Textos na Categoria 'Nações do Mundo'

Introdução A Uma Nova Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: O povo judeu é muito complicado. Por um lado, eles são chamados de povo de “dura cerviz” (teimoso), o que significa que são os mais egoístas. Por outro lado, eles devem alcançar e atingir o amor, a cooperação mútua, e qualidades positivas. Como tudo isso se integra junto? Como se parecem as pessoas que têm uma conexão com a força superior?

Resposta: As pessoas que estão conectadas à forçasuperior são pessoas únicas. Elas estão conectadas como um homem com um coração graças ao amor mútuo acima do ego que nos separa. Há forças entre nós que nos distanciam um do outro, mas em vez de ficarmos separados, nos conectamos acima dessas forças.

Ou seja, nós estamos sob a pressão das forças de separação e construímos forças unificadoras acima delas. É assim que nos fortalecemos sob tensão. Graças à separação e diferença entre esses potenciais, uma força enorme surge dentro de nós.

Afinal, há uma força que nos separa de nosso desejo de estar juntos e outra força que nos conecta e supera nossa resistência. Quanto mais a tensão entre essas forças cresce, mais fortemente nós revelamos o poder superior, o Criador. Ele é descoberto especificamente nessa pressão, na tensão entre as duas forças.

Dentro dessa unidade, na conexão que é construída acima da separação, nós descobrimos o poder superior, a característica de doação e amor que existe ao nosso redor. A partir dessas duas forças de separação e conexão nós moldamos um novo sentido para descobrir o Criador chamado de “alma”.

A alma é a condição para a detecção da força de doação e amor que está escondida na natureza. Hoje nós não a descobrimos porque não temos o órgão sensorial necessário para fazer isso. Se quisermos descobri-la, precisamos aprender do mesmo modo que as pessoas que se reuniram em torno de Abraão fizeram, as quais aprenderam a construir este novo sentido com base numa grande separação. Aquelas que vieram a Abraão não eram crianças ingênuas; em vez disso, eram grandes egoístas exigindo explicações reais e a descoberta, uma compreensão do sentido da vida e as formas de alcançar a realidade.

Nós vemos que a nossa civilização se esgotou: chegamos ao pico do desenvolvimento, mas ainda não atingimos a felicidade. Nós estamos começando a nos destruir devido ao desespero e equívocos.

Foi Abraão que ensinou as pessoas a descobrir a força da conexão que existe na natureza. Ao estudar esta força de conexão e unidade, nós começamos a ver que nossas vidas sobre a face da terra, neste mundo, são apenas uma introdução, uma preparação, para uma vida completamente diferente!

Nesta nova vida nós deixamos de sentir o mundo inanimado, vegetal e animal, os objetos e corpos físicos, e este universo. Nós entendemos que temos vindo a este mundo apenas para criar uma rede de conexões entre nós construída a partir do nosso poder natural de recepção, do ego, e da doação e amor de Cima que o cobre.

Através da construção de uma rede como esta, nós começamos a viver dentro dela. E isso é chamado de o “mundo vindouro”. Assim, a percepção da nossa realidade física anterior, que sentimos agora, irá desaparecer e nós vamos entrar numa realidade completamente diferente, onde a vida é eterna, infinita e perfeita.

De KabTV “Uma Nova Vida” 25/12/14

O Fim Da Tolerância?

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (inoSMI.ru): “A mensagem de Natal do Papa foi um apelo à crescente onda de ódio, opressão e violência no mundo. Literalmente, todo mundo está em conflito! O mundo está passando por uma onda de fanatismo e extremismo. Raiva e ódio por razões religiosas, étnicas e sociais são amplamente difundidos em todo o mundo.

“Todos os países e as pessoas que vivem no território de um país estão em conflito um com o outro, embora recentemente, eles não fossem estranhos à tolerância mútua, ao acordo. Por que essas pessoas agora se odeiam e, pegando em armas, matam aqueles que consideram ser seus inimigos?

“A missão dos líderes, chefes de estado e líderes religiosos é a de suprimir o instinto de ódio, hostilidade, violência no público em geral, e incutir nele a tolerância, paz e amor”.

Meu Comentário: Nem nações nem seus líderes serão capazes de evitar a queda do mundo no ódio. A chave para melhorar o mundo está apenas no povo de Israel, em sua unidade em prol da revelação do Criador.

