Textos na Categoria 'Torá'

Dois Níveis De Desejo: Pai E Filha

Dr. Michael Laitman“E se um homem vender sua filha para ser serva, ela não sairá como saem os servos”. (Torá, Êxodo 21:7)

A Torá fala apenas sobre a correção dos desejos. A escravidão é quando um desejo pertence a outro desejo mais forte que pode corrigi-lo. Assim, nos tempos antigos as pessoas viviam uma vida coletiva, social.

“Minha filha” representa os desejos que eu descubro, mas que não posso corrigir sozinho. Eu não posso me casar com minha filha; eu não posso gerar os próximos níveis da minha descendência. Assim, desenvolvendo meus desejos, eu não me conecto aos desejos chamados “filha” como um pai, eu não venho até ela com minha Masach (tela), já que outra Masach tem que controlá-la, outro desejo. Isso significa que ela pertence a outro. Eu a vendo para que ela passe a pertencer a outra pessoa.

Portanto, diz-se que “ela não deve sair como os servos saem”, já que o desejo feminino deve pertencer somente a onde está Bina.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/03/13

Um Altar Feito de Desejos

A Torá, “Exodo”, “Jethro,” 20:19-20:20: E o Senhor disse a Moisés: “Assim dirás aos filhos de Israel: Vós tendes visto que Eu falei com você do céu. Não fareis comigo deuses de prata, nem fareis para vós deuses de ouro. “Ouro é a linha da esquerda, o atributo de receber. Prata é a linha da direita, o atributo de doação. Isso significa que o ouro é que aproxima.

A Torá, “Exodo”, “Jethro,” 20:21: “Um altar de terra farás a mim”… Terra (Eretz em hebraico) é um desejo, ou seja, fazer um altar de seus desejos.

A Torá, “Exodo”, “Jethro,” 20:21:  … E sacrificarás os teus holocaustos, e as tuas ofertas de paz, as tuas ovelhas e os teus bois: em todos os lugares onde eu gravar Meu nome eu virei a ti e te abençoarei. “Primeiro, há um altar feito de terra, dos desejos no nível da natureza inanimada, em seguida, sacrifica-se desejos no nível do vegetativo, que é simbolizado por diferentes ramos, plantas, etc.. Em seguida, o nível mais alto é o nível do animado. A pessoa faz tudo isso no nível da “fala”. Aqui todos os níveis de desejo em uma pessoa são incluídos, todos os níveis da natureza.

Pergunta: Havia tribos que realizavam sacrifícios humanos? [Leia mais →]

Remover O Véu Da Ocultação

A Torá, “Êxodo” 20:21: “E o povo estava em pé de longe e Moisés se aproximava das espessas trevas onde Deus estava.

O Criador é a força da natureza, o atributo de doação chamado Luz. Esta é a Luz de Hochma que criou vida e revive, é a Luz do calor.

A “escuridão” é uma alegoria para a ocultação da Luz. Há um Masach (tela) que esconde a Luz de Ein Sof (Infinito) como um véu, uma nuvem, como se fosse uma espécie de cápsula. Uma pessoa não percebe ou sente que ela existe! Mas quando ela começa a dar forma ao Masach, ela gradualmente remove as camadas desta nuvem de ocultação em conformidade.

Em outras palavras, existem cinco níveis de desejo em mim. Se eu adquirir o Masach em cima do meu primeiro melhor desejo, eu removo a camada mais fina de ocultação (que também é feita de cinco partes) e parece que parcialmente se entra nesta nuvem.

Quando eu continuo a trabalhar, concentro o Masach anti-egoísta mais precisamente sobre mim e avanço nessa nuvem. Na medida em que eu me possa revestir na intenção altruísta e no amor dos outros, eu entro na nuvem. Assim, eu atinjo um estado em que eu descubro a Luz, o atributo de doação diretamente em mim. Aos poucos, fico livre do meu ego e uma pessoa de luz.

Pergunta: Porque não é esta última fase descrita em nenhum dos livros?

Resposta: Ninguém ainda atingiu a fase do fim da correção, no entanto, isto vai acontecer apenas no final da correção geral. Portanto ainda mais presentes e grandes revelações aparecerão.

De “Segredos do Livro Eterno” de KabTV 3/4/13

Focando A Energia Na Reciprocidade

Dr. Michael LaitmanTudo no mundo é feito de dois atributos: recepção e doação. É como fogo e água, positivo e negativo, polo norte e polo sul, etc. Esses dois estados polares são os dois atributos da natureza que atuam sobre a matéria e não há outra coisa, exceto estes dois atributos.

