Textos na Categoria 'Torá'

Seguir A Sabedoria Ou A Luz?

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlevei HaSulam (Os Degraus da Escada), Volume I, Artigo 12, “O que é a Torá e o Trabalho no Caminho do Criador”: Acontece que a pessoa tem que fazer um grande esforço antes de começar a estudar, de modo que seu estudo dará frutos e bons resultados. Isso significa que o estudo deveria trazer-lhe a Luz da Torá, que pode reformá-la.

Primeiro nós temos que desenvolver o desejo correto; na verdade, isso é indispensável. A pessoa chega à sabedoria da Cabala apenas com um “ponto no coração”, que não tem qualquer direção. Ela não sabe aonde chegou ou onde está, como uma gota de sêmen no útero. Neste caso, é o grupo que faz o papel do útero, e tem que “formatar” a pessoa, dar-lhe uma forma, e exercer influência. Não devemos esperar que ela atue corretamente. Nós devemos ter cuidado se ela “se exibe”, já que a exibição deveria ser do grupo.

Há aqueles que chegam cheios de energia e começam a trabalhar, para eles é realmente uma abordagem positiva, mas não é definitivamente na direção certa. E onde se pode encontrá-la? A partir de suas ações egoístas? A pessoa não teve sequer a chance de descobrir a inclinação ao mal e ainda está num nível inferior.

Portanto, o grupo deve delicadamente controlar o novo aluno, a fim de dar-lhe a forma correta, a direção certa. E quando a pessoa sente que “rédeas e freio” são colocados sobre ela, ela é obrigada a aceitá-los já que não tem outra escolha. O grupo deve controlar todos.

Os amigos devem buscar a inclinação ao mal e a falta de conexão. Nós ansiamos pela conexão; nós esclarecemos em que medida os nossos parâmetros qualitativos e quantitativos estão corretos; se isso atende às nossas necessidades e nos satisfaz, até que descobrimos a forma do Criador na conexão.

Nós atravessamos os níveis de Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya e Yechida em cada um dos 125 graus. Em busca de conexão, nós descobrimos uma deficiência e atraímos a Luz que Reforma durante o estudo. Assim, o estudo torna-se intencional e eu me analiso constantemente, não de acordo com o quanto entendo ou não, ou como isso é interessante ou não. Isto não tem nada a ver com o que fazemos. O estudo é um tempo de cura, um tempo de esclarecimento, um momento de atrair a Luz da correção. Tudo isso está de acordo com a nossa deficiência, que descobrimos durante a preparação para a lição. Nós descobrimos isso durante as reuniões de amigos e em nossas ações coletivas e daí chegamos à lição com a demanda pela Luz que Reforma.

Nesta demanda nós somos diferentes do resto do mundo. As pessoas sentem que são justas; elas não exigem a Luz que Reforma, estão satisfeitas com o que fazem, como todos aqueles que nem pensam nisso. Nós precisamos constantemente avaliar a nós mesmos de acordo com a deficiência pela Luz e a Luz em si.

Quando eu cheguei ao Rabash, perguntei a ele depois de alguns meses: “Qual é a principal coisa com respeito a trabalhar com o livro? Onde está descrita a essência do nosso mundo durante a lição matinal?”. Então, ele me mostrou o item 17 da “Introdução ao TES”, onde se diz: “E assim a pessoa que estuda compromete-se antes de estudar a fortalecer sua fé no Criador e Sua Providência em castigo e recompensa”, já que isso é importante. O nosso único trabalho é preparar o desejo de mudança através do esforço no grupo. No geral, nós descobrimos que não podemos fazer isso e é só lá que devemos realizar a correção. Com este reconhecimento, chegamos ao estudo de novo.

Assim, enquanto estudamos, descobrimos uma deficiência e, por outro lado, somos corrigidos e curados.

Portanto, nesse sentido “a pessoa deve fazer grandes esforços antes de começar a estudar”. Se não conseguimos alcançar os resultados certos, então devemos verificar se chegamos para estudar com a intenção correta. Caso contrário, nós estudamos a fim de adquirir conhecimento de um determinado livro, em vez de atrair a Luz, como é exigido da Torá.

