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Os Macabeus E A Ideologia Grega, Parte 1

Dr. Michael LaitmanPergunta: Enquanto nós estamos celebrando Chanucá, a festa da vitória dos Macabeus, vamos falar sobre a helenização, que os levou a ir para a guerra com os gregos.

Após as conquistas de Alexandre da Macedónia, os gregos impuseram sua cultura, que na época parecia bastante iluminada, racional e intelectual.

A abordagem racional, consciência e compreensão estavam a frente, por um lado, e por outro lado, a beleza e a estética. A competição também desempenhava um papel importante. Basicamente, a cultura grega antiga era retratada como muito progressista e dinâmica.

Inicialmente, nos primeiros dois séculos, o novo governo era simpático a todos os povos, incluindo os judeus, permitindo-lhes manter seus costumes e rituais religiosos. Junto com isso, eles eram obrigados a fazer parte do império universal e “supermodelo” com princípios morais cultivados.

À primeira vista, tudo estava bem. A elite judaica se juntou ao processo e viu as tendências de desenvolvimento nela. Mas, entre o povo judeu, apareceu um grupo que se opunha à assimilação e queria manter a sua singularidade, em vez de desaparecer na cultura “coletivo”. Por que isso? O que havia de ruim nisso?

Resposta: Em primeiro lugar, esses eventos são muito diferentes aos meus olhos. Essa parte do povo que permaneceu fiel à cultura judaica não representava uma minoria quantitativa, mas qualitativa: a fraqueza das forças internas do homem.

A cultura grega não podia penetrar seriamente a cultura judaica, pois estava em oposição absoluta ao que o povo judeu vivia e respirava e ao que absorvia de toda a sua abordagem da vida. Primeiro de tudo, naqueles tempos, os judeus passavam por um poderoso sistema de educação integral. Dizia-se que não havia nenhuma criança de seis anos de idade, desde Dã até Berseba, que não conhecia as leis de impureza e pureza.

Além disso, isso se refere à pureza interior de uma pessoa. Hoje, os rabinos passam por exames em Kashrut, mas o povo sabia, então, que “pureza” era essencialmente a intenção de doar, e “ama o amigo como a ti mesmo”. Impureza era seu oposto, o uso do ego para benefício pessoal. Os judeus viveram de acordo com a lei do amor até os dias do Rabi Akiva, quando o segundo Beit HaMikdash (templo) foi destruído e o princípio do “ama o amigo como a ti mesmo” entrou em colapso, algo que mais tarde levou ao exílio do povo judeu.

Com efeito, no período dos Macabeus, todos estavam ainda numa grande altura espiritual; o povo sabia como cumprir a Torá e as Mitzvot (preceitos) no sentido espiritual, corrigindo seus desejos para o bem dos outros e para o bem do Criador. Todos estavam verdadeiramente como um homem com um coração. Eles certamente foram compelidos a cada momento a superar a inclinação ao mal que estava crescendo continuamente, e, desta forma, subiram mais e mais no amor ao próximo, na unidade. Sua unidade causava o crescimento do ego a todo o momento e eles se uniam novamente acima dele, a fim de descobrir todo o ego no seio do povo, conectar-se acima dele, e alcançar o fim da correção.

Eles ansiavam por isso, e nesta condição o primeiro Beit HaMikdash (Templo) foi construído. Depois, um recuo em relação a isto começou, o que era completamente natural, até que tudo foi destruído e o povo de Israel foi para o exílio e depois deixou-o, como é dito, Gênesis 15:14: com muitos bens, como no tempo do êxodo do Egito. No entanto, desta vez, isso atrairia toda a humanidade consigo, que na verdade é algo que temos que fazer hoje.

Primeiro é necessário compreender o processo, que é completamente oposto ao que acontece com todos os outros povos. O povo de Israel vive de acordo com a lei, Levítico 19:18: E amarás o teu amigo como a ti mesmo, em Arvut (garantia mútua), cada um apoiando os outros e criando unidade através do poder de doação. E assim o Criador foi revelado entre eles.

Os profetas também surgiram a partir daqui. Tudo o que eles fizeram e escreveram foi derivado de viver dentro da Luz, ao se descobrir o poder superior, a verdadeira realidade superior.

De KabTV “Uma Nova Vida” 14/12/14

A Unidade É A Garantia De Vitória, Parte 4

Dr. Michael LaitmanO mundo moderno de hoje tornou-se uma pequena aldeia em que todos dependem de todos. No entanto, ele está em constante degradação, porque não tem o poder de conexão que consolida e nos solda todos juntos. O mundo precisa obter esse poder do povo de Israel.

Mas o povo de Israel não quer realizar o seu papel ou cumprir a sua missão e servir de exemplo de conexão e unidade para o resto do mundo. Cada um aspira a se esconder em seu nicho, imitando o estilo de vida europeu sob as condições da democracia ocidental que possibilitam que uma pessoa viva em isolamento independentemente.

Mas esta aspiração é totalmente oposta ao espírito do povo de Israel, pois não nos permite atingir o Arvut (garantia mútua). E o Arvut é o fundamento e base para a existência de nosso povo.

Pergunta: Parece-nos que o problema está nas forças obscuras que estão surgindo no mundo nas organizações terroristas de extremistas muçulmanos. Portanto, agora está se tornando claro que o mundo não tem o poder de conexão e unidade?

Resposta: A questão não é os terroristas, nem os antissemitas. Este é apenas o resultado da falta de Luz, devido a que os desejos obscuros aparecem na humanidade, no indivíduo ou num grupo de pessoas.

Nas mãos do povo de Israel está a torneira da Luz, e se esta torneira está aberta, para que a Luz seja transmitida ao mundo, ou se está fechada, depende deles. Esta é a razão de todas as nações do mundo culparem Israel; elas nos culpam por não receberem a Luz. Elas não entendem que não têm a Luz, mas intuitivamente sentem que nós somos os culpados por todos os seus problemas.

Tudo o que acontece entre o povo de Israel influencia o mundo inteiro. Enquanto isso, o nosso povo não entende e não quer ouvir ao fato de que sem a unidade interior, não somos de forma alguma o povo de Israel e não estamos nos posicionando contra o poder da natureza.

Pergunta: O clima hoje na sociedade israelense é muito sombrio. As pessoas sentem decepção com o que está acontecendo no país. Hoje nós precisamos muito de um milagre, como o que ocorreu em Chanucá. O que deve ser feito para que o milagre aconteça?

