Textos na Categoria 'Nações do Mundo'

Restringido Pela Doação

laitman_527_03Até a destruição do Beit HaMikdash (templo), ou da queda do nível espiritual, o povo de Israel entendia que se encontrava “em tratamento” pelo Criador, a Força Superior. Isto ser refere à força que precedeu nossa realidade. Este é o poder de doação e amor, que criou as criaturas com um desejo oposto, de recepção.

Nós não podemos ser libertados desse desejo, pois fomos criados a partir dele; é nossa “substância” essencial.

Porém, nós podemos adicionar a ele a intenção de doar. Para isso, a sabedoria da Cabalá nos ensina a nos assemelharmos à Força Superior, que é a doadora. E mesmo que eu seja “tecido” a partir do ego, do desejo de receber, eu adquiro uma nova forma para ele, uma nova expressão externa, uma inclinação à doação.

Desta maneira eu incluo dentro de mim duas forças:

  • Minha força receptora natural, da qual não há para onde fugir.
  • A força de doação, um exemplo da qual eu recebo do Criador.

Eu posso adquirir o poder de doação do Criador que vai possibilitar que eu limite meu poder de recepção e não use-o. É impossível anulá-lo, porque ele é meu. Mas eu posso decidir que não vou ativá-lo no nível “falante” e que vou usá-lo apenas nos níveis inanimado, vegetal e animal, apenas para satisfazer as necessidades essenciais. Eu vou ter comida, sexo, família, dinheiro, respeito e conhecimento, mas num limite especial que determino para mim.

No mais, eu atuo apenas de acordo com o poder de doação que recebo do Criador. Eu o desenvolvo cada vez mais, de modo que ao lado do meu corpo bestial eu me desenvolvo à imagem do homem, Adão, aquele que se assemelha (Domeh) ao Criador.

Na verdade, esse poder de doação, o poder do Criador, esteve latente no povo de Israel desde o início. Ele se manteve em nós desde que o recebemos, mas agora está oculto. Mas nós podemos revivê-lo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 25/12/14

Uma Jaula Para O Egoísmo

laitman_749_01Pergunta: A reputação de Israel hoje na arena internacional, suavemente falando, é lamentável e continua a se deteriorar. Por que isso está acontecendo? Afinal, a contribuição histórica do nosso povo é enorme.

Nós demos à humanidade o Antigo Testamento, os fundamentos da lei, da ética, da moral, e muito mais. Na verdade, nós estamos falando de um enorme impacto no mundo.

Nos dias de hoje, parece que tudo finalmente acabou e foi cortado de nós. Nós deveríamos talvez voltar a despertar o seu potencial? É hora de olhar para trás e dar uma olhada na nossa própria história?

De onde nós viemos? Que propriedades ancestrais definem nosso papel entre as nações? Nós experimentamos um boom e depois entramos num longo exílio, mas ficamos com uma “bagagem” especial e começamos a afetar o mundo. Que “carga” é essa que permanece conosco em todos os lugares?

Resposta: Em primeiro lugar, o período em que nós éramos um país e um povo é radicalmente diferente dos eventos subsequentes. Nós mesmos causamos a destruição do Templo e, portanto, fomos para o exílio.

Por gerações, desde a época da entrada na terra de Israel, desde a época de Josué e antes, o colapso de nosso povo em diferentes graus estava na revelação do Criador, a Força Superior. Os Cabalistas estavam sempre entre nós, as pessoas os conheciam, falavam com eles, e eles influenciavam as pessoas em sua volta.

A era dos profetas, reis, e assim por diante, foi substituída, mas houve um declínio gradual após os picos espirituais do Primeiro Templo. Às vezes havia explosões de ascensões “residuais”, mas a tendência geral nos levou para baixo.

No âmbito deste processo, o exílio babilônico, após a queda do Primeiro Templo, no sentido espiritual, estava acima da época do Segundo Templo. Era uma compreensão e sensação superior do sentido da vida, para a revelação da Força Superior, que nos acompanha, cuida e desenvolve, para nos tornarmos “uma Luz para as nações”.

A reversão durou muito tempo, mas antes do colapso do Segundo Templo, dos marcos importantes, o povo conhecia e entendia que estava “sob os cuidados do” poder superior.

Só no último exílio é que começamos a nos fechar, a ser removidos disso, mas não imediatamente. Por mais cem anos, o povo tem sido desfavorecido com essa perda. A memória do passado ainda vive em nós, como evidenciado pelo Livro das Lamentações.

Além disso, o povo sabia de antemão que não havia alternativa, que teria que ir para um exílio. No entanto, eles ainda tinham que lutar contra isso, tentando levar o desenvolvimento ao longo do bom caminho, o caminho da aceleração.

Em geral, nós temos sempre dois caminhos diante de nós: “em seu tempo” e “acelerado”. No caminho “em seu tempo” nós vamos sob a influência estrita das forças da natureza, de acordo com os termos previstos no programa geral.