Portanto, há “sabedoria” e há “Torá”. E uma pessoa que simplesmente quer saber o que está escrito no livro lida com sabedoria, e uma pessoa que busca a correção e quer mudar a si lida com Torá, com o verdadeiro método. Esta é toda a diferença…

Da Preparação para a Lição Diária de Cabala 04/11/12

As Letras Da Torá Nascem Da Descida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos alcançar um desejo tão forte pela espiritualidade que irá rejeitar todos os outros desejos corporais?

Resposta: Existem “613” desejos em cada um de nós, que devemos dirigir à grandeza e importância da doação, amor, conexão e garantia mútua, de acordo com o nosso entendimento. Tudo o que é externo aos meus próprios interesses, externo aos interesses da minha pele, deve tornar-se mais importante para mim do que os meus desejos egoístas corpóreos.

Se a pessoa divide seus desejos internos e externos desta maneira e dirige-se para fora de seu corpo, é o suficiente para o momento. Nós devemos verificar constantemente a nós mesmos e tentar nos manter na mesma linha de pensamento.

No final, o hábito se torna uma segunda natureza, e pelos esforços que faço, a Luz vem a mim. Então eu faço mais alguns esforços, e um pouco mais de Luz vem. Eu começo a me construir a partir desses momentos, porque “não há correção para uma pessoa, exceto dirigir todos os momentos presentes e futuros, para que eles sejam dedicados e sirvam ao Seu grande nome” (Baal HaSulam, carta 18) um pouco mais cada vez. É a partir de tais saídas (Yetziot em hebraico) (de “Sião”) que a Torá vem de fora, como se diz: “É de Sião que a Torá deve vir”.

Afinal, quando eu sinto que saí da intenção correta, eu sinto uma deficiência para voltar, e então eu exijo a Luz que Reforma, chamada a Torá. Assim, verifica-se que é a partir de Sião, de tais saídas, que a Torá nasce: não das subidas, mas sim das descidas, a partir das saídas da intenção correta.

Assim, eu sempre adiciono uma “letra” após a outra, até que todo o livro da Torá passe por mim.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/12, Escritos do Rabash

Forçado Pela Vara Ou Pela Escolha?

Dr. Michael LaitmanDiz-se que o Criador criou a inclinação ao mal, mas, na verdade, a questão é que eu mesmo tenho que descobrir a minha inclinação, descobrir que meu desejo inicial é mau e oposto ao Criador.

Isso não é tão fácil. Mesmo que o Criador dê e eu receba, o que há de tão ruim nisso? A questão não é o desejo; ele permanece o mesmo, nem bom nem mau. Eu mesmo determino o mal ao alcançá-lo. 

A pessoa alcança a entrega da Torá quando precisa de correção, quando descobre dentro de seu desejo uma intenção má: para si mesma e contra os outros, o que significa contra outras pessoas e contra o Criador. Isso é o que ela chama de mal. Isso requer uma preparação séria para sentir tal vergonha quando você sente “Eu prefiro morrer a viver”. 

Nós imaginamos a entrega da Torá como uma necessidade tão convincente como a montanha de ódio pairando sobre nós e que nos deixa sem escolha. Mas a pessoa tem que sentir a necessidade, já que não há nenhuma coerção na espiritualidade. Então, como esse problema pode ser resolvido? Por um lado, o Criador “me empurra contra a parede”, e por outro lado, eu preciso sentir a deficiência. 

Na verdade, o que o Criador dita é apenas uma condição e se eu a cumprir, recebo a Torá, o que significa o método de correção, mas eu mesmo tenho que estabilizar esta condição e concordar com ela: “Se eu não aceitá-la, eu prefiro morrer a viver”. Esta é a preparação necessária para uma pessoa. 

Da 4ª Parte da Lição Diária de Cabalá 28/10/12, Matan Torá (A Entrega da Torá)

A Grande Assembleia Ao Pé Da Montanha

Dr. Michael LaitmanDo Livro A Luz do Sol, do rabino Kalonymus Kalman Halevi: A principal realização da Torá é através da unidade, como se diz: “E Israel acampou diante da montanha como um homem com um coração, e lá a doação foi interrompida e cada tribo corrigiu e acrescentou o seu Ha-Va-Ya-H“.

