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Exigir A Força Do Messias

Dr. Michael LaitmanRabbi Judá, Tratado Yoma 10a: O filho de David não chegará até que o ímpio reino de Roma espalhe [sua influência] por todo o mundo por nove meses. O ímpio reino de Roma é a força que domina o coração e a mente da pessoa, rejeitando tudo o que a Cabalá diz sobre o propósito da humanidade. Ele lança a pessoa ao nível de nosso mundo em preocupações e objetivos materiais, e ela fica imersa no culto do corpo e politeísmo.

Isto é o que aconteceu em Roma e na Grécia, conforme elas foram mutuamente se completando: a Grécia na filosofia e na ciência, e Roma na força física e na luta pelo poder terreno. Portanto, Roma e Grécia, nesse sentido, são o oposto de Jerusalém.

O reino das más ações são aqueles países governados pelo mal, mas não explicitamente. É possível chamar os Estados Unidos, por exemplo, de reino do mal, uma vez que parece ser um país livre?

No entanto, ao mesmo tempo, tal estado parece prevalecer no cenário pessoal, público e de Hollywood de toda a sociedade, visando tornar a pessoa um robô absoluto, fazendo uma lavagem cerebral, na medida em que ela não pensa em nada e age de acordo com as normas prescritas por este ambiente.

Nós vemos isso não só nos Estados Unidos, mas também em muitos outros países que operam no mesmo princípio. Só nos Estados Unidos, isso é visto de forma mais clara e vívida.

“Espalhar por todo o mundo por nove meses” significa alcançar a maturação final e o nascimento. Quando ela estiver realmente pronta para crescer em nosso mundo e conquistá-lo totalmente, a força do Messias vai se manifestar na fronteira entre o desenvolvimento intrauterino e extrauterino. Daí ela pode se manifestar a partir da condição oposta.

No entanto, do que está acontecendo no mundo, nós podemos concluir que não estamos neste estado e que ainda devemos trabalhar duro para alcançá-lo. De qualquer forma, nós chegaremos a ele ao nos esforçarmos para frente, num caminho ruim ou bom.

Nós queremos criar o nosso caminho para que a humanidade evite catástrofes, guerras, desastres e crises, para que todos esses problemas sejam resolvidos dentro de nós na luta contra a nossa natureza e convocando a força que nos puxa para fora, que é chamada de Messias, o libertador.

Portanto, nós devemos nos esforçar só pelo bem, e por outro lado, mesmo que nos sintamos maus, não vai ser real, porque vai se manifestar apenas em relação ao bem que revelamos. Em outras palavras, um pouco do mal será suficiente para percebermos que não pode ser pior, porque tudo é determinado em comparação.

Vamos encher o mundo com a Luz, e então veremos dentro dela, pequenos pontos de egoísmo (escuridão). Isto será suficiente para desejarmos nos livrar deles e apelar ao Messias, à força que vai nos libertar do ego.

De KabTV “O Messias Virá?” 14/11/14

Quem Vai Inclinar A Balança: Nosso Ego Ou Nós?

Laitman_115_05Sinédrio, 98:1: Rabi Yochanan disse que se você vê uma geração que é afligida por muitos problemas como um rio, espere por ele (o Messias)!

Há um outro estado além dos sinais da vinda do Messias descritos neste capítulo, do qual a vinda rápida do Messias depende: quanto mais pessoas ansiarem pelo Criador, maior será a revelação do Criador nessa sociedade.

Portanto, nosso grupo se opõe ao estado negativo da humanidade ao tentar atrair o fluxo da Luz Superior a nós e ao mundo inteiro. No momento, no entanto, não vemos quaisquer sinais reais e claros do efeito de nossas ações. Nós temos que admitir que, apesar de nossas tentativas e, talvez, graças a elas, vemos que o mundo está num estado de acelerado declínio.

Pergunta: Será que nós podemos dizer que na humanidade há uma sensação de que “ela está aflita com muitos problemas, como um rio”?

Resposta: Eu não acho que nós sejamos afligidos por muitos problemas, como um rio, em comparação com a geração que sofreu o Holocausto do povo judeu e outros problemas, incluindo a Segunda Guerra Mundial, quando muitas pessoas experimentaram um holocausto pessoal interior. Ainda não é a mesma situação.

No momento nós não estamos maduros em nenhuma direção (para melhor ou para pior) e não vemos para onde isso pode nos levar. Mas nós já estamos num ponto crucial em que podemos decidir qual direção a humanidade seguirá, o que depende do nosso centro espiritual, de nosso estado, de nosso poder.

No entanto, nós também não estamos nem no estado de desprendimento, sem poder fazer nada, nem no estado de subida acentuada, um contra-ataque contra o nosso ego, a fim de libertar o Messias de sua prisão,

Quem vai inclinar a balança? Nosso ego ou nós? Isso terá de ser resolvido no futuro próximo.

De KabTV “Será que o Messias Virá?” 14/11/14

O Caráter Judaico É A Unidade

laitman_943Apenas a unidade vai permitir que os filhos de Israel alcancem o sucesso em qualquer campo. Ao fazer isso, ela cumpre o programa da criação. A questão aqui não é sobre política, nem economia; a unidade é inerente ao plano do universo que se apresenta diante de nós. É tempo de compreendê-la e todos juntos começar a realizá-la.

Se nós lidarmos com isso, as nações do mundo se juntarão a nós para ajudar em todos os sentidos. De acordo com a metáfora do Tanakh, elas vão “levar os filhos de Israel sobre os seus ombros à Jerusalém”.