O caminho “acelerado” é onde podemos acelerar o tempo e suavizar os estágios através do desenvolvimento mais rápido do que a natureza nos obriga. Nós somos atraídos ao estado futuro, mobilizando forças no nosso ambiente. Isso depende de nossa unidade, do quanto estamos ansiosos em voltar à unidade apesar do egoísmo que nos afasta.

A fim de “ficarmos à frente do tempo”, pedidos, orações e invocações são necessários para alavancar a Força Superior para obter ajuda. Então nós nos desenvolvemos num bom caminho quando unidos.

Assim, por um lado, é preciso reconhecer que a nossa queda aconteceria, e que isso é dirigido de Cima, e, por outro lado, nós temos que admitir que ela é causada de Cima, que nós embaixo não podemos mover o nosso desenvolvimento para um caminho diferente, que é mais favorável aos nossos olhos e aos olhos da Força Superior.

Afinal de contas, existem leis segundo as quais em cada ponto do eixo histórico nós devemos passar por um determinado estado, experimentar certa revelação do egoísmo da natureza humana. Essa revelação pode tomar uma forma positiva ou negativa.

Ao “acelerar” no caminho certo, eu manifesto meu egoísmo, uma vez que isso é necessário para a correção do egoísmo. Neste caso, eu não tenho medo, porque sei de antemão que vai ser desagradável, e armazeno a força adequada, certos detalhes de percepção e a conexão com os amigos, de modo que juntos nós controlamos a revelação deste “monstro”. Nós não temos medo dele, na medida em que forças conjuntas podem mantê-lo sob controle, de modo que ele não vai nos atacar.

Pergunta: É dito que o Templo foi destruído por causa do ódio infundado. Isso significa que não fomos capazes de lidar com o egoísmo?

Resposta: Sim, o egoísmo se libertou e nos espalhou longe uns dos outros. Esta alienação é chamada de ódio. O ódio é realmente sem causa, e eu descubro vitalidade nisso para eu mesmo. Eu me sinto bem e agradável odiando a todos. Esse ódio se manifesta de forma diferente em nossos relacionamentos, tomando tais formas que não têm justificativa nem motivo. O egoísmo se alastra em todo mundo, causando a rivalidade.

Hoje nós vemos como a hostilidade abrange o mundo inteiro. Brigas e conflitos se multiplicam, e como todas as crianças desobedientes, nós afundamos na lama do conflito ao não encontrarmos mais nada para fazer enquanto caminhamos à beira de uma grande guerra.

Portanto, o povo de Israel perdeu a capacidade de frear seu egoísmo e de ficar acima dele. “Ama o próximo como a ti mesmo, a grande regra da Torá!” Rabi Akiva gritou: “Vamos voltar a amar! Caso contrário, como resultado de nosso ódio, vamos acabar com o colapso do Templo, o colapso do povo, e o colapso do país, o fim de tudo”. Mas ele não foi ouvido.

De KabTV “Uma Nova Vida “25/12/14

Características do Estado Judeu

laitman_936Pergunta: Independentemente da abundância de problemas que Israel sofre hoje em dia, muitas vezes nós somos os únicos que acrescentam à lista dos problemas. Ultimamente, a questão do status legalmente imposto do “Estado judeu” foi apresentado ao público em geral.

Na verdade, o público em geral tem que reconhecer que Israel é o lar nacional do povo judeu de todo o mundo que tem o direito de auto realização e autodeterminação. Além disso, a nova lei afirmará que a terra de Israel é a pátria histórica de todo o povo judeu.

Resposta: Nunca antes tais questões foram levantadas na Diáspora. Nós “nos sentamos calmamente” ao redor do mundo cuidando do nosso negócio.

Quando nos foi dada a oportunidade de voltar à terra de Israel, a questão com respeito a quais leis deveríamos viver emergiu neste país.

O conceito bíblico da “santidade da terra” não é aplicável à situação atual em Israel. Aplica-se apenas sob a condição de que o Templo existe. É por isso que este território não pode ser chamado de “a terra de Israel”. É uma terminologia que se refere ao futuro, ao tempo da chegada do Messias, como parte da fé do povo, ou ao momento em que será criado as boas relações entre nós.

Se nos referirmos às raízes, ainda temos que encontrar definições corretas de termos como “o povo de Israel”, “a terra de Israel”, “Estado de Israel”, e “os judeus”. Além disso, nós temos que definir as noções de “países da dispersão”, “países do mundo”, e “nações do mundo”. Esses termos precisam de um esclarecimento completo. Nós temos que compreender de que forma as nossas leis são diferentes das leis de qualquer outro país no mundo.

Há uma diferença aparente entre o povo de Israel e as nações do mundo. Nós estamos cientes desta divergência independentemente de nós vivermos neste país ou estarmos dispersos por todo o mundo. Tanto em Israel como fora de suas fronteiras, nós vemos uma atitude muito específica para com os judeus em nome das nações do mundo. Por exemplo, nós somos acusados de causar problemas em todo o mundo.

