento constante e poderoso, devemos apenas ouvir um pouco o texto, tanto quanto seja possível, como um complemento, um tempero. O pensamento sobre a união tem de ser poderoso e incessante. Somente conforme somos capazes de fazer isso é que devemos adicionar o texto a ele, ou seja, o pensamento sobre isso e a sensação dele. Isso tem que ser feito apenas com a condição de que esta base, o pensamento constante sobre a união, não desapareça ou se torne mais fraca.

Nós podemos facilmente estar na intenção correta se soubermos que O Zohar, assim como toda Torá, fala somente dos tipos de conexão entre nós. Portanto, tudo o que estudamos e tudo o que agora queremos ver como resultado do nosso trabalho – a união entre nós, nossos tipos de conexão, suas características especiais, tudo que está acontecendo entre nós -, é disso que O Livro do Zohar nos fala.

Portanto, nós estamos falando da mesma questão – o ponto de união entre eu e os outros. Este ponto contém todos os tipos possíveis de conexões entre eu e todos. É disso que a Torá fala.

Portanto, se eu me dirigir corretamente, eu compreendo que ela só fala disso: que relações existem entre nós? Como posso me conectar? Como posso conseguir isso?

Nesse caso, nós queremos alcançar o que nós estudamos, embora não o conheçamos. Como resultado da aspiração de alcançá-lo, para nos unir em um desejo integral ou Kli, e discernir todos os tipos de conexão que a Torá nos fala, a Luz que Corrige vem e cria essa conexão, trazendo-a à luz. Então, nós a revelamos realmente.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/01/11, O Zohar