Textos na Categoria 'Percepção'

Um Campo De Jogo

Dr. Michael LaitmanUma réplica do último nível espiritual quebrado é revelada em nós como o mundo corpóreo, que sentimos com os nossos cinco sentidos. Ao mesmo tempo, tanto a matéria quanto os sentidos são imaginários, e representam contornos espirituais, como uma imagem numa parede. A imagem é antiga, mas não é real. A realidade existe por trás da parede e há apenas uma projeção na parede.

As pessoas assistem filmes e experimentam diferentes sentimentos. Isso é real ou não? Estas são apenas reações e impressões. É como se estivéssemos vivendo em um filme que está sendo projetado para nós.

Mas, além do filme, eu não vejo nada e não sei de nada. Toda a minha vida ocorre nele e passa por ele; por isso, todos os meus sentimentos refletem este filme. Minha visão, minha audição, meu olfato e tato, são todos refletidos neste filme.

Hoje nos são mostrados filmes tridimensionais, que apresentam uma realidade ainda maior. Não é nenhum segredo que uma pessoa pode ser colocada numa determinada esfera e ser mostrado que essa é a sua vida; se ela se acostumasse com seu pequeno mundo, seria difícil provar-lhe que existe uma realidade externa, “Aqui há seres humanos, e aqui está a terra, e aqui estão as estrelas, tudo está no seu lugar…”. Ela não deixa os limites desta esfera em seus sentidos. Para ela, não há nada além dos limites de suas atuais sensações. Ela não sente a deficiência de algo em certo sentido extra ou que a sua realidade é inferior.

Hoje, eu também, usando meus cinco sentidos, percebo apenas o que está dentro da minha esfera. Onde está o sentido extra, um vaso que não pode ser preenchido por nada que exista aqui, não importa o quanto eu tente? A deficiência extra é chamada de “ponto no coração” (•) e se destina ao que está fora de nosso universo. Quando uma pessoa sente esse desejo, ela não encontra o seu lugar; ela começa a procurar e, no final, nos encontra. Nosso objetivo é conectá-la com o mundo exterior. Ela precisa sair, fora da “cerca” e se livrar dela.

A questão toda é que a nossa esfera é construída como uma réplica do mundo superior, e ambos são semelhantes. Nós só devemos usar o que está aqui corretamente. Eu levo minha centelha, o ponto no coração, e a insiro nas relações mútuas com os amigos, como se quisesse amá-los. Então eu vejo que realmente não quero isso, mas a deficiência já foi criada, e a centelha já tem um sentido e posso exigir a correção.

Portanto, o principal é inserir minha centelha no “campo de jogo” e me forçar a jogar de acordo com as regras. Através desse jogo eu adquiro uma mente real e a deficiência correta. Assim, a partir de um modelo de demonstração, de uma forma similar paralela, eu posso passar para o mundo real.

Este mundo é apenas um “campo de jogo” imaginário e só a centelha é real. Este minúsculo “ponto no coração” é uma parte Divina de Cima, e se eu usá-lo corretamente no jogo, eu sou bem sucedido e cresço.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/11/12, O Estudo das Dez Sefirot

“Como O Medo Pode Distorcer A Percepção Espacial”

Dr. Michael LaitmanNas notícias (da ScienceDaily): “Aquela cobra se dirigindo a você pode estar mais longe do que parece. O medo pode distorcer a nossa percepção de objetos que se aproximam, fazendo-nos subestimar a distância de algo ameaçador, descobriu um estudo publicado na revista Current Biology.

“‘Nossos resultados mostram que a emoção e a percepção não são totalmente dissociáveis na mente’, diz a psicóloga Stella Emory Lourenço, coautora do estudo. ‘O medo pode alterar até mesmo aspectos básicos de como percebemos o mundo à nossa volta. Isto tem implicações claras para a compreensão de fobias clínicas’…

“As pessoas geralmente têm um senso bem desenvolvido de quando objetos que se dirigem em sua direção vão fazer contato, incluindo um amortecedor de fração de segundo para se esquivar ou bloquear o objeto, se necessário. Os pesquisadores montaram um experimento para testar o efeito do medo sobre a precisão dessa habilidade. …

“Os participantes tenderam a subestimar o tempo de colisão para imagens de objetos ameaçadores, como uma cobra ou aranha, em comparação às imagens não-ameaçadoras, como um coelho ou borboleta.