Resposta: O milagre vai acontecer apenas graças a educação integral. A guerra dos Macabeus foi uma guerra ideológica. Os gregos não vieram com o objetivo de aniquilar fisicamente o povo judeu. Eles queriam aniquilá-los ideologicamente. Se tivéssemos que colocá-los num jogo de futebol sem fim, seria possível supor que o povo judeu seria exterminado. A aniquilação do povo de Israel significa jogar em vez de se dedicar à conexão e unidade.

Pergunta: O futebol é um bom exemplo porque este ano houve acontecimentos sem precedentes de crueldade e violência nos jogos de futebol, nunca visto em Israel. Sentimentos calorosos de fãs por seu time, de repente se tornaram tão fanaticamente violentos que era realmente assustador entrar no estádio. Este é um exemplo de um espírito anti-israelense. Que espírito de Israel nós precisamos atingir, em vez disso?

Resposta: É dito: O amor cobre todas as transgressões (Provérbios 10:12). Acima de todas as forças de separação, nós precisamos estabelecer a força da unidade, mesmo que esta força de separação continue e não possamos fazer nada, porque essa força vem até nós da natureza. Nós não precisamos lutar contra essa força, a nossa impaciência, ou o ódio e a inveja. Apesar de sua existência, nós temos que cobri-los com amor, a nossa boa atitude para com os outros, doação e confiança.

De KabTV “Uma Nova Vida” 11/12/14

Chanucá: O Milagre Da Unidade

Dr. Michael LaitmanEm 170 a.C., os gregos, liderados por Antíoco IV, capturaram o Templo. Houve uma divisão entre os adeptos da filosofia e da religião grega e os que permaneceram fiéis ao conceito de um único Criador.

Alguns sacerdotes, incluindo o sumo sacerdote (Cohen Rishon), apoiaram os gregos. O Templo de Jerusalém foi profanado e transformado num santuário de Zeus. Uma severa perseguição e helenização forçada da população levou à revolta dos Macabeus, liderada por Matityahu Hashmonay que emitiu a chamada: “Aquele que for por Deus, siga-me!”.

A revolta terminou com a vitória dos Macabeus. Tendo entrado no templo, eles descobriram que o óleo puro para acender as velas da Menorá iria durar apenas um dia. Mas um milagre aconteceu. As velas queimaram por oito dias, e assim é chamado o milagre de Chanucá.

Pergunta: O que Chanucá representa do ponto de vista espiritual?

Resposta: A história que leva a este feriado começa com Abraão como o fundador do povo judeu. Muito antes dos Macabeus, Foi ele quem primeiro publicou a chamada: “Quem estiver se movendo em direção ao Criador – siga-me”. Sob este lema, ele reuniu um grande grupo de babilônios, a quem  ensinou a sua abordagem do universo, o propósito da vida e da criação, o destino humano superior, etc.

Mas o mais importante, sob o lema de “unidade em nome da unidade”, Abraão começou a unir aqueles que se alinharam a ele, porque é na busca da unidade que revelamos a força superior da natureza, o Criador, que nos une. Ela nos transforma em um todo e nós nos tornarmos invencíveis ao egoísmo externo ou interno. O que Abraão começou, os Macabeus, unidos uns com os outros, continuaram.

Em princípio, é a mesma ação de rebelião contra o egoísmo, apenas em diferentes níveis, e é por isso que ela ocorreu em diferentes pontos da história.

Tendo unido o povo, os Macabeus chegaram ao mesmo estado que Abraão e venceram. Conforme a unidade com grupos maiores de pessoas que se juntaram a eles, eles revelaram uma força espiritual maior, que era a força da unidade, a força superior de doação e amor. Portanto, eles eram invencíveis ao egoísmo, personificado pelos gregos neste caso, na Babilônia pelos babilônios, no Egito pelo Faraó e, mais tarde, pelos romanos.

Em geral, essa é a única luta, uma guerra por todas as gerações. E mesmo quando não temos um inimigo aparente, o nosso inimigo interior sempre se rebela dentro de nós, uma e outra vez, forçando-a para adorar vários ídolos em nossa vida. Nós temos que lutar contra isso.

É fácil traçar um paralelo entre essas duas guerras e hoje, visto que os ídolos modernos estão totalmente expostos como nulidades completas, levando-nos a um fim e não temos mais nada a ver com eles. Por um lado, ainda somos atraídos a eles, e, por outro lado, entendemos que isso é temporário, prejudicial e não traz bons resultados.

Portanto, o nosso comportamento é uma reminiscência de um homem que fica bêbado, não sabe ou não ouve nada, esquece de si mesmo, e está desconectado do que está acontecendo. Nós nos tornamos imersos em negócios ou outras coisas apenas para nos mantermos ocupados, imitando, assim, um herói do filme, um personagem literário, ou apenas conhecidos que supostamente têm êxito na vida. Este é o ídolo que é tão atraente para nós.

Pergunta: Você acha que esses desejos se exauriram?

Resposta: Não, mas eu sei que tudo isso é temporário e limitado. A própria vida nos mostra isso. O mundo é como um teatro e nós sempre desempenhamos um papel nele.

Há pessoas que não buscam nada. A principal coisa para elas é viver tranquilamente e em paz, para que ninguém as incomode. Mas, existem poucas assim. A maioria é atraída à competição, a luta por um lugar ao sol, e nós começamos a fingir que somos pessoas de negócios, correndo com uma pasta e mudando de um plano para outro, e, desta forma, corremos para o túmulo.

Pergunta: Pode o milagre de Chanucá ter lugar nos dias de hoje?

Resposta: Na vida há sempre lugar para um milagre. Cada vez que nos conectamos uns com os outros, a força, que é maior do que todas as outras forças, obstáculos, condições, manifesta-se, e assim há um milagre diante de nós. Nós podemos evocá-lo, mesmo hoje.

Um milagre é um fenômeno sobrenatural, mas nós mesmos somos capazes de causá-lo quando queremos. Hoje, se quisermos subir acima do egoísmo em nossa unidade, uma força superior completamente nova se manifestará dentro de nós, e com a sua ajuda, nós seremos capazes de acalmar o mundo inteiro, organizar tudo, e todo mundo vai ficar bem e calmo.

Pergunta: Que tipo de milagre aconteceu quando as velas dos Macabeus foram acesas?