Depois que um policial baleou um cidadão afro-americano em Ferguson (EUA), enormes faixas apareceram nas ruas difundindo que o acidente aconteceu por causa de Israel e é resultado do confronto judeu com os palestinos. Qualquer evento, mesmo aqueles que não têm nada a ver com os judeus, acaba sendo “por causa de nós”. Tem sido sempre assim. Nós podemos ver que estes incidentes acontecem o tempo todo. Essa tendência é construída em sua base.

É por isso que nós devemos perceber exatamente o que acontece conosco e nosso ao redor. O antissemitismo é causado pelo fato de que somos realmente uma nação especial criada por Abraão, no princípio de amar o nosso próximo como a nós mesmos. De acordo com este princípio, nós temos que viver em amor fraterno uns com os outros para que todos sejamos amigos e ninguém faça aos outros o que odeia para si mesmo. Esta é a condição da garantia mútua, união, reciprocidade, quando todo mundo cuida dos outros e os outros se preocupam com um.

Abraão reuniu seus estudantes de toda a antiga Babilônia e criou um grupo que mais tarde se tornou uma nação. Foi o que aconteceu há três mil anos. Em essência, os judeus não são uma etnia no sentido tradicional do mundo; em vez disso, eles são a assembleia de Abraão, os descendentes dos babilônios que se juntaram à Abraão sob o lema do amor fraterno.

Não importa de que tribo ou etnia cada um deles vinha. Se alguém queria fazer uma “cúpula de amor” acima das coisas que os separavam uns dos outros, se alguém estava pronto para se dedicar ao estabelecimento da conexão, do desapego, então se unia à irmandade e se tornava parte do povo de Israel. Esses homens se viam como um todo unificado, não como entidades separadas. Isso é o que Abraão ensinava.

Esta é a base do povo de Israel. Este é o lugar de onde a nossa Torá, o estudo da unidade, vem. Nós não estamos unidos por raízes étnicas. Cada pessoa no mundo pode se tornar um judeu se quiser se unir com os outros e viver de acordo com a lei do amor.

Na verdade, a lei do amor é uma lei do caráter judaico. O objetivo do povo de Israel é levar todo o mundo a entender um princípio unificado: “Ama o próximo como a ti mesmo”. Em outras palavras, o objetivo é levar as pessoas à unidade onde não há desigualdade ou distância. Este é o objetivo da criação. Nós todos temos que alcançá-lo.

É por isso que se diz que temos que ser “a Luz para as nações”; isto é, a nossa tarefa é explicar essa noção a todo o mundo e ajudar outras nações a atingir o estado final.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/11/14

A Luta Constante Da Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Este tópico ardente das relações se tornou extremamente importante em nosso tempo nos círculos dominantes e seu impacto negativo na sociedade sob a sua liderança.

Governos são substituídos, mas cada vez que a mesma situação retorna. Apenas os atores e as forças mudam, mas a dinâmica permanece a mesma.

Existem vários partidos principais que lutam pelo poder, e eles estão constantemente em guerra uns com os outros, tentando desarmar o outro. Se eu o venço hoje, tudo que você faz a partir deste momento até a próxima eleição é tentar me derrubar.

Assim, um político que chegou ao poder e pretendia fazer alterações concebidas por ele é incapaz de fazer qualquer coisa porque o resto de seus adversários está se esforçando em ter certeza que ele falhe.

A próxima eleição chega, alguém ganha, e todos os outros adversários começam a interferir e tentam derrubá-lo. Tudo retorna à estaca zero. Nesta altura, todo o país está sofrendo com o fato de que os políticos estão tentando culpar uns aos outros dentro do governo. Isso só prejudica mais os cidadãos.

Esta é a nossa realidade hoje. Por que ocorre esta luta sem fim e, mais importante, como podemos mudar as coisas para melhor?

Resposta: É natural que exista uma luta pelo poder, porque todos nós somos egoístas. Uma pessoa que batalha pelo poder muitas vezes é mais egoísta do que uma pessoa simples, porque ela se eleva a este nível. No aparato da decisão, um ou duas centenas de líderes e vários milhares de funcionários são os maiores egoístas de todos.

Portanto, existe um ambiente muito aquecido e agressivo onde problemas, suborno e fraude estão concentrados. Isso é natural. Esta não é uma propriedade de um país em particular porque acontece em todos os lugares. Em alguns países é menos pronunciado, como na Escandinávia, que é tradicionalmente caracterizado por uma forma bastante tranquila de vida e valores socialistas.

A mesma luta pelo poder acontece em todos os outros países da Europa e nos Estados Unidos. Na medida em que os países se desenvolvem, eles se tornam jogadores nos mesmos jogos governamentais. É como um caldeirão fervendo que ferve continuamente em cima de uma forte chama versus ferver em fogo baixo.

Pergunta: Digamos que nós temos políticos que concordaram ir às urnas em conjunto, e conseguiram ganhar em uma coalizão. Antes disso, nós tínhamos um interesse comum que nos unia. Nós chegamos ao poder e fomos capazes de ter reformas úteis. Se continuarmos a trabalhar em conjunto, pelo menos nessa cadência, as coisas vão bem.

Mas isso não funciona! Apesar do interesse geral de permanecer no poder, não podemos agir como parceiros. Há intermináveis jogos egoístas ​​e intrigas, que não nos permitem alcançar qualquer sucesso. Por que isso acontece?