Os resultados desafiam a visão tradicional da aproximação, como uma sugestão puramente óptica para a abordagem de objeto. ‘Nós estamos mostrando que o que o objeto é afeta a forma como percebemos a aproximação. Se temos medo de alguma coisa, nós a percebemos como fazendo contato mais cedo’, diz Longo.

“‘Ainda mais impressionante’, acrescenta Lourenço, ‘é possível prever o quanto um participante irá subestimar o tempo de colisão de um objeto através da avaliação da quantidade de medo que ele tem em relação a esse objeto. Quanto mais medo alguém relatou ter sentido de aranhas, por exemplo, mais ele subestimou o tempo de colisão da aproximação da aranha. Isso cria um sentido adaptativo: se um objeto é perigoso, é melhor desviar meio segundo antes do que meio segundo tarde demais'”.

Meu comentário: O sentimento deriva do desejo de obter prazer; essa é a nossa essência, e é por isso que o espaço que nós sentimos é uma função da nossa relação com ele, com o que encontramos nele. Nós só vemos o que queremos ver, seja devido à alegria ou medo. Se o objeto não causa qualquer impressão em nós, nós não o vemos. Os outros órgãos sensoriais funcionam da mesma forma. É somente através da oportunidade adicional de se relacionar com o mundo através da propriedade de doação que revelamos parte adicional do mundo: o mundo superior, oposto ao nosso.

Eu Quero Fugir Para O Mundo Superior!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há tantas pessoas brilhantes e forças neste mundo. E na espiritualidade, é dito,”Não há ninguém além Dele”, de forma fria e simples. Como eu posso sentir atração pelo mundo espiritual, gosto e prazer dele, de modo que queira ir correndo para lá?

Resposta: Como você pode sentir atração pelo mundo superior? Se você sentisse mais atração do que agora, você seria conduzido pelo seu egoísmo, você nunca seria capaz de subir acima dele, de superá-lo, e você iria correr de lá. Por isso, ele está oculto para nos dar a oportunidade de fazer esforços que estão acima do nosso ego, não para o nosso próprio benefício.

Se nós fôssemos para o mundo superior por meio do nosso egoísmo, permaneceríamos para sempre dentro deste egoísmo, não teríamos nenhuma chance de sair de nossa casca egoísta e seríamos enterrados nela, enterrados vivos. Nunca iríamos além da esfera egoísta.

Se o mundo superior fosse revelado agora para você, você imediatamente entenderia que este reino material não vale nada! Nós veríamos claramente que as pessoas são animais que vivem apenas para se alimentar. Eu sinto muito por esta vida; a esta altura, nada merece nossos esforços, não há sentido em ter filhos e continuar sofrendo… nada realmente importa! Está claro? Então o que?

Ah, ali está o mundo superior! Em primeiro lugar, é a eternidade que está além de qualquer limitação. Tempo, movimento, informação, tudo fica completamente aberto para nós. O tempo deixa de existir; ele só existe neste mundo, como dizem os físicos, apenas abaixo da velocidade da luz. A informação torna-se completamente disponível. A pessoa começa sentir a si mesma como existindo no espaço infinito. Ela adquire conhecimento absoluto de tudo o que está acontecendo em todo o sistema dos mundos, em todo o universo, uma vez que este sistema é analógico. Não há um relógio do sistema, ele não funciona em pulsos; ele está sempre em movimento contínuo e, ao mesmo tempo, descansa em paz. Você sente que está dentro dele e, ao mesmo tempo, sabe que de alguma forma ele existe dentro de você, o que significa que você é tudo o que existe!

Se por acaso você visse até mesmo uma mínima parte da imagem, mesmo um grama dela, você se tornaria escravo dessa sensação. Baal HaSulam escreve que se a revelação dos mundos superiores acontecesse antes da contração dos nossos desejos (em que ponto um homem se torna capaz de manter o seu egoísmo para si mesmo e até mesmo superá-lo), então mesmo uma gota de revelação deste enorme prazer forçaria a pessoa a cortar as mãos e os pés sete vezes por dia só para experimentar essa sensação uma vez na vida.