Resposta: Através de sua unidade, os Macabeus atraíram a Luz que lhes deu a oportunidade de ficar no estado de doação, amor e conexão, até que começaram a atrair as novas massas de pessoas para si.

Os desejos das pessoas que se conectam num todo simbolizam o óleo, e sua reunião, apesar do seu egoísmo, simboliza o pavio. Elas queimam em seu desejo de se aproximar, e quando se unem de alguma forma, uma Luz aparece dentro delas que apoia o fogo dos seus desejos.

Se elas começarem a se envolver numa maior disseminação e a se voltar às maiores massas de pessoas, a lâmpada queimará continuamente.

A manifestação da Luz, a força superior, o Criador na unidade do povo, é o milagre. Além disso, não há outros milagres, porque a essência de todos os milagres é que a nossa unidade provoque a manifestação da força interna, chamada de propriedade de amor, o Criador. Ela faz maravilhas. A travessia do Mar Vermelho, o milagre de Chanucá e o milagre de Purim são sempre a revelação do Criador em nossa unidade. Portanto, há apenas uma técnica e ela não contém nada complicado. Ela veio até nós a partir de Abraão, que primeiro mostrou como isso é realizado.

O fato é que nós podemos nos unir de qualquer maneira, mas a essência do milagre é que nos unimos para que uma nova propriedade superior apareça dentro de nós, que não se manifesta em outras ações, que nos eleva para o próximo nível de consciência, sensação, visão e existência.

Pergunta: Como o povo poderia acreditar que uma vela queimaria por oito dias, quando sabiam que seria suficiente apenas para um dia?

Resposta: Se nós aspiramos à unidade, não estamos interessados ​​em nada, exceto em chegar a este estado, dentro do qual o Criador é revelado. Então chegamos às condições de infinito e vamos para o próximo nível de existência, onde não há nem tempo nem espaço. Os oito dias representam apenas uma alegoria, uma vez que existem oito Sefirot do nível de Bina ao nível de Malchut.

Pergunta: Como uma pessoa pode não pensar no que vai acontecer amanhã?

Resposta: Se você trabalha para doar, o amanhã não existe para você! Não há momento seguinte! O mais importante é dar.

O amanhã vai desaparecer do seu campo de visão, da mente e dos cálculos! Ela não existe! Você está incluído na ação de doação e aparentemente se estende a todos os outros. Nada permanecerá em você. O seu “eu” simplesmente desaparece.

Na etapa seguinte, surge um novo estado egoísta. A mesma coisa se repete, como a roda que se move para frente, mas ao mesmo tempo gira em torno de si.

Pergunta: Em que circunstâncias isso é possível?

Resposta: Isso vem gradualmente, depois de muitos anos e só de Cima. Mas virá. Eu posso prometer a todos os meus alunos que isso vai se tornar realidade, e eles vão chegar a este estado.

Eu acho que, em conjunto com eles, eu ainda vou ser capaz de passar por seus primeiros passos nesta ascensão. Este é o desejo de todo professor espiritual que não pode abandonar seu filho no meio do caminho. O professor quer guiar seus alunos pelo deserto para que eles cheguem à doação plena, e não tenham qualquer possibilidade de voltar atrás, uma vez que a propriedade de doação reina em todos os seus desejos.

Assim, eles desenvolverão seu caminho espiritual por conta própria, com o próximo líder, como Moisés e Josué. Mas é desejável que nós atravessemos o deserto juntos.

Pergunta: Como você vê os milagres do ponto de vista material? Digamos que, por muitos anos, os arqueólogos buscam a confirmação do êxodo dos judeus do Egito, mas não encontram nenhum vestígio. De fato, alguma coisa deveria ter sido deixada. Além disso, nenhuma evidência foi encontrada dos 40 anos de peregrinação do povo de Israel no deserto.

Resposta: Arqueólogos descobrem confirmação destes ou de outros acontecimentos históricos, quando chega a hora. Por isso, em seu tempo, eles vão subitamente encontrar artefatos de história no mesmo local onde anteriormente não encontraram nada. Estas descobertas ainda estão por vir.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 17/12/14

O Mistério De Israel

Dr. Michael LaitmanNos últimos anos, os políticos começaram a falar sobre a consolidação legislativa do caráter judaico do Estado de Israel. A razão para isso é a ampla onda de ataques antissemitas. O mundo inteiro tem um problema com o povo judeu, perguntando: “Por que eles tomam a posse de terras que não lhes pertencem?”

Muitos sequer concordam com a divisão original do território de acordo com a resolução da ONU. Hoje, um voto secundário certamente nos privaria do direito ao nosso próprio Estado.

Após o desastre, o mundo estava desconfortável diante de nós, e se de fato tínhamos que ter um país, isso continuará, de acordo com as leis do desenvolvimento comum.

No entanto, nós temos que torna-lo realmente nosso, tomar a terra santa (Eretz) como o desejo (Ratzon) de purificar e formar, não como uma coleção de exilados, mas como o povo de Israel, no sentido pleno da palavra, totalmente unido e aspirando direto ao Criador (Yashar El).

Nós temos que realizar um curso sobre coesão, amor e unidade, para nos tornar como um homem com um coração.

Se tivéssemos organizado nossa nação dessa forma, não teríamos que realizar guerras intermináveis pelos últimos 66 anos sem um único segundo de descanso e relaxamento. E a situação não teria sido como é hoje, de tal forma que todo Israel é forçado a planejar uma evacuação de emergência, um plano de fuga em caso de um desastre.

Pergunta: Uma e outra vez, a vida nos confronta com questões básicas que afetam a nossa existência na terra de Israel. E este tópico sempre cobre a névoa da incerteza e da indefinição. Por que existe essa incompletude agonizante na nossa autodeterminação? Por que não foram colocados todos os pingos nos “is”?

Resposta: É porque nós queremos ser como todas as outras nações e definir o nosso país como todos os outros, de acordo com as representações tradicionais de território, fronteiras e entidades públicas. No entanto, isso não funciona para nós e não se aplica a nós. Este formato habitual não causa uma resposta fiel em nós, onde não sentimos por nós mesmos, e não encontramos qualquer correlação com a forma como o nosso país deve ser identificado e parecer como povo, e cada pessoa nele.

Acontece que não somos o povo de Israel como ele deveria ser, e não vivemos na terra de Israel, nem no país de Israel, como deveria ser de acordo com as fontes originais, de acordo com a nossa base. Nós temos tentado adotar o conceito de conceitos externos, simplesmente captando-os, mas eles não chegaram a ser concretizados. O rótulo internacional padrão se descola repetidamente.