Pergunta: Quem impede o povo de Israel?

Resposta: Ele próprio. Por exemplo, atualmente o Knesset está discutindo um projeto de lei sobre o caráter judaico do Estado. Assim, os políticos querem esclarecer questões básicas: se vivemos na nossa terra como o povo de Israel?

No entanto, no que eles se baseiam? No legado de Jabotinsky e Ben-Gurion? Tais argumentos não representam uma base suficiente; portanto, não há discussão.

Este tópico se tornou urgente, e nós temos que explicar às pessoas o que realmente são “o povo de Israel”, “a terra de Israel” e o “Estado de Israel”.

Nós voltamos aqui para levar a cabo a nossa tarefa e recebemos certo tempo – o período atual – para ser utilizado para a formação do povo em sua forma verdadeira, correta, de acordo com as leis da natureza, e não da maneira que queremos. O poder do sultão turco, o mandato britânico, as recomendações de professores universitários, etc., todos estes são igualmente incompatíveis com a natureza.

Nós já vivemos sob uma lei estrangeira, então por que tomar as próximas versões, deixe-as serem nossas próprias, mas mesmo assim de forma forçada e artificial.

Eu repito, é um programa da natureza. É verdade, nós não somos como todos os outros, mas por uma razão: é-nos confiado o dever de tomar uma forma definida e se tornar um elo de transição para o mundo. O crescente antissemitismo, hoje, é um sinal que nos revela que o mundo está ciente.

E nós precisamos destacar pontos importantes. Na verdade, nós temos um problema. Na verdade, nós temos que assumir a lei, definir o papel, a essência do povo de Israel e da terra com o nome de “Eretz Israel“.

Ao contrário de outros, nós só somos considerados um povo sob certas condições. E se nós as realizarmos, os conflitos étnicos desaparecerão. Será descoberto que todo mundo tem um lugar e todos são responsáveis ​​pela correção. Por favor, juntem-se sob o guarda-chuva da unidade, e juntos vamos fazer tudo o que é necessário.

O novo projeto de lei destina-se a dividir os judeus e outros povos que aqui vivem. Nós, pelo contrário, não exigimos a divisão, mas a unidade.

Nós estamos falando de uma questão-chave muito difícil. Despertando-a através dos políticos, o Criador nos envia um sinal claro para que nós resolvamos esses problemas. Nenhum deles será capaz de encontrar uma solução. Não importa o quanto eles possam votar, não importa que leis possam passar, os frutos do seu trabalho não resistem ao teste da realidade. O resultado será apenas uma “vaia” geral.

Por outro lado, se começarmos a fazer o que devemos fazer, de acordo com o programa da criação e desenvolvimento do mundo, teremos uma grande resposta de todas as nações. Elas vão entender e sentir imediatamente: “Os judeus de repente se envolveram em seus negócios”.

Como Baal HaSulam escreve, as correções do povo judeu são realizadas em etapas num caminho muito longo e difícil, mas as nações, pelo contrário, vão obtê-las de uma só vez. Por isso, nossas ações corretas serão imediatamente recompensadas com respeito e uma reação positiva. Além disso, todo esse processo vai ser desdobrado diante de nossos olhos.

Bem, hoje, o debate sobre o caráter judaico do Estado é de fato puxado como que do nada. Claro, o mundo não vai concordar com esta abordagem. Se você propositadamente vai contra todos, isso nem sempre ajuda. Nós não vamos ganhar desta forma. Da mesma forma, hoje a Rússia enfrenta a Europa e a América desde posições impossíveis. O nosso mundo é egoísta: quem tem mais dinheiro ganha.

Isso é pré-determinado, e mesmo que você esteja certo, nada pode ser feito. Neste caso, nós estamos até errados, e, portanto, não teremos sucessos. Nós ainda teremos que “comer” o que eles estão “cozinhando”, porque não concordamos com o programa da criação.

De acordo com este programa, nós temos que chegar à unidade em nosso ambiente e com o Criador. Quem concorda em se conectar conosco e com Ele – por favor. Todo mundo tem um lugar. Isso é o que significa o “caráter judaico do país”, isso é o que é o povo de Israel.

Baal HaSulam escreve nos “Escritos da Última Geração” como esta unidade é criada.

“Visto que esta lei altruísta será internacional, graças ao dinheiro e à influência espiritual, será possível ganhar os corações dos xeques árabes que vão tomar esta perspectiva junto conosco como uma única unidade e vão atrair as almas do meio dos patrões e trabalhadores e árabes.

“Portanto, isso vai aumentar o benefício para o sionismo, pois ao aprovarem a lei, da obrigatoriedade de amar e doar toda a humanidade em igual medida, eles não vão buscar invadir a terra de Israel, porque vão entender que esta terra se destina ao Criador. O padrão de vida dos árabes será o mesmo que o dos judeus, e vai ser uma grande ajuda estabelecer amizade entre eles”.

Apenas a unidade e a igualdade irão garantir a vitória. E assim vamos aniquilar todas as forças da impureza.

Nós só precisamos entender que não agimos contra xeques, governos, as Nações Unidas, ou qualquer outra pessoa. Em vez disso, nós devemos estabelecer um equilíbrio entre as forças internas inerentes à humanidade. Nós temos que pensar nelas, e depois vamos ter sucesso.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/11/14, Escritos do Baal HaSulam

A Missão Dos Sábios

Dr. Michael LaitmanMarque o seguinte: uma geração antes da vinda do Messias, o número de sábios da Torá vai diminuir, e todo o povo vai definhar em luto e choro. (“No fim dos dias. As previsões judaicas sobre o futuro da humanidade”. Capítulo Um “Os Sinais que Indicam a Libertação Iminente”)

A partir do século XX em diante, por várias gerações, sábios, as pessoas que atingem o Criador, gradualmente começaram a desaparecer.

