Textos na Categoria 'Torá'

A Passagem No Muro

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Ensino da Cabalá e sua Essência”:  De acordo com a potência acima mencionada na Torá, isto é, considerando a medida de Luz nela, é certo que a Torá deve ser dividida em graus, de acordo com a medida de Luz que a pessoa pode receber por estudá-la.

A “Torá” é o meio de correção do desejo primordial. A Luz, “algo a partir de algo”, criou o desejo como “algo a partir do nada” e desenvolve este desejo para corrigi-lo ao estado necessário. Assim, toda a influência da Luz sobre o desejo durante o seu desenvolvimento é chamada de “Torá”.

Assim, a “Tora” é o método de correcção do desejo até que ele atinja o estado requerido. Luzes individuais “sacodem” os vasos do desejo, os alinham, conectam e desconectam, e tudo isso é a Torá.

Nós estamos falando sobre isso e nos coordenar na medida em que somos capazes de envolver e atrair a Luz. A parte que atraímos é chamada de Torá para nós. Nós podemos atraí-la de acordo com uma das cincos camadas de desejo (fases de Aviut), de zero a quatro. Assim, a Torá está dividida em cinco partes para nós.

Ao estudá-la, nós podemos estudar as relações dos fragmentos quebrados. Hoje, nós observamos sua interação egoísta, pois eles dependem uns dos outros, mas sua conexão é ruim, e nós estudamos como conectá-los corretamente. Para isso, nós precisamos da Luz que Reforma, para criar um bom relacionamento com os vários desejos, partes da criação, e todas as interconexões entre as pessoas nos sistemas que elas construíram. Nós queremos que a Luz nos organize na conexão correta; caso contrário, todas as conquistas da humanidade vão acabar em fracasso.

É por isso que precisamos da sabedoria da Cabalá, o meio que nos permite atrair a Luz. Ela vai nos levar de volta à fonte, e assim, a Luz geral, o Criador, será revelada em nossos relacionamentos corretos.

Quando eu estou estudando, eu alinho todos esses componentes: movendo-os desde o estado quebrado até o corrigido, da crise à unidade, da recepção egoísta aos relacionamentos altruístas gerais, à conexão e garantia mútua. Assim, a conexão correta, o sistema correto, serão revelados para mim.

Além disso, eles são revelados em etapas. Se eu atuo apenas na primeira camada do desejo, eu revelo o “segredo” (SOD). A segunda camada mostra “alegoria” (Drush), a terceira é a “dica” (Remez), e a quarta camada é aquela em que todas as conexões estão corretamente alinhadas, e ela me revela o “significado simples” (Pshat), onde tudo é simples, aberto, revelado.

Assim, a Torá é o meio para a correção dos vasos. A correção do ser humano é a quarta fase (Behina Dalet), pois contém todas as anteriores. Quando o ser humano é corrigido, todos os outros níveis também são corrigidos: inanimado, vegetal e animal.

Portanto, tudo depende do estudo da Torá. Isso significa que eu quero aprender os componentes e conexões corretos entre os vasos de várias formas, os quais me levam ao sistema correto, verdadeiro, onde todos os desejos estão conectados uns com os outros em doação mútua. E isso faz com que seja possível para eu revelar o Criador.

Assim, devido à conexão de diferentes desejos e sua interação, por meio da doação mútua, eu revelo o Criador. Por quê? Porque nos desejos que estão conectados corretamente, nos Partzufim espirituais, nos “círculos” e “linhas retas”, TANTA (Ta’amim, Nekudot, Tagin e Otiot) se manifesta, todos os detalhes de percepção, todas as descobertas que vêm a mim da Luz. Assim, eu revelo o vaso e a Luz apoiando um ao outro, e isso me permite sentir, revelar, a raiz de acordo com o princípio “de Suas ações, vamos conhece-Lo”. Isso se expressa na Luz e no vaso, na estrutura de TANTA, HaVaYaH, e assim, é manifestada em nós.

Este é o propósito da criação. Na verdade, eu sou capaz de revela-Lo apenas por adesão, que eu chego no final. Eu revelo o Criador nos vasos corrigidos; o TANTA principal, HaVaYaH, é revelado, e por isso eu Lhe dou satisfação da mesma forma como Ele o faz. Devido a esta reciprocidade, nós chegamos à adesão, o estado final.