Resposta: Estes são jogos egoístas que não podem ser evitados. O egoísmo nos queima por dentro e exige que subamos cada vez mais alto, caminhando sobre a cabeça das outras pessoas para chegar lá. Apenas neste caso a pessoa se sente bem sucedida, forte, e especial. Portanto, esse egoísmo, ainda engajado numa luta, pega uma nova intriga sem qualquer motivo justificável. Esta é a vida do egoísmo, caso contrário ele não se sente vivo.

Comentário: Mas, no final, isso prejudica a todos, inclusive a pessoa que começou o conflito.

Resposta: Não importa. Enquanto esta intriga ocorre, ela preenche nossas vidas. O nosso egoísmo nos incita a lutar, mesmo em situações em que não há quase nenhuma chance de ganhar. Nós nos tornamos conscientes de que estamos numa perda e ainda nos dirigimos rumo ao conflito, porque não podemos manter uma vida tranquila. Na realidade diária, não há piadas nem vida. A luta egoísta, conflitos e atritos nos dão um sentido de vida.

É por isso que nos engajamos na luta social como clãs mafiosos rivais ou como crianças que lutam no quintal. Meninos brigam o tempo todo, mesmo que sejam irmãos. Caso contrário, eles não se sentem como se estivessem vivos. Se forçarmos todos a se sentarem calmamente no canto, isso se torna simplesmente morte para essas pessoas.

A luta reside na nossa natureza egoísta, e é por isso que todos estão suscetíveis a ela, começando com as crianças pequenas até os principais políticos.

De KabTV “Uma Nova Vida” 23/12/14

Separar-se Da Infância

Laitman_115_05Duas ideologias, hebraica e grega, colidiram nos dias dos Macabeus. A primeira falava do bem ao próximo, a segunda falava do benefício pessoal em detrimento de outros.

Este conflito é ainda relevante hoje. Afinal, a abordagem judaica não é uma abstração; é um caminho altamente específico e prático para os tempos modernos. Esta não é apenas uma percepção do mundo, mas também instruções para o uso diário.

Nos dias dos Macabeus, estas instruções lhes permitiram vencer a guerra espiritual para a percepção do mundo, para a relação com a natureza, com a pessoa, com a sua existência e essência, e mais importante, com a sua meta de vida. Os gregos viam o propósito da vida como um sucesso material, um bom corpo, e os Macabeus, pelo contrário, destinavam-se a elevar o espírito para o bem do por que uma pessoa vive.

Pergunta: Por que a vitória dos Macabeus foi temporária?

Resposta: Porque há um programa da criação de acordo com o qual nós deveríamos resistir por algum tempo antes da destruição do Segundo Templo.

Em geral, ao longo da história, a humanidade se desenvolve aumentando o egoísmo, enquanto o povo de Israel se desenvolveu espiritualmente desde o tempo de Abraão, passando pelo Egito, a construção do Primeiro Templo, e depois, o retrocesso ocorreu a partir deste elevado nível espiritual até o colapso do Segundo Templo há dois mil anos; isso não acabou com a nossa tendência de unir em prol da revelação do Criador.

Em cada geração o egoísmo crescente nos divide cada vez mais, e hoje nós vemos em primeira mão que não há um povo assim, mas apenas uma coleção de exilados.

Tudo é construído no programa de desenvolvimento do mundo. Por outro lado, é dito que no final do século XX nós começamos a trabalhar na integração do povo, onde em nossa unidade nós revelamos a força superior. Mas vai ser uma libertação completa, na medida em que vamos levar toda a humanidade a nos seguir.

Em geral, o termo “libertação” significa a revelação da força superior. No curso de seu desenvolvimento, a humanidade deve formar a capacidade de revelar o Criador (Bore), que significa “venha e veja” (Bo-re). Em outras palavras, nós precisamos nos desenvolver num determinado processo até chegarmos ao estágio em que “vemos” o Criador e O revelamos em todas as sensações formadas.

Tendo chegado a esta fase, as pessoas se sentem vivendo numa dimensão mais elevada, fora do corpo. O corpo está lá, mas a sua importância é reduzida; ele desaparece. Agora, as pessoas empregam diferentes sentimentos, o sentimento de doação, amor e união entre si. Então, todos os pequenos sentimentos egoístas relacionados com o corpo animal, nossos relacionamentos primitivos, gradualmente se dissipam.

Precisamente na medida em que nós amadurecemos, a infância e a adolescência passam. Ao longo do tempo, nós deixamos os nossos jogos e a diversão juvenil na caixa de areia.

A mesma coisa vale para o caminho espiritual; começando o “jogo” no mundo superior, nas forças superiores, ao sairmos do corpo humano, nós revelamos a realidade superior. Então o nosso passado, os jogos “infantis” se desvanecem e dissipam.

De KabTV “Uma Nova Vida” 14/12/14

O Direito De Escolher, Parte 4

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em cada pessoa um imenso ego tem crescido de modo que ela se sente um rei. Como será se ela corrige o seu ego e o ódio para com os outros em amor?