Estrangeiros São Parte Da Minha Alma

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico” 19, 33:34: Quando um estrangeiro viver na terra de vocês, não o maltratem. O estrangeiro residente que viver com vocês será tratado como o natural da terra. Amem-no como a si mesmos, pois vocês foram estrangeiros no Egito. Eu sou o SENHOR, o Deus de vocês.

Um estrangeiro se refere a qualquer novo desejo que a princípio é naturalmente egoísta, mas está pronto para se juntar a vários desejos corrigidos e obedecê-los.

Trata-se do fato de que nós devemos estar felizes por receber novos desejos que surgem em nós e expandem a alma, permitindo-lhe descobrir o Criador em maior medida.

Portanto, nós devemos ansiar por isso e amar os novos desejos que são revelados em nós, embora, às vezes, eles tragam dissabores e grandes problemas. No entanto, é graças a eles que formatamos a nós mesmos e nos elevamos.

A Torá só fala sobre o desejo. Não existem pessoas e nem o que vemos ao nosso redor na forma de figuras imaginárias que são representadas pelos nossos sentidos não corrigidos. Nós todos somos uma coleção de desejos.

Pergunta: É dito: “Ama teu amigo como a ti mesmo”. Isso torna o estrangeiro o outro?

Resposta: Sim, você tem que amá-lo de tal forma que ele se torne o outro, já que graças a ele, você sobe mais em direção ao Criador. O Criador envia esses estrangeiros a você de propósito, já que nada é mera coincidência.

Estas são todas as partes de sua alma, assim como a criação é parte de sua alma. Você simplesmente não vê o que é externo a você, já que não pode percebe isso corretamente dentro de você. Mas, na mesma medida em que você desenvolve o senso de amor e doação, e sai de si mesmo na fé acima da razão, o que significa na doação acima da doação, você descobre toda a criação como sua alma.

Não há estrangeiros aqui. Em vez disso, todos se tornam parte integrante da sua alma.

Comentário: Em nosso mundo há o conceito de converter-se ao judaísmo, o qual significa tornar-se judeu.

Resposta: Mesmo que os estrangeiros queiram viver em nosso país sem ser formalmente convertidos, temos que dar-lhes um abrigo, porque há diferentes atributos de proximidade e distanciamento dentro deles.

Havia lugares especiais no templo para os convertidos, tanto para homens como para mulheres. Cada pessoa que vivia fora da fronteira do país podia entrar no templo e viver nele se executasse determinada obra.

Assim como os estrangeiros crescem dentro de você no trabalho interno, os novos desejos que você tem que trabalhar, corrigindo-os e adicionando-os aos desejos corrigidos, do mesmo modo os estrangeiros humanos têm seu trabalho especial.

O Templo é o reflexo preciso da alma. Houve, portanto, a destruição do Primeiro Templo, ou seja, que a alma não suportou a tensão interna a fim de amar e doar e, assim, desceu para o segundo nível, que também foi destruído mais tarde.

O terceiro templo é o fim completo da correção de todos os desejos em nosso mundo e sua conexão num todo único em condições totalmente iguais.

Pergunta: Por que se diz que não vai haver a destruição do terceiro Templo?

Resposta: Porque é o estado do fim completo da correção. Não haverá mais nada para interrompê-lo ou trazer à sua destruição. Todo o ego universal será completamente corrigido.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/04/14

Recompensado: Sentencie O Mundo Inteiro A Uma Escala De Mérito

Dr. Michael LaitmanShamati # 69: Por isso, quando os indivíduos em todo o território de Israel forem corrigidos, o mundo inteiro vai naturalmente ser corrigido. Resulta que as nações do mundo serão corrigidas na medida em que corrigimos a nós mesmos. Este é o significado daquilo que os nossos sábios disseram, “Recompensado: sentencie a ​​si mesmo e o mundo inteiro a uma escala de mérito”. E eles não disseram, “sentencie o conjunto de Israel”, mas “o mundo inteiro a uma escala de mérito”. Em outras palavras, o interno irá corrigir o externo.

Israel consiste de GE e AHP, e seu AHP está sempre incluído nas nações do mundo. Portanto, Israel não é capaz de corrigir o seu AHP, a menos que corrija o resto das nações.

