Textos na Categoria 'Torá'

Nós O Conheceremos Por Suas Ações

Dr. Michael LaitmanQuando nós aspiramos diretamente ao Criador, nós estudamos a Torá. Em outras palavras, nós estudamos as ações da Luz, que nos corrige.

Com respeito a isso é dito, “Por Suas ações Eu O conhecerei”. Quando nós estudamos as ações do Criador, começamos a compreender e alcançá-Lo. Como resultado, chegamos à adesão com Ele.

Estudar a Torá significa estudar aquilo que a Luz está fazendo dentro de nós. Basicamente, quando uma pessoa lê, ela deve sentir imediatamente como a Luz realiza mudanças dentro de si. A transformação se revela em cada palavra, em cada letra. Afinal, essas letras, esses símbolos de qualidades espirituais, são construídas pelos Cabalistas.

Quando uma pessoa as lê, ela pode ver como elas agem internamente e a corrigem, de modo que ela receba para doar. Com cada palavra, a pessoa percebe as mudanças dentro de si. Esta é a maneira como ela revela as ações do Criador e destas ações o próprio Criador torna-se revelado a ela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/12/10, O Zohar

Um Sistema Para A Injeção Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se os nossos antepassados estivessem correctos e os filhos atingisem a garantia mútua, a quem foi então dada a Torá, o método, realmente? Para quem é que ela se destina: para Israel ou às nações do mundo?

Resposta: A Torá foi sem dúvida destinada às nações do mundo. Diz-se que o Criador se voltou para setenta nações e ofereceu-lhes a Torá, mas nenhum destes desejos egoístas – aqueles que não têm a centelha espiritual, que não são capazes de se corrigir a si próprios mantendo-se em contacto com a Luz, e que não conseguem responder a ela correctamente – foi capaz de recebê-la. A “matéria” do desejo de receber não consegue perceber o processo de ascenção e a mudança trazida pela Luz se não tiver uma centelha.

Portanto, como pode a centelha ser inserida? Para isso, existe outro sistema chamado “o povo de Israel”, sem o qual é impossível voltar-nos para o desejo egoísta e começar a trabalhar com ele. Mesmo bilhões de anos de evolução não ajudarão se não houver a centelha de Luz dentro do ego. Os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza não conseguem elevar-se; eles são tipos de desejo que não conseguem fazer isso.

Contudo, existe um tipo de desejo (Israel) que deseja ser Yashar El (directo ao Criador). O mundo inteiro reconhece o facto de que é diferente e detesta-o sem sequer saber porque.

As crianças de Israel, por seu turno, descobrem que são diferentes, embora tentem ser como todos os outros. Existem mesmo aqueles que acreditam ser uma raça diferente, e existe um grão de verdade nesta suposição, embora seja num nível diferente. Toda a nossa história prova que existe algo especial aqui, um fenômeno especial, natural. Da mesma forma, o ódio que as nações do mundo sentem é também um fenômeno natural, e não há nada que possamos fazer acerca disso. Mesmo aqueles que nunca estiveram em contacto com os Judeus detestam-nos. Isso vem de dentro. Mesmo a pessoa que nunca ouviu nada sobre a causa de sua repulsa sente simplesmente que é diferente.

Este ódio está enraizado nas religiões, que apenas apressam o processo ao enfatizar externamente a diferença entre os grupos. Tudo deriva da diferença entre o desejo geral de receber e a parte na qual a Luz se veste, que tem de ser a ligação aos outros. Esta é a sua única regra.

Portanto, como está escrito, “O Senhor vosso Deus escolheu-vos”. Faça o que quiser, Ele escolheu-o, e pronto. Não interessa como você encare a sua missão, você irá concretizá-la de qualquer forma porque é Sua Escolha.

Não há nada de especial em você, mas é simplesmente que, depois da divisão em “povo de Israel” e “nações do mundo”, todos têm um papel, seu trabalho, seu livre arbítrio. Tudo isto é predeterminado de Cima, e ninguém é melhor que outro.