E eles disseram “Faremos e ouviremos” com grande paixão, do fundo de seus corações, e elevaram Mei Nukvin (MAN) e revelaram Maim Dechurin (MAD), que o Criador desceu para dar-lhes a Torá e eles foram recompensados com a realização da Torá.

A realização da Torá significa a realização do plano de toda a criação, do seu objetivo, a realização de todo o caminho de correção que é atingido pela unidade. Isto é porque nós temos que corrigir a quebra e, como resultado, além da correção da quebra, chegamos à realização. Isso significa que, pelo nosso esforço nós contribuímos para a nossa compreensão, para o reconhecimento do estado em que nos encontramos. Nós abrimos todos os mundos espirituais para nós mesmos de um nível para outro até o mundo de Ein Sof (Infinito).

Porém, antes de chegarmos a esta realização, não sentimos qualquer diferença entre o nosso mundo e o mundo de Ein Sof. O Infinito só é alcançado pela unidade, e a unidade é construída em duas linhas: a da direita ou do amor, e a da esquerda ou do ódio, uma em contraste a outra.

Por isso, diz-se: “E Israel acampou ali, diante da montanha” (Jetro, 19, 20). Eles se depararam com o ódio que descobriram depois de terem estado sempre na linha direita, entusiasmados com a espiritualidade, buscando a unidade, e ansiosos em se conectar. Foi então que eles descobriram a linha esquerda, que estava diante deles como uma montanha alta não os deixando conectar.

Depois, eles precisaram da Torá, a Luz que Reforma, e descobriram a linha do meio, a Torá, o Criador, que é revelado e ajuda a conectar as duas linhas juntas. Graças a sua oração, eles receberam uma resposta do Alto. O Criador desceu e deu-lhes a Torá e assim eles foram premiados com a realização da Torá.

Portanto, nós devemos seguir constantemente a linha direita, em doação pura, em Hafetz Hesed, e depois, em contraste a ela, a linha de esquerda é revelada: diferentes falhas, decepções, fraquezas, críticas, Din. É bom que tudo isso seja revelado, já que assim nós finalmente percebemos que não há outra opção senão seguir a linha direita.

Nós percebemos que não há nada que possamos desfrutar na linha esquerda e que estes são vasos de recepção que exigem preenchimento e não há preenchimento! Então, tudo o que resta, é ascender acima de tudo isso; quando atingimos a plena medida, a plena medida da revelação das linhas direita e esquerda, a união diante do Monte Sinai é revelada, a linha do meio, e depois a Luz que conecta as duas linhas vem até nós. Isso é chamado de “o Criador faz a paz no Céu e Ele vai trazer a paz para nós”. A linha média vem e decide entre as duas primeiras linhas, trazendo-nos paz e plenitude.

A Torá é atingida pela unidade, se ansiarmos constantemente por ela, como se diz, “E Israel acampou diante da montanha, como um homem com um coração”. Não importa o quão duro eles tentaram se conectar, eles descobriram o contrário: ódio, desapego e rejeição. “E lá a sua impureza foi suspensa e cada tribo corrigiu a combinação de seu Ha-Va-Ya-H“, o que significa que em cada um de nós e entre todos nós há muitos problemas e conflitos internos que exigem correção.

“E eles disseram: ‘Faremos e ouviremos!”. O que significa que eles estão prontos para ir acima de sua razão, acima do sentimento de qualquer crítica, já que não há outra opção, já que vimos que não podemos nos conectar em nossos vasos egoístas. “E eles elevaram Mei Nukvin (MAN) e em contraste Maim Dechurin foi revelada, e o Criador desceu para dar-lhes a Torá e eles foram recompensados com a realização da Torá”. Vamos esperar que sejamos recompensados com o recebimento da Torá, já que o Criador a dá todos os dias.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 26/10/12

Para Cada Um o Seu e a Coisa Principal Para Todos

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro doZohar”, Item 69: A partir do alto, podemos entender perfeitamente que a Torá, também, contém internalidade e externalidade, como o mundo inteiro. Portanto, aquele que se engaja na Torá tem estes dois graus, também. Quando se aumenta o trabalho na internalidade da Torá e seus segredos, nessa medida, faz-se a virtude da internalidade do mundo, que é Israel, soar alto acima da exterioridade do mundo, que são as Nações do Mundo.