Israel pertence à parte interna, que se corrige a fim de corrigir a parte externa: as nações do mundo. Este é o propósito da existência de GE: os desejos por doação, que o Criador nos deu como uma centelha. No entanto, desde o início, nós temos que orar pelo AHP, que não podemos usar se ele não estiver conectado às nações do mundo.

Portanto, nossas orações, trabalho e intenções sempre incluem todas as criaturas, o mundo inteiro. Embora Israel seja a parte interna, pequena, do mundo, é como uma rolha no gargalo. Se esta rolha abre a passagem, é o suficiente para abrir o caminho para a Luz entrar e corrigir todos os desejos corruptos.

De Lição Diária de Cabala 03/06/14, Shamati # 69

Nós Fomos Escolhidos Para Servir O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: A nação de Israel é uma das nações mais mal-amadas do mundo e seu índice de aprovação está diminuindo. De todos os lados a pressão está aumentando sobre nós; nuvens cobrem o horizonte e não podemos ver qualquer clareza a nossa frente.

Em conexão com isso, na mente do público, o termo “o povo escolhido” ressurgiu, recebendo todos os tipos de diferentes interpretações. Alguns têm repudiado, mas cerca de 70% da população israelense ainda acredita que somos “o povo escolhido”.

Muito tem sido dito, escrito e filmado sobre este assunto. O Dr. Avi Beker da Universidade de Tel Aviv, publicou um livro inteiro onde sugere que a questão de ser “escolhido” ocupa eternamente o centro da existência judaica.

Portanto, o que é esse “povo escolhido”? Quem nos escolheu? Para que serve isso? Será que nós estamos apenas na fila como outros povos e culturas que proclamaram que são escolhidos? Por que então, ao longo da história, eles odeiam especificamente a nós e não qualquer outro povo?

Vamos começar do ponto principal: você acha que o povo judeu é escolhido?

Resposta: Certamente. Afinal de contas, nós temos uma tarefa, uma missão, e uma obrigação que foi imposta a nós, que é a de revelar o Criador a todos os povos. Nós devemos ensinar as pessoas como o Criador é descoberto e zelar por elas com a nossa preocupação em todo o caminho até que a meta seja atingida.

A realização desta obrigação, desta tarefa, começa na presente época, em nossos dias, aqui e agora. E para isso nós fomos escolhidos.

Geralmente, isso se revelou de geração em geração, uma vez que os habitantes da antiga Babilônia começaram a ser organizados como um único grupo em torno de Abraão, vivendo de acordo com o princípio, “Amarás o próximo como a ti mesmo”. Abraão criou uma nação com aqueles que se reuniram em torno dele. Mas isto não foi para que as pessoas vivessem bem juntas; não foi em nome de uma ideia filosófica ou vaidade arrogante sobre outros povos, e não foi para facilitar a sobrevivência nesse mundo.

Não, eles simplesmente quiseram revelar o poder superior através da conexão entre nós. Este era seu objetivo e foi especificamente isso que uniu todos aqueles que aderiram a Abraão.

E assim, latente em nossa fundação, estão duas aspirações:

  • Tornar-se como um homem com um coração, alcançar o amor dos amigos, o amor fraternal, ou seja, a unidade.
  • Consolidar-se por uma razão: para revelar a força superior dentro desta unidade.

De KabTV “Uma Nova Vida” 28/12/14

A Partida De 2014

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que nós estamos deixando para trás em 2014, e será que nós avançamos no último ano rumo à construção de uma sociedade mais justa em Israel?

Resposta: Eu acho que boas mudanças ocorreram em Israel. As pessoas finalmente começaram a perceber que não podemos esperar mudanças positivas de ninguém, exceto de nós mesmos.

Se começarmos a nos aproximar uns dos outros para nos entender melhor e unir, vamos encontrar a chave para a salvação, com mais força e justiça.

Depois de tudo, ao nos unirmos, nós podemos resolver praticamente todos os problemas, mesmo no nível dos problemas de segurança. Todo mundo estava falando sobre isso por vários meses após a operação “Rocha Duradoura”.

Eu sinto que este ano foi especial. Até mesmo o povo de Israel está começando a dizer que a união faz a força.

E hoje, quando o povo de Israel está se preparando para as eleições, eu vejo que o que prevalece não são questões de segurança e finanças, mas questões de união do povo. Embora os políticos tentem levantar estas questões, a fim de direcionar as pessoas para o que é benéfico para elas, em vez disso as pessoas perguntam: “O que está acontecendo conosco, por que ainda estamos hoje num estado fragmentado?”