Assim, as crianças de Israel devem ensinar o método da correcção aos outros. Na verdade, de que outra forma pode você dar satisfação ao Criador se Ele inicialmente se virou para as nações do mundo? O Criador quer corrigir o desejo básico de receber, mas Ele tem de construir um sistema através do qual o processo inteiro vai passar. Assim, Israel é o sistema; portanto, faça o que tem de fazer.

Claro, este gigante desejo de receber tem de ser revelado nos vasos das nações do mundo, mas não deve haver diferença entre nós e eles, uma vez que é um vaso inteiro. No final, tudo é revelado no vaso colectivo à medida que todas as suas partes se conectam. Como está escrito, “Ele é Um e o Seu nome é Um”. No vaso geral, tudo se torna “redondo”, inseparável.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/06/12, “A Arvut (Garantia Mútua)”

A Formula Para a Vida

Os Cabalistas escreveram seus livros para dois grupos de pessoas: para o grupo chamado “nível dos antepassados”, as pessoas como eles que atingiram a espiritualidade e que vão ser enriquecidos por textos e conectados para que eles possam realizar correções no sistema geral, preparando assim a nossa ascensão, e também eles escreveram para “o nível dos filhos”, nós, a fim de dar-nos alguma coisa na qual possamos nos apoiar para que possamos atrair a Luz que Reforma.

Estamos no mesmo sistema, mas não podemos evocar a sua influência sobre nós por nós mesmos. Enquanto isso, ela nos influencia por si só, e nós avançamos pelos sofrimentos. Mas, se evocarmos as Luzes, apressaremos o tempo e começamos a avançar mais rapidamente, tornando o caminho mais fácil.

Como podemos fazer isso? De acordo com o conselho dos cabalistas, realizamos diversas ações que são semelhantes em qualidade a este conselho. Seu atributo é doação e assim de acordo com o nível e o estado em que estamos, precisamos expressar a nossa disponibilidade para doar. Nós damos uns aos outros “presentes”, ligamos, falamos sobre isso durante as aulas, e esclarecemos as palavras dos cabalistas.

Então, nossas inclinações, desejos e esforços adaptam-se ao sistema que eles descrevem.  Queremos saber o que nós estudamos, queremos que isto seja revelado em nós, e então as Luzes vêm para nós.

Elas ainda não estão reveladas, mas “estão à nossa volta” e nos aproximam da revelação.

Assim, todo o nosso trabalho, toda a nossa vida, e toda a nossa existência tem que ser destinada a evocar a Luz que Reforma. Isso é chamado de “estudar a Torá“. Ela diz: “Eu criei a má inclinação, eu criei a Torá como tempero para ela, uma vez que a Luz escondida nela retorna uma pessoa à Fonte”.

Nós operamos de acordo com essa fórmula. Devemos examinar todos os seus componentes para própriamente usá-los para reformar todos os ingredientes e a fórmula como um todo.

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Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá de 24/05/12,”Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”.

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O Fenômeno Da Luz
A Letra E O Espírito

 

Uma Palavra Descreve Todo O Caminho

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se a Torá é o livro de instruções que nos fala sobre o caminho espiritual, como podemos segui-la se não sentimos nada, exceto este mundo?

Resposta: Primeiramente, nós temos que ascender. A Torá não foi escrita para pessoas que estão abaixo da Machsom (a barreira que nos separa da espiritualidade). Mesmo quando ela nos fala sobre diferentes eventos, como o exílio egípcio, os antepassados ou Babel, o real significado do que é dito só pode ser revelado por aqueles que já estão engajados no trabalho espiritual, além da Machsom.

Tudo depende do nível de revelação dos conceitos espirituais. O Livro do Zohar, por exemplo, explica a palavra Beresheet (Genesis) de uma forma que inclui todo o caminho, do início até o fim.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/12, Escritos do Rabash

Um Salto Para A Liberdade

Dr. Michael LaitmanO atributo de doação é atingido no grupo, na sociedade, sob condições especiais que são descritas pelos Cabalistas a partir do estado que foi preparado para nós pela quebra do primeiro homem (Adão HaRishon), a alma geral. Se nós usarmos corretamente o pequeno ambiente que nos foi dado, e nele tentarmos chegar à doação mútua, vamos descobrir que estamos no exílio do Egito.