Como resultado, nós sentimos que isso não é adequado, mas continuamos a nos sobrecarregar com isso, sem ter uma definição clara. E o mundo, por seu lado, não entende as nossas ações e vê o Estado de Israel como uma entidade artificial.

Nós podemos argumentar eloquentemente que essa é a nossa terra. Podemos até mesmo nos sacrificar pelo bem de vida. No entanto, ainda não entendemos o que “o povo” e “o país” significam para o povo judeu.

Baal HaSulam escreveu um ótimo artigo sobre isso no jornal “A Nação” (HaUma), que, aliás, foi fechado após seu lançamento inicial. Neste trabalho, a natureza desses conceitos e a necessidade de voltar às suas raízes depois de dois mil anos de exílio foram descritas em detalhes.

Por que devemos recorrer à história antiga e à vida primitiva, agora que isso já foi vivido por nossos antepassados? Pelo contrário, nos séculos anteriores, nações avançadas plantaram suas culturas em todos os lugares. A cultura estrangeira, com um sucesso particular, foi transferida aos povos indígenas da África e América. Idiomas morreram, bem como tradições e crenças, dando lugar à influência inglesa, espanhola e francesa.

Mas nós ainda não fomos capazes de nos manter dentro das margens do presente. Não há nada que possamos tomar emprestado dos povos do mundo. Pelo contrário, nós estamos organizados de tal forma que os povos do mundo adotam as coisas corretas de nós.

Isso não depende de nós e não é orgulho ou arrogância. Nós estamos ligados desta forma. Não é por acaso que o mundo nos vê como um povo inteligente e desenvolvido, alimentando um propósito de vida. O mundo sente que o povo judeu tem um segredo que não quer abrir para os outros; isso significa que eles devem nos forçar a desistir.

Este sentimento é indestrutível, e nós finalmente temos que entender o que eles querem de nós. Na verdade, que tipo de mistério reside dentro de nós? Se nós soubéssemos, poderíamos vendê-lo pelo triplo do preço. Mas não, isso não funciona dessa maneira.

Afinal, o que temos dentro e que se encontra no povo de Israel sem o seu conhecimento é este grande, bonito, sedutor e brilhante objetivo, o futuro do mundo.

O nosso mundo está ligado à irmandade que vivíamos antigamente. Nós precisamos recuperá-la, em outras palavras, viver juntos como um povo que respeita a lei, amar o nosso próximo como a nós mesmos, de acordo com os princípios que recebemos no Monte Sinai, e ser como um homem com um coração.

Hoje nosso mundo global e integrado sente a relação inquebrável de todas as suas partes, literalmente exige isso, e exige o cumprimento dessa lei. Se nós revelarmos um guarda-chuva de garantia sobre todos nós, vamos nos encontrar num mundo que é para nós como o Jardim do Éden.

É por isso que nessa era moderna, o mundo presta atenção em nós, sem saber como ou por que, e começa a exigir a lei de nós, pela qual vai viver amanhã. Afinal, a vida atual parece cada vez mais intolerável para o mundo, obscura e sem esperança. Ela já não apresenta um quadro de amanhã. Inconscientemente, as pessoas sentem que o povo judeu tem a resposta.

Como consequência, o antissemitismo floresce em todo o mundo, afetando milhões de pessoas. Assim, ele simplesmente nos obriga a perguntar sobre a lei e o modo de vida que devem formar a base da nossa existência aqui.

Se realmente voltássemos às raízes, se colocássemos em prática o conceito de “povo de Israel” aspirando “direto ao Criador” (Yashar-El), ou seja, à unidade, solidariedade e amor, se assim fosse, nós educaríamos o povo com base na lei, combinados uns com os outros, como um homem com um coração, ajudando-se e unindo as pessoas com esta parceria. Isto serviria como um exemplo para o mundo. Além disso, nós ensinaríamos as pessoas a construir a unidade.

Assim, o mundo entenderia que somos uma parte especial dele e que realmente precisamos aprender. E há muito o que aprender, já que é o futuro e a salvação de toda a humanidade. Não é apenas por algumas décadas compreendendo a expectativa de vida de cada geração, mas sim uma nova base para uma nova fundação sendo colocada aqui, na qual nosso mundo será aperfeiçoado e ascenderá a um novo nível, para a condição eterna e perfeita.

Hoje, o nosso egoísmo se devora e, como resultado, nós vivemos uma média de 70 a 80 anos. Se passássemos do desejo de receber egoísta para um altruísta, para a doação, e se todos vivessem com seu coração bem aberto no meio de sua nação, cuidando de tudo, encontraríamos outras leis naturais, as leis do amor e da doação. Nesse ponto nós entraríamos na vida eterna e perfeita, e o nosso mundo abriria a oportunidade de viver além das limitações de tempo, espaço e movimento. Nós começaríamos a perceber o mundo em que não há limites.

Nesse meio tempo, os problemas em relação ao povo judeu, que nós chamamos de antissemitismo, vai crescer cada vez mais. Nós não podemos nos livrar disso. Pelo contrário, vamos ter que dar uma resposta, uma vez que é necessário enfrentar essa situação.

Ao mesmo tempo, vamos ter que resolver o problema do caráter judaico do país, recentemente exposto para discussão pública. Porém, não deve ser pela linguagem artificial e não com base nas leis que herdamos do mandato britânico ou do domínio turco. Não, nós temos que assumir a Torá e tirar todas as definições necessárias.

Por milênios, desde os dias de Abraão, os Cabalistas têm explicado o significado de “povo de Israel” e “país de Israel”, e quem é uma “pessoa judaica”. Nós precisamos nos abrir ao mundo, abandonar os limites e adotar o nosso entorno, todos aqueles que desejam viver de acordo com a lei de amor e unidade, sob a égide da doação. É isso mesmo, mais do que geográficas, as fronteiras da terra de Israel, ou seja, a garantia mútua universal, se estenderá a todo o mundo.

Em princípio, a terra de Israel não é o território na superfície do globo, mas um lugar onde as pessoas vivem de acordo com a lei do amor. Portanto, agora ela não existe. Afinal, terra (Eretz) significa desejo (Ratzon). Se existe a lei do amor entre pessoas que vivem em qualquer lugar e seguem essa lei, a sua relação, o seu desejo comum chama-se a terra de Israel, o desejo aspirando direto ao Criador (Yashar-El), e, assim, elas querem ser como a força superior.