A matéria é o desejo de desfrutar, de receber, de ser preenchido. É a base natural da matéria. Cada átomo, por exemplo, quer preservar a sua forma: um grande átomo quer manter a sua forma e peso na tabela periódica, com o número de partículas no seu núcleo, etc.

Uma vez que tudo é feito de positivo e negativo, o mais e o menos devem ser separados por algum adaptador, como um motor aos quais eles estão conectados e que faz o trabalho. Além do mais, deve ser uma carga benéfica. Se for uma carga prejudicial, como numa bomba atômica, que conduz a uma colisão e destruição mútua, como por vezes dizemos, por exemplo, um curto-circuito. Quando os dois atributos opostos se encontram uma grande quantidade de energia é liberada, uma vez que é dirigida para fora e não para a mutualidade.

Todos os níveis de poder, todos os atributos que uma pessoa tem, têm seu nível de adaptação, o que significa a resistência correta que pode ser entre o mais e o menos. Se o mais e o menos são pequenos, a resistência pode ser pequena, e se o mais e o menos são grandes, a resistência tem que ser muito grande, pois, caso contrário, haverá um “curto-circuito”.

Todos os desejos de receber de uma pessoa são classificados em relação ao atributo de doação: o nível da raiz, fase um, dois, três e quatro, o que significa que os cinco níveis de Aviut (espessura). Assim, existem cinco níveis de tensão ou de cinco níveis da Luz superior (doação) e a resistência entre eles.

A Torá nos diz como eles são classificados. Se eu estou neste estado quando estou em oposição ao Criador, o que significa que o atributo de recepção é oposto ao atributo de doação, o atributo de “Moisés” em mim pode estar um nível abaixo do Criador, o que significa estar próximo dele, “face a face”.

Os níveis grosseiros, mais tangíveis, espessos, devem, portanto, ser removidos. Por isso, diz-se que Moisés está mais próximo do Criador, depois Arão, os Levitas, os homens, as mulheres, os idosos e as crianças. Depois, há diferentes rebanhos, etc. Isso significa que eles estão numa forma de pirâmide, ou em círculos em torno do Monte Sinai. “Em torno” é o ponto de contato com o atributo superior.

Por que dizer “em torno da montanha”, e não numa linha reta? Porque eles ainda não tinham adquirido um Masach (tela); eles não têm a linha, e tudo ainda é gerido em círculos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 04/03/13

O Parâmetro Para A Equivalência De Forma Com O Criador

Dr. Michael LaitmanTorá, “Êxodo, Jetro“, 20:17: E disse Moisés ao povo: ‘Não temais, porque Deus veio para vos provar, e que o seu temor esteja diante de vós, para que não pequeis’.

O medo é um bom atributo. A pessoa compreende que não pode se aproximar do Criador e tem muito cuidado com isso. É como uma pessoa que foi libertada da prisão e que sabe que roubar é ruim e, assim, garante que está a duas ruas de distância do banco. Ela sabe que distância ela deve manter para ficar longe da tentação de roubar. Isto é o que diz aqui, uma vez que a pessoa ainda não tem um Masach (tela), qualquer proteção.

Assim, o medo é essencial e é a coisa certa. No entanto, na espiritualidade ele é chamado de “temor”. Temor é o medo de prejudicar a equivalência de forma com o Criador. Não é o medo de punição. Não há punição! A própria separação é o castigo, sem quaisquer implicações. A única implicação é a separação. Isto significa que a pessoa tem que estar em tal nível moral que estar longe do Criador, do atributo de doação, é a maior punição para ela. Portanto, o temor é o parâmetro para este sentimento.

Pergunta: Você costumava curar o medo das pessoas. Você tem uma mesa de cerca de 800 tipos diferentes de medos. Por que nós pensamos que o medo é uma doença?

Resposta: Eu costumava curar estados psicológicos internos. No nível espirituais, o medo é resultado de um desequilíbrio entre o atributo de doação e o atributo de recepção. É a mesma raiz em cada pessoa, mas num nível inferior. O estudo é para atingir o equilíbrio e, em seguida, o medo desaparece.

