Textos na Categoria 'Torá'

As Diferenças Entre Os Níveis De Realização

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Mishpatim), 22:19: Todo aquele que se deitar com animal, certamente será morto.

A realização do mundo superior é apenas pela conexão de duas partes: masculina e feminina. A parte masculina é o meio, a intenção a fim de doar, e a parte feminina é o desejo de receber. Elas devem se conectar em determinados níveis numa certa combinação entre si. Não é que apenas qualquer parte masculina possa tomar qualquer parte feminina. Na verdade, existem certas condições de como elas devem se conectar e combinar, e até que ponto são compatíveis.

A parte masculina, especialmente, não pode combinar com a parte bestial e a parte bestial não pode combinar com a parte feminina. É impossível, já que a diferença entre os níveis é tão grande que não vai levar a nada. É como as diferenças entre os Reshimot (genes espirituais). Em outras palavras, o que não pode avançar espiritualmente deve ser executado, uma vez que tal conexão entre as pessoas e os animais não é natural.

Pergunta: O que leva uma pessoa a se deitar com um animal?

Resposta: Em nosso mundo é um desequilíbrio hormonal ou um desvio. Às vezes é inclusive típico de certas culturas.

Do ponto de vista espiritual, na interioridade da pessoa, é a conexão com a parte bestial de Malchut que ainda não está pronta, que está no terceiro nível de desenvolvimento. Nós somos formados da natureza inanimada, vegetal, animal e humana. A linha masculina e a linha feminina devem se conectar no nível humano, e não no nível humano com o nível animal. Este tipo de conexão não vai levar a nenhum avanço espiritual. É o vaso errado.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 27/05/13

Pois Um Homem Justo Cairá Sete Vezes, E Se Levantará Novamente

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Mishpatim), 22:20: Quem oferecer sacrifício aos deuses, e não unicamente ao Senhor, será destruído.

Sacrifício, Korban (decorrente da raiz hebraica “aproximar-se”), significa que eu sacrifico meu ego para me elevar acima dele. Se eu fizer isso para alcançar o atributo de doação, isso me ajuda a avançar. Se for o contrário e eu fizer isso para receber, é chamado de paganismo e por isso é proibido.

Pergunta: Por que eu me comporto dessa forma, se é proibido?

Resposta: Você faz isso porque com isso recebe prazer egoísta. Uma pessoa pode tropeçar e fazer algo errado em todos os níveis, uma vez que tem que ser o seu livre arbítrio. Tropeçar significa que ela só tropeça, mas não cai. Isto significa que a queda é relativa: eu sou jogado do nível que estou para que possa aprender e subir ainda mais, ou de modo que eu caia como resultado do meu próprio ato. Esta é uma queda intencional.

Diz-se: “Pois um homem justo cairá sete vezes, e se levantará novamente” (Provérbios 24:16). Quando uma pessoa avança persistentemente, ela é chamada de justo. Ela vai continuar caindo e levantando, descendo e subindo, já que recebe uma rasteira de propósito para que aprenda a avançar. Se ela prepara a queda com antecedência, por si mesma, ela não pode avançar.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 27/05/13

Aprovar Abundância Para Os Outros

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”: “Aí vem a afirmação de Hillel ao estrangeiro que veio até ele e pediu para ser convertido, como se diz na Gemarah, Quando ele veio até Hillel, para que este lhe ensinasse toda a Torá enquanto estava num pé, Hillel respondeu: “O que é odioso para você, não faça ao seu próximo: essa é toda a Torá, enquanto o resto é comentário; vá e a aprenda”.

Termos e conceitos Cabalísticos são diferentes daqueles comumente usados. O “não judeu” é aquele que age por si mesmo. A pessoa que não é um “judeu” (Yehudi em hebraico), e é referida como “não judeu” ou “nações do mundo”, é alguém que não busca a unidade (Yehud). A categoria de “Israel” (ישראל) inclui apenas aqueles que se dirigem “direto ao Criador” (Yashar-El – ישר – אל), à doação, que se dirigem a amar os outros como amam a si mesmos, à unificação, à solidariedade, à união, à garantia, e todo o resto que caracteriza a nossa comunidade e coesão. Afinal, é o amor pelos outros que nos permite alcançar o amor do Criador.