Um sábio não é alguém que sabe muito, mas aquele que vê o verdadeiro estado do universo, está em contato com o Criador, entende e sente como o universo existe.

Hoje, essas pessoas quase deixaram de existir entre nós. Mesmo que reste algumas delas, elas não querem se revelar. Elas têm uma missão diferente, nutrir o nosso mundo com a Luz Superior, ser um canal entre o mundo espiritual e o nosso mundo, onde um pouco de Luz é necessário para a existência do mundo num estado de “espera” (standby), pronto para ser usado como equipamento eletrônico que não é separado, mas colocado em modo de espera.

Pergunta: Então, este é o estado de tensão correto antes do salto?

Resposta: Não, este estado está quase morto, dormindo profundamente. Se durante os séculos XVI e XVII houve um recrudescimento do hassidismo, no século XVIII houve relativa paz. No século XIX houve várias tendências revisionistas e, no século XX, a humanidade começou sua plena descida. Portanto, agora, no início do século XXI, o mundo está mergulhando na escuridão. A tarefa dos Cabalistas é tirar o mundo deste estado e levar ao próximo nível.

De KabTV “Será que o Messias Virá?” 14/11/14

Com Respeito Ao Terror, Elevação De Preços E Unificação Da Sociedade, Parte 3

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você sugere discutir o aumento dos preços com a ajuda da conexão e unidade da sociedade, de modo que ela se torne mais igual e equilibrada? Como podem os pensamentos das pessoas baixar os preços na prática?

Resposta: Em uma sociedade, se a opinião geral prevalece que ela requer mais igualdade e equilíbrio, isso irá influenciar até mesmo os capitalistas, que isso é aparentemente benéfico e rentável para eles. Isto é porque eles também estão sob a influência da sociedade, e estes pensamentos também são encaminhados para eles.

Não é sequer obrigatório falar sobre isso; eles vão sentir o desejo geral. Isso é chamado de influência do ambiente sobre uma pessoa. A principal coisa é que, em face desse exemplo de baixar os preços, cada um vai entender o princípio que deve ser usado para resolver vários problemas. Se alcançarmos a unidade na sociedade, não só poderemos reduzir o custo de vida, mas também fortalecer a segurança, saúde, educação, e reduzir o desemprego.

Nós temos um mecanismo em nossas mãos, que atua em todos os domínios da vida. O consenso social é um poder singular que possibilita resolver todos os problemas da sociedade. Ele ainda remove as ameaças externas que não parecem estar diretamente conectadas à nossa unidade interna, como a da intifada e do antissemitismo.

A ideia é que aqui funciona o mesmo princípio. Toda a humanidade é alimentada pelo povo de Israel. E as outras pessoas sentem isso e culpam Israel por seus problemas. Se o povo de Israel se unir dentro de si, ele vai ser bom para toda a humanidade.

E este deve ser um bom consenso social, e não como é com os nacionalistas e os fascistas. O acordo se baseia no amor, nas concessões, na igualdade, intimidade e aconchego. “E amarás o teu amigo como a ti mesmo” é a base para o povo de Israel. Chegou o momento de lembrar que “Todos de Israel são amigos”. Isso faz parte da cultura do nosso povo que está sempre preocupado com a ajuda mútua, embora pareça que agora nós nos esquecemos disso.

Antigamente este sistema de ajuda mútua se baseava na tradição religiosa, mas por algum tempo ele não tem existido nesta forma anterior. Nós só precisamos reanimá-lo, voltar à forma em que o povo de Israel sempre existiu.

Pergunta: Você acha que a sociedade está disposta a ter uma forte influência sobre uma pessoa?

Resposta: Existem muitos estudos que provam que uma pessoa está totalmente sob a influência do ambiente. Mesmo macacos numa ilha isolada de repente começam a se comportar de forma idêntica como os macacos da ilha vizinha. Nós estamos num sistema de leis naturais.

Jornalistas reclamam que sem coordenação entre si, eles dão títulos idênticos aos artigos que saem na mesma manhã em diferentes jornais. Pensamentos percorrem o mundo e são passados ​​de um para outro, pois todos nós estamos conectados a um único sistema.

O mundo se tornou global e interligado, como uma pequena aldeia. E isso não é graças à Internet, mas porque nós nos desenvolvemos a um estado tal que os nossos desejos, pensamentos e sentimentos internos estão conectados com todas as pessoas do mundo.

Isso também ajuda no desenvolvimento de conexões externas: McDonalds, Coca-Cola, a Internet, e o idioma Inglês estão em todos os cantos do mundo. Esta unificação preenche todo o trabalho duro para a nossa unificação. Como resultado disto, nós estamos começando a compreender e sentir o outro num grau superior, e a ter mais influência sobre o outro.

E aqui emerge a crise; o ego não nos deixa ter boas conexões, mas apenas conexões ruins. Se em geral não houvesse conexão, isso não seria tão ruim, já que não haveria qualquer dependência do outro, nem boa nem ruim. Mas hoje, uma conexão entre nós é criada e essa conexão é ruim, provocando uma crise geral em todo o mundo.

E os judeus, o povo de Israel, são responsáveis ​​pelo surgimento da crise. Só eles podem alterar a forma geral de conexão. Essas conexões já são impossíveis de destruir, e é possível apenas corrigi-las em boas conexões.