Resposta: Em primeiro lugar, nós esclarecemos que todos nós dependemos uns dos outros, como órgãos de um único corpo. Portanto, não temos escolha; nós devemos nos conectar de forma mútua e correta para que todos trabalhem para o bem de todos. O sistema que é construído por nós deve ser integral, fechado e pleno.

Na mesma medida em que nos aproximamos de relacionamentos como estes, ao nos completarmos mutuamente, nessa medida nós começamos a sentir o poder que está agindo dentro de nós. Entre nós, e dentro de nossa conexão, a força integral que chamamos de “superior” é revelada.

Nós começamos a descobrir isso um pouco, mesmo nos workshops regulares e durante as discussões nos círculos que nós organizamos em diferentes lugares, inclusive nas ruas. É assim que demonstramos às pessoas como, com a conexão correta, até mesmo uma conexão espontânea como essa que dura apenas uma hora, é possível sentir uma espécie de força, um humor único, uma sensação incomum. Algo mudou, e até mesmo o mundo parece diferente.

Pergunta: O que é essa coisa única que a força integral traz para nossas vidas?

Resposta: Esta força integral nos obriga a mudar nossas vidas para sermos semelhantes a ela. Todo mundo se torna consolidado, conectado, e cada um sente todos os outros.

Pergunta: Onde desaparecerá esse ego tão poderoso que obriga cada um a sentir que é como um rei?

Resposta: O ego permanecerá, uma vez que nos conectamos acima deste ego! Como se diz em Provérbios 10:12: O amor cobre todas as transgressões. Cada um vai sentir que é um rei, e, especificamente, com o seu poder real, vai querer fazer todos felizes. Ele vai querer ser um bom rei. Por que você acha que ele vai ser um déspota do mal?

Pergunta: Mas se cada um sente que é um rei, como todos estes reis vão se dar bem juntos?

Resposta: Num sistema integral, cada indivíduo é tão importante quanto todos os outros. Isso porque, se ele não executa o seu papel, todo o sistema vai quebrar.

Pergunta: E quem obriga cada indivíduo a executar o seu papel?

Resposta: O sistema mantém e suporta uma pessoa e a obriga a agir, e por isso ela dá tudo para fazer isso. Este apoio mútuo é chamado de um pacto, o poder de Arvut (garantia mútua), que deve existir entre todos.

Pergunta: Existe uma chance de que Israel se torne estável?

Resposta: Nós vamos estar prontos para fazer isso, pois nenhuma outra escolha permanecerá. Mas a questão é, será que chegamos a este através do caminho do sofrimento ou graças a um entendimento e conscientização, através do qual é possível avançar por um caminho curto e agradável?

De KabTV “Uma Nova Vida” 09/12/14

Construção De Uma Nação Modelo

Dr. Michael LaitmanNós só podemos resolver os nossos problemas no nível social através das relações entre nós. A humanidade é um sistema geral, um corpo geral, que deve ser gerido de forma adequada para que se sinta bem em qualquer momento de sua existência.

Que forma deve assumir a humanidade na medida em que se desenvolve? É claramente avançando em direção a certo estado, certa forma, a um objetivo. Nós estamos mudando e o mundo ao nosso redor também está mudando, e nós nos desenvolvemos para melhor ou para pior.

A questão é o que a natureza exige de nós? Estudando as leis da natureza nas últimas décadas, nós começamos a perceber que a natureza é um sistema integral completo onde cada componente está conectado a todas as outras partes, assim como no corpo humano.

Portanto, todas as partes devem combinar mutuamente e não se opor. Mesmo que não pareça assim, é só porque não sabemos como elas se integram.

A natureza proveu a humanidade com ótimas condições, com exceção da conexão entre as pessoas. Estas devem ser as conexões de uma nova qualidade, para que não avancemos por golpes, pelo ego, ódio, falsidade, guerras, e dominando outros.

Agora todos nós estamos cozinhando numa panela. Se algo ruim acontece com alguém, acabará por ser ruim para todos. Neste mundo global, nós temos de construir uma sociedade homogênea na qual todas as pessoas são iguais, estão devidamente conectadas entre si e se complementam reciprocamente. Tal sociedade é baseada nos princípios de igualdade, a conexão correta em que há espaço para todos, na educação correta para crianças e adultos, e concessões mútuas, até que juntos, chegamos às conexões de amor. Afinal de contas, não pode haver certas partes que desejam se devorar num só corpo, a menos que seja câncer.

Pergunta: Qual é o trabalho complementar indispensável entre todas as partes em relação a Israel?

Resposta: Israel precisa disso muito mais do que qualquer outra pessoa. É porque a nação de Israel deve ser a primeira a perceber este processo e cumpri-lo, a fim de estabelecer um exemplo para os outros, para ser Luz para as nações. O papel da nossa nação no mundo é ser uma nação modelo. Esta é a razão de nós sermos odiados, porque mostramos a todos o oposto e definimos um exemplo negativo.

Pergunta: Como o desenvolvimento da sociedade israelense é expresso no plano da natureza?