Se uma pessoa quer subir ao degrau de doação, o nível do amor aos outros (ao próximo), porque este vai lhe trazer adesão com o Criador, isso significa que ela quer ser um judeu, transformar o seu desejo de receber por autosatisfação num desejo de receber para doar. Assim, tudo é muito simples: tornar-se um judeu significa corrigir seu egoísmo. Isso é o que o método requer de nós. E Hillel resumiu-o em poucas palavras: “Não faça aos outros o que não você não gostaria que fizessem com você”. Diz-se também que o estrangeiro primeiro se aproximou de outro sábio, Shammai, com um pedido para ensiná-lo a amar os outros como ele amava a si mesmo. Mas Shammai rejeitou, porque não se conseguiu imediatamente “saltar” para o degrau do amor aos outros. Neste caso, Shammai representa a linha esquerda, a Luz de Hochma, as propriedades de julgamento, enquanto que Hillel representa a linha direita, a Luz de Hassadim, a propriedade de misericórdia.

Isto implica que o princípio de “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você” significa doar a fim de doar, ou misericórdia. No entanto, a misericórdia contém pelo menos duas facetas: proibição e obrigação.

  • Quanto à proibição, eu devo constantemente discernir minhas ações: eu iria sofrer se isso fosse feito para mim? Se sim, então eu definitivamente não vou fazê-lo para o outro.
  • Por outro lado, se eu percebesse que poderia ganhar com a ajuda dos outros, eu deveria oferecer esse tipo de ajuda a eles? Acontece que o princípio “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você”, na verdade, me obriga a começar a trabalhar pelo bem dos outros, a mudar todas as minhas ações para a doação. Caso contrário, eu estou privando outro de uma chance de receber algo de bom. E não importa que eu não produza este bem e não o crie a partir do meu desejo, de acordo com o princípio do “amar os outros como você ama a si mesmo”. Neste caso, eu não acumulo a força de doação a fim de dá-la aos outros. Mas se eu perceber que posso evitar o “déficit” em outros, sou obrigado a evitá-lo, e isso também é devido ao princípio de “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você”.

Assim, protegendo os outros do mal e ajudando-os a fazer o bem, eu começo a me mover em direção a atos reais de doação. O princípio de Hillel me ensina a pensar e até mesmo a agir nessa direção, mas, até agora, não por minha própria iniciativa. Eu interpreto o papel de um fator positivo (+) diante do fator negativo (-) dos outros. Meu “mais” pode entrar em seu “menos”, mas somente se houver um “bloco” de contato especial no meio. Esse “bloco” depende de mim: eu é que “aprovo” (OK) sua inclusão.

Então, como faço para dar um “OK”? Para fazê-lo, eu ainda não estou agindo a partir do meu desejo, mas já estou me inclinando em direção às respostas positivas e estimulantes. É como se eu estivesse dando um “sinal verde” para que o outro receba o bem de cima. Assim, o princípio de Hillel me ensina como agir a fim de doar, mas, até agora, de forma passiva. Ainda não se supõe que eu realize correções no meu desejo de receber.

Aqui está um exemplo: ontem você perdeu um cheque na rua e eu o encontrei e trouxe para você. Desta forma, eu não fiz a você o que não gostaria que fizessem para mim. Mas isso pode ser considerado um verdadeiro ato de doação? Afinal de contas, eu contribuí para você receber o valor escrito no cheque.