Nós temos que nos acostumar gradualmente com a unidade e a conexão, sendo o mecanismo, o meio, para quaisquer alterações. E as mudanças podem assumir qualquer direção, boa ou ruim, pela unidade e também pode ser o nazismo. “O fascismo” é traduzido como a unificação, mas tal unificação não é para o bem da sociedade. Se não quisermos que o mundo se una com base no fascismo, nós devemos mostrar a ele um exemplo de uma boa conexão.

De uma Conversa, 13/04/14

Quando E Onde A Pessoa Dedica Tempo Para A Felicidade?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nas últimas décadas, o tema da busca da felicidade na sociedade humana, em Israel e no mundo, tornou-se uma tendência. Um grande número de livros, cursos e workshops surgiram sobre o assunto. No livro Eclesiastes do rei Salomão, a busca da felicidade anda de mãos dadas com a busca da verdade. Que tipo de verdade ele está falando?

Resposta: A verdade muda o tempo todo. Cada geração determina as regras gerais para si de acordo com as quais determina o que é chamado de verdade e o que é chamado de falsidade, bem e mal, prazer e sofrimento. Cem ou duzentos anos atrás, o que era considerado felicidade era ter um emprego, um lugar para viver, uma família e filhos.

Se uma pessoa pudesse prover sua família com comida e um teto sobre suas cabeças, então ela estava feliz. Ela não queria nada além disso. Além da vestimenta diária, se ela tivesse um terno adicional, isso era maravilhoso! Depois vieram com o guarda-roupa, que era pequeno no início. E agora todo mundo tem seu próprio quarto em um apartamento e seu próprio armário. Mas mesmo isso não é suficiente; nós precisamos de um closet para roupas!

Nós chegamos à saturação, mas uma pessoa ainda está envolvida com o consumo. Nossas vidas tornaram-se uma corrida. Onde é que vamos sentir prazer? Eu moro numa área onde a população pertence à classe média alta. Às sete da manhã, o meu vizinho corre para seu carro segurando um bebê em uma mão e uma xícara de café na outra. Ele coloca o café, senta o bebê, e leva-o para a creche, depois vai para o trabalho.

Ele não vem para casa antes das oito ou nove da noite. Quando ele sente felicidade? Seria no único dia da semana em que à noite ele vai para algum lugar com seus amigos? Ou é uma vez por ano, quando ele viaja para uma semana de férias no exterior? Onde está o prazer de verdade? Ele olha para os outros e diz: “Todo mundo está fazendo isso, e eu também”.

Pergunta: Resulta que não há felicidade no mundo?

Resposta: Felicidade, em “Vaidade das Vaidades” (Eclesiastes 1:2) é a doação aos outros! Se doarmos uns aos outros e construirmos uma vida onde todos estão conectados de uma maneira positiva na sociedade, vamos nos satisfazer, não com as coisas, mas com a felicidade. No momento, eu quero ter a sensação de felicidade através da aquisição de algo que comprei e depois desfruto. Quanto eu posso olhá-lo e apreciá-lo?

A felicidade deve ser constantemente renovada. A felicidade de um carro novo tem a duração de um mês, de uma casa dura um ano. Como eu posso organizar a vida de tal forma que o meu desejo de ser feliz o tempo todo será renovado e sua reposição será nova? É assim que ocorre quando me levanto todos os dias como uma criança com olhos bem abertos!

Na infância, eu morava numa casa com um quintal grande. No quintal cresciam árvores e flores; tínhamos um cão. À noite, eu já imaginava como eu iria pular da cama de manhã e correr para o quintal para encontrar os amigos. Eu quero viver num ânimo como esse!

Pergunta: No livro Eclesiastes do rei Salomão, a mesma frase se repete o tempo todo: “O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol” (Eclesiastes 1: 9). Esta é uma descoberta muito triste.

Resposta: Se você só quer desfrutar o mundo, você sempre terá o vazio.

Pergunta: Será que é realmente necessário chegar a um estado de absoluta falta de prazer, a fim de compreender a necessidade de renovação? É impossível obter prazer de ambas as coisas e conexões com as pessoas?

Resposta: Uma coisa não interfere na outra, mas eu não acho que uma pessoa possa estar em dois mundos. Se você está dividido em dois, nenhum dos dois desejos será chamado de preenchido. Em última análise, nós precisamos mostrar a nós mesmos e aos outros que a verdadeira fonte da felicidade é encontrada. A renovação das relações entre nós vai nos trazer um sentimento de felicidade, e essa vai ser sempre a mesma vitalidade que preenche as velas do nosso barco com o avanço em direção a melhores estados.

De KabTV “Uma Nova Vida” 23/05/13

Um Poço Para Uma Humanidade Sedenta

Dr. Michael LaitmanPergunta: A Torá nos diz que Isaac encontrou dois poços na terra de Grar que haviam sido cavados no tempo de Abraão e tinham sido cobertos posteriormente. Estes poços causaram muitas discussões com os pastores locais e depois de um tempo um novo poço foi escavado que não causou disputas.

Então Avimelech (Abimeleque), o rei da Grar (Gerar), ofereceu a Isaac um acordo. Por que as nações do mundo se tornaram tão boas de repente e querem fazer um acordo com os judeus?

Resposta: É porque Isaac tinha começado suas correções.

Um poço é um buraco no chão, numa terra que está cheia de água. Um buraco que está cheio de água da vida é chamado um poço de vida. A água é a essência do atributo de doação que está escondido na terra, ou seja, no desejo. Em outras palavras, o seu desejo começa a fluir para que você possa receber a água da vida através dele, que é o atributo de doação que traz vida a todos.