Quem Nós Devemos Eleger?

Pergunta: Que evento do ano passado você poderia definir como o mais alegre e mais terrível?

Resposta: Eu julgo um pouco diferente do que todos os outros, porque olho para o que está acontecendo em termos do sistema que gerencia este mundo. Eu acho que foi um ano muito bom. A mente das pessoascomeçou a mudar radicalmente. Elas começaram a entender que não podem esperar quaisquer favores de algum lugar.

Pergunta: Mesmo dos políticos que estão diante de novas eleições? Como você se relaciona com eles?

Resposta: De nenhuma maneira. Eu sei que não está em seu poder fazer algo de bom para as pessoas, e elas confiam neles porque não entendem que ser um político significa ser o maior egoísta. Na verdade, toda a nossa sociedade é puramente egoísta.

E aqueles que chegam a tal altura, usando os outros como degraus, são os maiores egoístas. Portanto, não podemos esperar nada deles. Talvez antes da eleição eles se lembrem do povo, mas, em princípio, pensam apenas naqueles que os apoiam, para permanecerem no poder por mais tempo. Portanto, eu não vejo nada de novo em seu flerte com o povo antes da eleição.

Eu vejo os resultados desse ano que parte não em termos das ações dos políticos, mas em quanto fomos capazes de explicar às pessoas o que é a sabedoria da Cabalá, o que ela diz, como vê o futuro da humanidade, e como através dela nós podemos realmente gerir o mundo.

Na verdade, os políticos não governam nada, nem ninguém. Foi dito inclusive na Torá que os corações dos governantes do mundo estão nas mãos do Criador. Portanto, não é razoável ligar o nosso futuro a eles.

Mas o povo, conforme a conexão entre as pessoas, pode realmente mudar o seu destino. Mas isso depende de sua unidade.

O Antissemitismo nos Obriga a Ouvir

Pergunta: Durante esse ano, quanto você conseguiu fazer pela unidade do povo? Que metas você considera cumpridas e quais não?

Resposta: Este ano nós conseguimos boas relações com organizações judaicas ao redor do mundo. Visto que o antissemitismo pressiona os judeus que vivem no exterior, muitas comunidades judaicas começaram a nos ouvir.

Anteriormente, isso não tinha acontecido. Mas, devido ao aumento do antissemitismo, eles mudaram sua atitude em relação a nós, porque viram quão efetivamente nós trabalhamos com as massas.

Em setembro deste ano, nós visitamos o Congresso Judaico Norte-Americano. Antes disso, eu apareci em vários canais de televisão dos EUA, tive uma entrevista com Larry King, onde o assunto principal foi o antissemitismo. Este é um assunto muito dolorido, especialmente para ele.

Tudo se resume ao papel dos judeus no mundo: como eles serão capazes de desempenhar um papel positivo nele e se proteger do crescente antissemitismo.

Também este ano, jornais de prestígio na Inglaterra, França, Alemanha, Itália, EUA, Canadá e outros países líderes do mundo, publicaram meu artigo “Quem é Você, Povo de Israel?”.

Isso também é um avanço, após o qual é muito mais fácil para nós falarmos com a imprensa. Agora, a revista Time está à espera de nosso próximo artigo e outras editoras têm oferecido espaço para as nossas publicações em seus jornais.

Do Que Depende o Bem-Estar do Mundo?

Pergunta: Por que o interesse das principais publicações do mundo em seus materiais surgiu este ano?

Resposta: Em princípio, o mundo está num estado de impasse e ninguém tem um plano de ação. Nós vemos que os governos de todos os países não sabem o que fazer.

Eles estão tentando encontrar algum caminho razoável no mundo e na existência da humanidade. Mas nem a filosofia nem a ciência dão uma resposta. Tudo em que os seres humanos se envolvem está num estranho estado de crise.

A crise é um fenômeno muito interessante. Primeira ela parecia ser mais ou menos clara, mas agora não é. O problema é que a humanidade não se elevou acima de seu egoísmo, e aqui a manifestação da crise ocorre em diferentes níveis: no colapso da família, na taxa de natalidade em queda, no desemprego e no declínio geral em todas as esferas da atividade humana.