Nós descobrimos que não há como alcançar a espiritualidade, o Criador, o atributo de doação, se não alcançarmos o amor dos amigos em primeiro lugar. Mas todas as nossas tentativas para chegar à conexão e ao amor dos amigos terminam em fracasso completo, como está escrito, “os filhos de Israel clamaram pela obra”, porque nós descobrimos que nós construímos cidades medíocres, Pitom e Ramsés para o Faraó, o que significa que nós só aumentamos o nosso desejo de receber.

Apesar de nos desesperarmos com este trabalho, nós não o deixamos e gritamos: “Salve-nos!”. Afinal, o nosso ego, o Faraó, não nos deixa conectar, e se isso continuar desta forma, nunca deixaremos o exílio nem alcançaremos a conexão com a força superior.

Este é realmente um grito de desespero do fundo do coração. Em seguida, uma força especial e geral, chamada “Moisés”, é revelada. Ela é revelada no grupo e passa por muitas mudanças. Uma vez revelada é novamente ocultada, até a estabilizarmos e colocarmos contra o nosso ego.

Quando estamos prontos para lutar contra nosso ego coletivo que nos impede de nos conectar, colocando a força coletiva da conexão chamada “Moisés” contra ele, começa a luta de vida ou morte. Nós apoiamos essa força tanto quanto podemos e até mesmo acima de nossas forças! Aqui nós descobrimos em nosso ponto geral coletivo a ajuda do Alto. Neste ponto, o Criador diz: “Venha ao Faraó, vamos enfrentá-lo juntos!”. Isto significa que Ele concorda em se conectar com o nosso ponto coletivo, e este nos tira do Egito.

Durante esse processo, diferentes fenômenos ocorrem, descritos pela Hagadá, e nós temos que passar por tudo isso. Isso se refere apenas às nossas tentativas de chegar à conexão e, de alguma forma, realizá-la. Finalmente, nós saímos deste estado, da nossa incapacidade de nos conectar, e alcançamos o que queríamos. O método de conexão chamado Torá nos é revelado contra o ego e o ódio.

Agora, surge o sistema que podemos usar. Ele é chamado de Torá, a Luz que Reforma, que gradualmente começa a nos influenciar para nos corrigir. Há o Monte Sinai que nos separa, o ego coletivo que fica no caminho da conexão entre nós. Quando a Luz corrige o ódio em conexão, esse monte se torna se a “montanha da Santidade”.

É disso que trata o feriado de Pessach ou Páscoa judaica (da palavra hebraica que significa “escapar”), que simboliza as transições do exílio à liberdade. Exílio é a minha incapacidade de me conectar. Eu não sei como fazer isso, mas anseio por ela e a exijo.

Redenção simboliza o fato de que me foi dada uma chance, um sistema, um método que me permite corrigir o mal em mim, e transformá-lo em bem. Bem significa a garantia mútua, amor dos amigos, onde eu descubro a força que me permite realizar esta atitude e aderir ao Criador. Afinal de contas, Ele é o objetivo pelo qual eu ansiava desde o início.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/04/12, Shamati # 41

O Grupo Oferece A Cura Indolor

Dr. Michael LaitmanToda a criação é o desejo de receber que parece estar dividido em quatro níveis: inanimado, vegetal, animal e falante. Nós temos que conectar todos eles e levá-los à adesão com a força superior que criou esses desejos. A adesão é atingida pela equivalência de forma, alterando a maneira que usamos o nosso desejo. Nós não podemos mudar a intenção do desejo nos níveis inanimado, vegetal e animal, porque eles não estão suficientemente desenvolvidos. Isso só pode ser feito no nível falante.