Infelizmente, a medicina convencional simplesmente reprime o medo com medicamentos. Você vê menos e então dorme melhor. Aqui, no entanto, você não coloca a pessoa para dormir, mas sim a equilibra.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 04/03/13

“Ver Os Trovões”

Dr. Michael LaitmanTorá, “Êxodo, Jetro“, 20:16: E todo o povo viu os trovões e os relâmpagos, o sonido da trompeta e o monte fumegando, e quando o povo viu isto, estremeceu e ficou de longe.

Pergunta: O que significa “ver os trovões”?

Resposta: Nós percebemos tudo através do atributo de Bina. Bina significa ouvir e assim nós percebemos os sons pela audição. Mas quando há também a Luz de Hochma no atributo de Bina, a Luz da Vida, a visão aparece nela, a revelação aos olhos.

Alguns profetas dizem “Eu ouvi”, e outros dizem “Eu vi”. Estes já são profetas que atraem a Luz da Vida e estão mais perto do Criador. Assim, a revelação do Criador é o nível mais alto, não só ouvir, mas ver. Estes são dois níveis de compreensão, embora isso não refira ao ver corporal, mas à visão interior.

Pergunta: Parece que o rádio e a televisão também foram descobertos de acordo com esses estados.

Resposta: Em primeiro lugar, nós descobrimos o nível inferior de conexão, ao ouvir através de um cabo, e depois através da eletricidade que corre em fios elétricos, e, em seguida, através das ondas de rádio. Mas levou muito tempo até descobrirmos a televisão; agora, a visão substitui a leitura e a audição, e todos os outros meios. Nós recebemos a maioria das informações em nosso mundo, 90% e mais, pela visão, e é o mesmo na espiritualidade, já que a Luz de Hassadim, (a luz da Bina) é apenas a infraestrutura para a Luz de Hochma.

O Criador é a Luz de Hochma, e a Luz de Hassadim se veste apenas na Luz de Hochma. Na medida em que a criatura quer se parecer com Ele, ela recebe a Luz de Hassadim. Isso significa que nós preparamos o vaso e a Luz entra nele.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 04/03/13

Um Contraste Que Revela A Verdadeira Imagem Do Mundo

Dr. Michael LaitmanA Torá, Êxodo, 20:14: “Tu não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu servo, nem sua serva, nem seu boi, nem seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo”.

A casa, a esposa, o servo, o boi ou o jumento são os principais desejos de uma pessoa que aos poucos se conectam nela, começando dos vasos externos para os desejos mais internos.

“Tu não cobiçarás”, significa que você tem que trabalhar com os seus desejos “para doar” e não “para si mesmo”.

Se até agora era sobre o que você tem e como você deve trabalhar com isto, agora é sobre o que o outro tem e o que você não pode usar.

Usar significa “querer”. Não é apenas “Não cobiçarás” no sentido de “não pegue”, mas sim “não ambicionar”, de modo que você não sentirá a menor inveja do outro. Então você começa a entender que, se você se relacionar com ele, você não vai ver nem mesmo a sua imagem.

Normalmente você vê coisas boas e ruins numa pessoa e a inveja um pouco, etc. Você não pode vê-la como ela realmente é; você a vê em relação a você, seja melhor ou pior, de uma maneira ou de outra. Se você não olhar para ela através do prisma da inveja, etc., você não vai ver a sua imagem.

Ela nunca vai ser retratada a você, uma vez que a nossa sub-base é como um disco compacto que é sensível à luz, que está por trás da lente da câmera que captura a imagem, a transforma em sinais elétricos e os transmite para o controle, de modo que a nossa sub-base percebe tudo só em relação a nós: até que ponto parece melhor ou pior no que diz respeito ao meu ego.

Se eu me livro disso em relação a mim, então eu não vejo você; você desaparece da minha vista. O que acontece? Acontece que o mundo não existe. Eu só vejo um vácuo absoluto.

Isto significa que o estado corrigido implica falta de inveja em mim e em todos os outros estados com relação às outras pessoas e à humanidade. Nesse caso, eu começo a entender que não há ninguém e que tudo desaparece. Então eu tenho que encontrar um atributo totalmente novo que me permite ver o que realmente existe.

Acontece que se o meu ego é anulado, toda a imagem do mundo é anulada e o mundo não existe. Então, o que existe? Não há nada, exceto o atributo de doação. Mas como eu posso percebê-lo? Eu começo a mudar a mim mesmo de acordo com este atributo de doação e, na mesma medida em que não sou compatível com ele, eu começo a ver as diferenças e vice-versa; na medida em que sou compatível com ele, eu começo a sentir este atributo, pois foi criado um contraste. Acontece que a parte do mundo em que eu não sou compatível com o atributo de doação é, por enquanto, ainda eu, e a parte do mundo em que eu sou compatível com o atributo de doação, é o Criador. Então, eu e o Criador aparecemos e não há ninguém além de nós.