Basicamente, a história dos poços nos mostra que se nós começarmos a cumprir nossa missão de organizar a nação de Israel, a fim de corrigir o mundo, é o suficiente. Nós, na verdade, não temos que corrigir o mundo, mas apenas nos corrigir.

Nos capítulos 66-67 da “Introdução ao Livro do Zohar“, Baal HaSulam diz que no momento em que a nação de Israel começar a se corrigir, ou seja, se adaptar de acordo com o Criador, a Luz vai imediatamente começar a fluir a partir dela como a água de um poço, e essa Luz vai corrigir todas as outras nações. Desta forma, todo o mundo se tornará um lugar melhor. Afinal de contas, o mundo não pode corrigir a si mesmo, nem pode fazer nada.

Apenas imagine que exista uma nação que controle e gerencie totalmente o mundo, e as outras nações não podem fazer nada e simplesmente esperam que esta nação faça alguma coisa.

O problema está na forma como isso é revelado, e as interrupções podem ser grandes. No momento, nós ainda podemos de alguma forma escapar daqueles que se opõem a Israel. Mas e se essa imagem fosse revelada e, de repente, todo mundo visse que há sete bilhões de pessoas no mundo e há cerca de dez milhões de quem tudo depende?

Eu diria que os sete bilhões são como um corpo que roda no software vida, e este software é o povo judeu. Sua massa não pertence ao verdadeiro corpo do mundo, mas sim ao software, e ele opera num nível diferente.

De um modo geral, o verdadeiro software é meramente um componente virtual no que diz respeito a este assunto. É um esquema, um sistema. Nós podemos dizer que o software da matéria proteica é Israel e a verdadeira matéria proteica é as nações do mundo. Se este software está incorreto, basta imaginar que as doenças e problemas são causados ​​na matéria!

Toda a história da humanidade é basicamente a cooperação contínua entre o mundo e a nação de Israel, assim como duas bobinas na cadeia de DNA. As nações do mundo e a nação de Israel estão em contínua comunicação, contato e esforço entre si. Israel não seria capaz de atingir o estado do terceiro poço sem a pressão das nações do mundo sobre ele. Há aqueles que cavam o desejo e outros que o encobrem. Este desenvolvimento é necessário a fim de alcançar a água da vida, o atributo de Bina.

O primeiro poço refere-se basicamente a Abraão, o segundo a Isaac e o terceiro a Jacó. Quando Jacó se conecta, ele se torna a linha do meio e, assim, nós chegamos à água da vida.

Pergunta: O que isso tem a ver com a vida hoje? Nós temos que descobrir esse poço agora, essa água da vida?

Resposta: Sim. Nós começamos a derramar a doação, e isso só depende da conexão entre nós. A unidade da nação de Israel é a chave de tudo. É a única coisa que pode cavar um poço para o mundo.

Cavar um poço significa mergulhar em nossos desejos. Eles são negativos, ruins, e revelam toda a negatividade que está escondida dentro de uma pessoa, a sua natureza, e sua distância do Criador. Mas nós temos que fazê-lo. Nós temos que criar fortes sentimentos da deficiência da Luz dentro de nós, os atributos de amor e doação. Isso é chamado de um poço vazio ou um buraco. A propósito, há uma diferença entre estes dois conceitos. O que uma pessoa busca depende apenas dela mesma.

Quando cavamos um poço, nós alcançamos o estado, a profundidade em que sentimos a maior dor no que diz respeito ao amor, doação e conexão. Assim, a água, que é a fonte da vida, aparece.

Assim como os animais que sentem onde há água, as pessoas naqueles tempos sentiam onde tinham que escavar e quão profundo, a fim de encontrar água. A propósito, há uma abundância de água no deserto, porque há enormes lagos subterrâneos. Nós só precisamos saber onde cavar e não há nada a temer. Você pode ir a qualquer lugar visto que você sempre vai encontrar água.

Pergunta: Essa busca pessoal é a proximidade e a conexão entre nós?

Resposta: Sim. Ela existe na medida em que fazemos esforços para descobrir o atributo de doação chamado água.

De KabTV “Porção Semanal da Torá” 14/11/14

O Povo Que Virou As Costas Para O Seu Destino

Laitman_167Pergunta: A porção semanal atual, “Toldot” (Gerações), fala sobre a venda do direito de primogenitura. Traçando um paralelo com os dias de hoje [em Israel], nós podemos dizer que alguns estão escolhendo pudim leitoso?

Resposta: Nada disso. Afinal, Esaú é o egoísmo primogênito, um enorme vazio que precisa se preencher. Não há como escapar dele. Se o egoísmo não tivesse nascido, o universo não teria existido. É por isso que o nascimento começa com o egoísmo.

Depois que o egoísmo nasceu e se manifestou, uma metodologia ou um programa para o preenchimento do egoísmo tornou-se necessário. Em outras palavras, é necessário algum tipo de símbolo, uma intenção que seja possível de se utilizar, uma fórmula com a qual esse Esaú possa ser adequadamente administrado e preenchido. Caso contrário, é impossível preencher e satisfazer.

Jacó é tal fórmula. Ele é uma função de utilidade, um mecanismo de apoio que preenche o egoísmo. De um modo geral, Esaú é toda a base da natureza.

Pergunta: O que é o direito de primogenitura de Esaú para a nossa época e para o Israel moderno?