Na verdade, o princípio de Hillel implica prevenir não só os outros de problemas, mas também promover o seu bem. Porém, a ajuda não deriva do meu desejo corrigido que se transformou num “gerador de bem” e sabe como distribuí-lo aos outros. Eu ainda não transformei, mas apenas ajudei a abundância a passar da sua fonte até o “consumidor”, ao destino. Fui eu quem colocou este mecanismo (V) em movimento, que “abriu a torneira”.

Portanto, o meu papel aqui não é entregar a abundância, mas aprovar a sua entrega, a “transação”. Isso é o que eu determino: se a “torneira” vai abrir ou não.

Pergunta: Como eu faço para abrir essa “torneira” no meu Grupo de Dez?

Resposta: Ao participar. Eu apelo por toda a Luz que Corrige. E isso se manifesta na minha garantia.

Pergunta: A ação em si é clara, mas como eu a aceito mentalmente? Afinal de contas, eu estou sempre cheio de descontentamento.

Resposta: Em pensamento, eu já sou bom para os outros, porque eu queria a mesma atitude para eles. Eu penso o bem deles, mas ainda não sinto que isso me dói de qualquer forma; isso não pisa no meu ego já que não estou trabalhando com ele e não me ocupo dele.

Claro, eu sinto inveja, ódio, e estou impulsionado por paixões e vaidade. Aprovar o bem aos outros é contra o meu ego. Pelo contrário, eu gostaria que todos tivessem menos do que eu.

No entanto, isso não faz mal nem diminui meus “ativos fixos” e, portanto, eu estou disposto a concordar que o outro receba o que tem direito. Afinal, ninguém está ameaçando a minha propriedade ou tirando o que é meu.

Por outro lado, se eu estou trabalhando não apenas com a misericórdia, mas com a intenção de doar, eu estou afastando algo de mim e dando ao outro. Isso não está sujeito ao princípio da Hillel; aqui, nós estamos falando sobre a “retirada da minha conta”, de acordo com o princípio “Ame os outros como você a si mesmo”. Ao querer “devorar” o mundo inteiro, eu ofereço este mundo aos outros “numa bandeja de ouro”, anulando meu interesse, minhas aquisições.

Hoje, toda a humanidade encontra-se na posição do não judeu que se aproximou de Hillel. Quer se goste ou não, não há outra saída a não ser mudar para o princípio do “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você”. Nós estamos enfrentando esta regra de Hillel, antes da fase intermediária, sem a qual não podemos alcançar o verdadeiro amor pelos outros. “Não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você”. Nesta frase está toda a nossa correção.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/13, Escritos do Baal HaSulam

O Suborno Cega Os Olhos Dos Sábios

Dr. Michael LaitmanDiz-se: “Não aceite suborno, pois o suborno cega os olhos dos sábios, e perverte as palavras dos justos”. Digamos que aconteceu que nos corrigimos e nos tornamos iguais aos outros. Digamos que ainda conseguimos revelar o Criador dentro de nossa conexão com os amigos. No entanto, quando alcançamos o próximo nível, o nosso egoísmo “salta”. O nosso ego nos oferece “um suborno”, sussurrando em nossos ouvidos: você é superior aos outros, você é mais forte do que eles, você pode fazer algo que ninguém mais pode fazer, e você é a visão do futuro!

É importante que entendamos que neste momento o nosso egoísmo nos oferece dois tipos de preenchimento: riqueza e visão, ou seja, o preenchimento do coração (egoísmo) e o preenchimento da mente. É como se, de repente, subíssemos acima do nosso ambiente. Conforme a nossa elevação, nós recebemos a oportunidade de “amar nossos próximos”, pois “amar nossos próximos” compensa a nossa elevação acima deles. Se rejeitarmos o suborno, não vamos crescer.

As faixas de “ferramentas” que estamos usando expandem a riqueza e o conhecimento. Se nós não trabalharmos com essas novas ferramentas, como vamos crescer? Nós devemos usá-las! Ao mesmo tempo, com a ajuda da riqueza e do conhecimento adicional, ficamos obrigados a amar os nossos próximos. Neste momento, os nossos próximos tornam-se cruciais para nós. Nós devemos fazer tudo em nosso poder para eles como se cuidássemos do nosso bebê.