Quando a pessoa se desenvolve, ela atinge um estado em que sente que deve corrigir sua matéria, seus desejos. Ela simplesmente não vê qualquer outra maneira de sair da crise em que está: a crise pessoal, a crise geral, ou ambas juntas, as quais são resultado do desenvolvimento do desejo. Ela alcança pleno reconhecimento do mal, entende que não está em seu poder mudar sua própria natureza e que precisa da ajuda externa, de “tratamento”.

Entre as pessoas há o grupo, que atinge isso através do estudo e deve explicá-lo ao mundo inteiro. Sem o grupo, a humanidade avançaria para o reconhecimento do mal de seu ego sem ser capaz de corrigi-lo, através de um terrível sofrimento.

A parte difícil está na revelação da força superior e no entendimento de que só ela pode nos ajudar. Nós vemos como é difícil reconhecer em situações difíceis que todo o mal vem do Criador e que a correção só pode vir Dele, e que “Não há ninguém além Dele”; somente Ele nos traz o sofrimento e somente Ele pode nos trazer o bem. Nós só conseguiremos alcançar o bem se O conhecermos e pedirmos Sua ajuda para um propósito específico.

Este é o longo processo de aprender a avançar; é muito difícil alcançá-Lo e pagar por isso com sofrimento. Portanto, um grupo de pessoas foi escolhido de toda a humanidade, que possa despertar e avançar em direção à realização de seu próprio desejo e procurar pela resposta à pergunta: “Qual é o propósito da minha vida?”, sem ser empurrados pelo sofrimento no nível animal, mas no nível “humano”. De Adão HaRishon (o primeiro homem) tais pessoas apareceram no mundo. Elas precisam transmitir a Torá, a “instrução”, o método para a correção do ego, para toda a humanidade de acordo com a necessidade que cada um sente.

Isto é o que tem acontecido ao longo da história com toda e qualquer pessoa que pensou no significado da vida; hoje, essa epidemia está se espalhando para toda a humanidade, todos começam a perguntar: “Qual é o significado de nossas vidas?”. Embora esta questão tenha dois lados, as pessoas especiais se perguntam: “Qual é o significado da minha vida se eu não conheço o propósito da criação e sua fonte?

Se eu não atingi-lo, minha vida será pior do que a morte”. O resto da humanidade pergunta sobre o significado da vida ao ver que sofre e que estamos escorregando cada vez mais para baixo. A pessoa sempre checa a si mesma com relação às outras, ao dia anterior, e ao que é esperado para dia seguinte.

Então, no final, todo mundo vai chegar à necessidade de corrigir sua natureza. Mas, isto só é possível com a ajuda da força superior, com a ajuda da Luz que Reforma chamada “Torá”.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 20/03/12, Shamati #6

O Livro Para Quem Está Perdido No Deserto

Dr. Michael LaitmanAs pessoas que não estão envolvidas no trabalho espiritual tomam uma Torá diferente, que a pessoa possa compreender, realizar, exigir recompensa, até mesmo providenciar exames, e contar as páginas memorizadas. E uma pessoa que aspira ao desenvolvimento espiritual está sempre diante do desconhecido, do impossível, oposto à sua vontade e razão, e, portanto, precisa de fé, isto é, da força de doação, que é maior do que a força da recepção.

Isso é chamado de fé acima da razão. Assim, o avanço espiritual acontece, e é dito: “A opinião da Torá é oposta à opinião dos proprietários”.

Este é o caminho para todos aqueles que encontraram o “Livro”. Mas há muitos amigos que vagueiam no deserto, sofrendo por sua existência infeliz, e que gostariam de melhorar suas condições. Eles não procuram a realização espiritual, nem subir para o grau imediatamente superior, mas apenas querem melhorar suas vidas do nível em que se encontram agora. Eles devem ser tratados como o Rambam escreve: “Mulheres, escravos, crianças e idosos são ensinados de forma gradual, até que ganhem sabedoria”.