Na verdade, todas essas facetas estão muito próximas, e a principal coisa para nós é tentar conectá-las. A crise, os problemas atuais, os inimigos que estão contra nós, e o Criador que nos salva deles, todo o processo que atravessamos, nós temos que trazer tudo isso junto e vê-lo como um único sistema.

Por enquanto nós nos voltamos à Torá como o livro escrito por Moisés. Nela, ele descreveu e apresentou o próprio processo que está diante de nós. Diz-se que, em cada geração, a pessoa deve ver a si mesma como se saísse do Egito. A história toda até a crise atual pode ser comparada com os sete anos de saciedade. Em geral, ficamos satisfeitos com nosso desejo egoísta, o nosso desenvolvimento, o “sonho americano”, que parecia prestes a se tornar realidade. Competindo uns com os outros, nós esperávamos subir mais e mais, a ter mais e mais, reinar sobre a natureza…

Então, de repente, os sete anos de fome chegaram, as recompensas prometidas não foram satisfatórias, pelo contrário, nos humilharam e desprezaram. O trabalho acabou por ser muito difícil, como a escravidão. O desespero é crescente; gememos sob o jugo insuportável, e não encontramos saída. O mundo inteiro está “afundando” em crise, e, em essência, esses estados anunciam a fuga do Egito. Nós estamos chegando mais perto da realização do desamparo completo, e a única saída é mostrar às pessoas a porta para a espiritualidade. Esta é verdadeiramente uma passagem através do muro para um novo mundo. No entanto, a condição para passar por ele é que não podemos ver o muro. Vamos tentar…

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 19/11/13, Escritos do Baal HaSulam

A Arca da Aliança

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo”, 25:22: “Ali, sobre a tampa, no meio dos dois querubins que se encontram sobre a arca da aliança, eu me encontrarei com você e lhe darei todos os meus mandamentos destinados aos filhos de Israel”.

A Arca da Aliança é chamada de Aron Kodesh. É um armário bem acabado onde são mantidas as tábuas com os Dez Mandamentos. Em cima há dois querubins (anjos ou pássaros – Kruvim) que a cobrem com suas asas, e entre estas asas, a voz do Criador é ouvida.

Essa não é realmente uma descrição de alguns objetos físicos, mas de forças e propriedades espirituais. A sabedoria da Cabalá só fala do desejo, a única matéria existente na natureza.

A Arca, ou Aron Kodesh, simboliza os desejos corrigidos da pessoa.

A área superior que nós podemos corrigir é chamada de querubins (Kruvim), (decorrente da palavra “se aproximar” ou “ansiar” em hebraico – Leitkarev). A distância entre os querubins simboliza o desejo que visa e anseia constantemente para cima, para frente, para o próximo nível. Ele que chegar a este estado quando está totalmente voltado ao Criador. Portanto, é a partir da forma superior dos desejos que visam o Criador que, segundo a lei da equivalência de forma dos atributos do Criador e os atributos do ser criado, que uma pessoa ouve a voz do Criador. É lá que o seu apelo ao Criador entra em contato com Ele.

A construção da Arca é descrita na Torá e isso significa que nos é mostrado quais de desejos e de quais conexões entre eles nós devemos reunir de nós mesmos, de nossa alma.

Nós reunimos esses componentes e montamos todas as partes do desejo na ordem certa de forma consistente, e eles criam uma equivalência com o Criador. Portanto, a alma é chamada de Adam, que significa “assemelhar-se” em hebraico, aquele que se assemelha ao Criador. Este é o nosso trabalho ao longo da linha média, entre os querubins, a linha direita e a linha da esquerda, onde ocorre a revelação do Criador.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 12/08/13

Para Ver Um Anjo

Pergunta: Nós estudamos que os anjos são forças. Quando é que uma pessoa começa a senti-los interiormente de um modo claro?

Resposta: No mundo corpóreo, sentimos várias forças ligadas aos estados inanimado, vegetativo, animal e falante. Eles estão relacionados à gravidade, a fenômenos climatéricos, e a todo o mundo que nos rodeia.