Pergunta: Portanto, isso significa que, se a pessoa consegue fazer um enorme avanço no conhecimento e adquire a capacidade de governar as massas, ele deve transformar esse conhecimento em amor?

Resposta: É um trabalho tremendo! É algo que o rei Davi descreveu em seus Salmos. Ele estava em guerra por toda a sua vida. O poder que foi dado a ele, ele cobriu com amor. Ele cumpriu sua missão para com o seu povo de forma diferente, não como qualquer outro rei. Um rei é aquele que é o mais amoroso; caso contrário, ele não é um rei. É chamado de “Reis de Israel”. “O Reino” significa Malchut.

De Kab TV “Mistérios do Livro Eterno”, 24/05/13

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Violar A Lei Do Equilíbrio Espiritual

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo”, Mishpatim, 23:20-22: “Eis que envio um anjo à frente de vocês para protegê-los por todo o caminho e fazê-los chegar ao lugar que preparei. Prestem atenção e ouçam o que ele diz. Não se rebelem contra ele, pois ele não perdoará as suas transgres­sões, pois nele está o Meu nome. Se vocês ouvirem atentamente o que ele disser e fizerem tudo o que Lhes ordeno, serei inimigo dos seus inimigos, e adversário dos seus adversários.

Um “anjo” é uma força que desenvolve uma pessoa; ela pode nos empurrar por trás ou nos puxar pela frente. Toda a humanidade, de geração em geração, é desenvolvida com a ajuda desta força. Ela funciona desde dentro. Qualquer força da natureza é chamada de anjo.

Prestem atenção e ouçam o que ele diz signfica que a pessoa deve manter a força que a faz crescer e deve analisar cada metamorfose no caminho do seu desenvolvimento. É importante refletir sobre essas coisas porque você não pode ir contra a lei do progresso, pelo contrário, você deve estudá-la e vivenciá-la. Não quebre esta lei ou ela vai quebrar você.

Nós já vimos o que acontece se não dermos ouvidos à natureza e fizermos o que quisermos. O que ganhamos no final? Como está escrito, pois ele não perdoará as suas transgres­sões, pois nele está o Meu nome; esta ameaça se torna realidade.

Não muito tempo atrás, nós estávamos em Krasnoyarsk. Moradores nos contaram uma história sobre um desastre no rio Yenisei junto à estação hidroelétrica de Krasnoyarsk. Peixes batiam contra a barragem que foi construída ao longo do rio. Eles não podiam chegar ao local de desova e, como resultado, morriam. A catástrofe ecológica é exacerbada.

Os mesmos problemas existem em muitos países. Estações hidrelétricas devastam vastos recursos naturais. Tudo se torna danificado: os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza.

A mesma situação ocorre com manadas de veados que migram em um caminho rígido. No caminho, elas se deparam com um sistema de oleodutos. Os líderes do rebanho tropeçam nos enormes tubos e caem. Aqueles que os seguem pisam nos da frente e os matam. Nada pode ajudá-los! Tentativas de ensinar veados a seguir rotas alternativas, derramando sal (visto que veados gostam de sal) e colocando seus alimentos favoritos, não funcionam.

Nós simplesmente não entendemos que a natureza tem leis rígidas. Nós as violamos o tempo todo. É por isso que devemos entender a frase “pois ele não perdoará as suas transgres­sões, pois nele está o Meu nome” como um mandamento ecológico.

A natureza é integral! Nós só podemos obter dela tanto o quanto nossos corpos materiais precisam para manter uma vida normal e sensata. É isso aí!

Decisões para a construção de vários objetos industriais devem se basear na observância das leis da natureza (a lei do equilíbrio espiritual), já que o nosso ecossistema é uma parte de um equilíbrio espiritual geral.