Isso é o que nós temos que explicar, demonstrar e oferecer a todos os povos. Então, em vez de ódio, vamos sentir empatia, respeito e carinho, que é o que sentimos agora dos nossos milhares de alunos em todo o mundo. Nós vemos como eles estão comprometidos conosco quando os ensinamos a se unir para alcançar cooperativamente o poder superior.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/11/14

O Lugar Mais Seguro Da Terra

laitman_937Pergunta: Nós estamos testemunhando desastres em todo o mundo nos dias de hoje, sendo um deles a situação na Ucrânia. O que antes parecia ficção científica está acontecendo agora em Donetsk e Bolgnesk. Os judeus estão mais uma vez retornando a Israel. Você é a favor dos judeus voltarem a Israel?

Resposta: Claro, eu acredito que o nosso lugar é aqui e que devemos nos tornar um povo unido, como se diz: “tornar-se Luz para as nações”. Nós podemos fazer isso e, assim, vamos realmente chegar a outro nível de existência que as pessoas não podem sequer imaginar. A sabedoria da Cabalá nos fala sobre isso.

De qualquer forma, nós teremos que nos unir como um só homem em um coração. Quando nós respeitarmos o princípio do “ama teu amigo como a ti mesmo” entre nós, a força positiva fluirá através de nós para o resto do mundo, conectará toda a humanidade, e o mundo vai chegar ao equilíbrio absoluto.

Os níveis da natureza inanimada, vegetal e animal já existem em equilíbrio perfeito, mas não o nível falante. A origem do homem vem do macaco e ele difere de todos os outros animais porque tem um elemento egoísta e não tem o elemento altruísta oposto. Ele só tem o negativo sem o positivo e nós devemos adquirir esse positivo. Mas nós fechamos a torneira da força positiva e não permitimos que ela flua para o mundo. Por isso as nações do mundo estão num estado negativo e nos culpam por isso.

Nós temos que abrir a torneira para que a força positiva flua através dela para toda a humanidade. Isso se chama ser Luz para as nações, e só pode ser cumprido pela conexão entre nós, e nós podemos fazer isso.

Pergunta: Há cerca de um milhão de judeus russos vivendo em Israel. Qual é o seu papel na sua opinião? Afinal, é muito difícil se comunicar com eles,

Resposta: Nós podemos explicar as coisas para eles de uma perspectiva científica ou, de toda forma possível, pela física, por uma antologia…

Comentário: Mas eles devem sentir isso e não tentar compreendê-lo racionalmente.

Resposta: Apenas um choque forte pode trazê-los a este estado, e isso é indesejável. Vamos esperar que sejamos capazes de encontrar uma abordagem mais liberal e, assim, chegar a eles.

Pergunta: Infelizmente, a força positiva é revelada entre nós quando surgem diferentes problemas. Por exemplo, vinte mil pessoas compareceram ao funeral do soldado que foi morto em Gaza. Eu também me identifiquei fortemente com todos, mas o que podemos fazer para que a força positiva possa ser revelada em situações normais? Eu espero que você diga que a resposta está na educação.

Resposta: É isso mesmo, só depende da educação e não pode ser feito de outra maneira. Se quisermos mudar as coisas em Israel, a única resposta é a unidade. Nada mais vai funcionar e nós já vimos isso. Nenhum governo pode fazer isso, mas apenas as pessoas, por meio da conexão correta entre elas, o que a sabedoria da Cabalá nos ensina. Ela é a base da nossa existência e deve ser redescoberta hoje.

Comentário: Como podemos abordar a população de língua russa com o conceito da Cabalá? Afinal de contas, nós teremos que explicar-lhes que não se trata de religião.

Resposta: Isso é organizado intencionalmente dessa maneira para que você e eles tenham que trabalhar em si mesmos. Esta é a forma como o nosso ego coloca obstáculos em nosso caminho. Mas vamos esperar que sejamos capazes de reduzir as aflições.

Comentário: O senhor disse que Israel vai realmente ser o lugar mais seguro do mundo.

Resposta: Israel é o lugar mais sublime, mais seguro e mais feliz do mundo. Se começarmos a trabalhar corretamente, não haverá o caos aqui, e não são apenas os livros de Cabalá que nos dizem isso. É assim que vai ser. Ou nós vamos chegar ao futuro brilhante através de uma série de guerras mundiais, incluindo uma guerra nuclear, ou de uma maneira boa e suave, nos conectando. Vamos desejar sorte uns aos outros.

De KabTV “Conversa sobre a Situação Atual em Israel” 24/07/14

Bloqueando O Oxigênio Para O Mundo

Laitman_509Pergunta: Está escrito que a guerra é conduzida pela força superior e não por nós. Como isso funciona exatamente?

Resposta: A força superior é a força da conexão, a força do amor e doação. Ela funciona na medida em que possibilitamos que ela funcione, quando nos igualamos a ela em nossas características. Na medida em que o nosso desejo é dirigido externamente aos outros, ela age através de nós.

E se não estamos conectados com todo o resto e não pretendemos viver com amor e doação, e esta força não está preparada para estender nosso caminho, nós bloqueamos sua passagem. Então, as nações do mundo nos culpam por seus problemas.

Pergunta: Segue-se que no final todo mundo vai querer se conectar com amor?

Resposta: Sim. Somente o povo de Israel não está deixando que eles façam isso. Nós devemos fazer o possível para que essa força se espalhe, seja revelada em nós e conectada entre nós. É assim que o Criador é revelado a uma criatura. Está escrito: “Aquele que faz a paz no alto fará a paz entre nós”. Então, com essa aspiração nós vamos nos abrir para as nações do mundo. O Criador está interessado que todos O conheçam “do menor ao maior deles” (Jeremias 31:34).

Pergunta: Pode a guerra ser uma oportunidade para alcançar isso?

Resposta: A guerra é projetada apenas para uma coisa: nos obrigar a pensar no que não está bem conosco. Pois nossos vizinhos e o mundo em geral estão indo contra nós de uma forma cada vez mais clara e óbvia. Eles não serão mais amigáveis; ao contrário, com o tempo sua atitude só vai piorar.

No entanto, antes disso, eles foram simpáticos conosco, porque permitiram que os judeus retornassem a sua terra, e as nações do mundo esperavam que de alguma forma nós realizássemos o nosso destino. As forças da natureza trabalharam por meio deles desta forma.