Quando eu atinjo gradualmente a correção integral, é como se eu desaparecesse e só o meu sentimento de um único Criador permanecesse. Assim, eu alcanço o reconhecimento de que “não há outro além Dele”.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 04/03/13

Regras Espirituais Difíceis

Dr. Michael LaitmanA Torá, Êxodo 20:13 “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”.

“O teu próximo” é o meu amigo, e juntos nós trabalhamos em doação mútua, e eu tenho que ser totalmente honesto com ele. Na mesma medida, “o teu próximo” também é o Criador e o professor. Isso significa que esses três fatores são essenciais para moldar o meu crescimento espiritual.

Ao mesmo tempo, eles devem sempre parecer perfeitos para mim e que eu sou o único que não é perfeito. Isto é como eu sempre deveria me ver, uma vez que esta é a única maneira de eu ver o que mais precisa ser corrigido.

Esta é apenas uma orientação psicológica. Eu chego a um estado onde vejo que todo mundo está corrigido e que eu não estou; tudo isso de forma precisa e gradual, através do exercício constante. Tudo o que eu vejo ao meu redor como negativo está tudo dentro de mim, e tudo ao meu redor é o mundo de plenitude infinita. Assim, não há nada para corrigir, exceto eu.

Pergunta: Estes exercícios devem ser do mais fácil para o mais difícil, de um amigo próximo a um professor e assim por diante até o mundo inteiro? Afinal, é impossível lidar com o mundo inteiro.

Resposta: Sim, é um sistema complexo que é muito diferente, e com o qual é difícil de trabalhar. Só depois que a pessoa passa por todos os estados no que diz respeito ao amigo, o professor, e ao Criador, ela pode trabalhar com o mundo. Lá, as relações são mais complicadas, mas, de qualquer forma, todas elas se resumem à mesma coisa, com uma única exceção. Se alguém chega para “matar” você, o que significa que impede totalmente que você seja capaz de corrigir a si mesmo, então você deve matá-lo primeiro. Esta é a lei!

Não há tempo para pensar, “Isso é bom ou ruim? Devo ou não devo?”. Quando alguém vem para brigar com você, você deve responder da mesma forma. Estas são regras muito claras. Neste caso, o “assassinato” é a sua correção coletiva, tanto para ele quanto para você, pois é muito complicado matar uma pessoa quando você a justifica.

É uma ação difícil. É a correção de uma grande quebra psicológica, um momento trágico, quando, a fim de matá-lo, você deve matar a si mesmo espiritualmente.

Isto significa que é um problema muito grave! É uma correção mútua, pois você começa a aceitar cada pessoa como uma réplica de si mesmo, e é como se você matasse a si mesmo. É necessário abordar esta questão de forma gradual, experimentando tudo enquanto avança com os amigos, o professor, o Criador, e só então é possível aproximar-se deste estado.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 04/03/13

O Mandamento Mais Elusivo

Dr. Michael LaitmanA Torá, Êxodo 20:03-20:05: Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, ou que nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; tu não te curvarás diante delas, nem as servirás, porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que Me odeiam, e uso de misericórdia até milhares de gerações dos que Me amam e guardam os Meus mandamentos.

Mandamentos são considerados a base de todo o código humano de toda a existência humana. Eles são reconhecidos por todas as religiões, por todas as sociedades, e servem como base para uma vida social. No entanto, na Cabalá, eles têm um significado totalmente diferente.

Em outras palavras: “Eu sou o Único! Eu sou Incorpóreo! Eu não posso ser representado, imaginado ou entendido! Eu não lhe dou nenhuma dica de quem Eu sou! Eu não posso ser colocado no bolso, no canto, ou pendurado na parede. É impossível fazer um amuleto de Mim, nem posso ser moldado como uma espécie de sinal! Nada disso é possível”!

Os seres humanos são bastante diferentes. Uma criança pega um brinquedo e não o joga fora por um mês ou dois. Isso a acalma.

Uma pessoa vai a um templo, ora, confessa, e se acalma. Tudo vai ficar bem! Para todos, é um medicamento, remédio, para resolver as suas preocupações, a prevenção de vários problemas sociais, familiar e outros problemas.