Não há países felizes. Pelo contrário, tudo está se desintegrando e se desintegrando gradualmente como um castelo de cartas. O bem-estar do mundo depende de quão bem nós começamos a interagir uns com os outros e com a natureza. Isto é o que a sabedoria da Cabalá nos diz.

De KabTV “O Ano Novo” 25/12/14

Restringido Pela Doação

laitman_527_03Até a destruição do Beit HaMikdash (templo), ou da queda do nível espiritual, o povo de Israel entendia que se encontrava “em tratamento” pelo Criador, a Força Superior. Isto ser refere à força que precedeu nossa realidade. Este é o poder de doação e amor, que criou as criaturas com um desejo oposto, de recepção.

Nós não podemos ser libertados desse desejo, pois fomos criados a partir dele; é nossa “substância” essencial.

Porém, nós podemos adicionar a ele a intenção de doar. Para isso, a sabedoria da Cabalá nos ensina a nos assemelharmos à Força Superior, que é a doadora. E mesmo que eu seja “tecido” a partir do ego, do desejo de receber, eu adquiro uma nova forma para ele, uma nova expressão externa, uma inclinação à doação.

Desta maneira eu incluo dentro de mim duas forças:

  • Minha força receptora natural, da qual não há para onde fugir.
  • A força de doação, um exemplo da qual eu recebo do Criador.

Eu posso adquirir o poder de doação do Criador que vai possibilitar que eu limite meu poder de recepção e não use-o. É impossível anulá-lo, porque ele é meu. Mas eu posso decidir que não vou ativá-lo no nível “falante” e que vou usá-lo apenas nos níveis inanimado, vegetal e animal, apenas para satisfazer as necessidades essenciais. Eu vou ter comida, sexo, família, dinheiro, respeito e conhecimento, mas num limite especial que determino para mim.

No mais, eu atuo apenas de acordo com o poder de doação que recebo do Criador. Eu o desenvolvo cada vez mais, de modo que ao lado do meu corpo bestial eu me desenvolvo à imagem do homem, Adão, aquele que se assemelha (Domeh) ao Criador.

Na verdade, esse poder de doação, o poder do Criador, esteve latente no povo de Israel desde o início. Ele se manteve em nós desde que o recebemos, mas agora está oculto. Mas nós podemos revivê-lo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 25/12/14

Uma Jaula Para O Egoísmo

laitman_749_01Pergunta: A reputação de Israel hoje na arena internacional, suavemente falando, é lamentável e continua a se deteriorar. Por que isso está acontecendo? Afinal, a contribuição histórica do nosso povo é enorme.

Nós demos à humanidade o Antigo Testamento, os fundamentos da lei, da ética, da moral, e muito mais. Na verdade, nós estamos falando de um enorme impacto no mundo.

Nos dias de hoje, parece que tudo finalmente acabou e foi cortado de nós. Nós deveríamos talvez voltar a despertar o seu potencial? É hora de olhar para trás e dar uma olhada na nossa própria história?

De onde nós viemos? Que propriedades ancestrais definem nosso papel entre as nações? Nós experimentamos um boom e depois entramos num longo exílio, mas ficamos com uma “bagagem” especial e começamos a afetar o mundo. Que “carga” é essa que permanece conosco em todos os lugares?

Resposta: Em primeiro lugar, o período em que nós éramos um país e um povo é radicalmente diferente dos eventos subsequentes. Nós mesmos causamos a destruição do Templo e, portanto, fomos para o exílio.

Por gerações, desde a época da entrada na terra de Israel, desde a época de Josué e antes, o colapso de nosso povo em diferentes graus estava na revelação do Criador, a Força Superior. Os Cabalistas estavam sempre entre nós, as pessoas os conheciam, falavam com eles, e eles influenciavam as pessoas em sua volta.

A era dos profetas, reis, e assim por diante, foi substituída, mas houve um declínio gradual após os picos espirituais do Primeiro Templo. Às vezes havia explosões de ascensões “residuais”, mas a tendência geral nos levou para baixo.

No âmbito deste processo, o exílio babilônico, após a queda do Primeiro Templo, no sentido espiritual, estava acima da época do Segundo Templo. Era uma compreensão e sensação superior do sentido da vida, para a revelação da Força Superior, que nos acompanha, cuida e desenvolve, para nos tornarmos “uma Luz para as nações”.

