Textos na Categoria 'Torá'

O Mais Teimoso E Mais Decidido

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Tzav” (Mandamento), artigo 16: “Ordena Aarão” venham coroar esse espírito de santidade acima, separem o espírito da impureza e rebaixem-no de Israel pelo desejo e oração, e dos sacerdotes no ato de sacrificar o sacrifício, cada um pelo que é apropriado a ele.

O sacerdote é a parte mais pesada e egoísta numa pessoa (o quinto nível), que ao se corrigir, atinge o patamar mais sublime.

A crença popular é que os sacerdotes têm o pior caráter, pois são rudes, rígidos e não têm sentimentos. Isso é porque quando o ego mais baixo é corrigido, ele atinge as maiores alturas na sua forma oposta.

O ego do sacerdote é invertido e sobe do nível mais baixo ao mais alto nível, e assim, o sacerdote pode ser o líder da nação, o guia espiritual. Estando em um nível mais elevado do que os outros de acordo com o seu ego, ele agora se torna maior do que todos os outros de acordo com o seu altruísmo.

Em geral, todos os Cabalistas são muito teimosos, pessoas grosseiras que trabalham em si mesmas só para mudar internamente e se parecer com o Criador. Isto não é visto por dentro, e na vida cotidiana eles são pessoas comuns. Todo o trabalho espiritual é escondido dos olhos de estranhos, e, portanto, é chamado de sabedoria oculta.

Quanto mais uma pessoa se desenvolve espiritualmente, mais dura, mais teimosa e obstinada ela se torna. A Luz Superior a sustenta neste estado e em todas as suas ações. Uma pessoa está num estado de esclarecimento em cada momento em sua vida sobre o que acontece com ela e como ela pode se dirigir para o caminho certo.

Ela primeiro esclarece isso, e depois classifica, queima, corta e mata suas intenções egoístas em quatro tipos de mortes e deixa apenas os desejos puros. Só então ela começa a corrigi-los, anexando-os às suas intenções altruístas. Em vez de pensar em si mesma, ela começa a pensar nos outros; em vez de se preocupar consigo mesma, ela se preocupa com os outros; em vez de amar a si mesma, ela começa a amar os outros. Assim, em cada situação na vida, ela coloca suas intenções através dos outros para o Criador.

Portanto, para os sacerdotes é a lei e decisão mais sublime, elevada, séria e espiritual.

De fora, parece que as decisões do sacerdote mudam constantemente, mas por dentro, ele se concentra num ponto. Mas, como o ego está constantemente balançando em direções diferentes, verifica-se que a pessoa parece estar andando em círculos no deserto do Sinai, até que ela o limpa completamente.

Ela não muda sua decisão inicial, mas apenas a sintoniza mais finamente, como um míssil que se corrige constantemente de acordo com o sistema que observa o seu voo, cada vez mudando o ângulo de seu voo e voltando para sua faixa inicial. Uma pessoa também pensa que há constantes mudanças dentro dela, enquanto o objetivo e a direção permanecem os mesmos. Esta é a sua futura adesão com o Criador, com o atributo de amor absoluto e doação, na unidade completa de todas as almas quebradas.

Se a pessoa constantemente visa isso, ela segue o caminho ideal.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 27/11/13

Guardiões Do Sistema Espiritual

Dr. Michael LaitmanA Torá nos diz como o homem, gradualmente, organiza o sistema espiritual em que a Luz e o desejo, que foram criados pelo Criador, se mesclam na conexão entre eles na medida em que Bina entra em Malchut, Malchut entra em Bina, e um sistema mútuo é formado.

Quando Malchut entra em Bina, ou seja, quando o desejo entra na Luz, ele gradualmente enfraquece a Luz, o que resulta no aparecimento de seus diferentes níveis. Quando Malchut recebe a Luz, ao mesmo tempo constrói todos os sistemas que irão ajudá-la a alcançar o nível da Luz no futuro.