Eles também avançarão, e algum dia, a centelha, que agora está profundamente oculta, romperá. Enquanto isso, eles devem ser ensinados conforme a sua vontade, em prol de das metas que eles entendem antes de se aproximar.

Eles pensarão que agem de forma a satisfazer o seu egoísmo. Mas, como nós os ensinamos, e a oculta Luz que Reforma passa por eles, a sabedoria chegará gradualmente a eles, e lentamente os segredos lhes serão revelados. Desta forma, toda a humanidade avançará em direção ao objetivo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/02/12, “A Última Geração”

O Paciente Está Morto E Se Sente Bem Consigo Mesmo

Dr. Michael LaitmanO Talmude Babilônico, Tratado Taanit 7: Aquele que se ocupa da Torá em prol dela, a Torá se torna a poção da vida para ele, e aquele que se engaja na Torá não em prol dela, ela se torna a poção de morte para ele.

Se há um grande perigo oculto na Torá, talvez seja melhor não se envolver com ela? Afinal, se você estudar corretamente, você “sobe aos céus”, e se você não fizer isso, “você vai afundar no chão”, no abismo.

O problema é que se você não estuda corretamente, a Luz oculta na Torá coloca você em estados que são opostos à verdade, mas você não percebe isso. A Torá não lhe traz a morte, mas sim “a poção da morte”, quando você não sente que está morto. Você pode estudar a Torá dia e noite, memorizar página após página, e ao mesmo tempo estar morto, isto é, sem entender que isso é totalmente oposto à meta para a qual a Torá foi dada.

A Torá foi dada a nós para que alcancemos o amor aos outros. Ela diz: “Eu criei a inclinação ao mal, e criei a Torá como condimento porque a Luz nela reforma”. O que significa que ela reforma? Essa é a “grande lei da Torá” – “Ama teu próximo como a ti mesmo”, ou em outras palavras, o objetivo geral de tudo o que fazemos de acordo com a Torá.

Em cada preceito que realizamos, em cada detalhe, devemos avançar para o amor ao próximo. Somente através do amor ao próximo alcançaremos a meta final, o amor do Criador e a adesão com Ele, de acordo com a equivalência de forma entre a pessoa e o Criador.

Portanto, antes do estudo, temos que nos preparar e manter todas as condições necessárias para que o estudo da Torá nos leve à meta desejada: à adesão, ou seja, à correção das nossas intenções egoístas em altruístas. Esse trabalho é esclarecido somente no grupo, onde podemos verificar a nós mesmos na prática.

Cada vez nós descobriremos ódio entre nós e teremos a chance de subir acima dele para o amor. Para fazer isso, nós precisamos nos organizar corretamente: nós queremos nos conectar para alcançar a adesão e descobrir o Criador nela, dando assim contentamento a Ele. O Criador só pode ser descoberto no nosso vaso coletivo de doação. É necessário que nos preparemos para a aula dessa forma para abordarmos o estudo corretamente.

Pergunta: Se a poção da morte não me deixa sentir que estou morto, a poção da vida me permite me sentir morto?

Resposta: Eu sinto que estou vivendo da “poção”. Não é mais uma existência comum. Na intenção a fim de doar, acima da minha natureza, eu alcanço a vida. A poção tem o efeito de me fazer mentir para o meu desejo egoísta e não para mim mesmo. Por outro lado, a poção da morte me afoga na mentira, que eu não percebo, e, então, eu me vejo como “justo”, embora eu ainda não tenha entrado no nível de “malvado”.

Pergunta: Como a sabedoria da Cabalá pode salvar uma pessoa da poção da morte?

Resposta: Ela pode fazer isso através da Luz que Reforma. Se você organizar corretamente todas as condições para você, se você entrar no grupo e disseminar, o que é parte inseparável da preparação nesses dias, e se você participar em tudo o que o grupo experimenta para revelar a conexão, então você está se preparando corretamente para o estudo, e sua intenção durante o estudo não é ler outro parágrafo, mas receber a Luz que Reforma. Não é por acaso que o Baal HaSulam escreveu na “A Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, Item 18: “…que durante a prática da Torá, eles não colocam suas mentes e corações para atrair a Luz da Torá…”.