Eles participam na vida humana através das influências positivas ou negativas contidas neles . Estas forças são chamadas de anjos. Portanto, quando nós lemos que três “homens” apareceram a Abraão, os anjos Rafael , Miguel e Gabriel, isto significa que ele discerniu estas forças dentro de si mesmo. Os anjos são as forças da nossa alma, e não alguém exterior. Algumas destas forças aparecem, algumas desaparecem, e as suas influências mudam constantemente.

Na verdade, não existe mais nada para além de os anjos nos vários níveis de desejo. Uma pessoa percebe-os e classifica-os com quais deles pode avançar com os quais não pode. O mesmo é observado no nosso mundo. Só que aqui, nós reconhecemos as formas externas das forças: vento, chuva, som, pessoas, animais, sensações internas, todos os quais são anjos.

Um Cabalista no nosso mundo não olha para o exterior dos fenômenos. Ele vê através deles o que o Criador lhe deseja mostrar e influenciá-lo. Por isso, ele concentra-se na essência interior do evento e no seu significado. Afinal de contas, através destes efeitos, o Criador está a falar connosco. O que Ele quer dizer?

Ele quer que nós unifiquemos as influências de todos os níveis, inanimado, vegetal, animal, e falante, e que os tragamos para o nosso coração para que nós o possamos sentir somente a Ele atrás de nós. Então, eles deixarão de ser um obstáculo que esconde por mais tempo o Criador.

Não Oprimirás O Estrangeiro

Dr. Michael LaitmanTorá, “Êxodo”, Mishpatim, 22:20: Não maltratem nem oprimam o estrangeiro, pois vocês foram estrangeiros na terra do Egito.

Mesmo quando mais e mais novos desejos em prol da recepção são descobertos em você que surgem na sua “terra” – ou seja, quando em seu estado corrigido, desejos surgem que você ainda não corrigiu – você não precisa varrê-los para longe, intencionalmente fazendo uma contração sobre eles e não os aceitando. Pelo contrário, é o oposto. Você precisa ajudá-los a se recuperar. Isto é o que é chamado de um “estrangeiro”.

Torá, “Êxodo”, Mishpatim, 22:21-22:23: Vocês não devem oprimir nenhuma viúva ou órfão. Se vocês o fizerem e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor. A minha ira se acenderá, e eu vou matar vocês com a espada, e vossas mulheres ficarão viúvas e seus filhos órfãos.

A “viúva” e o “órfão” são Kelim inacabados, vasos inacabados para o avanço, desejos completamente não corrigidos, onde nem mesmo a metade deles foi corrigida. Não há contato com eles para a ascensão.

“Vocês não devem oprimir” significa que, em qualquer caso, você não deve abandoná-los, mas sim sempre ajudar, a fim de conectar todos os desejos juntos. Isso se refere à pessoa conectando todos os seus desejos, suas intenções, suas características, dentro de si mesma num único conjunto que será chamado de alma, onde ela revela o mundo espiritual.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 27/05/13

Este É Sem Dúvida O Lugar Certo!

Dr. Michael LaitmanDiz-se: “Pois todos Me conhecerão, do menor ao maior”, (Jeremias 31:33). Isso significa que todos devem chegar ao final da correção.

É muito difícil cumprir isso, mas não há outra maneira. Todos os dias cada um de nossos amigos que estão no caminho espiritual executam determinadas ações espirituais de correção, em parte por seu próprio livre-arbítrio, e em parte a contragosto. No entanto, as pessoas ainda passam pelo processo de correção, em parte consciente, mas principalmente inconscientemente.

Eu não tenho dúvidas de que estou levando meus alunos corretamente e que eles nunca vão dizer que não entendem para onde eu os trouxe. Eles podem verificar as minhas recomendações, lendo as fontes com base nos escritos de outros professores, etc.

Pergunta: Você tinha alguma dúvida quando era um estudante?

Resposta: Não, eu cheguei à sabedoria da Cabalá sem ter dúvidas de que era a escolha certa. Eu imediatamente senti que o lugar que eu cheguei tinha tudo. Até então eu tinha atravessado um longo caminho de busca e já tinha visto um monte de estupidez e loucura.