A Torá descreve os quadros em que a Luz pode se espalhar através do desejo e o desejo pode se assemelhar à Luz.

Por exemplo, o que simbolizam as mortes de Nadav e Avihu, os filhos de Aarão?

Aarão é o grande sacerdote e simboliza um dos guardas do sistema da Providência, GAR de Bina, que não tem permissão de transmitir a Luz de Hochma através dele.

Os filhos de Aarão, Nadav e Avihu, que simbolizam os atributos desse sistema, queriam acrescentar a Luz de Hochma nele, mas não aguentaram e foram destruídos pela Luz. Ao mesmo tempo, não é a morte do sistema, mas a criação de um guardião, em que apenas a força da Luz que Aarão pode transmitir vai passar.

Isto é chamado de morte dos filhos de Aarão, o que significa não receber neste desejo, ignorar este guardião da Luz de Hochma, visto que uma Luz maior do que a Luz no nível de Aarão não pode passar abaixo disso.

Acontece que Aarão é um filtro que fecha a entrada da Luz para baixo, visto que o inferior não pode aceitar e percebê-la. Se alguém quiser ascender ao nível da Luz de Hochma, precisa ascender ao nível de Aarão.

Pergunta: Isso significa que não pode haver outra quebra?

Resposta: Isto não é uma quebra, mas uma adaptação da conexão entre a Luz e o desejo. Estas duas forças da criação devem estabelecer uma simbiose de ações mútuas entre si para filtrar corretamente a Luz e o desejo de cima e de baixo, a fim de permitir que as almas ascendam corretamente de baixo para cima, expandir, desenvolver e, portanto, ser preenchidas com a Luz.

Assim, Nadav e Avihu são sistemas criados especificamente para organizar as estruturas em que a Luz pode se espalhar dentro do desejo e pelas quais o desejo pode se assemelhar à Luz.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 19/03/14

Medicina De Um Nível Superior

Dr. Michael LaitmanComentário: Bilhões de pessoas têm estudado a Torá de diferentes formas (no Judaísmo, Cristianismo e Islamismo) há muito tempo e não conseguiram encontrar o caminho.

Resposta: Nós ainda não entendemos a singularidade dos vasos espirituais. Se eles não existem numa pessoa, ela não os imagina, compreende ou sente de forma alguma. Ninguém pode saltar acima do seu nível.

Nós podemos tentar explicar e ensinar isso a uma pessoa por 10 ou 20 anos, mas ela só será capaz de abrir seus ouvidos e coração para ouvir o que a Torá diz depois que uma Luz de cima, um espírito de cima, for revelado a ela. Mas a menos que a Luz superior e o espírito de cima sejam revelados a ela, ela é incapaz de ouvir qualquer coisa.

A diferença entre um animal e um ser humano está realmente em se o seu coração se abre para o que a Torá diz ou não. Isto só é possível pela ação da Luz.

Portanto, você pode procurar bilhões de pesquisadores e milhões de sofredores e ver que eles não podem alcançar nada. É como se você tivesse um milhão de vacas doentes. O sofrimento delas as ajudará a serem curadas de sua doença? Elas não serão capazes de superar ou se livrar disso por si mesmas. Só um ser humano pode salvá-las e curá-las, um especialista que sabe e que traz o remédio certo, ou seja, aquele que atrai a Luz.

Somente a partir de um nível superior é possível corrigir um estado que vemos em nossa vida e neste mundo. A menos que a Luz apareça e nos influencie, é impossível fazer qualquer coisa. Tudo o que podemos fazer é tratar as pessoas com paciência para gradualmente prepará-las para receber a Luz em seu nível.

A Luz aparece e funciona como a Luz que Retorna, de longe, como uma iluminação geral, e a pessoa adquire gradualmente uma mente e sentimentos. O ego, a inclinação ao mal, cresce dentro dela, ou seja, atributos que são opostos à Luz, a fim de destacar isso ainda mais.