Você entende? Você seria um escravo e não poderia fazer nada a não ser perseguir este prazer. Você faria um grande esforço no grupo e em outros lugares só para receber esse tipo de prazer. Em outras palavras, você poderia aspirar a isso egoisticamente, e, assim, teria que se afastar ainda mais dele.

Pergunta: Como podemos querer atingir esse estado, se não temos nossas próprias forças?

Resposta: Peça a seus amigos. Só eles podem garantir o seu futuro. Se eles se fizerem isso, você conseguirá, senão, não.

Da Convenção da Carcóvia “Unir para Ascender” 17/08/12, Lição 1

Ajustar-se À Doação

Dr. Michael LaitmanSe desde o início, ainda que artificialmente, eu “trabalho duro” diante dos amigos, se eu baixo a cabeça perante o grupo, pelo menos no nível físico, desta forma, eu me preparo para descobrir a minha vergonha por meus defeitos egoístas e ficar nessa sensação. Eu vou ser capaz de suportar e “digeri-la”. Eu não estou me identificando com ela, eu vou ser grato por ela.

A vergonha me ajusta corretamente diante do Criador. Como um ajuste fino, torna-se possível captar a onda certa. Quanto maior a minha vergonha, mais precisamente eu me sintonizo à estreita faixa de freqüência, aquela que me leva ao Criador, às propriedades que quero adquirir. E a imagem não fique confusa diante de mim; pelo contrário, é extremamente focada.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/10/12, Matan Torá (A Entrega da Torá)

A Verdade Sobre A Grandeza Dos Amigos

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é que eu elevo aos meus olhos, curvando-me diante dos amigos?

Resposta: Nada. Auto-diminuição e realização da grandeza do Criador são duas coisas diferentes, mas complementares. Geralmente, no contexto de uma relação com o Criador, nós estamos falando do grupo, e no contexto de uma relação com o grupo, estamos falando de nós mesmos, porque o grupo está entre eu e o Criador.

Pergunta: O que é exatamente revelado a mim quando eu elevo o grupo aos meus olhos?

Resposta: O sistema corrigido da alma única que está no fim da correção. O sistema, que hoje vejo através do prisma dos meus defeitos.

Isto é o que significa a grandeza do grupo, e não menos, porque esta é a verdade. Embora eu ainda não possa aceitá-lo como um fato, no final, eu o compreendo completamente.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/10/12, Matan Torá (A Entrega da Torá)

Focando Na Verdadeira Realidade

Dr. Michael LaitmanAo ler O Zohar e querendo imaginar o grau seguinte, a pessoa deve tentar juntar esforços neste grau e neste mundo, e do mundo interno, e do grupo, a fim de que tudo esteja numa estrutura, porque não há mais nada além disso.

Se alguém é capaz de fazer isso e discernir “Israel (se esforçar pelo Criador), a Torá (a Luz que Reforma), e o Criador são um”, é sinal de que já obteve o foco certo, a atitude correta em relação à verdadeira realidade, que é corretamente representada nela, mas não fora de si mesmo.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/10/12, O Zohar

Nós Podemos Compreender ‘O Estudo Das Dez Sefirot’?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que deve acontecer para que eu possa, finalmente, ser capaz de entender algo no Estudo das Dez Sefirot?

Resposta: Para entender do que trata O Estudo das Dez Sefirot, eu tenho que sentir esses fenômenos dentro de mim. Eles não ocorrem em algum lugar na Lua ou no espaço exterior. Não se trata de certos sistemas externos. Toda a realidade está dentro de nós, em mim, e em mim tenho que sentir toda a realidade. Se eu o imagino para mim mesmo, eu penso em como percebê-lo e como posso mudá-lo, sobre como a força superior vem a mim e me muda. Assim eu divido toda a realidade em mim mesmo e a fonte que me criou, que me projetou e que me influencia, o que significa o Criador.