Tudo é resolvido pela preparação. O estudo correto é o estudo para o qual você se preparou corretamente. Então, você lê o texto corretamente, com a intenção correta, no grupo correto, com todas as condições necessárias. E o que você obtém do estudo? Você obtém a chance de trabalhar e subir: o sentimento de ódio e rejeição dos amigos…

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 13/03/12, “Introdução ao TES”

Um Diálogo Com Faraó

Pergunta: Desde que vim para a convenção eu estou falando com o “faraó” em mim, faço perguntas e ele me responde. Ele diz: “. O que você faz, está gostando” Eu vou trabalhar na cozinha, Faraó diz: “não importa, você ainda está gostando.” Se eu limpar os banheiros, eu gosto disso também. Finalmente eu digo a Faraó, que eu tenho uma meta para a qual eu cheguei à convenção, um outro objetivo para alcançar o estado em que todos estão conectados. Faraó me diz que mesmo essa conexão, que eu estou esperando,é, eventualmente, “para mim”. Se assim for, o que devo fazer?

Resposta: Divirta-se! Digo isto a sério. Se eu posso fazer coisas diferentes para a sociedade, tanto físicas quanto mentais, para pensar sobre elas o tempo todo e para apreciá-las, isso é maravilhoso. Quem disse que temos que sofrer?

Mas, depois de realizar várias ações desse tipo, de repente, você vai ver que não as aprecia mais. De repente, você vai se perguntar: “Por que eu preciso de tudo isso?” E assim por diante. Em seguida, o “Faraó” é revelado.

No primeiro momento são os “sete anos de saciedade”, tudo é bom de uma maneira egoísta. Na verdade, seu Faraó está certo, ele diz que o que você faz, você faz isso por ele. Então, faça isso por ele, como no Egito nos primeiros sete anos de saciedade onde todos trabalham fazendo tudo para o faraó e eventualmente, descobrir que é a força do mal.

Por que o Faraó mau, de repente, aparece em vez do Faraó bom? É porque nós avançamos em direção ao Criador. À medida que avançamos o desejo de que anteriormente parecia ser bom começa a parecer mal. O grupo é bom, o estudo é bom, os amigos são bons, eu quero estar com eles e estar de plantão, para limpar os banheiros, para trabalhar na cozinha, tudo é bom e eu gosto de cada minuto que estou nesta sociedade é assim que cada novato que vem para o grupo se sente. Então, de repente, ele começa a sentir falta de respeito, ao ponto de explodir, e não se preocupa com nada, ele não sente vontade de fazer coisas e não quer nada: “Que obrigações? Para quê?”

“Porquê?” Isso ocorre porque os “sete anos de fome” começam. O que é a fome? A pessoa não sente prazer em estar no grupo, em estar com os amigos, e isso é avanço.

Tudo é revelado de acordo com a ordem dos graus. Devemos ser felizes e sérios e seguir essa linha com cuidado, e aceitar o que é revelado ao longo do caminho. A Torá nos diz sobre isso, afinal, a Torá é uma instrução (tem a mesma raiz, em hebraico). Nos diz onde você vai ficar preso e que você deve fazer no caminho para a revelação da Santidade.

Então você tem não tem escolha, você tem que entrar no Egito, você tem que fazer este tipo de trabalho, e você tem que sair. Só então você receberá a Torá, a instrução de como avançar da forma mais clara.

Isso ocorre porque a Torá é só sobre a correção dos desejos. Você corrigirá os seus 613 desejos da intenção de “a fim de receber” para a intenção de “a fim de doar”, e então você descobre o Criador.

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Da Convenção de Arvut Arava Lição # 2, 23/2/12

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Não Brinque Com Fogo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, Item 97: Por isso, nossos sábios nos advertiram em muitos lugares sobre a condição necessária para a prática da Torá, que será especificamente Lishma, de uma forma que a pessoa receberá a vida através dela, pois ela é uma Torá da vida, e é por isso que nos foi dada, como está escrito, “portanto, escolha a vida”.