Resposta: Em primeiro lugar, “Esaú” e “Jacó”, “Israel” e “povos do mundo” são sistemas completamente diferentes.

Esaú é Esaú, ele não pode fazer nada por si mesmo. A única coisa que ele pode fazer é perseguir Jacó para provocar e forçá-lo a realizar a satisfação pessoal. Portanto, Esaú inicialmente diz: “Eu vou vender o meu direito de primogenitura a você. Por que eu preciso disso? Eu não posso recolher nada dele”.

Por que Jacó comprou o direito de primogenitura? A fim de implementá-la.

Hoje nós somos seus herdeiros (os descendentes de Jacó) e filhos que não fazem seu trabalho. Em vez disso, preferimos a sopa de Esaú, como se estivéssemos em seu nível desejando se tornar como ele. Como se nós quiséssemos ser como as nações do mundo, entre as quais vivemos.

O que me espanta é quando eu vejo o que vem acontecendo com o povo judeu, o que aconteceu com eles. Parece que seria impossível: o quanto eles viraram as costas e retiraram-se da sua finalidade.

Pergunta: Quais são as consequências dessa fuga?

Resposta: Apenas uma, que Esaú exigisse a resolução dos problemas, em outras palavras, seu preenchimento. Isto significa que o plano da criação será implementado através de Esaú.

Quando Esaú nos obriga e exige que executemos, isso é chamado de “o caminho do sofrimento” ou “Beito” em hebraico, em seu próprio tempo. Constantemente, a cada momento, o programa da criação será executado, mas o tempo todo através da força motriz.

Por outro lado, é desejável e finalmente necessário cumprir o programa da criação através do trabalho da Jacó, consciente e voluntariamente, por seu livre arbítrio.

Isto significa que, no final, o povo de Israel, ou aqueles que hoje são chamados assim, devem perceber a sua missão, seu objetivo, que deve ser alcançado por todos, por Esaú, pela humanidade; e eles devem cumprir a sua missão. Eles são obrigados. Não há para onde fugir.

Acontece que a atual porção semanal da Torá descreve tal destino, o destino do qual não podemos escapar.

Que tipo de infâmia, fraqueza e insignificância nós estamos demonstrando por querer abandonar e afastar o papel de Jacó de nós mesmos e nos disfarçar na pele de caça de Esaú. Este é um estado desprezível e lamentável que alcançamos.

Pergunta: Será que isso significa que hoje temos confundido os papéis?

Resposta: Sim. É por isso que todas as tentativas de Esaú não são estranhas, ou seja, toda a comunidade internacional, nos trazer de volta ao estado correto para o nosso trabalho, para o que temos que fazer por ela, para o bem dela. Em geral, para o bem do Criador.

Em outras palavras, nós temos que tomar a primogenitura e implementá-la. Embora de acordo com as palavras da Torá, possa parecer que compramos de forma desonesta; no entanto, tudo realmente aconteceu dessa forma. Não é que Jacó “passou por cima” e “mentiu” para Esaú; esta é a forma como estes dois programas de criação “se entrelaçaram” e seguiram em frente juntos. Eles se assemelham a uma hélice dupla de DNA torcida, que é a base de nossas vidas.

É por isso que realmente precisamos despertar e começar a aplicar a nossa finalidade.

Pergunta: Será que a sopa de lentilha que Jacó ofereceu a ele por seu direito de primogenitura preencheu Esaú? Ou será que ele se arrependeu pelo fato de que ele o “comprou”?

Resposta: Esta sopa preencheu parcialmente Esaú. Caso contrário, o mundo em geral, não teria existido. No entanto, na realidade, é apenas uma sopa.

No entanto, nós constantemente “alimentamos” o mundo com esta “sopa”. O desenvolvimento humano, o progresso e a eterna busca do prazer ilusório, tudo isso gera o povo judeu. Se o povo judeu não estivesse em seu estado quebrado, não haveria nenhum avanço neste mundo.

De fato, os avanços na ciência e as inovações técnicas não são necessários para o mundo. Nós fornecemos isso ao mundo para que as pessoas tenham algo para fazer. Mas, na verdade, é uma consequência da falência do nosso plano, da nossa missão.

Isso vem da linha feminina, de nossa mãe comum.

Comentário: Como se vê, nós fazemos apenas a primeira parte, “alimentar o mundo com uma sopa”, mas não preenchemos a segunda parte, a parte fundamental: nós não compramos o direito de primogenitura com isso.

Resposta: Sim. Tal é Israel de hoje.

Basicamente, cada porção semanal da Torá, se analisada, no final nos dá uma resposta negativa sobre como implementar a nossa missão. Em última análise, todos os 52 capítulos do ano nos afetam negativamente. Afinal de contas, nós não cumprir qualquer um deles.

Pergunta: Como os capítulos são implementados?

Resposta: A maneira mais fácil, “Ama o próximo como a ti mesmo”, esta é a principal lei da Torá. Nada mais é necessário!

Pergunta: Este é o direito de primogenitura?

Resposta: Este é o cumprimento, a execução do direito de primogenitura. E Esaú exige isso! Ele quer amar, e nós lhe negamos essa oportunidade. Nós não damos e não criamos as condições para isso, e, portanto, provocamos o seu ódio em relação a nós.

Por outro lado, o final feliz da história é conhecido antecipadamente. A história é como um filme que você assiste no cinema; está tudo lá no filme, mas você ainda está em algum lugar no meio se preocupando com os personagens. É apenas graças ao final feliz que nós existimos, caso contrário, já teríamos sido destruídos há muito tempo.