Assim, nós não deveríamos ficar impressionados pelo fato de que nosso mundo está cheio de gente inteligente e ao mesmo tempo está em crise. A correção vem somente pela força superior e não podemos fazer isso sozinhos. A preparação para isso é a nossa única responsabilidade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/10/14, Escritos do Rabash

O Segredo Das Dez Tribos, Parte 6

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o povo alcançou o nível do Templo, como pode a memória de uma conexão tão elevada desaparecer de repente?

Resposta: O amor passa e o ódio vem. A força da Luz que sustenta esse estado altruísta, esta conexão, desaparece.

Ela foi atingida com a ajuda da Luz, e no momento em que esta deixa de iluminar, a descida e a queda são imediatas e não nos lembramos de nada, como se isso nunca tivesse existido.

Esta é a descida e a queda depois da destruição do Primeiro Templo. Primeiro começa o exílio babilônico e depois Nabucodonosor vem e leva as dez tribos, de modo que apenas duas tribos são deixadas.

Pergunta: Por que ele as leva? Por que essas dez tribos desapareceram?

Resposta: Isso, em princípio, será descoberto no futuro, mas, de qualquer forma, é essencial que elas se dissolvam totalmente na humanidade. Elas carregam sem saber o princípio do “ama teu amigo como a ti mesmo”, e elas vão voltar. Nestas centelhas foram semeadas as sementes do amor que foram plantadas na humanidade e vão se espalhar por toda a terra, bem como nos babilônios.

Pergunta: Portanto, novamente há um encontro entre Abraão e Nimrod com a Babilônia.

Resposta: Sim, mas não é o mesmo Abraão. Ele caiu ao nível da Babilônia e, portanto, eles podem se conectar a ele. É aí que reside o potencial espiritual nele que gradualmente leva ao desenvolvimento das pessoas e ao desenvolvimento das nações no nível corpóreo normal.

Não é apenas um processo técnico, mas também científico, artístico, pedagógico e literário. Em suma, isso afeta todos os processos da sociedade. As dez tribos colocam em movimento este processo, uma vez que após a queda do nível espiritual, elas ainda têm o desejo de avançar e se desenvolver. Assim, elas desenvolvem toda a humanidade.

Mas elas a desenvolvem de uma forma muito interessante. Nós podemos encontrá-las entre os grandes inquisidores, os grandes líderes religiosos, e entre os grandes cientistas que aparentemente não têm conexão alguma com os judeus. Nós apenas precisamos cavar um pouco mais fundo.

Os babilônios ainda existem de acordo com o princípio simples de “deixem-me viver em paz”. Permitam-me ligar meu aparelho de TV no meu apartamento e me deem algo de comer e pronto, eu não preciso de mais nada.

Esta é a Babilônia. No entanto, os estímulos de invocação que não vão deixar a pessoa chafurdar-se é o resultado das dez tribos que se espalham por todo o mundo.

Não pode ser de outra maneira. De onde surgirá o progresso se não de uma vontade que é visa ascender? A inclinação à ciência, à literatura, à arte e à autoexpressão também decorre do desejo de alcançar o Criador, mas através de um desejo egoísta não focado no amor e na doação além do ego, mas que se expressa pelo amor próprio.

Após a destruição do Primeiro Templo, as dez tribos começaram a fazer o seu trabalho no nível geral aceito e as duas tribos que restaram, que simbolizam a nação de Israel, continuaram a avançar em sua ascensão acima do ego.

De KabTV ” Babilônia Ontem e Hoje”, 03/09/14, Parte 5

Mais Sombra Do Que Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que a cabana do feriado, a Sucá, simboliza a alma de uma pessoa. Como entender isso?

Resposta: A pessoa sentada numa Sucá simboliza o desejo. As medidas da Sucá simbolizam as qualidades da alma humana, e seu telhado simboliza o Masach (tela).