Resposta: Deve ser uma comuna, uma conexão, de acordo com o princípio de “todos de Israel são amigos”, e “ama teu amigo como a ti mesmo”, para que ninguém falhe, não exista grande ou pequeno, e todo mundo esteja igualmente conectado. Todo mundo só deve se preocupar com a conexão máxima entre as pessoas em complementação mútua.

É exatamente assim como o corpo humano, como cada órgão, complementa todos os outros, e, como resultado, o corpo funciona corretamente.

Pergunta: Será que um determinado líder, que entende o plano de nossa evolução e vê pelo menos um ou dois passos à frente, pode ganhar a confiança do público?

Resposta: Não. Primeiro ele teria que explicar a sua abordagem ao público e prová-la, trazendo evidências da ciência e da sabedoria da Cabalá, e, assim, gradualmente fazer o público se acostumar com o novo modelo. É porque as pessoas só querem resolver seus problemas diários e isso é tudo.

Portanto, eles devem primeiro ser preparados para entender a situação atual e o que está acontecendo, por que somos chamados de nação de Israel, por que o mundo inteiro se relaciona conosco de uma maneira especial, e o que devemos ser. É porque de acordo com o plano da natureza nós somos a mais especial de todas as nações e não podemos fugir do nosso papel.

Pergunta: E se as pessoas não acreditam nisso, será que nos desenvolveríamos de forma diferente?

Resposta: Não. Nesse caso, a natureza vai nos obrigar a cumprir o nosso papel, mas apenas sob o recebimento de duros golpes. Se não quisermos entender e aceitar esse papel, vamos aceitá-lo sob a pressão de problemas e dificuldades, incluindo guerras e até mesmo guerras nucleares.

Pergunta: Se um determinado líder consegue perceber o plano da natureza e avançar ao longo do caminho correto, que medidas específicas ele deve tomar?

Resposta: Em primeiro lugar, ele deve levar o plano educacional para toda a nação por meio da mídia, escolas, creches e locais de trabalho. Educação refere-se a conhecer a natureza. Em Gematria, natureza (Teva) e Deus (Elokim) têm o mesmo valor. Vamos reconhecer quem nos governa e o que Ele quer de nós. Esta é a única maneira de melhorar a nossa vida e prosperar.

Isto é o que acontece com uma criança que não ouve seus pais, mas depois, no final, entende e faz o que os pais necessitam. Então, naturalmente, a atitude deles em relação a ela muda para melhor. Assim, isso significa que nós alcançamos a solução para todos os nossos problemas, incluindo os problemas de saúde, as guerras, o alto custo de vida, etc. Tudo vai dar certo e avançar sem problemas, e, portanto, vamos receber tudo, até mesmo antes de pedir por isso.

De KabTV “Uma Nova Vida” 09/12/14

Ganhando O Jogo Contra O Ego

Dr. Michael LaitmanToda a Torá trata apenas dos estados interiores de uma pessoa. A família de Jacó com apenas setenta pessoas atinge o Egito e se estabelece entre os egípcios. Os setenta representantes da nação de Israel são os setenta principais atributos altruístas que descem ao desejo de receber, ao seu ego.

Primeiro eles atingem altas posições no Egito e se tornam administradores, mas aos poucos os egípcios, ou seja, os desejos egoístas de uma pessoa, começam a escravizar seus atributos altruístas e a subjugá-los.

Pergunta: Por que a nação de Israel desce ao Egito?

Resposta: A questão é que é impossível se desenvolver espiritualmente neste mundo e avançar para o mundo espiritual se você não subir para novos níveis na escada espiritual, que é suportada pelo seu ego. Os níveis da escada espiritual são construídos com a matéria do ego humano, e quanto mais o ego cresce, mais a pessoa sobe ao superá-lo. Esta é a única maneira de ascender deste mundo para o nível do mundo superior, de Malchut à Bina.

Portanto, é impossível administrar sem a escravidão no Egito, sem o Faraó, e sem todas as figuras perversas que são reveladas na Torá. Todos estão em seu coração.

Os filhos de Israel descem ao Egito porque há fome na terra de Israel, ou seja, não há nenhum lugar para avançar na espiritualidade se você não anexar cada vez o seu ego a isso, corrigi-lo, e depois subir. Esta é a única maneira dos níveis espirituais serem construídos. Por isso a família de Jacó não tem escolha a não ser ir para dentro do ego.

No entanto, eles não levaram em conta que um novo rei sobe no Egito, “um novo rei que não conhecia a José”. O novo Faraó é o mesmo desejo de receber que, de repente, começa a crescer acentuadamente numa pessoa. A pessoa quer desenvolver o atributo de doação dentro dela, sonha em ascender nesta vida a uma forma mais sublime de existência. De repente, ela vê surgir nela apenas pensamentos e desejos que a afastam disso e que a agarram pelos braços e pernas.

Ela sente como se uma carga pesada fosse colocada sobre seus ombros. Isto significa que um novo rei sobe no Egito, que não conhecia a José. O novo ego não quer jogar com a pessoa, não tem contas com ela, e só quer uma coisa: que você trabalhe para ele como um escravo.