Pergunta: Isso é porque nós não cumprimos o nosso papel?

Resposta: Sim. Não é de estranhar que, uma e outra vez em toda a história dos judeus, se levantar forças supostamente negativas que nos pressionam, e, em parte, nos destroem. Infelizmente, esta é apenas uma consequência da nossa incapacidade de completar o nosso programa.

Quantos desses casos existem na história? Na Espanha, na Inglaterra, eu vi as antigas sinagogas onde os judeus eram presos e queimados. Eles não sabiam a razão. Na verdade, o que era realmente exigido deles?

Ainda assim todo mundo tem culpa porque o povo judeu inicialmente era percebido como um só “elo” conectada de responsabilidade mútua (Arvut), ligada num único sistema para ser como um homem com um coração.

Em tais condições, cada pessoa é responsável por todos. Acontece que não há uma pessoa boa ou má; todos são igualmente bons e maus.

É por isso que quando alguém é morto em algum lugar porque era judeu, não temos o direito de gritar que ele não tinha culpa. Ele é culpado, porque o povo judeu como um todo não cumpre sua função. Todo filho desta nação é o seu representante.

Por outro lado, se as pessoas desempenhassem a sua função, elas não seriam mortas. Isso nunca teria acontecido.

Afinal de contas, nós estamos num sistema que é bastante determinante, onde não pode haver inconsistências, espontaneidade e acidentes. Isso não está na natureza. Este é um sistema enorme, contínuo e ideal.

Pergunta: Acontece que, por não cumprirmos o princípio do “ama o próximo como a ti mesmo”, nós olhamos para o mundo através dos olhos de Esaú, e não de Jacó. E o mundo nos pressiona assim como Esaú. E agora?

Resposta: É necessário chegar ao ponto em que todos na nação de Israel vão se sentir culpados.

Eu ouço as notícias de todo o mundo e me sinto culpado pelo que está acontecendo. Como resultado do estudo da Cabalá, eu comecei a sentir vergonha de olhar para as pessoas do mundo.

A mesma coisa vale para o povo judeu, porque eu tenho que entregar isso a eles, mas ainda não posso. Eu “dou à luz” ao sistema de explicação, disseminação e formação, para que outros ouçam, entendam. Eu me sinto culpado em relação ao resto do povo.

Pergunta: Por quê?

Resposta: Porque milhões de crianças na África estão morrendo, porque as pessoas estão sofrendo por e alguma coisa, calor ou frio, por seus problemas, conflitos e lutas, por alguns fenômenos naturais, seja humano, inanimado, vegetal ou animal. Guerras, vírus, furacões, tsunamis, terremotos, erupções vulcânicas; é necessário compreender que tudo isso é porque nós não cumprimos a nossa função, a nossa missão.

Nós precisamos educar o nosso povo para que eles se sintam culpados. Nós temos que levar as pessoas à verdade, onde ela não vai estrangulá-los, não vai prendê-los, não vai leva-los à loucura, ao suicídio, mas vai animá-los e dar-lhes um impulso para frente para que eles vejam que devem, e ao mesmo tempo, são capazes de fazer a correção do mundo.

De KabTV “Porção Semanal da Torá” 14/11/14

Como Uma Monstruosidade

laitman_749_02Nós vivemos em um momento especial e emocionante, cheio de acontecimentos imprevisíveis. Os últimos 60 a 70 anos após a Segunda Guerra Mundial, nós pensávamos que tínhamos criado um ambiente bom e viável.

Nos Estados Unidos, Europa, Israel, e muitos outros países, o povo judeu começou a se sentir mais confiante, não como exilados à mercê dos anfitriões, que podiam fazer o que queriam com eles. Em vez disso, eles começaram a se comportar como iguais.

É bastante surpreendente o quão rápido as coisas mudam. Depois que nós demos ao mundo vários cientistas de renome, florescente culturas e economia, enormes contribuições em todas as esferas da vida humana, de repente, apareceu uma nova e surpreendente onda de antissemitismo.

A sua intensidade é tão ruim que em algumas cidades dos EUA os judeus têm medo de usar kippahs (yarmulkes) nas ruas. Nossas crianças são espancadas nas universidades e acusadas de todos os tipos de pecados.

Antigos, primitivos e densos preconceitos que repetem a velha calúnia sobre os judeus – de que eles supostamente “bebem sangue para a Páscoa”, chefiam um governo mundial secreto que quer dominar o mundo, e, em geral, são culpados de todos os desastres que a humanidade está passando – têm sido revividos novamente agora.

Nós vemos que este sentimento é inerente ao ser humano, por natureza, e não depende de níveis culturais ou desenvolvimento. As nações do mundo vivem ao nosso lado; nós existimos entre elas, e ainda assim, de repente, uma animosidade selvagem, medieval e deprimente desperta nelas.

De onde vêm esses problemas? Por que nós acabamos ficando no centro de todos os impasses? Por que provocamos ódio nelas? Milhões de pessoas em todo o mundo participam de manifestações contra os judeus. Estudantes e professores universitários assinam petições contra o Estado de Israel.

Mesmo os judeus que não estão dispostos a se associar com Israel ainda caem numa categoria de pessoas odiadas e perseguidas só por causa de sua etnia judaica.

A única coisa é que o antissemitismo é uma parte da natureza. Todos os grandes pensadores assinalaram este fenómeno. Einstein escreveu que o antissemitismo é uma sombra de nossa nação da qual não podemos nos esconder.