Se tratássemos tudo ao nosso redor com amor, automaticamente tomaríamos decisões corretas! Inevitavelmente! Assim, não estragaríamos nada. Nós estamos proibidos de agir sem amor, uma vez que isso resultaria numa queda desastrosa para nós.

Tão logo a escala do relógio sai do equilíbrio e se inclina para um lado para satisfazer os interesses egoístas humanos, problemas ecológicos surgem. É por isso que nós devemos estudar as leis da natureza e observá-las no nosso nível. Nós devemos copiar as leis dos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza e aplicá-las ao nível falante. Assim, nós vamos construir o mundo superior.

De Kab TV “Segredos do Livro Eterno” 24/05/13

Compensação Através Do Amor

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo”, Mishpatim, 23:08: Não aceitarás suborno, pois o suborno cega até os que têm vista, e corrompe as palavras dos justos.

Isso é relevante no que diz respeito a todos hoje, desde simples operários até chefes de Estado.

Do ponto de vista espiritual, “subornar” significa tentar uma pessoa através de seu ego. Cada preenchimento que o nosso ego recebe é chamado de aceitar um suborno.

Pergunta: Então, verifica-se que todos nós somos subornados neste mundo.

Resposta: Não subornados, mas ladrões. Uma pessoa subornada recebe algo que não merece, mas ela não toma dos outros à força. Nós somos ladrões, uma vez que roubamos dos outros, às vezes à força. Nós ainda podemos ser chamados de ladrões, apesar de não sentirmos isso, uma vez que é o comportamento padrão para nós.

Acontece que todas as leis deste mundo são leis de ladrões, já que o mundo inteiro é baseado no ego. É assim que o ego funciona. Nós não estamos falando sobre o fato de que uma pessoa encontra um milhão de dólares na rua e não devolve o dinheiro, mas sobre o fato de que nós conscientemente roubamos e desfrutamos do roubo.

Não se trata apenas de recepção, mas, como está escrito: “Água roubada é doce”. Lembre-se da história sobre a princesa italiana que se senta na varanda num dia quente de verão, tomando sorvete, dizendo: “Eu gostaria que isso fosse um pouco proibido também!”. Isso significa que o sentimento de roubo adoça o ego, já que isso é o que nós consideramos doce.

Se for apenas comida, se eu sinto vontade, eu apenas a tomo. No entanto, quando eu tomo o que pertence aos outros, intencionalmente e sem autorização, então é uma sensação totalmente diferente! Se eu só tomo alguma coisa, não há nada de especial nisso, mas se eu roubo, eu subo acima de todos. Eu devo sentir um vazio que é criado neles por isso e seu preenchimento dentro de mim. Assim, eu subo acima deles, e o ego se sente superior.

Arkadi Raikin (um comediante russo durante o regime soviético) costumava dizer: “Se você não deixar certa deficiência, os fiscais do imposto de renda simplesmente permanecerão engenheiros”, o que significa que deve haver certo prazer em ser superior.

A maior superioridade é, sem dúvida, ser mais inteligente, mais sábio do que os outros. Sentir-se superior é uma coisa terrível na espiritualidade, e só o amor pode corrigir isso.

Quando você cuida de outros, como crianças pequenas, eles realmente são menores do que você, mas você deve cobrir a sua atitude em relação a eles com amor. Então eles não são menores mais, mas sim maiores do que você, pois você depende deles, e eles parecem maiores do que você, como um bebê parece em relação aos seus pais.

Pergunta: No entanto, a sensação de que você é mais esperto do que o bebê ainda permanece.

Resposta: Não faz diferença! Visto que ele controla a sua mente, você é grande, forte e inteligente, e, se ele chora, você o busca e o leva para o lugar que ele aponta, o que significa que você é o seu servo. Assim, você compensa a sua superioridade.