No entanto, hoje, após 66 anos, já está claro para todos que não estamos nos preparando para essa tarefa. Pelo contrário, a cada dia nós bloqueamos o “canal de abundância” que deveria chegar a todos através de nós. Assim, as queixas do mundo aumentam: eles ficam de costas para nós e apoiam os nossos inimigos. Esta tendência só ficará mais forte, tanto que não restará ninguém no mundo que nos apoie, incluindo os judeus que vivem no exterior.

Pergunta: Bem, todos os sinais indicam que já há algum tempo nós deveríamos ter dado a abundância ao mundo, e não demos. Por quê?

Resposta: Porque não estamos conectados. Se nos conectarmos, vamos criar uma espécie de “canal”, uma passagem direta pela qual a Luz vai passar às nações do mundo.

Pergunta: Quando uma pessoa está diante de um problema complexo, ela tenta com todas as forças resolvê-lo a sua maneira ou se move à procura de um outro meio. Como nós abordamos psicologicamente este trabalho na conexão?

Resposta: A Luz superior, ou a Ohr Ein Sof (Luz do Infinito), deve passar pelo “canal” de Israel às nações do mundo. No entanto, nós estamos bloqueando esse canal, impedindo a Luz de entrar por cima e de sair por baixo. Como resultado, o nosso “tubo”, em vez de ser uma ponte, torna-se um componente de isolamento entre a Luz do Infinito e o mundo.

Mesmo que elas não saibam disso, elas sentem isso inconscientemente, incluindo até mesmo aqueles que nunca estiveram envolvidos conosco. Disso derivam todas as suas acusações em relação a nós. Na verdade, após a falta da Luz Superior, elas experimentam problemas e nos culpam por eles.

Basicamente, elas estão nos dizendo que somos muito importantes para o mundo, mais importante do que o que elas mesmas são, porque dependem de nós. Mas nós estamos bloqueando a abundância para elas; nós estamos bloqueando a vitalidade. De que outra forma é possível se relacionar com pessoas assim?

No entanto, o povo de Israel não quer estar ciente disso. Eles sequer conhecem ou reconhecem o que está impedindo-os. Se eles soubessem disso, agiriam de forma diferente. Eles devem viver em unidade, em Arvut (garantia mútua). Assim, a passagem da abundância será aberta e a Luz Superior passará de Olam Ein Sof (Mundo do Infinito) para as nações do mundo e preencherá a todos. Como está escrito pelos profetas: desta forma, o mundo inteiro vai alcançar paz e calma.

Pergunta: Junto com isso, como devemos nos relacionamos com o inimigo externo hoje?

Resposta: Nós temos que entender que temos que matar o mal dentro de nós. Mas, por enquanto, devido à falta de escolha e a falta de energia e tempo, nós também temos que nos livrar do inimigo externo. Mas isso é apenas porque ainda não conseguimos agir da maneira correta dentro de nós mesmos.

De KabTV “Cabalistas Escrevem, As Guerras de Israel” 21/07/14

Unidade É A Garantia De Vitória, Parte 3

laitman_944Pergunta: De que modo a cultura mundial influenciou o povo de Israel e o que precisamos para restaurar a confiança no nosso espírito ancestral?

Resposta: No período do exílio, o povo de Israel evoluiu por dois mil anos junto com os outros povos e deu-lhes muito de sua cultura, sua educação, incluindo o calendário, a divisão da semana em dias de trabalho e descanso nos fins de semana, e muitas outras coisas.

Mas hoje nós temos evoluído para um estado único, onde toda a humanidade deve se tornar conectada num único conjunto. Afinal de contas, nós nos trancamos numa única rede que se estende por todo o globo, como se estivéssemos vivendo numa pequena aldeia. Nesta circunstância, toda a humanidade também deve se conectar, e não apenas o povo de Israel. Caso contrário, nunca haverá um futuro.

Não é só a Europa que deve se unir numa única união, algo que não conseguiu fazer, mas o mundo inteiro deve se transformar numa única união. Mas, em vez disso, mais e mais conflitos e confrontos aparecem. Rússia e Estados Unidos têm retornado novamente à Guerra Fria, exceto que tanto a China como a América do Sul têm sido puxados e atraídos a ela. Os países árabes estão num estado de hostilidade e ódio contra Israel e entre si. Os conflitos existem em toda parte.

É assim que as forças que querem distanciar as nações umas das outras têm agido. Da mesma forma, há uma força geral que conecta todos juntos. Segue-se que o mundo deve se unir; esta é a sua tendência geral. Toda a natureza, em última análise, atinge equilíbrio e a conexão.

Mas o povo de Israel não está levando a força de unificação para o mundo. A força de unificação é a força da Luz. Está escrito que a inclinação ao mal, o desejo egoísta que separa as pessoas, foi criada e, além disso, a Torá, a Luz que Reforma, também foi dada.

A Torá é uma Luz única que corrige a força que separa as pessoas numa força que as conecta. Esta é a força encontrada na Torá, a força da Luz Superior. Nós estamos prontos para atrair essa força. Esta é uma energia positiva que existe na natureza, mas é necessário atrai-la.

Se não atrairmos essa força para o mundo, ela vai trazer a sua extinção, guerras mundiais e terrível sofrimento. E as nações do mundo sentem isso e já começaram a culpar Israel agora, apontando para nós como sendo os culpados pelo sofrimento do mundo.

Pergunta: Você quer dizer que, como o povo de Israel não está aprendendo Torá, ele não está permitindo que a Luz entre no mundo?

Resposta: Sob o conceito de Torá nós queremos dizer a sabedoria da Cabalá, que é a verdadeira parte interna da Torá. É simplesmente necessário aprender como o mundo é construído, como uma pessoa é construída, que tipo de Luz nós devemos atrair, e como atraí-la. Mas, em princípio, isso está falando da conexão entre as pessoas.

De KabTV “Uma Nova Vida” 11/12/14

Uma Borboleta No Monte Sinai

Dr. Michael LaitmanPergunta: A desintegração da sociedade que estamos testemunhando agora em Israel e em todo o mundo nos faz lembrar o nascimento de uma borboleta. Primeiro, há a lagarta, que vive por um tempo, come plantas e está feliz.

Porém, num determinado ponto a lagarta chega ao fim e não pode se preencher mais. Ele se transforma numa crisálida e entra num estado de escuridão fechando-se dentro de um casulo onde seu corpo começa a se desintegrar.