Na verdade, a animosidade aos judeus emerge inclusive nos países onde os judeus nunca se estabeleceram. Realmente, nunca tivemos qualquer ligação com essas nações, mas, de alguma forma, nós ainda somos objetos de seu ódio. Independentemente do fato de que nós ajudamos muitas nações do mundo e expressamos nosso desejo de manter boas relações com elas, elas ainda nos consideram como párias: as mais estranhos e incompreensíveis criaturas que não pertencem a este mundo.

De onde vem essa sensação? O que é isso: uma maldição ou uma bênção? Qual é a raiz do problema?

A fim de entender esse fenômeno, vamos voltar à história, ao momento em que o nosso povo nasceu. Cerca de 4000 anos atrás, na antiga civilização da Babilônia, os seus habitantes viviam em paz e amizade. De repente, surgiu um descontentamento crescente entre eles, uma escalada de acusações mútuas, e um aumento na sensação de distanciamento entre o seu povo.

Bons amigos que falavam a mesma língua e que se entendiam muito bem se transformaram numa entidade hostil baseada no ciúme, ódio e rivalidade. As mudanças impressionantes que eles passaram desencadearam uma questão neles: “O que está acontecendo conosco?”.

Naquela época, um antigo sacerdote babilônico, Abraão, um dos muitos que exploraram este fenômeno, encontrou uma solução para ele. Ao estudar a natureza como um filósofo, astrônomo e grande cientista de seu tempo, ele chegou à conclusão de que este estado decorre da própria natureza da sociedade humana que propositadamente se desenvolve dessa forma, de modo que submerge em seu próprio egoísmo e, por fim, tem que subir acima do ego.

De acordo com Abraão, um período de paz que os babilônios apreciaram uma vez foi dado a eles como um exemplo. Mais tarde, surgiu a era da manifestação do ego, uma qualidade negativa que colocava em risco o seu bom estado.

Não foi por acaso. Pelo contrário, isso aconteceu porque as pessoas tinham que crescer conscientemente, subindo, assim, acima do egoísmo que as estraçalhou, separou-as umas das outras, e ameaçou destruir completamente toda a civilização. Abraão explicou que os moradores de Babilônia tinham que recuperar a cooperação positiva entre eles, apesar do egoísmo que os enfurecia naquele momento.

Visto que ele era um grande cientista, um líder espiritual da nação, ele criou sua teoria clara para apreciação pública. Ele também começou a disseminar essa ideia em todos os lugares que podia. Assim, dentro de um curto período de tempo, a antiga sociedade babilônica aprendeu sobre seu ponto de vista.

Uma parte das pessoas que entendeu a sua abordagem e aceitou a sua solução para o problema respondeu ao seu apelo e o apoiou. No entanto, a grande maioria das pessoas não estava disposta a aceitar suas ideias. De acordo com seu estágio de desenvolvimento interno, elas estavam confiantes de que deviam calmamente continuar a sua existência, o que parecia muito bom para elas.

“Por que é ruim?”, perguntavam. “Sim, nós competimos entre nós… E daí? Por isso, queremos desenvolver as ciências e promover a cultura. A competição nos dá estímulo adicional para um rápido desenvolvimento”. Era verdade, já que o egoísmo aumentou nos seres humanos para empurrá-los à próxima fase de desenvolvimento.

Este estado das coisas abriu dois caminhos que os babilônios podiam escolher. O primeiro caminho era o do desenvolvimento da moralidade na sociedade onde a interconexão benevolente entre todos os seus membros prevalecia sobre os avanços científicos e tecnológicos. Este método foi baseado não em destruir o egoísmo, mas em subir acima dele e construir uma conexão ainda mais forte entre todos.

O segundo caminho era o do avanço egoísta interno. Ele se baseava na concorrência e supressão de outros. No entanto, ele estimulava o progresso tecnológico.

Isso explica por que apenas uma pequena parte dos babilônios se juntou ao grupo de Abraão. Ele os levou para a terra de Israel. A partir deste momento, seus seguidores foram chamados de “Israel”, que significa “diretamente ao Criador”, ou seja, à força superior da natureza que governa e nos motiva a se unir. É assim que a nação judaica nasceu.

A humanidade dividiu-se em duas partes ideologicamente opostas: os judeus que perseguiram o objetivo da unidade, de acordo com a regra do “ama o teu próximo como a ti mesmo”, e as nações do mundo, que eram contrárias a essa regra devido ao seu antagonismo intenso e inclinação ao desenvolvimento técnico e material.

Ambas as partes se contradizem totalmente em sua filosofia em relação à vida. Esta é a principal diferença entre o povo judeu e o resto da humanidade. Esta é a origem de uma animosidade constante e de séculos aos judeus.

De KabTV “Contos” 24/10/14

Cabalistas Sobre A Nação De Israel E As Nações Do Mundo, Parte 12

O Povo De Israel Deve Cumprir A Sua Missão

Do artigo do Baal HaSulam, “Os Escritos da Última Geração”. Adições e rascunhos, Seção 2, da Introdução:

Eu já apresentei a essência das minhas opiniões em 1933. Eu também falei com os líderes da geração, e as minhas palavras não foram aceitas na época, mesmo que eu gritasse como uma garça e advertisse sobre a destruição do mundo; isso não causou nenhuma impressão.

Mas agora, depois das bombas atômicas e de hidrogênio, eu acho que o mundo vai acreditar em mim que o fim do mundo está se aproximando e a passos rápidos; e Israel será queimado antes das outras nações, como foi na guerra anterior; por isso, é bom despertar hoje o mundo para aceitar o seu único remédio e continuar a viver e existir.