Ou seja, eu não quero receber a Luz para meu próprio prazer, então deve haver mais sombra do que Luz numa Sucá. Isto simboliza a minha disponibilidade de estar satisfeito com as mínimas necessidades, com tudo o resto para a doação.

É como o nível de Tzadik (justo), doação em prol da doação. Primeiro de tudo, é necessário chegar a isso para atingir o início de semelhança e equivalência com o Criador. Existem algumas etapas de aproximação do Criador, e este é o estágio inicial.

A alma é o nosso desejo de receber, de desfrutar, que é organizado desta forma pelo ambiente certo, a integração de forças, de preparação, como se estivessem dentro de uma Sucá. Certamente, isso não se refere a uma Sucá material, mas a essa integração dos meus desejos dentro do ambiente que torna possível para eu corrigi-los gradualmente para o bem dos outros.

Em todos os dias do feriado de Sucot, nós recebemos uma Luz nova, com cuja ajuda examinamos os nossos desejos e os corrigimos. A iluminação que chega até nós é chamada de Ushpizin (convidados). Nós recebemos convidados de honra na nossa Sucá nesta ordem: Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Arão, José e David. Eles representam sete Luzes, cada uma delas corrigindo em nós uma parte específica da alma: Hesed (a característica de Abraão), Gevura , Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malchut .

Assim, durante todo o feriado de Sucot, nós corrigimos a nós mesmos, organizando refeições festivas para os Ushpizin. Costuma-se comer e beber apenas numa Sucá, porque só lá é possível fazer uma correção.

Durante Sucot nós fazemos bênçãos com quatro símbolos: Lulav (palmeira), Etrog (cidra), murta e salgueiro. Sua forma é semelhante às características inatas das quatro partes da alma humana: Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut, que juntas compõem um HaVaYaH completo.

Portanto, há uma tradição de escolher o Etrog com cuidado para que não haja quaisquer defeitos, pois ele simboliza Malchut, a base da criação, a base da alma. Todos esses símbolos devem estar conectados entre si, e assim é possível abençoar, ou seja, atrair a Luz.

De fora, este processo pode parecer algum tipo de cerimônia idólatra. A pessoa sacode os ramos simbólicos que são reunidos algumas vezes, movendo-os em todas as direções da Luz: direita, esquerda, centro, acima, abaixo, para frente e para trás. No entanto, se lermos a explicação do ARI no livro, Shaar HaMitzvot, então ficará claro que atividades espirituais elevadas são escondidas por trás disso.

Na verdade, a pessoa deve realizá-las dentro de si mesma. As ações externas são apenas uma tradição, enquanto que o mais importante é essa agitação que ela realiza dentro de sua alma, corrigindo-a. A correção da alma é o propósito da vida de uma pessoa.

Durante cada um dos sete dias de Sucot, é necessária a realização de atividades internas como estas numa Sucá que é construída dentro de nós, atraindo Ohr Makif lá. Se organizarmos todas as partes da alma para se assemelhar aos quatro símbolos de Sucot e soubermos como abençoá-los em todas as direções do nosso desejo: direita e esquerda, com doação e com recepção, então, no final do feriado de Sucot, nós chegamos ao feriado de Simchat Torá.

De KabTV”Uma Nova Vida” 02/10/14

O Diagnóstico E O Poder De Cura Da Torá

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o feriado de Simchat Torá (Regozijo com a Torá) vem imediatamente depois de Sucot?

Resposta: Durante os sete dias de Sucot, quando estou na Sucá, o que significa cercado pela Luz circundante, eu estou sendo corrigido. Esta Luz me alcança através da Scach (ramos que cobrem a Sucá), que por sua vez, é um mecanismo espiritual completo.

Eu tenho convidados todas as noites, tais como Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Aarão, José e Davi; cada um deles simboliza um atributo especial numa pessoa. Em outras palavras, trata-se de forças que corrigem meus atributos, transformando-os de mal em bem.