É impossível encontrar qualquer coisa na ciência. Internamente, eu entendi que a filosofia é vazia. É tudo um absurdo e é totalmente limitado ao nosso mundo. Então eu pensei que poderia encontrar algo na religião, mas será que eu poderia?

Depois de estar em várias instituições religiosas, eu vi que algumas pessoas se ocupavam apenas com a observação das Mitzvot (mandamentos) físicas, sem alterar seus atributos internos. Então, qual é a razão? Outras liam Cabalá, mas não entendiam o que estavam lendo, pensando que bastava simplesmente se ocupar com a leitura. Isso significa que elas eram como as outras pessoas religiosas que observam todas as Mitzvot, mas leem também, e que não há nada mais do que isso. Portanto, e agora?

Então, quando eu ouvi uma explicação lógica, eu percebi que tinha encontrado um lugar que era, sem dúvida, certo: a reflexão mais séria, a direção precisa, com conexão total a todas as fontes!

Antes de encontrar o meu professor, eu li muitos livros: os escritos do Ari, o Talmude e a Torá. Eu sabia todas as Mitzvot e observava-as em parte. Então, quando eu cheguei ao Rabash eu já estava vivendo uma vida religiosa há cerca de cinco anos, porque, a fim de visitar as instituições religiosas eu tinha que olhar nesse sentido, pelo menos externamente. Além disso, eu acreditava que tinha que estar ligado às nossas raízes, já que o meu avô também era um homem muito religioso.

Mas quando eu cheguei ao Rabash, eu percebi que as condutas dessas pessoas são baseadas apenas nas fontes. Antes, eu também me cansei de ler Baal HaSulam, O Estudo das Dez Sefirot , O Livro do Zohar, que descreviam correções especiais, mas o que eu podia entender? Afinal de contas, eu nunca tinha visto esse conhecimento, essa extensão, tal penetração da conexão inanimada, vegetal, animal e humana.

Portanto, as pessoas que não entendem o que estudamos e o que falamos acham que é misticismo. Até hoje as pessoas não têm ideia do grande sistema com que estamos lidando.

Nós, no entanto, jogamos, fazemos malabarismo: este mundo, o outro mundo, como eles se conectam, como se integram, e como uma pessoa se sente neles. É como se todo esse volume estivesse diante de nós. Claro, isso ainda é teórico e abstrato para nós agora e não pode ser descrito; não é místico, mas teórico e abstrato. Nós trabalhamos com este volume de forças, de interações, atributos e conexões, enquanto que uma pessoa de fora tem que passar anos para entrar neste sistema.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 29/07/13

O Curso Das Partículas Brownianas

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 19: …todas as agonias do nosso mundo são apenas manifestações oferecidas aos nossos olhos para nos levar a revogar do corpo a Klipa má e assumir a forma completa do desejo de doar. É como nós já dissemos, que o caminho do sofrimento em si pode nos levar à forma desejada.

O nosso desejo corrupto tem que se desenvolver, isto é, mudar no curso da sua evolução. À medida que se desenvolve, ele luta por prazeres, enquanto esta busca não para de nos satisfazer. Agora, ao contrário, ela nos traz distúrbios e problemas.

As aflições variam. Parcialmente, elas acontecem porque o desejo é incapaz de satisfazer a si mesmo, o que ainda não é tão assustador. Além disso, o desejo sofre com seus próprios vícios. Em outras palavras, o desejo sofre não só porque experimenta uma falta de realização, mas também porque sente a falta de vitalidade. Uma coisa é quando não há abundância, mas é uma coisa totalmente diferente quando há uma deficiência de coisas essenciais. No final, isso conduz à morte.

A partir disso, nós vemos que o desejo pode estar precisamente direcionado para qualquer coisa. Os sofrimentos forçam as pessoas a fugir deles, isto é, os sofrimentos nos direcionam exatamente para onde deveríamos estar. Eles não definem o objetivo, mas simplesmente nos empurram para longe deles.

Mas há outro caminho, o caminho da Torá. Ele revela o propósito do homem, que define o objetivo sem lembranças dolorosas. O estado em que eu me sinto mal (o estado mal) me empurra para um lugar onde o sofrimento deixa de ser a principal força motriz. Eu me afasto dele a uma distância de, digamos, L 1. Eu paro lá e uma nova rodada de dor me afasta novamente para uma distância segura de L 2, apenas para parar os tormentos.