Uma pessoa no nosso mundo é atraída a uma sabedoria, uma fonte, a um enchimento que se adapta a sua natureza. Todo mundo tem as suas prioridades: cores especiais, sons especiais, ou um estilo de vida especial. Nós adquirimos muitas dessas preferências da nossa família. No geral as pessoas são diferentes e ainda existem certos tipos de personagens deste espectro.

Uma pessoa pode estar interessada na ciência ou na música, ela pode ser calma ou ativa, fechada ou extrovertida, inclinada ao trabalho físico ou atividade mental, de se expressar de uma forma ou de outra, que são todos os resultados da nossa diversidade. A pessoa escolhe uma ocupação adequada e os meios para ter sucesso na vida de acordo com sua natureza.
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Os Mandamentos São Os Degraus Da União

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado da exigência indicada nos livros para acostumar-se a cumprir a Torá e Mitsvot (mandamentos), que em última análise vai nos ajudar a obter uma segunda natureza — o amor ao próximo?

Resposta: As ações de correção que eu quero implementar são chamadas de mandamentos. Em primeiro lugar, eu devo revelar dentro de mim o que preciso corrigir, como está escrito, “é impossível implementar um mandamento se, em primeiro lugar, a pessoa não o violou”, ou seja, que primeiro nós revelamos a falta, a inclinação ao mal dentro de nós, e depois vemos o que precisamos corrigir.

A correção do desejo de desfrutar em prol da doação é chamada de implementação do mandamento, porque este é o preceito do Criador. Mas realizar isto é possível por meio da Luz, a força que é chamada de Torá.

Ou seja, me foram dadas todas as condições para a revelação do meu princípio egoísta, trabalhando com os amigos e esclarecendo a minha relação com eles. E quando eu estou revelando meu ego, eu entendo o que precisa ser corrigido, já que este é o verdadeiro mal, porque ele me separa da força superior, do Criador.

Então eu uso a força do grupo. Se nós temos o desejo de nos unir para receber a força de correção, a Torá, então nós a recebemos desde cima e ela nos une. As etapas da nossa união são chamadas de mandamentos, que foram implementados. Isto é, eu estou implementando essas sucessivas partes dos preceitos do Criador, Sua vontade em relação a mim, e, no fim, chego ao fato de que meu desejo de desfrutar torna-se uma doação, e, de acordo com a equivalência das qualidades, a força de doação, o Criador, é revelado dentro dela. Tudo isso é realizado no local onde me encontro nesta terra e não em algum lugar nos céus como nos parece.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 01/07/12, “Matan Torah (A Entrega da Torá)”

A Nação Que Se Une Acima Do Ego

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”: Assim, em virtude da necessidade acima, a Torá foi dada especificamente à nação de Israel, apenas para os descendentes de Abraão, Isaac e Jacó, pois era inconcebível que qualquer estranho tomasse parte nela. Por isso, a nação de Israel tinha sido construída como uma espécie de porta de entrada pela qual as centelhas de pureza iriam brilhar sobre toda a raça humana em todo o mundo.

Não se trata apenas de uma das nações a quem, de repente, foi dada a Torá. A “nação israelita” é um conjunto de pessoas que saíram da Babilônia antiga. Elas se conectaram sob a liderança de Abraão, que as ensinou a se conectar através de laços de amor acima do ódio. Claro, elas não queriam isso, assim como todos os outros babilônios, mas aceitaram o método de Abraão. Graças à “centelha” que está oculta nelas, elas entenderam que na verdade é um método de correção e que a natureza egoísta, o ódio, foi dada para que nós nos unamos acima dela e construamos um grupo no qual haverá estes dois discernimentos, um oposto ao outro: o ódio abaixo e o amor acima. Assim, elas chegaram ao “Monte Sinai”, ao estado onde revelamos a força superior.

Quando elas se conectaram, elas começaram a trabalhar através da conexão, de acordo com método de Abraão, de Isaac, e depois de Jacob, o que significa em “três linhas”. Nesse processo, elas receberam um crescente “endurecimento do coração” e no seu trabalho atravessaram as fases de HBD, HGT e NHY, incluindo o exílio no Egito. Isso significa que sentiram os difíceis estados internos e os superaram elevando-se acima do seu ego e alcançando a necessidade de adesão. O ego separou-as muito, e elas ainda tentaram se segurar, tanto quanto podiam, pelo menos mantendo sua inclinação pela conexão.