Eu executo o trabalho interno em todo o caminho para a perfeição e uso a Torá como a força de correção, e graças a isso, sou capaz de identificar o mal dentro de mim e identificá-lo de tal forma que, no final, não resta ninguém.

Após este diagnóstico, a Torá transforma o mal em mim em bem e eu me assemelho ao Criador, a bondade absoluta. Eu sou preenchido de amor e doação pelos outros e através deles pelo Ele, pois é realmente a mesma coisa. Assim eu descubro o que é chamado de “o mundo inteiro está cheio de Sua honra”. Ele está em tudo o que me parece externo.

Pergunta: O feriado de Simchat Torá simboliza alegria. Com o que a pessoa está realmente feliz neste feriado?

Resposta: É que ela usou a Torá corretamente e corrigiu-se em equivalência com o Criador.

Pergunta: Por que é tão agradável se assemelhar ao Criador?

Resposta: Visto que nós chegamos à adesão e equivalência de forma com Ele, agora podemos doar a Ele, assim como Ele doa a mim. É assim que somos feitos e não há um estado mais sublime para nós.

Pergunta: Ainda assim, o que se esconde por trás disso?

Resposta: Eu fui criado como um desejo de receber prazer. Portanto, num estado de completa equivalência de forma com o Criador, eu recebo prazer dele. Ao transformar todo o mal em bem, em equivalência com o Criador, eu começo a receber todo o bem e abundância infinita Dele. É porque eu também quero doar abundância infinita.

Assim, o simbolismo festivo do mês de Tishre descreve o caminho para o fim da correção, o que resulta no oitavo dia, o Shmini Atzeret, depois do qual não há mais nada para corrigir. A palavra “Atzeret” deriva da palavra hebraica “parar – atsar“, que simboliza o fim da correção.

Nós comparamos este estado perfeito a uma romã. Todos os meus 613 desejos são as sementes da romã que finalmente mudaram de mal em bem.

De KabTV “Uma Nova Vida” 05/10/14

A Torá Como Um Motor Para A Mudança

Dr. Michael LaitmanA Torá é uma força, um meio que corrige e transforma a minha inclinação ao mal numa inclinação ao bem. Através de sua realização, se eu alcanço um bom resultado, eu chego à Simchat Torá. Então, eu estou feliz que tive a Torá com a qual me corrigi, alcancei o sucesso e algo de bom.

Pergunta: Se a Torá é um meio para corrigir o mal, então a pessoa deve primeiro identificar o mal dentro dela. Até então ela não precisa desse meio. Mas se eu já comecei a procurar internamente, que mal eu descobrirei?

Resposta: A resposta básica é que o mal é examinado em relação ao Criador. Tudo o que é contra o Criador é chamado de mal, ao passo que o Criador é chamado de “bom que faz o bem” de acordo com Suas ações.

O meu mal me diferencia do Criador, porque eu sinto tudo de acordo com a equivalência de forma, e vice-versa. Eu não consigo perceber algo com o qual não tenho nada em comum.

Mas a inclinação ao mal é muito importante porque o Criador é aquele que a criou. Ele a criou em oposição a si mesmo, nomeou-a de forma adequada, e me deu algum tipo de mecanismo, uma chave, através da qual posso descobrir esse mal dentro de mim e transformá-la em bem. Então eu me torno bom, exatamente na mesma forma e no mesmo nível que o Criador.

Quando eu entendo e percebo isso, a Torá adquire um significado muito grande aos meus olhos. Isto porque, com a sua ajuda, eu posso passar de um pequeno inseto para algo muito grande e bom, como o Criador, adquirindo o mesmo poder, a mesma capacidade de amor e doação, o mesmo conhecimento, a mesma realização, e a capacidade de me tornar eterno e completo.