Ele lhe obriga a viver como todos os outros neste mundo, como todos os egípcios, e a ser ainda mais egoísta do que eles. Infelizmente, os israelenses hoje conseguem ser escravos leais do ego.

Os judeus ganham prêmios Nobel e são muito bem sucedidos em todo o mundo e até mesmo têm orgulho com o fato de que são mais bem sucedidos corporalmente do que todos os outros. Nós temos tido o maior orgulho em sermos os campeões europeus de basquete, aprendemos jogos dos gregos e começamos a jogar estes jogos corporais ainda melhores do que eles.

Nosso ego está pronto para trabalhar em seu próprio benefício e isso é chamado de Faraó. Se os desejos por doação, espiritualidade, conexão e unidade, que devem ser um exemplo para todos, são revelados dentro de nós, o Faraó, que é a força do ego que nos gere, imediatamente os mata.

De KabTV “A Torá – Capítulos com Shmuel Vilozni” 15/12/14

O Macabeus E A Ideologia Grega, Parte 3

laitman_276_02Nós devemos entender que os judeus não desfrutavam da cultura grega, como autores contemporâneos tentam retratar. Eles simplesmente não entendem a essência interna do povo judeu e o que significava ser judeu na terra de Israel, o povo de Israel na nação de Israel naqueles dias.

O grego e as ideologias judaicas são basicamente duas perspectivas opostas. Todas as outras ideologias, tais como a ideologia grega ou outras ideologias, vieram do homem, que é uma criatura corpórea, um animal, um egoísta. Uma pessoa só pode vir com uma ideologia que vise o seu próprio benefício físico.

Os antigos gregos, a propósito, adoravam atletismo e esportes. Eles construíram estádios, realizaram Jogos Olímpicos, e estavam geralmente inclinados ao hedonismo. Basicamente, qualquer coisa que ajude a pessoa a alcançar o objetivo da criação é boa, mas se eu simplesmente desfruto de força, agilidade e resistência enquanto o corpo está vivo, eu vivo para ele.

Isto também é verdade em relação a outros conceitos estéticos e filosóficos. Eles são todos corporais e vêm dos cinco sentidos do nosso corpo e não excedem a sua percepção estreita.

O problema é que essa limitação é evasiva e não pode ser notada, a menos que a pessoa sobe acima dos seus cinco sentidos e diga adeus ao seu corpo e se eleve a um nível superior, não após a sua morte, mas sim aqui nesta vida.

A ideia é perceber a realidade acima dos cinco sentidos corporais que são o desejo de compreender, conhecer e sentir o que está ao nosso redor. Todos os sentidos de uma pessoa percebem tudo de uma forma egoísta, internamente, de acordo com o princípio da absorção em si mesmo. Em tal estado eles não podem perceber mais do que é ditado a eles pela limitação de tempo, espaço e movimento, bem como em função da tolerância de cada órgão sensorial.

É com base nesta percepção que os gregos estabeleceram a sua ciência e o reino dos mitos, que inclui contos de fadas terrestres sobre as relações entre os seus deuses. É assim como eles imaginavam as leis da natureza, sob a forma de um panteão olímpico onde os deuses flertam um com o outro, se casam, se divorciam, vivem em paz ou brigam.

Esta é uma imagem muito primitiva, que obviamente é totalmente errada. Portanto apenas livros infantis mantém isso para as próximas gerações, e eu não os recomendo, porque eles estabelecem uma concepção errada da natureza numa pessoa.

Consequentemente, apenas o básico da natureza e da terminologia científica são deixados de toda a antiga cultura grega.

Quanto à tradicional perspectiva judaica, ela é realmente inclinada para fora. Na sua estrutura, nós não precisamos absorver dados da natureza e processá-los por nossos sentimentos e mente. Nós precisamos sair de nós mesmos e ser incorporados em outros fora de nós mesmos. Assim, nós podemos melhorar as nossas ferramentas de percepção e torná-las ilimitadas e infinitas.

Afinal de contas, eu saio de mim mesmo, deixando meu corpo, não querendo permanecer nele. Ele só me limita e não me permite compreender as coisas como elas realmente são. Eu não consigo nem sentir algo, já que estou preso nos estreitos limites dos meus sentidos.

Além disso, quando eu percebo a informação através dos meus cinco sentidos, eu a processo calculando o meu ganho pessoal. É inevitável, porque esta é a forma como meu corpo funciona graças à sua força egoísta. Portanto, fora de todo o mundo que me rodeia, não importa o que seja, eu só percebo o que pode entrar nos meus cinco sentidos egoístas, o que é certamente em meu benefício ou pode me trazer prejuízos nos limites de certo sentido.

Nós não distinguimos todos os outros fenômenos que nos rodeiam. Ao mesmo tempo, podemos usar os instrumentos que expandem um pouco nossos limites, mas também percebemos esta informação através do prisma do nosso ganho pessoal.