No final, a tensão necessária entre elas foi criada. Por um lado, o ego que surgiu sob a forma das “dez pragas do Egito” e o “Faraó” inacessível no interior, e por outro lado, o reconhecimento da necessidade da conexão, que elas construíram acima delas. Elas estavam mesmo dispostas a ir ao deserto sem qualquer recompensa, apenas para ter a chance de servir ao Criador. Isto é o que elas exigiram do Faraó quando Moisés deu-lhes a mensagem do Criador: “Deixe o meu povo ir, para que eles me sirvam”.

Então, elas chegaram ao estado em que poderiam receber a Torá, o que significa a Luz que Reforma. Havia tensão suficiente entre o ego que foi revelado e a pressão destinada à conexão. Elas receberam condição de se tornar “um homem com um coração”, de “amar ao próximo como a si mesmo”, e elas aceitaram, dizendo: “Faremos e ouviremos”. Então, a revelação da Luz que Reforma começou, o que significa que elas receberam a Torá.

Assim, elas se tornaram uma nação. Agora, elas tinham uma infraestrutura coletiva que as unia: a Luz as unia. Sem a Luz, não existe nenhuma conexão entre elas, o que significa que não há nação. Portanto, Baal HaSulam diz que Israel no exílio não é uma nação, mas “um saco de nozes”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/06/12, “A Arvut (Garantia Mútua)”

Nós O Conheceremos Por Suas Ações

Dr. Michael LaitmanQuando nós aspiramos diretamente ao Criador, nós estudamos a Torá. Em outras palavras, nós estudamos as ações da Luz, que nos corrige.

Com respeito a isso é dito, “Por Suas ações Eu O conhecerei”. Quando nós estudamos as ações do Criador, começamos a compreender e alcançá-Lo. Como resultado, chegamos à adesão com Ele.

Estudar a Torá significa estudar aquilo que a Luz está fazendo dentro de nós. Basicamente, quando uma pessoa lê, ela deve sentir imediatamente como a Luz realiza mudanças dentro de si. A transformação se revela em cada palavra, em cada letra. Afinal, essas letras, esses símbolos de qualidades espirituais, são construídas pelos Cabalistas.

Quando uma pessoa as lê, ela pode ver como elas agem internamente e a corrigem, de modo que ela receba para doar. Com cada palavra, a pessoa percebe as mudanças dentro de si. Esta é a maneira como ela revela as ações do Criador e destas ações o próprio Criador torna-se revelado a ela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/12/10, O Zohar

Um Sistema Para A Injeção Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se os nossos antepassados estivessem correctos e os filhos atingisem a garantia mútua, a quem foi então dada a Torá, o método, realmente? Para quem é que ela se destina: para Israel ou às nações do mundo?

Resposta: A Torá foi sem dúvida destinada às nações do mundo. Diz-se que o Criador se voltou para setenta nações e ofereceu-lhes a Torá, mas nenhum destes desejos egoístas – aqueles que não têm a centelha espiritual, que não são capazes de se corrigir a si próprios mantendo-se em contacto com a Luz, e que não conseguem responder a ela correctamente – foi capaz de recebê-la. A “matéria” do desejo de receber não consegue perceber o processo de ascenção e a mudança trazida pela Luz se não tiver uma centelha.

Portanto, como pode a centelha ser inserida? Para isso, existe outro sistema chamado “o povo de Israel”, sem o qual é impossível voltar-nos para o desejo egoísta e começar a trabalhar com ele. Mesmo bilhões de anos de evolução não ajudarão se não houver a centelha de Luz dentro do ego. Os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza não conseguem elevar-se; eles são tipos de desejo que não conseguem fazer isso.

Contudo, existe um tipo de desejo (Israel) que deseja ser Yashar El (directo ao Criador). O mundo inteiro reconhece o facto de que é diferente e detesta-o sem sequer saber porque.