Em mim há um desejo de receber, e não há nele um desejo de doar. Seu desejo doa sobre o meu desejo, e o meu desejo pode evocar Seu desejo em resposta. Assim, nós começamos a trabalhar juntos como parceiros.

Não há nada mais do que isso. Assim, verifica-se que os amigos estão dentro de mim. Estes são os atributos que estão mais próximos de mim, da parte do desejo que sinto como eu. Eles constroem essa parte do desejo em mim, junto comigo, a partir da qual eu posso me voltar ao Criador e gerir o meu destino. Eu também tenho que corrigir todos os meus outros desejos e adicioná-los a esta parte até que eu esteja totalmente incorporado no trabalho mútuo com o Criador.

Isso vai acontecer quando eu receber o desejo certo por ele e desejar que todos nós sintamos constantemente isso. Eu não vou mais me separar do mundo exterior, pensando que o mundo está em algum lugar fora de mim, na forma de diferentes países, nações, e amigos; eu tenho que constantemente imaginar que tudo está dentro de mim de acordo com a percepção correta da realidade. Então, eu vou começar a abordar progressivamente essa percepção.

No início, o mundo permanecerá na dualidade para mim e eu vou vê-lo fora de mim, mas imaginar dentro. No entanto, gradualmente, graças à Luz de Retorno, eu vou começar a conectar estas duas abordagens numa única imagem. Não vai ser o tipo de divisão como esquizofrenia. Eu vou começar a sentir a bondade e a unidade indivisível da imagem. A pessoa alcança a sua percepção gradualmente devido à obtenção da linha média.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/10/12, O Estudo das Dez Sefirot

Jogando O Futuro

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa atrair a Luz que Reforma?

Resposta: Quando eu leio O Zohar, eu quero ver mudanças dentro de mim, como se uma corrente de energia entrasse no meu sistema interno, uma Luz, poderes, novos discernimentos, novos atributos. Algo me influencia, e eu quero sentir o que me influencia e realiza mudanças em mim. Eu quero saber isso, sentir os sabores e ver como essas mudanças ocorrem em mim e dentro de mim, onde eu posso imaginar tudo o que li no Zohar, para que não seja apenas imaginação, mas que eu realmente sinta isso em meus atributos. Isto é o que eu espero: as mudanças no meu desejo de receber.

Nós temos que fazer esforços coletivos, em ajuda mútua, e daí a Luz que Reforma será muito mais forte do que quando ela influencia uma única pessoa. Assim é muito mais fácil de conseguir algo, mas somente se a pessoa trabalha com outras pessoas, em conexão com elas. Com isso, ela se aproxima da Luz, já que seus desejos pela Luz não são mais egoístas, mas são semelhantes a ela de alguma forma.

É claro que ainda é “para si”, mas a pessoa tenta se parecer com a Luz de alguma forma e, aparentemente, se tornar igual a ela. Isso é chamado de “jogo”. Naturalmente, eu estou pedindo para mim mesmo, mas, de certa forma, é como o verdadeiro e correto atributo de doação.

De que forma é semelhante? Milhares de egoístas se reúnem, todos querem doar, embora no fundo de suas almas todos queiram para si e desrespeitem todos os outros, mas eles fazem esforços coletivos, como se conectassem, como se desejassem, como se fosse pelo Criador, pela doação – “como se” é chamado de “jogo”. Eles fazem “lavagem cerebral” na mente um do outro como se fosse realmente algo grande e importante. Na verdade, não há nada real aqui, mas isso é o que deve ser feito para alcançar o nível superior. Isto porque há um abismo entre os níveis, e você não pode estar num nível superior antes de ascender a ele, e, para ascender você o joga.

Portanto, nós temos que nos conectar mais fortemente e querer sentir que a Luz nos muda. Enquanto isso, ela apenas nos muda, mas depois a nossa intenção será mais precisa, de modo que vai nos mudar em nossa conexão, em unidade, mas isso virá depois. Agora nós temos que pelo menos visar à influência da Luz.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/10/12, O Zohar

Sob A Infusão Da Luz Superior

Dr. Michael LaitmanDurante a leitura do Zohar, nós primeiro visamos à Luz que Reforma. Eu só penso nisso, como se passasse por algum processo de cura conectado a uma infusão IV, com a força superior constantemente fluindo através de mim.