Essa é uma condição muito importante e eu diria muito assustadora. Há um aviso muito sério nela que é proibido usar a Torá, ou seja, o método da Cabalá, de maneira errada. Afinal, há Luz em todos os livros de Cabalá, e se a pessoa usa-los de forma errada, em vez da poção de vida ela recebe a poção da morte. É uma arma muito forte, como a radiação, que pode ser utilizada beneficamente em diferentes técnicas e na medicina, mas que também pode matar. O fogo também pode ser destrutivo, por um lado, enquanto por outro lado, pode nos ajudar e nos aquecer.

O poder da Luz é o maior poder na natureza. Nós temos que saber como usá-lo. Portanto, os sábios primeiro proibiram o ensino da sabedoria da Cabalá para todos, exceto para aqueles que tinham a intenção altruísta de Lishma (doação).

Mas como alguém pode mudar esta intenção? Existem várias condições preliminares aqui.

No nível humano geral, as pessoas não têm necessidade de estudar o método da Cabalá. Mas, às vezes, surge a pergunta: “Qual é o sentido da vida?”. Depois, eu me volto à Cabalá. Em seguida, outra pergunta surge: “Pra que estou estudando; é para que eu me sinta bem ou para que eu possa alcançar Lishma?”.

No início, a pessoa quer saber qual é o significado da vida. Ela ainda não sabe muito sobre as intenções. O Baal HaSulam diz que apenas a intenção de Lishma, que é para doar, é a condição que possibilita ensinar uma pessoa o método da Cabalá. Nesse caso, não há dúvida de que ela vai estudar corretamente. Embora ninguém comece neste nível, deve-se alcançá-lo!

Portanto, a pessoa deve participar de um grupo onde encontre um professor e livros. Se todos esses fatores se juntam corretamente, embora a pessoa ainda não seja digna, ela pode ser autorizada a se conectar com o método da Cabalá, que pode leva-la à intenção de Lishma.

Portanto, deve haver uma estrutura muito clara: amigos, um professor e o estudo. Assim, a pessoa não se confundirá e não sairá do caminho. Caso contrário, o “elixir da vida” vai se tornar a “poção da morte” para ela.

Até que a humanidade esteja preocupada, não sentirá a necessidade disso. Abraão, em seu tempo deu aos filhos das concubinas “presentes”, que eram as práticas orientais que se adaptavam ao seu nível de desenvolvimento. Então, ele os enviou ao Oriente para fazer coisas que hoje chamamos de “Nova Era”.

Disso devemos entender como as coisas se desenvolveram. Como resultado da quebra, a Torá foi disseminada entre todos os povos e permaneceu com o povo de Israel. Mas que tipo de Torá? Como o método da Cabalá pôde ser estudado durante o exílio, na intenção egoísta?

Finalmente, quando fomos para o exílio, não tínhamos a Torá verdadeira, mas a sua “maquete”. Nós continuamos chamando os livros Cabalísticos de “livros sagrados”, mas não há Luz neste Torá. Rabi Chaim Vital escreveu sobre isso e assim o fez Baal HaSulam.

Mas se a pessoa precisa da Torá a fim de mudar para a intenção de Lishma, ela é atraída à sabedoria da Cabalá, onde existe realmente a Luz que Reforma. Proibiu-se usar essa sabedoria durante o tempo de exílio, para não trazer a Luz à pessoa com a possibilidade de se tornar a poção da morte para ela.

Somente agora, quando chegamos à quebra geral e à última camada do desejo egoísta que podemos descobrir a sabedoria da Cabalá e estudá-la. Baal HaSulam escreve sobre isso nos artigos “Tempo de Agir”, “Shofar do Messias”, e outros. Trata-se da parte da Torá que transmite a Luz que Reforma. A nossa geração já está nos “dias do Messias”, quando temos que usar este método.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/02/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“