A Torá para mim não é mais apenas um pergaminho da Torá em um baú. Não é apenas um livro, mas o poder de correção, o poder de mudanças internas.

Este é um sistema que age e tem uma influência sobre mim. Ele sabe que desejos despertar em mim, e eu sou mudado.

Este é um tempero no caldeirão da inclinação ao mal e também poderia ser algo fora dele. Ele a cozinha, ordena, organiza, planeja e transforma num estado oposto. Na verdade, é um enorme meio.

E agora toda a questão é: como devo usá-lo? No que diz respeito ao que parece, aqui eu vou precisar representar algum tipo de papel, fazer alguma coisa por mim mesmo.

E assim o meu mal é exatamente igual à intensidade do Criador, mas oposto e contra Ele. É tal monstro gigantesco interno que é até assustador descrevê-lo. Portanto, a Torá deve possuir uma intensidade ainda maior para transformá-lo da inclinação ao mal na inclinação ao bm de acordo com o grau de minha participação.

Durante este processo eu me torno bom como o Criador, na mesma medida, em sentimento e intelecto, em intensidade e em todas as minhas facetas e detalhes. Ao transformar a minha inclinação ao mal em bem, eu chego a compatibilidade com Ele. Não é tão ruim, não é?

E se este é o caso, então a pessoa que aprendeu a usar a Torá tem todos os motivos para ser feliz no feriado de Simchat Torá. Isso porque ela entende o que está acontecendo. Durante todo o ano, ela passa por tudo ao moldar e atrair a Luz que Reforma para si mesma. Esta Luz a influencia, age sobre ela e a corrige de tempos em tempos, flash após flash de Luz. Finalmente, ela chega à Simchat Torá, quando é totalmente boa e corrigida.

De KbTV “Uma Nova Vida” 05/10/14

Diferentes Níveis, Uma Essência

Dr. Michael LaitmanTorá, Levítico (Ki Tazria)13:18-20: Se também a carne, em cuja pele houver alguma úlcera, sarar, no lugar da pústula, vier inchação branca ou mancha lustrosa, tirando a vermelho, mostrar-se-á então ao sacerdote.E o sacerdote examinará, e eis que, se ela parece mais funda do que a pele, e o seu pelo se tornou branco, o sacerdote o declarará por imundo; é praga da lepra que brotou da pústula.

Branco é a Luz de Hassadim (Misericórdia) e vermelho é a Luz de Hochma (Sabedoria), em outras palavras, as linhas direita e esquerda que são essenciais para a revelação da essência desse desejo.

Torá, Levítico (Ki Tazria) 13:21: E o sacerdote, vendo-a, e eis que se nela não houver pelo branco, nem estiver mais funda do que a pele, mas encolhida, então o sacerdote o encerrará por sete dias.

Comentário:Em geral, esta é uma repetição do que já dissemos.

Resposta:Há muitas repetições na Torá em geral, uma vez que todos os níveis que compõem dez Sefirot são semelhantes entre si, mas diferentes capítulos referem-se a diferentes níveis, e assim a linguagem muda constantemente. No entanto, a essência do problema, o ego, permanece o mesmo e por isso a solução para o problema também é uma só: determinar exatamente o que está corrompido, e pedir e receber de cima o poder de correção que lhe corresponde.

Pergunta: Será que a intenção se refereem manter constantemente meus pensamentos nesse quadro, o qual, num filme, é chamado de ato principal?

Resposta: Não é a cena principal, mas uma cena comum e não há nada além disso.

No entanto, ela muda, uma vez que na transição de um desejo para outro, você cai no uso egoísta e depois começa a perceber e querer corrigir as coisas. Você está procurando uma maneira de fazer isso como se nunca houvesse nada. Mais uma vez, você encontra um grupo, e mais uma vez, começa a se corrigirde acordo com o ambiente certo.