Esse tipo de movimento browniano (em suspensão) pode levar anos e gerações. É o caminho do sofrimento.

Por outro lado, no caminho da Torá, eu persigo a sua finalidade numa forma boa e pacífica, da forma mais rápida, através de 125 degraus.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 03/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar

Entre Duas Criações

Pergunta: O que são “mandamentos práticos “?

Resposta: Mandamentos práticos são correções que somos capazes de fazer hoje. Toda a Torá e os mandamentos são ações corretivas que são feitas com a ajuda da Luz .

Como está escrito : ” Eu criei a inclinação para o mal , Eu criei a Torá como tempero . ” A inclinação para o mal é o ” material”, o desejo egoísta. A ” Torá ” é o poder para a sua correção . Um homem , eu , devo ser posicionado entre elas.

Sou eu quem organiza a ligação entre a Torá e a inclinação para o mal . Como está escrito : “Aquele que atinge a Luz escondida na Torá pode ver com ela de uma ponta a outra do mundo. ” Eu sou o único que define o egoísmo como o mal e a Torá como tempero . O meu dever principal é iniciar o encontro do tempero para corrigir a inclinação para o mal , então eu construo todo o sistema, fazendo desta forma, mudando de uma inclinação para o mal para uma para o bem, o que significa que eu estou a seguir os mandamentos.

Há mandamentos práticos que é possível usá-los de imediato, e há mandamentos que ainda não estão disponíveis para nós. Em geral, é sobre a metodologia do cumprimento dos mandamentos ( ações corretivas ) , com a ajuda da Torá ( a Luz ) .

” Mandamento ” é a transição do mal para o bem, do receber para a doação, de intenção egoísta para a altruísta em cada desejo dado. É feito pela Luz. Assim, antes de mais nada, eu preciso identificar o mal com a ajuda da Luz da Torá. Então, eu vou ser capaz de fazer um pedido que me vai levar a uma boa inclinação .

Eu lido com todas as etapas deste caminho devido à Luz . ” Ama o teu próximo como a ti mesmo ” é a grande regra geral da Torá, a forma corrigida. A forma corrupta ( a má inclinação ) significa ódio contra nossos vizinhos. Portanto , a Torá não é um rolo de pergaminho que é mantido em uma estante especial, mas a Luz que Reforma .

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 12/07/12 , O Zohar

Combate Missão: Pegar E Não Largar

Pergunta: O texto de O Livro do Zohar, que lemos em sala de aula, descreve a abundância de estados. Como podemos organizá-los?

Resposta: Tu não precisas de organizá-los, não há necessidade de memorizar nada. Se durante a leitura estás um pouco ligado, sintonizado na frequência correta, é suficiente. Pensa apenas sobre a Luz que Reforma que vem do centro do grupo para que possas dar prazer ao Criador. Isso é tudo que precisas de saber.

Pergunta: E ainda assim, como é que os estados aparecem no caminho? Eles são gerados pelo meu desejo, um vaso?

Resposta: Não. Eu não crio nada, só vejo que a cada segundo, como um convidado, eu tenho a oportunidade mais eficaz para agradar o anfitrião. Eu continuamente aspiro a isso “mantendo o nariz para o vento”, e procurando esta oportunidade: Como posso implementá-la em intenção, pensamento e ação?

Nesse caso, é apenas as chances usadas por mim. Eu mesmo não consigo descobrir todas as opções, porque cada vez eu vejo um novo mundo diante de mim face às novas condições. Nada se repete e não sabemos nada com antecedência. Nosso caminho é mudança interminável, surpresas contínuas. As dez Sefirot são as mesmas, mas cada vez vêm com novas Reshimot.

Acontece que eu não escolho nada e aceito alegremente todos os estados como uma oportunidade para realizar a doação. Tudo é útil, subidas e descidas, as linhas direita e esquerda, quaisquer interações e conexões, neste caminho ondulante. Não importa o que muda e se prepara para mim, é melhor, porque eles me permitem descobrir quão verdadeiras são as minhas intenções, se eu posso manter e mesmo reforçar a aderência em qualquer pico ou vale, em qualquer curva.