Esses estados podem ser entre um professor e seus alunos, ou entre amigos, pois as pessoas são diferentes. Nós devemos sempre manter o equilíbrio e compensar qualquer sentimento de superioridade com amor.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/05/13

Criando Um Modelo Do Mundo Superior Em Mim

Uma das seções da Torá lida no sábado é chamada de “Truma“, que significa “doações” em hebraico. Este termo tem um significado completamente diferente no trabalho espiritual e significa a elevação do Criador.

Esta seção descreve como o Templo foi construído, em grande detalhe. É devido a que tudo é construído de acordo com a forma das Sefirot, que são as conexões no mundo superior, no sistema que nos controla e que está além dos limites de nossas sensações.

O mundo superior penetra através de toda a criação e assim a Torá descreve todas as conexões, as relações mútuas e suas fórmulas. Não são apenas fórmulas, mas uma rede de fórmulas. É muito difícil transmitir isso, pois não há um sistema matemático semelhante em nosso mundo e nós não lidamos com esses problemas. Apenas alguns deles são resolvidos individualmente.

Mas quando lidamos com sistemas analógicos em que existem infinitas opções de diferentes conexões que estão fechadas para tudo, que tudo está conectado, então nós não somos capazes de resolver estes problemas. Nós não podemos perceber tal rede, nem em nossa mente, nem em nossos sentimentos, e reter tudo simultaneamente. Temos que ser criados dessa forma, internamente, a fim de sentir que há o mesmo sistema do lado de fora. [Leia mais →]

Um Servo No Templo

A Torá, “Êxodo”, 25:1-25:4: “E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, que eles me forneçam uma oferenda, de cada homem cujo coração o faz disposto tomareis-a. E esta é a oferenda que tomareis deles: ouro, e prata, e bronze, e azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabra.”

Pergunta: Até agora os mandamentos da Torá eram rigorosos. De repente, ele diz que agora “de todo homem cujo coração o faz disposto”?

Resposta: Trata-se de livre arbítrio.

Há mandamentos claros e precisos de proibições, “não faça”, que todos devem preservar, a fim de ser minimamente adaptados à Divindade, desde que, caso contrário, eles não podem ser chamados de Adam (semelhantes ao superior).

Há, ainda, um sistema superior que sempre analisa os comandos e nos controla. Uma pessoa pode assemelhar-se este sistema quando ela executa as correções iniciais. Esta é uma pré-condição. Então, ela pode continuar a adaptar-se ao sistema superior da Divindade, o que significa formá-lo dentro de si.

Ele realmente existe para essas pessoas, que são chamadas de levitas, Cohens, etc. Elas são pessoas especiais que podem formar o Templo dentro delas.

Um servo no Templo é uma pessoa que se corrigiu e agora se assemelha e é igual a natureza geral, à força superior, ao Criador, e que trabalha internamente com esses atributos. Isso significa servir, e não há nada além disso. O Criador não precisa da nossa obediência, ou que nos sintamos impressionados por ele, ou que nós O sirvamos. Ele é absoluto! Precisamos disto, a fim de transcender a nós mesmos.

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Da KabTV: “Segredos do Livro Eterno” 29/7/13

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Mancada Espiritual – “A Sedução De Uma Virgem”

A Torá, “Êxodo “Mishpatim (Leis), 22:15-22:16: Se um homem seduzir uma virgem que não for prometida e se deitar com ela, ele deve fornecer-lhe um contrato de casamento como uma esposa.

Se o pai dela se recusa a consentir no casamento, ele deve pesar o dinheiro conforme o dote das virgens.

“Uma menina descomprometida” significa um desejo egoísta que não pode ser usado corretamente. É por isso que, em relação a esta pessoa, este seu desejo é considerado “uma virgem”, que não pode ser dele, e ele ainda seduz, recebe, assim, um certo prazer por realizar o desejo.

Ele é proibido de fazer isto visto que seu desejo é egoísta e não leva a doação. É por isso que se tem que pagar, o que significa, “reabastecer” a tela, a parte da ação que não tenha cometido ainda. [Leia mais →]