A lagarta deixa de ser o que era antes. Os cientistas descobriram que os genes que posteriormente a transformarão numa criatura totalmente diferente já estão na lagarta. Depois de um período de caos e desintegração, uma linda borboleta de repente sai do casulo; uma criatura alada que é muito mais desenvolvida.

Será que nós estamos no período do casulo agora e, portanto, vemos como tudo ao nosso redor está fora de equilíbrio e se despedaçando?

Resposta: É realmente assim, mas, a fim de nos tornarmos uma borboleta bonita, nós temos que mudar. Nós podemos alcançar essas mudanças quer de uma forma agradável, fácil e curta pela conexão entre nós, ou pela guerra e problemas terríveis que nos forçarão a unir. Isto significa que nós podemos passar por este processo de forma passiva ou ativa.

Comentário: Então, no final, nós nos conectaremos com ou sem guerra.

Resposta: Sim, mas há uma enorme diferença. Afinal de contas, não vai ser apenas mais uma guerra, mas uma guerra nuclear.

Pergunta: E se nós não conectamos?

Resposta: Não pode ser. Ela já está em nossos genes, assim como a lagarta é deve se tornar uma linda borboleta no final. Nós também temos os genes de acordo com o quais temos que levar o mundo inteiro à correção e eles já estão impressos nos genes da sociedade humana, em nosso programa interno. Nós só temos que cumprir isso.

Nós temos duas opções: boa ou ruim. A opção ruim é através de guerras e sofrimentos e a opção boa é por alcançar o cumprimento da sabedoria da Cabalá por nós mesmos, alcançando a força da conexão por ela ao atrair a força, a Luz que Reforma para nós mesmos. É dito: “Eu criei a inclinação ao mal, eu criei a Torá como um tempero, uma vez que a Luz nela reforma”.

Pergunta: Você fala sobre a Torá, então se trata de religião?

Resposta: Não. A Torá é a Luz, a força que nós descobrimos dentro do círculo, que nos solda juntos. A força que reforma é chamada de Torá. Não é um conceito religioso. Não é um livro ou um pergaminho que tem palavras escritas nele, mas uma força interior.

A inclinação egoísta não nos deixa conectar, enquanto que a Torá é a Luz Superior, o meio para corrigir a inclinação ao mal, que é sentida apenas por aqueles que sentem que têm que se conectar com outras pessoas e não podem fazê-lo. É como se toda a nossa nação se sentasse num grande círculo de oito milhões de pessoas e todo mundo só pensasse no fato de que não podem se unir. É um fato que, se não há nenhuma pressão externa, a sociedade permanece separada e independente.

Nossa missão é passar do estado um para o estado dois. O estado um é o nosso atual estado de insegurança e sem nenhum futuro, como resultado da falta de conexão entre nós por causa da nossa natureza egoísta.

Existem duas formas de alcançar o estado dois. O caminho certo é o caminho que os Cabalistas nos ensinam. Eles dizem que, se quisermos avançar, temos que conectar. Se nos sentarmos em círculos e começarmos a discutir a questão de como ser “como um homem em um só coração”, vamos descobrir o quanto somos contra essa ideia. Esta resistência que sentimos pela conexão é chamada de inclinação ao mal.

A inclinação ao mal não é revelada a uma pessoa em sua vida comum, quando ela desrespeita todos, mas somente quando deseja se conectar a outros. Só então ela vê que não quer que esta conexão e é repelida por isso, embora entenda que é preciso alcançar a unidade, apesar de sua repulsa natural.

Nós sentimos isso durante a última operação militar em Israel, uma vez que conseguimos nos unir somente sob pressão externa. No momento em que a pressão se foi, nós imediatamente voltamos ao nosso estado inicial e começamos a brigar e lutar. Então, o que podemos fazer? Depois de tudo, nós precisamos conectar!

O que realmente está faltando no momento é o reconhecimento de que precisamos de conexão. Nós precisamos disseminar amplamente e explicar que o nosso bom futuro depende da unidade da nação e que, de outro modo, enfrentaremos o desastre.

Se nós descobrimos que não podemos unir, embora desejemos, nós precisamos da Torá como meio para atingir a unidade. Isso significa que estamos no pé do Monte Sinai, que é a montanha do ódio. Nós queremos chegar à unidade, mas não podemos, uma vez que a alta montanha do ódio mútuo nos separa.

Então nós somos dignos do recebimento da Torá, que é a revelação da força de conexão que deve vir e nos conectar. Isto significa que a Luz da Torá reforma. É uma força de unidade, uma força de luz e amor. Quando ela é revelada, nós começamos a sentir proximidade, dependência e conexão mútua entre nós.

Pergunta: Onde nós podemos encontrar essa força?

Resposta: Esta força está escondida na natureza. Agora também, ela está entre nós, mas nós a descobrimos apenas na medida em que ansiamos em nos conectar. É disso que trata toda a Torá. Assim, toda vez que os Cabalistas se conectaram num grupo, eles descobriram o Criador, a força superior de conexão.

Pergunta: Este círculo também é adequado para pessoas que não são religiosas?

Resposta: O círculo é adequado para todos, não só para as pessoas que não são religiosas, mas também para as mulheres e pessoas de todas as nações. Afinal de contas, a nação de Israel tem que ser uma luz para as nações, ensinar a todos a sabedoria da conexão, e revelar a todos que o Criador é a natureza superior. Durante a última guerra, as mulheres e mães é que realmente manifestaram o apelo à unidade da nação.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/09/14

Limpando O Congestionamento No Caminho Da Luz

laitman_750_06Baal HaSulam, “Só Bondade e Misericórdia”: Só bondade e misericórdia me seguirão toda a minha vida. Nós sabemos que todos os mundos são como cascas de cebola um dentro do outro e este mundo está dentro deles como um ponto. Acontece que todas as linhas e tubos de abundância passam por esse ponto, como as linhas redondas dos órgãos acima do ponto central, do início ao fim, todos se encontram num ponto. Esta é a razão de Israel levar abundância aos mundos, visto que os tubos e linhas aparentemente terminam e estão entupidos em seu ponto de encontro neste mundo, o mundo das cascas, e, portanto, a abundância para os mundos que vai do início até o fim através deste mundo está aparentemente bloqueada.