O meu trabalho, na verdade, é muito simples: agarrar como um bulldog e não largar. Segurar a intenção apenas de estar ” focado” somente no Anfitrião, constantemente adaptando-se ao ambiente, aos estados. E mesmo que eu experimente altos e baixos, eu uso esses ” solavancos ” para segurar ainda mais forte.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/09/13, O Zohar

Um Templo No Coração De Uma Pessoa

A Torá, “Exodus ” , Truma, 25:8-25:9 : “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles. De acordo com tudo o que eu te mostro, o modelo do Mishkan e o padrão de todos os seus vasos, e assim deveis fazer.”

Um santuário é um desejo egoísta ardente que é corrigido de tal forma que já pode trabalhar oposto a si mesmo , a fim de doar ao Criador, quando o Criador é mais importante para do que ele próprio.. Isto determina o seu nível.

O “santuário ” existe em cada pessoa. Na verdade, é neste grão egoísta mais íntimo, na quarta parte do ego, que o santo dos santos é estabelecido, o grande desejo egoísta. Assim, o grande sacerdote que pode entrar no santuário é o maior egoísta.

Antes da destruição do Templo no santuário, as pessoas costumavam comprar um lugar no templo por grandes somas de dinheiro. O grande sacerdote costumava vender este lugar, pois não conseguia superar o seu ego, embora soubesse que ele iria morrer em Yom Kippur por causa disso. Isso só vem nos mostrar o quão grande era o seu ego.

Isso significa que o santo dos santos é o lugar dentro de uma pessoa em que o Criador é revelado. É o maior desejo egoísta que é corrigido e torna-se doação. É um ego incrível e incompreensível e, ao mesmo tempo, também o atributo de doação e amor em contraste com o ego.

Isto significa que existe um pequeno ponto branco no centro escuro do ego que ilumina a escuridão. Há também diferentes “estruturas” em torno dele: um pátio , uma tenda (santuário) , aros, etc.

Existem muitos desenhos sobre este assunto que foram feitos de acordo com o padrão dos mundos superiores. Atributos como sul, leste, norte e oeste são criados em nosso mundo de acordo com os atributos dos mundos superiores, como esta estrutura indica. Uma pessoa que consegue ler o desenho e traduzi-lo para seus próprios atributos pode imaginar como combinar suas forças, atributos e intenções, a fim de atingir um estado chamado de revelação do Criador, o que significa o lugar para a revelação do Criador.

De “Segredos do Livro Eterno” de KabTV 27/05/13

Um Lugar Para A Revelação Do Criador

Pergunta: (A Torá, “Exodus”, Truma, 25:10) Diz: “Eles farão uma arca de madeira de acácia, dois e meio côvados de comprimento …” Como é que tais desenhos são tão precisos? O que é o ouro de que a coroa de ouro fora do templo foi feita?

Resposta: Ele está falando sobre as dez principais Sefirot , cada um com seu próprio conjunto de dez Sefirot e depois mais dez Sefirot em cada, etc. É sobre como eles são divididos em certos atributos e discernimentos e a combinação das conexões entre eles.

Háa natureza inanimada, vegetativa e animada, e o homem – as partes que participam na semelhança ao Criador. Cada parte tem que ser feita de seus principais atributos. Um padre, por exemplo, tem de ser casado. Certos tipos de animais têm que ser kosher, o que significa que eles deverem ter sido cascos (separados) e ruminar.

Porque é que a arca de madeira de acácia ou cedro do Líbano, e por que é coberta com ouro, prata e cobre? Porque essas matérias específicas existem na natureza em sua forma natural na natureza, eles não precisam ser feitas artificialmente.

Eles são utilizados numa combinação particular, a criação de uma forma ou de outra. É porque não basta ter um determinado atributo, mas sim ter que mudá-lo e dar-lhe uma certa forma pela sua ação. Uma pessoa irritável e gananciosa, por exemplo, torna-se generosa e bondosa. Isto significa que devemos reunir todos os atributos corretamente, uma vez que cada um deve ser combinado de uma certa maneira com outros atributos. Assim, o lugar para a revelação do Criador é construído.

De “Segredos do Livro Eterno” de KabTV 29/07/13