A reversão durou muito tempo, mas antes do colapso do Segundo Templo, dos marcos importantes, o povo conhecia e entendia que estava “sob os cuidados do” poder superior.

Só no último exílio é que começamos a nos fechar, a ser removidos disso, mas não imediatamente. Por mais cem anos, o povo tem sido desfavorecido com essa perda. A memória do passado ainda vive em nós, como evidenciado pelo Livro das Lamentações.

Além disso, o povo sabia de antemão que não havia alternativa, que teria que ir para um exílio. No entanto, eles ainda tinham que lutar contra isso, tentando levar o desenvolvimento ao longo do bom caminho, o caminho da aceleração.

Em geral, nós temos sempre dois caminhos diante de nós: “em seu tempo” e “acelerado”. No caminho “em seu tempo” nós vamos sob a influência estrita das forças da natureza, de acordo com os termos previstos no programa geral.

O caminho “acelerado” é onde podemos acelerar o tempo e suavizar os estágios através do desenvolvimento mais rápido do que a natureza nos obriga. Nós somos atraídos ao estado futuro, mobilizando forças no nosso ambiente. Isso depende de nossa unidade, do quanto estamos ansiosos em voltar à unidade apesar do egoísmo que nos afasta.

A fim de “ficarmos à frente do tempo”, pedidos, orações e invocações são necessários para alavancar a Força Superior para obter ajuda. Então nós nos desenvolvemos num bom caminho quando unidos.

Assim, por um lado, é preciso reconhecer que a nossa queda aconteceria, e que isso é dirigido de Cima, e, por outro lado, nós temos que admitir que ela é causada de Cima, que nós embaixo não podemos mover o nosso desenvolvimento para um caminho diferente, que é mais favorável aos nossos olhos e aos olhos da Força Superior.

Afinal de contas, existem leis segundo as quais em cada ponto do eixo histórico nós devemos passar por um determinado estado, experimentar certa revelação do egoísmo da natureza humana. Essa revelação pode tomar uma forma positiva ou negativa.

Ao “acelerar” no caminho certo, eu manifesto meu egoísmo, uma vez que isso é necessário para a correção do egoísmo. Neste caso, eu não tenho medo, porque sei de antemão que vai ser desagradável, e armazeno a força adequada, certos detalhes de percepção e a conexão com os amigos, de modo que juntos nós controlamos a revelação deste “monstro”. Nós não temos medo dele, na medida em que forças conjuntas podem mantê-lo sob controle, de modo que ele não vai nos atacar.

Pergunta: É dito que o Templo foi destruído por causa do ódio infundado. Isso significa que não fomos capazes de lidar com o egoísmo?

Resposta: Sim, o egoísmo se libertou e nos espalhou longe uns dos outros. Esta alienação é chamada de ódio. O ódio é realmente sem causa, e eu descubro vitalidade nisso para eu mesmo. Eu me sinto bem e agradável odiando a todos. Esse ódio se manifesta de forma diferente em nossos relacionamentos, tomando tais formas que não têm justificativa nem motivo. O egoísmo se alastra em todo mundo, causando a rivalidade.

Hoje nós vemos como a hostilidade abrange o mundo inteiro. Brigas e conflitos se multiplicam, e como todas as crianças desobedientes, nós afundamos na lama do conflito ao não encontrarmos mais nada para fazer enquanto caminhamos à beira de uma grande guerra.

Portanto, o povo de Israel perdeu a capacidade de frear seu egoísmo e de ficar acima dele. “Ama o próximo como a ti mesmo, a grande regra da Torá!” Rabi Akiva gritou: “Vamos voltar a amar! Caso contrário, como resultado de nosso ódio, vamos acabar com o colapso do Templo, o colapso do povo, e o colapso do país, o fim de tudo”. Mas ele não foi ouvido.

De KabTV “Uma Nova Vida “25/12/14

Características do Estado Judeu

laitman_936Pergunta: Independentemente da abundância de problemas que Israel sofre hoje em dia, muitas vezes nós somos os únicos que acrescentam à lista dos problemas. Ultimamente, a questão do status legalmente imposto do “Estado judeu” foi apresentado ao público em geral.