Acontece que, se eu quiser ser um verdadeiro pesquisador, eu tenho que ser independente de tudo. Isso é possível? Afinal, eu nasci um egoísta, e por definição só vejo o que é bom ou ruim para mim, o que é agradável ou desagradável, benéfico ou prejudicial.

Eu filtro o fluxo de dados externos de forma automática e inconsciente, isolando apenas o que meu ego considera que vale a pena e ignorando tudo o resto. Esta é a razão de todos nós vermos o mundo e o avaliarmos de forma diferente.

Ao mesmo tempo, há uma percepção distinta que é oposta à percepção grega natural. De acordo com essa percepção, eu tenho que transcender o que acontece comigo aqui neste planeta, sair do meu ego e subir acima de mim mesmo com o meu eu, se eu quiser ser um verdadeiro cientista objetivo e independente, que não pode ser encontrado no formato ordinário deste mundo.

Há um método que por uma série de exercícios e com a ajuda do ambiente e dos amigos permite que uma pessoa comum realize tais mudanças nela: expandir sua percepção natural e adicionar uma percepção sobrenatural, o que significa uma percepção que opera além do ego natural de uma pessoa.

Assim, eu posso desenvolver sentidos adicionais dentro de mim que não são baseados na absorção interna, mas na doação, quando eu estou pronto para dar, amar, doar, e estou pronto para estar acima de mim mesmo. Amor e doação são opostos a partir da percepção da recepção, da auto-apreciação e do ódio.

É por tal abordagem que eu começo a observar a realidade que está além dos meus vasos egoístas de percepção. Estes vasos percebem apenas miseráveis dois por cento de todo o espectro e também distorcem a imagem, apresentando-a para mim na forma deste mundo.

Mesmo hoje os físicos dizem que chegaram a certo limite e que não podem transcendê-lo. Embora exista, sem dúvida, algo além disso, eles não sabem como tocar o que está escondido no outro lado…

De KabTV “Uma Nova Vida” do KabTV 14/12/14

Os Macabeus E A Ideologia Grega, Parte 2

Dr. Michael LaitmanAté agora, nós esgotamos todas as possibilidades da abordagem egoísta em todas as áreas, seja na educação, cultura, cotidiano, família, relações entre povos e nações, capacidade de continuar a exploração do universo e assim por diante. A limitação da consciência egoísta do mundo já está tão perto que podemos senti-la.

Isto não está só falando sobre o colapso da ciência, mas sobre seu fim, sobre a linha onde termina a sua capacidade de aprender e explorar a natureza de uma forma introvertida, com base em nosso desejo egoísta. Há ainda uma infinidade de coisas e fenômenos do mundo, mas não temos o poder de alcançá-los; não temos a capacidade de perceber e descobri-los. Eles permanecem “invisíveis” para os nossos atuais sentidos.

Por outro lado, quando eu subo acima da pesquisa de acordo com o modelo “grego” e quero ir lá fora, no sentido da doação e amor, eu subo acima do meu “eu” humano, material, bestial e quero sentir a realidade da natureza como ela é, sem interferência do “feito por mim mesmo”, sem um “filtro” orientado para benefício pessoal.

Primeiro a pessoa percebe a realidade e depois a investiga. Portanto, eu quero perceber a realidade sem preconceito, sem qualquer “filtro”, sem qualquer interferência interna. Eu quero vê-la como ela realmente é.

Depois, ao trabalhar em mim mesmo, eu descubro que, essencialmente, ela é inteiramente imenso amor e doação. Há uma multiplicidade de sistemas que funcionam de acordo com esse poder. Eles estão ao nosso redor e eu posso criar uma conexão com eles, graças à qual posso entender o que realmente está acontecendo.

Porque além do convencional dois por cento, todo o resto dos detalhes da realidade são especificamente encontrados lá no sistema de doação. Além disso, nós chamamos isso de sistema “superior”, porque é especificamente ele que direciona, inspeciona e determina tudo o que está acontecendo.

Retornando ao feriado de Chanucá: era por isso que os Macabeus estavam brigando; por um senso de realidade e uma atitude judaica em relação a isso. Ou nosso próprio método extrovertido estaria em sua fundação, que ultrapassa as limitações da percepção corpórea e materialista, ou o contrário, estaríamos satisfeitos com uma percepção estreita do corpo, que significa a versão “grega”. A luta foi realizada entre essas duas sensações opostas naqueles dias.

Pergunta: O que podemos deduzir e aprender desse dia?

Resposta: Hoje, após dois mil anos da percepção “grega”, nós devemos abandoná-la. Portanto, toda essa percepção, juntamente com a sua ciência e cultura, afundou numa crise. Agora os judeus e aqueles que entendem que têm razão devem sair da sociedade humana, novamente adquirir uma percepção objetiva do mundo e levar todo mundo para este nível.

Então, nós abordaremos o estudo da verdadeira realidade, onde todo o mundo infinito é colocado diante de nós e nós sabemos como nos adaptar a ele como criaturas ilimitadas vivendo felizes dentro da eternidade e plenitude.

Isto é o que hoje é chamado de “Guerra dos Macabeus”.

De KabTV “Uma Nova Vida” 14/12/14