Na verdade, o mesmo se repete, mas cada vez num novo nível, e por isso, parece totalmente diferente. Por exemplo, eu estudei geografia todos os anos na escola, e todo mundo pensava que era aparentemente o mesmo material repetidamente. Mas, eu via como o estudo se tornava cada vez mais profundo. Primeiro, nós estudávamos a divisão comum dos países e continentes, e depois a geografia física, a natureza, a demografia e a indústria em diferentes países. Isso significa que a cada ano a aquisição de conhecimento se torna mais profunda, embora o material possa parecer o mesmo como um todo. É a mesma coisa aqui, porque nós estudamos a mesma coisa.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 20/02/14

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 4

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma parcela significativa das fontes originais surgiu durante o “vago” período da destruição do Templo. Assim, os livros que apareceram naquela época tinham que ser muito elevados, porque eles foram escritos entre a queda e a próxima subida. É isso mesmo?

Resposta: É claro! Foi o momento em que o grande Talmude foi escrito e também um número enorme de outros livros foram criados nesse limite, incluindo o Livro do Zohar.

Aqueles que escreveram esses livros sabiam que as pessoas iriam cair na escuridão absoluta e ressuscitar depois de muitas gerações. Eles sabiam que, após séculos, esses livros viriam à tona novamente, a fim de permitir que as pessoas implementassem o conhecimento no próximo nível superior, juntamente com toda a humanidade, todos da Babilônia.

Antes, era proibido colocar esse conhecimento por escrito. Tudo tinha que viver numa pessoa, e as pessoas trabalhavam internamente. Por que alguém iria documentar algo se esta sabedoria já estava escrita nos anais de suas almas? Absolutamente todos os bits de conhecimento foram inscritos na memória do “computador espiritual”. No entanto, quando as pessoas começaram a perder a conexão com o computador, elas obtiveram permissão para escrever o conhecimento no papel. Elas começaram a escrever livros, rezão pela qual nós temos o Talmude Babilônico, Mishná, Gemarah, e O Livro do Zohar.

Ainda hoje, depois de centenas de milhares de anos, há dezenas de volumes restantes, embora muitas partes do Livro do Zohar não tenham sobrevivido! Você consegue imaginar o quanto eles escreveram?

É por isso que o “Talmude” se tornou uma palavra comum que denota algo enorme e abrangente. Nós estamos falando de um número incrível de textos canônicos que ninguém nunca teve a permissão de corrigir. Mesmo que algumas linhas pareçam erradas para nós, elas ainda devem ser deixadas intactas. É bem possível que mais tarde nós descubramos que estas linhas estão corretas. Nós devemos saber o que está escrito lá.

É por isso que o Antigo Testamento, ou seja, a Torá, se manteve intacto desde então. Todas as outras edições são idênticas aos achados arqueológicos, não importa o quanto eles são velhos.

Pergunta: Portanto, os textos originais carregam alguma haste central?

Resposta: Sim. Mesmo agora, nós continuamos estudando as leis que explicam como devemos nos relacionar com esses textos. Nós não podemos mudar uma coisa neles! Não importa o que nós pensamos sobre os textos, nós somos estritamente proibidos de mudá-los.

No entanto, é aceitável fazer adaptações com referências ao texto original. Neste momento, nós processamos ​​ um pouco O Livro do Zohar e o tornamos mais acessível ao público em geral. Caso contrário, é extremamente difícil e praticamente impossível de entender o que está escrito nos livros, uma vez que eles foram feitos para um tipo diferente de inteligência ou percepção.

Pergunta: Se assim for, os textos são escritos à beira da luz e da escuridão, no limiar da luz e do exílio. Será que eles carregam o feto da nossa próxima subida?

Resposta: A Mishná, o Talmude, o Schulchan Aruch e muitos outros textos foram escritos e estudados durante as várias fases do exílio. Começando com o século XVI, a partir da época do ARI, o principal livro que adquiriu a maior popularidade entre os estudiosos é, sem dúvida, O Livro do Zohar.