Na verdade, o público em geral tem que reconhecer que Israel é o lar nacional do povo judeu de todo o mundo que tem o direito de auto realização e autodeterminação. Além disso, a nova lei afirmará que a terra de Israel é a pátria histórica de todo o povo judeu.

Resposta: Nunca antes tais questões foram levantadas na Diáspora. Nós “nos sentamos calmamente” ao redor do mundo cuidando do nosso negócio.

Quando nos foi dada a oportunidade de voltar à terra de Israel, a questão com respeito a quais leis deveríamos viver emergiu neste país.

O conceito bíblico da “santidade da terra” não é aplicável à situação atual em Israel. Aplica-se apenas sob a condição de que o Templo existe. É por isso que este território não pode ser chamado de “a terra de Israel”. É uma terminologia que se refere ao futuro, ao tempo da chegada do Messias, como parte da fé do povo, ou ao momento em que será criado as boas relações entre nós.

Se nos referirmos às raízes, ainda temos que encontrar definições corretas de termos como “o povo de Israel”, “a terra de Israel”, “Estado de Israel”, e “os judeus”. Além disso, nós temos que definir as noções de “países da dispersão”, “países do mundo”, e “nações do mundo”. Esses termos precisam de um esclarecimento completo. Nós temos que compreender de que forma as nossas leis são diferentes das leis de qualquer outro país no mundo.

Há uma diferença aparente entre o povo de Israel e as nações do mundo. Nós estamos cientes desta divergência independentemente de nós vivermos neste país ou estarmos dispersos por todo o mundo. Tanto em Israel como fora de suas fronteiras, nós vemos uma atitude muito específica para com os judeus em nome das nações do mundo. Por exemplo, nós somos acusados de causar problemas em todo o mundo.

Depois que um policial baleou um cidadão afro-americano em Ferguson (EUA), enormes faixas apareceram nas ruas difundindo que o acidente aconteceu por causa de Israel e é resultado do confronto judeu com os palestinos. Qualquer evento, mesmo aqueles que não têm nada a ver com os judeus, acaba sendo “por causa de nós”. Tem sido sempre assim. Nós podemos ver que estes incidentes acontecem o tempo todo. Essa tendência é construída em sua base.

É por isso que nós devemos perceber exatamente o que acontece conosco e nosso ao redor. O antissemitismo é causado pelo fato de que somos realmente uma nação especial criada por Abraão, no princípio de amar o nosso próximo como a nós mesmos. De acordo com este princípio, nós temos que viver em amor fraterno uns com os outros para que todos sejamos amigos e ninguém faça aos outros o que odeia para si mesmo. Esta é a condição da garantia mútua, união, reciprocidade, quando todo mundo cuida dos outros e os outros se preocupam com um.

Abraão reuniu seus estudantes de toda a antiga Babilônia e criou um grupo que mais tarde se tornou uma nação. Foi o que aconteceu há três mil anos. Em essência, os judeus não são uma etnia no sentido tradicional do mundo; em vez disso, eles são a assembleia de Abraão, os descendentes dos babilônios que se juntaram à Abraão sob o lema do amor fraterno.

Não importa de que tribo ou etnia cada um deles vinha. Se alguém queria fazer uma “cúpula de amor” acima das coisas que os separavam uns dos outros, se alguém estava pronto para se dedicar ao estabelecimento da conexão, do desapego, então se unia à irmandade e se tornava parte do povo de Israel. Esses homens se viam como um todo unificado, não como entidades separadas. Isso é o que Abraão ensinava.

Esta é a base do povo de Israel. Este é o lugar de onde a nossa Torá, o estudo da unidade, vem. Nós não estamos unidos por raízes étnicas. Cada pessoa no mundo pode se tornar um judeu se quiser se unir com os outros e viver de acordo com a lei do amor.

Na verdade, a lei do amor é uma lei do caráter judaico. O objetivo do povo de Israel é levar todo o mundo a entender um princípio unificado: “Ama o próximo como a ti mesmo”. Em outras palavras, o objetivo é levar as pessoas à unidade onde não há desigualdade ou distância. Este é o objetivo da criação. Nós todos temos que alcançá-lo.

É por isso que se diz que temos que ser “a Luz para as nações”; isto é, a nossa tarefa é explicar essa noção a todo o mundo e ajudar outras nações a atingir o estado final.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/11/14

A Luta Constante Da Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Este tópico ardente das relações se tornou extremamente importante em nosso tempo nos círculos dominantes e seu impacto negativo na sociedade sob a sua liderança.