As crianças de Israel, por seu turno, descobrem que são diferentes, embora tentem ser como todos os outros. Existem mesmo aqueles que acreditam ser uma raça diferente, e existe um grão de verdade nesta suposição, embora seja num nível diferente. Toda a nossa história prova que existe algo especial aqui, um fenômeno especial, natural. Da mesma forma, o ódio que as nações do mundo sentem é também um fenômeno natural, e não há nada que possamos fazer acerca disso. Mesmo aqueles que nunca estiveram em contacto com os Judeus detestam-nos. Isso vem de dentro. Mesmo a pessoa que nunca ouviu nada sobre a causa de sua repulsa sente simplesmente que é diferente.

Este ódio está enraizado nas religiões, que apenas apressam o processo ao enfatizar externamente a diferença entre os grupos. Tudo deriva da diferença entre o desejo geral de receber e a parte na qual a Luz se veste, que tem de ser a ligação aos outros. Esta é a sua única regra.

Portanto, como está escrito, “O Senhor vosso Deus escolheu-vos”. Faça o que quiser, Ele escolheu-o, e pronto. Não interessa como você encare a sua missão, você irá concretizá-la de qualquer forma porque é Sua Escolha.

Não há nada de especial em você, mas é simplesmente que, depois da divisão em “povo de Israel” e “nações do mundo”, todos têm um papel, seu trabalho, seu livre arbítrio. Tudo isto é predeterminado de Cima, e ninguém é melhor que outro.

Assim, as crianças de Israel devem ensinar o método da correcção aos outros. Na verdade, de que outra forma pode você dar satisfação ao Criador se Ele inicialmente se virou para as nações do mundo? O Criador quer corrigir o desejo básico de receber, mas Ele tem de construir um sistema através do qual o processo inteiro vai passar. Assim, Israel é o sistema; portanto, faça o que tem de fazer.

Claro, este gigante desejo de receber tem de ser revelado nos vasos das nações do mundo, mas não deve haver diferença entre nós e eles, uma vez que é um vaso inteiro. No final, tudo é revelado no vaso colectivo à medida que todas as suas partes se conectam. Como está escrito, “Ele é Um e o Seu nome é Um”. No vaso geral, tudo se torna “redondo”, inseparável.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/06/12, “A Arvut (Garantia Mútua)”

A Formula Para a Vida

Os Cabalistas escreveram seus livros para dois grupos de pessoas: para o grupo chamado “nível dos antepassados”, as pessoas como eles que atingiram a espiritualidade e que vão ser enriquecidos por textos e conectados para que eles possam realizar correções no sistema geral, preparando assim a nossa ascensão, e também eles escreveram para “o nível dos filhos”, nós, a fim de dar-nos alguma coisa na qual possamos nos apoiar para que possamos atrair a Luz que Reforma.

Estamos no mesmo sistema, mas não podemos evocar a sua influência sobre nós por nós mesmos. Enquanto isso, ela nos influencia por si só, e nós avançamos pelos sofrimentos. Mas, se evocarmos as Luzes, apressaremos o tempo e começamos a avançar mais rapidamente, tornando o caminho mais fácil.

Como podemos fazer isso? De acordo com o conselho dos cabalistas, realizamos diversas ações que são semelhantes em qualidade a este conselho. Seu atributo é doação e assim de acordo com o nível e o estado em que estamos, precisamos expressar a nossa disponibilidade para doar. Nós damos uns aos outros “presentes”, ligamos, falamos sobre isso durante as aulas, e esclarecemos as palavras dos cabalistas.

Então, nossas inclinações, desejos e esforços adaptam-se ao sistema que eles descrevem.  Queremos saber o que nós estudamos, queremos que isto seja revelado em nós, e então as Luzes vêm para nós.

Elas ainda não estão reveladas, mas “estão à nossa volta” e nos aproximam da revelação.

Assim, todo o nosso trabalho, toda a nossa vida, e toda a nossa existência tem que ser destinada a evocar a Luz que Reforma. Isso é chamado de “estudar a Torá“. Ela diz: “Eu criei a inclinação, eu criei a Torá como tempero para ela, uma vez que a Luz escondida nela retorna uma pessoa à Fonte”.

Nós operamos de acordo com essa fórmula. Devemos examinar todos os seus componentes para própriamente usá-los para reformar todos os ingredientes e a fórmula como um todo.

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Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá de 24/05/12,”Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”.

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