As duas tribos do grupo de Abraão levaram os livros com elas durante todo o exílio e continuaram observando o princípio do “ama ao próximo como a ti mesmo”.

O resto das tribos desapareceu. Elas não levaram os livros com elas porque eram descendentes do Primeiro Templo, durante o qual a escrita era completamente proibida.

Pergunta: Será que isso significa que durante exílio o povo estava unido em torno desses escritos? Eles foram escritos para alcançar a unidade?

Resposta: Sim. Sua tarefa era guardar a sabedoria ao longo da história. No final da descida, o Livro do Zohar teve que ser revelado. Ele foi concebido para ajudar as pessoas a sair do exílio.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/06/14, Parte 6

Provar Uma Gota De Luz E Morrer

Dr. Michael LaitmanO Midrash, “Após a Morte”, “A Obra Santa em Yom Kippur“: Na época do Segundo Templo, a maioria dos sumos sacerdotes morria dentro de um ano após o Yom Kippur.

Para ser digno de entrar no Santo dos Santos, o sumo sacerdote tinha que se purificar primeiro, desprendendo-se de todos os desejos corporais.

A maioria dos sumos sacerdotes que serviam no Templo comprava a sua posição por suborno. Eles nunca poderiam atingir o nível espiritual necessário para entrar no Santo dos Santos, e por isso o encontro com a revelação divina que ocorria lá era mortal para eles.

A descida que ocorreu durante a época do Segundo Templo é o que chamamos de quebra dos vasos.

A presença da Luz Superior, do atributo de amor e doação, entrou em contato com o atributo egoísta de recepção para si mesmo (embora não possa haver qualquer contato) e a destruição ocorreu. A Luz desapareceu, e o desejo que queria a Luz, a queria egoisticamente (mesmo inconscientemente), não podia enfrentá-la e o sumo sacerdote iria morrer. Eles costumavam puxá-lo para fora do Santo dos Santos com uma corda que era amarrada em seu pé, pois os outros eram proibidos de entrar no Santo dos Santos.

Mas ele não se importava, desde que pudesse provar a doçura por um momento. Uma pessoa não pode resistir ao prazer da Luz, pois sem ela a vida não vale nada! Ela abre a boca e recebe a gota de veneno, que é, de fato, uma gota de Luz. Mas para ela, que é egoísta, é uma gota de veneno e ela morre.

Isso também acontece conosco em nosso mundo, quando uma pessoa sacrifica sua vida por uma gota de prazer. Mesmo se ela morre, ela só quer sentir o prazer. É assim que somos feitos, com um coração e um cérebro, prazer e uma mente. Se o prazer é maior do que a mente, a mente não funciona e a pessoa simplesmente perde sua sanidade.

Portanto, o sumo sacerdote não podia se conter de atingir o prazer e então morria. Se ele tivesse comprado a sua posição com dinheiro e não alcançasse pelo seu próprio esforço, isso significa que ele não tinha um Masach (tela), o instrumento para receber a Luz a fim de doar. Se ele mesmo tivesse se esforçado em vez de pagar por sua posição, ele teria realizado o seu trabalho espiritual e teria ascendido a esse nível e se conectado com a Luz Superior.

Agora, após a destruição do Segundo Templo, quando caímos até o nosso mundo, só pode haver um caminho ascendente. Se você não é digno de subir ao próximo nível, você não vai alcançá-lo.

No entanto, durante o tempo do Primeiro e Segundo Templos, era possível para uma pessoa tocar na Luz, já que a descida ocorreu de cima para baixo. No nosso caso, por outro lado, durante a subida de baixo para cima, é proibido subir para o nível superior, a menos que nós estejamos prontos para isso.

Portanto, hoje a sabedoria da Cabalá pode ser revelada a todos. De qualquer forma, as pessoas não sabem nada até que atinjam a realização espiritual.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 12/03/14