Se eu penso nisso, eu já posso avançar. Diz-se que a Torá é a essência dos nomes sagrados, o que significa os atos de doação, o Criador, a Luz que Reforma, que me traz bons pensamentos e desejos de doar.

Portanto, eu tento localizá-los dentro de mim agora ao ler O Livro do Zohar: “Talvez algo esteja acontecendo dentro de mim?”. Eu quero aderir às mesmas ações que a Luz realiza. Eu quero realizá-las em mim; eu estou pronto para me tornar Nukva, para receber tudo. Deixe que ela venha e se vista em mim e faça o que quiser comigo.

Isso é chamado de “descobrir os nomes sagrados”, “querer saber o que se estuda”, “estudar a Torá”, para estudar as ações da Luz sobre meu desejo de receber – como a Luz reforma.

Eu não sinto que a Luz me influencia, mas eu quero senti-la! Ao estar conectada a uma infusão comum, a pessoa pode repousar inconsciente ou conscientemente apenas olhando para as gotas pingando.

Mas nós queremos sentir como as gotas de Luz nos curam e o que cada gota acrescenta. Eu quero sentir isso porque quero aprender sobre isso, sobre como agir, como cada gota muda o meu desejo de receber; uma gota aqui e outra lá, com relação a uma coisa ou outra. Por isso, eu quero saber como posso usar cada pequena mudança em meu reconhecimento, no meu entendimento, quando me levanto após este processo de cura.

A principal coisa é que eu espero ver as ações do Criador, para aprender com elas, para saber o que elas são, quem eu sou e como posso me assemelhar à Luz que me influencia agora. Eu tenho que executar ações que são idênticas às da Luz, aprender com elas, como se diz: “Das suas ações Lhe Conheceremos”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/10/12, O Zohar

Sempre Comece Pela Direita

Dr. Michael LaitmanQuando começamos a ler O Livro do Zohar nós devemos observar duas linhas em todos os lugares. Mas onde? E eu deveria evocar a linha esquerda?

Nós já dissemos que evocamos apenas a linha direita, como se diz nas fontes Cabalísticas: “Sempre comece pela direita”, que significa da Luz de Hassadim, em doação, amor, conexão, como se você já estivesse num estado totalmente corrigido e a linha esquerda não controlasse nada. Ela se foi e não a vemos; tudo é controlado pela direita.

Nós temos que tentar e lidar apenas com a linha direita, querendo revelar o amor infinito e a doação pela Luz que Reforma, pedindo que ela ilumine nossa conexão com O Livro do Zohar. Nós podemos ler como se simplesmente lêssemos o que está escrito, “contando as letras”. Há conexão com o texto quando eu quero me conectar com a força que está oculta lá, com a Luz que Reforma, para que ela me ilumine e me mude. Esta Luz evoca a linha esquerda em mim, iluminando-me e assim impressionando-me, evocando diferentes perturbações, confusões e pensamentos que são diferentes do amor e conexão.

Então, apesar dessas interrupções, eu tenho que tentar sentir amor e doação e pedir por correção para assim as duas linhas se conectem. Eu não estou pedindo que o “mal morra” mas que “elas se reformem”. Assim é como podemos avançar.

Isso significa que eu não tenho que me preocupar com a linha esquerda. Se eu avanço corretamente na linha direita, a linha esquerda certamente vai aparecer. Mas quando ela aparece, eu tenho que ter certeza que irei controlar a direita e que ela irá controlar a esquerda. Isso significa que a linha esquerda não desaparece; a inclinação ao mal permanece, mas se transformará em uma boa inclinação, criando a cobertura correta para ela a partir da linha direita, a intenção “para doar”.

Isso é realmente o que queremos que aconteça. Assim, na leitura do Zohar, nós temos que constantemente pensar apenas no amor e na conexão entre nós. E nós trabalhamos com o que quer que seja revelado.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/10/12, O Zohar