Governos são substituídos, mas cada vez que a mesma situação retorna. Apenas os atores e as forças mudam, mas a dinâmica permanece a mesma.

Existem vários partidos principais que lutam pelo poder, e eles estão constantemente em guerra uns com os outros, tentando desarmar o outro. Se eu o venço hoje, tudo que você faz a partir deste momento até a próxima eleição é tentar me derrubar.

Assim, um político que chegou ao poder e pretendia fazer alterações concebidas por ele é incapaz de fazer qualquer coisa porque o resto de seus adversários está se esforçando em ter certeza que ele falhe.

A próxima eleição chega, alguém ganha, e todos os outros adversários começam a interferir e tentam derrubá-lo. Tudo retorna à estaca zero. Nesta altura, todo o país está sofrendo com o fato de que os políticos estão tentando culpar uns aos outros dentro do governo. Isso só prejudica mais os cidadãos.

Esta é a nossa realidade hoje. Por que ocorre esta luta sem fim e, mais importante, como podemos mudar as coisas para melhor?

Resposta: É natural que exista uma luta pelo poder, porque todos nós somos egoístas. Uma pessoa que batalha pelo poder muitas vezes é mais egoísta do que uma pessoa simples, porque ela se eleva a este nível. No aparato da decisão, um ou duas centenas de líderes e vários milhares de funcionários são os maiores egoístas de todos.

Portanto, existe um ambiente muito aquecido e agressivo onde problemas, suborno e fraude estão concentrados. Isso é natural. Esta não é uma propriedade de um país em particular porque acontece em todos os lugares. Em alguns países é menos pronunciado, como na Escandinávia, que é tradicionalmente caracterizado por uma forma bastante tranquila de vida e valores socialistas.

A mesma luta pelo poder acontece em todos os outros países da Europa e nos Estados Unidos. Na medida em que os países se desenvolvem, eles se tornam jogadores nos mesmos jogos governamentais. É como um caldeirão fervendo que ferve continuamente em cima de uma forte chama versus ferver em fogo baixo.

Pergunta: Digamos que nós temos políticos que concordaram ir às urnas em conjunto, e conseguiram ganhar em uma coalizão. Antes disso, nós tínhamos um interesse comum que nos unia. Nós chegamos ao poder e fomos capazes de ter reformas úteis. Se continuarmos a trabalhar em conjunto, pelo menos nessa cadência, as coisas vão bem.

Mas isso não funciona! Apesar do interesse geral de permanecer no poder, não podemos agir como parceiros. Há intermináveis jogos egoístas ​​e intrigas, que não nos permitem alcançar qualquer sucesso. Por que isso acontece?

Resposta: Estes são jogos egoístas que não podem ser evitados. O egoísmo nos queima por dentro e exige que subamos cada vez mais alto, caminhando sobre a cabeça das outras pessoas para chegar lá. Apenas neste caso a pessoa se sente bem sucedida, forte, e especial. Portanto, esse egoísmo, ainda engajado numa luta, pega uma nova intriga sem qualquer motivo justificável. Esta é a vida do egoísmo, caso contrário ele não se sente vivo.

Comentário: Mas, no final, isso prejudica a todos, inclusive a pessoa que começou o conflito.

Resposta: Não importa. Enquanto esta intriga ocorre, ela preenche nossas vidas. O nosso egoísmo nos incita a lutar, mesmo em situações em que não há quase nenhuma chance de ganhar. Nós nos tornamos conscientes de que estamos numa perda e ainda nos dirigimos rumo ao conflito, porque não podemos manter uma vida tranquila. Na realidade diária, não há piadas nem vida. A luta egoísta, conflitos e atritos nos dão um sentido de vida.

É por isso que nos engajamos na luta social como clãs mafiosos rivais ou como crianças que lutam no quintal. Meninos brigam o tempo todo, mesmo que sejam irmãos. Caso contrário, eles não se sentem como se estivessem vivos. Se forçarmos todos a se sentarem calmamente no canto, isso se torna simplesmente morte para essas pessoas.

A luta reside na nossa natureza egoísta, e é por isso que todos estão suscetíveis a ela, começando com as crianças pequenas até os principais políticos.

De KabTV “Uma Nova Vida” 23/12/14