Nós não temos nada de concreto aqui. Se imaginá-Lo é impossível, ou seja, que não há ninguém a quem apelar, este é um grande problema. Será que isso se traduz no fato de que Deus não existe para uma pessoa normal que vive neste mundo? Nós somos incapazes de visualizá-Lo ou senti-Lo. Ele é uma propriedade de doação abstrata, algo disforme que preenche tudo e, ao mesmo tempo, nada. Que sensores nos permitirão revela-Lo? Nós devemos começar a senti-lo de uma forma ou de outra. No entanto, não há nada que nos rodeia.

Nós simplesmente não podemos imaginar que o Senhor, o poder superior, tal como descrito na Torá, nem podemos estabelecer contato com essa força. A fim de permanecer em contato com Ele, nós devemos nos agarrar em alguma coisa, apelar para alguém, e retratá-Lo de alguma forma.

Pergunta: Por que esses “fios” são cortados de nós? É como se estivéssemos flutuando no ar. Por que é assim?

Resposta: É porque temos que encontrá-Lo num nível completamente diferente. Nós devemos subir ao Seu grau. Então, vamos sentir algo que não tínhamos percebido antes e definir as coisas que anteriormente éramos incapazes de compreender. Isso vai se tornar possível porque vamos adquirir um novo conjunto de sensores que são chamados de cinco Sefirot.

Antes de conseguir isso, não existe tal coisa como “Deus” para nós. Não há nada! Claro, não é a natureza que nos torce, nos puxa pela frente, e brinca com a gente, nos obriga a continuar vivendo, a gerar alguém, controla o nosso comportamento em nosso ambiente e na sociedade, e, em seguida, nos enterra no chão. É isso aí.

Eu estou exagerando tudo, mostrando que as pessoas não têm nenhuma conexão com o Criador ou com a Torá. É por isso que se diz que a Torá é perfeita, já que ninguém jamais a tocou, sequer uma vez.

A Torá é um ensinamento, é um mecanismo espiritual que está totalmente desconectado dos seres humanos. O fato de que nós a escolhemos como a fonte de nossas belas regras e leis jurídicas é muito reconfortante. Sem ela, seríamos apenas bárbaros.

No entanto, eu quero enfatizar que essas regras e leis não têm nada em comum com o a autêntica Torá. Nós devemos entender que o poder da Torá, sua veracidade e o próprio cerne da questão não se referem às regras ou leis. Não importa o que estamos fazendo neste mundo. Em vez disso, o que importa é se conseguimos subir ao próximo nível, onde o Criador se revela a nós. Para isso, não precisamos que Ele seja observável ou apareça como uma imagem ou um fenômeno. Nossa consciência se eleva a um nível tal que não precisamos mais de quaisquer imagens, já que conseguimos sair de nós mesmos.

Isso explica por que o mandamento: “Não terás outros deuses diante de mim”, vem em primeiro lugar, por que ele é considerado um grande mandamento, e por isso ele precede todos os outros. Cada mandamento seguinte (a ordem não é aleatória, pois eles são organizados de certa maneira) delineia a execução deste mandamento principal.

Se a pessoa não consegue observar esse mandamento, todos os outros mandamentos não valem nada. Eles não nos levam à meta. Nós devemos sempre ter em mente este mandamento primário. Para isso, nós devemos cumprir todos os outros mandamentos.

De KabTV “Mistérios do Livro Eterno” 25/02/13

Enganando O Criador

Pergunta: Se o mandamento: “Não tomar o nome de Deus em vão” simboliza que é proibido tirar proveito do Criador para os nossos objetivos egoístas, então se verifica que toda a loucura religiosa em prol do Criador que teve lugar durante a nossa evolução histórica apenas distância a humanidade Dele?

Resposta: Sim, mas essa distância é necessária, a fim de levar a humanidade a um beco sem saída e ao reconhecimento do mal para vir para o reconhecimento do bem. Caso contrário, nós não aprendemos. A única coisa que podemos fazer com antecedência é ver cognitivamente o “beco sem saída” como se já estivéssemos emperrados e entendermos que é preciso mudar a direção.

Acho força dentro de mim, mesmo sem chegar a um beco sem saída, para mudar o movimento, mesmo que seja contra a minha vontade, contra os meus desejos. Assim, o reconhecimento do estado que é criado é essencial como se eu estivesse realmente em um beco sem saída, caso contrário, não terei força para mudar a direção. [Leia mais →]