Este é o poder dos justos que designam a matéria e a forma, cada um no seu próprio nível, e, assim, corrigem os tubos e as linhas que chegam a ambas e transmitem abundância infinita e grande brilho a todos os mundos. Este é o significado de apenas bondade e misericórdia seguem uma pessoa por toda a sua vida, de modo que eles devem servir como um lugar para ela passar.

Israel está no centro de todos os mundos e abre ou fecha o tubo de abundância e seu fluxo para toda a humanidade e todos os mundos. Se não nos esforçamos suficientemente, o fluxo de Luz é bloqueado e apenas uma mínima centelha é deixada, necessária para a existência do mundo, o que significa uma pequena força que mantém a criação viva. Tudo o resto pode ser alcançado apenas pelo nosso esforço.

Toda a humanidade tem que ser corrigida, na medida em que muda a sua natureza de recepção para doação. Na verdade, nós mudamos nossa intenção de “a fim de receber” para “a fim de doar” e, assim, adquirimos os atributos do Criador, que é toda a realidade. Baal HaSulam descreve a realidade como um sistema em que existem tubos, círculos e retidão.

Toda a humanidade tem que mudar de egoísmo para doação, porque é graças a isso que ela adquire o atributo do Criador, identificando-se e conectando-se com toda a realidade. Há uma força pioneira na humanidade chamada Israel de acordo com a sua intenção de Yashar El (direto ao Criador), que leva todo o resto.

Abraão descobriu todos esses elementos na antiga Babilônia e disse, explicou e ensinou todos os babilônios. No entanto, apenas alguns deles responderam a este convite que a humanidade recebeu da natureza, do Criador. É assim que deveria ter sido.

Esta pequena força pioneira tem que cumprir a sua missão com grande responsabilidade. Israel tem que ser o pioneiro da correção e preparar o caminho para todos os outros.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 23/07/14

A Unidade É A Garantia De Vitória, Parte 2

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que tipo de cisma estava acontecendo entre o povo de Israel no tempo dos Macabeus, ao qual o feriado de Chanucá está conectado?

Resposta: Este foi um período muito difícil. Nosso ego estava crescendo o tempo todo e fomos obrigados a superá-lo. Ao mesmo tempo e em várias etapas nós não conseguimos superar o nosso ego, e por isso a sensação grega chegou. Esta foi a sensação de que não valia a pena controlar sempre esta luta interior e se conectar com a força superior, mas sim que era possível viver uma vida materialista simples, conveniente para o corpo, e é o que é feito por todo o resto das nações.

Isso se chama abordagem grega. O grego dentro de uma pessoa diz-lhe: “A principal coisa é a vida física! Nós construímos casas agradáveis, celebramos e aproveitamos a vida. Junte-se a nós!”.

Os gregos não tinham a intenção de escravizar o povo de Israel, eles só queriam que esse povo anteriormente grande e poderoso se tornasse como o resto da humanidade. Os gregos eram a humanidade inteira naqueles tempos, sua parte mais avançada.

Mas, no momento em que os judeus quebraram sua conexão, eles causaram todos os tipos de problemas para si mesmos, incluindo também aqueles que vieram dos gregos. Se nós pertencemos ao povo de Israel, não podemos acabar com a conexão entre nós e a conexão com o poder superior, e começar a viver como os gregos. Isso não é possível para nós e, inevitavelmente, alguma coisa vai acontecer.

O mundo de repente vai sentir que sua energia interna, a sua Luz interior, se esgotou. Este sentimento vai surgir em todas as nações do mundo, não só no povo de Israel, pois todos vão deixar de receber o poder exclusivo através dele. Então, todos os tipos de problemas e dificuldades virão, e as nações do mundo vão culpar o povo de Israel.

Isso vai obrigar o povo de Israel a se conectar e unir de novo, a se unair como ovelhas rodeadas por lobos. No momento em que nos unirmos, a Luz Superior recomeçará a fluir através de nós para o mundo e tudo vai se acalmar.

Tudo vai ficar calmo, a pressão sobre Israel vai desaparecer, a tensão dentro de Israel irá diminuir, e mais uma vez, as controvérsias vão voltar novamente. Vamos novamente parar de nos preocupar com a nossa conexão e unidade, vamos nos separar e atrair uma nova onda de problemas.

É assim que estas ondas vêm uma após a outro. Nós estamos unidos e conectados por um determinado período, fazemos coisas boas para nós mesmos e para o mundo todo. Mas, depois disso, nos afastamos novamente, o que vai ser ruim para nós e para o resto do mundo. Assim, o mundo descontente vem até nós e se soma ao nosso sofrimento, forçando-nos mais uma vez a conectar.

Nós nos queixamos de que a história tem se repetido por toda a duração do nosso caminho, por todos esses milhares de anos e ao longo das gerações. Mas, a razão para isso está escondida dentro de nós mesmos. A guerra se inflama por causa de um choque entre as duas abordagens: a primeira abordagem do povo de Israel e a abordagem do resto dos povos representados pelos gregos na história de Chanucá.

Quando esta abordagem grega penetra o povo de Israel, ela cria um cisma. Esta é a mesma situação que nos encontramos hoje em dia! Aparentemente, o povo de Israel está na terra de Israel, mas eles não são uma nação, porque se a conexão não existe entre nós, nós somos simplesmente um grupo de exilados, uma reunião dos exilados.

Portanto, não é apenas que não podemos trazer a Luz para nós mesmos, que é a energia interna, a segurança, a saúde, a Luz, por meio do que tudo em nossas vidas é determinado. Em vez disso, nós também não movemos esta Luz através de nós para o mundo, a fim de iluminar o resto da humanidade.

Hoje não temos poder porque não há unidade entre nós. E por isso não podemos atrair a Luz para nós mesmos ou disseminá-la a todo o mundo através de nós. Essa Luz que devemos distribuir a outros povos não está dentro de nós, de modo que eles nos culpam por todos os seus problemas e desastres.

Todos os sofrimentos que eles experimentam são derivados desse mesmo sentimento de que eles devem obter algo de bom com o povo de Israel, mas não estão recebendo. É necessário ouvir o que eles estão dizendo. Não existem povos no mundo que não venham com acusações contra o povo de Israel, das nações da América Latina ao Japão, da Austrália à Islândia. E nós vemos com que força eles fazem essa exigência. E quanto pior fica o mundo, mais forte serão essas exigências em relação a Israel.

De KabTV “Uma Nova Vida” 11/12/14